ELMAR BONES
As revistas semanais nas bancas nesta segunda-feira estavam didáticas: a Veja dizendo que Lula já pensa em fugir, a IstoÉ apresentando “os 7 crimes de Dilma”, a Época mostrando a presidente como uma caigangue decrépita pintada para uma guerra perdida.
Para completar, a Exame apresentando aos empresários A Saída Temer. A única dissonância era pequenina e brava Carta Capital.
Isso depois de uma semana com a Globo e suas repetidores trombeteando que impeachment é recurso previsto na Constituição, portanto não é golpe. Ministros e juristas falando em tese, mas as manchetes maliciosas dando a entender que se referiam ao caso Dilma.
Mesmo assim, nesta segunda-feira parecia faltar consistência ao processo de impeachment. Pelo menos é isso que se pode deduzir da atitude do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamacchia.
Ele foi pessoalmente ao Congresso levar um novo pedido de impeachment, com outras alegações, entre elas uma delação ainda não conferida, como se o que tramita na Casa, ancorado nas “pedaladas fiscais” fosse insuficiente,
Foi patética a atuação de Lamachia que teve que se esquivar das vaias para tentar entregar sua nobre demanda às sacrossantes mãos de Eduardo Cunha.
No entanto, parece que tudo funcionou. Nesta terça feira o PMDB, em grande estilo, desembarca do governo Dilma, para abrir o caminho para o vice Michel Temer, que subirá a rampa do Planalto escudado por Eliseu Padilha, Renan Calheiros e Eduardo Cunha.
Não há dúvida, é um golpe que só se sustenta pelo incondicional apoio da mídia, que quer tirar Dilma a qualquer preço.
Acreditar que uma saída dessas pode levar à estabilidade política e à retomada econômica é ingenuidade ou má fé.
Categoria: Geral
PMDB embarca no golpe de Temer
Prefeitura inaugura barreira para conter o lixo do Arroio Dilúvio
O prefeito José Fortunati inaugurou nesta segunda-feira a ecobarreira do Arroio Dilúvio. A iniciativa visa impedir que o lixo jogado no arroio chegue até o Guaíba. A contenção foi instalada no trecho entre a avenida Borges de Medeiros e a Beira Rio, próximo à foz do arroio.
Fortunati garantiu elogiou o projeto “inovador, que pode servir de referência para o mundo” e garantiu que “a prefeitura não vai gastar nem um centavo.”
A inauguração contou com representantes da empresa e de secretarias municipais. Na ocasião, foi feita uma pequena demonstração de como o lixo será retirado da água, através de uma gaiola puxada por motor, mas não foi realizado o procedimento completo.
A iniciativa partiu da empresa Safeweb Segurança da Informação Ltda, que custeou a implantação, no valor de R$ 250 mil, e será responsável pela operação. A estimativa da empresa é de um custo mensal de R$ 15 mil, o que inclui a manutenção do equipamento, um operador, que vai fazer a máquina funcionar e ensacar o lixo e um segurança, para cuidar do equipamento à noite.
Uma barreira flutuante foi instalada ao longo da largura do arroio. O resíduo fica preso na barreira, é suspenso por meio de uma gaiola e dispensado em uma plataforma. Ali, o funcionário contratado pela empresa ensaca o lixo que fica disposto em uma plataforma no nível da calçada. A parte da prefeitura é o recolhimento, que será realizado pelo Dmlu.
A barreira contem o lixo da superfície e até 20cm de profundidade. O lixo que não couber na gaiola, como peças de mobiliário que muitas vezes são vistas boiando no arroio, deve ser recolhido manualmente.
“Nós estamos trabalhando no lixo flutuante. As garrafas vem flutuando porque estão vazias e fechadas, no momento em que vier um garrafa cheia, ela vai afundar e passar por baixo, isso é inevitável”, explica o vice-presidente da Safeweb, Luiz Carlos Zancanella Júnior.
O contrato prevê a operação do sistema durante cinco anos, sendo o primeiro ano uma fase de teste.
Lixo acumulado desde a última quinta-feira / JÁ
Projeto foi desenvolvido por empresa de informática
A ideia partiu de Luiz Carlos, a partir de uma iniciativa semelhante na cidade de Maltimore, nos Estados Unidos. A diferença é que neste outro modelo, o lixo é recolhido através de uma esteira, fazendo recolhimento constantemente e dispensando a necessidade de operador. Segundo o idealizador da ecobarreira do Dilúvio, a substituição da gaiola por uma esteira deve ser o próximo passo. “Estou chamando de ecobarreira 2.0”, explica Luiz Carlos.
O projeto não tem muito a ver com a área de atuação da empresa, que desde 1995 trabalha com a área de informática, mais especificamente segurança da informação, e tem todo o custo pago pela própria Safeweb. “É um trabalho 100% pensando na cidade, não tem objetivo de trazer lucro”, afirma o vice-presidente da empresa, Luiz Carlos Zancanella Junior.
Trata-se de um projeto piloto. Se der certo, a empresa pretende oferecer para outras cidades. Mas Zancanella explica que a ideia não é vender o projeto, mas oferecê-lo sempre em forma de doação.
“Parece meio romântico, mas é verdade. A gente só quer ajudar a cidade”, garante o vice-presidente e diretor de TI da empresa. Ele explica que se trata de um negócio familiar, o dono e presidente é seu pai e outros parentes compõe a equipe.
Na inauguração, funcionários da Cootravipa dão uma “mãozinha”, recolhendo manualmente parte do lixo / JÁ Movimentos retomam agenda de debates sobre o Cais Mauá
Depois de semanas inteiramente dedicadas à preparação de uma audiência pública na Assembleia Legislativa – que lotou o auditório Dante Barone para debater o projeto de revitalização do Cais Mauá – os movimentos contrários ao modelo baseado na construção de edifícios, shopping center e estacionamentos na antiga área portuária de Porto Alegre retomam a agenda ordinária de reuniões e debates.
Leia o Dossiê Cais Mauá do Jornal JÁ
Revitalização desafia governos há três décadas
Licitação teve um único concorrente
Mudanças acionárias movimentam milhões
O primeiro encontro será nesta terça-feira, 29, às 18h, no Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs. “É inegável que melhorias devem ser feitas nesse espaço, mas qual é a revitalização que realmente queremos?”, perguntam os organizadores do evento, que defendem levar a discussão para dentro da Universidade.
Na quinta-feira, 31, será a vez de ampliar o debate dentro do coletivo A Cidade Que Queremos, enfocando dessa vez, a política de meio ambiente de Porto Alegre. “Queremos avançar na proposta de um projeto de lei municipal visando uma Porto Alegre mais verde e construir posições coletivas diante das ameaças à democracia e suas implicações no campo ambiental”, explica o presidente da Agapan, Leonardo Melgarejo, que integra o grupo.
A reunião é aberta à participação de cidadãos ou entidades interessadas no tema e acontece às 14h na Sala Sarmento Leite da Assembleia Legislativa.
Já no sábado, 2 de abril, a partir das 16h, a pauta do Cais Mauá entre no debate do Conexões Globais, dentro da mesa “Movimentos Sociais por uma Cidade Mais Democrática“, que aborda ainda as ocupações organizadas de Porto Alegre e as ações pela redução da tarifa do transporte público na Capital.
Além de representantes dos movimentos Cais Mauá de Todos, Bloco de Luta pelo Transporte Público e das ocupações, o debate contará com a participação, via webconferência da militante do Ocupa Estelita, no Recife, Liana Cirne Lins.
O encontro, assim como as demais atividades do Conexões Globais ocorrem na Vila Flores, no bairro Floresta.Petrobras: prejuízo-monstro no balanço e um mar de incertezas pela frente
GERALDO HASSE
Tomado por ratos, vigiado por abutres, o transatlântico Petrobras nunca navegou por águas tão turvas.
Mas, surpreendentemente, o Sr. Mercado se manteve calmo, estranhamente calmo, diante da divulgação oficial do prejuízo-monstro de R$ 34,836 bilhões em 2015.
O novo rombo supera largamente o prejuízo recorde do exercício anterior – R$ 21,587 bilhões em 2014.
O balanço revela que nunca andou tão mal a nau capitânia dos Estados Unidos do Brasil.
As reações, porém, sugerem que ter prejuízo virou rotina na maior empresa brasileira.
As ações da Petrobras estão no fundo do poço, pelo segundo ano consecutivo os acionistas não têm dividendos a receber mas, estranhamente, não há reclamações públicas. Por trás desse silêncio parece haver uma torcida para que o barco afunde de vez.
O balanço de 2015 foi o primeiro sob o comando de Aldemir Bendine, deslocado do BB para a BR em fevereiro do ano passado.
Na apresentação do resultado, ele disse que a empresa está se esforçando para resgatar a credibilidade perdida com a gestão perdulária de recursos desviados em contratos que se tornaram alvo da Operação Lava Jato.
Ao desgaste provocado pela descoberta da corrupção nos porões do navio, juntou-se uma combinação de fatores desfavoráveis para a Petrobras: a desvalorização do dólar; o aumento das despesas com juros e das taxas de descontos; a queda nas receitas de exportação; e a reavaliação, para baixo, de ativos (jazidas, campos de produção, plataformas) associados à cotação do petróleo, que caiu barbaridade.
A soma desses itens chegou a R$ 82,6 bilhões, mais do que o dobro do prejuízo contabilizado.
Expurgando esses itens negativos, a companhia teria tido um resultado positivo de R$ 13,6 bilhões, disse um executivo da estatal, lembrando que a desvalorização dos ativos pode ser revertida, desde que o preço do petróleo volte aos patamares anteriores.
Atualmente está em US$ 39 por barril de 159 litros. Há dois anos, estava em mais de US$ 100.
Mas quem garante que o petróleo vai subir? E se for verdadeira a suspeita de que há uma jogada global das petroleiras unidas para jogar a Petrobras na bacia das almas?
Se fosse só isso…Mas tem algo mais que não pode ser abolido nem reavaliado no balanço da Petrobras: o endividamento da ordem de R$ 400 bi.
Estimulados pelas agências de risco que rebaixaram a classificação da estatal como alvo de investimentos, os credores cerraram fileiras para extrair o máximo de seus empréstimos e descontos.
Como é muito natural no mercado financeiro, os bancos se aproveitam da situação para apertar a corda no pescoço do cliente.
A própria gestão financeira da empresa também está comprometida pela desconfiança generalizada dos agentes financeiros na capacidade de sair da crise.
Além disso, a venda de ativos e a redução dos investimentos geram um clima de desmanche que desmobiliza o pessoal na busca de eficiência em campos de produção, refinarias e transportes.
Uma leitura mais atenta do balanço revela que a Petrobras deslocou para as notas explicativas uma série de valores. “Contabilidade criativa”, acusou Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de ciências contábeis da Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo.
Segundo ele, “os valores poderão atingir patamares absurdos: de natureza tributária, R$ 114,3 bilhões; trabalhista, R$ 22,07 bilhões; causas civis gerais, R$ 20 bilhões; causas ambientais, R$ 5,8 bilhões; e R$ 7 bilhões com ações de outra natureza”.
No total, essas provisões somam R$ 170 bilhões não contabilizados no balanço. Se forem efetivamente usados, esses valores podem comprometer seriamente o patrimônio líquido da companhia.
Se não forem aplicados, podem aparecer como ativos num próximo balanço, a critério da diretoria, da ouvidoria, do conselho de administração e da assembléia de acionistas.
Tarso adverte: listão da Odebrecht é manobra para confundir
O ex-governador Tarso Genro afirmou nesta sexta-feira (25) que a divulgação do listão da Odebrecht tem o objetivo de “proteger os que receberam recursos em caixa 2” e criar a ideia de que, se todos são iguais, Eduardo Cunha pode continuar tocando o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Abaixo as postagens de Tarso no Twitter:
Não se enganem com listas que misturam contribuições legais, informadas pelas campanhas, à época, com propinas, que não são declaradas.
Essa mistura só visa proteger os que receberam recursos em caixa 2 e não os apontaram aos TREs, não sendo, portanto, fiscalizados.
Essa mistura, na divulgação destes dados, faz parte da estratégia golpista de incriminar esfera da política e legitimar pessoas como Cunha.
Se todos são misturados, Cunha é apenas “mais um” e pode tocar o “impeachment” tranquilo, mesmo sendo processado criminalmente pelo STF.
E fecha-se o absurdo da ilegitimidade: um “impeachment” tocado por um réu perante o STF, contra uma Presidenta que sequer é investigada.Moisés Mendes confirma saída de Zero Hora
Circula desde cedo na internet uma mensagem do jornalista Moisés Mendes, confirmando sua saída da Zero Hora, que já era comentada no meio, e explicando as razões pelas quais deixou o jornal depois de 27 anos.
Repórter, redator, editor, Moisés nos últimos anos era colunista do jornal, com um artigo muito lido aos domingos. Era uma das poucas vozes dissidentes do discurso unificado que vigora na ZH.
Segundo a mensagem, o jornalista tomou a decisão de se afastar do jornal após saber que deixaria de escrever diariamente, conservando o espaço de opinião três vezes por semana, mas sem mais colunas aos domingos – a justificativa oficial era a união das edições de sábado e domingo em uma única “superedição” de final de semana.
“Tentei defender minha permanência na edição nobre do jornal, certo de que o espaço não era meu, mas do leitor de ZH. Não obtive êxito, procurei entender o contexto da decisão tomada pela direção e optei por sair. Aprendemos, nas mais variadas situações, que é preciso saber a hora de ir embora”, escreve ele em uma carta aos leitores.
O jornal, por sua vez, publicou um aviso sobre a saída de Moisés Mendes na edição dessa sexta-feira. O comunicado “lamenta” a baixa. “Pela sua perspicácia, contundência e controvérsia, os textos de Moisés ajudavam a ampliar o necessário debate de nosso cotidiano”, disse o vice-presidente Editorial da RBS, Marcelo Rech.
Zero Hora ainda garante que “convidará colunistas de perfil similar ao de Moisés” para manter a “diversidade de opiniões que caracteriza o jornal”.
E-mail de Moisés Mendes
“Esse e-mail é para agradecer pelo convívio, no momento em que comunico meu desligamento de Zero Hora. Agradeço a leitura, o reconhecimento e a crítica, nesses 27 anos em que atuei em muitas áreas do jornal.
Solicitei meu afastamento em 29 de fevereiro, dias após ter sido informado de que a Zero juntaria as edições de sábado e domingo em uma superedição com o melhor de ZH. Eu deixaria de escrever no espaço que ocupava no domingo e seria mantido como articulista em outros três dias da semana.
É óbvio que tais deliberações são da natureza e das prerrogativas de qualquer comando em qualquer atividade. Mas ainda tentei defender minha permanência na edição nobre do jornal, certo de que o espaço não era meu, mas do leitor de ZH. Não obtive êxito, procurei entender o contexto da decisão tomada pela direção e optei por sair. Aprendemos, nas mais variadas situações, que é preciso saber a hora de ir embora.
Faço esse breve esclarecimento porque só agora, após minhas férias, foi formalizada minha saída. Os que me acompanharam e contribuíram para o meu trabalho merecem pelo menos uma despedida.
Obrigado pelos questionamentos, pelos alertas e até pela total discordância com o que escrevo. Sempre acolhi com respeito as observações de quem me lê e continuarei defendendo com radicalidade, como obrigação de jornalista, a ampla liberdade de expressão.
Pluralidade, diversidade e livre circulação de ideias, no jornalismo e em todas as áreas que contribuem para a propagação de informações e de opiniões, não podem ser meros recursos mercadológicos. Somente serão efetivas se estiverem a serviço do debate, dos avanços civilizatórios e da democracia.
Abraço,
Moisés Mendes
nota de Zero Hora
Depois de 27 anos de atuação em Zero Hora, o jornalista Moisés Mendes decidiu se afastar de suas funções no jornal. Segundo Moisés, a decisão foi tomada em caráter pessoal.
“Lamentamos a saída do Moisés, que percorreu uma trajetória luminosa como repórter, editor, editorialista e colunista. Pela sua perspicácia, contundência e controvérsia, os textos de Moisés ajudavam a ampliar o necessário debate de nosso cotidiano”, disse o vice-presidente Editorial do Grupo RBS, Marcelo Rech.
ZH convidará articulistas de perfil similar ao de Moisés para colaborar com colunas e comentários que mantenham a diversidade de opiniões que caracteriza o jornal.Aedes: 193 municípios gaúchos estão infestados
A Secretaria Estadual da Saúde informou que 193 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti. Os números foram apresentados na semana passada e mostrados novamente no último informativo epidemiológico da Secretaria revelado na manhã desta quinta-feira. A única Coordenadoria Regional que não apresentou nem um município infestado é a 16.
O vírus da Dengue já foi contraído em 19 municípios do Rio Grande do Sul. São os 256 casos autóctones dos 386 já confirmados no Estado. O restante (128) foram importados (contraídos fora do RS). Há cidades onde os dois modos foram identificados.
Em 2016 foram oito casos a mais que no mesmo período do ano passado, apesar disso o número de notificações (suspeitas de dengue) é três vezes maior. Este ano já foram 3297 contra 957 no mesmo período do ano passado.
Os municípios que apresentam autoctonia são Canoas, Porto Alegre, Viamão, Guaíba, Alvorada e Barra do Ribeiro , Santa Maria , Ibirubá e Selbach , Santo Ângelo , São Paulo das Missões, Santa Rosa e Tuparendi, Chapada , Panambi, Condor e Ijuí e Frederico Westphalen.
Em 2016, já foram notificados 150 casos de suspeitos de Febre Chikungunya e quatro casos confirmados, todos importados.
Em relação ao Zika Vírus foram notificados 230 casos suspeitos de Febre dos quais 11 casos foram confirmados e três casos são autóctones.
Confira abaixo as cidades infestadas pelo Aedes (Divididas entre as 19 Coordenadorias regionais de Sáude):
1ª – Campo Bom, Canoas, Estância Velha, Esteio, Novo Hamburgo, Parobé, São Leopoldo e Sapucaia do Sul
2ª -Alvorada, Butiá, Cachoeirinha, Dom Feliciano, Eldorado do Sul, Glorinha, Guaíba, Gravataí, Porto Alegre e Viamão
3ª – Pelotas, São José do Norte e Rio Grande
4ª – Capão do Cipó, Itacurubi, Jaguari, Júlio de Castilhos, Nova Esperança do Sul, Santa Maria, Santiago, São Francisco de Assis, São Sepé e Unistalda
5ª – Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Farroupilha, Garibaldi e Veranópolis
6ª – Almirante Tamandaré do Sul, Alto Alegre, Campos Borges, Carazinho, Casca,, Coqueiros do Sul, Espumoso, Ibiaçá, Lagoa dos Três Cantos, Marau, Não Me Toque, Passo Fundo, Pontão, Sananduva, Santo Antônio do Planalto, São José do Ouro, Soledade, Tapejara, Tapera, Tio Hugo e Victor Graeff
7ª – Bagé
8ª – Encruzilhada do Sul
9ª – Boa Vista do Incra, Cruz Alta, Ibirubá, Fortaleza dos Valos, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Selbach, Tupanciretã
10ª – Alegrete, Itaqui, Quaraí, Santana do Livramento, São Gabriel e Uruguaiana 11ª – Barão do Cotegipe, Erechim, Erval Grande, Estação, Campinas do Sul, Getúlio Vargas, Jacutinga, Nonoai e Rio dos Índios.
12ª – Bossoroca, Caibaté, Cerro Largo, Dezesseis de Novembro, Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, Garruchos, Guarani das Missões, Mato Queimado, Pirapó, Porto Xavier, Rolador, Roque Gonzales, Salvador das Missões, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões, São Nicolau, São Pedro do Butiá, Sete de Setembro, Ubiretama e Vitória das Missões.
13ª – Santa Cruz do Sul
14ª – Alecrim, Alegria, Boa Vista do Buricá, Campina das Missões, Cândido Godói, Doutor Maurício Cardoso, Giruá, Horizontina, Independência, Nova Candelária, Novo Machado, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Santa Rosa, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Paulo das Missões, Senador Salgado Filho, Três de Maio, Tucunduva e Tuparendi.
15ª – Barra Funda, Braga, Boa Vista das Missões, Chapada, Constantina, Coronel Bicaco, Dois Irmãos das Missões, Lajeado do Bugre, Miraguaí, Nova Boa Vista, Novo Barreiro, Novo Xingu, Palmeira das Missões, Redentora, Ronda Alta, Rondinha, Sagrada Família, Sarandi, Três Palmeiras e Trindade do Sul.
17ª – Ajuricaba, Augusto Pestana, Bozano, Campo Novo, Catuípe, Chiapeta, Condor, Coronel Barros, Crissiumal, Humaitá, Ijuí, Inhacorá, Jóia, Panambi, Pejuçara, Nova Ramada, Santo Augusto, São Martinho, São Valério do Sul e Sede Nova.
18ª – Osório, Torres e Tramandaí.
19ª – Alpestre, Ametista do Sul, Barra do Guarita, Bom Progresso, Caiçara, Derrubadas, Cristal do Sul, Erval Seco, Esperança do Sul, Frederico Westphalen, Iraí, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Novo Tiradentes, Rodeio Bonito, Seberi, Taquaruçu do Sul, Tenente Portela, Tiradentes do Sul, Três Passos e Vista Alegre.Há 30 anos, a última entrevista de Josué Guimarães
Um entardecer de verão em 1986. A entrevista com Josué Guimarães transcorre tão descontraída que vira um bate-papo e acaba sem que se abordem todos os assuntos. Marca-se então uma outra conversa para completar eventuais lacunas.
Não foi possível. Dia 23 de março, o escritor gaúcho morre de câncer, aos 65 anos.
O JÁ publicou em seu número 4 a última entrevista do escritor, incompleta. Os entrevistadores eram Carlos Stein, Enéas de Souza, Joaquim felizardo, Sérgius Gonzaga e Voltaire Schilling, velhos amigos de Josué.
Reproduzimos abaixo os principais trechos desse encontro.
Quem é Josué Guimarães?
Um confuso geral. Faço tudo com dúvidas, tenho dúvidas permanentes. Não muito nas coisas que estão por aí. Acho que sempre trabalhei em instituições democráticas, principalmente jornal e revista. Sempre lutei por aquilo que achava justo, isso prejudicou, me atrasou a vida tremendamente.
Militou em algum partido político?
Certa época me aproximei do Partido Comunista, mas não consigo ser do PC. Agora não sei, mas antigamente era muito limitado, muito comandado. Então nunca quis ser do PC. Acho o pessoal sensacional, admiro, mas não consigo participar. Olho para o PDT do Brizola e acho um desastre. A ala do PDS é outro desastre. O PMDB também é um saco de gatos. Tem pessoal de esquerda e até de extrema direita. Quer dizer, o quadro político hoje no Brasil está muito confuso.
E a Nova Republica?
Não acredito em República Nova nem em Nova República. Os homens são os mesmos. É só dar uma olhada: o presidente da República, José Sarney, era o presidente do PDS. Depois vem o Marco Maciel, o Aureliano Chaves, o Toniquinho Malvadeza (apelido de Antonio Carlos Magalhães, o ACM).
Então, a gente vai ver… na verdade eles fizeram uma confusão com a frente democrática, frente liberal, de propósito. Quando viram que o carro ia quebrar pularam pra outro galho… Por isso quando falam em Nova República; sou muito cético.
Retrato do autor ilustrou a conversa nas páginas internas do JÁ | Reprodução
Curso Superior?
Nunca consegui terminar um curso superior. Fiz dois anos vestibular para medicina e não consegui. Fiz para jornalismo e passei. Cursei um ano. Naquela época já tinha quatro filhos, tinha que viajar, me virar, ganhar dinheiro. Então viajava de Rio para São Paulo, Pernambuco. Depois ia para a Argentina, Uruguai. Por isso não tive tempo de sentar, tirar um curso. Trabalho em jornal desde os 18 anos, de maneira que, no momento de englobar tudo, chego à conclusão de não ter feito quase nada. Nem sobre isso eu tenho certeza.
Jornalista, escritor, homem de negócios?
Sempre fui essencialmente jornalista. Não o que se compreende hoje como jornalista, que é muito diferente. Hoje o jornalista é obrigado a fazer uma matéria sobre tal coisa. Faz e vai embora. Nós antigamente fazíamos tudo em jornal. Exerci todas as funções dentro de um jornal. Fui diagramador, colunista, cronista, editorialista, repórter, redator, redator-chefe, diretor. Fui tudo. A gente entrava às nove da manhã e saía as duas ou três da madrugada. Realmente era um negócio fantástico esse trabalho.
E o escritor? O sujeito só escritor, quando escreve?
Não sou escritor desde 1980, quando lancei “Camilo Mortágua”. De lá para cá não fiz mais nada. Com os infantis, tenho 26 livros publicados. Mas isto é coisa do passado. Hoje não tenho um conto na gaveta. Não escrevo há mais de um ano.
Por que?
Primeiro pela saúde. Sofria de angina, terminei sendo operado. Depois que saí desta operação tive problemas nos olhos e não posso escrever nem ler. É um negócio muito frustrante…
Origem, família?
Meu pai era telegrafista, minha mãe, auxiliar de telegrafista. Naquele tempo os telegrafistas iam passando de município para município. Nasci em São Jerônimo e com seis meses saí. Passei rapidamente por Porto Alegre e fui para Rosário do Sul. Lá fiquei até 1930. Na revolução de 1930 meu pai fugiu para Rivera, na fronteira com Livramento. Aconteceram, então, episódios muito chatos em casa, com agressões à minha mãe. Quando meu pai voltou houve uma certa anistia e ele foi transferido para Porto Alegre, como empregado de baixa categoria.
Infância?
Dizia minha mãe que eu só fui falar aos três anos. Até achavam que eu seria mudo… Tive uma infância muito pobre. A minha mãe tinha que dividir o leite entre oito filhos. A gente morava em Rosário e a vacas passavam pela porta, mas leite não havia. Tenho uma irmã que não gosta que eu diga isso. Ela diz que não faltava nada, mas faltava quase tudo. Tínhamos estritamente o necessário para viver.
Religião?
Eu me criei dentro do espírito religioso muito intenso. Meu pai era pastor leigo e tinha um pouco mais de vício que um pastor normal. O que ele não sabia tinha que inventar, dar as cores locais. Nós fazíamos as orações antes de qualquer refeição, ao deitar e, às vezes, quando era noite de tempestade ele fazia uma oração coletiva na varanda. Fui criado dentro desse espírito. Me revoltou um pouco. Senti, em um determinado momento, que queria me desligar de tudo aquilo. Hoje reconheço nos protestantes uma certa democracia, certa compreensão.
Leitura, autores?
No primeiro ano ginasial no Cruzeiro do Sul, em 1934, fundei o Grêmio Literário Humberto de Campos, aí já tem um nome. Lia também José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Machado de Assis, inclusive fazíamos peças dos textos do Machado de Assis. Li Jorge Amado, depois descobri os autores franceses. Todo e qualquer autor francês eu lia.Entregue aos leitores, Dossiê Cais Mauá repercute em debates públicos
Nascido de uma provocação do movimento comunitário porto-alegrense, que desejava ampliar e aprofundar as informações sobre a polêmica revitalização do antigo porto da capital gaúcha, o Dossiê Cais Mauá do Jornal JÁ foi entregue aos leitores e já repercute na imprensa e em debates públicos.
As três reportagens especiais estão publicadas no site do jornal e abordam o histórico de projetos nos últimos 30 anos para a área, o processo licitatório que contou apenas com um inscrito e as mudanças acionárias no consórcio vencedor, que movimentaram milhões apesar de não ter havido qualquer obra no local.
Leia o material completo:
DOSSIÊ CAIS MAUÁ – Revitalização desafia governos há três décadas
DOSSIÊ CAIS MAUÁ – Licitação teve um único concorrente
DOSSIÊ CAIS MAUÁ – Mudanças acionárias movimentam milhões
Poucas horas após o início da divulgação do material investigativo, colhido ao longo de quatro meses, os textos já eram mencionados em uma coletiva de imprensa do grupo Cais Mauá de Todos.
“Apesar da altíssima valorização do solo urbano nos últimos anos, o valor do arrendamento do Cais Mauá é hoje inferior ao previsto pelo governo Britto, nos anos 90, conforme levantamento do Jornal JÁ”, referiu o vice-presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS), Rafael Passos.
O trabalho também foi lembrado por oradores durante a audiência pública que debateu o projeto na Assembleia Legislativa, diante de um auditório lotado. “Gostaria de enaltecer o empenho do Jornal JÁ e da jornalista Naira Hofmeister no esclarecimento de diversos pontos desse projeto”, elogiou o advogado, ex-vereador e ex-secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Caio Lustosa.
O deputado estadual Tarcísio Zimmermann leu trechos inteiros de uma das entrevistas feitas para o trabalho, com o secretário de Urbanismo de Porto Alegre, Valter Nagelstein. “Saúdo o Jornal JÁ pela persistência na cobertura do tema”, complementou o parlamentar na abertura do evento no auditório Dante Barone.
As reportagens lideram o ranking de “mais lidas” do site desde a semana passada.
Imprensa acompanha publicações
Jornal de circulação gratuita em Porto Alegre, Metro fez até box sobre o trabalho do JÁ | Reprodução
Alguns veículos de comunicação do Rio Grande do Sul também registraram o trabalho investigativo do Jornal JÁ. O maior destaque foi dado pelo Metro, que publicou em um box, dados levantados pela reportagem, mencionando o JÁ e a jornalista Naira Hofmeister.
O trabalho teve ainda a colaboração do editor de arte, Andres Vince, e da fotógrafa Tânia Meinerz. A supervisão foi do diretor do JÁ, Elmar Bones.
O portal Sul21 também linkou em matérias próprias informações provenientes do Dossiê Cais Mauá.
As revelações feitas ao JÁ pelo secretário de Urbanismo, Valter Nagelstein, levaram Zero Hora a entrevistá-lo sobre o tema no dia seguinte.
Além disso, todos os jornais gaúchos registraram as conclusões de um Grupo de Trabalho do Governo do Estado, que haviam sido antecipadas com exclusividade pela reportagem do Dossiê Cais Mauá.Fiergs diz que situação é insustentável mas não se posiciona sobre impeachment
A Federação das Indústria optou pela cautela ao se posicionar sobre a crise política.
Da reunião do Conselho de Representantes, na noite de terça, saiu um manifesto que diz ser “insustentável para o Brasil permanecer na atual situação”.
Mas não toma posição sobre o tema mais polêmico, o processo de impeachment contra a presidente da República.
Na nota em que anunciou a reunião, o presidente da Federação, Heitor Muller, havia dito que “o impasse político precisa ser resolvido com urgência, respeitando as possibilidades legais, entre elas o processo de impeachment previsto na Constituição”.
Deu a entender que seguiria o caminho da Federação das Indústrias de São Paulo e outras entidades de representação empresarial, que se posicionaram abertamente pela saída de Dilma, como solução do impasse político que trava a economia.. .
No manifesto de terça-feira, a Fiergs ressalta a gravidade da situação, pede pressa e responsabilidade, sem se posicionar na disputa que envolve o impeachment que tramita na Câmara para ser votado em 30 ou 60 dias.
“Confiamos que os integrantes do Poder Legislativo respondam a seus eleitores com o equacionamento rápido das dificuldades políticas – incluindo o processo de impeachment – para, então, destravar a econompia brasileira”.
“A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul avalia que a retomada da governabilidade se dará por meio do entendimento e da serenidade, com lucidez e bom senso, acima de ranços partidários e ideológicos”.
“Resolvidos os impasses, na nova etapa de prosperidade que se quer para o Brasil, será essencial valorizar os empreendedores, que alavancam o desenvolvimento brasileiro, gerando empregos, oportunidades de ascensão social, renda e tributos”.
Ao finalizar o manifesto, assinado também pelo Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) e Sindicatos Industriais filiados à Federação, as entidades afirmam: “Não podemos deixar que prossigam os exterminadores do futuro dos brasileiros. Somos do Partido do Desenvolvimento, do Partido da Geração de Empregos, do Partido da Prosperidade”.




