Categoria: Geral

  • Nova biblioteca do colégio Rosário abre com 30 mil títulos

    “Mais aportes pedagógicos para estudantes e professores”, essa a justificativa do Colégio Marista Rosário para o investimento na nova biblioteca que inaugurou nesta terça, 5.
    Os 915 metros quadrados – o dobro do espaço original – trazem recursos inovadores e criativos para a leitura e construção de conhecimentos, como tablets para a consulta do acervo, área destinada à eventos e sala para projeções.
    Outro destaque é a ala infantil, que conta com decoração lúdica e uma estrutura de mais de três metros de altura que simula uma casa na árvore.
    A novidade está aberta à toda a comunidade escolar: estudantes, pais, professores e funcionários já podem usufruir do espaço e retirar os cerca de 30 mil livros disponíveis.
    “Mais do que um lugar de estudos, é um ambiente de integração e de desenvolvimento em conjunto, onde até cinco turmas poderão realizar atividades simultaneamente”, explica o vice-diretor administrativo, Maurício Erthal.
    Colégio prevê novas implementações
    A iniciativa é uma das primeiras do Plano Diretor do Marista Rosário, documento que orienta as mudanças atuais e futuras e constitui-se em uma importante ferramenta de planejamento para os investimentos em arquitetura e infraestrutura, visando ao melhor uso do espaço físico da escola.
    A instituição tem como uma de suas diretrizes a modernização das estruturas aliada à aprendizagem.

  • Falta de 40 técnicos compromete planejamento de Porto Alegre

    O Conselho do Plano Diretor de Porto Alegre se reúne nesta terça-feira, 05, pela terceira vez no ano de 2016. O colegiado teve importante renovação após as eleições do ano passado, que bateram recorde de participação, mas cujos resultados foram questionados em mais de uma região de planejamento.
    Ainda tomando pé da tarefa que lhes cabe – debater os principais projetos de urbanismo da Capital – os novos integrantes do Conselho receberam, na terça-feira passada (29), um diagnóstico preocupante do então secretário de Urbanismo, Valter Nagelstein (PMDB): faltam à pasta cerca de 40 arquitetos para fazer frente à demanda de trabalho.
    “De uma maneira geral e emergencial, estariam faltando vinte arquitetos e vinte assistentes”, informou Nagelstein ao conselheiro Fernando Brentano, que representa o Instituto Urbano Ambiental (IUA) no grupo.
    O diálogo consta na ata da reunião, a última conduzida por Nagelstein, que deixou a pasta para retomar a cadeira na Câmara Municipal, à qual concorre a reeleição em outubro.
    Além de faltarem técnicos para análises de projetos, o secretário confirmou que há supervisores sem assistentes sequer para atender telefones.
    “Cada vez que há o deslocamento de funcionários para as reuniões fora da secretaria ocorre prejuízo aos trabalhos internos. É o cobertor curto”, prosseguiu.
    Segundo Nagelstein, todas as áreas da secretaria enfrentam dificuldades de pessoal, desde o setor de análise de projetos até a fiscalização. “É um momento crítico”, avaliou.
    Problema que deve ser administrado nos próximos nove meses pelo novo titular da pasta, José Luiz Fernandes Cogo, técnico de carreira da Smurb.
    Em uma entrevista feita um mês antes de deixar o cargo, Nagelstein apontou este e outros problemas estruturais que a secretaria enfrenta. “Foi preciso criar um mecanismo para proibir as cedências internas de funcionários”, revelou o então secretário.
    Ele também condenou a decisão de retirar da Smurb para alocar no EdificaPOA as comissões que analisam projetos.

  • Movimentos convocam abraço ao Cais Mauá para frear demolições

    Organizações da sociedade civil críticas ao modelo de revitalização proposto para o Cais Mauá – com shopping center, torres comerciais e estacionamento para 5 mil automóveis – estão convocando um abraço aos armazéns no sábado, 23 de abril, às 16 horas.
    Na página do facebook que chama para a ação, os ativistas argumentam que a mobilização é necessária para preservar o patrimônio público, a exemplo do que foi feito nos anos 50, com o Parcão, nos 70, com o Mercado Público, e nos 90, com a Usina do Gasômetro.
    “A bola da vez é o Cais Mauá. E nossa geração não vai permitir que o maior símbolo de Porto Alegre seja privatizado e desfigurado, com a construção de espigões, shopping e megaestacionamentos”, justifica o texto.
    Leia o Dossiê Cais Mauá do Jornal JÁ
    Revitalização desafia governos há três décadas
    Licitação teve um único concorrente
    Mudanças acionárias movimentam milhões
    Há uma preocupação especialmente com a demolição do armazém A7, que não é tombado e deverá ser posto abaixo assim que a licença de instalação for liberada pela Secretaria de Urbanismo (Smurb), que entretanto, trabalha para alterar alguns pontos do projeto.
    O local onde hoje está o edifício – que não possui características construtivas iguais às dos demais, como as estruturas em ferro, porém compartilha o mesmo desenho – está projetado o shopping center que se estenderá até a Usina do Gasômetro.
    O abraço está marcado para às 17h, mas a concentração inicia às 15h, na Sepúlveda, entre os edifícios do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) e o Memorial. Vai ter música e apresentações artísticas.
    Se chover o evento será transferido para o dia seguinte.

  • Plano Diretor de Porto Alegre: Pujol quer balcão para vender índices construtivos

    Felipe Uhr
    Ficou para quarta-feira, 06, a apreciação no plenário da Câmara Municipal de um veto do prefeito José Fortunati sobre projeto de Reginaldo Pujol (DEM) que altera o Plano Diretor de Porto Alegre, permitindo a construção de espigões no interior de 20 bairros da Capital.
    A base governista retirou parte de seus vereadores da sessão, e com isso não houve quórum suficiente para a votação, que tinha prioridade na ordem do dia.
    Agora, parlamentares e governo tentarão entrar em acordo em reunião que ocorrerá na terça-feira, em local ainda a ser definido.
    Diante da polêmica, o autor do projeto revelou com ao Jornal JÁ que pode rever sua proposta. “Aceitamos retirar a permissão para construir no entorno do BRT”, admite Pujol.
    O projeto de lei aprovado na Câmara permitiria a construção de espigões nos arredores das avenidas onde haverá corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Trasit) e da terceira Perimetral, em até 120 metros para cada lado.
    Fortunati sancionou a parte que se refere à construção da Perimetral, mas vetou o restante, alegando que o projeto beneficiaria a construção civil sem que houvesse uma contrapartida à cidade.
    Com isso, os partidos que integram a base governista – e que foram majoritariamente favoráveis à iniciativa de Pujol – foram cobrados para seguir a orientação do Executivo e manter o veto do prefeito.
    Alguns integrantes da oposição também poderão rever seu posicionamento, caso do petista Engenheiro Comasseto (PT). “Concordo em parte com o projeto do Pujol, mas vou conversar com os colegas de partido para ver o que é melhor.”
    compra de índices no balcão é inegociável
    A condição de Pujol para abrir mão da parte do texto que adensaria os bairros por onde passará o novo sistema de transporte urbano é que haja uma simplificação na compra de Solo Criado, que é a diferença entre o que o Plano Diretor permite construir naquela área e o que o empreendedor deseja fazer.
    Atualmente, compras de até mil metros quadrados de Solo Criado podem ser feitas “no balcão”, ou seja, de forma direta. Acima dessa metragem, é preciso esperar pelos leilões – o próximo ocorrerá em maio.
    As construtoras, entretanto, se queixam das altas cotações dos índices e da exigência de pagamento à vista nos leilões, o que poderá ser facilitado caso a condição de PUjol seja aceita pela prefeitura.
    O democrata tampouco abre mão de destinar o valor arrecadado com a venda de Solo Criado para hospitais (10%) e para o Fundo Municipal de Habitação e de Interesse Social.
    alteração à revelia do debate público

    A alteração no planejamento urbano prevista no projeto de Reginaldo Pujol (DEM) – e parcialmente acatada pelo prefeito Fortunati – toca no tema mais sensível da mais recente discussão sobre o Plano Diretor, em 2009: o estímulo à construção em bairros que veem seu perfil tradicional descaracterizado por espigões.
    Dezenas de associações comunitárias e ambientalistas se organizaram naquele ano para participar da revisão do texto, justamente com a intenção de barrar novos projetos em áreas como Petrópolis, Moinhos de Vento e Menino Deus.
    De volta à sua cadeira no Legislativo, o ex-secretário de Urbanismo, Valter Nelgestein (PMDB) já defendeu publicamente que o tema deveria ter passado pelo Conselho do Plano Diretor e por audiência pública. Na sessão dessa segunda ele chegou a conversar com o vice-prefeito Sebastião Melo por telefone para negociar a votação, mas um consenso parece não ter sido atingido.
    Esse também é o argumento da vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) na defesa da manutenção do veto. “É um projeto sem discussão democrática e sem controle social” critica.

  • Flora de Porto Alegre tem 68 espécies em risco de extinção

    A lista de espécies da flora porto-alegrense ameaçadas de extinção será apresentada e debatida por técnicos na Secretaria Municipal do Meio Ambiente na próxima sexta-feira, 8, a partir das 14h.
    A relação, com 68 vegetais que estão desaparecendo na Capital, foi elaborada pelo Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (InGá) e foi enviada em fevereiro para análise da Smam dentro do marco de um decreto estadual de 2014 que determina a listagem de espécies em extinção no Rio Grande do Sul.
    No caso de Porto Alegre, integram a lista plantas típicas da mata, de campos e de banhados. O debate sobre a relação será conduzido pelo biólogo Paulo Brack e a participação deve ser agendada pelo e-mail faunasilvestre@smam.com.br ou pelo telefone 3289.7517.

  • Câmara pode derrubar veto do prefeito e permitir espigões em 20 bairros

    Os vereadores de Porto Alegre votam na sessão dessa segunda-feira, 4, o veto do prefeito José Fortunati a um projeto de Reginaldo Pujol (DEM) que permite a construção de edifícios com índice máximo de aproveitamento no interior de 20 bairros de Porto Alegre por onde passará o sistema BRT.
    A informação foi levantada pelo Jornal do Comércio.
    Isso significaria uma mudança substancial no Plano Diretor da cidade, justamente no ponto mais sensível na última revisão feita, em 2009: as alturas e os recuos entre edifícios da cidade, que foram amplamente debatidos pela sociedade.
    Na época, o Fórum da Entidades apresentou emendas e costurou com os vereadores a contenção nas normas construtivas, que, na opinião dos movimentos comunitários que participaram da revisão, estavam descaracterizando a cidade erguendo espigões em bairros antes dominados por casarios antigos.
    Algumas dessas localidades serão fortemente atingidas caso o veto de Fortunati seja derrubado, pois será permitido construir mais no Bom Fim, Rio Branco, Petrópolis, Cidade Baixa, Santana, Partenon, Praia de Belas, Menino Deus e Cristal, por exemplo.
    Ao justificar seu veto, o prefeito esclareceu que “o projeto beneficia apenas uma parte da sociedade, os empreendedores, que se beneficiariam de um investimento feito pela cidade, os BRTs”.
    Segundo apurou o Jornal do Comércio, embora a base de Fortunati possua maioria na Câmara, a manutenção do veto do prefeito não será tarefa fácil. O autor do projeto, Reginaldo Pujol, está trabalhando para derrubá-lo, argumentando que o prefeito também barrou a parte do texto que destina os recursos da venda de índices construtivos para habitação popular (90%) e hospitais da Capital (10%).
    A base estava com Pujol em dezembro, quando seu texto foi aprovado – apenas Lourdes Sprenger (PMDB) foi contra a proposta original de Pujol. Os outros quatro críticos à alteração no Plano Diretor foram vereadores da oposição: Fernanda Melchionna (P-Sol), Prof. Alex Fraga (P-Sol), Sofia Cavedon (PT) e Marcelo Sgarbossa (PT).
    Origem do texto era estímulo ao metrô
    O projeto de Pujol tem origem em uma proposta anterior, de estimular a construção no entorno da avenida Assis Brasil, quando havia a projeção de construção da linha do metrô. O adensamento populacional seria benéfico para viabilizar a operação no sistema de transporte.
    Como o metrô não saiu do papel, Pujol alterou o texto do projeto e acrescentou à redação emendas que ampliam essa permissão de ampliar alturas e uso do solo para todas as áreas que estejam a até 120 metros de distância dos corredores de ônibus que operarão o BRT.
    A autorização para erguer edifícios maiores do que o permitido pelo Plano Diretor atualmente se daria através da compra de venda de índices construtivos no balcão da prefeitura, um sistema simplificado em relação ao que existe atualmente, que exige a realização de leilões.
    A Câmara aprovou o projeto de Pujol em dezembro, mas Fortunati vetou parte do texto – justamente essa que prevê o incentivo à construção civil nas ruas contíguas ao sistema BRT, que vai passar em avenidas como Osvaldo Aranha, Protásio Alves, João Pessoa, Bento Gonçalves, Borges de Medeiros, Padre Cacique, Sertório e Baltazar de Oliveira Garcia.
    O prefeito, entretanto, concordou com a permissão de adensamento em toda a extensão da Terceira Perimetral e em suas vias de acesso.

  • Felix virou Munrhá e faz sua arte embaixo do Viaduto

    Ele mora há duas semanas embaixo do Viaduto Otávio Rocha. Guarda seus pertences num carrinho de supermercado.
    Na calçada, tinta, pincéis, pedaços de madeira e quadros compõe o visual do ateliê de rua que ele montou na avenida Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre.
    Chama-se Munrhá, natural de Campinas, vive há quatro anos em Porto Alegre. Desenha profissionalmente há 26.  Veio para o Fórum Social Mundial, acabou ficando.
    Antes havia passado cinco meses na França. Morou no Rio e em São Paulo, sempre em ambientes rústicos onde realizou diversos projetos comunitários.
    Do período na Europa só tem uma queixa: “a arte latino-americana é muito desvalorizada”, referindo-se ao Louvre, que na sua opinião expõe muito pouco as obras culturais daqui.
    Por onde passa, tenta ensinar um pouco do que sabe. Em Porto Alegre, não é diferente. Desde que chegou é um itinerante na cidade: mora em pensões, albergues e eventualmente na rua.
    Dá oportunidade para aqueles moradores que querem aprender. Uns trazem materiais, outros lixam as tabuas, outros desenham. Chama-os de matilha: “É essa cachorrada que vive por aí e me ajudam”.
    Faz seus trabalhos a partir de material coletado na rua. Tábuas, papelões, garrafas plásticas que servem para por a tinta. Embaixo do Otávio Rocha, expõe seus quadros: atualmente quadros de personalidades.
    Já pintou Bob Marley, Jimi Hendrix, Nina Simone, Sabotage, Elvis Presley. Marilyn Monroe e Notorious B.I.G. serão os próximos. São encomendas. Fará na próxima madrugada, horário que, segundo ele, é mais tranquilo para o foco no desenho.
    Durante o dia faz serviços exclusivos para clientes. Desenhos ou charges a partir de fotos. O que chama de “retratura”. Segundo ele o gaúcho é exigente mas dá tempo para o trabalho ser feito. “Aqui as pessoas valorizam o traço algo que está se perdendo.”
    Antes de ser da rua, Munrhá era Paulo Félix, um cartunista que fazia charges para jornais impressos. Começou em 1990, no Correio Popular em Campinas. Passou por Folha da Tarde, o Lance, Placar e outros onde fez alguns freelancers. Em 2006 largou.
    Justamente após um show dos Rolling Stones em Copacabana. De lá pra cá se considera um ativista da arte, ou como ele mesmo gosta de dizer: “artivista”.
    Ganhou o apelido em Porto Alegre. “Gostava de Félix, é nome de cartunista mas o Munrhá chama atenção” diz ele, referindo-se ao personagem em quadrinhos, vilão do desenho Thudercats. Apesar do apelido Munrhá prega a paz. Por isso considera seu trabalho como uma ferramenta de combate aos problemas da rua. “Na noite, a gente nunca sabe o que vai acontecer, existe a droga, a violência”.
    Convive em clima amistoso com os residentes ou “trincheiros” do Viaduto. O futuro no Otávio Rocha é incerto. “Amanhã pode vir a prefeitura e nos retirar”. Embora saiba que sua estadia em Porto Alegre está chegando ao fim. Em julho quer ir para o Rio durante o período das Olimpíadas. Depois pretender ir para o Nordeste, Norte e voltar para o Sul. “América Latina é o destino” afirma. Depois disso, pretende regressar a Porto Alegre.

  • Curso capacita profissionais para trabalhar com energia eólica

    O Brasil hoje produz 4,7 MW de energia eólica, o que significa que os ventos já fornecem energia para abastecer 8 milhões de pessoas.
    Pelos projetos já contratados, esse total vai ser triplicado até 2018, quando o parque eólico instalado no país terá capacidade para produzir 12,4 GW.
    É um dos maiores mercados, em crescimento vertiginoso. Hoje já emprega 120 mil pessoas e vai multiplicar várias vezes esse número.
    Percebendo a importância desse mercado, o Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul promove em Porto Alegre uma série de cursos voltados para as oportunidades que se abrem no setor eólico.
    Segundo o Sindicato, as mudanças recentes na lei abriram um novo horizonte na geração da fonte eólica. Anteriormente limitada a grandes projetos, a recente abertura do modelo propicia a geração compartilhada em condomínios e cooperativas de PF e PJ, o que, além de proporcionar autonomia de geração, reduz os custos de geração de eletricidade. Espera-se para 2016 um aumento de 40% na geração em pequena escala no Brasil. Em três anos, a capacidade instalada triplicará- em oportunidades em todos os níveis técnicos de prestação de serviços e investimentos.
    Em sua décima edição, o curso capacita profissionais, a indústria e empreendedores para  investir e/ou atuar em projetos de energia eólica, buscando soluções técnicas e econômico-financeiras aplicadas a cada caso e modelagem de negócio: micro, mini e grande projetos.
    O curso tem enfoque nos aspectos práticos, agregam-se as visitas técnicas, a uma estação de medição e a um parque eólico em operação
    Dias 11 a 15 de abril e 16 a 20 de maio, das 18h30 às 22h30
    Local: Sindicato dos Engenheiros
    Av. Erico Verissimo 960, Porto Alegre

  • Porto Alegre ganha sua sétima feira de produtos orgânicos

    Nesta terça-feira (5/4) estréia a Feira Ecológica da Auxiliadora, na Travessa Lanceiros Negros, passagem de pedestres entre as ruas Mata Bacelar e a Coronel Bordini no bairro Auxiliadora.
    Em 16 bancas, 11 entidades de agricultores orgânicos vão oferecer produtos como hortaliças, legumes, frutas, chás, grãos, temperos, ovos, geleias, doces de frutas e sucos.
    A feira funcionará todas as terças das 7 às 13 horas. Sua instalação foi reivindicada pela Associação dos Moradores e Amigos da Auxiliadora de Porto Alegre (AMA).
    A coordenação das feiras orgânicas é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio.
    Feiras Ecológicas – Vendem alimentos produzidos em propriedades rurais e agroindústrias que não utilizam agrotóxicos, substâncias sintéticas ou organismos geneticamente modificados (transgênicos).
    Os produtos vêm da área rural de Porto Alegre, Garibaldi, Bento, Nova Santa Rita, Eldorado do Sul, Cerro Grande do Sul, Viamão, Ipê, Montenegro, Pareci Novo e Itati.
     
    Outras Feiras Ecológicas de Porto Alegre:
    Quarta – feira:
    MENINO DEUS – das 13 às 19h
    Av. Getúlio Vargas (no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura)
    PETRÓPOLIS – das 13 às 18h
    Rua General Tibúrcio, parte lateral da praça Ruy Teixeira.
    Sábado:
    TRISTEZA – das 7 às 12h30
    Av. Otto Niemeyer esquina com a Av. Wenceslau Escobar
    BOM FIM – das 7h às 12h30
    Av. José Bonifácio, 675
    MENINO DEUS – 7h às 12h30
    Av. Getúlio Vargas (no pátio da Secretaria Estadual da Agricultura)
    TRÊS FIGUEIRAS – das 8h às 13h
    Rua Cel. Armando Assis, ao lado da praça Desembargador La Hire Guerra
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  • Barulho do impeachment abafa prisões em São Paulo

    A batalha em torno do impeachment, está encobrindo dois grandes incêndios que irromperam semana passada nas hostes do PSDB.
    Numa operação, a polícia prendeu sete pessoas ligadas ao governo Alkmin por fraude na merenda escolar do Estado.
    Em outra frente, a Justiça de São Paulo aceitou denúncia contra sete executivos acusados de cartel e fraude na compra de trens, durante o governo José Serra (PSDB).
    Soma-se a isso a investigação sobre Edson Aparecido, ex-secretretário-chefe da Casa Civil e braço-direito de Geraldo Alckmin (PSDB).
    Aparecido, que deixou o cargo na última sexta-feira para concorrer a vereador, é  investigado por enriquecimento ilícito. 
    Em outro escândalo, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Leonel Julio, e o presidente da Univesp (União dos Vereadores do Estado de São Paulo), Sebastião Misiara, foram presos na manhã de terça-feira, acusados de ligação com a máfia da merenda em São Paulo.
    Estas prisões fazem parte da 2ª fase da Operação Alba Branca, da Polícia Civil e do Ministério Público, que investiga a suspeita de fraude em licitações da merenda escolar em 22 cidades nos últimos dois anos.
    A Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) é apontada como a responsável pelo esquema.
    A Justiça mandou prender também Carlos Eduardo da Silva, Aluísio Girardia, Emerson Girardi, Luiz Carlos da Silva Santos e Joaquim Geraldo.
    “O ponto central desse trabalho de investigação vem sendo focado nos integrantes e também em colaboradores da Coaf, que, conforme as investigações já evidenciaram, vinham fraudando tais procedimentos que visavam à venda e compra de itens que integram a merenda escolar”, afirma a polícia em nota.
    O atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Fernando Capez (PSDB), é citado por funcionários da Coaf como um dos destinatários de propinas para facilitar contratos para a aquisição de sucos de laranja para escolas de diversos municípios.
    Dirigentes da Coaf apontaram também os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) e o deputado estadual Luiz Carlos Godim (SD) como beneficiários do esquema.
    O caso coloca sob suspeita também a secretaria da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin, porque o então chefe de gabinete do ex-secretário Edson Aparecido, Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita, aparece em um grampo telefônico feito pela polícia pedindo dinheiro a integrantes de uma das empresas.
    Ele foi demitido no dia 18 de janeiro, na véspera da operação ser deflagrada.
    No ano passado, o Governo estadual pagou mais de 11 milhões de reais à Cooperativa por diversos contratos – um crescimento de mais de 4.500%, tendo em vista os 238.000 recebidos no ano anterior.
    Além das suspeitas que recaem sobre licitações feitas pelo Estado com verba do Governo Federal, os investigadores acreditam que as prefeituras também recebiam propina para assinar contratos com a Coaf.
    De acordo com o Ministério Público, as propinas giravam entre 10% e 30% do valor dos contratos.
    O esquema começou a ser investigado no segundo semestre do ano passado.Seis suspeitos foram presos, mas após acordo de delação, todos foram soltos.
    Cartel dos trens
    A Justiça aceitou nova denúncia contra sete executivos das multinacionais Alstom e CAF, acusados de participar de um esquema de cartel e fraude à licitação na compra de trens que operava na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) durante o governo de José Serra (2007-2011).
    Segundo o Ministério Público de São Paulo, eles teriam participado de fraudes em licitação de 1,8 bilhão de reais em 2009 e 2010.
    A juíza Roseane Cristina de Aguiar Almeida, da 29ª Vara Criminal da capital, responsável pelo caso, afirmou que há indícios de que os cinco executivos da Alstom e dois da CAF cometeram crimes econômicos, bem como delitos de fraude.
    Todos foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate a Delitos Econômicos (GEDEC) do Ministério Público.
    Na denúncia apresentada, o promotor Marcelo Batlouni Mendroni, do GEDEC, afirma que “as empresas, por meio de seus executivos e funcionários, dividiram entre si os contratos administrativos” para combinar as propostas que apresentariam nas concorrências públicas.
    Segundo ele, “as companhias dividiram o mercado e o preço final superfaturado, direcionando cada licitação e sabendo previamente qual empresa seria a vencedora”.
    O promotor também havia pedido a prisão preventiva de dois dos acusados que vivem no exterior –Cesar Ponce de Leon, ex-diretor da Alstom que mora na Espanha, e Antonio Oporto del Olmo– mas teve o pedido negado.
    De acordo com a magistrada, o fato deles residirem no exterior não significa que eles vão frustrar o cumprimento da lei.
    Investigação sobre apartamento
    Edson Aparecido era, até sexta-feira, o responsável pela articulação política do Palácio dos Bandeirantes e foi coordenador da campanha de reeleição de Alckmin em 2014.
    Além de ver um subordinado direto ser citado por envolvimento na máfia da merenda, agora ele próprio é alvo de investigação.
    O Ministério Público de São Paulo o investiga por suposto enriquecimento ilícito e ato de improbidade, na compra de um imóvel pelo qual pagou 620 mil reais na Vila Nova Conceição – o apartamento é avaliado em 2,5 milhões de reais.
    Em fevereiro, o portal UOL revelou que o apartamento foi vendido a Edson Aparecido pelo empreiteiro Luiz Alberto Kamilos, dono da Construtora Kamilos, contratada pelo Governo do Estado para obras públicas.
    O ex-secretário nega qualquer irregularidade e diz ter feito um empréstimo com assistente e atual mulher para compra.
    Aparecido, segundo nota oficial, deixou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil de Alckmin para se candidatar a vereador.