Tantos foram os aplausos ao juiz Moro no “Forum da Liberdade”, nesta terça-feira em Porto Alegre, que ele não resistiu:.
– Eu tinha prometido que nunca concorreria a um cargo político, mas depois de hoje estou pensando em me candidatar à presidência do IEE.
O Instituto de Estudos Empresariais, o IEE, promove há 33 anos o Fórum da Liberdade, que reúne “jovens de orientação liberal, combatentes das ideologias de esquerda”.
“Moro estava tão à vontade que nem se preocupou em ver sua imagem associada a uma entidade essencialmente política”, registrou a colunista Rosane de Oliveira.
No painel da manhã, ao lado de Antonio Di Pietro, procurador da Operação Mãos Limpas, da Itália, Moro foi ovacionado.
No debate, disse que “a Mãos Limpas ensina que o poder da Justiça tem limite no combate à corrupção”. Ressaltou que a sociedade precisa fazer a sua parte e que informação é uma arma poderosa nesse processo.
– A solução não está nas estrelas, mas em nós, disse, no que foi visto por alguns como uma referência ao PT.
Moro disse que existe uma tendência de só colocar a culpa no setor público, ou dizer que a propina é paga mediante extorsão, mas não se pode ignorar o papel das empresas. Em outras palavras, que o setor privado que suborna agentes públicos não pode se fingir de inocente.
Manifestantes em defesa de Lula conseguiu entrar na PUC gritando: “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”. Foram retirados do prédio por seguranças e continuaram com o protesto do lado de fora.
Categoria: Geral
Moro é recebido como ídolo no templo do liberalismo
"Temos que descobrir a alegria de fazer do nosso jeito”
A voz baixa, quase sem ênfases, não impediu que o médico José Camargo encantasse a platéia que compareceu ao Menu, o almoço quinzenal da Associação Comercial de Porto Alegre.
Desbravador da era dos transplantes (fez o primeiro transplante de pulmão do Brasil em 1989), Camargo tornou-se um “especialista em gente” e hoje diz que o afeto é tão ou mais importante que a técnica na relação do médico com seu paciente.
Mas a atitude generosa de afeto com o outro só é possível quando apessoa não “está azeda”.
“A pessoa azeda é aquela frustrada por ser obrigada a fazer algo que não gosta. A falta de prazer gera ressentimento. Ela cumpre sua tarefa burocráticamente. O infeliz é o maior cumpridor da burocracia”.
Segundo ele, quase sempre por trás de uma pessoa azeda há uma má escolha profissional. E esse é um problema sério, uma vez que “fazemos essas escolhas quando não sabemos nada”.
No seu caso, ele diz que foi loteria. De uma familia de estancieiros de Vacaria, não havia um médico entre os parentes, mas ele por volta dos dez anos decidiu que seria o “dr. Cássio”, o médico da familia.
Durante hora e meia o dr. Camargo desfilou histórias de personagens que passaram pelo seu cotidiano e, principalmente, seu consultório e que lhe ensinaram tanto quanto os professores que o formaram cirurgião.
Ele não tem dúvida: o profissional de ciências humanas tem que gostar de gente. “Se não gosta, saia da área de humanas, pois não tem como aprender a gostar de gente.”
É muito comum, conforme ele, o médico chegar ao lado da cama e não saber o nome do paciente e este não lembra o nome do profissional. Lembrou a lição que um menino deu num médico. O menino ia fazer uma ecografia abdominal. O médico entrou na sala e começou a manusear o equipamento na sua barriga sem falar nada, quando o menino disse: Oi, meu nome é Artur”.
“A gratidão se dilui no tempo, mas a desconsideração é lembrada por toda a vida. Ignorar o sofrimento é uma grande humilhação.”
No final da palestra, Camargo contou um episódio que ele assistiu em vídeo:
Um repórter jovem perguntou ao músico canadense já falecido Leonard Cohen como ele tinha composto seu maior sucesso Hallelujah.
Ele respondeu:”Só lembro que eu estava muito feliz”. Camargo entende que só neste estágio podemos fazer coisas boas. “Temos obrigação de descobrir a alegria de fazer do nosso jeito. Só assim iremos construir nossas catedrais.”
Esquerda se une em ato de apoio a Lula na Assembleia
A abertura do Seminário “Desenvolvimento Nacional, Dilemas e Perspectivas”, na noite de segunda-feira (09) foi transformada num ato de apoio ao ex-presidente Lula contra a sua prisão arbitrária, segundo a visão dos promotores do evento.
O ato aconteceu no teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa onde cerca de 800 pessoas aplaudiram os oradores e diziam a palavra de ordem “Lula Livre”.
O ato foi aberto com a apresentação do poema Canto da Necessidade declamado por Silvana Conti e depois conduzido pelo ex-deputado estadual Raul Carrion, presidente da Fundação Maurício Grabois.
Foram apenas quatro falas dos representantes de quatro das cinco fundações promotoras do evento.
A primeira oradora foi Abigail Pereira, da Fundação Maurício Grabois, do PCdoB , em seguida usou da palavra o representante da Fundação Perseu Abramo, do PT, Jorge Branco.
Em terceiro lugar discursou Mário Azeredo, representando a Fundação Lauro Campos, do PSOL e por último, em nome da Fundação João Mangabeira, do PSB, Vicente Selistre.
Todos os oradores ressaltaram a injusta prisão do ex-presidente e a situação de exceção que vive atualmente o Brasil. As falas foram de apenas dois minutos porém foram discursos contundentes contra os atos do judiciário que resultaram na prisão de Lula na carceragem da Policia Federal em Curitiba e foram aplaudidos entusiasticamente pelo teatro lotado.Qualificação e tecnologia levam jovens de volta ao campo em SC
Houve um tempo em que muitos jovens deixavam os negócios da família no interior em busca de uma vida melhor na cidade.
Há quem ainda faça isso, mas os números no setor cooperativista mostram que este pensamento está mudando.
Os filhos buscam qualificação, mas permanecem ou voltam para a propriedade; porque os pais estão abertos às inovações; porque as tecnologias, as boas práticas e as técnicas modernas de produtividade são realidade nas pequenas propriedades rurais; porque a gestão é empresarial, pois hoje os produtores percebem que são proprietários de um negócio.
Ricardo Luiz Furlanetto é exemplo entre os jovens que vislumbram o futuro no campo.
Aos 23 anos, ele administra os negócios juntamente com os pais e é ali, na propriedade situada em Marema (oeste catarinense), que pretende constituir sua família.
Hoje, a área de plantação é de 31.5 hectares, além de dois galpões que alojam em média 45 mil aves/lote.
“Desde pequeno fui incentivado pelo meu pai, porém, ele também me deu opção de fazer outra coisa, caso preferisse. E teve mesmo um período que busquei algo diferente. Trabalhei por seis meses como auxiliar de almoxarifado em Xaxim, mas decidi voltar”.
Ricardo trabalha como responsável pela avicultura juntamente com a mãe Carmem e seu pai Luiz Furlanetto cuida da lavoura.
As decisões são tomadas em conjunto e as capacitações estão entre as ferramentas para inovar. Entre os cursos, a família participou do projeto “Encadeamento Produtivo”, para qualificar cooperativados da Aurora Alimentos.
Atualmente, o empreendimento familiar se prepara para receber a certificação de Propriedade Rural Sustentável.
“Os programas ajudaram na ampliação da autoconfiança e, principalmente, na lucratividade da granja. Antes de 2017, não tínhamos controle algum e o lucro era de 16%. Em 2017, o ano fechou com 40% de lucro. Estávamos trabalhando no prejuízo e não sabíamos. A lavoura estava bem defasada com margem de lucro de 14% e passou nessa safra para 61%. Temos potencial para melhorar ainda mais”, observa Ricardo.
Segundo ele, a meta é ficar entre os 10 melhores produtores de aves da Aurora Alimentos em cinco anos.
“Também queremos melhorar nossa qualidade de vida tirando férias, coisa que não fazemos há anos, além atualizar e inovar a propriedade. Não podemos parar de estudar.
Fazer o QT foi uma prova disso porque achava que não teria tempo. A gente vê os resultados e se anima para trabalhar. Com o pai, também aprendo a cada dia. A decisão dele pesa, pois tem experiência”, comenta.
Os pais também confirmam que os programas ajudaram a proporcionar um melhor controle da propriedade, com ferramentas para avaliar o lucro e os prejuízos.
Também destacam a importância de dar continuidade à propriedade.
“Para nós, é um orgulho que nosso filho assuma os negócios. O mundo precisa de alimentos e com o uso correto das técnicas e tecnologias adequadas, além de uma gestão eficiente, é possível produzir um bom produto e ter uma vida de qualidade. Sabemos o que consumimos e, se é bom para nós, será bom para o consumidor também”, conclui Luiz.
NÚMEROS DO PROGRAMA
De acordo com pesquisa feita por meio do Projeto “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite” nas propriedades vinculadas ao cooperativismo, no período de 2012 a 2017 o programa atendeu um público de 10.238 produtores rurais.
Nesta fase foram capacitados 1.479 (14,44%) jovens com idade entre 14 e 23 anos.
Na faixa-etária dos 24 aos 33 anos, 2.386 pessoas (23,30%) participaram dos treinamentos, seguido por 2.472 produtores (24,14%) com idade entre 34 e 43 anos.
Na faixa-etária dos 44 aos 53 anos o programa envolveu 2.682 pessoas (26,23%); dos 54 aos 63 anos, o público foi de 1.054 (10,29%); dos 64 aos 73 anos, foram 152 pessoas (1,48%); e dos 74 aos 83 anos 13 pessoas (0,12%).
O coordenador dos programas de qualidade da Cooperativa Central Aurora Alimentos,Joel Pinto, observa que boa parte da população no campo está na faixa-etária altamente produtiva.
“Dos 16 aos 53 anos temos mais de 80% da população nas propriedades rurais. Isso quer dizer que o campo realmente tem rejuvenescido”.
Ele complementa que nos últimos anos, esse percentual nas primeiras faixas-etárias tem crescido mais.
“Existe muito jovem permanecendo ou voltando para as propriedades. Há casos isolados, mas na maioria das vezes, a sucessão tem ocorrido. Se olharmos a faixa-etária acima dos 53 anos, o percentual é pequeno. Isso demonstra que teremos gente nas empresas rurais, mesmo com todas as dificuldades que vêm passando. As mudanças tecnológicas, melhorias e o trabalho de gestão que vêm sendo feito nas propriedades mostram que o campo é viável, que existe qualidade de vida e que se os números estiverem bem cuidados temos condições de segurar o jovem no campo”.
Eles estão percebendo que tem futuro e que hoje a qualidade de vida é tão boa ou melhor que na cidade. “As propriedades estão se tornando verdadeiras empresas rurais bem administradas. É uma maneira de olhar diferente para o campo e os resultados mostram que as melhorias são possíveis. Temos propriedades rurais fantásticas, exemplo nacional, que permitem às pessoas viver melhor e com qualidade de vida”, comenta Joel.
O vice-presidente da Aurora Alimentos, Neivor Canton, destaca que o objetivo não é trabalhar para fixar o homem no campo, mas sim para oferecer alternativas atrativas e criar um ambiente para que a sucessão aconteça. “Observamos com satisfação os resultados. Em duas décadas disponibilizando os programas de qualidade atingimos mais de 38 mil famílias e, por consequência, as pessoas reconhecem as conclusões antes não observadas. Ficou para traz o período preocupante do êxodo intenso para a cidade”.
“Na maioria das propriedades minifundiárias ocorre a adoção de tecnologias – ação estratégica para manter a motivação do jovem para permanecer no campo de forma satisfeita”, conclui.
(Com informações da assessoria)
Juiz trava extinção da Zoobotânica e exige "plano de ação"
Cleber Dioni Tentardini
O juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, expediu mandados nessa segunda-feira, 09 de abril, para notificar o governador José Ivo Sartori, a secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), Ana Pellini, e o presidente da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), Luiz Fernando Branco, de um possível descumprimento de decisão judicial, em caráter liminar, que protege o Jardim Botânico e o Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas à Fundação.
“Os elementos trazidos pela parte autora, apontam para um provável descumprimento material da decisão antecipatória proferida”, anotou o magistrado, diante dos novos fatos apresentados na Ação Civil Pública pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre.
Os promotores de Justiça denunciam que o governo do Estado vem praticando atos que são contrários à medida cautelar.
Citam, por exemplo, a demissão de pesquisador/especialista integrado ao trabalho ou com curadoria de coleção, antes que tenha sido apresentado e aprovado o Plano de Ações determinado na decisão liminar, o fechamento do serpentário e a transferência gratuita ou onerosa de qualquer bem, móvel, imóvel, semovente, integrante do patrimônio do JB ou do MCN”.
O juiz ressaltou que o processo encontra-se na fase de cumprimento da medida liminar, por ele deferida, visando a preservação do patrimônio ambiental do Estado, e vedou o cancelamento do CNPJ da Fundação Zoobotânica até a apresentação e aprovação do plano de ações que justifiquem a transferência das atividades da FZB par a SEMA. “(…) É intuitivo que não pode haver o encerramento legal das atividades da instituição guarda-chuva (FZB). E a consequência lógica e óbvia disso é que a extinção do CNPJ utilizado para contratação de tais pesquisas não poderá ocorrer”.
O magistrado reiterou sua decisão que condiciona a transferência da gestão da FZB para a SEMA, “desde que o governo apresente, de forma minudente, clara e com indicação objetiva dos meios e modos de efetivação da alteração da administração, plano de ação que atenda os seguintes requisitos:
1) manutenção da classificação A do Jardim Botânico de Porto Alegre, com o atendimento de todas as exigências estabelecidas no art. 6º e respectivos incisos da Resolução CONAMA nº 339, de 25.09.2003;
2) mantenha todas as atividades e serviços de relevância ambiental, paisagística, cultural e científica, detentores de proteção legal decorrentes de sua caracterização como bens coletivos típicos e que são de interesse público, conforme exposto na fundamentação do corpo desta decisão;
3) em relação aos projetos e programas de pesquisa científica, em especial, o plano de ações deverá prever a asseguração da conclusão e atingimento de suas finalidades, no que concerne aos que se encontram em andamento e possuem prazo definido de duração, quer tenham sido contratados ou conveniados sob o guarda-chuva da FZB/MCN/JBPA ou tenham origem em projetos apresentados diretamente por iniciativa pessoal dos pesquisadores a órgãos ou agências de fomento; em relação aos projetos e programas científicos de caráter permanente ou sem prazo de duração definida, a garantia de continuidade, salvo se demonstrado de forma cabal que os resultados já obtidos representam ganho ambiental suficiente e que não haverá maior prejuízo com a interrupção”.
Sobre as demissões, o magistrado lembra que não cabe a ele decidir sobre a permanência, ou não, de vínculo empregatício, “mas isso não autoriza o afastamento de técnicos e outros trabalhadores das funções que sejam essenciais para a manutenção das atividades do JBPA e MCN, até que o plano de ações seja apresentado e aprovado“.
Juiz reuniu os biólogos curadores das coleções antes da segunda inspeção na Zoobotânica
E reforça: “Proceder o afastamento de técnicos e pessoal especializado do JBPA e MCN de suas atividades e funções, como tudo indica estar a ocorrer, desrespeita a ordem judicial e sujeita o Estado do Rio Grande do Sul a penalidade imposta. (…) Existem fortes indícios de que o réu está promovendo a relotação de trabalhadores (para o Zoológico e para a Secretaria de Meio Ambiente), anunciando demissões futuras, trocando curadores de coleções, revogando designação da função de Chefe de coleções, tudo depois da intimação da decisão liminarmente proferida. Observa-se, ainda, que servidores com expertise em áreas essenciais do JBPA e MCN são transferidos para o Jardim Zoológico, para a Secretaria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, sem qualquer especificação de onde vão exercer suas atividades; quando o lógico, em demonstração do atendimento à ordem judicial, deveria ser explicitado que continuariam exercendo suas atividades no JBPA e/ou MCN, dependendo do caso. A ausência disso e as inúmeras denúncias trazidas pelo autor, permite aferir com muito razoável dose de certeza, que, na prática, o réu está é desmobilizando as atividades do JBPA/MCN sem atendimento da liminar proferida. Considerando tal circunstância, nos termos da decisão liminar, qualquer alteração de seu modo de gestão depende da aprovação do plano de ações a ser apresentado. Logo, todo o acervo patrimonial material e imaterial do JBPA e MCN não pode sofrer qualquer transferência, seja a que título for, até que seja aprovado o plano de ação determinado na decisão liminar”.
A assessoria de comunicação da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável não conseguiu contato com a secretária Ana Pellini, que está em viagem a Bento Gonçalves para participar da Fiema Brasil 2018 – Feira de Negócios e Tecnologia em Resíduos, Águas, Efluentes e Energia.Dois milhões vivem em áreas controladas por milícias no Rio
As milícias tem caminhões, escavadeiras e até uniformes idênticos aos da prefeitura, em áreas áreas urbanas do Rio.
Uma estatística divulgada recentemente aponta que cerca de 2 milhões de pessoas vivem em áreas controladas por grupos de criminosos organizados no Rio de Janeiro. Gás, telefone, tv a cabo, internet e segurança, tudo é a milícia que fornece.
Investigações da Secretaria de Segurança, das polícias Civil e Federal e do Ministério Público fluminense revelam que o mercado habitacional é o mais novo segmento explorado por essas organizações criminosas.
Há milicianos envolvidos em grilagem, remoções, obras e até corretagem imobiliária. Diante da falta de terrenos para construção em vários bairros da Zona Oeste, as quadrilhas avançam sobre áreas de proteção ambiental, que são desmatadas para abertura de loteamentos ou usadas para extração de pedra e saibro.
‘Eles passaram a vender até terrenos que são da União’, diz sociólogo sobre atuação de milícias no Rio
Quatro detidos em operação contra milicianos eram das Forças Armadas
No último fim de semana, a polícia prendeu 140 milicianos numa festa em Santa Cruz, com quatro mortos, e diz que diz que maior milícia do Rio está enfraquecida. Na verdade, não se sabe a extensão do fenômeno das milícias.
Entre os detidos na última operação, quatro eram militares das Forças Armadas
Além dos lucros obtidos com a venda e o aluguel de imóveis irregulares, as novas ocupações proporcionam um crescimento das atividades que rendem uma fortuna para as milícias, como cobrança de taxas de proteção, oferta de sinal clandestino de TV a cabo, venda de botijões de gás e exploração do transporte alternativo.
A expansão imobiliária impulsionada pelas quadrilhas é vista, por exemplo, nos arredores de Rio das Pedras, a primeira comunidade carioca controlada por um grupo paramilitar.
Com cerca de 80 mil habitantes, Rio das Pedras não tem mais como crescer. Não há mais terrenos desocupados na comunidade. Mas, em localidades de seu entorno, como a Muzema, a profusão de placas de venda e aluguel de imóveis é impressionante.
Dez anos depois da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Estado, a expansão dos negócios ilegais prova que, em vez de recuarem, esses grupos estão diversificando suas atividades.
Nos últimos anos, as quadrilhas passaram a praticar crimes que vão do furto do óleo que passa em tubulações da Petrobras à receptação e à comercialização de mercadorias roubadas, mesmo que, para isso, tenham de se associar a traficantes.
Sem limites, milicianos aterraram Rio das Pedras e Muzema, áreas do entorno da Lagoa de Marapendi que eram protegidas.
Tocadas em terrenos de turfa — que, segundo o biólogo Mário Moscatelli, dificulta a decomposição do material orgânico devido à saturação por água —, as obras deveriam contar com um estaqueamento profundo, algo que raramente é feito.
Desrespeitando a legislação sobre o uso do solo, as edificações também ultrapassam o gabarito da região.
E o fenômeno não é restrito ao Rio. Há milícias atuando em muitas regiões da periferia de Porto Alegre. É um fenômeno que atinge todas as grandes áreas urbanas e cuja dimensão não se conhece.
(Com informações da RDA)Dez concorrentes disputam título de Peão do Rio Grande do Sul
Dez finalistas de todo o Estado disputam o título no “Entrevero Cultural de Peões”, que o Movimento Tradicionalista Gaúcho promove de 12 a 14 de abril.
O palco do evento, que está em sua 30ª edição, é a Sociedade Gaúcha Lomba Grande, em Novo Hamburgo. O concurso tem apoio da prefeitura municipal de NH.
Para peão, concorrem dez participantes, que representam as regiões 1, 3, 4, 6, 7, 9, 11, 13, 15 e 18.
Além de conhecimento teórico, os concorrentes deverão apresentar habilidades artísticas e campeiras.
Confira os concorrentes:
1ª RT: Peão: Henrique Arruda Rodrigues – 35 CTG – Porto Alegre
3ª RT: Andrei de Moura Caetano – CTG Tio Bilia – Santo Ângelo
4ª RT: José Valdir Da Silva Corrêa Junior – CTG Tríplice Aliança – Uruguaiana
6ª RT: Mateus Dias Louzada – CCN Sentinela do Rio Grande – Rio Grande
7ª RT: Kelvyn Eduardo Krug – CTG Felipe Portinho – Marau
9ª RT: Diogo Izequiel Rudell – CTG Rancho dos Tropeiros – Ibirubá
11ª RT: Willian Defenti Minozzo – CTG Pousada do Imigrante – Nova Bassano
13ª RT: Thiago Rodrigues da Cunha – CPF Piá do Sul – Santa Maria
15ª RT: Rubens Dahmer Hanauer – CTG Porteira Aberta – Bom Princípio
18ª RT: Eduardo Gusmão Bittencourt – CTG Prenda Minha – Bagé
(Com informações do MTG)
Foto: Mauro HeinrichNovo adiamento: já são 15 meses de atraso na revitalização da Orla do Guaiba
No dia 6 de outubro de 2015, com pompa e circunstância, o prefeito José Fortunati. assinou a ordem de serviço para o início da revitalização da Orla do Guaíba, uma das obras mais polêmicas e mais esperadas pela populalão de Porto Alegre.
Previa-se que em 18 meses (abril de 2017) estaria revitalizada e entregue à população uma área de dez hectares na beira do lago, entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias.
A revitalização, conforme um projeto do arquiteto Jaime Lerner, iria custar R$ 68 milhões, dinheiro já garantido através de um financiamento internacional.
Mas, desde então, os adiamentos se sucedem.
Na última sexta-feira, 6 de abril de 2018, depois de uma vistoria, o vice-prefeito Gustavo Paím, anunciou mais uma vez uma nova data para a conclusão das obras.
Ele disse que faltam ainda muitos detalhes que impossibilitam a entrega da orla ao público antes de julho. Serão 33 meses, quinze de atraso, se o novo prazo for realmente cumprido.
O projeto prevê construção de ciclovias e novos passeios, com iluminação em fibra ótica e lâmpadas LED. Ao longo do trecho, também estão colocados 47 postes inclinados com iluminação cênica de LED, criando atração turística.
Também estão previsto um ancoradouro para barcos de passeio e para o Cisne Branco, um restaurante e seis bares, quatro decks, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiário, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático. O restaurante e os bares serão envidraçados, permitindo a abertura total no verão.
Sobre os bares, haverá belvederes em laje de concreto, no nível da avenida, funcionando como mirantes e áreas de estar.
A Praça Júlio Mesquita também ganhará uma quadra de futebol em piso de concreto, um playground e um deck de madeira. Com foco na segurança de quem frequentar o parque, além da iluminação especial, será colocada uma central de segurança com a Guarda Municipal para videomonitoramento da região.
A licitação para executar a obra foi vencida pelo consórcio Orla Mais Alegre, que ofertou o menor preço e atendeu às exigências do edital de licitação, que continha mais de 5 mil itens.
O consórcio é composto pelas empresas Procon Construções Indústria e Comércio, Sadenco – Sul Americana de Engenharia e Comércio Ltda, e SH Estruturas Metálicas e apresentou proposta de revitalização no valor de R$ 60.682.477,52.
Dos cinco consórcios que se apresentaram para participar do processo licitatório, quatro foram habilitados.
Seguida do consórcio Orla Mais Alegre, a proposta do consórcio Alberto Couto Alves foi a segunda mais baixa, no valor de R$ 61.391.541,37. O consórcio Home/ Portonovo ofertou R$ 66.823.803,19. O consórcio Pelotense/ Cidade apresentou a maior proposta, no valor de R$ 67.134.69,96. O teto estabelecido pela prefeitura era R$ 67,8 milhões.
Não foi divulgado o valor total final estimado para a obra agora.Forum da Liberdade avalia avanços neo-liberais na América Latina
Começa às 16 horas desta segunda-feira, 9 o Forum da Liberdade, que o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), promove há 31 anos em Porto Alegre.
É um evento consolidado como um dos principais núcleos do pensamento neo-liberal no Brasil.
São dois dias de palestras e debates no Centro de Eventos da PUC/RS.
O primeiro painel tem como tema “Um Novo Trajeto para a América Latina”, que avalia as mudanças que desmontaram os regimes esquerdistas e populares no continente nos últimos anos.
O diretor de Relações Institucionais do IEE, Pedro De Cesaro, será o mediador do debate entre Miguel Otero, diretor do jornal conservador da Venezuela, El Nacional, Carlos Mesa, ex-presidente da Bolívia e o economista Paulo Guedes.
Haverá a partir das 19h30, um encontro entre os pré-candidatos à presidência da República – Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Marina Silva, Jair Bolsonaro, João Amoedo e Flávio Rocha.
Na terça estão programadas palestras com pensadores e líderes de diversos países.
Mas a grande estrêla deste ano é o juiz Sérgio Moro, da 13.a Vara Federal de Curitiba, que vai dividir o palco com Antonio Di Pietro, procurador da Operação Mãos Limpas, na Itália. Eles vão falar sobre Estado de Direito, amanhã, dia 10, às 10 horas..
Conforme De Cesaro, um dos principais projetos do evento será a entrega da primeira parte de uma nova Constituição da República.
“Essa é a ambição que temos”, prosseguiu, “escrever uma Constituição para o Brasil do futuro, um país mais livre e onde novas gerações poderão prosperar muito mais”.
(Com informações da assessoria)Lulistas preparam "dia global" de protesto pela prisão do ex-presidente
Atos de desagravo à prisão do ex-presidente Lula estão sendo organizados em vários países por seus partidários.
O secretário nacional de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, disse que a central recebeu dezenas de manifestações de apoio por meio de vídeos, cartas e mensagens.
Segundo ele, está sendo organizado um “dia global” de atividades nas Embaixadas do Brasil, que deve acontecer concomitantemente no mundo inteiro.
A data deverá ser marcada ao longo da semana devido ao fuso horário de cada país. Lisboa disse que o número de apoio já é impressionante.
“De imediato existe essa proposta da Confederação Sindical Internacional (CSI) de fazer um dia de ação global pela liberdade de Lula, ao mesmo tempo em que muitas pessoas estão querendo vir ao Brasil prestar irrestrito apoio e solidariedade ao nosso ex-presidente porque sabem que Lula é inocente e está sofrendo perseguição política”, destacou Lisboa.
Os coletivos internacionais contra o impeachment se formaram em 2016 de maneira espontânea em vários países, para mostrar ao mundo que o Brasil estava sofrendo um golpe de Estado.
Segundo explicou Sarquis, a principal função dos coletivos é informar a imprensa internacional dos fatos reais e fomentar as mídias progressistas com imagens e notícias que acontecem nos países em que moram.
No dia 8, foram realizados atos na Cidade do México e em Roma. Na manhã de domingo, manifestantes se reuniram em importante ato na Praça da República em Paris, França.
O líder do movimento francês de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, falou da prisão do ex-presidente Lula em um discurso que está circulando desde ontem nas redes sociais. Ele disse que o ex-presidente foi vítima de um “golpe judicial” por meio da Operação Lava Jato. Chamou Lula de camarada e pediu que ele aguente firme a pressão a que vem sendo submetido.
Na próxima terça-feira (10), em frente à Embaixada do Brasil em Madrid, estão sendo chamadas manifestações para denunciar a condenação de Lula e pela democracia.

