Um dos grupos com maior número de integrantes da cena musical gaúcha, o JazzGig celebra duas décadas de formação neste sábado (29), no Espaço 373. No repertório, a música brasileira instrumental e standards de jazz e de funk, este último, a marca do set list da banda, que tem dois discos gravados: Standards e Vol. 2.
Formado por Chico Gomes (flugelhorn), Gustavo Pessota (baixo elétrico), Leandro Hessel (piano/teclados), Luiz Mario Tavares (percussão), Marcelo Campos (bateria), Marcelo Figueiredo (sax tenor), Marcelo Ribeiro (sax alto) e Rafael Capaverdi (guitarra), neste show, JazzGig terá a participação especial de Gabriel PC (trompete), que participou do início da história do grupo em 2004.
Funk e blues
A semana na casa de espetáculo traz ainda o grupo de funk, samba e jazz FunkYou e o blues de For The Kings
Banda FunkYou – Foto Luis Ventura/ Divulgação
Na quinta (27), o 373 recebe o Funk You, um grupo de funk, samba e jazz formado por Martin Estevez (bateria), Tomás Valdivia (baixo), Renan Benitz (guitarra) e Murilo Moura (piano). Seu repertório traz os pesos-pesados do groove universal, entre eles George Benson, Herbie Hancock, Azymuth, Caetano Veloso, Gilberto Gil e João Donato.
Sexta Blues_For the Kings – Foto Zé Carlos de Andrade/ Divulgação
E na edição do projeto Sexta Blues (28), sobe ao palco a banda For The Kings, que reúne as figuras mais conhecidas da cena blueseira do RS: Douglas Caberlon (contrabaixo), Thiago Bittencourt (guitarra e vocal), Zé Carlos de Andrade (guitarra) e a participação especial de Clark Carballo (bateria).
A apresentação trará releituras de clássicos dos anos 1950 e 1960, época de ouro do blues de Chicago, como temas imortalizados por Albert Colins, Albert King, B B King,
Programada inicialmente para abrir no dia 04 de maio e cancelada devido ao agravamento da crise climática, a exposição “Lágrima”, de Eloisa Tregnago, será inaugurado no próximo dia 29 de junho, sábado, das 11h às 14h, na Ocre Galeria, localizada na Rua Demétrio Ribeiro, 535, Centro Histórico de Porto Alegre.
O portentoso conjunto escultórico da artista gaúcha, escolhida para brindar o segundo ano de existência deste importante espaço expositivo, reúne 14 peças esculpidas em mármore nas quais predomina o rosto feminino. A visitação pode ser feita de 1º a 27 de julho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados das 10h às 13h30min.
Considerada um dos grandes nomes da escultura contemporânea, Eloisa Tregnago recusa o rótulo de artista plástica e prefere ser considerada escultora, ofício que teve o privilégio de aprender e aperfeiçoar com grandes mestres, como Bez Batti, com quem aprendeu a dominar linha; e com Vasco Prado e Xico Stockinger, com os quais modelou a pedra. Com tais referências referendando seu talento inato, Eloisa Tregnano embrenhou-se no desafiador campo da escultura, fazendo nascer de pesados blocos de mármore, alvas mulheres de formas generosas e delicadas, cuja força se agiganta diante dos olhos do apreciador, a mesma que se vê na mirada incisiva, porém sensível, de sua criadora, resguardada por discreto recato.
Artista convidada
Eloisa Tregnago é natural de Bento Gonçalves, onde se formou em Letras pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). De 1981 a 1983 estudou desenho com João Bez Batti em Bento Gonçalves. Em 1985, mudou-se para Porto Alegre, passando a frequentar aulas de modelagem e escultura com Vasco Prado e Xico Stockinger, de quem viria a se tornar aluna. Hoje é proprietária do atelier que outrora pertenceu a Stockinger, localizado no bairro Vila Nova. Complementou sua formação com Plínio Bernhard e Patrício Farias, dos quais recebeu orientações em desenho, e de Danúbio Gonçalves na gravura. Além do mármore e terracota, a escultora também funde esculturas em bronze no seu atelier.
Possui obras em acervos particulares e em museus. Entre suas obras, Eloisa Tregnago assina, em coautoria com Xico Stockinger, o Monumento à Literatura Brasileira, em homenagem aos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana, situado na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Composto por um banco e duas estátuas, foi encomendado para Xico Stockinger pela Câmara Rio-Grandense do Livro, por ocasião da 47ª Feira do Livro de Porto Alegre. Inaugurada em 26 de outubro de 2001, a obra é um dos principais cartões-postais da cidade. Ela também se orgulha de assinar o Monumento ao Empreendedor, peça em mármore localizada em sua cidade natal, Bento Gonçalves.
Sede da Ocre Galeria. Foto: Divulgação
Sobre a Ocre Galeria
A Ocre Galeria é localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, próxima à Casa de Cultura Mario Quintana, ao Margs e à Usina do Gasômetro. É administrada por Felix Bressan, Nelson Wilbert e Mara Prates. A Ocre foi inaugurada em maio de 2022 e realizou, até o momento, 24 exposições, entre individuais e coletivas de artistas com forte produção contemporânea. A galeria tem buscado preservar a história, difundir a cultura e apoiar a produção de arte, disponibilizando um amplo acervo de artistas representados.
Após uma longa temporada em Portugal, a cantora Rê Adegas retorna a Porto Alegre com um show para celebrar Elis Regina, neste sábado (22), às 21h, no Espaço 373. “Voz e Alma: Tributo a Elis Regina” contará com a participação de Antonio Flores (guitarra), Edu Saffi (baixo acústico), Luiz Mauro Filho (piano) e Marquinhos Fê (bateria).
Com voz marcante e interpretação ímpar, Rê apresenta um repertório com canções icônicas, como “Alô Alô Marciano”, “Atrás da Porta”, “Como Nossos Pais”, e “O Bêbado e o Equilibrista”.
Além dos palcos, Rê Adegas é conhecida por emprestar sua voz para trilhas de filmes, como “O Homem que Copiava” e “Extremo Sul”. Em 2018, participou do The Voice Brasil, conquistando “a banca” de Carlinhos Brown, e, em 2023, do The Voice Portugal.
Com dois álbuns lançados, “Sambô” (2008) e “Falando de Amor” (2020), e os singles “A Melhor Companhia”, “Dor de Amor” e “Do Nada”, este último em parceria com Jota Pê, a artista prepara um álbum autoral e com canções de outros compositores.
Segundo o material de divulgação “Anelise Ferreira e Bia Donelli nos trazem em “As duas faces de Eva”, a complexidade feminina, num contraste entre a força da mulher e, ao mesmo tempo, a delicadeza. Uma brincadeira séria que une as suas pesquisas visuais. As fotógrafas questionam as padronizações e afirmam
o direito a ser e fazer o que quiserem, como pessoas livres e donas de si.
Encontraram na música de Rita Lee a tradução perfeita dessa dualidade e homenageiam a cantora com Cor de rosa choque.
Consideram que a luta por mais espaço, direitos e reconhecimento ainda continua: “O sexo
frágil, não foge à luta, … Por isso não provoque…”
A exposição inaugura dia 21 de junho as 18 horas e pode ser visitada até dia 05 de agosto
deste ano na Confeitaria Maomé, na Rua Vicente da Fontoura, 1857 em Porto Alegre.
Serviço:
Anelise Barra Ferreira e Bia Donelli
Exposição Fotográfica “As duas faces de Eva”
Local: Galeria Carlinhos Rodrigues
Confeitaria Maomé
R. Vicente da Fontoura,1857. Bairro Santana – Porto Alegre/RS
Inauguração: 21 de junho de 2024, às 18h
Visitação: 21 de junho a 5 de agosto de 2024
Anelise Barra Ferreira, nascida e residente em Porto Alegre (RS). Doutora e Mestre em
Educação pela UFRGS. Foi coordenadora do Laboratório de Fotografia, pesquisando o fotografar com os alunos em uma escola especial (1990-2014). É proprietária da Oficina de Foto – espaço de criação e assessoria. A fotografia experimental e a macro fotografia são suas
paixões. É sócia fundadora do Fotoclube Porto-alegrense. Participou de diversas exposições
fotográficas, tendo seu trabalho premiado em concursos.
Bia Donelli. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
Bia Donelli, 60 anos, nasceu em Caxias do Sul, reside há 41 anos em Barra do Ribeiro/RS. Administradora de Empresas por formação e bancária aposentada, fotografa desde 2012 com ênfase em fotografia da natureza, urbana e fotografia fine art, participando de diversas
exposições coletivas e individuais, entre elas As Canibais e Street Expo Photo. É sócia fundadora do Foto Clube Porto-alegrense.
Segundo o material de divulgação as enchentes sem precedentes que assolaram o RS e cujas consequências ainda estarão presentes por bastante tempo, atingiram diversos setores, entre eles, a cultura e seus trabalhadores. Com espaços diretamente atingidos pelas águas do Guaíba e eventos cancelados, os prejuízos materiais se somam ao sentimento de tristeza e perplexidade pela gravidade da situação. Muitos artistas, além de ficar sem possibilidade de trabalhar, perderam suas casas e bens materiais.
Pensando em auxiliar o setor da dança — que só em Porto Alegre conta com 103 escolas e 82 grupos e companhias mapeados — o próprio segmento se organizou para criar um fundo específico para seus profissionais. Uma das ações para arrecadar recursos é o Festival Fênix, uma iniciativa da ASGADAN (Associação Gaúcha de Dança, fundada em 1969) e com colaboração de muitas mãos, corações e mentes. O festival, que acontece de forma online de 27 a 30 de junho, está com suas inscrições abertas até 17 deste mês e conta com jurados de renome no cenário nacional, como Carlinhos de Jesus e Octávio Nassur, entre outros. As premiações incluem bolsas de estudos que foram doadas por várias escolas, incluindo um período de vivência na escola do Ballet Bolshoi de Joinville.
Sapateando Sem Fronteiras. Foto: Nando Espinosa /Divulgação
Para se inscrever, basta acessar o formulário (no serviço abaixo) e preparar sua coreografia. Os vídeos devem ser gravados na horizontal e com câmera parada, sem zoom ou edições. A gravação deve ser feita em palco ou ambiente neutro, onde apareçam todos os artistas em plano único. A coreografia não precisa ser inédita ou gravada especialmente para o evento, podendo ser uma gravação pré-existente. Importante ter qualidade de imagem e som para melhor avaliação dos jurados. O vídeo deverá permanecer disponível no link enviado até o dia da transmissão.
Todas as modalidades da dança podem participar, desde o balé clássico livre ou de repertório, dança moderna e contemporânea, dança de salão, danças urbanas, danças árabes, estilo livre, folclore de projeção, danças étnicas e tradicionais, jazz e sapateado. As mais variadas faixas etárias serão contempladas, bem como as danças solo, em duo, trio ou grupo a partir de quatro bailarinos.
Todo o trabalho do Festival Fênix está sendo feito de forma voluntária, com 100% da renda sendo revertida para as escolas de dança e seus profissionais, sendo que a distribuição dos recursos se baseará em dados colhidos a partir do levantamento feito pelo Colegiado Setorial de Dança do RS. O público pode participar assistindo ao festival e doando qualquer quantia na chave pix que será divulgada durante a transmissão.
Festival Fênix
De 27 a 30 de junho – edição online de apoio a classe artística
Transmissão ao vivo, sempre a partir das às 18h no Canal do YouTube da ASGADAN
Autora do romance, “Louças de Família”, participa de diversas atividades com estudantes e professores no dia 27 de junho
O projeto de ensino “Literaturas pelo Mundo”, conduzido por docentes e técnicos vinculados à área de Linguagens do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) – Campus Panambi, ao longo do ano de 2024, propôs abordar a literatura afro-brasileira com todas as turmas dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio.
Uma das autoras cujas obras estão sendo trabalhadas é a escritora gaúcha Eliane Marques, que já foi premiada nacionalmente, publicou livros de poemas, traduções e um romance. A autora participará de uma atividade no IFFar – Campus Panambi no dia 27 de junho, quinta-feira, na qual falará sobre suas produções, sobre a mulher negra na literatura brasileira, além de realizar uma sessão de autógrafos. A atividade será realizada no auditório da instituição em dois diferentes momentos:
9h: Abertura
9h30min: Apresentação de Eliane Marques e diálogo com estudantes os 1ºs anos dos Cursos Técnicos Integrados sobre o livro “Louças de Família (2023) – Editora Autêntica Contemporânea”.
14h: Apresentação de Eliane Marques e diálogo com estudantes dos 2ºs e 3ºs anos sobre seus livros de poesia: “Relicário (2009)”, “E se alguém o pano (2015)”, e “O poço das Marianas (2021)”.
O evento é aberto a convidados externos, além da comunidade do IFFar – Campus Panambi. Conta com o apoio do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) e do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (Nugedis) do Campus.
É hora de recomeçar e o livro “Viva a Várzea”, que deveria ser lançado dia 30 de abril, por conta do mau tempo foi lançado dia 11 de junho, com sessão de autógrafos no Chalé da Praça 15.
O livro resgata histórias e personagens do futebol amador em Porto Alegre.
Em 200 páginas, dividido em capítulos temáticos, ilustrados com fotos de época, o livro apresenta textos de 16 ex-varzeanos, a maioria jornalistas e de uma pioneira do futebol feminino.
O time, onde todos são titulares, é formado por Cláudio Furtado, Fernando Becker, Flávio Dutra, João Bosco Vaz, José Evaristo Villalobos, Júlio Sortica, Léo Iolovitch , Liliane Correa, Mário Corso, Márcio Pinheiro, Marino Boeira, Óscar Fuchs, Paulo César Teixeira, Piero D’Alascio, Ricardo Stefanelli, Sérgio Kaminski e Vitor Bley de Moraes.
Times como o Bagé e o Dínamo de Petrópolis; o Maltense, do bairro São João e o São Paulinho, da Vila do IAPI; o Tupi, da Praça Tamandaré, o Intervalo, do Araribóia e o Clarão da Lua feminino têm suas histórias e jogos memoráveis recordados. Personagens como Flávio França, do futebol praiano, e o Pau de Fósforo, contador de feitos improváveis, estão junto com o zagueiro tosco que prensou um adversário na cerca do campo, o sósia de Ademir da Guia que fez malabarismo com uma bergamota na rua da Praia, a guria que sonhava jogar com os meninos, o atacante que narrava suas jogadas e tantos outros.
Na apresentação da obra fica clara a intenção dos autores: “Este livro foi pensado para recordar histórias do futebol varzeano e seus ‘atletas’, com espaço também para o futsal, o futebol praiano e, como não poderia faltar, para o futebol feminino, de crescente interesse. Não espere teses tratando da voracidade da especulação imobiliária sobre os campos de peladas ou o fim das equipes amadoras. Nada disso, a várzea, que nasce no futebol de rua, é imortal nas suas memórias, aqui editadas em quatro capítulos: Nos Campos da Várzea, Times Inesquecíveis, Jogos Memoráveis e A Várzea e suas Figuras. Foram reunidos textos de 17 craques da palavra, nem todos íntimos da pelota, é preciso reconhecer. Todos, porém, tiverem seus dias de glória varzeana em campos embarrados, de pouca grama e muito areão, rosetas e tufos de guanxuma. Você certamente vai se identificar com alguns dos relatos do tempo em que o futebol era uma várzea”.
O prefácio é assinado por outro craque, o cronista Nilson Souza. O projeto gráfico é de Antônio Luzzatto, com produção da BaEditora, de Mariana Bertolucci.
Deu Pra Ti Baixo Astral será de 25 a 30 de junho no Teatro do CIEE-RS Banrisul com ingresso solidário
Dez espetáculos do Rio Grande do Sul se uniram para afastar a tristeza que se instalou no povo gaúcho depois das enchentes do mês de maio. O projeto Deu Pra Ti Baixo Astral – Juntos pra voltarmos a sorrir, idealizado e realizado pela Top Agência Produtora, será de 25 a 30 de junho no Teatro do CIEE-RS Banrisul com atrações para o público adulto e infantil. Com apresentações às 16h e às 20h, o ingresso solidário (e meia entrada) será de R$ 50,00 junto com doação de 1kg de alimento não perecível, um agasalho ou um brinquedo, que será destinado para as vítimas da maior tragédia ambiental do Estado. A entrada inteira será R$ 100,00. Ingressos e a programação completa estão em www.deupratibaixoastral.com.
“A ideia do projeto surgiu da necessidade de nos reconstruirmos também! Não podemos permitir que a enchente afogue os nossos sonhos, os nossos sorrisos, o nosso trabalho, a nossa arte. A menos de três anos, nós paramos por causa de um vírus. Não podíamos fazer espetáculos porque isso poderia colocar a saúde do público, e a nossa, em risco. Nós também tivemos muitas perdas, mas agora, o risco é nós não trabalharmos! Isso não pode e não vai acontecer, porque nós fazemos parte desse processo de reconstrução”, afirma Juliana Barros, idealizadora do projeto, autora e diretora teatral. Foram priorizados espetáculos de sucesso de público e crítica, que tiveram suas temporadas ou apresentações canceladas por conta da enchente e que pudessem, nesse momento, reforçar o conceito do projeto.
“Temos uma programação muito variada, com espetáculos para todos os públicos, inclusive para as crianças – que foram emocionalmente muito afetadas por toda essa tragédia. Também fizemos um “quebra-cabeça” para conseguirmos colocar 10 espetáculos juntos num mesmo teatro, por isso todas as produções estão mobilizadas e juntas para viabilizar todas as apresentações. No total, teremos seis espetáculos adultos e quatro infantis”, conta Juliana, autora e diretora dos espetáculos Terapia de Casal, Adivinha o Que é e Terapia Colorida.
Além destas três peças, fazem parte da programação as montagens TOC, Uma comédia obsessiva compulsiva, Se meu ponto G Falasse, Manual Prático da Mulher Moderna, Tributo Cazuza, Aladdin, Peter Pan, Gato de Botas e Bombachas.
O projeto reúne mais de 60 profissionais das artes cênicas do Estado, numa força tarefa contra o baixo astral. “Os artistas, assim como todo o povo gaúcho, foram atingidos por esta “catástrofe anunciada”, onde tivemos nossas temporadas canceladas, depósitos de cenários e teatros invadidos pelas águas de maneira devastadora. É hora da retomada, reunindo forças numa ação coletiva para seguirmos nos palcos, levando nossa arte, diversão, risos e reflexão para o público gaúcho, que sempre nos prestigiou. Como diz um dos personagens da Comédia TOC: É impressionante o que as pessoas conseguem juntas quando olham de verdade umas pras outras”, diz Lutti Pereira, diretor e produtor do espetáculo TOC.
A arte, a cultura e o entretenimento integram um setor importante da economia que não pode ficar parado neste processo de retomada e reconstrução. “Para o Teatro CIEE-RS BANRISUL, apoiar este projeto representa um esforço para tentar mitigar os impactos dessa tragédia, que também afeta profundamente o setor artístico. Desejamos transformar nosso palco em uma ferramenta de apoio e um canal para a disseminação de energias positivas”, comenta Paulinho Beccon, Coordenador de Eventos do teatro.
“É nos momentos de grande sofrimento, crises, incertezas e angústias, que a arte pode oferecer os respiros necessários que ajudam as pessoas a terem força e serenidade para enfrentar as adversidades que se impõem. “Uma retomada artística, significa também uma retomada da nossa fé e força da nossa capacidade de reconstrução – ESSE É O MOMENTO!”, conclui Juliana.
Confira a programação completa:
Dia 25 (terça)
20h – Tributo a Cazuza
Dia 26 (quarta)
20h – Manual Prático da Mulher Moderna
Crédito_ Diogo Vaz/ Divulgação
Dia 27 (quinta):
16h – Peter Pan
Crédito_ Rogério Fernandes./ Divulgação
20h – Toc, Uma comédia obsessiva compulsiva
Crédito Alisson Phernandes. / Divulgação
Dia 28 (sexta):
16h – Aladdin
Crédito_ Rogério Fernandes. /Divulgação
20h – Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado
Crédito_ Rafa Costa./ Divulgação
Dia 29 (sábado):
16h – Gato de Botas e Bombachas
Foto: Vilmar Carvalho/ Divulgação
20h – Se meu ponto G Falasse
Crédito_ Larissa Coiro./ Divulgação
Dia 30 (domingo):
16h – Adivinha o que é
Foto : Vilmar Caevalho/ Divulgação
20h – Terapia de Casal, uma comédia em crise
Foto:Vilmar Carvalho/ Divulgação
SERVIÇO
O QUE: Deu Pra Ti Baixo Astral – Juntos pra voltarmos a sorrir
DATA: de 25 a 30 de junho
HORÁRIO: 16h e 20h
LOCAL: Teatro do CIEE-RS Banrisul (R. Dom Pedro II, 861 – São João, Porto Alegre)
INGRESSOS:
SOLIDÁRIO/MEIA ENTRADA*: R$ 50,00
*Válido junto com doação de 1kg de alimento não perecível ou 1 agasalho ou 1 brinquedo;
INTEIRO (sem doação): R$ 100,00
Venda online através do www.deupratibaixoastral.com e nos dias do evento, duas horas antes de cada espetáculo na bilheteria do teatro.
Trabalhadores do audiovisual que foram afetados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de maio serão contemplados por uma doação de R$ 2 milhões da Netflix. A iniciativa, batizada de Ação Audiovisual RS, será conduzida e gerenciada pela FUNDACINE (Fundação Cinema RS), entidade com 25 anos de atividades, que ficará responsável pela operacionalização dos repasses financeiros aos profissionais gaúchos.
O cadastro de candidatos ao auxílio em dinheiro deve ser efetuado entre os dias 04 e 25 de junho, através de formulário online (disponível no site www.fundacine.org.brpelo link https://forms.gle/7VE4v6h9b6Hp2z567). Em caso de acesso limitado à internet, também é possível entrar em contato pelo telefone (51) 99580.0624, através do WhatsApp.
O benefício é destinado a profissionais e trabalhadores da indústria audiovisual, televisiva ou cinematográfica que atuem no segmento há pelo menos 12 meses, e que tenham sido comprovadamente afetados pela tragédia climática que assolou o Estado recentemente. “São centenas de trabalhadores do audiovisual elegíveis aos repasses, incluindo quem opera por trás das câmeras, em todas as funções, incluindo eletricistas, marceneiros, técnicos e especialistas em catering; e exerce a atividade à frente delas (como atrizes e atores)”, destaca o diretor da FUNDACINE, Beto Rodrigues.
O dirigente observa que a prioridade será dada a quem atua por projeto e teve sua rotina diretamente afetada pelas enchentes. “Isso inclui integrantes da cadeia produtiva do audiovisual (como motoristas de van, videomakers, realizadores independentes, técnicos e fornecedores) que tiveram suas moradias atingidas, perderam equipamentos de trabalho ou tiveram filmagens canceladas, por conta do ocorrido, não somente na Capital, mas em todo o interior do Rio Grande do Sul”, reforça.
Os pagamentos do benefício estão programados para iniciar no final de junho e se estendem até a primeira quinzena de julho. Profissionais do segmento que já responderam e preencheram os requisitos necessários do questionário da iniciativa Futuro Audiovisual RS – uma coalizão formada por SIAV, APTC, Macumba LAB, Instituto Akamani, ACCIRS e FUNDACINE, além de colaboradores nacionais como a APRO, API, BRAVI e Academia Brasileira de Cinema – serão automaticamente considerados para os repasses viabilizados a partir dessa doação.
A Ação Audiovisual RS conta com o apoio do Ministério da Cultura, responsável por conectar a instituição local à Netflix. “Estamos empenhados em contribuir de diferentes maneiras para a recuperação do Rio Grande do Sul”, comenta o secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares. “Nas tratativas com a iniciativa privada, indicamos a FUNDACINE como instituição mais habilitada a receber o aporte e encaminhar o processo de destinação de recursos aos afetados pelas enchentes”, pontua.
“Estamos trabalhando junto a várias entidades e instituições ligadas ao audiovisual de forma dedicada para que, enquanto enfrentamos essa crise, os profissionais do audiovisual não fiquem desassistidos”, destaca Rodrigues. Segundo ele, mais empresas podem se juntar a este movimento e fazer doações à FUNDACINE ou ao programa Futuro Audiovisual RS.
Sobre a Fundacine: Criada em 1999 com a missão de impulsionar o desenvolvimento da indústria cinematográfica e audiovisual do Rio Grande do Sul, a Fundação Cinema RS (FUNDACINE) é uma instituição privada, sem fins lucrativos, que objetiva a análise, organização e desenvolvimento do setor audiovisual, assim como a difusão do cinema realizado no Estado, em escala nacional e internacional.
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição vinculada à Secretaria de Estado da
Cultura (Sedac), deu início ao plano de recuperação de danos causados pela tragédia climática que
assolou o Estado no mês de maio. A operação, conduzida por especialistas — entre eles
restauradores e conservadores —, envolve o resgate e o salvamento de obras, patrimônio e
documentos afetados pela água e pela umidade, além do restabelecimento das redes elétrica,
hidráulica e do sistema de climatização.
“Salvamos grande parte das obras, incluindo aquelas consideradas entre as mais afamadas e
lembradas, antes mesmo da água chegar à Praça da Alfândega. Mas, em termos de patrimônio, todas
as obras de um acervo são igualmente importantes. E essa operação que vem sendo conduzida por
especialistas nos garante agir com precisão e expertise, nos métodos e procedimentos de salvamento
e recuperação”, pontua o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, lembrando que uma
força-tarefa trabalhou na movimentação de centenas de peças e itens do Museu até o momento de
evacuação do prédio, na tarde de 03 de maio.
Apesar dos esforços da equipe e em virtude do grande volume de água que se acumulou na Praça da
Alfândega — no interior do térreo do MARGS, a medição chegou a 2 metros de altura —, a enchente
alagou o térreo da instituição, impactando diretamente o seu mobiliário, equipamentos,
documentos administrativos e obras do acervo em papel, entre gravuras, fotografias e desenhos.
Segundo Dalcol, a prioridade, neste momento, é atuar na estabilização dessas obras:
“Tudo está sendo tratado e restabelecido. Nos casos em que for necessário, e considerando
especificidades de tipologia e características das obras, elas serão restauradas ou ganharão novas
impressões”, ressalta.
O plano de recuperação de danos está sendo coordenado pela conservadora e restauradora Isis
Fófano Gama, do Departamento de Conservação e Memória do Patrimônio Cultural do Complexo
do Palácio Piratini, com a consultoria e atuação de Naida Corrêa, restauradora e conservadora que
atuou por 24 anos no MARGS.
A equipe é formada por funcionários do Museu, do Palácio, colaboradores da Sedac e externos. Professores e alunos do curso de Conservação e Restauro de
Bens Culturais Móveis da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e integrantes da Associação para
a Preservação do Patrimônio das Américas (APOYOnline) também auxiliam nos trabalhos.
“Nosso sentimento, neste momento, é de ambivalência, pois ao mesmo tempo que estamos tristes
por tudo o que aconteceu no nosso Estado, ficamos felizes quando nos deparamos com tantas
pessoas e instituições dispostas a ajudar nesse recomeço. Nossa parceria com a UFPel, por exemplo,
vem desde 2019, e esse comprometimento e disponibilidade da instituição são fundamentais para
que consigamos passar por esse momento sensível com a certeza de que o resultado será exitoso”,
avalia a secretária da Cultura Beatriz Araujo.
Diagnóstico e reconstrução
As equipes técnicas do Departamento de Memória e Patrimônio (DMP), do Sistema Estadual de
Museus (SEM) e do MARGS foram as responsáveis por mapear os impactos do desastre
meteorológico no Museu. Além das obras em papel guardadas em mapotecas — grandes gavetas
metálicas para armazenagem de obras em papel —, a água e a umidade atingiram as
documentações administrativas e do acervo, o estoque de publicações e os catálogos.
Agora, as obras estão no processo de secagem e estabilização. Posteriormente, caso necessário, elas
serão restauradas. Os próprios espaços expositivos do MARGS foram adaptados para dar lugar a
essa operação, como um grande laboratório. Já os documentos atingidos foram removidos do
prédio e congelados, para posterior procedimento de limpeza e restabelecimento.
A estrutura operacional do Museu, que também funcionava no térreo, foi igualmente
comprometida. São computadores, equipamentos, mobiliários, recursos e materiais de trabalho e
exposições. E ainda: partes das instalações elétrica, hidráulica, de lógica, telefonia, do sistemas de
climatização e do circuito interno de câmeras — tudo passará por uma vistoria rigorosa e voltará a
funcionar somente quando tiver operando em segurança.
O futuro do MARGS
Não há previsão para reabertura do MARGS ao público. A médio e longo prazo, o Museu passará
por uma ampla reorganização interna de seus espaços, que envolverá realocação das atividades e
funções que ocorriam no térreo. Um exemplo é a reserva técnica no cofre, que deverá ser
transferida para os andares superiores, como já funcionam as duas torres do terraço adaptadas e
climatizadas para esta finalidade.
Criado em 1954 e funcionando no prédio histórico tombado desde 1978, o Margs tem um um acervo
com mais de 5.700 obras desde a primeira metade do século 19, de diferentes linguagens das artes
visuais, incluindo ainda pintura, escultura, cerâmica, arte têxtil, objeto, instalação, arte digital, vídeo,
filme e design. Esse conjunto é composto por arte brasileira, com ênfase na produção de artistas
gaúchos, e também por obras de artistas estrangeiros. Ao final de 2022, o prédio havia passado por
reforma arquitetônica e ganhado pintura e novo sistema de climatização.