Categoria: Geral

  • Após cancelamento de exposição no Santander Cultural, entidades LGBT organizam protesto

    O cancelamento da exposição QueerMuseu- Cartografias da diferença na Arte Brasileira, realizada no Museu Santander Cultural, neste domingo, 10/09, repercutiu negativamente na comunidade LGBT. Diversas entidades e movimentos sociais anunciaram um ato para a próxima terça-feira contra a decisão.
    Em nota, o Santander Cultural justificou o cancelamento alegando que a entidade recebeu diversas manifestações críticas sobre a exposição. As manifestações contrárias cresceram graças a vídeos e notas publicadas pelo Movimento Brasil Livre, que nos últimos dias fez duras críticas à exposição, através das redes sociais.  Disseminação de pedofilia e zoofilia em alguns dos trabalhos expostos são as principais acusações.

    Uma das obras controversas / Reprodução Facebook

    O grupo Nuances, um dos organizadores do manifesto contra o fechamento, publicou a seguinte nota pelo Facebook:
    Diante dos ataques sofridos pela Exposição QueerMuseu sediada no Museu Santater Cultural, em pleno centro histórico de Porto Alegre, convocamos um ATO PÚBLICO em defesa da liberdade de expressão artística, das liberdades democráticas e contra os retrocessos políticos que limitam o exercício de cidadania da população LGBTT.
    Repudiamos os ataques conservadores e fundamentalistas e suas acusações falsas e infundadas. Repudiamos também a decisão do Santander Cultural de encerrar prematuramente a exposição, recuando diante das manifestações fascistas de ódio e preconceito.
    Tod@s lá! Nenhum direito a menos!

    Abaixo a íntegra do Santander Cultural:
    NOTA SOBRE A EXPOSIÇÃO QUEERMUSEU
    Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu – Cartografias da diferença na Arte Brasileira. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.
    O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão. Sempre fazemos isso sem interferir no conteúdo para preservar a independência dos autores, e essa tem sido a maneira mais eficaz de levar ao público um trabalho inovador e de qualidade.

    Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana.
    O Santander Cultural não chancela um tipo de arte, mas sim a arte na sua pluralidade, alicerçada no profundo respeito que temos por cada indivíduo. Por essa razão, decidimos encerrar a mostra neste domingo, 10/09. Garantimos, no entanto, que seguimos comprometidos com a promoção do debate sobre diversidade e outros grandes temas contemporâneos.
  • Aniversário de 59 anos do Jardim Botânico de Porto Alegre atrai grande público

    cleber dioni tentardini
    Jardim Botânico, o que dizer de ti?  Hoje voltando aqui resgatei todos os momentos da minha infância e adolescência. Meus pais, eu e meu irmão chegamos aqui no bairro no final do ano de 1951, fomos morar na rua Surupá (nome indígena que significa ave sem rabo), até eu completar 23 anos, ainda chamado de Vila Russa, mais tarde, Vila São Luiz, até ganhar o nome de Jardim Botânico (…) És um palco de vida pra mim, onde sempre colhi os registro da natureza (…). Espero que esse culto à natureza seja sempre respeitado”.
    O breve depoimento da artista plástica Elizabeth Nicolaidis, que volta a Porto Alegre depois de residir um tempo em Maceió, emocionou os biólogos que estavam participando das atividades de aniversário de 59 anos do Jardim Botânico de Porto Alegre, nesse domingo escaldante, onde a temperatura bateu nos 34 graus.

    Eng florestal Clarice Glufke nas atividades com arranjo de folhas e flores/ Priscila Porto Alegre

    As atividades do projeto JardinAção começaram às 10h. Todas buscaram interação com a comunidade. Às onze e meia, os alimentos doados tiveram que ser realocados para uma mesa maior, na entrada do JB. O grande movimento pela manhã, que normalmente é fraco, já indicava o que seria logo adiante. Às duas da tarde, não tinha mais vaga no estacionamento.
    Exposições, cantorias, oficinas, palestras, práticas de yoga e meditação, pinturas, massagens, visitas guiadas às coleções de plantas e trilha pelo arboreto.
    Comunidade participou de cantorias/Foto Cleber Dioni

    O Museu de Ciências Naturais, também ligado à Fundação Zoobotânica do RS, participou com as atrações do projeto Ciência na Praça. Um microscópio à disposição do público fez toda a diferença, para adultos e crianças. E o interesse pelas cobras, então?
    Biólogo Roberto Oliveira tirando dúvidas sobre as serpentes do MCN,FZB/Cleber Dioni

    No meio da tarde, os pais corriam para as sombras, enquanto os filhos queriam mais uma foto com o jacaré empalhado. Teve gente que montou “acampamento” no gramado e preferiu apenas desfrutar das áreas de lazer.
    Público se dividiu entre descanso e atividades/Foto Cleber Dioni

    Foto Fernando Vargas

    Como não foi cobrado ingresso, tem-se um cálculo aproximado do público, cerca de duas mil pessoas. Os alimentos foram doados para a Associação Comunitária Vó Chica.
    Confira mais fotos

    Atividades interativas/Foto Fernando Vargas


    Exposições/Foto Cleber Dioni

    Sessões com massagistas /Foto Cleber Dioni


    Foto Cleber Dioni

    Foto Cleber Dioni

  • Defensoras aposentadas fazem mutirão de quatro dias na Bom Jesus

    O bairro Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, foi a comunidade escolhida para receber a 8ª Temporada de Mutirão de Orientação Jurídica pelo projeto Estender a Mão: Mãos que Buscam e Mãos que Acolhem do Departamento de Aposentados e Pensionistas da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. A ação ocorrerá nos dias 11, 19, 27 de setembro, e 5 de outubro, das 14h às 17h.
    Nesta edição, o Centro Esportivo e Cultural Bom Jesus (CECBJ) – Rua Marta Costa Franzen, 101, será sede de quatro dias de mutirão de orientação jurídica e educação em direitos pelo projeto que já beneficiou cerca de 800 famílias. No local, de forma voluntária, as Defensoras Públicas atenderão individualmente os cidadãos nas mais diversas áreas do direito, abrangendo pedidos de medicamentos, investigação de paternidade, guarda, consumidor, ação de alimentos, dentre outros.
    Segundo a Coordenadora do Estender a Mão, Maria de Lourdes Mallmann, a iniciativa tem o apoio da Secretária de Desenvolvimento Social de Porto Alegre, e objetiva ampliar os acessos da população em situação de vulnerabilidade aos serviços da Defensoria Pública (DPE). “Os mutirões viabilizam o acesso à justiça das pessoas sem condições de ir à DPE, em um esforço concentrado de promoção de cidadania e de redução da exclusão social”, afirmou.
    Serviço
    O quê? Mutirão de Orientação Jurídica pelo Projeto Estender a Mão da Defensoria Pública
    Onde? Centro Esportivo e Cultural Bom Jesus (CECBJ), Rua Marta Costa Franzen, 101, Porto Alegre
    Quando? 11, 19, 27 de setembro e 5 de outubro
    Horário? Das 14h às 17h
    Informações: imprensa@defensoria.rs.def.br ou (51) 3210 9400/ (51) 984044502
    Como funciona
    Uma vez por semana as Defensoras Públicas aposentadas se reúnem e deslocam-se com a unidade móvel da Defensoria Pública a uma região de Porto Alegre com população carente, sem ou com pouco acesso a serviços públicos, para prestar orientações jurídicas e promover ações de educação em direitos. Mais informações podem ser obtidas pelos e-mails. estenderamao@defensoriars.def.br e estenderamao@gmail.com.

  • Após apreensão de R$ 51 milhões, Geddel é preso em Salvador

    O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a ser preso, na manhã desta sexta-feira, 8/9, em Salvador, três dias após a Polícia Federal encontrar mais de R$ 51 milhões, atribuídos a ele, em um apartamento.
    Duas viaturas da PF estiveram no condomínio residencial onde Geddel cumpria prisão domiciliar, no Bairro da Barra, região nobre da capital baiana. A prisão ocorreu pouco antes das 7h.
    O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi encaminhado para o Aeroporto de Salvador, de onde viaja a Brasília e ficará à disposição da Justiça.
    O Ministério Público Federal (MPF) faz parte da força-tarefa denominada Greenfield, que cumpre dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Todos ocorrem em Salvador e fazem parte de mais uma fase da Operação Cui Bono, que investiga desvios de recursos em vice-presidências na Caixa Econômica Federal. O MPF não detalhou os nomes e endereços dos mandados.
    Na última terça-feira (5), a Polícia Federal apreendeu malas e caixas de dinheiro, em um apartamento na Graça, em Salvador. O proprietário, Sílvio Silveira, confirmou em depoimento, que emprestou o imóvel a Geddel, que teria pedido para guardar pertences do pai, que morreu no ano passado. Até a manhã de hoje, Geddel cumpria prisão domiciliar.
    Da Agência Brasil

  • Liminar proíbe protesto de municipários contra Marchezan em evento da Prefeitura

    Uma liminar, do juiz Fernando Carlos Tomasi Diniz, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, proíbe o Sindicato dos Municipários (Simpa) de se manifestar contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior durante os eventos do Prefeitura nos Bairros.
    A decisão acata um pedido da Prefeitura, que alega que os integrantes do Simpa intervem de forma indevida e prejudicam os eventos. Ao judiciário, a Prefeitura pede que os servidores “se abstenham de violar o perímetro estabelecido pela Guarda Municipal como repartição pública, para obstruir ou prejudicar a prestação de serviços de interesse da população, bem como interfira de qualquer forma (…), sobretudo mediante gritos e apitaços, bem como explore a imagem de crianças e adolescentes em manifestações de caráter político ou corporativo”.
    Um decreto municipal, publicado no final de agosto, considera que o local que recebe o evento da Prefeitura nos Bairros pode ser considerado uma repartição pública, devendo ser garantidas “as condições necessárias ao acesso aos locais e às atividades e aos atendimentos, respeitando-se, em especial, nos espaços destinados à saúde, o silêncio e a privacidade”.
    O Simpa pode recorrer da decisão do juiz Tomasi Diniz.
    O projeto Prefeitura nos Bairros é um evento da gestão Marchezan que visa aproximar a prefeitura de comunidades carentes, oferecendo atividades de lazer e serviços em bairros da Capital. Júnior comparece aos eventos, realizados de 15 em 15 dias aos sábados.
    O último encontro ocorreu no Partenon, no sábado dois de setembro, e houve manifestações de servidores municipais contra parcelamento dos salários e projetos que mexem nas gratificações.
    Até agora foram realizadas seis edições do Prefeitura nos Bairros. O próximo encontro será na vila Cruzeiro, bairro Santa Tereza, no dia 16.
     

  • Plano de Uso Público do Parque de Itapeva está quase concluído 

    Após um longo processo de diagnóstico e planejamento, efetuado em conjunto com técnicos e a comunidade torrense através de oficinas, o Plano de Uso Público (PUP) do Parque Estadual do Itapeva, em Torres, está na reta final.
    Estruturado em uma base técnica sólida, amparada na análise do parque e da região, o planejamento foi centrado na viabilidade ambiental, operacional e econômica. O foco foi construir a identidade do Parque voltada para o ecoturismo.
    O objetivo do PUP é transformar a unidade de conservação em um ambiente integrado à comunidade através de atividades ligadas à visitação de atrativos naturais e culturais, à educação ambiental e patrimonial e ao comércio de artesanato tradicional típico. Dessa forma, a UC se torna mais do que um núcleo de conservação da biodiversidade, proporcionando um retorno à economia local e à sociedade.
    As atividades projetadas para o parque envolvem o contato com a natureza e a educação ambiental, através de trilhas na mata e nas dunas, caiaque na Lagoa do Simão e ciclismo, observação de aves e anfíbios, um centro de visitantes equipado com material educativo, mirantes – de onde é possível ter uma visão do sistema costeiro local e da cidade de Torres, ao fundo – e estabelecimentos comerciais.
    É válido destacar que o plano foi planejado de maneira que parte dos serviços sejam concessionados de uma forma que permita a participação e o beneficio do empresariado local e associações. Pequenos empresários poderão concorrer pela concessão dos espaços do parque, como trilhas e pontos comerciais, diferente do modelo convencional adotado em muitas Unidades de Conservação, em que a ocupação dessas atividades fica a cargo de grandes empresas de alcance nacional ou multinacional, de modo que são efetivamente poucos os beneficio gerados para a comunidade.
    Para o coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, a implantação do Plano de Uso Público do parque vai ser um divisor de águas para a Unidade de Conservação, uma vez que será a resposta para uma antiga pergunta sobre os benefícios para além da preservação da biodiversidade.
    “As unidades de conservação geralmente são criadas em uma situação de muito conflito com os interesses locais, e quando isso pode ser minimizado com retorno também para a socioeconomia, isso ajuda muito a ampliar os interesses na existência de uma área protegida”, conclui Krob.
    Confira abaixo o desenho final das atividades projetadas pelo PUP:


    Instituto Curicaca
    O Instituto Curicaca é uma organização não-governamental gaúcha, sem fins lucrativos, prioritariamente voltada para atuar política e tecnicamente pela conservação do meio ambiente, pela valorização da cultura e pela promoção do desenvolvimento sustentável na Mata Atlântica, no Pampa e na Zona Costeira. A atuação tem caráter ambientalista, social, educacional, cultural e científico.
    O trabalho iniciou em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, onde foi constituído em 12 de junho de 1997. Para melhor atender às demandas de atuação estadual e nacional, atualmente a base administrativa está em Porto Alegre.
    Atua através do trabalho voluntário de técnicos de nível médio e superior, acadêmicos, professores, agentes comunitários e estudantes, bem como por meio de projetos, cooperações técnicas e convênios com outras instituições.

  • Caravana internacional investigará violações de direitos humanos na Matopiba

    Uma delegação internacional está no Brasil desde o domingo( 03/09) para realizar uma Caravana até o dia 15 de setembro com o intuito de investigar as denúncias de violações de direitos humanos e impactos ambientais como resultado da financeirização do mercado de terras agricultáveis na região conhecida como Matopiba, que compreende áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
    Neste período, a Caravana concentrará as atividades na região sul do estado do Piauí e tem como objetivos verificar in loco os indícios de grilagem de terras por empresas nacionais e estrangeiras verificados em pesquisas prévias e as consequentes violações de direitos humanos decorrentes dessas grilagens.
    A Caravana analisará as violações de obrigações do Estado brasileiro relativas a direitos humanos, também identificando violações a obrigações extraterritoriais de direitos humanos, isto é a responsabilidade de governos de outros países pelas violações de direitos, nesta região, provocadas por empresas estrangeiras e que fazem parte da maior rede de negócios de terras. Entre as comunidades afetadas pelas atividades empresariais em Matopiba encontram-se agricultores/as familiares, povos indígenas e quilombolas, além dos impactos ambientais.
    A Caravana Internacional de Investigação sobre grilagem de terras e violações de direitos humanos na região do Matopiba é formada por um grupo de 34 especialistas em direitos humanos e desenvolvimento econômico e rural e, é parte de uma campanha internacional contra investimentos destinados à compra de grandes extensões de terra, essencialmente para fins especulativos, utilizando recursos de Fundos de Pensão e outros fundos de investimento.
    Audiências Públicas
    Como parte da programação da Caravana está a realização de três audiências públicas, que acontecem nos dias 11, 13 e 14 de setembro, respectivamente em Bom Jesus (PI), Teresina (PI) e Brasília (DF). As audiências são realizadas em parceria com o Ministério Público Federal e tem como objetivo apresentar as principais conclusões e recomendações da Caravana, bem como subsidiar elaboração de relatório da caravana.
    Caravana
    A Caravana é coordenada pela FIAN Internacional e organizada pela FIAN Internacional, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, FIAN Brasil e CPT Piauí, e conta com o apoio de diversas organizações nacionais e internacionais, entre estas: Comissão Pastoral da Terra (CPT), CLOC – La Via Campesina, Via Campesina Brasil, GRAIN, ActionAid USA, Friends of the Earth International, WhyHunger, InterPares, Development and Peace, FIAN Suécia, FIAN Alemanha, FIAN Holanda, Solidaridad Suecia – América Latina, Grassroots International, National Family Farm Coalition, Family Farm Defenders, Student/Farmworker Alliance, Maryknoll Office for Global Concerns, Presbyterian Hunger Program, SumOfUs, Campanha Nacional em Defesa do Cerrado,  FASE, FIOCRUZ,  HEKS/EPER, ActionAid Brasil, Cáritas Regional do Piauí, Federação dos Agricultores Familiares (FAF), Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (FETAG-PI), Escola de Formação Paulo de Tarso (EFPT – PI), Vara e Procuradoria Agrária – PI, PROGEIA (Santa Filomena), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Filomena, Paróquia de Santa Filomena, Instituto Comradio do Brasil.
    Programação das Audiência Públicas
    – Audiência Pública em Bom Jesus (PI)
    Data: 11 de setembro
    Horário: 14h
    Local: Auditório do Ministério Público do Trabalho em Bom Jesus (R. Vereador Airan Miranda, 231 – Bairro Judite Paulino, Bom Jesus/PI)
    – Audiência Pública, seguida de coletiva de imprensa, em Teresina (PI)
    Data: 13 de setembro
    Horário: 09h
    Local: Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Av. Mal. Castelo Branco, 201 – Cabral, Teresina/PI)
    – Audiência Pública, seguida de coletiva de imprensa, em Brasília (DF)
    Data: 14 de setembro
    Horário: 14h30
    Local: Memorial da Procuradoria Geral da República (St. de Administração Federal Sul – Zona Cívico-Administrativa, Brasília/DF)
    Fonte: Assessoria de Comunicação FIAN Brasil

  • Prefeitura espera arrecadar R$ 7,2 milhões com venda de imóveis

    A Prefeitura de Porto Alegre enviou à Câmara um projeto pedindo autorização para vender oito imóveis pertencentes ao Município. A Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, responsável pelo patrimônio municipal, estima que os imóveis tenham valor aproximado de R$ 7,2 milhões. Para publicação do edital de licitação, ainda será realizada avaliação específica.
    Na lista, estão duas casas e seis terrenos em diversos bairros da Capital. Uma das casas está localizada na Rua Professor Ulisses Cabral, nº 447, no bairro Chácara das Pedras, com área de 432,54m². Já a outra moradia está localizada na Rua Doutor Murtinho, nº1.110, no bairro Jardim Carvalho, com área de 302,25m².
    Entre os terrenos, dois estão localizados na região central da cidade, um de cerca de 600 m²na avenida Loureiro da Silva, no Centro Histórico, outro de 470m² na avenidas Vicente da Fontoura, bairro Santana. Segundo executivo, os imóveis “não são adequados para implantação de equipamentos públicos”.
    A secretaria informou ainda que “como a alienação se dará por meio de licitação pública, não há como adiantar quem serão as pessoas e/ou instituições interessadas. Todos que preencherem os requisitos legais estarão habilitados a participar do processo e manifestar interesse.”
    Há ainda outro projeto tramitando na Câmara, enviado em 2016 pelo então prefeito José Fortunati, que pede autorização para vender um terreno ao grupo Zaffari. O terreno de 1.011,38m² fica entre a avenida Ipiranga e a rua Santa Cecília, junto ao Zaffari Ipiranga. Na prática, a área funciona como estacionamento do supermercado e passagem de pedestres. O valor do terreno é de R$ 3.195.000,00, segundo avaliação na data base de novembro de 2016.

  • Conselheiros do TCE adiam julgamento após relator votar contra extinção das fundações

    Dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, Pedro Henrique Figueiredo e Estilac Xavier, pediram vistas do processo que trata da extinção das fundações estaduais, durante sessão plenária desta quarta-feira, 06. O julgamento foi suspenso e a análise desse tema pelo outros membros do TCE/RS, adiada. Não há um prazo para a retomada do julgamento.
    A representação do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino, questiona a lei que autoriza as extinções e solicita que os processos sejam suspensos.

    A sessão começou minutos antes das três da tarde. O presidente do TCE, Marco Peixoto, logo avisou que havia 130 pessoas acompanhando a sessão em um telão instalado no auditório.
    O procurador-geral do MPC, Geraldo Da Camino, falou por 7 minutos. Retomou trecho de sua representação, afirmando que as justificativas do governo chamavam a atenção pela singeleza.
    O procurador do Estado Eduardo Cunha da Costa falou por 8 minutos. Disse que a aprovação da lei pelos deputados deveria encerrar a questão. E que as fundações são deficitárias, não são autossuficientes, e que era preciso modernizar a estrutura do Estado.

    O conselheiro Cezar Miola, relator do processo, votou pela aceitação da medida cautelar pedida por Da Camino, sustentando a necessidade de instauração de uma inspeção operacional junto à Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão.
    “Não está clara a continuidade dos serviços prestados pelas fundações, há ausência de esclarecimentos pelo Estado, pouco ou quase nada revelam de que forma cada uma das extinções representará redução das despesas e, por isso, acato a liminar para resguardar o acervo material e imaterial e sugiro instaurar imediata auditoria junto à secretaria do Planejamento”, declarou ao ler seu parecer por mais de 20 minutos.
    Miola entende que o Estado deve se abster de qualquer ato de demissão de pessoal e de desmobilização das estruturas administrativas e operacionais das Fundações, que tiveram suas extinções autorizadas pela Lei nº 14.982/2017 , até que se demonstre, em auditoria operacional, que as atribuições das Fundações estão devidamente asseguradas.
    “A Secretaria deve acompanhar as medidas voltadas ao cumprimento dos contratos em andamento firmados pelas instituições e à manutenção de serviços públicos essenciais”, relatou.

    Servidores das fundações acompanharam sessão através de um telão no auditório do TCE

    O conselheiro Pedro Figueiredo pediu vistas e argumentou que o tema era muito complexo por envolver instituições com atividades em várias áreas e não estava devidamente esclarecido sobre a competência das secretarias estaduais para absorver as atividades das fundações. O conselheiro Estilac Xavier pediu vistas consecutivas.
    A Lei autoriza a extinção das fundações Zoobotânica (FZB), de Ciência e Tecnologia (Cientec), de Economia e Estatística (FEE), Piratini, de Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) e de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).
     

  • Projetos de Sartori preparam adesão do RS ao Regime de Recuperação Fiscal

    O líder do governo Sartori na Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza (PMDB) concedeu coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira para esclarecer dois projetos enviados recentemente pelo governador José Ivo Sartori ao legislativo gaúcho. Eles devem servir de termômetro de uma leva de projetos que serão apreciados pela AL/RS e que preparam o ingresso do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto pelo Governo Federal.
    Ainda sem detalhes, Souza adiantou que as privatizações devem ser o principal elemento no pacote. “Me parece claro que não há condição de atingir o equilíbrio fiscal sem a privatização de alguma estatal”, afirmou o líder do Governo.
    A Lei Complementar 159, aprovada em maio Congresso Nacional, vale para os estados que estão com grave situação fiscal, dívida maior que a receita e caixa disponível menor que as despesas ou com mais de 70% do orçamento comprometidos com gasto de pessoal e serviço da dívida. O Rio foi o primeiro a assinar o Regime de Recuperação nesta semana.
    O Estado que quiser aderir ao Plano, caso do Rio Grande do Sul, deve apresentar medidas como elevação de contribuição à Previdência, redução de incentivos tributários e privatizações.
    O deputado ainda ressaltou que o ingresso no plano de recuperação foi a solução encontrada pelo governo para equilibrar suas contas e voltar a pagar sua folha de pagamento em dia.
    Nesta semana o governo enviou ao legislativo dois projetos, referentes a renegociação de operações de créditos firmados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e contratos de refinanciamento de dívidas com a União.
    O PL 174/2017 prevê a renegociação das operações de crédito do governo junto ao BNDES. Os valores referentes ao Programa Especial de Financiamento – PEF I, PEF II e Proinveste, com saldo atual de R$ 44 milhões, R$ 74 mi e R$ 702 milhões, respectivamente, terão prazo de pagamento de mais dez anos, dos quais quatro de carência total.
    E o O PL 175/2017 estende em mais 20 anos, até 2048, o prazo de pagamento da dívida do Estado com a União.