Categoria: Geral

  • Encontro internacional reúne capoeiristas em Porto Alegre a partir desta quarta

    Com representantes da Bahia, Paraná, São Paulo, além do Rio Grande do Sul, a sexta edição da Mostra itinerante de Capoeira Angola acontece em Porto Alegre entre quarta-feira, 14, e sábado, 17. O evento terá debates, vivências com mestres, exibição de vídeos e rodas de capoeira em diversos locais da cidade.
    A abertura acontece na quarta-feira, às 19h, com uma roda de conversa na Casa de Cultura Mário Quintana com os quatro convidados: Mestre Renê (BA), Mestre Kunta (PR), Mestre Dindo (RS) e Contramestre Xandão (SP).
    O tema desta edição é “A capoeira angola enquanto instrumento de educação social e transformação pessoal”. Além dos mestres, o evento atrai capoeiristas de outros estados brasileiros, além da Colômbia e Espanha.
    O encontro é realizado anualmente pela Áfricanamente Escola de Capoeira Angola, que existe desde 2003. “Procuramos trabalhar com mestres conceituados e de idade avançada, para valorizar a sabedoria dos mais velhos, porque eles são os guardiões da tradição”, explica o Contramestre Guto, da Áfricanamente.
    Guto destaca a visão da capoeira não apenas como uma prática esportiva, mas como uma manifestação cultural de resistência, “A capoeira para a gente é um instrumento de reflexão, onde capoeiristas aprendem a jogar para poder pensar e analisar o mundo em que vivem”.
    As oficinas com os mestres convidados têm vagas limitadas e acontecem mediante inscrição. Porém a maior parte das atividades é gratuita e aberta ao público, como a abertura do evento e as rodas de capoeira. Ao todo serão cinco rodas entre quinta e sábado, em diversos locais de cidade como a Esquina Democrática, o Mercado Público e a Feira Agroecológica da rua José Bonifácio. A programação completa já está disponível.

  • Conferência internacional destaca produção de arroz orgânico do MST

    O arroz orgânico estará no centro das atenções de brasileiros e de estrangeiros nos próximos dias na região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
    O motivo é a 3ª Conferência Internacional de Sistemas de Produção Orgânica de Arroz (ORP3 Brasil 2018), que será realizada de 13 a 16 de março com diversos painéis e visitas a campo. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por meio da Associação Filhos de Sepé (Aafise), é apoiador do evento.
    A conferência chega ao Brasil pela primeira vez – as duas edições anteriores aconteceram na França e na Itália –, com atividades internas sobre diversos assuntos relacionados ao cultivo de arroz, na Assembleia Legislativa, no Centro Histórico da capital. Na ocasião, o MST participará de dois painéis, os quais tratarão de políticas públicas, organização social, inovação tecnológica e sistemas de cultivo.
    Também haverá visitas a seis cooperativas e agroindústrias do MST que produzem orgânicos em Nova Santa Rita, Viamão, Eldorado do Sul, Tapes e Charqueadas, nas regiões Costa Doce, Carbonífera e Metropolitana de Porto Alegre. No último dia do evento, os participantes da conferência irão até o Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão, onde acontecerá, a partir das 8h30, a 15ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz Agroecológico. O assentamento em questão possui a maior área plantada – 1.600 hectares – de arroz orgânico no estado.
    A conferência envolverá centenas de produtores, pesquisadores, estudantes e professores, além de representantes de setores do comércio e consumidores, entidades territoriais e autoridades locais. Haverá ainda participantes da Espanha, dos Estados Unidos, do Uruguai, da França e de outros países.
    Confira abaixo a programação
    Terça-feira, 13 de janeiro
    9h: Cerimônia de Abertura
    Local: Teatro Dante Barone, Assembleia Legislativa.
    10h: Painel de abertura: Sistemas agroalimentares, saúde e qualidade de vida
    Palestrantes: Sérgio Schneider – Universidade Federal do RS (URFGS); Valter Bianchini – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
    14h: Painel: Nutrição e saúde
    Local: Teatro Dante Barone, Assembleia Legislativa. Palestrantes: Marcia Arocha Gularte – Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Fabiana Thomé da Cruz (URFGS).
    15h30: Painel: Políticas Públicas e Organização Social
    Local: Teatro Dante Barone, Assembleia Legislativa. Palestrantes: Hétel Leepkaln dos Santos – Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); Silvio Porto-Brasil; Emerson Giacomelli – Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap).
    15h30: Mesa redonda: Empreendedorismo
    Local: Sala de Convergência, Assembleia Legislativa. Palestrantes: Luiz Clovis Belarmino – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Juan Carlos Cirera Martínez – Riet Vell (Espanha).
    Quarta-feira, 14 de março de 2018
    8h30: Painel: Casos de Sucesso: Inovação Tecnológica e Sistemas de Cultivo
    Local: Teatro Dante Barone. Palestrantes: Paulo Duarte da Silva – Arroz Amigo do Taim; João Batista Amadeo Volkmann – Volkmann Alimentos; e Marthin Zang – Grupo Gestor do Arroz Agroecológico do MST.
    10h30: Painel: Casos de Sucesso: Inovação Tecnológica e Sistemas de Cultivo
    Local: Teatro Dante Barone. Palestrante: Juarez Pereira – Agricultor guardião de sementes; Douglas George de Oliveira – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri); Jessica Lundberg – Family Farms (EUA).
    Mesa Redonda: Inovação Tecnológica e Insumos
    Local: Sala de Convergência. Palestrantes: Marcelo Poletti – Promip Manejo Integrado de Pragas (São Paulo); Carlos Augusto Posser Silveira – Embrapa Clima Temperado (RS); Caio de Teves Inácio Embrapa/Solos (RJ).
    12h30: Visitas às propriedades de cultivo de arroz orgânico
    1. Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita (Coopan)
    Local: Assentamento Capela, Nova Santa Rita. Programação: Visita a unidade de beneficiamento de arroz, área de produção de arroz orgânico, criação de suínos e abatedouro.
    2. Cooperativa de produção Agropecuária dos Assentados de Tapes (Coopat)
    Local: Assentamento Lagoa do Junco, Tapes. Programação: Apresentação da cooperativa, visitação da unidade de beneficiamento de arroz, da área de produção de arroz orgânico e da agroindústria de panificados.
    3. Cooperativa de produção Agropecuária dos Assentados de Charqueadas (Coopac)
    Local: Assentamento Fazenda São Pedro, Charqueadas. Programação: Apresentação da cooperativa, visitação da área de produção de arroz orgânico e de produção de leite.
    4. Agroindústria Vegetal da Cooperativa dos Trabalhadores Assentamentos da Região de Porto Alegre (Cootap)
    Local: Assentamento Itapuí, Nova Santa Rita. Programação: Apresentação da agroindústria, visitação aos setores de recepção, de beneficiamento de frutas e vegetais, de expedição dos produtos beneficiados e de produção primária de olericolas.
    5. Cooperativa dos Trabalhadores Assentamentos da Região de Porto Alegre (Cootap)
    Local: Assentamento Integração Gaúcha, Eldorado do Sul. Programação: Apresentação da cooperativa, visitação de uma área de produção de sementes de arroz e de uma unidade de recebimento de grão, bem como aos setores que compõem a unidade: recepção da matéria prima, secagem e armazenagem de arroz orgânico.
    6. Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Reforma Agraria de Viamão (Cooperav)
    Local: Assentamento Filhos de Sepé, Viamão. Programação: Apresentação da cooperativa, da agrovila do assentamento e das agroindústrias vegetal e de panificados; visitação em área de produção hortaliças e de arroz orgânicos.
    7. Fazenda Capão Alto das Criúva
    Local: Sentinela do Sul. Programação: Visita a campo e a uma agroindústria; acompanhamento de preparos biodinâmicos.
    8. Guardião de Sementes
    Local: Linha Cavalhada, Potreiro Grande, Barra do Ribeiro. Programação: Visita a propriedade e a coleção de variedades.
    Quinta-feira, 15 de março

    8h30: Painel: Redes de Abastecimento, Comércio e Consumo
    Local: Teatro Dante Barone. Palestrantes: Paulo Niederle – UFRGS; Carlo Maurer – Eco Nature Naturasi; Laércio Meirelles – Centro Ecológico.10h30: Painel: Paisagens, Biodiversidade, Agroecossistemas e Meio Ambiente
    Local: Teatro Dante Barone. Palestrantes: Juan Carlos Cirera Martínez – Riet Vell; Jean-Claude Mouret – Institut National de la Research Agronomique (INRA-França); Henrique Ilha – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/SC); Gerardo Evia – Programa de Conservación de la Biodiversidad y Desarrollo Sustentable en los Humedales del Este, (PROBIDES/Uruguai).13h30: Painel: Estratégias de Acreditação
    Local: Teatro Dante Barone. Palestrantes: Ivo Mello – IRGA; Maria Laura Turino Mattos – Embrapa/RS; Leandro Venturin – Rede Ecovida/RS.16h: Painel: Oportunidades e desafios do Arroz Orgânico
    Local: Teatro Dante Barone. Participantes: Representantes de segmentos sociais nacionais e internacionais, de pesquisa e de extensão, de produção e de consumo.
    Sexta-feira, 16 de março
    15ª Abertura da Colheita do Arroz Agroecológico
    Local: Assentamento Filhos de Sepé, Viamão, RS 040, km 20, Viamão
    8h30 – Ato Oficial de Abertura da Colheita do Arroz Agroecológico. Local: lavoura
    11h – Estudo do Contexto Brasileiro e a Defesa da Democracia e da Soberania Nacional. Expositor: João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST. Local: Comunidade Setor A
    12h – Composição da mesa e saudações de autoridades
    12h30 – Fala de representante do Grupo Gestor do Arroz Agroecológico
  • Uma ideia revitalizadora: criar o Museu do Cais Mauá

    Geraldo Hasse
    Enquanto o projeto de revitalização do Cais Mauá dá os primeiros passos concretos após superar uma série de embargos judiciais, começa a circular entre funcionários remanescentes da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) uma ideia capaz de dar nova vida à biblioteca instalada no primeiro andar do edifício-sede do antigo Departamento de Portos, Rios e Canais (DEPRC), na Avenida Mauá.
    Guardiã da história das hidrovias gaúchas desde a época da construção do primeiro cais da capital em 1911, a biblioteca possui tantos documentos, estudos e projetos que poderia se tornar o núcleo central de um museu do porto. No momento, não há clima para discutir a ideia, pois a maioria dos servidores da ex-SPH está na luta para não perder seus cargos ou aguarda o tempo para se aposentar.
    No entanto, se o conceito contar com vento favorável, será fácil conversar com o pessoal do consórcio revitalizador dos espaços deteriorados do mais antigo terminal portuário de Porto Alegre, já que o escritório do Cais Mauá Brasil ocupa um conjunto de salas na ala leste do primeiro andar do edifício-sede da extinta SPH, no mesmo piso da biblioteca.
    A presença de funcionários privados num espaço ainda ocupado por servidores públicos gera um clima estranho que bem pode ser convertido em algo construtivo, de conteúdo histórico e alcance popular. Afinal, o objetivo é movimentar o cais.
    A biblioteca está operando com restrições desde que a bibliotecária titular Maria da Graça Coimbra Pascual aposentou-se. O acervo ficou temporariamente aos cuidados do seu fiel ajudante Jorge, que também se retirou quando a direção da extinta SPH foi deslocada para Rio Grande, em 2017.
    Limpa e bem cuidada, a biblioteca do Cais Mauá é uma das mais completas do Brasil em assuntos de navegação e transporte hidroviário. Ela é frequentada sobretudo por estudantes e técnicos, mas pode ser aberta ao público em geral, sobretudo se for enriquecida por peças históricas que abundam nos portos e hidrovias do Estado.
    Por exemplo: na portaria do prédio central, na parede do térreo, está preservado o enorme logotipo em metal dourado do antigo Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais/DEPRC (1951-1989) – peça digna de figurar num museu hidroviário.

  • Marchezan sanciona nesta terça-feira lei de antivandalismo que prevê multa de até R$ 400 mil

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior irá sancionar nesta terça-feira, 13/03, a Lei Antivandalismo, proposta pelo Executivo, que ainda amplia o poder de polícia administrativa da Guarda Municipal. O ato será realizado no Salão Nobre do Paço Municipal, às 9h30.
    A nova legislação foi aprovada em dezembro pela Câmara Municipal.
    O Projeto de Lei Complementar 06 é amplo e trata de diversas alterações no chamado Código de Posturas do Município (Lei Complementar 12, de 1975), aumentando as multas previstas para algumas infrações.
    A proposta também cria a possibilidade de se emitir multas a partir de denúncias feitas por qualquer cidadão, por internet ou telefone. Também são alteradas funções desempenhadas pela Guarda Municipal, que passa a colaborar com a fiscalização.
    Esta previsto multa de até R$ 395 mil (de mil a cem mil UFM) para quem “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”. O artigo pode atingir manifestações de rua a té mesmo bloco de carnaval. Esta é a maior multa prevista, mesmo valor que se aplica a quem “causar dano a bem do patrimônio público municipal”.
    Os agentes da Guarda Municipal também poderão agora autuar os vândalos no momento do flagrante, ganham a atribuição de fiscais do Município e ficam autorizados a realizar investigações no âmbito da estrutura da prefeitura.

  • Criar búfalos pode ser alternativa para pequena propriedade no RS

    Criar búfalos é uma boa alternativa para a propriedade familiar no Rio Grande do Sul.
    Quem promove essa ideia é o vice- presidente da Associação Sulina de Criadores de Búfalos , João Gaspar de Almeida.
    Ele chegou a esta conclusão após analisar os dados apresentados na palestra da reunião mensal da associação na sexta-feira, dia 9, proferida pelo professor José Fernando Piva Lobato, doutor em produção animal pela Universidade de Melbourne, Austrália.
    Os dados apresentados por Lobato surpreenderam criadores e técnicos presentes ao evento, por indicarem que uma enorme parcela dos produtores de bovinos no Rio Grande do Sul não atinge resultados satisfatórios na exploração pecuária.
    Segundo Almeida, existem cerca de 300.000 propriedades com rebanhos de até 50 cabeças bovinas no Rio Grande do Sul, conforme os dados da palestra de Lobato.
    “Os índices de reprodução, desfrute e idade de abate são muito inferiores aos que a Secretaria da Agricultura aponta para o rebanho bubalino no Estado”.
    Além disto, o produtor afirma: “temos observado que muitos pequenos produtores têm migrado para a criação de búfalo como forma de combater o abigeato, e o melhor uso de áreas com capim anoni e outras inaproveitáveis para os bovinos”. Ele anunciou ainda que a Associação oferece aos novos produtores a possibilidade de receber treinamento de manejo para bubalinos.
    A Ascribu mantém como atividade mensal a prática de convidar expoentes da agropecuária gaúcha para apresentação de dados e prognósticos. Na deste mês o convidado foi O professor Lobato, do departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

  • Marchezan sanciona aumento e passagem a R$ 4,30 passa a valer na próxima terça-feira

    A nova tarifa de R$ 4,30 para a passagem de ônibus em Porto Alegre foi sancionada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior nesta tarde e valerá para as primeiras viagens já na próxima terça-feira, 13/03.
    Em reunião pela manhã, que teve até briga entre conselheiros, o Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) aprovou o cálculo que definiu a tarifa em R$ 4,50, e também a redução deste valor em R$ 0,20, com o retorno da cobrança de 50% na segunda viagem, conforme pedido do Executivo.
    Marchezan não esperou mais que algumas horas pra sancionar o novo valor, que representa um aumento de 6,17%, o dobro da inflação oficial.

    Os conselheiros aprovaram os cálculos técnicos por 13 votos a quatro, mas não avançaram na análise dos projetos de lei propostos pelo Executivo que cortam isenções e que também mexeriam no valor da tarifa. O Conselho entende que é preciso esperar a definição da Câmara Municipal sobre idosos entre 60 e 64 anos, passagem escolar e cobradores.

    A possibilidade de as empresas de ônibus concederem descontos em horários diferenciados e aos usuários do Passe Antecipado, sem ônus à tarifa, será discutida nas próximas quatro reuniões do Comtu, sendo a primeira na próxima quarta-feira, 14, às 15h, no auditório da EPTC. Segundo a entidade é preciso analisar os impactos positivos e negativos das medidas.
    A tarifa da lotação será de R$ 6,05.

     

  • Conselho aprova tarifa a R$ 4,30 e retomada da cobrança de 50% na segunda passagem

    Em reunião, que teve até brigas e xingamentos entre conselheiros, foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) na manhã desta sexta-feira, 09/03, o valor de R$ 4,30 para a passagem de ônibus em Porto Alegre.
    No primeiro momento da reunião, realizada na sede da EPTC, foi aprovado o aumento da tarifa para R$ 4,50. Em seguida, foi determinada a volta da cobrança de 50% na segunda passagem, o que reduz a passagem ao valor de R$ 4,30. Ambos as votações foram de 13 votos a favor e quatro contra.
    Somente os estudantes ainda mantém a gratuidade na segunda passagem, (em viagens com  intervalo de 30 minutos).
    A tarifa agora foi para sanção do prefeito Nelson Marchezan Júnior, que até terça-feira vai anunciar a sua decisão.
    O aumento, de 6,17%, o dobro da inflação oficial, que fechou 2017 em 2,95%, pode ser considerado uma vitória do pedido das empresas e do prefeito Marchezan, que pretende, além da volta da cobrança na segunda passagem, discutir na Câmara de Vereadores outros cortes de isenções.
    As empresas alegam que o grande número de isenções na cidade, o aumento do preço do combustível e a redução do número de usuários, na casa de 11% somente em 2017, seriam os principais fatores que impactaram no aumento.
    A reunião que discutiu o aumento não foi pacífica. Durante a análise da nova tarifa, representantes dos Rodoviários e da União Municipal de Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa) tiveram uma discussão acalorada. Ao final, o conselheiro do Stetpoa (Sindicato Dos Trabalhadores em Empresas de Transporte), Emerson Dutra, teria sido chamado de covarde por Vinicius Alversa, da Umespa. Dutra reagiu com um soco em Alversa, houve bate-boca e empurrões que envolveram outros conselheiros até a separação dos brigões e a chegada de brigadianos.
    Do lado de fora estudantes fizeram protestos em frente a sede da EPTC e fizeram uma caminhada até o Paço Municipal. Cerca de 3 mil pessoas participaram do ato.
    Entidades estudantis e partidos de oposição já anunciaram que devem questionar na justiça o aumento.

  • Movimento está restrito nas áreas secas do Cais Mauá

    Geraldo Hasse
    Os mais de 100 funcionários remanescentes da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) em Porto Alegre foram notificados nesta quinta, 08/03), sobre as novas normas de circulação nas áreas secas do Cais Mauá, patrimônio público cedido à iniciativa privada por 25 anos.
    As novas regras, visando à segurança das pessoas e à disciplina dos serviços, foram ditadas pelo consórcio Cais Mauá, responsável pelas obras de “revitalização” dos espaços (armazéns, galpões e pátios) situados ao longo da Avenida Mauá. É uma “linha dura” que conflita com o marasmo do lugar situado no centro histórico de Porto Alegre.
    Foi anunciada a construção de um tapume que se unirá ao cinquentenário Muro de Contenção das Águas do Guaíba para restringir o movimento de pedestres na área seca do cais.

    Circulação de visitantes está proibida / JÁ

    A circulação de visitantes está proibida, conforme aviso afixado em placas no pórtico central. Em cada um dos portões da área privatizada foram colocados guardas de uma empresa de segurança.
    Já o movimento de embarcações no lado das águas segue as regras da navegação, pois, como lembra o engenheiro Álvaro Melo, diretor de manutenção da hidrovia: “A verdadeira frente do porto não fica na Avenida Mauá, mas nas águas do Guaíba”.
    Além dos catamarãs que transportam passageiros na linha Porto Alegre-Guaíba-Porto Alegre, o canal do Guaíba é usado por navios de carga que buscam os terminais Navegantes, de Gravataí e Triunfo.
    São apenas três ou quatro barcos por dia, mas sua movimentação é uma prova viva de que, de acordo com Melo, “a hidrovia continua funcionando”.
    Os serviços básicos de manutenção da hidrovia são garantidos atualmente por uma centena de funcionários concursados em 2010 e que permanecem em suas funções graças a uma liminar da Justiça do Trabalho.
    Desde o ano passado, quando da extinção da SPH, aposentaram-se mais de 40 funcionários admitidos na época do antigo Departamento Estadual de Portos Rios e Canais (DEPRC), criado nos anos 1930 e extinto no final do século XX.
    Os veteranos que sobraram foram anexados ao quadro de pessoal da Secretaria dos Transportes, mas respondem operacionalmente à Superintendência do Porto de Rio Grande.
    A tarefa mais constante do pessoal mantido em Porto Alegre é a manutenção dos sinais náuticos, especialmente boias cegas e boias luminosas que orientam o tráfego noturno entre o Lago Guaíba e Itapuã, na entrada da Laguna dos Patos.
    Cada boia de luz pesando quase duas toneladas custa R$ 50 mil. Não são incomuns os abalroamentos de boias por navegantes distraídos. Bem mais frequentes são os furtos das lanternas alimentadas por sensores de energia solar – cada uma custa R$ 13 mil.
    A reposição dessas peças é obrigação prioritária do pessoal da ex-SPH.
    A falta de recursos impede a implantação de uma rede completa de iluminação da hidrovia Guaíba-Itapuã.
    O projeto está pronto mas, para implantar a rede de boias luminosas, é preciso fazer um levantamento por sonar multifeixe do leito do Guaíba exigido pela Marinha (para a navegação) e pela Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (para liberar a extração de areia do leito do Guaíba).
    A SPH tem a embarcação apta a fazer o serviço, mas falta o equipamento multifeixe a ser providenciado pela SEMA.
    Consórcio já pôs sua marca no Muro do Guaíba / JÁ

  • CAU apresenta denúncia sobre desqualificação do Ensino de Arquitetura e Urbanismo

    O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS) entregou ao Ministério Público Federal, nesta quarta-feira, 07/03, um dossiê com fatos que, segundo o CAU, evidenciam um cenário de desqualificação do ensino da arquitetura e urbanismo no Rio Grande do Sul. O dossiê será analisado pelo Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Enrico Rodrigues de Freitas.
    Em uma coletiva de imprensa, realizada em conjunto com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), as duas entidades criticaram as práticas de algumas Instituições que, para os órgãos, afrontam a garantia fundamental do padrão de qualidade do ensino prevista na constituição.
    “Compete ao Conselho zelar pela dignidade, independência e valorização da Arquitetura e do Urbanismo; sendo expressa a Lei 12.378/2010 ao impor o dever-poder do CAU em promover o aperfeiçoamento da cultura e das instituições de Arquitetura e Urbanismo”, destacou o presidente do CAU/RS, Tiago Holzmann da Silva.
    “É dever do CAU proteger a população dos maus profissionais. A qualidade do ensino afeta diretamente a qualidade do exercício profissional prejudicando toda a sociedade”, afirmou o presidente do CAU/RS.
    Para Rafael Passos, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), é preocupante o avanço das empresas multinacionais na educação superior e o alastramento do Ensino à Distância (EAD). “No último ano foram autorizados cursos 100% à distância na área de Arquitetura e Urbanismo, que não pode abrir mão da modalidade presencial e das disciplinas teórico-práticas de Projeto. Além disso, o debate em sala de aula é essencial para a formação do senso crítico, aspecto fundamental da formação de qualquer profissional”, criticou Passos.
    Em 2017 foram demitidos 1216 professores de ensino superior no RS
    Tanto o CAU como o IAB entregaram ao MP um relatório com vários pontos, que segundo as entidades evidenciam a desqualificação dos alunos. Entre pontos apresentado estão faculdades do interior e de Porto Alegre que tem, por exemplo, horas de disciplina à distância em desconformidade com a portaria nº 1.134, de 10 de outubro de 2016 do MEC, a qual determina que a oferta de disciplinas na modalidade à distância não deve ultrapassar 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso. Foi verificado que uma faculdade possui 46% de aulas por EAD para o curso de arquitetura e urbanismo.
    Há escolas com aulas de períodos de 37 minutos e que, ainda no primeiro semestre de 2018, podem ter os períodos de aulas reduzidos a 25 min, em descumprimento de normativas que exigem a cargo horária mínima de 50 minutos.
    O texto ainda lembra que em 2017 foram demitidos no Rio Grande do Sul 1.216 professores do ensino superior, de acordo com os registros do Sindicato dos Professores do Ensino Privado.

  • Lideranças se mobilizam contra privatização da água em municípios do RS

    A possibilidade de que serviços de tratamento e abastecimento de água em diversos
    municípios gaúchos sejam privatizados foi tema de reunião no Tribunal de Contas do Estado (TCE) na manhã de terça-feira, 6/03.
    O procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo da Costa da Camino, recebeu deputados e demais lideranças, todos
    preocupados com os movimentos que ocorrem nas cidades.
    Recentemente, na Assembleia Legislativa, foi retomado o debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que obriga gestores públicos municipais a consultarem a população antes de qualquer ação relacionada à privatização dos serviços.
    Uma das situações relatadas no encontro foi a de Erechim. Lideranças da cidade entregaram ao procurador-geral documentos que comprovam a intenção do governo do PSDB em privatizar os serviços de água por meio de decreto, sem consulta à população.
    Da Camino confirmou que estará atento aos movimentos nos municípios e que manterá um canal direto com os parlamentares e os demais representantes.
    “Qual a necessidade de entregar o serviço à exploração da iniciativa privada? Qual são os interesses? A relação entre a Corsan e o governo municipal foi potencializada durante o governo de Tarso Genro e, agora, o município corre o risco de ter aumento de tarifas e precarização dos serviços”, questionou o deputado estadual Altemir Tortelli (PT).
    O parlamentar esteve acompanhado dos colegas Jeferson Fernandes (PT) e Valdeci Oliveira (PT), do presidente do Sindiágua/RS, Leandro Almeida, do representante do Sindiágua em Passo Fundo, Natalino da Silva, do representante do Sindiágua em Rio Grande, Fábio Jean Gonçalves, e dos integrantes do Fórum Popular em Defesa da Água de Erechim, Fábio Adamczuk e Neori Pavan.