Por que o ex-assessor Queiroz vai falar só depois da posse de Bolsonaro?

Fábricio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) só vai aparecer para depor ao Ministério Público Federal depois do ano novo, portanto, após a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Isso é o que se especula na imprensa, porque informação confirmada não há.
Queiroz foi citado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em relatório por “movimentações atípicas” de R$ 1,2 milhão e repasses à familia Bolsonaro.
Segundo o blog de Ricardo Noblat, Queiroz adia o depoimento em busca de proteção.
Ele já faltou duas vezes a depoimentos que deveria prestar ao Ministério Público do Rio de Janeiro — alegando motivos de saúde.
De acordo com o Coaf, a movimentação encontrada entre entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 é incompatível com a renda de Queiroz.
À época, ele era motorista do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e tinha salário de R$ 8.517 e também recebia vencimentos da Polícia Militar carioca.
Flávio Bolsonaro foi eleito senador nas eleições deste ano.
O mesmo relatório do Coaf, produzido em desdobramento da operação Lava Jato, também encontrou movimentações atípicas em gabinetes de outros 20 deputados estaduais.
A posse do presidente eleito se dará com essa nuvem pairando, mas talvez seja preferível a um rumoroso depoimento que desviaria o foco da festa.
 

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