Categoria: Geral

  • Brique abre inscrições para artesãos

    Matheus Chaparini
    A Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC) anunciou hoje a abertura de 12 vagas para artesãos no Brique da Redenção. Os interessados podem se cadastrar até o dia 23 de julho, das 9h às 12h, no Núcleo de Fomento ao Artesanato da Secretaria, na Osvaldo Aranha, 308, sala 16.
    Para se inscrever, é necessário apresentar original e cópia da identidade, CPF, comprovante de residência e carteira de artesão atualizada. A carteira é fornecida pela Fundação Gaúcha do Trabalho, também é válido o atestado da Casa do Artesão com classificação da matéria prima do candidato.
    Após o período de inscrições, há uma fase de triagem. No dia 27 de julho, os candidatos apresentarão seus trabalhos para um juri, formado por membros da Comissão Deliberativa da Feira de Artesanatos do Bom Fim e da Smic, além de um convidado da Casa do Artesão. Os trabalhos serão avaliados por sua criatividade, qualidade técnica e originalidade.
    A abertura de vagas acontece por desistência ou por exclusão. Segundo Gilberto Saldanha, do Núcleo de Fomento ao Artesanato, os motivos mais comuns para a exclusão são o excesso de faltas ou o recebimento de três advertência da SMIC, por atraso ou brigas com colegas de feira.
    Existe também uma preocupação para que cada artesão utilize apenas a matéria prima com a qual está cadastrada. ”Todos domingos a Smic passa uma lista de presença e já confere se o artesão está comercializando apenas produtos com a sua matéria prima.” explica Gilberto.
    Atualmente são 180 boxes de artesanato de um total de 296 no Brique. A última abertura de vagas foi em setembro do ano passado.

  • MPF vai investigar ligações de Lula com Odebrecht

    A notícia que agita o meio político neste momento saiu da Procuradoria Geral da República do Distrito Federal na tarde desta quinta-feira: um inquérito vai apurar suposto tráfico de influência do ex-presidente Lula em favor da construtora Odebrecht.
    O MPF do Distrito Federal informou que já solicitou o compartilhamento de provas da Operação Lava Jato para incluir na investigação criminal.O Instituto Lula informou através da assessoria de imprensa que o ex-presidente não irá se manifestar por enquanto.
    Desde  maio circulavam informações, formalmente desmentida de que havia  um pedido de apuração preliminar sobre o caso no MP-DF.
    A tese do MP é que Lula receberia vantagens da empresa, como viagens internacionais, para ajudar a abrir portas no governo para a companhia.
    A Odebrecht já se manifestou sobre o tema, argumentando que contratava palestras de Lula, o que justificava as viagens.
    O Instituto Lula também rebateu as denúncias anteriores, justificando as viagens do ex-presidente e suas missões no exterior.
    O BNDES, que foi acusado de investir indevidamente em obras da Odebrecht no exterior por intermédio de Lula, também reagiu negando veracidade às denúncias.

  • Programação dos 100 anos de Locatelli inicia neste final de semana

    As obras de Aldo Locatelli no Palácio Piratini poderão ser admiradas em visita mediada no dia 18 de julho (sábado), às 9h30. O professor do Instituto de Artes da Ufrgs, Paulo Gomes, apresentará o trabalho do artista no local, onde são retratados episódios da história do Rio Grande do Sul e da Lenda do Negrinho do Pastoreio.
    O evento integra a programação preparada pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre para comemorar o centenário de nascimento do pintor italiano que chegou ao Rio Grande do Sul em 1948. A sua influência foi essencial para a consolidação da Escola de Belas Artes de Pelotas, bem como nas salas de aula do Instituto de Arte da Ufrgs, onde foi convidado para ser professor em 1951.
    Embora seja considerado um mestre na pintura de cavalete, na técnica de pintura mural foi praticamente uma figura única no Estado, percebido pela crítica especializada em arte como um dos responsáveis pela impressão da identidade gaúcha no cenário nacional a partir da década de 1950 ao lado de nomes como Erico Veríssimo e Simões Lopes Neto.
    Em Porto Alegre suas obras podem ser apreciadas no Palácio Piratini, no terminal 2 do Aeroporto Salgado Filho, na sede da Federação das indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e nos prédios do Instituto de Artes e da Reitoria da Ufrgs, entre outros locais.
    Interessados em participar podem realizar inscrições pelo e-mail acervo@smc.prepfoa.com.br ou pelo telefone (51) 3289-8292.
    A programação do Centenário de Aldo Locatelli conta ainda com a exposição Expressão Pura – Locatelli e seus discípulos, na Pinacoteca Ruben Berta (rua Duque de Caxias, 973), até o dia 11 de setembro, além do Seminário Locatelli 100 e outras atrações.
    Programação
    – Até 11 de setembro – de segunda a sexta, das 9h às 18h exposiçao Expressão Pura – Locatelli e Seus Discípulos mostra na Pinacoteca Ruben Berta (rua Duque de Caxias, 973)
    – 18 de julho (sábado)- 9h30  – Visita monitorada ao Palácio Piratini
    – 25 de julho (sábado) – 10h – Seminário Locatelli 100  – Pinacoteca Ruben Berta (rua Duque de Caxias, 973)
    – 8 de agosto (sábado) – 9h30 – Circuito às obras de Locatelli em vários locais de Porto Alegre
    – 22 de agosto (sábado) – 8h -Visita à Igreja São Pelegrino, em Caxias do Sul

  • Chorões abrem ensaios ao público no Santander Cultural

    Apreciadores de choro e músicos interessados em fazer parte das oficinas dedicadas ao estilo musical brasileiro encontrarão as portas do Santander Cultural abertas nos dois próximos sábados (18 e 25 de julho).
    Em ambas as datas, a partir das 13h, a instituição abre seu encontro de Choro e Samba para que o público participe de um ensaio aberto.
    Com coordenação do músico Mathias Pinto, o convite é tanto para quem tem interesse em assistir, como para quem quer levar um instrumental e se integrar ao Bandão da Oficina.
    Com a proposta de promover a educação musical por meio da linguagem do choro, com abordagem prática e teórica, a Oficina Choro e Samba do Santander Cultural trata-se de encontros semanais, realizados há 11 anos.
    A iniciativa consiste em um resgate que ilustra as origens e o desenvolvimento do choro, a primeira manifestação musical genuinamente brasileira. A oficina é gratuita e as inscrições devem ser feitas com o instrutor aos sábados, às 13h.
    Serviço
    O que: Oficina Choro e Samba com ensaio aberto
    Quando: Dias 18 e 25 de julho – sábados, a partir das 13h
    Onde: Sala Multiuso do Santander Cultural (Praça da Alfândega, em Porto Alegre)
    Quanto: Entrada Franca

  • Falta de luz inviabiliza expediente na Câmara de Vereadores de Porto Alegre

    A Câmara de Vereadores de Porto Alegre não teve expediente interno durante essa terça-feira (14) por falta de energia elétrica. Os funcionários foram dispensados ao meio-dia após a confirmação de que a luz não voltaria antes das 18h.
    A  CEEE enviou uma equipe para fazer uma vistoria, mas até o final da tarde não havia emitido um laudo oficial. A intensa chuva que cai sobre a Capital desde a segunda-feira pode ter avariado o sistema de iluminação do Legislativo, mas não está descartada a possibilidade de falhas no abastecedor próprio de energia da Casa.
    O expediente da quarta-feira não está confirmado. Se a luz voltar, será normal; caso contrário, apenas reuniões de comissões externas deverão ser realizados.
    TAXISTAS SÃO RECEBIDOS ÀS ESCURAS
    A falta de luz e de funcionários, entretanto, não desmotivou um grupo de taxistas de Porto Alegre que foi à Câmara Municipal reclamar da EPTC. Eles haviam agendado reunião com membros da Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação da Casa para solicitar a suspensão da obrigatoriedade de pagamento do serviço de GPS nos automóveis enquanto os aparelhos não estiverem funcionando.
    “São cerca de R$ 80,00 mensais para um serviço que, segundo os vários relatos que recebemos hoje, não funciona corretamente. E pela lei, se o motorista fica inadimplente está automaticamente proibido de trabalhar, de colocar um funcionário na direção e fazer a vistoria do veículo”, explica o vereador Carlos Comassetto (PT).
    Os taxistas ameaçam entrar em greve contra a medida, que consideram uma “ação totalitária” por parte do Executivo municipal. Um documento contendo reivindicações da categoria será encaminhado ao prefeito José Fortunati.
    A reunião ocorreu no corredor central do Legislativo. “Havíamos nos comprometido com o encontro e fizemos como foi possível, pois as salas de reunião já estavam fechadas”, lamenta Comassetto.

  • Moradores se organizam para ocupar passagem de pedestres

    Três meses após a inauguração da passagem de pedestres Lanceiros Negros – prolongamento da Rua Mata Bacelar entre a Xavier Ferreira e a Coronel Bordini, no bairro Auxiliadora -, moradores da região se organizam para levar atividades ao local e mantê-lo ocupado pela comunidade.
    “A passagem de pedestres Lanceiros Negros é uma área de humanização do bairro, espaço de sociabilidade para cultura e lazer, encontros e diversão”, justificam dirigentes da Associação de Moradores e Amigos da Auxiliadora, que estão bolando várias iniciativas para atrair movimento para o espaço.
    A primeira iniciativa foi a solicitação de montagem uma feira orgânica para servir o bairro. A Prefeitura já confirmou a realização – será sempre às quintas-feiras pela manhã – mas ainda não há data de início das atividades pois é preciso selecionar produtores que tenham interesse em participar.
    Outras ideias estão surgindo na página do facebook da comunidade: uma feira de alimentos veganos e outra de temperos e condimentos. A mais recente iniciativa é a realização de encontros de antiquários, brechós e variedades.
    Os expositores estarão no local sempre às quartas-feiras e sábados, durante todo o dia. A previsão é que a primeira mostra ocorra no dia 1º de agosto.
    O interessante é que a associação dos moradores está preocupada em organizar a ocupação desse espaço. No caso da feira de antiguidades, por exemplo, ficou estipulado que o número máximo será de 15 expositores, que não poderão ficar na área junto ao mural dos Lanceiros Negros e nem próximos aos bancos da praça.
    “A intenção é preservar esse espaço como área social de lazer dos moradores e visitantes”, justifica a AMA.
    Outra preocupação que permanece é com a pintura definitiva do mural dedicado aos Lanceiros Negros, que foi pintado com carvão pouco tempo depois da inauguração oficial por falta de doação de tintas adequadas.
    Interessados em participar ou propor atividades no local podem entrar em contato com os dirigentes da entidade pelo email: bairroauxiliadora@gmail.com.

  • TJ determina repasse imediato para a saúde em Porto Alegre

    Felipe Uhr
    O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou, nesta terça-feira (14), que o Estado repasse de forma imediata valores devidos para a prefeitura de Porto Alegre na área da saúde.
    São quase R$ 11 milhões que devem ser encaminhados para os cofres de Porto Alegre. O documento, entretanto, se atém aos valores que devem ser pagos em dia a partir de agora, não garantindo repasses atrasados de meses anteriores.
    “A cada dia que passa, torna-se mais dramática a carência de recursos que tem levado à crescente paralisação dos serviços essenciais da saúde”, argumentou o relator do processo, o desembargador Luiz Felipe Brasil Santos – ele salientou ainda que Porto Alegre presta atendimento a muitos pacientes do Interior, “especialmente em serviços de maior complexidade”.
    A decisão, em caráter liminar, atende o mandado de segurança impetrado na última sexta-feira (10), por meio da Procuradoria-Geral do Município. O próximo passo é a discussão do mérito da ação. A Procuradoria Geral do Estado já foi notificada e tem atém 10 dias para responder sobre a decisão. Se o Estado recorrer o mandado volta para o TJE.
    Enquanto espera a decisão definitiva e a normalização dos repasses a Prefeitura mantém funcionando a chamada Sala de Situação, um gabinete de emergência que analisa pontualmente o atendimento de pacientes que chegam do Interior, encaminhando-os para hospitais onde ainda há leitos.
    Na semana passada, um balanço da Secretaria Municipal da Saúde dava conta de 180 vagas fechadas em hospitais da Capital pela falta de verbas estaduais.

  • Plano Municipal de Cultura é aprovado por unanimidade

    O plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, por unanimidade, na tarde desta segunda-feira (13/7), o projeto de lei do Executivo que institui o Plano Municipal de Cultura (PMC).
    Nove emendas e duas subemendas também foram aprovadas.
    A aprovação do texto – e a discussão de seu conteúdo com a sociedade – eram compromissos da Prefeitura com Ministério da Cultura desde 2012, quando o Executivo assinou um Acordo de Cooperação Federativa.
    O plano é pré-requisito obrigatório para acessar o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura), que estabelece a destinação de, no mínimo, 30% dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) aos estados, municípios e ao Distrito Federal.
     
     
    A oposição elogiou a condução da votação, salientando que a unanimidade foi construída graças ao intenso diálogo travado entre parlamento e a classe artística da Capital.
    Através de emendas ao projeto foi possível modificar a intenção da Prefeitura de instituir metas e estratégias do plano por meio de decreto, que serão agora construídas coletivamente.
    Outra emenda conquistada pela oposição amplia o orçamento do plano para 1,5% da receita líquida do município durante os primeiros 5 anos de vigência e, nos 5 anos subsequentes (até o 10º), garante dotação de 3% da receita líquida.
    Fortunati lembra pioneirismo da Capital
    Em sua justificativa ao Projeto de Lei aprovado, o prefeito de Porto Alegre José Fortunati afirma que Porto Alegre foi pioneira na formulação participativa de políticas públicas de cultura, tendo realizado, ainda em 1995, sua primeira Conferência Municipal da Cultura, com a presença de 73 entidades, 197 delegados e 200 observadores.
    “Ainda que não se cogitasse, naquele momento, a formulação de um plano, mas apenas, de forma mais modesta, debater os rumos da vida cultural na cidade, a I CMC produziu um documento com 157 propostas”, argumenta.
    O Município vem realizando com regularidade as conferências a cada dois anos, sendo as proposições nelas aprovadas a principal matéria-prima utilizada na elaboração do plano.
    “Uma das consequências imediatas da I CMC foi a criação do Conselho Municipal de Cultura, em janeiro de 1997. A mesma Lei Complementar também instituiu aqui o Sistema Municipal de Cultura, 15 anos antes da criação do SNC”, observa.
     

  • Redenção: quem frequenta é contra a cerca

    Matheus Chaparini
    Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) apontou que 71,56% dos usuários do Parque Farroupilha é contra o cercamento da área verde, iniciativa que será alvo de um plebiscito municipal em 2016.
    A pesquisa, realizada pela empresa Opinião Pública, foi divulgada no blog do jornalista Juremir Machado, no site do Correio do Povo. Foram ouvidos 320 frequentadores do parque nos dias 28 e 29 de junho e 2 e 4 de julho, respectivamente domingo, segunda-feira, quinta-feira e sábado.
    Os resultados foram apresentados em amostragens estratificadas por gênero, idade, bairro, escolaridade e frequência.
    Críticas são intensas entre assíduos
    Em quase todas as subdivisões por grupos de pesquisados, o não ao cercamento vence. O único cenário em os favoráveis ao cercamento são maioria é entre aqueles que pouco vão ao parque: uma ou duas vezes por mês. Neste caso, a aprovação da colocação de grades fica entre 62% e 52% respectivamente.
    “Quem frequenta mais o parque é contra”, comenta Assis Aymone, sociólogo responsável pela pesquisa.
    Segundo a pesquisa, em todas regiões o não cercamento vence e quanto mais próximo ao parque, maior a diferença entre os resultados contra a possibilidade de fechar a área.
    Nos bairros vizinhos à Redenção – Farroupilha, Santana, Bom Fim e Cidade Baixa – a grande maioria é contra. Na Cidade Baixa o índice de rejeição a cerca é de 81%.
    Já nos bairros Moinhos de Vento, Bela Vista, Rio Branco, Auxiliadora, Floresta e Higienópolis, além da Zona Norte, os favoráveis à cerca somam em torno de 45%. No
    A maioria das pessoas que manifestou preferir manter o parque aberto diz que a intervenção poderia dificultar a acessibilidade e modificar a identidade do parque e sua integração com a cidade.
    Favoráveis mudariam voto com mais segurança
    O principal argumento utilizado por quem é favorável às cercas é a segurança. Eles dizem que falta iluminação, vandalismo e se assustam com a presença de moradores de rua no parque.
    Mas quase a metade afirma que mudaria de ideia caso houvesse mais policiamento, iluminação e vigilância eletrônica na área.
    A Prefeitura Municipal chegou a licitar os serviços para a Redenção. Mas sua execução anda a passos lentos. As obras de iluminação estão atrasadas e a instalação das câmeras de vigilância ainda nem começou.
    A reportagem de capa da edição de julho do JÁ Bom Fim revela que a Prefeitura precisou rescindir o contrato com a empresa vencedora do certame, a Lumi, de Curitiba e optou por contratar a terceira colocada no certame, a Cristel – que era quem já estava executando o serviço em nome da Lumi.
    A previsão da Secretaria Municipal de Obras é que em 60 dias a empresa conclua o trabalho – os operários que executam o serviço, entretanto, não acham possível ter tudo pronto em menos de 90 dias. O projeto prevê a instalação de 512 pontos de luz no parque com investimento de R$ 1,5 milhão.
    Pesquisador lamenta falta de elementos em debate
    O pesquisador Aymone é morador do Bom Fim e frequentador da Redenção há muitos anos e por isso decidiu colocar sua empresa de planejamento, gestão e manejo de imagem à serviço do debate. O levantamento não foi feito sob encomenda.
    “Fiz a pesquisa no intuito de contribuir com o debate. O que se tem são pesquisas de facebook, mas não são válidas, não é algo científico”, justifica.
    O Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, que é contra o cercamento, comemora o resultado. “Fico feliz porque vem ao encontro dos nossos anseios, dos moradores dos oito bairros em torno da Redenção. Os resultados dão tranquilidade. O parque não tem que ser cercado, ele tem é que ser bem iluminado e ter segurança para a população utilizar socialmente”, pondera um dos membros do colegiado, Roberto Jakubaszko.
    No início deste mês, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) confirmou que o plebiscito sobre o cercamento do Parque Farroupilha vai ser realizado juntamente às eleições municipais do ano que vem.
    O texto da pergunta não foi definido no projeto de lei sancionado pelo prefeito José Fortunati, apenas foi estabelecido que as opções de resposta serão “sim” e “não.”
    Cabe ressaltar que a pesquisa é focada nos usuários do parque enquanto o plebiscito será aberto e opcional para todos eleitores portoalegrenses.

  • Leonardo Melgarejo é o novo presidente da Agapan

    A mais antiga entidade ambientalista do Brasil, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), elegeu, na última sexta-feira (10), a sua nova diretoria.
    Encabeçada pelo engenheiro agrônomo e ex-membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) Leonardo Melgarejo, a chapa que foi aclamada pela assembleia ordinária promete dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito por Alfredo Gui Ferreira – presidente entre 2013 e 2015 e que agora passa a ocupar o cargo de tesoureiro.
    Além de Melgarejo e Ferreira, o jornalista Heverton Lacerda integra o grupo, permanecendo na cadeira de secretário-geral pelo segundo mandato consecutivo. Completam a nominata o vice-presidente, Roberto Rebés Abreu, e a segunda tesoureira, Miriam Ângela Löw.
    Tanto Melgarejo como Rebés são estreantes na diretoria, algo raro na história da entidade – José Lutzenberger foi presidente durante os primeiros 12 anos de existência da Agapan e, recentemente, a professora Edi Fonseca exerceu mandato durante 5 gestões consecutivas.
    “Estou muito honrado com essa confiança”, agradeceu Melgarejo que já mostrou disposição para o trabalho, sugerindo a convocação de reuniões semanais do grupo. A primeira ocorre na próxima terça-feira (14).
    Desafios não faltam. Enquanto a entidade se soma à centenas de vozes nacionalmente se opondo ao projeto de lei que tramita agora no Senado Federal e que retira a obrigatoriedade de identificar nas embalagens com um T aqueles alimentos que contenham transgênicos (e, consequentemente, agrotóxicos), no Rio Grande do Sul a principal frente de batalha é em Guaíba, onde a Celulose Riograndense inaugurou sua moderna fábrica, agora investigada pelo Ministério Público por emissões irregulares de resíduos.
    Internamente, o novo presidente precisará estimular o associados a participarem mais da entidade. Na assembleia que o elegeu foram apenas 20 presentes – a Agapan tem mais de mil filiados.