Felipe Uhr
Cerca de 50 ativistas participaram, no fim da tarde deste sábado (7), de um abraço simbólico ao Cais Mauá para reforçar as críticas que vem sendo feitas ao projeto de revitalização da área, que prevê a construção de prédios comerciais, shopping e hotel na beira do Rio Guaíba.
Marcado para as 16h, o abraço ocorreu por volta das 17h, quando os participantes que se encontravam na Sepúlveda, no Centro Histórico de Porto Alegre, atravessaram a avenida Mauá de mãos dadas e foram em direção ao portão principal de entrada do Cais.
Leia o especial do JÁ e entenda a revitalização do Cais Mauá
Revitalização desafia governos há décadas
Licitação teve um único concorrente
Mudanças acionárias movimentam milhões
Estavam lá líderes de movimentos como o Cais Mauá de Todos e o Ocupa Cais Mauá, integrantes de entidades como Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao ambiente Natural, Mogdema (Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente) e políticos que integram a Frente Parlamentar e Social por um Cais Mauá de Todos, lançada oficialmente na última quinta-feira (5).
Os discursos fizeram a defesa de um projeto voltado para a sociedade e que tenha discussão e participação da comunidade.
“Estamos contestando porque o projeto não tem condições mínimas. Eles mesmos estão se enrolando” ressaltou, referindo-se às dificuldades financeiras que o consórcio responsável pela obra está enfrentando e que levou o grupo a suspender os pagamentos de empresas prestadoras de serviço, que agora cobram os valores na Justiça.
Frente Parlamentar já pediu reunião com a Antaq
Embora tenha sido criada oficialmente a poucos dias, a Frente Parlamentar e Social por um Cais Mauá de Todos já está trabalhando pesado para alcançar o objetivo de revogar o contrato entre Estado e iniciativa privada.
Para isso, já solicitou audiências com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que é interveniente no negócio e precisaria aprovar todas as etapas da revitalização. Também será agendada uma reunião com o Secretario dos Transportes, Pedro Westphalen.
O articulador da Frente, o deputado Tarcisio Zimmermann(PT) ressaltou a importância de questionar os órgãos públicos sobre irregularidades do projeto apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado – e já rechaçadas pelo governo estadual. “Vamos ser essa linha de apoio” afirmou o deputado.
Zimmermann também lamentou que quando o seu partido esteve à frente do Piratini (2010-2014, com Tarso Genro), nada tenha sido feito para barrar o negócio: “Houve um cochilo, não compreendo como esse projeto seguiu seu curso durante o governo Tarso”.
Após o abraço, alguns ativistas permaneceram na avenida Sepúlveda, onde a organização montou um sistema de som e produtores de cerveja artesanal trouxeram mercadorias para vender. Perto das 18h, o movimento recrudesceu com a chegada dos participantes da Marcha da Maconha, que se uniu ao movimento pelo Cais Mauá de Todos para terminar a noite de sábado ao ritmo de reggae.
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Categoria: Geral
Abraço ao Cais Mauá reúne 50 pessoas no centro de Porto Alegre
Zimmermann (d): parlamentares querem ser “linha de apoio” do movimento | Ramiro Furquim Consórcio Cais Mauá admite dificuldades financeiras: “É a crise”
Naira Hofmeister
A Cais Mauá do Brasil enviou uma nota ao Jornal JÁ em resposta à reportagem que revela uma dívida de mais de meio milhão de reais com empresas terceirizadas que prestam serviços ao consórcio.
No texto – que é a primeira manifestação formal do consórcio ao jornal em mais de um ano – a Cais Mauá do Brasil admite dificuldades financeiras: “A Cais Mauá do Brasil (CMB) atravessa um momento de aperto de liquidez e restrição orçamentária”. A nota, entretanto, atribui a contingência à “situação de extremo aperto de liquidez por que passa o Brasil”.
Segundo a empresa, que recebeu a concessão para explorar o antigo porto de Porto Alegre através de um empreendimento comercial por 25 anos, o gatilho do problema é a demora em obter o licenciamento para a obra. A revitalização do Cais Mauá prevê a construção de três torres de escritórios com até 100 metros de altura cada (quase o dobro do limite permitido no Plano Diretor da Capital), um shopping center e vagas de estacionamento para 5 mil automóveis.
A tramitação na prefeitura está levando mais tempo do que o planejado – após ter o Estudo de Impacto Ambiental aprovado em dezembro do ano passado, a Cais Mauá do Brasil aguarda a licença construtiva, que é emitida pela Secretaria de Urbanismo (Smurb). A pasta, entretanto, exigiu mudanças no projeto básico apresentado pelo consórcio.
“Este tipo de ocorrência é normal em toda obra deste porte e, não fosse a situação de extremo aperto de liquidez por que passa o Brasil, neste momento, alternativas financeiras seriam viáveis, o que não causaria atrasos nos pagamentos aos fornecedores”, esclarece o consórcio.
Ao se credenciar para a licitação – vencida sem que houvesse outros concorrentes -, a Cais Mauá do Brasil apresentou uma série de documentos cuja finalidade era demonstrar a capacidade executiva da obra, orçada, em 2010, em R$ 350 milhões.
Em uma inspeção especial realizada entre 2012 e 2014, o Tribunal de Contas do Estado entendeu que o consórcio descumpria uma cláusula contratual que o obrigava a apresentar uma “garantia financeira” no valor de R$ 400 mil – poderia ser uma carta de financiamento de um banco ou um equivalente, desde que comprovasse que o recurso estava disponível.
O Governo do Estado discorda, e entende que as garantias foram dadas conforme exigência do edital.
De toda forma, a Cais Mauá do Brasil sustenta que o investimento será feito com recursos captados no mercado financeiro através de um fundo, que em janeiro deste ano havia arrecadado R$ 161 milhões, menos da metade do valor mínimo de investimento pactuado entre Estado e empreendedor no segundo aditivo ao contrato, de R$ 400 milhões.
Um grupo de cidadãos de Porto Alegre ingressou com uma ação na Justiça Estadual para esclarecer esse e outros pontos do contrato.
consórcio está otimista
Apesar de já responder na Justiça pelo calote a dois prestadores de serviço – e da iminência de que outras duas terceirizadas ingressem com medidas judiciais para reaver valores devidos – a Cais Mauá do Brasil está confiante na reversão da situação: “Evidente que estes atrasos geram atrito entre alguns parceiros, mas tais atritos são pontuais e serão resolvidos brevemente”.
A nota do consórcio encerra com uma mensagem otimista aos porto-alegrenses – que, garante, em sua “grande maioria” o apoia – garantindo que o trabalho está sendo feito de forma “diligente” e “perseverante”.
“É importante que a sociedade saiba que o nosso esforço e empenho para que esta obra aconteça tem sido gigante, e estamos fazendo tudo o que é possível ser feito, respeitando os tempos dos órgãos públicos, pacientemente.”
Leia a íntegra da nota
“Senhores jornalistas do JÁ,
O Brasil e a Cais Mauá do Brasil (CMB), em particular, atravessa um momento de aperto de liquidez e restrição orçamentária. O projeto de revitalização, como todo projeto complexo desta ordem, se baseia em um orçamento Físico X Financeiro, onde a liberação de recursos orçamentários ocorre em função do atingimento de determinadas etapas.
No estágio atual, as etapas físicas são as obtenções de licenças e autorizações. Como tais liberações estão atrasadas em relação ao que foi previsto, não vem sendo possível liberar os recursos orçados. Este tipo de ocorrência é normal em toda obra deste porte e, não fosse a situação de extremo aperto de liquidez por que passa o Brasil, neste momento, alternativas financeiras seriam viáveis, o que não causariam os atrasos nos pagamentos aos fornecedores.
Evidente que estes atrasos geram atrito entre alguns parceiros, mas tais atritos são pontuais e serão resolvidos brevemente. A CMB acredita que esta situação será revertida, não apenas para própria CMB, mas também para o País. Apesar dos citados atritos, a CMB continua trabalhando diligentemente para o sucesso da revitalização do Cais Mauá acreditando nas suas soluções.
É importante que a sociedade saiba que o nosso esforço e empenho para que esta obra aconteça tem sido gigante, e estamos fazendo tudo o que é possível ser feito, respeitando os tempos dos órgãos públicos, pacientemente.
Da mesma forma que a grande maioria dos brasileiros que enfrenta suas dificuldades de cabeça erguida e com confiança, nós também acreditamos que tudo será superado com trabalho e perseverança. Agradecemos, acima de tudo, a compreensão de todos e da grande maioria da população que nos apoia, nas suas inúmeras manifestações de apoio que recebemos.
Cais Mauá do Brasil”Larry: um nome para a seleção de todos os tempos
Kenny Braga*
Escalar o centroavante para a “Seleção do Inter de Todos os Tempos” não é uma tarefa fácil. Em 100 anos de história, grandes goleadores vestiram a camisa colorada.
Mas quando se menciona em qualquer roda o nome de Larry Pinto de Faria as opiniões convergem: ele tem lugar garantido nesta seleção.
Fluminense, nascido em Nova Friburgo, dia 3 de novembro de 1932, Larry foi contratado pelo Internacional em maio de 1954, depois de ter integrado o time juvenil do Fluminense e disputado os Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, com a camisa do Brasil.
Nome lendário na história do clube, Larry foi titular absoluto de 1954 a 1961, estrela de um ataque extraordinário, que incluiu seu grande parceiro Nilton Coelho da Costa, o Bodinho, um artilheiro iluminado que fez 244 gols com a camisa do Internacional.
No ataque célebre formado por Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Chinesinho (ou Canhotinho), a dupla brilhava com naturalidade. O futebol da dupla Larry-Bodinho era uma obra de arte oferecida à multidão.
O clássico e elegante Larry abandonou o futebol em 1961, ano em que ainda ajudou no Inter a conquistar o título de campeão gaúcho, participando de seis jogos.
Em Helsinque ele marcou gol nos três jogos disputados pelo Brasil, contra Holanda, Luxemburgo e Alemanha Ocidental. Foi uma pequena amostra da vocação de goleador que Larru desenvolveria ao máximo com a camisa nove do Internacional nos anos 1950.
Enquanto os adversário sofriam, Larry se consagrava. Foi assim no Gre-Nal de inauguração do Estadio Olímpico, em setembro 1954, quando marcou quatro gols.
Foi assim no Pan-Americano de 1956, no México, quando a Seleção Gaúcha, que representava o Brasil, ganhou o título contra adversários como a Argentina, do extraordinário Sivori.
Com uma carreira brilhante, construida no velho estádio dos Eucaliptos, no Menino Deus, Larry se afeiçoou a Porto Alegre, cidade que sempre reconheceu seu talento.
Na capital gaúcha, formou-se em Economia, elegeu-se deputado, integrou a crônica esportiva como comentarista e foi sempre reverenciado por onde andasse, como um dos dos maiores ídolos do Internacional de todos os tempos. (Do livro “Inter, Orgulho do Brasil – 19091/2009”, JÁ Editores)
Nota da Redação:
Larry morreu aos 83 anos na manhã desta sexta-feira, 6 de maio de 2016, em Porto Alegre, a cidade que escolheu para viver, vítima de uma pneumonia, que o mantinha hospitalizado desde dezembro.
Larry deixou a mulher, Maria Luiza, os filhos Marcelo, Larry Júnior (que foi diretor de futebol do Inter, em 1996) e Zilda Maria, além de seis netos e uma bisneta..Consórcio deve meio milhão de reais a prestadores de serviço
Naira Hofmeister
O consórcio Cais Mauá do Brasil está enfrentando a cobrança de mais de meio milhão de reais referentes a pagamentos não efetuados a prestadores de serviço.
Empresas contratadas para fazer o gerenciamento de projetos, vigilância e até fornecedores de material publicitário precisaram recorrer aos meios legais para tentar reaver valores por trabalhos e encomendas que foram entregues.
Nos três tabelionatos de protestos de Porto Alegre há sete registros de dívidas em aberto do consórcio que venceu a licitação para revitalizar a área. Os débitos somam precisamente R$ 563.924,44 – são pagamentos que estavam programados para serem feitos a partir de outubro do ano passado e não se concretizaram.
Leia o especial Dossiê Cais Mauá:
Revitalização desafia governos há três décadas
Licitação teve um único concorrente
Mudanças acionárias movimentam milhões
O valor mais alto é devido à Geconsul Gerenciadora Engenharia e Consultoria, de Caxias do Sul, que desde 2014 era responsável pela contratação dos engenheiros e arquitetos que desenvolviam o projeto de revitalização da área.
À Geconsul, a Cais Mauá do Brasil deve R$ 291.444,00, referentes ao pagamento dos serviços entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016.
Após os seis meses de atraso, a empresa rompeu o contrato com o consórcio e agora discute na Justiça Estadual o pagamento do débito.
Outra fornecedora que cobra seus direitos judicialmente é a Barth Embalagens, empresa de Porto Alegre que confeccionou sacolas plásticas personalizadas para o consórcio distribuir durante a Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro de 2015.
Na ocasião, o consórcio abriu as portas do armazém B1 para divulgar seu projeto de revitalização, e recebeu inúmeros visitantes em uma ação de marketing. As sacolinhas – em tons alaranjados com a impressão branca – foram entregues em outubro a um custo de R$ 3.600, que deveriam ser pagos no fim de novembro.
“Tentamos cobrar amigavelmente, fomos pessoalmente ao cais para falar com os diretores, os acionistas. Mas a pessoa encarregada nunca nos recebeu”, lamenta o sócio da Barth Embalagens, Fernando Alberto Esteller.
A expectativa é que a empresa possa costurar um acordo na Justiça para receber o valor prontamente. “Para eles não é nada, mas para a gente significa bastante no orçamento da empresa”, esclareceu.
A Geconsul já tentou acordo, em uma audiência realizada essa semana, mas não teve sucesso. A Cais Mauá do Brasil teria oferecido saldar a dívida em dez vezes, o que foi rechaçado pela gerenciadora de projetos.
vigilância também não recebeu

Cartórios em Porto Alegre já tem sete títulos sob protesto contra a empresa
Nesta quinta-feira (5), apenas dois seguranças vigiavam a área onde há circulação de pessoas no Cais Mauá – entre o pórtico central e o terminal do catamarã. Eles são contratados da Lince Segurança Patrimonial, que vem executando o serviço de vigilância desde que a Gocil rompeu o contrato por falta de pagamento.
A Gocil, empresa de São Paulo, atendia a Cais Mauá do Brasil desde 2014 ao custo mensal de R$ 89.583,48, mas retirou seu efetivo da área no final do ano passado após o atraso no pagamento de três parcelas, a partir de outubro.
Apesar dos três títulos protestados em cartório, a Gocil ainda não entrou na Justiça para reaver os valores devidos.
Valores estavam sendo renegociados
Mesmo antes de suspender os pagamentos dos prestadores de serviço, a Cais Mauá do Brasil vinha tentando renegociar datas e até valores com fornecedores. Em alguns casos, pedia mais uns dias antes de saldar os débitos mensais – a justificativa era que os acionistas não haviam integralizado o dinheiro combinado.
Em outros, como ocorreu com a Geconsul, houve redução no valor da mensalidade do serviço. Essa informação consta no despacho da juíza Nara Elena Soares Batista, responsável pelo litígio entre o consórcio e a firma de engenharia.
Segundo Nara, o preço acordado no contrato, em maio de 2014, era de R$ 77.610,00, mensais, com reajuste pelo IGPM a cada doze meses. No final daquele ano, entretanto, houve a primeira redução, para R$ 57.000,00.
A mais recente atualização do contrato – reduzindo valores – ocorreu em janeiro de 2016, portanto dois meses antes de a Geconsul protestar o título em cartório e já estando a Cais Mauá do Brasil inadimplente. Na ocasião, ficou acertado o pagamento de R$ 50.000,00 mensais, que tampouco foram pagos.
O Jornal JÁ tentou contato com o consórcio ao longo da tarde, mas não recebeu uma posição oficial até o fechamento dessa reportagem.Porto Alegre: vacinações serão retomadas na segunda-feira
Suspensas desde ontem, as vacinações contra a gripe só serão retomadas na segunda-feira. Uma nova remessa com 180 mil doses chegou nesta quinta-feira para a Prefeitura e a distribuição entre os 108 postos da Capital deve ser finalizada amanhã, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.
Com a nova remessa, o número de doses repassados ao Município atinge 592 mil, superando assim a meta de vacinar 590 mil pessoas relativas ao grupo prioritário.
São deste grupo pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas de cinco a 59 anos portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (apresentar comprovante), trabalhadores da área da saúde e povos indígenas.A queda de Cunha e seu impacto sobre o processo de impeachment
Onze votos a zero. Esse foi o placar da sessão em que os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram pelo o afastamento de Eduardo Cunha do mandato de deputado e da presidência da Câmara.
A decisão tomada agora à tarde em Brasilia seguiu a recomendação do ministro Teori Zavascki na manhã desta quinta-feira;
Ao defender a decisão, Teori disse que Cunha atua com desvio de finalidade para “promover interesses espúrios” e que sua permanência no comando da Câmara causa constrangimento cívico.
O ministro José Eduardo Cardozo, da Advovacia Geral da União, já anunciou que pretende usar a decisão para anular o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“A decisão do Supremo mostra clarissimamente. Indiscutível. Eduardo Cunha agia em desvio de poder”, disse Cardozo.
Embora esteja praticamente definida a aprovação pelo Senado do parecer que pede o impeachment de Dilma, o impacto da suspensão de Cunha será grande nos desdobramentos do processo.
No mínimo ela reanima os defensores de Dilma que já estavam jogando a toalha.
Afastado do mandato de deputado, Eduardo Cunha terá direito a todos os privilégios de presidente da Câmara enquanto mantiver o diploma parlamentar, conforme a Secretaria-Geral do Legislativo.
Ele poderá continuar usando a residência e o carro oficial da presidência da Câmara, continuará acompanhado por uma equipe de seguranças e terá direito a usar o jato da Força Aérea Brasileira (FAB).O peemedebista também manterá todos os benefícios de deputado federal, como foro privilegiado, salário de R$ 33.763,00, benefícios como auxílio-moradia ou apartamento funcional, cota parlamentar (para custear passagens aéreas, gasolina, gastos com telefone e escritório parlamentar no respectivo estado – o valor varia conforme o estado) e verba de gabinete no valor de R$ 92.053,20 para o pagamento de assessores.A situação de Cunha é inédita, segundo a Secretaria-Geral da Câmara,
Não há registro de um deputado afastado do mandato por decisão judicial.
O afastamento não implica em nova eleição para a presidência da Câmara, porque houve vacância do cargo.
Novas eleições só poderão ser convocadas se Cunha tiver o diploma de deputado cassado.
Assumiu interinamente o primeiro-vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Ele ficará no posto até que haja uma decisão em definitivo. Se o Supremo apenas confirmar o afastamento de Cunha, Maranhão poderá continuar na cadeira de presidente."Prevenção com efetivo baixo é difícil" diz comandante da BM de Porto Alegre

Tenente-Coronel Mário Ikeda | Foto: Divulgação
Uma audiência pública debateu questões de segurança Pública em Porto Alegre. Participaram vereadores, representantes de conselhos, associações de bairros e autoridades de Segurança Pública. O orador mais aguardado, o comandante do policiamento na Capital, o Tenente-Coronel Mário Ikeda, foi o último a falar.
Durante as quase 3 horas, o comandante ouviu diversas criticas relativas a segurança: insegurança, falta de policiamento, manutenção dos postos da Brigada que estão fechando, parcerias público privadas foram alguns dos temas levados a plenário durante do debate.
Após ouvir todos eles Ikeda sintetizou: “Prevenção com efetivo baixo é difícil”
O Comandante comentou como a Brigada vem trabalhando, com número reduzido, nos últimos tempos. Segundo Ikeda atua em três frentes:- atendimento de ocorrências. “Recebemos de quatro a cinco mil ligações para o 190 todos os dias” alertou ikeda, dos quais 800 viram registro policial.
- Prevenção : “Não funciona mais com atingamente à “Pedro e Paulo”, o efetivo é baixo e temos que dar conta de diversas áreas”
- Repressão: Ikeda citou as operações conjuntas. Disse que a Brigada atua com o auxílio da Guarda Municipal, Policia Civil e até mesmo da Smic.
Por fim, Ikeda também criticou a descriminalização do uso de droga, como uma causas do aumento do tráfico. “Durante esta audiência já recebi comunicado de pelo menos três apreensões” relatou.
Com novo BikePoa, Prefeitura promete 400 bicicletas permanentes
Foi assinado na manhã desta quarta-feira, 4, no auditório da EPTC, o contrato de cinco anos para o novo Bike Poa. A empresa vencedora Samba Transportes Sustentáveis, Ângelo Leite já opera o serviço na capital.
O novo contrato prevê o uso ininterrupto de 400 bicicletas divididas em 40 postos. Hoje a EPTC calcula que estejam em funcionamento aproximadamente 300 bicicletas. O restante está em manutenção ou foi furtado. Como o contrato era provisório, a Prefeitura não tinha como exigir que as 400 bicicletas estivessem na rua, o que poderá acontecer agora.
Também será disponibilizado wi-fi para todas as estações. A empresa deverá cumprir o prometido na licitação em até 120 dias.
Os valores seguirão inalterados, R$ 5 por dia e R$ 10 o passe mensal, durante os cinco anos de contrato previstos na licitação. Com a licitação, a empresa responsável pelo sistema terá de atender a índices de qualidade, como tempo de recomposição de bicicletas e vagas livres nas estações, assim como compartilhar as informações com a EPTC, que vai fiscalizar o serviço. O BikePoa iniciou no dia 22 de setembro de 2012 e operava via manifestação de interesse, sem custos ao município.Vacinação: situação será normalizada sexta na capital
Por falta de vacinas, a Secretaria Municipal da Saúde reduziu para quatro o número de postos para as aplicações. A previsão é que o quadro se normalize a partir de sexta-feira quando chegarão noa remessa de vacinas.
O Secretário Estadual da Saúde. João Gabbardo anunciou, via twitter a chegada de 802 mil doses nesta quinta-feira que serão distribuídas para todos os Municípios conforme a demanda.
Porto Alegre já atingiu 55% da meta de vacinação do público prioritário. Fazem parte deste grupo: pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas de cinco a 59 anos portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (apresentar comprovante), trabalhadores da área da saúde e povos indígenas.
Confira os quatro locais de vacina disponiveis em Porto Alegre:
US Santo Alfredo – Rua Santo Alfredo, 37 – Partenon
US Tristeza – Rua Wenceslau Escobar, 2442 – Cristal
US Restinga – Rua Abolição, 850 – Restinga
US IAPI – Rua 3 de Abril, 90, Passo D’AreiaEvasão escolar no Ensino Médio do RS é o maior da Região Sul
Os dados foram apresentados, esta terça-feira, por técnicos da FEE, na Assembleia Legislativa durante reunião da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia.
Segundo Thomas Kang, pesquisador economista da Fundação e Rafael Bernardini, Coordenador do Núcleo de Indicadores Sociais da Fundação, o índice de faltas de jovens entre 15 e 19 anos é 7,9% o maior da região Sul.
No ensino infantil (entre 4 e 6 anos) os dados são mais desanimadores, quando o Estado está com 60% de assiduidade, abaixo da média nacional, que é de 80% nesta faixa etária.
O estudo final deve ser concluído em 30 dias.
Foram cruzados os dados dos últimos 15 anos onde se encontrou a redução do número de homens, o aumento de idosos, a queda na taxa de natalidade e a emigração, fatores que indicam a queda de 14% da população educacional na faixa dos 6 aos 17 anos.
O estudo completo resultará na o mapa mapa regional de ocupação das escolas públicas. Para ex-secretária estadual da Educação Iara Wortmann, o trabalho da FEE será ferramenta fundamental para encontrar respostas para o fato de os alunos não chegarem no Ensino Médio e, quando alcançam, abandonam essa importante etapa do processo educacional.



