Categoria: Geral

  • Prefeitura entrega 580 unidades do Minha Casa Minha Vida na Restinga

    A Prefeitura de Porto Alegre realizou nesta segunda-feira, 4, a entrega simbólica das chaves de 580 apartamentos do Residencial Jardim Belize, no bairro Restinga. O empreendimento teve um investimento total de R$ 53,8 milhões, da Caixa Econômica Federal, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, e de outros R$ 5,2 milhões da prefeitura. Serão beneficiadas 760 famílias com unidades residenciais nas duas quadras prontas do condomínio e nos blocos que estão em fase final de regularização.
    A quadra A do Residencial Jardim Belize possui 13 blocos de cinco andares, totalizando 260 apartamentos (20 por bloco). Os contratos com a Caixa Econômica Federal foram assinados em 17 de agosto, e os moradores iniciaram as mudanças no último dia 31.
    Na quadra B, são 16 blocos de cinco andares, com 320 apartamentos ao todo (20 por bloco). Os contratos com a instituição financeira foram assinados nessa sexta-feira, 1º de setembro, e o início das mudanças está marcado para o dia 18 de setembro. Está em fase de regularização a quadra C, com 180 residências em nove blocos de cinco andares (20 apartamentos por bloco). Os moradores já estão selecionados aguardando a assinatura de contrato com a Caixa. “É um momento de alegria, de vermos tantos sorrisos. Muitos dramas encerram-se hoje”, disse o diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Mário Marchesan.
    As famílias contempladas se inscreveram no Programa Minha Casa Minha Vida e atendem a critérios e parâmetros do Ministério das Cidades. O empreendimento conta, ainda, com 38 unidades adaptadas, com acessibilidade, localizadas no andar térreo.
    Na entrega, o prefeito Nelson Marchezan Júnior destacou a dificuldade financeira pela qual passa a Prefeitura de Porto Alegre e enfatizou que as mudanças são difíceis, mas necessárias. “Temos que buscar soluções a longo prazo e para isso precisamos mudar a direção. Discurso fácil não resolve problemas. Hoje atendemos às necessidades de algumas pessoas, mas a questão habitacional não é um tema fácil e não pode ser resolvido com demagogia”. O prefeito salientou que a geração de empregos e o incentivo ao empreendedorismo são questões que podem influenciar positivamente para a redução do déficit de moradias, porque leva à independência financeira.

  • PF prende 80 pessoas por tráfico de drogas no RS, DF e outros estados

    Pelo menos 80 pessoas foram presas pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Brabo, deflagrada nesta segunda-feira, dia 4, para desarticular um esquema de tráfico internacional de cocaína. Desse total, 28 foram detidas no Porto de Santos, que funcionava como principal local de envio da droga para a Europa.
    Os 127 mandados de prisão e 190 de busca e apreensão foram cumpridos por cerca de 800 policiais nos estados do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.
    Segundo os delegados responsáveis pela operação, o objetivo era desmontar diversas células criminosas, sem que houvesse uma principal, que atuavam em consórcio para o envio da droga para países europeus.
    “Algumas estratégias efetivadas pelo grupo contavam com a participação de grupos criminosos aqui no Brasil, seja no tocante à logística, seja na aquisição”, explicou Rodrigo Costa, delegado regional de combate e investigação do crime organizado. Em São Paulo, o esquema contava com integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
    Durante a investigação, que teve início em agosto de 2016, foram apreendidas 6 toneladas de cocaína. A apuração começou a partir de informações fornecidas pelo DEA (agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas). Foram apreendidos hoje 3 quilos (kg) de cocaína e uma pistola com um dos investigados. As drogas iam para portos da Itália, Espanha, Inglaterra e França. Dois presos são sérvios e viviam no Brasil como intermediadores para a venda na Europa. Segundo a PF, a cocaína chegava na Europa por cerca de R$ 25 a 30 mil, o quilo. Estima-se que até 50% desse valor ficava no Brasil.
    O delegado federal Aguinaldo Mendonça Alves explica que há casos em que a droga pode ser enviada nos navios sem a conivência de funcionários terceirizados do Porto de Santos. “Pode ser introduzida, por exemplo, através do içamento. Dessa forma, quando ele é feito diretamente do mar para o contêiner do navio, não tem nenhuma pessoa do porto que faz esse tipo de atuação”, explicou o delegado. A PF destaca que, apesar de 28 pessoas terem sido presas no Porto de Santos, isso não significa que há envolvimento do órgão. “Houve uma participação pontual dos servidores do Porto de Santos”, destacou.
    A maior parte da droga chega ao Brasil por países fronteiriços, como Peru, Colômbia e Bolívia. “Eventualmente pode vir de caminhões ou aeronaves. Normalmente ela é estocada na cidade de São Paulo e depois, a critério da organização criminosa, ela era remetida para o Porto de Santos. Há várias possibilidades para introdução diretamente no porto”, disse Mendonça. Entre essas possibilidades está o içamento do contêiner que contaria com a conivência da tripulação. “Mas esses não são funcionários do porto”, destacou o delegado.
    O nome da operação (Brabo) faz referência a um dos destinos da droga, o Porto de Antuérpia, na Bélgica. “Brabo seria um soldado romano que teria libertado os habitantes da região do Rio Escalda, onde se localiza Antuérpia, do jugo de um gigante e jogado sua mão no rio. Essa lenda deu origem ao nome da cidade.”
    Camila Maciel – Agência Brasil

  • Produção de gás natural tem recorde de 115 milhões de metros cúbicos por dia

    A produção nacional de gás natural atingiu, em julho, o volume recorde de 115 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d). O recorde anterior havia sido de 111,8 milhões de m3/d, registrados em dezembro do ano passado.
    O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 4, no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume é 3,5% maior que o observado no mês anterior e 7,3% superior ao de julho de 2016.
    Produção de petróleo cai 1,9%
    A produção de petróleo chegou a 2,62 milhões de barris por dia, uma redução de 1,9% em relação a junho. Apesar da queda mensal, a produção teve um aumento de 1,5% na comparação com julho do ano passado.
    Considerando-se a soma da produção de gás e de petróleo, a produção nacional ficou em 3,346 milhões de barris de óleo equivalente (unidade de medida que transforma o volume de gás em barris e que se soma aos barris de petróleo) por dia.
    A produção do pré-sal em julho atingiu 1,61 milhão de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 4,3% em relação a junho.
    Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

  • Venda de animais na Expointer tem queda de 12%

    A 40ª Expointer recebeu em nove dias de feira mais de 382,6 mil pessoas e movimentou R$ 2.035.790.142,62 em negócios.
    A venda de animais registrou queda em relação à edição anterior. Com R$ 10.613.132,00 em negócios, a redução foi de 12%. O artesanato comercializou R$ 1.100.000,00. Já os negócios no setor de máquinas e implementos agrícolas chegaram a R$ 1.923.226.000,00, um aumento de 0,75% em relação a 2016.
    O volume de negócios da Feira da Agricultura Familiar alavancou as vendas em 6%, em comparação à edição do ano passado. Foram R$ 2.851.010,62 vendidos dos produtos coloniais, um aumento de 40% em comparação com 2016.
    Ao todo, foram promovidos 479 eventos, que receberam mais de 40 mil pessoas. O público pode conhecer a representação também de 19 estados e 11 países.
    Para o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, a edição mostrou a força do cooperativismo. “O pavilhão da Agricultura Familiar é um espaço de saudade da avó e do avô, onde o público se sente à vontade e onde estamos recuperando o consumo pelos produtos das agroindústrias”, constatou.

  • Prefeitura de Porto Alegre deposita parcelas de R$ 650 e R$ 1 mil aos servidores

    A Prefeitura de Porto Alegre realiza nesta segunda e terça-feira, 04 e 05 de setembro, os depósitos de mais duas parcelas referentes aos salários do funcionalismo do mês de agosto. Nesta segunda-feira serão creditados R$ 650 e, na terça-feira, parcelas de R$ 1.000, integralizando os salários de 65% dos servidores (20.828 matrículas).
    Com mais esses depósitos, o total pago para cada servidor será de R$ 4.950, contando com a primeira parcela já paga em 31 de agosto.
    Segunda a Fazenda municipal, os valores somam R$ 22,8 milhões e correspondem à segunda e à terceira parcelas dos salários.
    O saldo restante de R$ 35,4 milhões (35% das matrículas) será pago até 15 de setembro, conforme o ingresso de receitas nos cofres municipais.
    O secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, diz que todos os recursos que ingressarem nas contas do município estão destinados ao pagamento dos salários dos servidores. “A prefeitura está realizando todos os esforços para quitar a folha do funcionalismo no menor tempo possível”, disse Busatto.
    Este é o terceiro mês consecutivo que a prefeitura parcela os salários dos servidores municipais. E em evento na semana passada, o prefeito Nelson Marchezan Júnior avisou que a situação vai piorar nos próximos meses. “Vai piorar. Vamos pagar menos no dia 30 e atrasar mais a segunda parcela”, disse no lançamento do projeto do hospital Santa Ana. Para Marchezan somente a contenção de despesas e a aprovação de projetos na Câmara de Vereadores, como os de revisão de gratificações e da revisão do IPTU, podem amenizar as contas do município. — avisou o prefeito, que no mês passado parcelou o salários dos servidores,

  • “A base governista aumentará a chantagem sobre Temer”, diz cientista político

    Para o cientista político Benedito Tadeu César, a votação da madrugada da quinta-feira, dia 31, na qual o governo Michel Temer não conseguiu aprovar a ampliação do déficit fiscal para R$ 159 bilhões em 2018, decorreu mais de um vacilo da base governista e do empenho da oposição do que de uma fadiga no apoio a Temer. “A base de Temer é fisiológica e oportunista. Com o desgaste crescente do governo, que não consegue entregar o que prometeu, ou seja, com a manutenção da estagnação econômica e, ainda, com a eminência da apresentação de uma nova denúncia contra Temer por parte de Janot, a base governista aumentará a chantagem, aumentando o preço do apoio. Penso que a base está sinalizando neste sentido”.
    Benedito é mestre em antropologia social e doutor em ciências sociais. Professor aposentado e especialista em análise política, comportamento eleitoral e partidos políticos. Atualmente integra as coordenações do Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito e do Comitê Gaúcho do Projeto Brasil-Nação.
    Fórum – O governo atual não conseguiu aprovar a ampliação do déficit fiscal para 2018. Na sua avaliação, esse fato é um sinal de que a base de Michel Temer no Congresso Nacional está dando sinais de fadiga?
    Benedito Tadeu César – Acredito que a votação da madrugada de quinta-feira (31) decorreu mais de um vacilo da base governista e do empenho da oposição do que de uma fadiga no apoio a Temer. A base de Temer é fisiológica e oportunista. Com o desgaste crescente do governo, que não consegue entregar o que prometeu, ou seja, com a manutenção da estagnação econômica e, ainda, com a eminência da apresentação de uma nova denúncia contra Temer por parte de Janot, a base governista aumentará a chantagem, aumentando o preço do apoio. Penso que a base está sinalizando neste sentido, indicando que o preço do apoio aumentou.
    Quais as razões para essa suposta fraqueza, uma vez que Temer distribuiu emendas parlamentares para escapar do processo de impeachment e, aparentemente, cooptou grande número de parlamentares?
    Acrescento ao aumento do preço da chantagem também o fato de que a base governista está preocupada com sua própria reeleição. Com a proximidade das eleições de 2018, os deputados e senadores governistas ficam cada vez mais preocupados com a sua própria reeleição do que com a sustentação de um governo impopular como o de Temer. Isso, aliás, faz com que o preço do apoio se eleve ainda mais.
    Analisando sob uma perspectiva mais ampla, o senhor acredita que o governo Temer, apesar de ter evitado o impedimento, mostra desgastes que ainda podem levá-lo a não finalizar o mandato, em uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República?
    Acredito que a não autorização de investigação de Temer em decorrência de uma nova denúncia de Janot depende, mais uma vez, da quantidade e do valor das emendas que ele liberará aos parlamentares da sua base. Dificilmente Temer não terminará o mandato, pois o tal do “mercado” não tem ninguém com mais cacife do que ele para colocar no seu lugar. Meirelles, que é o presidente de fato e que representa os interesses do mercado financeiro, não tem traquejo para o trato com a base e não saberia conduzir as negociatas com a maestria que Temer e sua troupe detêm. A deposição de Temer traria, portanto, mais instabilidade econômica e atrapalharia os negócios do mercado financeiro.
    Além disso, nada garante que o STF, dominado por Gilmar Mendes e seus acólitos, vá fundo na investigação de Temer, caso a autorização acabe passando no Congresso Nacional. As próprias ruas não têm dado sinais de reação efetiva. Sem uma imensa pressão popular, não acredito que seja possível haver qualquer abalo significativo no atual governo.
    O trabalho da grande mídia corporativa no sentido de construir o descrédito com a política e, principalmente, com os políticos e os partidos políticos de esquerda foi muito grande e eficiente. As pessoas estão atônitas e apáticas, pois lhes falta uma bandeira, uma liderança e uma estrutura político partidária e social capaz de organizar e dar direção a uma forte reação popular. Foram estes os motivos que fizeram com que não tenha vingado, até aqui pelo menos, a campanha das Diretas Já e da antecipação das eleições. Por meio das instituições da República, todas mancomunadas de alguma forma e em algum nível com o golpe, não me parece que seja possível ocorrer a interrupção do mandato de Temer.
    O senhor acredita que o governo ainda encontrará força para conseguir aprovar a reforma da Previdência?
    Parece-me que há uma grande chance de a reforma da Previdência não ser aprovada, pois ela é muito impopular. As pessoas comuns entenderam mais rapidamente os efeito nefastos da reforma da Previdência, atualmente proposta, do que os que advirão com a reforma trabalhista e, por esse motivo, reagiram. A base parlamentar está preocupada antes de tudo com sua reeleição, como já afirmei. Assim, quanto mais se aproxima o final do atual mandato e mais próximo fica o momento em que os parlamentares terão que buscar o voto dos seus eleitores, mais difícil fica a aprovação da reforma da Previdência. Todo cuidado é pouco, no entanto, pois a ameça não está afastada.
    Em face desse cenário no Congresso, como projeta os próximos passos do governo Temer?
    Penso que Temer tentará acelerar as privatizações e a entrega das reservas naturais do país às grandes corporações internacionais, quase todas controladas por grandes financeiras. Talvez seja mais fácil conseguir a aprovação das privatizações e da modificação nas leis de terras e de exploração mineral do que aprovar a reforma da Previdência. Isso se deve ao fato de que o cidadão comum não se sente atingido prejudicialmente com essas medidas. Pelo contrário, a grande mídia corporativa consegue fazê-los crer que as empresas públicas são cabides de empregos e nefastas ao país. Temer e sua base política, tanto parlamentar quanto aqueles setores financeiros que os colocaram no poder, tentarão impedir que Lula ou alguém indicado por ele, no caso do seu impedimento em decorrência da condenação em 2ª Instância, seja eleito presidente da República.
    Depois de tudo o que fizeram e do desmonte que estão promovendo, não correrão o risco de deixar o poder, decorridos apenas dois anos, e ver tudo começar a ser revertido. Por esse motivo, não hesitarão um instante em aprofundar o golpe, seja aprovando a toque de caixa o sistema parlamentarista, seja encontrando algum meio para suspender ou adiar a eleição presidencial de 2018. Esta, parece-me, é a maior prioridade de Temer e de todos os que, de alguma forma, se envolveram com o golpe, sejam parlamentares, empresários, grandes investidores, da grande mídia corporativa ou de parcela significativa dos integrantes do Ministério Público e do Judiciário.
    O cenário que vivemos hoje me lembra o de 1965, quando muitos ainda acreditavam nas intenções democráticas dos militares que haviam dado o golpe e tomado o poder e pensavam que as eleições presidenciais daquele ano seriam realizadas. O que ocorreu foi a edição do Ato Institucional nº 2, que prorrogou o mandato de Castelo Branco até 1966, extinguiu os partidos políticos e impôs a eleições indireta do seu sucessor. Cabe, portanto, ao campo democrático popular se organizar e se mobilizar, desde já, em torno de uma grande aliança democrática para resistir e impedir que novas etapas do golpe sejam desfechadas.
    Lucas Vasques/Revista Forum

  • Agricultura Familiar atrai grande público da Expointer

    O Pavilhão da Agricultura Familiar, um dos espaços mais visitados durante a 40ª Expointer, que encerra neste domingo, dia 3, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, oferece qualidade e diversidade de produtos. Queijos, salames e copas, geleias e mel, bolachas, artesanato, plantas e flores, sucos, vinhos e cachaças são alguns dos produtos que os visitantes encontram desde a primeira edição da feira, mas, a cada ano, novas opções chamam a atenção do público.
    Desta vez, três novidades despontam no mercado gaúcho, trazidas por empreendimentos familiares assessorados pela Emater/RS-Ascar: o Rancho das Cabras, de Taquara; o Sabores do Rancho, de Estância Velha; e a Cervejaria Stein Haus, de Picada Café.
    Produtos do leite de cabras
    Há 13 anos, Cláudia e Eduardo Almeida, pais da então bebê Vitória, hoje com 14 anos, moradores de Canoas, decidiram morar no interior e, em Taquara, conheceram criadores de cabras e passaram a adquirir o leite, revendido para amigos e conhecidos na região. As vendas foram aumentando e o casal, há dois anos e meio e com um plantel de quase 120 cabras, buscou assessoramento da Emater/RS-Ascar para abrir o laticínio, liberado pela vigilância há um mês.
    “Nossa primeira leva fabricada é a que está na Expointer”, comemora Cláudia, ao citar que a Rancho das Cabras produz leite pasteurizado, iogurtes não adoçados e com polpa de frutas, e queijos variados e finos, como o boursin (cremoso e temperado com ervas), o feta (grego, na versão com apenas leite de cabra, ao contrário do tradicional, que é com leite de cabra e de ovelha) e o curado fresco e meia-cura. “Tudo sem conservantes nem corantes ou essências”, destaca Cláudia.
    Na Expointer, o empreendimento, muito visitado, teve os produtos saboreados por três alunos do Colégio Tiradentes de Porto Alegre, que degustaram o iogurte de cabra. “É muito bom”, avaliou Victor Calcanhotto, 16 anos. “É diferente e está aprovado”, disse Felipe Aprato, 17 anos. Já para Angelo Dambroz, também de 17 anos, que frequenta o Pavilhão da Agricultura Familiar há quatro anos, esse é o espaço preferido na feira. “Os produtos são muito bons”, elogia.

    Expositores apostam na diversidade de produtos e na apresentação de novidades aos visitantes Foto: Sofia Wolff/ Especial Palácio Piratini

    Picolés artesanais
    A Sabores do Rancho Laticínios Artesanais traz como novidades picolés artesanais, elaborados a partir do leite produzido pelas vacas Jersey da propriedade situada na localidade de Morro Agudo, em Estância Velha. Chama a atenção a variedade de sabores: morango e melancia, à base de água, e os cremosos, com o leite do sítio, nos sabores morango, banana caramelizada com canela, nata e o de chocolate 50% cacau, além de sorvetes de milho e mirtilo.
    Para a sobrinha da proprietária, Júlia Blauth, que auxilia nas vendas, os picolés estão fazendo sucesso, “pois as pessoas têm curiosidade em experimentar esses sabores diferenciados”. Além dos picolés, a proprietária Rafaela Jacobs, com auxílio do marido, o veterinário Eduardo Blauth, produz iogurtes, como o grego nos sabores morango e mel com nozes, e queijos coloniais.
    Rafaela conta que, apesar de viver na cidade, sempre foi apaixonada pelo meio rural. “Tanto que vim morar no interior e aqui tenho meu trabalho”, explica a produtora, que, apesar de ser técnica de enfermagem, deixou o emprego para elaborar queijos e iogurtes e legalizar, com o apoio da Emater/RS-Ascar, a agroindústria Sabores do Rancho, através do Programa Estadual de Agroindústria Familiar.
    Hoje, com quase sete anos, a agroindústria está cadastrada no Programa Sabor Gaúcho e no Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial (Susaf), comercializando seus produtos na Feira do Produtor, realizada aos sábados, das 7h às 11h, e nas quartas-feiras, das 14h às 19h, no Centro de Estância Velha e em exposições e feiras no Estado, como a Expointer.
    Para até o final do ano, Rafaela projeta expandir a produção de picolés e lançar sorvetes naturais, com 100% frutas e, claro, produzidos a partir do leite das vacas de sua propriedade, onde hoje 21 estão em lactação, de um rebanho de 48 animais.
    Espuma orgânica
    O mercado das cervejas artesanais está em expansão e não poderia ser diferente no RS, terra de imigrantes alemães e também de apreciadores de cervejas e chopes. É um tipo de bebida emergente nesse mercado diferenciado, pelos produtos utilizados na elaboração.
    No caso da Cervejaria Stein Haus, de Picada Café, o casal empresário Loiva Jung Fritsch e Ricardo Fritsch estão desde 2014 investindo em um produto cada vez mais procurado por seus atributos artesanal e orgânico. Hoje, para fabricar as seis cervejas da marca, são utilizados grãos de trigo e cevada estritamente da agricultura familiar, cultivados por agricultores orgânicos de Santo Antônio do Palma e de Vacaria, assim como a aveia e o centeio.
    “Produzimos cerveja com sabor daqui, incluindo, nessa cadeia produtiva, os agricultores familiares orgânicos de nossa confiança”, ressalta o empresário, ao comparar que 90% dos cervejeiros artesanais brasileiros fazem a bebida com malte importando da Bélgica e da Alemanha. “Fazemos o mesmo sabor das bebidas de lá”, diz Fritsch, ao reafirmar que a Stein Haus se diferencia no sabor e na proposta de utilizar grãos orgânicos cultivados no RS.
    Até o início da primavera, em meados de setembro, novas cervejas serão lançadas pela família, que também produz suco e vinho. “Vamos ter mais três tipos de cerveja”, diz Fritsch, ao destacar que o registro foi liberado há pouco mais de 20 dias.
    Serão lançadas uma cerveja Helles Mangaba, à base de malte pilsen, com frutas do norte da Bahia e de Sergipe (incluídas na bebida no terceiro dia de fermentação); a Rauchbier, cerveja de trigo defumado à base de lenha de laranjeira velha; e a Blonder, servida há dois anos em chope, mas que será engarrafada pela Stein Haus pela primeira vez.
    Os 600 litros de cerveja produzidos incialmente pela cervejaria artesanal de Picada Café passaram para 2.600 litros por mês, e a previsão para novembro é de 5.600 litros de cerveja orgânica por mês. “Estamos ampliando para atender à demanda  crescente”, avalia Fritsch.
    Na Expointer, as cervejas artesanais da Stein Haus são comercializadas no Pavilhão da Agricultura Familiar com auxílio de Dionei Brum, que trabalha há pouco mais de um ano com o casal empreendedor e participa de feiras divulgando o produto.
    Adriane Bertoglio Rodrigues/Governo do Estado 

  • Livraço na Redenção defende Programa Adote um Escritor

     
    Escritores, bibliotecários, estudantes, professores, leitores, população de Porto Alegre que lutam pela manutenção integral do programa de leitura Adote um escritor reuniram-se neste domingo de manhã para participar de mais um edição do Livraço na Redenção,  no Monumento do Expedicionário.
    “Precisamos defender esse importante programa de incentivo à leitura e formação de novos leitores da nossa cidade, mas que agora está ameaçado de ser extinto ou ter seu formato original descaracterizado por decisão do prefeito Marchezan”, afirmou a vereadora Fernanda Melchiona (PSol).
    A atividade é uma promoção conjunta da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura, Associação Gaúcha de Escritores (AGES), Câmara Rio-grandense do Livro, Clube dos Editores e Movimento “Sou Adote”.
    Programa Adote um Escritor
    O Programa de Leitura Adote um Escritor objetiva articular a leitura e o trabalho transdisciplinar de obras literárias, constituindo-se na política de leitura da Secretaria Municipal de Educação. Destina-se às escolas da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, incluindo Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos. O Programa conta com dotação orçamentária própria da Prefeitura de Porto Alegre, sendo a verba encaminhada diretamente às escolas, para que possam adquirir obras literárias que passam a compor suas bibliotecas escolares.
    Dentre as ações do Programa está aquisição de obras literárias de autores (escritores e/ou ilustradores) do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil. Para o pleno desenvolvimento do Programa, a Smed mantém assessoria pedagógica constante às escolas, para que as mesmas apropriem-se amplamente da obra de um autor, o qual é escolhido coletivamente pela escola. Posteriormente, o autor realiza uma visita à escola, objetivando um contato mais próximo com toda comunidade escolar. Como complemento ao Programa, são realizadas visitas à Feira do Livro de Porto Alegre.
    Em sua primeira edição, sob a coordenação da professora Angela da Rocha Rolla, o projeto-piloto foi desenvolvido em​ ​dez escolas.​ ​O projeto previa o repasse de verba às escolas para a aquisição de obras literárias do escritor escolhido e, após a leitura e a realização de atividades​ ​pedagógicas relacionadas aos livros, ocorria a visita do escritor adotado. Nos anos seguintes, devido ao sucesso da iniciativa, ampliou-se o interesse das escolas e hoje 100% da​ ​rede​ ​municipal de ensino​ ​participa do Programa.
    A Câmara Rio-Grandense do Livro​ ​oferece uma lista de nomes de autores disponíveis para adoção.​ ​A cada ano, mais autores manifestam interesse em participar deste Programa, que é reconhecido como uma das melhores iniciativas de incentivo à leitura no país. Desde a sua criação, mais de​ ​200 escritores e ilustradores já participaram do Adote um Escritor.
    Em 2015,​ ​​69 escritores​ ​participaram de 132 encontros, com o envolvimento de​ ​13.292 estudantes. Mais de 5.000 alunos visitaram a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre. Estiveram nas ações ligadas ao programa 1.140 educadores e 489 funcionários de escolas.
    Uma iniciativa originada no programa foi o Porto Leitura Alegre, conhecido como PLA, que já conta com duas edições. Os grupos de contadores de histórias formados nas nossas escolas têm a oportunidade de apresentar suas performances e receberem o carinho e reconhecimento do público presente na Feira do Livro de Porto Alegre. O PLA acontece em ​um​ dia da programação infantojuvenil da Feira no Teatro Carlos Urbim (antigo Teatro Sancho Pança).
    Os organizadores disponibilizaram uma página para manifestações de apoio: http://goo.gl/roZXEc

  • Segunda passagem gratuita volta a vigorar em Porto Alegre

    Os passageiros do transporte público de Porto Alegre que precisam de dois ônibus para se deslocar voltaram a ter a gratuidade da segunda passagem nas primeira horas deste sábado. A regra vale quando há um intervalo de até 30 minutos entre as viagens e que sejam realizadas em direção a um mesmo destino.
    A Procuradoria-Geral do Município (PGM) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foram notificadas formalmente no final da tarde de sexta-feira, 1º, sobre a decisão liminar da Justiça. A EPTC notificou a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), as empresas concessionárias e a Carris.
    Uma decisão liminar emitida na quinta-feira, 31, suspendeu os efeitos do decreto do prefeito Nelson Marchezan Júnior que retirava a gratuidade da segunda passagem. O juiz Jose Antonio Coitinho, da 2ª Vara da Fazenda Pública, acatou ação popular movida por oito vereadores de Porto Alegre e suspendeu o decreto municipal nº 19.803/2017.
    Segundo o magistrado, “os passageiros estão desembolsando valor maior para o transporte público e que não se vislumbra forma equilibrada de proceder na devolução deste numerário para cada uma das pessoas atingidas pela mudança legislativa, necessária a pronta intervenção judicial.”
    Os argumentos usados na ação popular é de que o atual preço da passagem já calcula a isenção na segunda passagem e que o valor deveria ter sido reduzido após a vigência do decreto.
    A PGM irá ingressar com recurso no prazo legal, apresentando os argumentos técnicos que sustentaram o decreto municipal.

  • Gerdau suspende "Melhores da Terra" e é grande ausente da 40ª Expointer

    A maior ausência da 40ª Expointer é a Gerdau, que dispensou a casa que alugava no parque de exposições de Esteio e desativou o prêmio Melhores da Terra, uma das grandes atrações do maior evento rural do Rio Grande do Sul.
    Em mais de trinta edições da Expointer nas últimas décadas, a casa da Gerdau foi ponto de recepção de amigos e clientes convidados para almoços e jantares com shows e entrega de Prêmios a projetos inovadores no agronegócio.
    Ali era feito o marketing institucional junto aos fabricantes de máquinas agrícolas e consumidores de artigos como arame.
    O motivo da ausência na Expointer pode ser encontrado na leitura do balanço financeiro de 2016, ano em que o grupo Gerdau amargou um novo prejuízo de R$ 2,9 bilhões (R$ 4,6 bilhões em 2015) em consequência da persistente crise econômica, que vem afetando o consumo de aço.
    No ano passado o grupo vendeu 15,6 milhões de toneladas de aço, contra 17 milhões de toneladas em 2015. A receita líquida caiu para R$ 37,7 bilhões, 13,6% menor do que a de 2015. Foi a primeira vez na década em que a receita do grupo Gerdau ficou abaixo de R$ 40 bilhões.
    Usuário habitual de um marketing agressivo, o grupo Gerdau refluiu para um modus operandi bastante defensivo, principalmente depois que a Policia Federal visitou seu escritório central em fevereiro do ano passado, levando documentos e convidando o presidente André Joahannpeter a dar um depoimento à Operação Zelotes sobre fatos relacionados ao Conselho Administrativo da Receita Federal (CARF), onde reinava um polpudo tráfico de propinas.
    Num esclarecimento público, a empresa afirmou sobre seu envolvimento na Operação Zelotes: “Ao contrário do que tem sido cogitado no noticiário, não se trata de sonegação – declaração falsa ou omissão com a intenção de eximir-se de tributos eventualmente devidos – e sim do exercício legítimo de direito pelas empresas da Gerdau, respaldado expressamente nas leis e na jurisprudência”.
    Como reflexo da publicidade em torno do assunto, o grupo decidiu dias atrás pela saída da família Gerdau Johannpeter de cargos de direção, uma forma sóbria de abrir cancha para uma gestão que restabeleça a confiança do mercado no futuro do grupo, especialmente na América do Norte, onde grupos de acionistas iniciaram processos por supostas perdas decorrentes de administração inidônea.
    São ações especulativas que parecem fazer parte da ofensiva liberal norte-americana para tirar vantagem de grandes ativos brasileiros. Cauteloso, o grupo Gerdau não fez provisões para esse caso incipiente, mas registra R$ 2,2 bilhões como provisão para “causas trabalhistas, tributárias e cíveis”.
    De 2014 ao final de 2016, como parte de sua estratégia de enxugamento de custos e captação de recursos, o grupo Gerdau se desfez de 13 ativos em outros países, nos quais se concentra a maior parte de suas operações.
    Essas alienações envolviam ativos “de pouco futuro” e resultaram em R$ 309 milhões, mas ajudaram a reduzir o endividamento geral em R$ 291 milhões. Em dezembro passado, a dívida bruta do grupo era de R$ 20,5 bilhões, seis bilhões a menos do que no final de 2015.
    Nesse ritmo de queima de gorduras, com ou sem zelotes, podem-se iniciar as apostas para acertar em quantos anos (de um a cinco) a Gerdau estará de volta à Expointer.
    Extremamente transparente, o balanço tem 86 páginas na internet e pode ser acessado no site www.ri.gerdau.com.