Uma história sobre amor, DR’s, respeito e liberdade. A comédia Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado, que traz à cena a pauta LGBTQIA+ através de uma linguagem leve, divertida e cotidiana que se conecta com todos, faz curtíssima temporada em Porto Alegre. A montagem do texto original de Juliana Barros, mesma autora de Terapia de Casal, poderá ser vista de 18 a 20 de outubro, às 20h, no TEATRO CIEE-RS Banrisul (Av. Dom Pedro II, 861). Ingressos antecipados pelo site www.megabilheteria.com.br.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho / Divulgação
“A ideia da peça surgiu de muitos casais e amigos LGBTQIA+, que foram assistir ao espetáculo Terapia de Casal, e que super amaram, se divertiram, se emocionaram, e se identificaram com as questões que a peça traz sobre relacionamento e sobre a vida como um todo, mas que não se viram representados nas personagens, que formam um casal hetero”, afirma Juliana Barros, autora e diretora. Com muito amor, alegria, respeito e misturando realmente todas as cores, histórias, medos, dúvidas e expectativas, Juliana decidiu encarar essa nova sessão de terapia, agora, colorida e com muitos desafios e com um baita propósito: que é o de contar a história de dois casais LGBTQIA+. “Para mim, o texto e o espetáculo se transformaram numa bandeira que defende o amor – por todos e para todos”, diz Juliana.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação
Em cena, histórias que se cruzam e retratam a realidade da comunidade LGBTQIA+. Eduardo, vivido pelo ator Juliano Passini, é um ator e gay assumido que não abre mão de mostrar publicamente seu namoro com Guto. Já Guto, interpretado pelo ato Cassio do Nascimento, é médico, negro, e não assume publicamente a sua orientação sexual porque não quer ter que enfrentar os preconceitos e perder o status que conquistou. Mônica, vivida pela atriz Manu Goulart, é lésbica, veterinária e controladora. Ela se apaixona por Júlia, vivida pela atriz Letícia Kleeman, e desenvolve com ela uma relação de proteção com compensações afetivas. Júlia é atriz e performer, bissexual e se envolve com Mônica por dificuldades afetivas e falta de maturidade.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação
O Brasil já conseguiu avançar bastante no que se refere aos direitos da comunidade LGBTQIA+, como o reconhecimento da união homoafetiva, o casamento civil, a autorização do processo de adoção de crianças e nome social. No entanto a violência e o preconceito não terminam apenas com a adoção de leis, é preciso educar a sociedade, é preciso construir e ter como exemplo, para todos, modelos e referências de diversidade. “Por isso acredito que um espetáculo como o Terapia Colorida é muito importante. Porque fala da vida como ela é, para TODOS! Nosso espetáculo não divide, ele soma – esse é o nosso propósito. Reconhecer que existem várias cores, que elas são diferentes, mas que elas juntas formam o arco-íris. Nosso propósito, e desafio, e conseguir contar a nossa história para todos – pois é uma história linda, divertida e emocionante”, finaliza Juliana.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho / Divulgação
BATE-PAPO
No domingo, após o espetáculo, haverá um bate-papo especial com convidados sobre Sexualidade, Direitos e Acolhimento das Pessoas e Famílias LGBTQIA+. Participam Diego Cândido, Coordenador Jurídico da ONG Igualdade RS e Vice-Presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB/RS, e Vinicius Pasqualin – Psicólogo Especialista em família casal e sexualidade, coordenador da ONG SOMOS.
TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação
SERVIÇO
O QUE: Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado
DATA: 18 a 20 de outubro
HORÁRIO: sexta, sábado e domingo às 20h
LOCAL: TEATRO CIEE-RS BANRISUL ((Dom Pedro II, 861).
INGRESSOS:
Valores:
Plateia alta e baixa
R$ 90,00 – inteiro
R$ 60,00 – solidário
R$ 45,00 – meia entrada, Clube do Assinante ZH, Unimed, Psicólogos e Artistas
Mezanino – Camarote
R$ 80,00 – inteiro
R$ 50,00 – solidário
R$ 40,00 – meia entrada, Clube do Assinante ZH, Unimed, Psicólogos e Artistas
Fábrica de Sonhos, grupo estrelado por pessoas com e sem deficiência, estreia em única apresentação no dia 11 de outubro, no Teatro do CIEE-RS. Entrada franca.
O Pertence, que vem se destacando no cenário nacional ao trazer soluções inovadoras e efetivas para inclusão de pessoas com deficiência e para promoção da diversidade, mais uma vez, traz o debate para o centro da questão, a partir de uma obra artística e representativa nos palcos de Porto Alegre. Com o projeto “Fábrica de Sonhos”, idealizado e fundado em colaboração com as artistas Paula Carvalho e Bianca Bueno, o Pertence apresenta o espetáculo CORPOMUNDO. A estreia está marcada para sexta-feira, 11 de outubro, às 20h, no Teatro CIEE, em Porto Alegre. Os ingressos são gratuitos e devem ser solicitados pelo Sympla. Vagas limitadas.
A nova produção, um espetáculo de dança-teatro, é o resultado de meses de dedicação e ensaios intensivos por parte dos participantes e da equipe artística do projeto. Do total de 21 integrantes, 15 são pessoas com deficiência intelectual e/ou física (síndrome de down, autismo, asperger, dentre outros). O enredo parte da pergunta “O que pode um corpo?” para refletir e questionar a ação humana em relação ao meio ambiente. “O tema inspirou um roteiro, construído a partir de uma dramaturgia corpórea, que monta um painel de diferentes alegorias sobre a relação entre o corpo humano e o mundo”, comenta Paula Carvalho, gestora cultural do Pertence e diretora do espetáculo.
A performance lúdica e poética tem como fio condutor poemas sinalizados em LIBRAS, projeções, adereços e trilha sonora transformados em cenas que privilegiam a diversidade e as habilidades mistas dos participantes. O trabalho praticamente não utiliza a palavra, e possibilita dar ao corpo novas leituras, novas histórias, partilhando a dimensão poética da nossa existência, diversa, humana e presente.
A cultura é uma vertente de grande potência inclusiva e no Pertence é trabalhada em diversas frentes, como: no projeto
“ com suas oficinas e capacitações, na Fábrica de Sonhos e em suas atividades formativas e de desenvolvimento de trabalhos artísticos. A partir do projeto “A cidade nos Pertence” são promovidas palestras voltadas ao público em geral que discutem pautas estruturais, capacitistas e de desenvolvimento social. Além disso, anualmente acontece a iniciativa “Educação Para Inovação Social “ que propõe um circuito cultural em escolas da rede pública e privada do Rio Grande do Sul, com uma programação exclusiva preparada para estudantes e professores, junto a palestras, atividades lúdicas, oficinas culturais sobre acessibilidade e inclusão.
O espetáculo CORPOMUNDO, integra a 6ª edição do projeto “A Arte de Pertencer”, uma iniciativa cultural do Pertence que promove cursos e capacitações presenciais e on-line gratuitos para pessoas com e sem deficiência de todo o Brasil. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura e do Pertence, por meio da Lei de Incentivo à cultura e conta com o patrocínio das empresas: BRDE, Fruki, Copelmi, Buffon, Unifértil, PMWEB, DSV, Tozzini Freire Advogados, Bem e Hyva. E com o apoio cultural de: My Way – Century Park, Projeto Irmãos, Instituto Movimentart e CIEE-RS.
Sobre o projeto Fábrica de Sonhos:
Fundado em agosto de 2018 pelo Pertence (um clube de socialização para pessoas com deficiência física, sensorial ou intelectual que estimula os seus participantes a viverem suas próprias histórias de vida, vencendo as barreiras do dia a dia e ganhando independência), em parceria com as artistas Paula Carvalho e Bianca Bueno, a Fábrica de Sonhos — Arte, Inclusão, Diversidade e Pertencimento – surgiu como um projeto ousado e visionário, idealizado por um profissionais das áreas de teatro, psicologia e educação, que perceberam a falta de espaços e oportunidades para que jovens PCDs pudessem desenvolver suas habilidades artísticas e criativas. Desde então, vem trabalhando incansavelmente para oferecer um ambiente acolhedor e estimulante, onde os jovens possam explorar seu potencial artístico e superar barreiras sociais.
A partir de uma metodologia própria, que une integração, desenvolvimento pessoal, laboratório expressivo e ações artísticas multidisciplinares, os artistas do Pertence aprendem técnicas de improvisação, expressão corporal/vocal, dança contemporânea, pesquisa do movimento e interpretação. Atividades essas, que lhes permitem criar uma bagagem artística, sensorial e corpórea, estimulando a imaginação, a criatividade e a autoconfiança.
Foto Ana Viana/Divulgação
“O sucesso do Grupo Fábrica de Sonhos é um exemplo inspirador de como a arte pode ser uma ferramenta poderosa para promover inclusão, autoestima e transformação pessoal. Enquanto o grupo comemora seu sexto aniversário, é impossível não reconhecer o impacto positivo que ele tem tido na vida dos jovens participantes e na sociedade em geral, reforçando a importância de dar voz e espaço a todas as pessoas, independentemente de suas habilidades e diferenças”, destaca Victor Freiberg, presidente do Pertence.
FICHA TÉCNICA CORPOMUNDO
Direção: Paula Carvalho.
Coreografia: Bianca Bueno.
Elenco: Andrea Junges Cruz, Bianca Bueno, Eduardo Silva Bordignon, Fernanda da Silva Vieira, Francine do Amaral de Paulo, Gabriel Nequete Machado, Gisele Cardoso Martins, Guilherme Linck dos Santos, João Henrique Menezes Domingues, Jorge Gil, Júlia Oliveira, Júlia Schleder de Borba, Marcos Fernando Lengler Vargas, Maximilian Augusto Dick Bodmann, Paola Pavezi Nascimento, Paula Carvalho, Rafael Burguer Ruiz, Rodrigo Carús Greco, Rodrigo Duarte Zabaleta, Thaiely Costa, Thiago Montenegro Barbosa de Souza e Vanessa Monteiro dos Santos Garcia.
Figurinos: Titi Lopes.
Criação audiovisual: Têmis Nicolaidis.
Trilha Sonora: Gabriel Selvage, Augusto Baschera e pesquisa do grupo.
Elementos cênicos e cenotécnica: Jorge Gil.
Operação de som e projeção: Pedro De Camillis.
Iluminação: André Winovski.
Equipe pedagógica: Bianca Bueno e Paula Carvalho. Monitor: Marcelo Jayme Paula. Bolsistas: Paola Pavezi Nascimento, Júlia Oliveira e Thaiely Costa.
Assistente de visualidades: Keter Velho. Assistente de comunicação: Victória Citton.
Assistente de produção: Manuela Kijner.
Direção de produção: Pedro De Camillis.
Gestão Pertence Cultural: Paula Carvalho.
CEO Pertence: Sara Zinger e Victor Freiberg.
Sobre o Pertence:
Desde que foi fundado, há 11 anos, o Pertence vem se consolidando como uma referência nacional no atendimento de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. Nascido com a inédita ideia de clube com atividades de convivência e sociabilidade, naturalmente, cresceu e precisou agregar conhecimento na gestão de seus próprios objetivos. Entre as atividades do Pertence estão passeios, oficinas, atividades especializadas, Curso profissionalizante “Trabalho & Vida”, Pertence Virtual, capacitações, Formações Artísticas, Grupo “Dialogando com as Famílias e viagens”, dentre outros.
Programação abrange três aulas, que irão explorar a genialidade do artista sob diferentes perspectivas
A Nova Acrópole de Porto Alegre convida o público a conhecer a vida e a obra de Ludwig van Beethoven, um dos compositores mais influentes da história da música ocidental. Mesmo enfrentando a surdez, Beethoven deixou um legado imortal de obras que continuam a inspirar gerações. O curso será realizado nos dias 22, 23 e 24 de outubro, de terça a quinta-feira, das 19h30min às 22h, na sede da Nova Acrópole de Porto Alegre (confira detalhes no “Serviço”).
A programação abrange três aulas, que irão explorar a genialidade de Beethoven sob diferentes perspectivas:
22 de outubro – Ludwig Van Beethoven, um filósofo
Abordará como Beethoven, além de músico, também é visto como um filósofo, cujo exemplo de vida e ensinamentos continuam a reverberar no mundo atual.
23 de outubro – As 9 Sinfonias
Uma análise das famosas nove sinfonias de Beethoven, compreendendo o que torna essas composições tão especiais e representativas na carreira do compositor.
24 de outubro – A 9ª Sinfonia e Ode à Alegria
Focalizando a 9ª Sinfonia, considerada a obra-prima de Beethoven, e seu movimento final, a “Ode à Alegria”, hino à fraternidade e à união dos povos.
O valor para o curso completo (três aulas) é de R$ 150,00, ou R$ 70,00 por aula avulsa. As inscrições podem ser feitas diretamente na sede da Nova Acrópole Porto Alegre ou por meio dos canais de comunicação disponibilizados abaixo.
Sobre a Nova Acrópole
A Nova Acrópole é uma instituição internacional que se dedica à filosofia, cultura e voluntariado, promovendo o autodesenvolvimento e a reflexão sobre os grandes temas da vida por meio de obras filosóficas e literárias. Esta palestra faz parte do programa cultural que objetiva proporcionar reflexões filosóficas por meio da arte e da literatura. Atualmente, há mais de 100 escolas no Brasil. Todas são mantidas pelos seus membros de forma voluntária.
SERVIÇO:
O Quê: Curso “Vida e Obra de Ludwig van Beethoven” Quando: 22, 23 e 24 de outubro de 2024, das 19h30min às 22h Onde: Nova Acrópole Porto Alegre | Praça Marechal Deodoro, 148, Centro Histórico Quanto: R$ 150,00 (curso completo) ou R$ 70,00 (aula avulsa) Classificação etária: Livre
Informações e contato:
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O evento reúne música, slam, poesia, rap e hip hop, com artistas atuantes e engajados, dia 5 de outubro na Restinga. O financiamento é do Fumproarte, da Prefeitura de Porto Alegre
Espalhando música, teatro, performances, slam e poesia aos quatro ventos, o Projeto Dandô, uma iniciativa coletiva que tem na união de muitos artistas sua fortaleza, foi contemplado com o Fumproarte para promover um sarau na Restinga. Surgiu então o Sarau Dandô Conexão Restinga, que irá integrar os artistas do Coletivo Dandô POA aos artistas do Ponto de Cultura Africanidade da Restinga, em um sarau poético musical.
Com as presenças de Mario Pirata, Mariana Liz, Ubiratan Carlos Gomes, Tânia Farias e Elaine Regina, todos artistas do Dandô POA, com Mariana Marmontel (Poetas Vivos), Nega Daia e Nathy MC Poeta Desperta, o Sarau Dandô Conexão Restinga terá música, slam, poesia, rap e hip hop no Terreiro de Oxum (Reino de Oxum), Rua Arno Horn, 278, Restinga, dia 5 de outubro, a partir das 17h. Neste sarau será apresentada também a performance “O abraço” de Elaine Regina, na abertura, e a vídeo-performance “Aqui Fica”, de Tânia Farias e Mariana Rotili.
Tânia Farias- Foto Mariana Rotili/ Divulgação
O Dandô – Movimento de Artes e Saberes Dércio Marques é um movimento nacional de fomento à diversidade cultural em que poetas e músicos independentes do Brasil e alguns países da América Latina e Europa circulam, contando com uma rede de apoio local nas cidades envolvidas. Trata-se de um movimento colaborativo que permite essa circulação de artistas que não estão nas grandes mídias, mas que trazem a cultura do seu lugar, mostrando a riqueza da cultura brasileira. São diversos coletivos, mobilizadores locais, artistas, instituições, produtores culturais e afins. Dentro do seu propósito, também promove integração, democratização, circulação de ideias, pessoas e cultura, colaborando com uma sociedade mais sensível e participativa. Atualmente o projeto está presente em mais de 40 cidades brasileiras em uma rede que ultrapassa as fronteiras e se estende para outros países latino-americanos e da Europa.
Sobre os artistas
Tânia Farias é atriz e diretora de teatro e cinema, cantora, figurinista e artista visual. Desenvolve pesquisa e estudos sobre a presença e a ritualidade no trabalho da atriz e do ator. Integrante da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre desde 1994, também orienta o trabalho a partir de suas práticas coletivas em espaços públicos. Foi perfil da Revista Cult na série chamada “Dicções Femininas” e tem sua biografia “Tânia Farias, o teatro é um sacerdócio” de Fábio Prikladnicki, publicada pelo PoA em Cena. Criou e atuou em mais de 17 espetáculos teatrais, entre eles “O Amargo Santo da Purificação”, “Aos que virão depois de nós – Kassandra In Process” e “M.E.D.E.I.A.” e dirigiu espetáculos pelo Brasil e em Portugal.
Mário Pirata; Foto: Tayhu/ Divulgação
Auto intitulado poeta & brincadeiro na Estação Primeira do Imaginário, Mário Pirata atua desde os anos 80 nas artes pelo Brasil afora. “Sou marmanjo fantasioso, fazedor de sonhares, falador de versados, catador de ninharias, poentes desmaiados e manhãs descortinadas”, afirma. Vem dedicando-se à educação, brincando com crianças, conversando com adolescentes e adultos, apresentando-se em teatros, feiras, congressos, praças, instituições, espaços culturais diversos com a “aula-espetáculo roda de poesia”. Mário tem parcerias musicais com Tiago Ferraz, Fernando Corona, Karine Cunha, Zé Caradípia, Celau Moreira, Zé da Terreira, Silvio Marques, Mestre Ratinho Anselmo, Angelo Nerd, Ubiratan Gomes, Jaime Santos, Egisto Dal Santo e outros nomes de fora do Rio Grande do Sul. Tem dezenove livros publicados, participações em antologias e publicações. Escreveu espetáculos para grupos consagrados como A Caixa do Elefante, criou espetáculos ao lado de artistas como Deborah Finocchiaro e Marcelo Fornasier.
Mariana Stedele – Foto RafaCosta/ Divulgação
Mariana Liz é cantora, compositora, instrumentista, atriz, professora de canto e violão, palhaça, pacifista, discente do curso de música na UFRGS e da Clínica de Percussão de Paulo Romeu, no Afro-sul Odomode. Estudou na Escola Portátil de Música da Casa do Choro do Rio de Janeiro, fez e faz diversos cursos como o Curso de Aperfeiçoamento Badiart, com a musicista Badi Assad, no Conservatório de Tatuí e foi atuadora na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Pesquisa a música pelos povos originários e com culturas tradicionais do país. A artista integra o Grupo Água Ardente, gênero de samba e o coletivo Dandô, além de seguir carreira solo, cantando MPB e fazendo shows autorais.
Ubiratan Carlos Gomes participa do projeto Dandô desde a sua estreia em Porto Alegre, atuando como músico e como integrante da produção. Tem vasta história ligada à cultura popular, desde o tempo do Santa Preguiça, grupo que contava com Tiarajú, seu irmão gêmeo, e Texo Cabral, passando pelo consagrado grupo Anima sonho, trabalho voltado para o teatro de bonecos. Recebeu recentemente o Prêmio da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos, uma homenagem aos 50 bonequeiros que fizeram parte de sua história.
Elaine Regina é a personagem do de “A abraço”. Atriz, bonequeira, atuante nas Danças Circulares. Trabalha com pessoas com esquizofrenia e grupo de mulheres, fortalecendo o autocuidado.
Mariana Marmontel_foto Luis Ferreira/Divulgação
Mariana Marmontel/ Poetas Vivos é atriz, produtora e empreendedora cultural. Atualmente, integra o coletivo Poetas Vivos, levando educação antirracista, literatura e hip hop nos mais variados espaços como escolas, instituições públicas e privadas, entre outros. É designer da marca A Dona da Roda. Atua no movimento Hip-Hop em Porto Alegre deste 2014, desenvolvendo funções de Mestre de Cerimônias (MC) e produtora de eventos/shows nesse segmento. Em janeiro de 2020 apresentou a batalha no Palco Beat no Planeta Atlântida, um dos eventos mais midiáticos do RS.
Em 2004 Nega Daia entrou no movimento hip hop fazendo parte do grupo mais antigo da Restinga, o Black Time, que esteve em muitas apresentações nas comunidades, a maioria foi na esplanada da Restinga e Praça Zumbi dos Palmares. Em 2015, Nega Daia começou sua carreira solo, compondo e interpretando suas músicas, participando de vários eventos na esplanada da Restinga, no Teatro do Sesi, Teatro Renascença, Casa de Cultura Mario Quintana, IFRS da Restinga e de Porto Alegre, na quadra da Estado Maior da Restinga e na Estação Cidadania. Atualmente Daia tem duas músicas gravadas.
Nathy – foto @Lucxs_Sxntos- Gutierrez/ Divulgação
Nathy MCé conhecida como Poeta Desperta, criada na comunidade periférica Restinga Zona sul de Porto Alegre. Mulher preta, mãe do Kauan, Lucas e Luara. Também é rapper do grupo feminino Conexão Katrina, produtora cultural, criadora da marca Cryamus, e Slammer Master Slam e Slam Aquilombar. Poeta desperta, frequenta ativamente as rodas e comunidades de Slam. Agregando com sua música, arte, poesia e trajetória dentro da cultura popular e do Hip Hop.
SARAU DANDÔ CONEXÃO RESTINGA
Dia 5 de outubro, às 17h
Terreiro de Oxum (Reino de Oxum) – Rua Arno Horn, 278. Restinga
Entrada franca
O Sarau Dandô Conexão Restinga tem financiamento do Fumproarte / Secretaria Municipal de Cultura. PMPA
A transferência do acervo artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, do Instituto de Artes, para o segundo andar do prédio da Reitoria, no antigo Salão de Festas, no Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é o reconhecimento da importância para a cultura gaúcha e brasileira, desse conjunto de manifestações artísticas que denominamos artes plásticas.
Com mais de 2,5 mil itens, entre desenhos, gravuras, pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e objetos, a Pinacoteca é a mais antiga coleção pública de arte do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes coleções universitárias do Brasil.
O acervo estava em um espaço muito pequeno, praticamente inacessível para o público, no prédio do Instituto de Artes, Centro Histórico de Porto Alegre. Em 2021, graças a uma parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, o acervo artístico da Pinacoteca foi transferido, provisoriamente, para a Sala Fahrion, na Reitoria, conquistando agora um local definitivo.
De acordo com a coordenadora da Pinacoteca, curadora, historiadora da arte, professora do Instituto de Artes, Paula Ramos, a conquista desse espaço, no coração da Administração Central, confirma a vocação museal da Pinacoteca como mediadora e referencial para a sociedade e consolida um projeto em desenvolvimento desde 2014, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e o seu Departamento de Difusão Cultural.
Luiz Eduardo Achutti
Para ela, é muito emblemático a instalação da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo no prédio da Reitoria. “Até pouco tempo atrás, esse importante espaço servia como depósito. Agora, a estrutura da Pinacoteca ainda não está totalmente pronta, pois precisa ser mais bem equipada. No entanto, esse primeiro passo de torná-la visível é fundamental.”
A partir da aprovação do projeto pela Reitoria, o tempo para montar o acervo no novo espaço foi de um mês e meio, sendo inaugurado em 10 de setembro passado, em cerimônia para a comunidade acadêmica. “A coleção foi distribuída em cada parede por afinidades entre os trabalhos, independente da data de criação”, revela Paula Ramos.
Luiz Eduardo Achutti
Em uma das paredes, por exemplo, há quatro trabalhos em torno de fotografia. Um conjunto de três fotografias é de Marina Camargo, artista visual que trabalha em várias mídias, egressa do Instituto de Artes, e que hoje se divide entre Porto Alegre e Berlim, participando de exposições pelo mundo. Ao lado tem o trabalho de Sandra Rey, professora do Instituto de Artes. Ela entende a fotografia como imagem contaminada pelo real, mas uma vez isolada de seu contexto, é trabalhada como um material.
No mesmo espaço tem fotos de Rômulo Vieira Conceição, professor da UFRGS do curso de Geologia, artista visual que trabalha com diversos meios, entre eles a fotografia. Ele fez uma série ressaltando fragmentos. Ao lado, obras do artista Rogério Livi, professor de Física aposentado, com a série Floresta Encantada, fotografias de um mangue. São quatro trabalhos de fotografia dialogando com a terra de formas distintas.
Luiz Aduardo Achutti
Em outra parede tem fotos jornalísticas e históricas, como as do jornalista e professor de Fotografia da UFRGS, Eduardo Achutti, com as obras “Diretas Já”, imagem para fixar o momento icônico que representava toda a luta pela volta da democracia em 1984 e “O último trem”, com mecânicos da Rede Ferroviária Federal, extinta em 1999, empoleirados numa antiga locomotiva.
Neste espaço tem ainda Dirnei Prates, que desenvolve sua pesquisa artística desde 2007 com fotografia e vídeo utilizando imagens apropriadas de jornais, filmes antigos, fotografias e imagens do arquivo pessoal; além de trabalhos de José Leopoldo Plentz, fotógrafo graduado em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UFRGS e Luiz Carlos Felizardo, especialista em fotos preto e branco e em grande formato, com imagens de Maria Lídia Magliani, gaúcha de Pelotas, falecida em 2012, primeira mulher negra a formar-se no Instituto de Artes.
Arquivo
O acervo mais antigo do Instituto de Artes está numa sala climatizada, onde estão obras de Pedro Weingärtner, Ado Malagoli, João Fahrion, Oscar Boeira, Aldo Locatelli, Chico Stockinger, Iberê Camargo, entre tantos outros artistas.
O começo
O Instituto Livre de Bellas Artes (IBA) do Rio Grande do Sul foi fundado em 1908, apenas com o Conservatório de Música. Em 1910, foi criada dentro dele a Escola de Artes, com Libindo Ferrás como único professor e diretor.
A Pinacoteca surge com o objetivo primordial de constituir um acervo didático e, desde 1943 – com a inauguração do edifício do Instituto de Artes, no Centro Histórico, passou a se chamar “Pinacoteca Barão de Santo Ângelo” (PBSA), em homenagem a um dos mais notáveis nomes da arte oitocentista no Brasil: Manuel de Araújo Porto Alegre (Rio Pardo 1806/1879 Lisboa). Gaúcho que partiu muito jovem para a Corte, no Rio de Janeiro, e não mais retornou. Discípulo de Jean-Baptiste Debret, teve atuação fundamental nas instituições culturais de Segundo Reinado.
O acervo incorpora, majoritariamente, obras de professores e egressos do Instituto de Artes, bem como obras de artistas que participaram, entre 1939 e 1977, dos diversos salões de Arte que atraíam a Porto Alegre expoentes do circuito nacional e latino-americano.
A partir de 1939 começam a ser organizados os Salões de Arte do IBA com o objetivo de dar visibilidade ao que era produzido no Rio Grande do Sul e atrair pessoas de fora para participar. Por isso, a coleção tem um pé muito fincado nesses Salões. Esta prática vem desde o século IX com os Salões da Academia Imperial de Belas Artes, depois Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, que dava prêmios em dinheiro para a melhor pintura, escultura e desenho.
Pintura de Dimitri Ismailovitch/Arquivo
Algumas cidades começaram a promover Salões de Arte e o que tinha mais visibilidade era o de Porto Alegre. A pintura de Dimitri Ismailovitch, por exemplo, artista que veio da Ucrânia na década de 1920 para o Rio de Janeiro, passou a integrar a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo em 1955, quando foi uma das premiadas no VI Salão de Belas Artes.
Os Salões de Belas Artes do Rio Grande do Sul, promovidos entre 1939 e 1956, foram os eventos que efetivamente deram corpo à Pinacoteca. Na década de 1970 foram incorporadas as obras premiadas no Salão de Artes Plásticas da UFRGS, que ocorreu em quatro edições – 1970, 1973, 1975 e 1977.
Seis expulsões
Em janeiro de 1939, o Instituto de Artes foi expulso pela primeira vez da então Universidade de Porto Alegre por vários motivos, entre os quais a estrutura do prédio na rua Senhor dos Passos, Centro Histórico, que não atendia as necessidades de uma universidade. O Instituto de Artes foi expulso seis vezes e nesses períodos em que ficou fora se mantinha com a mensalidade paga pelos alunos.
Segundo Paula Ramos, o então diretor do Instituto de Artes, Tasso Corrêa, que ficou no cargo de 1936 a 1958, percebeu que era necessário dar visibilidade ao que era feito no Instituto de Artes para evitar novas expulsões. “Ele lutava para que o estudo da arte estivesse dentro da universidade e seus contemporâneos acreditavam que não era um tipo de conhecimento acadêmico.”
Montagem do Catálogo Geral 1910/2014 PBSA
Em 1958, quando o Instituto completa 50 anos, Tasso Corrêa juntamente com os professores, organiza o 1° Congresso Brasileiro de Arte e o 1° Salão Panamericano de Arte. Um Salão Internacional que pode ser considerado o embrião da Bienal do Mercosul que vai acontecer em 1997. O prédio inteiro tomado pelos participantes do continente americano. Participaram do salão 670 obras de 297 artistas divididas nas categorias: – Pintura – Desenho – Escultura – Gravura – Arte Decorativa – Arquitetura e Urbanismo -Teatro.
Junto com o Salão Panamericano acontece o 1° Congresso Brasileiro de Arte com intelectuais de todo o Brasil para discutir artes visuais, literatura, arquitetura, teatro e educação. Na época, a Revista do Globo ressaltou que um dos pontos importantes do Congresso foi a tese apresentada pela direção do Instituto de Belas Artes com recomendação para a formação de um Ministério das Artes, não aprovada pela maioria dos participantes.
Tasso Correa, conforme Paulo Ramos, temia pela manutenção do Instituto de Artes fora da universidade, cobrando mensalidade dos alunos, além do descarte da tese da criação do Ministério das Artes que seria encaminhada ao então presidente da República Juscelino Kubitschek. “Ele doou para UFRGS obras emblemáticas para ficarem no salão do Conselho Universitário. Uma delas, uma pintura imensa feita em 1958 por Aldo Locatelli chamada ‘As profissões’. Ali estão representadas as áreas de conhecimento da universidade e no meio está a representação do artista.”
Em 1962, quem recebe esses trabalhos é o reitor Elyseu Paglioli, que ficou 12 anos no cargo. Ele incorpora definitivamente o Instituto de Artes à UFRGS.
Em agosto de 2024, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo foi homenageada pela Associação Brasileira de Críticos de Arte com o Prêmio ABCA 2023 – Destaque Regional – Região Sul, durante uma cerimônia realizada no Teatro do SESC Vila Mariana, em São Paulo.
A comunidade pode conhecer o acervo artístico da Pinacoteca de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, mas é necessário agendamento prévio pelos e-mails acervoartes@gmail.com e/ou acervoartes@ufrgs.br. O visitante será acompanhado por integrante da equipe da Pinacoteca.
Encerra neste domingo a 18ª Feira Literária de Viamão, instalada na praça diante da Matriz Nossa Senhora de Conceição, no coração da cidade.
Além dos livros à disposição do público nos stands da feira, a programação incluiu eventos culturais – palestras, lançamentos, apresentações musicais e teatrais.
A abertura da feira, no 20 de setembro, foi precedida por uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, na nave da catedral, com a execução do Hino Rio-grandense, composto pelo maestro Joaquim Mendanha, músico mineiro que se tornou gaúcho e foi morador de Viamão.
“Ah, bentido o que semeia livros,
livros à mão cheia,
e manda o povo pensar”.
Escritor Alcy Cheuiche, patrono da 18a. Flivi
Citando os versos do poeta Castro Alves, o patrono da 18a FliVi, escritor Alcy Cheuiche, abriu o evento e, em seguida autografou o livro Viamão – Trincheira Farroupilha, romance histórico que resgata o protagonismo de Viamão nos idos de 35..
“A feira chega à maioridade destacando as maiores riquezas de Viamão, que são a sua história de pioneirismo e a exuberância de sua natureza preservada”, disse o jornalista José Barrionuevo, ao passar o cargo de Patrono para Alcy Cheuiche.
Outro destaque da feira foi o lançamento do livro A Visão e as Previsões de José Lutzenberger, organizado por Lúcia Britto, com textos premonitórios do grande ambientalista sobre a questão ambiental e as mudanças climáticas.
Já o livro Tamoyo, o time de Viamão, de Bira Mros e Juarez Godoy, lançado nesta quinta-feira, resgata os 80 anos do clube esportivo mais antigo da cidade.
Confira aqui, a programação da 18a. Feira Literária de Viamão:
O livro O Editor sem Rosto, do jornalista Elmar Bones, resgata a história e as ideias de Luigi Rossetti, o revolucionário italiano que criou e editou O Povo, o lendário jornal dos farroupilhas.
“Ele não podia aparecer, porque era um estrangeiro e acabou completamente esquecido”, diz o autor. Hoje, segundo Bones, “está clara sua importância, pois seus escritos no jornal e suas cartas são documentos valiosos para o entendimento de certos aspectos ainda não bem estudados da guerra dos farrapos e da República Rio-grandense, que manteve o Rio Grande do Sul por quase dez anos separado do Brasil.
Rossetti era filiado à Giovine Italia, organização que pregava a insurreição republicana para derrubar os reis e os privilégios da aristocracia. Vivia exilado no Rio de Janeiro quando Garibaldi chegou ao Brasil, em 1836.
Foi ele quem levou Garibalbi para falar com Bento Gonçalves na prisão, onde ficou acertada a participação dos italianos na Revolução Farroupilha.
Temperamento “veemente e fogoso”, segundo sua própria descrição, Rossetti foi, dos três italianos influentes no comando da Revolução Farroupilha, o único a morrer na guerra.
Foi morto na batalha do Passo do Vigário, em Viamão, em novembro de 1840. Ele estava na retaguarda do exército farroupilha que se retirava para a campanha, quando foram atacados de surpresa.
Publicado pela JÁ Editora, com apoio do Departamento de Memória Cultural de Viamão, o livro terá uma sessão de autógrafos na Feira Literária de Viamão, no sábado, 28 de setembro, após palestra do autor, a partir das 10h30.
A dez dias das urnas, a eleição em Porto Alegre está tomando um rumo inesperado.
O crescimento nas intenções de voto (de 11 para 17%, segundo a última pesquisa feita pela Quaest) e a entrada do governador Eduardo Leite na campanha, nos últimos dias, colocam a candidatura de Juliana Brizola, do PDT, numa posição decisiva.
Se confirmada a tendência de crescimento de Juliana, que já se pode perceber nas conversas informais e nas redes sociais, estará quebrada a polarização prevista entre Sebastião Melo (MDB/PL) e Maria do Rosário (PT/PSol/PCdoB).
De onde estão vindo esses votos, que alimentam a tendência de crescimento da candidata, se ela se comprovar? É a pergunta no ar.
As contundentes críticas que Juliana Brizola tem feito à administração de Sebastião Melo certamente vão sensibilizar, no mínimo, aquela fração que vai votar em Melo só por antipetismo.
Em qualquer circunstância, a candidata da frente de esquerda, Maria do Rosário, é a mais ameaçada neste novo cenário.
Até a hipótese de Maria ficar fora do segundo turno, impensável duas semanas atrás, se torna plausível nessa nova configuração e já há inquietantes discussões em grupos de WatsApp sobre o voto útil: levar Juliana para o segundo turno para impedir a reeleição de Sebastião Melo, repetindo o que ocorreu na eleição estadual que reconduziu Eduardo Leite ao Piratini, em 2022.
A campanha de Maria do Rosário melhorou, ela afinou seu discurso, tem se saído bem nos debates e entrevistas, seu programa no rádio e na tv se tornou mais objetivo e incisivo, mas a militância, grande força da esquerda, continua encolhida. Tudo indica que ela crescerá, mas pode não ser na medida necessária, apesar da garra e da determinação da candidata.
Quanto a Juliana Brizola, mesmo que permaneça em terceiro lugar no primeiro turno, ela será decisiva no segundo turno.
Candidata de uma aliança do PDT com o União Brasil, PSDB e Cidadania, mesmo que ela não declare apoio, seu eleitorado tende a migrar para Melo no segundo turno, selando, assim, mais uma vez, a sorte da frente de esquerda, liderada pelo PT.
É preciso considerar, porém, que um ponto forte da campanha de Juliana são as duras e pertinentes críticas que tem feito à gestão do prefeito, o que alimenta a hipótese de que seu provável crescimento possa se dar em cima do eleitorado de Melo. Melo nesta ultima semana incorporou à campanha o apoio dos caciques do MDB que se bolsonarizou, encabeçados pelo nonagenário ex-governador Pedro Simon. Mas sua campanha, repetitiva, dá sinais de que ele não tem muito o que mostrar. Os bordões e as frases de efeito tem um limite.
A consequência desses movimentos na reta final da campanha é que nem a hipótese de um segundo turno entre Maria e Juliana pode ser descartada. Mas nem nessa hipótese, pouco provável, a situação de Maria seria confortável, já que Juliana tende a ter, então, o apoio de Melo.
Aos 49 anos, Juliana Brizola iniciou sua carreira em 2008, quando se elegeu vereadora em Porto Alegre. Foi duas vezes deputada estadual (2010/2016), concorreu a vice-prefeita de Porto Alegre, na chapa de Sebastião Melo em 2016, na eleição vencida por Nelson Marchezan.
Apresenta-se sempre como herdeira política de Leonel Brizola, seu avô, mas para viabilizar alianças à direita nesta eleição suprimiu o símbolo que Brizola adotou para o PDT, a rosa vermelha da Internacional Socialista.
As cores predominantes em todas as peças de sua campanha são o azul e o amarelo.
Nota do Editor:Este artigo já estava escrito quando saiu uma pesquisa do Instituto Futura Inteligência, “em parceria com a empresa 100% Cidades” usando a abordagem CATI (entrevista telefônica assistida por computador). A pesquisa mostra um crescimento exponencial de Sebastião Melo e queda das suas duas oponentes. Não nos parece consistente o suficiente para alterar a nossa avaliação.
A dez dias das urnas, a eleição em Porto Alegre está tomando um rumo inesperado.
O crescimento nas intenções de voto (de 11 para 17%, segundo a última pesquisa feita pela Quaest) e a entrada do governador Eduardo Leite na campanha, nos últimos dias, colocam a candidatura de Juliana Brizola, do PDT, numa posição decisiva.
Se confirmada a tendência de crescimento de Juliana, que já se pode perceber nas conversas informais e nas redes sociais, estará quebrada a polarização prevista entre Sebastião Melo (MDB/PL) e Maria do Rosário (PT/PSol/PCdoB).
De onde estão vindo esses votos, que alimentam a tendência de crescimento da candidata, se ela se comprovar? É a pergunta no ar.
As contundentes críticas que Juliana Brizola tem feito à administração de Sebastião Melo certamente vão sensibilizar, no mínimo, aquela fração que vai votar em Melo só por antipetismo.
Em qualquer circunstância, a candidata da frente de esquerda, Maria do Rosário, é a mais ameaçada neste novo cenário.
Até a hipótese de Maria ficar fora do segundo turno, impensável duas semanas atrás, se torna plausível nessa nova configuração e já há inquietantes discussões em grupos de WatsApp sobre o voto útil: levar Juliana para o segundo turno para impedir a reeleição de Sebastião Melo, repetindo o que ocorreu na eleição estadual que reconduziu Eduardo Leite ao Piratini, em 2022.
A campanha de Maria do Rosário melhorou, ela afinou seu discurso, tem se saído bem nos debates e entrevistas, seu programa no rádio e na tv se tornou mais objetivo e incisivo, mas a militância, grande força da esquerda, continua encolhida. Tudo indica que ela crescerá, mas pode não ser na medida necessária, apesar da garra e da determinação da candidata.
Quanto a Juliana Brizola, mesmo que permaneça em terceiro lugar no primeiro turno, ela será decisiva no segundo turno.
Candidata de uma aliança do PDT com o União Brasil, PSDB e Cidadania, mesmo que ela não declare apoio, seu eleitorado tende a migrar para Melo no segundo turno, selando, assim, mais uma vez, a sorte da frente de esquerda, liderada pelo PT.
É preciso considerar, porém, que um ponto forte da campanha de Juliana são as duras e pertinentes críticas que tem feito à gestão do prefeito, o que alimenta a hipótese de que seu provável crescimento possa se dar em cima do eleitorado de Melo. Melo nesta ultima semana incorporou à campanha o apoio dos caciques do MDB que se bolsonarizou, encabeçados pelo nonagenário ex-governador Pedro Simon. Mas sua campanha, repetitiva, dá sinais de que ele não tem muito o que mostrar. Os bordões e as frases de efeito tem um limite.
A consequência desses movimentos na reta final da campanha é que nem a hipótese de um segundo turno entre Maria e Juliana pode ser descartada. Mas nem nessa hipótese, pouco provável, a situação de Maria seria confortável, já que Juliana tende a ter, então, o apoio de Melo.
Aos 49 anos, Juliana Brizola iniciou sua carreira em 2008, quando se elegeu vereadora em Porto Alegre. Foi duas vezes deputada estadual (2010/2016), concorreu a vice-prefeita de Porto Alegre, na chapa de Sebastião Melo em 2016, na eleição vencida por Nelson Marchezan.
Apresenta-se sempre como herdeira política de Leonel Brizola, seu avô, mas para viabilizar alianças à direita nesta eleição suprimiu o símbolo que Brizola adotou para o PDT, a rosa vermelha da Internacional Socialista.
As cores predominantes em todas as peças de sua campanha são o azul e o amarelo.
Nota do Editor:Este artigo já estava escrito quando saiu uma pesquisa do Instituto Futura Inteligência, “em parceria com a empresa 100% Cidades” usando a abordagem CATI (entrevista telefônica assistida por computador). A pesquisa mostra um crescimento exponencial de Sebastião Melo e queda das suas duas oponentes. Não nos parece consistente o suficiente para alterar a nossa avaliação.
“Portfólio” abre no dia 5 de outubro, às 11h, e pode ser visitada até 5 de novembro, na rua Casemiro de Abreu, 1412, bairro Bela Vista
Nos últimos 37 anos, o artista visual, arquiteto e curador Fábio André Rheinheimer tem mergulhado em uma pesquisa em fotografia, desenho, pintura e objetos tridimensionais. Dessa imersão, surgiram as famosas séries Waterfall, Planeta Vermelho e A Mãe do Ouro, produzidas em sequência na técnica desenho (grafite, lápis aquarela sobre papel); A Tempestade, outra série de fotografias impressas em tecido; e esculturas em acrílico cortadas a laser. Agora, esse conjunto estará reunido na exposição Portfólio, que inaugura no dia 5 de outubro (sábado), na AZ Galeria. A visitação ocorre até o dia 5 de novembro, de segunda a sexta, das 10h às 19h e, sábado, das 10h às 14h.
Obra WATERFALL – Foto Regina Peduzzi Protskof/ Divulgação
“Celebrando um percurso de quase quatro décadas, esta exposição apresenta um conjunto de obras representativas em minha produção. Concluo, assim, uma etapa importante em minha trajetória, revendo e refletindo sobre técnicas e temas que muito me inspiraram. Celebro essa caminhada, bem como a continuidade desse ciclo infinito das artes, em que se faz imprescindível mirar com acurada atenção outras possibilidades do fazer artístico que possam advir”, diz o artista.
André Rheinheimer – Foto Juliana Baratojo/ Divulgação
Com curadoria de Paulo Amaral, foram selecionadas 20 obras produzidas entre 2012 e 2024, período em que Rheinheimer se apropria de materiais e formatos distintos e mergulha na sobreposição, criando possibilidades no universo das artes.
Artista e obra. Foto Carlinhos Rodrigues/ Divulgação
“As primeiras obras de Fábio André Rheinheimer conheci em 2017, quando o convidei a expor nas Salas Negras do MARGS, do qual eu era diretor. A exposição, que tinha por título “Planeta Vermelho”, originária de outra série do artista denominada Waterfall, era composta por desenhos muito densos e primorosos, feitos com lápis de cor, aquarela e grafite sobre papel, exprimindo, pela qualidade dos sombreamentos, a volumetria daquilo que eu entrevia como panos dobrados. A lembrança daquelas imagens, em similitude, me vinha inculcada desde muitos anos antes, quando visitei a ala egípcia do Metropolitan Museum de Nova York, onde, numa pequena vitrine, se encontram expostos linhos egípcios meticulosamente enrolados, ainda em sua alvura original e aparentemente intactos. Pela idade daquelas raridades, algo como quatro mil anos, e por sua incrível conservação, a imagem dos linhos induzia à ideia de um milagre, algo de sacro em minha imaginação. Então, essa densidade no desenho de Fábio e a leveza dos linhos egípcios, como penso (e que tem muito a ver uma com a outra) provocaram em mim a ideia de eu estar em frente a um só objeto, apesar de estarem espaçados em sua produção por algumas eras. Aqui é como se uma fosse a releitura da outra. Outra série produzida pelo artista, agora em fotografias impressas sobre tecido, resultantes de uma só pintura em acrílico, com sucessivas mutações sobre si mesma, leva o nome de “A tempestade”, lembrando gestuais dramáticos como os acordes do movimento homônimo (4º) da Sinfonia Pastoral de Beethoven. Numa apresentação mais recente, Fabio apresenta a série “Naves Poéticas” que, em crescendo visual, desemboca nos “Pontos de Luz”, em que se utilizam acrílico rígido e outros elementos compositivos como suportes de lâmpadas LED. Esta última fase já traz em si um caráter utilitário. É nessa pluralidade das experimentações em sua trajetória de artista, e, também, na de curador de artes que ele exerce regularmente, revela um artista dinâmico e versátil, movido por rica imaginação e maestria no trato das técnicas que aborda”, escreve Paulo Amaral.
Obra Planeta Vermelho – Foto Regina Peduzzi Protskof/ Divulgação
SOBRE A AZ GALERIA
Em 2012, a artista plástica e empresária Angela Zaffari inaugurou a AZ Galeria em Bagé, inicialmente com uma proposta de expor os próprios trabalhos. Em pouco tempo, o espaço já contava com exposições de outros artistas que acreditaram na ideia de levar adiante uma galeria no interior do Rio Grande do Sul.
Em 2020, após sentir a demanda do mercado, ela resolveu inovar e criou um conceito inovador de galeria e loja à AZ Galeria. No local, além de um amplo acervo de arte, oferece uma linha exclusiva de estofados, mobiliário, tapetes, tecidos e objetos de decoração.
Em julho do ano passado, Angela inaugurou em Porto Alegre, sua cidade natal, um espaço com o mesmo conceito: uma loja ampla e aconchegante, localizada em uma bela casa na Rua Casemiro de Abreu, no bairro Bela Vista. O projeto leva a assinatura do arquiteto Francisco Pinto.
– Foto Juliana Baratojo/Divulgação
SERVIÇO
Exposição Portfólio
Artista: Fábio André Rheinheimer
Curador: Paulo Amaral
Onde: AZ Galeria (rua Casemiro de Abreu, 1412, bairro Bela Vista)
Abertura: 5 de outubro | Sábado | 11h
Visitação: até 5 de novembro | Segunda a sexta, das 10h às 19h e, sábado, das 10h às 14h