Categoria: Geral

  • Saiu a edição de junho do JÁ Bom Fim

    Acaba de sair do forno a edição de junho do JÁ BOM FIM. O jornal está circulando pelos principais comércios do Bonfa e dos bairros vizinhos. A íntegra da edição também pode ser lida aqui no site do Já.

    Na Banca Folhetim, do Cláudio, tem o JÁ Bom Fim e a História Ilustrada do Rio Grande do Sul, lançado pela JÁ Editora. / JÁ
    Na Banca Folhetim, do Cláudio, tem o JÁ Bom Fim e a História Ilustrada do Rio Grande do Sul, lançado pela JÁ Editora. / JÁ

    Na capa, uma matéria sobre a intensa fiscalização da SMIC (Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio) na Feira Ecológica de sábado na José Bonifácio. A secretaria criou um anexo da feira, do outro lado da rua, para onde tiveram que se mudar os feirantes que têm algum tipo de irregularidade.
    Produtores e consumidores da feirinha reclamam que estão sendo feitas exigências que nunca haviam sido feitas em quase 30 anos de feira. A secretaria afirma que só está fazendo cumprir a Lei dos Orgânicos, por exigência do Ministério da Agricultura.
    A edição traz também uma matéria sobre o movimento de ocupações escolares. A reportagem do JÁ BOM FIM foi até o instituto de Educação General Flores da Cunha para saber dos estudantes como eles gostariam que a escola fosse.
    Na Grão e Essência dá pra sentar pra ler o jornal tomando um bom café com um salgado integral / JÁ
    Na Grão e Essência dá pra sentar pra ler o jornal tomando um bom café com um salgado integral / JÁ

    Este mês, a sessão Rua Viva é sobre a avenida Venâncio Aires, contando um pouco da antiga Rua da Imperatriz e a da diversidade das atividades de comércio e serviços da Venâncio atual.
    Tu podes pegar teu exemplar na Lancheria do Parque (av. Osvaldo Aranha, 1086), na loja Grão e Essência (av. Venâncio Aires, 1117), na Esmalteria Nacional (rua Francisco Ferrer, 362), na Banca Folhetim (rua Jacinto Gomes esquina Venâncio Aires) e nos principais estabelecimentos comerciais do Bonfa e bairros vizinhos.

  • Filmes de Clint Eastwood até domingo na P.F Gastal

     Cleber Saydelles

    A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta de terça-feira, 14, a domingo, 19 o ciclo Clint Eastwood – O Geminiano que Nós Amamos, com um panorama de obras importantes e menos populares de um dos nomes mais talentosos da história do cinema. Com projeção digital e várias exibições em alta definição, a mostra é uma parceria com a distribuidora MPLC e a locadora E O Vídeo Levou.

    A entrada é franca com distribuição de senhas na bilheteria 15 minutos antes de cada sessão.

    Entre os destaques da mostra, estão o tenso primeiro longa-metragem de Clint,Perversa Paixão, sobre a obsessão amorosa; sua apropriação sombria do polêmico policial Dirty Harry – Impacto Fulminante; o melancólico retrato de um cantor apaixonado pela música, A Última Canção; e o seu primeiro faroeste como diretor, o violento O Estranho Sem Nome. Também ganham exibição a obra-prima Um Mundo Perfeito, reconhecido por muitos fãs como seu grande filme, e o subestimado Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal. Duas das atuações mais marcantes de sua trajetória, O Estranho que Nós Amamos, de Don Siegel, e O Último Golpe, de Michael Cimino, completam a programação.
    Os filmes
    Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal – (Midnight In The Garden Of Good And Evil, 1997, 155 minutos)
    John Kelso (John Cusack), um escritor e jornalista de Nova York, vai até Savannah, Geórgia, para cobrir a festa de natal de Jim Williams (Kevin Spacey), um noveau-riche (segundo ele mesmo) que se tornou a pessoa mais importante da cidade. Durante a festa na casa do milionário Kelso, sem ter noções de certos fatos, presencia uma briga entre o anfitrião e Billy (Jude Law), que parecia não ter tido grandes consequências. Mas, um pouco mais tarde, ele fica sabendo que Jim matara Billy, com quem tinha uma ligação íntima. Deste momento em diante tudo em Savannah passa a girar em torno do julgamento e Jim, que alega legítima defesa, espera usar seu prestígio e poder para ser absolvido, mas parece que tanto a defesa quanto a acusação decidiram mascarar a verdade de todas as formas, para terem um veredicto favorável. Exibição em HD.
    Um Mundo Perfeito – (A Perfect World, 1993, 137 minutos)
    Nos anos 60, presidiário sequestra criança como refém, após fugir de sua sentença. Segue para o Alaska, terra onde seu pai foi morar, para um acerto de contas com o passado. Porém, com o tempo, cria uma amizade com o menino, que também desconhecia a presença de uma figura paterna. Enquanto são perseguidos por um veterano policial, os dois compartilham emoções que lhes eram desconhecidas. Exibição em HD.

    Impacto Fulminante
    – (Sudden Impact, 1983, 115 minutos)
    Harry Callahan (Clint Eastwood) é um policial de São Francisco que é criticado por seu método, no qual mata diversos criminosos em seu trabalho. Assim é mandado em uma missão na Califórnia, enquanto a situação se acalma. Entretanto lá uma artista, Jennifer Spencer (Sondra Locke) foi atacada sexualmente juntamente com a irmã, que enloqueceu. Assim ela jura vingança e começa a eliminar os homens que a violentaram, fazendo com que Callahan tenha que evitar que ela continue matando. Exibição em DVD.
    A Última Canção – (Honkytonk Man, 1982, 118 minutos)
    Na década de 30, durante a terrível depressão americana, somente uma coisa era capaz de garantir a sobrevivência de um homem: seus sonhos. Red Stovall (Clint Eastwood), um apaixonado pela música e pelo Whisky, decidiu correr as estradas empoeiradas atrás de uma chance para se tornar um grande cantor country. Junto com seu fiel sobrinho (Kile Eastwood), cuja função era manter longe de problemas, eles seguiram de Oklahoma até Nashville vivendo aventuras e decepções em nome de seus sonhos. Exibição em HD.
    O Último Golpe – (Thunderbolt and Lightfoot, 1974, 110 minutos) – Direção: Michael Cimino
    Sete anos após um assalto a banco, um experiente ladrão que se disfarçava de sacerdote religioso se reúne com um companheiro mais jovem e irreverente, reencontrando seu antigo grupo para organizar um novo e audacioso golpe. Exibição em HD.
    O Estranho Sem Nome – (High Plains Drifter, 1973, 105 minutos)
    Eastwood interpreta um estranho misterioso que surge das escaldantes areias do deserto e cavalga decidido para amedrontada cidade do Lago. Após cometer vários crimes em vinte minutos, o Estranho é contratado pela cidade para protegê-la de três pistoleiros fugidos da prisão. Exibição em blu-ray.
    Perversa Paixão – (Play Misty For Me, 1972, 102 minutos)
    Dave (Clint Eastwood) é um locutor paquerador que perdeu a namorada (Donna Mills) por causa de suas traições. Na cidade de Carmel ele vive sua rotina de passeios noturnos pelo circuito de bares e cantadas picantes dirigidas às ouvintes que escutam as cinco horas diárias de seu programa. Certo dia, ele sai como uma fã (Jessica Walter) e na sequência um romance se inicia, apesar dele deixar claro para ela que não gostaria de nada sério. Quando a ex-namorada retorna para a cidade, Dave pensa em mudar de vida e tornar-se fiel, mas Evelyn não está disposta a perder essa disputa amorosa e revela-se mais perigosa e imprevisível do que ele poderia imaginar. Exibição em blu-ray.
    O Estranho que Nós Amamos – (The Beguiled, 1971, 100 minutos) – Direção: Don Siegel
    Clint Eastwood e Geraldine Page estrelam este tenso drama psicológico sobre amor e traição. Durante a Guerra Civil Americana, um soldado da União ferido é abrigado pela diretora e pelas estudantes de um colégio para garotas no Sul do país. Enquanto sua saúde melhora, seu desejo aumenta. Contudo, poderia ele confiar que estas mulheres do inimigo não iriam entregá-lo? Exibição em blu-ray.
    Programação
    Terça-feira, 14
    15h – Perversa Paixão
    17h – A Última Canção
    19h – Um Mundo Perfeito
    Quarta-feira, 15
    15h – O Estranho que Nós Amamos
    17h – O Estranho Sem Nome
    19h – Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal
    Quinta-feira, 16
    15h – Impacto Fulminante
    17h – A Última Canção
    19h30 – Lançamento do documentário Olhos Fechados Pro Azar, com a banda Dingo Bells
    Sexta-feira, 17
    15h – O Estranho Sem Nome
    17h – Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal
    20h – Projeto Raros (O Relatório, de Abbas Kiarostami + debate com Ivonete Pinto)
    Sábado, 18
    17h – O Último Golpe
    19h – Impacto Fulminante
    Domingo, 19
    15h – Perversa Paixão
    17h – O Estranho que Nós Amamos
    19h – Um Mundo Perfeito
    Outras informações
    Sala P. F. Gastal
    Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
    Av. Pres. João Goulart, 551 – 3º andar – Usina do Gasômetro
    Fone 3289 8133
    www.salapfgastal.blogspot.com
    Edição de: Manuel Petrik

  • Reajuste de servidores federais custará R$ 67 bi aos cofres públicos

    Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil
    O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão divulgou hoje (14) nota corrigindo o impacto do reajuste de servidores federais até de 2018, que é de R$ 67,7 bilhões e não de R$ 52,9 bilhões como anunciado pelo governo anteriormente. O reajuste foi aprovado no dia 2 de junho pela Câmara dos Deputados.
    De acordo com a nota de esclarecimento do ministério, “na tabela anteriormente divulgada, houve erro técnico na apuração dos impactos decorrentes dos reajustes concedidos no período 2017-2018. As informações divulgadas deixaram de computar parte do efeito das anualizações dos reajustes concedidos nos anos anteriores. Desta maneira, os valores apresentados para 2017 e 2018 estavam subestimados. Veja abaixo como fica o impacto atualizado:
    Sem título
    O ministério destaca, ainda, que, mesmo com a correção, o impacto dos reajustes sobre a folha primária projetada para o período 2016-2018, considerados os seus efeitos anualizados, está abaixo da inflação esperada para o mesmo período.
     
     
  • Estudantes só desocupam AL após reunião com governador Sartori

    FELIPE UHR
    Os estudantes que desde ontem estão acampados no saguão da Assembleia Legislativa anunciaram hoje que só deixam o local após um encontro com o governador.
    O pedido foi feito durante uma reunião com o deputado Gabriel Souza, líder do governo na Assembleia. Souza será o interlocutor entre estudantes e governo.
    Os secundaristas pediram também a retirada do PL 44. O deputado, após a reunião, se dirigiu ao Palácio Piratini onde tenta atender a reivindicação dos alunos. 
    Os secundaristas também estão em reunião interna para decidir os próximos passos do movimento.
    De certo mesmo é que a ocupação continua até o encontro com Sartori.
    “Estamos 35 ocupando as escolas e o governador ainda não apareceu. Queremos conversar com ele. Só sairemos daqui depois” afirmou a secundarista Isabela Luzardo, integrante da União Brasileira dos Estudantes (Ubes) que participou das reuniões com Souza.
    A ocupação aconteceu com a intenção de barrar a PL44 que passaria pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) esta manhã.
    A reunião da CCJ acabou não acontecendo por falta de quórum. Por conta da ocupação a entrada principal da Assembleia está fechada. Só entram funcionários e pessoas autorizadas, pelo estacionamento.

  • Sem acordo, greve dos professores estaduais continua

    Terminou sem acordo a reunião entre o Comando de Greve do Cpers/Sindicato e representantes do governo estadual, realizada na tarde dessa segunda-feira, no Centro Administrativo.
    Foi o quarto encontro entre as duas partes para solucionar a greve dos professores da rede pública estadual. A principal reivindicação do magistério – aumento salarial- tem sido negada pelo governo.
    A tensão entre professores e governo estadual cresceu nos último dias.
    A greve completou cinco semanas de paralisação. O Comando de Greve do Cpers divulgou nota oficial hoje acusando o governo de mentir e incitar a comunidade contra os educadores.
    Uma empresa de telemarketing paulista ligou para telefones de 10 mil pais de alunos, avisando que haveria aula na segunda-feira e que os alunos deviam comparecer às escolas.
    À tarde, ao se dirigir à reunião marcada com o secretário da Educação, Luis Antônio Alcoba e o chefe da casa Civil, Márcio Biolchi, os professores foram impedidos de  acessar o local da reunião, forçaram a entrada e depois do encontro, sem obter resposta satisfatória para suas reivindicações, resolveram ocupar parte das dependências da Secretaria da Educação:
    “Pedimos para os representantes do governo que voltem a discutir no governo realmente nossas reivindicações. E só sairemos daqui com uma proposta concreta”, afirmou Helenir Schürer, presidente do Cpers.

  • Governo entra na Justiça para desocupar escolas

    A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ingressou com ação civil pública, na tarde desta segunda-feira, com pedido liminar para a desocupação de escolas no Rio Grande do Sul.
    A ação tenta garantir o retorno das condições para realização de aulas e o acesso de professores e estudantes.
    Semana passada, o secretário da Educação, Luis Antônio Alcoba, endereçou correspondência aos alunos dessas escolas dando um prazo de 48 horas para elas serem desocupadas.
    Há 158 escolas ocupadas no Estado, segundo o levantamento do movimento Ocupa Escola/ RS.
    O processo vai tramitar na Vara da Fazenda Pública, no Foro Central de Porto Alegre.
    “Não queremos cercear nenhuma manifestação, mas tem uma grande maioria da população e da sociedade que deseja que os alunos tenham aula. Não podemos admitir que organismos políticos usem uma minoria para não deixar que os professores e as crianças, que querem estudar, tenham aula”, disse o secretário-geral de Governo, Carlos Búrigo.
    O Cpers/Sindicato, no entanto, denuncia a postura de intolerância do governo e diz que está atento e não permitirá que seja usada truculência para desmobilizar as ocupações dos alunos.
    “Qualquer ato que atinja a integridade física dos nossos estudantes será responsabilidade desse governo anti democrático e desrespeitoso”, diz nota do Cpers sobre o assunto.

  • Brigada Militar fecha acesso à Assembleia para isolar ocupação

    RAMIRO FURQUIM
    Os estudantes acampados no hall de entrada da Assembleia Legislativa do RS (ALRS) estão com acesso fechado por policais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOE).
    Segundo o tenente-coronel Mário Ikeda, houve um pedido direto do gabinete da presidência da Casa do Povo para que não houvesse mais acesso ao local.

    2016.06.10 - Porto Alegre/RS/Brasil - Estudantes secudaristas ocupam Assembleia Legislativa, a fim de acompanhar votação do Projeto de Lei 44/2015 na Comissão de Constituição e Justiça. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Depois que a notícia da restrição se espalhou, bastante gente se aglomera em frente à entrada prestando apoio à ocupação e trocando ideias pelas frestas das vidraças. Há apoiadores até montando acampamento do lado de fora.
    Momento antes, um grupo de representantes dos estudantes pediu em reunião, à portas fechadas para jornalistas que não fossem da Comunicação da AL, garantias para fazer a própria segurança e acessos, uso de sanitários, que a luz não fosse desligada, acesso livre de mantimentos e reunião com a presidente da ALRS, Silvana Covatti, do PP.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    O secundaristas receberam apenas garantia de reunião às 8h desta terça-feira (14), com a presidente Covatti. Segundo assessoria de imprensa, a deputada Silvana participava de audiência externa: “Garantirei acesso deles à reunião da CCJ”, disse à assessoria.
    Os estudantes querem uma posição pública do PP sobre os PL’s 44/2016, das Organizações Sociais (OS’s), e 190/15, Escola Sem Partido.
    Ainda querem participação na Comissão de Constituição e Justiça, onde será avaliado o projeto que trata das OS’s, a fim de defender retirada desses PL’s, diz Ana Paula Souza dos Santos, estudante 3º ano do Protásio Alves que participou da reunião.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Mantimentos estão sendo recebidos pela entrada do estacionamento, próximo ao Multipalco do Theatro São Pedro. Os agentes legislativos estão alcançando os materiais para os estudantes.

  • Van Hattem é o mais criticado na ocupação da Assembleia

    Secundaristas ocuparam a Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira. Eles são contra projetos que estão em tramitação na Casa e que “afetam diretamente o ensino público escolar”.
    No saguão de entrada da casa os estudantes cantavam contra o governador Sartori e contra o deputado estadual Marcel Van Hattem, do PP.

     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    Nome do parlamentar foi coberto por adesivos | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Autor de um projeto polêmico, o “Escola sem partido”, Van Hattem teve seu nome citado diversas vezes pelos estudantes. Em certo momento, os jovens formaram um jogral que recitava textos acusando o parlamentar de fascista. “Nós vamos sim falar de política, vamos falar de feminismo e de extermínio negro” exclamou a jovem. “Fascistas, nazistas não passarão” gritavam em côro.
    A estudante Maria Eduarda, integrante do coletivo Juntos, explicou porque Van Hattem o principal alvo dos coros: “Ele é contra as ocupações e está articulando de todos os jeitos acabar com elas”.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

  • O que querem os estudantes com as ocupações

    As ocupações escolares são um fenômeno novo na política gaúcha. Inspirados em movimentos semelhantes de outros estados, principalmente de São Paulo, estudantes ocuparam mais de 150 escolas estaduais no Rio Grande do Sul.
    O processo iniciou pelo colégio Emílio Massot, no bairro Azenha. Os estudantes ocuparam a escola no dia 11 de maio e a partir daí o movimento cresceu rapidamente. Em um semana, já eram mais de 80 instituições de ensino ocupadas em todo o estado. Os estudantes criticam o atual modelo educacional e exigem maior espaço de participação.
    As principais reivindicações comuns às ocupações são contra o PL 44, que cria as Organizações Sociais (OS), possibilitando que entidades privadas assumam o controle de serviços públicos como saúde e educação, e o projeto chamado de Escola sem Partido. Além destes, cada instituição tem suas pautas específicas, como falta de professores, de repasse de verbas, problemas estruturais e mais segurança no entorno das escolas.
    O Instituto de Educação General Flores da Cunha, na avenida Osvaldo Aranha, é uma das escolas ocupadas. No dia 18 de maio, um grupo de cerca de 30 estudantes acampou na escola. Os estudantes desenvolvem atividades como oficinas, debates e sessões de cinema. No dia 29, os alunos organizaram um festival cultural, com diversas apresentações musicais e o lançamento de um livro, produzido artesanalmente pelos próprios estudantes dentro da ocupação.
    A reportagem do Jornal JÁ esteve foi até o IE local para saber dos estudantes como eles gostariam que a escola fosse.
    Frederico: A escola não ensina a pensar
    “Eu sempre me incomodei com a escola, porque ela fazia de tudo para eu não ter vontade de estar aqui dentro. As vontades não são respeitadas, tudo é obrigado. A forma de ensino que a gente tem nos ensina a obedecer, não ensina a pensar.”

    Frederico é profissional do teatro, atua desde os oito no grupo Falos e Stercus. Para um aluno que já descobriu seu rumo profissional, a escola acaba sendo mais empecilho do que aprendizado / Ramiro Furquim/Jornal Já32
    Frederico é profissional do teatro, atua desde os oito no grupo Falos e Stercus. Para um aluno que já descobriu seu rumo profissional, a escola acaba sendo mais empecilho do que aprendizado / Ramiro Furquim/Jornal Já

    Marcyelle: aulas mais práticas
    “Se as aulas fossem mais práticas, a gente aprenderia bem mais. Ter aula em museu, no parque, não só vir pra cá e ficar escrevendo. O jeito como as coisas funcionam hoje não estimula o aluno a estudar.
    Marcyelle Araújo tem 19 anos e é estudante do segundo ano. Quer cursar a faculdade de música e ser professora, toca violão e percussão desde os quatro anos, mas tem dificuldade com a matemática / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Marcyelle Araújo tem 19 anos e é estudante do segundo ano. Quer cursar a faculdade de música e ser professora, toca violão e percussão desde os quatro anos, mas tem dificuldade com a matemática / Ramiro Furquim/Jornal Já

    Marcos: “Queremos direitos iguais”
    “Uma das pautas da reivindicação é maneiras diferentes de ensinar. Tem professores novos, estagiários, que querem dar aulas diferentes, com uma música, ou alguma brincadeira, mas o professores antigos não apoiam. Nós queremos direitos iguais para todo mundo. O que os alunos falam os diretores e professores não levam em consideração.”
    Marcos Felype Cruz, tem 14 anos, está na sétima série e já repetiu de ano duas vezes. Sua única dificuldade é em Língua Portuguesa. O que mais gosta no colégio é a união entre os alunos / Ramiro Furquim / Jornal Já
    Marcos Felype Cruz, tem 14 anos, está na sétima série e já repetiu de ano duas vezes. Sua única dificuldade é em Língua Portuguesa. O que mais gosta no colégio é a união entre os alunos / Ramiro Furquim / Jornal Já

    João: alunos não têm voz
    “Além de a escola estar caindo aos pedaços, nós alunos não temos muita voz. A gente participa do conselho, mas parece que quando a gente fala eles tentam nos pular, pedem para acelerar. Isso que está faltando um pouco: a voz dos alunos.”
    João Marcon é aluno da sétima série, se diz insatisfeito com a escola como ela é. Considera que o ensino não prepara bem para o Enem.
    Isabela: o aluno como indivíduo, não como massa
    “Estou insatisfeita com a forma como a educação funciona. Aquela coisa ainda do tempo da ditadura: o aluno sentado, olhando para a nuca do colega da frente e tentando decorar um conteúdo que vai cair no vestibular. Minha escola ideal trabalharia o aluno como indivíduo, não como massa.”
    Isabela Marcon estuda no IE há 11 anos. Desde criança tem o hábito de escrever, mas, sem apoio na escola, escondia seus textos. O livro lançado pelos estudantes traz um poema seu / Ramiro Furquim/Jornal Já
    Isabela Marcon estuda no IE há 11 anos. Desde criança tem o hábito de escrever, mas, sem apoio na escola, escondia seus textos. O livro lançado pelos estudantes traz um poema seu / Ramiro Furquim/Jornal Já

     

  • Secundaristas ocupam Assembleia contra projeto de Sartori

    Cerca de 200 estudantes de escolas ocupadas foram protestar em frente ao Palácio, na tarde desta segunda-feira.
    O alvo dos secundaristas é o PL44, que permite a entrada de organizações privadas em serviços públicos, em áreas como educação, cultura, esporte, tecnologia e meio ambiente.

     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    Os cantos ironizavam o governador do Estado:  “Sartori fala a verdade/ educação nunca foi prioridade” ou “Sartori mãos de tesoura/ cadê o salário da minha professora?”
    Por volta das 15h30 os estudantes deixaram a praça, entraram na Assembleia Legislativa e tomaram o saguão de entrada da Casa, onde continuaram cantando as músicas.
    No início da noite, começaram a armar barracas no saguão, decididos a manter a ocupação até a votação do projeto.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
    | Ramiro Furquim/Jornal Já

    O projeto que eles contestam passa pela sua primeira votação na Comissão de Constituição  e Justiça(CCJ), a partir desta terça-feira. Os secundaristas prometem acompanhar a votação e esperam que os deputados votem contra a matéria.
    O parecer do projeto na CCJ deve ser desfavorável já que a relatora é a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) que já declarou publicamente  ser contra a PL.
     | Ramiro Furquim/Jornal Já
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