Categoria: Geral

  • Mais de 200 atividades movimentaram a cidade na Virada Sustentável

     O domingo de sol foi um cenário perfeito para o encerramento da terceira edição da “Virada Sustentável”, em Porto Alegre.
    Foram mais de 200 atividades voltadas para a conscientização dos problemas ambientais.
    A Virada é um evento inspirado nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável lançados pela ONU, para serem cumpridos pelas maiores nações até 2030.
    Nesta edição, a programação tentou integrar não apenas noções ambientais, mas também econômicas e sociais.
    Assim surgiram 14 “trilhas temáticas” que incluíram os objetivos mundiais lançados pela ONU em 2015.
    A missão número 10 de redução das desigualdades sociais, por exemplo, inspirou a trilha “Vozes Negras”, que reuniu grupos e lideranças negras em Porto Alegre para aplicar atividades sobre a valorização da cultura afro. A número cinco, de igualdade de gênero, garantiu debates feministas.
    — O entendimento de sustentabilidade é ambiental, econômico e social. Educação de qualidade é algo sustentável — observou Julia Froeder, envolvida na organização.
    A programação, que se dividiu entre a Redenção, o campus da Unisinos em Porto Alegre, a Casa de Cultura Mario Quintana e o Sesc Protásio Alves, acabou sendo um mapeamento de tudo aquilo na cidade que passa a mensagem de um futuro diferente: desde a apresentação jovem e política do Bloco da Laje até  brinquedos feitos com bambu e coleta diária de resíduos.

    17 objetivos da ONU para serem alcançados pelas nações até 2030

    1. Acabar com a pobreza em todas suas formas no mundo.
    2. Acabar com a fome, conseguir segurança alimentar e a melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.
    3. Garantir uma vida saudável e promover o bem estar para todos em todas as idades
    4. Garantir uma educação inclusiva, igualitária e de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem durante toda a vida para todos.
    5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
    6. Garantir a disponibilidade de água e sua gestão sustentável e saneamento básico para todos.
    7. Garantir o acesso a uma energia palpável, segura, sustentável e moderna para todos.
    8. Promover o crescimento econômico sustentável, inclusivo e perene, o pleno emprego produtivo e o trabalho decente para todos.
    9. Construir infra-estruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.
    10. Reduzir a desigualdade nos e entre os países.
    11. Conseguir que as cidades e os assentamentos humanos sejam inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.
    12. Garantir modalidades de consumo e produção sustentáveis.
    13. Adotar medidas urgentes para combater o aquecimento global e seus efeitos.
    14. Conservar e utilizar de maneira sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
    15. Proteger, restabelecer e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerenciar os parques de forma sustentável, lutar contra a desertificação, conter e inverter a degradação das terras e frear a perda da diversidade biológica.
    16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, facilitar o acesso à justiça para todos e criar instituições eficazes e inclusivas em todos os níveis.
    17. Fortalecer os meios de execução e revitalizar a Aliança Mundial para Desenvolvimento Sustentável.

    Todas as atividades tiveram entrada franca.
    A maior parte da agenda ocorreu em cinco pontos da cidade: Casa de Cultura Mario Quintana, Vila Flores, Parque da Redenção (foto), Unisinos – Campus Porto Alegre e Sesc Protásio Alves.

    virada sustentável

  • Livro reúne testemunhos sobre a ditadura no Rio Grande do Sul

    O Relatório Final da Subcomissão da Memória, Verdade e Justiça será lançado nesta  segunda-feira, 9, às 10h, na Sala de Convergência Adão Pretto, térreo da Assembleia Legislativa.

    E escolha desta data para o lançamento, deve-se ao fato de em 9 de abril de 1964 ter sido editado o Ato Institucional nº 1, documento que desestruturou a democracia, cassando, demitindo e perseguindo inimigos políticos.

    A publicação apresenta 13 depoimentos, 11 dos quais de pessoas perseguidas, cassadas, presas e torturadas, além de documentos sobre os delitos praticados no período da ditadura militar no Rio Grande do Sul e Brasil.

    Entre as recomendações estão algumas no sentido de dotar o Estado para que a segurança pública tenha como foco os Direitos Humanos.

    O Relatório é o resultado dos trabalhos da Subcomissão, criada na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia, cujo proponente e relator foi o Deputado Pedro Ruas.

    DEPOENTES:

    Bruno Mendonça Costa – médico-psiquiatra

    Carlos Frederico Guazzelli – advogado, defensor público

    Cesar Contursi – aposentado

    Sérgio Luiz Bitencourt – jornalista

    Flávio Tavares – jornalista e escritor

    Nilce A. Cardoso – psicopedagoga

    Raul Ellwanger – músico e advogado

    Paulo de Tarso Carneiro – bancário aposentado

    Raul Pont – professor e político

    Suzana Lisboa – militante Direitos Humanos

    Raul Carrion – historiador, político

    Ignez Mª Serpa Ramminger – médica-veterinária

    Índio B. Vargas – jornalista, político

  • Decisão de Moro deu palanque a Lula

    Lula ainda não havia chegado a Curitiba e já estava claro o erro do juiz Sérgio Moro, ao decidir, sem consultar ninguém, prender Lula e conceder-lhe 24 horas para apresentar-se.
    O juiz Moro ainda não entendeu que no Brasil se está em plena campanha eleitoral.
    Lula aproveitou o prazo e transformou o que seria uma capitulação num ato político: montou um palanque para fazer o discurso de abertura da campanha à presidência, que será feita por ele ou em nome dele.
    Moro talvez tenha pensado que Lula lhe agradeceria o prazo e a deferência da “cela especial”. Enganou-se.
    Ao contrário dele, que na ânsia de protagonismo, não consultou ninguém,  Lula aproveitou as 24 horas para reunir suas bases em São Bernardo e consultá-las.
    Ele provavelmente já teria tomado a decisão, mas poderia rever se houvesse grande maioria contra. Significa que ponderou inclusive saídas extremas de resistência.
    A militância que tomou o sindicato de São Bernardo gritava ao final do discurso de Lula: “Não se entrega, não se entrega”.
    Lula escolheu manter o jogo duplo: de um lado chama de mentiroso o juiz que o condena, de outro se apresenta para cumprir a pena.
    Com isso, dentro ou fora da cadeia, vai acumulando um capital cada vez maior, num momento de extrema baixa das ações na bolsa da política. Ele fala para seus eleitores. Em seus discurso, repudiou os “gravatinhas” que o procuravam e que agora desapareceram. Diz que redescobriu o valor dos velhos amigos.
    O Globo disse que Lula falou para militantes e de fato se depender dos grandes meios o discurso dele vai permanecer restrito. O problema é que se vive em tempo de internet e como o próprio Lula disse as idéias dele “estão aí livres e soltas.”
     
     
     
     

  • Presidente do PT declara guerra à Rede Globo

    A presidente do PT, senadora Gleise Hoffmann, fez uma declaração de guerra à Rede Globo, no ato em defesa de Lula no sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo, neste sábado.
    Ela falou logo depois que Lula deixou o palco, carregado pela massa de sindicalistas que cercavam o carro de som.
    Disse que agora o primeiro passo dos militantes em defesa de Lula é acampar em Curitiba e não sair de lá enquanto ele não for solto. Também a Praça dos Três poderes em Brasilia deve ser ocupada por manifestantes.
    “Eu sou Lula” é a campanha que os petistas estão lançando.
    Outro ponto é uma campanha contra a Rede Globo. “Contra ela vamos cerrar fileiras”, disse a senadora, pedindo aos que defendem o ex-presidente Lula que deixem de assistir, ler e ouvir os veículos da Rede Globo. “Ela é nossa inimiga”.
    Falou num tom agressivo: “Fica de helicóptero mesmo, porque aqui embaixo você não é bem vinda”, disse referindo-se ao Globocop, que sobrevoava o evento.
    Repórteres da Globo tem sido hostilizados em eventos em defesa do ex-presidente e ele mesmo em seu discurso atribuiu à Globo a sua prisão: “Eu disse ao Moro: vocês vão me prender porque a Globo exige”.

  • Lula faz discurso de candidato e diz que vai provar inocência

    O ex-presidente Lula falou pouco depois do meio dia no ato religioso em homenagem ao aniversário de sua mulher, Marisa Letícia, em São Bernardo do Campo.
    Fez um discurso emocionado, em tom de candidato e disse que ia se entregar à polícia federal na tarde deste sábado. “Vou chegar para o delegado e dizer: Estou à disposição.”
    “Eu não to escondido, eu vou lá na barba deles, para eles saberem que eu não tenho medo, que não vou correr e para saberem que eu vou provar a minha inocência”, diz Lula.
    Lula diz que muitas pessoas sugeriram que ele procurasse asilo no Uruguai ou em embaixadas de outros países. “Não tenho mais idade para isso e que vai enfrentar todos “olho no olho”.
    Prometeu reverter o processo de privatizações em andamento no país. “Eles não vender a Petrobrás, a Eletrobrás ou o BNDES. Nós vamos fazer uma constituinte e mudar todas essas leis que estão entregando o patrimônio nacional”
    Disse que “a história vai apontar quem cometeu crime”.  “Sairei mais forte e verdadeiro.
    Lula saiu do sindicato dos metalúrgicos carregado por uma multidão, grande maioria seus antigos companheiros do movimento sindical em São Bernardo do Campo.

    O bispo dom Angélico Sândalo comandou o ato que definiu como “celebração da palavra”. Ele  conheceu Lula ainda nos anos 1970, quando atuava na Pastoral Operária. “Lula é meu amigo, o Brasil deve muito a esse metalúrgico”, afirmou o religioso ao chegar à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, às 9 horas deste sábado (7). Dom Angélico celebra o ato religioso em memória da ex-primeira dama Marisa Letícia, que hoje completaria 68 anos.
    Dom Angélico destacou que Lula “fez um governo voltado para o povo”. O religioso lembrou do golpe de 1964 para afirmar que o Brasil vive um momento semelhante, em golpe do poder econômico com apoio do Parlamento. “Isso é um desrespeito solene à democracia”, afirmou.
    Ele afirmou ser amplamente favorável à punição de crimes de corrupção, mas lembrou que não basta ser acusado, é preciso provar. “Parte do Supremo foi politizada. O próprio comandante do Exército pisou na Constituição”, afirmou, em referência ao general Eduardo Villas Boas, que na noite anterior ao julgamento do pedido de habeas corpus preventivo de Lula no STF, na quarta-feira (4), pressionou a suprema corte, por meio de sua conta no Twitter, para que rejeitasse o pedido.
    Mesmo assim, Dom Angélico prefere manter o otimismo. “Sou um brasileiro que era jornalista no golpe militar de 1964. “Minha palavra é sempre de esperança”. Falando de Lula, ele afirmou que “a cabeça dele e o coração não estão presos; espero que para o bem do Brasil não seja por muito tempo”.
    Às 9h20, chegaram ao sindicato os senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, e pouco depois vários artistas, entre eles, Osmar Prado, Celso Frateschi e Ailton Graça. O ato religioso foi celebrado em frente ao sindicato, com apoio do carro de som estacionado no local.

  • Lula não se entrega no prazo dado por Moro

    Uma hora depois do prazo dado pelo juiz Sérgio Moro, ainda não havia clareza do que vai acontecer no caso da prisão do presidente Lula.
    Lula permanecia dentro do Sindicato dos Metalúrgicos com lideranças do PT e de outros partidos de esquerda. Seu pronunciamento anunciado para as 16 h não foi feito.
    No entorno do sindicato uma multidão de militantes segue desde a madrugada expondo cartazes e cantando palavras de ordem enquanto os oradores se revezam sobre o carro de som.
    Informações passadas aos jornalistas que acompanham a movimentação no Sindicato davam conta de que uma negociação entre os representantes de Lula e os agentes da Polícia Federal estava em andamento.
    A ideia de resistir e não se entregar, defendida por alguns partidários de Lula está descartada, segundo parlamentares petistas.

  • Depósitos na poupança do Sicredi cresceram 40% no ano passado

    O Sicredi – cooperativa de crédito com mais de 3,7 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros – anunciou os resultados financeiros auditados de 2017.
    No ano passado, a instituição registrou 20% de crescimento, alcançando o resultado líquido de R$ 2,35 bilhões. Os ativos totais apresentaram crescimento de 17,3%, na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 77,3 bilhões.
    O grande destaque, porém, foi a poupança, cujos depósitos cresceram quase 40% em relação ao ano anterior.
    Em patrimônio líquido, o Sicredi também conquistou resultado positivo, com aumento de 18,2%, totalizando R$ 12,8 bilhões.
    O Índice de Basileia Aglutinado (análise gerencial que compara o patrimônio de referência de todas as entidades do Sistema com os riscos de suas atividades) foi de 24,03%, em dezembro de 2017, o que representa confortável situação patrimonial.
    Os depósitos totais cresceram 17,5%, com volume de R$ 50,4 bilhões.
    A poupança foi a categoria que apresentou o melhor desempenho, com aumento de 39,4%, alcançando R$ 9,59 bilhões de carteira. Na sequência, estão os “depósitos à vista”, com incremento de 23,9%, totalizando R$ 7,16 bilhões.
    “O ano de 2017 foi um dos melhores da trajetória do Sicredi, pois continuamos contribuindo fortemente com os nossos associados e com o desenvolvimento local. Conquistamos um crescimento sólido em indicadores financeiros, mesmo com todas as adversidades do cenário econômico. Também cabe destacar o processo de transformação digital por meio do qual estamos realizando a substituição progressiva dos sistemas que processam os nossos produtos e serviços (core bancário) e o desenvolvimento da nossa plataforma digital Woop Sicredi”, afirma o presidente-executivo do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares.
    A carteira de crédito totalizou R$ 43,9 bilhões no final de dezembro de 2017, aumento de 21,1% na comparação com o mesmo período no ano anterior. Desse total, R$ 25,2 bilhões foram destinados para o crédito geral, enquanto o crédito rural recebeu R$ 18,7 bilhões. A taxa de inadimplência fechou 2017 com 1,74%, apresentando decréscimo de 0,64 pontos percentuais na comparação com dezembro de 2016.
    As receitas de serviços somaram R$ 1,56 bilhão, aumento de 21,0% nos últimos 12 meses, com destaque para as receitas originárias de tarifas e serviços bancários (R$ 619,4 milhões), seguros (R$ 263,7 milhões), cartões (R$ 219,8 milhões), cobranças (R$ 212,0 milhões) e consórcios (R$ 141,0 milhões).
    Também no ano passado, o Sicredi – pioneiro em cooperativismo de crédito no País e modelo de governança no segmento – atingiu a marca de 1.575 agências, em 21 estados brasileiros, com um portfólio que oferece mais de 300 soluções financeiras para os associados. A instituição financeira cooperativa conta com 22,8 mil colaboradores em 1.212 cidades. Em 199 municípios, o Sicredi é a única instituição financeira presente.
    Conheça o Sicredi
    Com presença nacional, o Sicredi possui 117 cooperativas em 21 estados*, possui 1.575 agências e gera 22,8 mil empregos diretos em 1.212 municípios no país. Em 199 municípios brasileiros, o Sicredi é a única instituição financeira presente.
    *Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
    CENTRAL SICREDI SUL/SUDESTE (Consolidado RS e SC) – Reúne 42 cooperativas e 673 pontos de atendimento: 585 no RS e 106 em SC, atingiu os R$ 39,64 bilhões em Ativos Adm, registrando crescimento de 17,2%. Atualmente, somos 1.770.837 associados, tendo aumentado 3,4%. O Patrimônio Líquido ficou acima dos R$ 5,92 bilhões, com uma evolução de 18,1% sobre o ano passado. Os Depósitos Totais cresceram 15,9%, somando mais de R$ 22,28 bilhões. A Carteira de Poupança soma, até o momento, mais R$ 5,17 bilhões, avançando 38,6% no período. E as Operações de Crédito Totais registraram 18,2% de crescimento, somando mais de R$ 19,06 bilhões. Cobertura de 91,36% dos municípios do RS, sendo que em 100 municípios o Sicredi é a única instituição financeira presente. Em SC, tem cobertura em 27% do estado, tendo 3% da população catarinenses associada e 13% das empresas.
     

  • Lula não se apresenta em Curitiba e faz pronunciamento às 16h

    Está descartada a hipótese de Lula se apresentar para ser preso na Polícia Federal em Curitiba. No início da manhã, essa informação foi confirmada no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo onde o ex-presidente passou a noite.
    Ele pode se apresentar à PF em São Paulo sem ser penalizado.É um procedimento normal, os agentes serão obrigados a cumprir o mandado de prisão normalmente.
    Líder da minoria no Senado, Humberto Costa esclarece que Lula ainda vai decidir entre se apresentar à PF de São Paulo ou esperar que os policiais cumpram o mandado de prisão.
    O presidente estadual do PT, Luiz Marinho, disse nesta sexta-feira (6) que o ex-residente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento às 16h, uma hora antes do prazo fixado pelo juiz Sergio Moro.
    Segundo ele, a Frente Brasil Popular, composta por movimentos de esquerda, acaba de informar ao ex-presidente a disposição de resistir à prisão.
     

  • José Camargo fala sobre humanização na Associação Comercial

    “A humanização que qualifica” é o tema da palestra do renomado médico José J. Camargo na reunião-almoço Menu Porto Alegre, promovida pela Associação Comercial de Porto Alegre, que acontece na terça-feira, 10/4, às 12h, no Salão Nobre do Palácio do Comercio.
    Autor de livros com títulos instigantes como “O que cabe em um abraço”, “A tristeza pode esperar” e “Do que você precisa para ser feliz?”, Camargo comenta que entre dois profissionais igualmente qualificados, vai prevalecer o mais carinhoso.
    Considerado um dos grandes expoentes da medicina mundial, Camargo foi o idealizador e atual diretor do Centro de Transplantes da Santa Casa, responsável por mais da metade dos transplantes de pulmão feitos até hoje no Brasil.
    Foi pioneiro em transplante de pulmão na América Latina (1989) e fez o primeiro transplante de pulmão com doadores vivos fora dos EUA (1999).

  • Juíza Valdete Severo na FEE: “Reforma trabalhista é detalhe de um plano maior”

    Num “dia difícil” para os pesquisadores da Fundação de Economia e Estatística (FEE), a juíza do trabalho Valdete Severo foi aplaudida de pé na tarde desta quinta-feira (5) por uma centena de pessoas após falar sobre a reforma trabalhista vigente desde novembro de 2017.
    Uma das vozes mais duras sobre a reforma, a juíza da 4ª região do TRT afirmou que a reforma da legislação trabalhista é um detalhe apenas do plano liberal de desmanche do Estado. “Esse plano foi iniciado em 1967”, disse ela, salientando que existe hoje no mundo uma articulação global para desconfigurar a proteção aos trabalhadores e, no caso brasileiro, extinguir a Justiça do Trabalho, “o único espaço democrático a dar voz” ao lado mais fraco das relações capitalistas.
    Ouvida durante 45 minutos por estudantes, pesquisadores e funcionários da FEE impactados pelo decreto de extinção da entidade, corte de pesquisas e redistribuição de pessoal em outras unidades do governo estadual, Valdete Severo questionou a legitimidade da reforma trabalhista, formulada inicialmente em 1996 através de um projeto com 11 artigos que, após passar pela Comissão de Constituição e Justiça, emergiu em 2017 com 250 emendas, a maior parte colocadas por parlamentares que nem pertenciam à CCJ.
    Alguns exemplos da “perversidade” da reforma, aprovada por uma maioria parlamentar que ignorou a maior parte das alterações promovidas na Consolidação das Leis do Trabalho, segundo a juíza:
    1) Fragiliza os contratos ao consagrar a figura do trabalho intermitente, pelo qual o trabalhador fica disponível para operar quando convier ao empregador, tendo direito a receber apenas pelas horas trabalhadas, sem mínimo de ganho ou de horas trabalhadas;
    2) Regulamenta a jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, consagrando essa modalidade de serviço dominante nas áreas de saúde e segurança;
    3) Desvaloriza os sindicatos, que podem ser excluídos das negociações de trabalho e até das demandas trabalhistas;
    4) Estabelece que a gratuidade da Justiça só vale para causas abaixo de R$ 2 mil;
    5) Obriga o empregado a pagar os honorários do advogado da parte contrária caso perca a causa. “Eu ficaria horas aqui dando exemplos sobre detalhes da reforma”, disse a juíza, lembrando que as mudanças mexeram em itens centenários como a jornada de oito horas (fruto de convenção internacional fixada em 1919) e a lei de férias (criada em 1923 no Brasil).
    Uma das líderes do movimento de resistência à reforma trabalhista no âmbito do Judiciário, Valdete Severo revelou ter consciência de que muitas pessoas estão sendo grampeadas e sujeitas a pressões e investigações por denunciar os desdobramentos do golpe de 2016 – como a ocupação militar do Rio de Janeiro –, mas afirmou que há muitos juízes e advogados dispostos a recorrer à Constituição de 1988 para preservar os direitos civis e sociais, entre os quais se alinham os direitos trabalhistas.
    “É melhor uma democracia com problemas do que um estado de exceção”, finalizou.