Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Público surpreende na volta da Bienal do Livro depois de quatro anos

    Público surpreende na volta da Bienal do Livro depois de quatro anos

    Quatro anos e uma pandemia depois, a Bienal Internacional do Livro volta a ser realizada de forma presencial em São Paulo.

    A 26a edição do evento teve início ontem (2) no Expo Center Norte, na capital paulista, e vem gerando filas gigantescas.

    Neste domingo (3) ensolarado, por exemplo, o público que decidiu visitar a Bienal do Livro reclamou de uma espera de até duas horas na fila para poder entrar no local.

    A dificuldade na fila também foi relatada por Nádia Miranda, 42 anos. Ela contou ter esperado por duas horas para poder entrar na Bienal. Apesar disso, ainda estava animada para participar do evento. “É cansativo [esperar na fila]. Mas acho que, quando a gente entra, vale a pena”, disse ela à reportagem da Agência Brasil. No evento deste ano, ela pretende comprar livros e entrar em contato com algumas autoras. “Acompanho muito as autoras independentes. Então hoje vim ver algumas delas que estão aqui expondo”, contou. Leitora voraz, segundo contaram suas amigas, Nádia reforça a importância da leitura nos dias de hoje. “O mundo atual está muito sujo, mas o mundo da arte é diferente: a gente consegue viajar”, disse ela.

    A trabalhadora da área de saúde, Marilene Bezerra de Sousa Oliveira, 51 anos, trouxe a família para a Bienal neste domingo. Após também ter passado duas horas na fila para entrar ao local, ela estava animada para participar do evento pela primeira vez na vida. “Eu não conhecia, é a minha primeira vez aqui. Não conhecia a Bienal. Sabia que tinha, mas essa é a primeira vez que estou aqui”, contou ela à reportagem. Marilene diz que lê menos do que gostaria, por causa da correria do dia a dia. Mas que sua filha lê bastante. “Eu leio menos do que minha filha. Ela lê dois livros por mês. Eu até lia, mas agora com a correria [fica mais difícil]”, disse ela.

    Do lado de dentro
    Dentro da Bienal, o que se viu também foi muita gente, muita aglomeração. Percorrer os corredores do Expo Center Norte não era uma tarefa simples a ser realizada neste domingo. Havia filas nos banheiros, nos corredores e até mesmo em alguns stands de livrarias. Mas isso não desanimou o público presente. Caso do estudante e recepcionista Mateus Henrique Santos, 17 anos. “É a minha primeira vez. E estou amando muito”, disse ele, muito animado, à Agência Brasil.

    Segurando diversas sacolas, repletas de livros que acabara de comprar, ele se mostrava muito feliz em ter conhecido a autora de uma edição que adquiriu neste domingo. “Não sei quantos livros comprei. Mas comprei, por exemplo, Jogador No 1 [Ernest Cline], do filme. Tem também uma autora que eu nunca li nada dela, mas comprei pela recomendação de uma amiga. E ela fez uma dedicatória para mim no livro As Férias da Minha Vida [Clara Savelli]”, contou ele.

    “Como vou pagar todos esses livros que comprei não sei. Mas comprei”, disse ele rindo, confessando que ainda iria fazer mais compras. “Agora pretendo andar mais. E talvez comprar mais alguma coisa porque meu aniversário está chegando e a minha irmã vai comprar mais coisa para mim”, falou. Nem mesmo as filas para pagar pelos livros ou a multidão que circulava pela Bienal o abalou neste domingo. “Eu amei. Eu gosto porque mostra que tem muita gente interessada em ler”, disse ele.

    Bienal do Livro

    Quem também não se abalou com a multidão presente à Bienal foi Rita de Cássia Leite Batista, 57 anos, que trabalha na área de educação. “É bacana. É motivador saber que tem muitas pessoas que gostam de ler ainda. Sempre incentivei minhas filhas a ler. Estou bastante contente porque ontem teve 500 mil pessoas aqui. E hoje está cheio também”, falou. Ao lado da filha, ela aproveitou um período de descanso para dar uma lida em um dos livros que havia acabado de adquirir. “Comprei alguns livros mas, na verdade, eu vim ver meu autor preferido que é o William Sanches”, disse ela, que aguardava o horário em que o autor faria uma sessão de autógrafos. “Já peguei a minha senha [para o autógrafo]. Vou dar um abraço nele”, contou ela.

    Além de sessões de autógrafos, palestras, venda de livros e contato com autores, a Bienal deste ano ainda conta com ambientes para selfies, como um que reproduz a capa do livro Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, ou um em que você finge ser uma boneca Barbie dentro de uma caixa. Há ambientes também específicos para o público infantil.

    Procurada pela Agência Brasil, a organização da  Bienal informou que tem a expectativa de receber, até o dia 10 de julho, um público de 600 mil visitantes.

    De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), realizadora do evento, o primeiro dia (2) da Bienal teve grande comparecimento do público ávido por novidades, o que provocou filas.

    De imediato, a direção da feira providenciou ajustes na operação, a fim de aprimorar ainda mais a estrutura voltada à visitação, prioritariamente no quesito da segurança dos visitantes. Por conta desse grande fluxo, a organização incorporou à rotina do evento, a partir de hoje um aumento no efetivo operacional”, diz a nota do evento.

     

  • Graça Craidy expõe “Olhos nos Olhos”, com diferentes temas, em Gramado

    Graça Craidy expõe “Olhos nos Olhos”, com diferentes temas, em Gramado

    Mostra com 54 obras tem abertura na sexta-feira (1º/7) e fica em cartaz até 31 de julho

    A exposição Olhos nos Olhos, da artista visual Graça Craidy, será aberta nessa sexta-feira (1º/7), às 18h, no Centro Municipal de Cultura de Gramado, onde permanecerá até o último dia do mês (31). A mostra montada por Graça, artista em evidência no cenário gaúcho nos últimos anos, é composta de 54 obras que abordam diferentes temas.

    Obra da mostra Olhos nos olhos- Divulgação

    A artista apresenta à população local e aos turistas da alta temporada de inverno quadros das séries Beijos de Cinema, Big Rostos, Velhos Profissão Solidão, Manifesto Antifeminicídio e Refugiados, além de flores e pássaros em pastel, entre outros.

    Nascida em Ijuí, em 1951, Graça declara-se profundamente apaixonada por retratos e em sua trajetória como artista visual já desenhou mais de 3 mil rostos, valorizando em suas obras muito mais a expressão que a chamada beleza em si, pois, segundo ela, é o que revela a alma dos retratados.

    Obra da mostra Olhos nos olhos – Divulgação

    Em Olhos nos Olhos, Graça afirma que montou uma coleção de obras criadas para tocar o coração de quem as fruir, dispensando que o visitante entenda de arte, mas que se deixe apenas levar pelo que sua visão descortina. A artista observa que sua arte não tem bula, basta olhar para entender. Por isso, convida o espectador a apenas abrir os olhos, reparar e escutar as respostas dentro de si. Ela deseja que ele se disponha a “entontecer com epifanias”. E conclui: “Tocou você? É o que me basta. A arte não serve para mais nada que nos devolver – divinos – a um estado alerta de reencantamento com o mundo”.

    A artista já foi publicitária em São Paulo e Porto Alegre e professora de Processo Criativo na ESPM-Sul, é graduada e mestre em Comunicação e transferiu-se definitivamente para as artes visuais desde 2011, quando ingressou no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Artivista, dedica-se fortemente à causa do fim da violência contra a mulher, sua série Até que a morte nos separe já foi exposta uma dúzia de vezes, para favorecer o debate e a consciência sobre o tema.

    Obra da mostra Olhos nos olhos- Divulgação

    SERVIÇO

    O QUÊ: Exposição Olhos nos Olhos, de Graça Craidy

    ONDE: Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen, Rua Leopoldo Rosenfeld, 818, Planalto, Gramado

    Telefone 54 3286 1955

    ABERTURA: 1º de julho de 2022, sexta-feira, às 18h

    VISITAÇÃO: Até 31 de julho, de 2ª à 6ª, das 8h às 17h30 e sábados, das 14h às 17h30

    Fotos: Divulgação da artista

  • Exposição sobre Chapeuzinho Vermelho, na visão de 34 artistas visuais

    Exposição sobre Chapeuzinho Vermelho, na visão de 34 artistas visuais

    Um dos contos de fadas mais famosos da humanidade vai virar exposição de arte. Com referência na clássica história infantil da Chapeuzinho Vermelho e curadoria de Fábio André Rheinheimer, “Breve Percurso da Floresta” apresenta obras de 34 artistas gaúchos no Espaço Cultural Correios, localizado na Av. 7 de Setembro, 1020, no Centro Histórico de Porto Alegre.

    Obra de Gustavo Baldasso Schossler- Foto: arquivo pessoal -Divulgação

    A exposição tem vernissage no sábado, 25 de junho, das 10h às 17h, e segue até o dia 30 de julho. Entrada franca.

    Obra de Marinelsa Geyer. Foto: Paula Batista- Divulgação

    A ideia de propor uma mostra de arte baseada no clássico que remonta ao século XVII nasceu antes mesmo da pandemia e começou a tomar forma no início deste ano. Para compor a exposição, Rheinheimer procurou levar para os artistas referências imagéticas das obras e lendas em torno de Chapeuzinho Vermelho.

    Obra de Marcelo Spolaor. Foto arquivo pessoal- Divulgação

    A proposta era sair do óbvio. “’Breve Percurso na Floresta’ é a última etapa de um projeto homônimo desenvolvido entre janeiro e abril de 2022, concebido como provocação, portanto, um questionamento aos artistas convidados a partir da referência conceitual da Chapeuzinho Vermelho”, conta o curador. “O projeto foi desenvolvido a partir de parâmetros, tanto visuais, quanto teóricos – além de um viés psicanalítico. O objetivo foi instigar pontualmente a reflexão sobre o tema para levar ao fazer artístico em suas várias formas de expressão”, detalha.

    Obra de Andréa Seligman. Foto: Arquivo pessoal- Divulgação

    O primeiro registro que se tem de Chapeuzinho Vermelho data de 1697, quando Charles Perrault publicou Le Petit Chaperon Rouge, a mais antiga versão escrita deste conto, que narra a história da menina vestida com uma capa com capuz vermelho, muito embora a versão mais popular seja a adaptação de autoria dos Irmãos Grimm, difundida em 1857.

    Obra de Douglas Fischer. Foto: arquivo pessoal- divulgação

    Os artistas

    Com essa inspiração, 34 artistas elaboraram produções em artes visuais, fotografia e escultura: Adela Bálsamo Armando; Adriane Krimberg; Alice Espaço Têxtil; Ana Espaço Têxtil; Ana Homrich; Andréa Barros, Andréa Seligman; Anelise Barra Ferreira; Clara Koury; Cynthia F. Jappur; Denise Giacomoni; Denise Wichmann; Daisson Flach; Douglas Fischer; Fábio Petry; Fátima Pinto; Graça Hund; Gustavo Baldasso Schossler; Heitor Bergamini; Inez Pagnoncelli; Kika Herrmann; Larissa Scaravaglione; Lena Kurtz; Marcelo Leal; Marcelo Spolaor; Marinelsa Geyer; Mery Bavia; Nara Fogaça; Noely Luft; Rejane Wagner; Roberta Agostini; Sandra Kravetz; Susane Kochhann; e Suzana Albano.

    Obra de Denise Giacomoni. Foto: arquivo pessoal-divulgação

    Breve Percurso na Floresta
    Exposição coletiva inspirada no clássico infantil de Chapeuzinho Vermelho

    Curadoria: Fábio André Rheinheimer

    Abertura: 25 de junho de 2022, das 10h às 17h

    Visitação: de 25 de junho a 30 de julho de 2022 – terça a sábado das 10h às 17h  

    Local: Espaço Cultural Correios, Av. 7 de Setembro, Nº1020, Centro Histórico, Porto Alegre

    Obra de Fátima Pinto Foto: Luis Felipe Marques Só- divulgação

     

  • Eduardo Chassa revela pinturas e desenhos em exposição no La Faísca Café

    Eduardo Chassa revela pinturas e desenhos em exposição no La Faísca Café

     

    “Eduardo Chassa, a sua arte brota incessantemente, parece superar a si mesmo a cada pincelada, a cada gesto, se transmutando em múltiplas facetas de seu trabalho. É um artista intenso em cuja trajetória se vê total desenvoltura do desenho para a pintura em um
    processo constante de busca de vida e transformação.”

    Assim Betânia Maria Rodrigues Gonçalves, a curadora da mostra, apresenta Eduardo Chassa, artista que expõe seu trabalho a partir do dia 24, no La Faísca Café;

    “Estilo intenso e sofisticado, cores vibrantes, força, vigor, traços que falam por si só misturando sentimentos de um artista em ebulição. Este é Eduardo Chassa, uma revelação nas artes plásticas, que faz com que sua arte
    dialogue com quem a contempla. Obras de um abstracionismo fascinante como suas telas Birds, Álamos, Anamnese em azul ou inquietações interiores nas telas aquário e mente inquieta.”

    Eduardo Tassa. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

     

    Quem é
    Bancário de Porto Alegre, formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em RH, aventurou-se no mundo das artes com 17 anos, ingressando em 1991 na antiga escola END, para seu primeiro curso de desenho, ministrado pelo professor Velci Soutier. Em
    2012 fez alguns cursos de desenho e Xilogravura no Atelier Livre da Prefeitura. Em 2013 ingressou na Faculdade de Artes Visuais da UFRGS.

    “Todo este percurso pelas artes aperfeiçoou seu conhecimento nas técnicas do desenho
    evoluindo para a pintura em acrílico, mas o que fala mais alto é o seu talento artístico impregnado no seu DNA” acentua Betânia Gonçalves.

    O vernissage Ciclotimias terá lançamento para convidados no dia 24/junho/2022,  no La Faísca Café, Av. Venâncio Aires, 1025 – Bairro Bom Fim, a partir das 18:00hs. A exposição permanecerá aberta ao público do dia 25/6 até o dia 14/07/2022.

     

  • DentroFora, clássico do teatro gaúcho, de volta em duas apresentações

    DentroFora, clássico do teatro gaúcho, de volta em duas apresentações

    Considerado um clássico do teatro gaúcho, DentroFora retorna a cartaz em Porto Alegre em apenas duas apresentações nos dias 24 e 25 de junho, às 20h, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa. Baseada na obra de Paul Auster, a premiada produção da Cia. Incomode-te tem treze anos de estrada e já foi visto por milhares de espectadores em 16 estados brasileiros.
    Liane Venturella em cena / Foto Alex Ramires/ Divulgação

    Protagonizado por Liane Venturella e Nelson Diniz, o espetáculo é a primeira montagem gaúcha inspirada no texto Hide and Seek, do cineasta e dramaturgo norte-americano Paul Auster. A obra homenageia uma das mais famosas criações de Samuel Beckett, Dias Felizes.

    Na trama, dois personagens – chamados apenas de “o homem” e “a mulher” – se encontram presos dentro de duas caixas, cada um em uma delas. O sentido vazio da palavra, a obsessão do homem em dar sentido à sua vida fazem as personagens pensar na sua nova condição. A peça explicita a imobilidade do ser humano perante a vida cotidiana, a partir de ações interiores das personagens.
    Nelson Diniz em DentroFora / Foto Alex Ramires/ Divulgação
     A peça conquistou os troféus Braskem 2010 de melhor espetáculo e direção (Carlos Ramiro Festerseifer) e Açorianos 2009 de melhor ator (Nelson Diniz) e cenário (Élcio Rossini).
      FICHA TÉCNICA:
    Direção: Carlos Ramiro Fensterseifer
    Elenco: Liane Venturella e Nelson Diniz
    Cenografia: Élcio Rossini
    Figurino: Rodrigo Nahas Fagundes
    Iluminação: Cláudia de Bem
    Operação de Luz: Nara Maia
    Trilha sonora original: Álvaro RosaCosta
    Assessoria de Imprensa: Léo Sant´Anna
    Produção: Letícia Vieira/ Primeira Fila Produções/ Cia Incomode-te
    Realização: Cia Incomode-te
  • Carlos Nejar é o patrono da 68º Feira do Livro de Porto Alegre , que volta de forma presencial

    Carlos Nejar é o patrono da 68º Feira do Livro de Porto Alegre , que volta de forma presencial

     

     

    A Câmara Rio-Grandense do Livro anunciou ontem, dia 20, pela manhã o nome do escritor Carlos Nejar como patrono da 68º edição da Feira do Livro de porto Alegre; Ele sucede o filho, Fabrício Carpoinejar, que foi o patrono da edição passada. Depois de dois anos de forma híbrida, a feira volta em formato totalmente presencial, entre os dias 28 de outubro e 15 de novembro, na Praça da Alfândega e espaços culturais próximos.

    Fotos: Câmara Rio-Grandense de Livros/ Divulgação

    Carlos Nejar tem 83 anos e é ocupante da cadeira número quatro da Academia Brasileira de Letras. Tem extensa produção como autor de poesias, ensaios, contos, críticas literárias e literatura infanto-juvenil.

    “Me puseram o título de patrono por generosidade, mas sou um servidor da Feira do Livro, quero servir, participar. Estou muito feliz por suceder o meu filho Fabrício e, também, pelo aniversário da minha terra. Feliz pelo calor humano e pela valorização do livro”, comentou logo depois do anúncio.

    O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur, destacou  a escolha do patrono dessa edição, como reconhecimento à extensa contribuição de Nejar à literatura brasileira. “É uma honra prestar essa homenagem a este escritor gaúcho que traz em sua obra, que é atemporal, a afeição pelo Estado. É a oportunidade das novas gerações conhecerem a fundo publicações importantes, como ‘O Campeador e o Vento’ (1966), ‘Canga’ (1993) e tantas outras”, afirmou..

    Nejar lançou seu primeiro livro, “Sélesis”, em 1960. Seus trabalhos mais recentes são “Senhora Nuvem” (Life Editora) e “A República do Pampa” (Casa Brasileira de Livros) e foram lançados neste ano. Há outras obras prontas, aguardando publicação.

    “Livro na gaveta é fantasma. Os originais incomodam como almas penadas. O livro saindo, eu me liberto. Vem a oportunidade, eu publico, mas tenho muitos livros inéditos”.

     Um homem do pampa

    Procurador de Justiça aposentado, há três décadas Nejar vive no Rio de Janeiro. Sua ligação com oRio Grande do Sul sempre fez parte de sua trajetória literária. Em 2018, foi lançado o dicionário “Carlos Nejar: Um homem do Pampa”, com mais de mil trechos de obras do escritor. A publicação foi organizada por Luiz Coronel e lançada pela Editora Mecenas.

    Nejar recebeu diversos prêmios literários e teve reconhecimento internacional. Em 1993, a publicação norte-americana Quarterly Review of Literature destacou o gaúcho como um dos grandes escritores da atualidade, ele era o único brasileiro. Em 2002, foi citado entre os 10 poetas mais importantes do Brasil pela revista Literature World Today.

    O patrono ainda foi considerado um dos 37 poetas-chave do século, entre 300 autores memoráveis, entre 1890 e 1990, pelo crítico suíço Gustav Siebenmann, em Poesía y Poéticas del Siglo XX en la América Hispana y el Brasil, em 1997. Em 2017, Nejar chegou a ser indicado ao Nobel de Literatura, segundo registros de notícias sobre o escritor em publicações brasileiras.

  • O mais importante festival de dança para crianças e jovens do País chega ao RS

    O mais importante festival de dança para crianças e jovens do País chega ao RS

    Competição com 200 coreografias será realizada de 16 a 18 de junho no Teatro CIEE. A bailarina russa Anastasia Dunets é uma das juradas. Abertura oficial será no dia 17 de junho com a participação especial do bailarino Paulo Rodrigues, considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade.

    O mais importante festival de dança para crianças e jovens do País chega ao Rio Grande do Sul com uma série de atrações confirmadas. O Festival CBDD Kids, promovido pelo Conselho Brasileiro de Dança, recebeu inscrições de mais de 30 escolas de dança do Estado, e vai contar com cerca de 200 coreografias em sua mostra competitiva. O evento será promovido de 16 a 18 de junho, no Teatro CIEEE, localizado na Rua Dom Pedro II, 861.  A gala de abertura será no dia 17 de junho, às 19h. Ingressos podem ser solicitados por WhatsApp: (51) 98064-4444 ou adquiridos presencialmente no Ballet Vera Bublitz, localizado na Rua Lucas de Oliveira, 158, em Porto Alegre.

     

    A responsável por trazer o festival para o Rio Grande do Sul é Carlla Bublitz, que dirige o Ballet Vera Bublitz (BVB) e é delegada regional RS do Conselho Brasileiro de Dança. “Estamos muito felizes por poder representar o Estado e abrir oportunidade para os talentos gaúchos da dança, da capital e do interior, mostrarem todo seu potencial”, destaca Carlla. Das 30 escolas de dança inscritas, apenas três são de Porto Alegre. As demais são de cidades como Caxias do Sul, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taquara e Santo Antônio da Patrulha.

    Carlla Bublitz – Foto: César Rodrigues/ Divulgação

    Os bailarinos, de 5 a 14 anos, vão concorrer em sete modalidades: ballet clássico de repertório, ballet clássico livre, ballet neoclássico, contemporâneo, estilo livre, jazz e danças urbanas. Os participantes foram inscritos em solos, duos e trios ou na categoria grupo.

    Entre os jurados, destaque para a convidada de honra, a bailarina russa Anastasia Dunets, que também vai ministrar workshops de dança durante o festival. Além dela, fazem parte do corpo de jurados: Gisele Vaz, presidente do CBDD e diretora do Studio Dançarte, de Goiânia, uma das mais premiadas escolas de dança do Brasil; Flávia Burlini, do Rio de Janeiro, professora credenciada do Royal Academy of Dance; Erick Gutierrez, professor de sapeateado e conselheiro do CBDD em São Paulo; Luciane da Rosa, de Dom Pedrito;

    Bailarina russa Anatasia Dunets. Foto: Acervo Pessoal/ Divulgação

    Gala de Dança

    A gala de abertura do Festival de Dança CBDD Kids será no dia 17 de junho, às 19 horas, no Teatro CIEE. O espetáculo contará com grandes nomes da dança, com destaque para a participação especial de Paulo Rodrigues. O paulista recebeu o título de melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville e é considerado um dos melhores bailarinos brasileiros da atualidade. Em sua trajetória passou por importantes companhias mundiais de dança, como Joffrey Ballet, de Chicago. Também foi convidado para dançar na Gala Stars, em Moscou, onde também cursou aulas no Teatro Bolshoi, da Rússia. No festival de dança, Rodrigues vai acompanhar a bailarina Júlia Xaver, do Ballet Vera Bublitz, no Gran Pas de Deux do Pássaro Azul.

    Bailarino Paulo Rodrigues – Foto:Acervo Pessoal/Divulgação

    Alladson Barreto, atualmente no Ballet West, dos Estados Unidos, é outro convidado do espetáculo. Barreto começou suas primeiras aulas de ballet clássico na Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhã em Natal (RN) aos 16 anos. Hoje, com 24 anos, é considerado um dos melhores bailarinos da atualidade com premiações como o SoDancaAmbassador (2018-2020) e finalista do Youth America Grand Prix (2018), a mais importante premiação mundial de dança. No festival de dança, em Porto Alegre, vai acompanhar a bailarina Catarina Costa, do Ballet Vera Bublitz.

    Julia Quinto. Foto: Daniel Martins/ Divulgação

    O espetáculo de gala contará também com a participação dos bailarinos Gabriel Suarez, do Uruguai, Abraão Alves, do Rio de Janeiro, e Gabriel Pagnusatti, do Ballet Vera Bublitz. Eles irão fazer apresentações com algumas das mais premiadas bailarinas do BVB. Entre elas, Julia Xavier, Júlia Quinto, Catarina Costa, Isabeli Greff, Alicia Sassi, Gabriela Menegat e Maiara Terra y Castro. Além das coreografias em dueto, as bailarinas vão apresentar os solos que levaram para o Youth America Grand Prix deste ano, nos Estados Unidos.

    SERVIÇO

    1° Festival CBDD Kids Porto Alegre
    Período: de 16 a 18 de junho
    Gala de abertura: 17 de junho, às 19h
    Local: Teatro CIEE – Rua Dom Pedro II, 861
    Ingressos podem ser solicitados pelo whatsapp: (51) 98064-4444
    Informações e regulamento: Instagram: @festivalcdbddkispoa

  • A escultura pública de Porto Alegre, em livro comemorativo de José Francisco Alves

    A escultura pública de Porto Alegre, em livro comemorativo de José Francisco Alves

     

    De autoria do historiador de arte José Francisco Alves será lançado dia 11 de junho, sábado, às 18 hrs, no Shopping Total, talvez o primeiro livro histórico a ser publicado no contexto dos 250 Anos de Porto Alegre (2022).

    A obra traz  amplo histórico geral (sobre a história da cidade) e específico (sobre as obras de arte pública) sobre a capital. São abordados centenas de trabalhos, dos primeiros exemplares instalados em 1865 (chafarizes franceses) às peças instaladas em logradouros públicos, em 2022.

    Edição do autor, obra de fôlego, com capa dura, 412 pág. e cerca de 1900 imagens a cores, atuais e históricas, peso de 2,365 Kg. Mesmo assim, o expressivo volume não é meramente um álbum fotográfico. T

     

    Trata-se de obra fruto de mais de 25 anos de pesquisa do historiador de arte, como obra reeditada a partir do livro de 2004 do autor (esgotado há anos), A Escultura Pública de Porto Alegre – história, contexto e significado.

    Como obra comemorativa, além da atualização de quase 20 anos de escultura pública, sob novas pesquisas, descobertas e revisões, o autor apresenta novos assuntos, como o histórico de como a cidade chegou à data de 26 de março (1772) como ato fundacional, algo que durou mais de trinta anos de discussões, polêmicas e conflitos intelectuais.

    Também há um apanhado com informações e fatos detalhados sobre a Exposição do Centenário Farroupilha (1935-36), evento e efeméride que legou em bom número obras de arte e monumentos à capital. E um amplo histórico sobre a estátua O Laçador, afinal, a obra de arte pública mais amada – e a mais importante do Rio Grande do Sul –, desde os detalhes da sua escolha até uma análise de como a obra vencedora do concurso – O Boleador – tornou-se O Laçador.

    O livro estrutura-se em:

    1– Três capítulos: a evolução da escultura pública de Porto Alegre; aspectos teóricos da arte pública e políticas de arte pública em Porto Alegre, no Brasil e no Mundo;

    2– Catálogo de obras – Verbetes com históricos resumidos (ou estendidos, dependendo do caso) sobre centenas de exemplos de escultura pública, organizados conforme a tipologia: Estátuas, Estatuária em equipamentos hidráulicos e fontes artísticas; Bustos, cabeças e relevos; Obeliscos e marcos comemorativos; Estatuária e elementos escultóricos no fachadismo (edifícios); Arte cemiterial; Obras de arte modernas e contemporâneas; Projetos não realizados.

    3– Glossário ilustrado e resumos biográficos exemplificativos de artistas e projetistas.

    A edição de “luxo” da obra é propiciada com patrocínio direto (não incentivado) pela Unimed, com apoio da SIDI Medicina por Imagem, que assim propiciaram à cidade ter esta obra ao bancaram a impressão do livro em gráfica nacional (em São Paulo) especializada em livros de arte.

    Com a venda dos exemplares o autor pretende recuperar os investimentos na viabilização das décadas pesquisa, design gráfico, revisões, e também em investir nos projetos futuros, edições de livros de arte com pesquisas em curso.

    – O Lançamento no Shopping Total será em um quiosque no piso Cristóvão Colombo (primeiro piso). *Em frente à Tabacaria Aymoré. Coquetel oferecido pelo Shopping Total. Valor do livro: R$ 200,00

  • Vitor Ramil apresenta álbum inspirado em poemas de Angélica Freitas, no Theatro São Pedro

    Vitor Ramil apresenta álbum inspirado em poemas de Angélica Freitas, no Theatro São Pedro

    Espetáculo, que marca o lançamento do álbum físico Avenida Angélica, abrirá as comemorações do aniversário do Theatro São Pedro

     

    Sem encontrar seu público desde março de 2020 por causa da pandemia de Covid-19, Vitor Ramil volta ao palco do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°) nos dias 4 e 5 de junho, para lançar o novo trabalho, Avenida Angélica.

    Inteiramente dedicado à poesia de Angélica Freitas, o espetáculo abrirá as comemorações do aniversário do TSP integrando a programação oficial dos 250 anos de Porto Alegre.

    O álbum foi gravado em áudio e vídeo em agosto de 2021, sem público presente, no canteiro das obras de restauro do Theatro Sete de Abril, em Pelotas, o terceiro mais antigo do Brasil.

    O álbum físico / Divulgaçõ

           Avenida Angélica traz 17 canções criadas por Vitor para poemas de sua conterrânea publicados originalmente nos livros Rilke Shake Um útero é do tamanho de um punho, mais a leitura do poema Ítaca pela própria poeta em vídeo gravado em Berlim, onde vive.   

     

    No palco, Vitor Ramil apresenta-se em formato solo, voz e violões de cordas de aço, em ambientação visual criada por Isabel Ramil, na qual iluminação, cenário e vídeos são uma espécie de segunda leitura não literal do poemas, conferindo ao show um caráter multimídia.

    Décimo segundo título da discografia de Ramil, o álbum físico de Avenida Angélica, tem formato único, maior e diferente que o de um CD convencional. Trata-se de um documento que reúne fotos em seu enquadramento original, poemas e canções; edição histórica e limitada do encontro dos artistas no histórico teatro de sua cidade natal.

               Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Sympla. Maiores informações pelo (51) 3227.5100.

    Vitor Ramil. Foto: Marcelo Soares/Divulgação

    VITOR RAMIL – AVENIDA ANGÉLICA

    Estreia do espetáculo e lançamento do álbum físico

    DIA 04 JUNHO (sábado): 21h 

    DIA 05 JUNHO (domingo): 18h 

    Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n°

    Centro Histórico Porto Alegre – RS – Fone: (51) 3227.5100

    Palco Principal – Theatro São Pedro

     CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE

    Recomenda-se o uso de máscaras dentro das dependências do Theatro São Pedro.

     SETORES E VALORES:

    Plateia: Preços entre R$ 75,00 e R$ 150,00

    Camarotes Centrais: Preços entre R$ 70,00 e R$ 140,00

    Camarotes Laterais: Preços entre R$ 45,00 e R$ 90,00

    Galeria: Preços entre R$25,00 e R$ 50,00

     VENDA ON LINE: https://bileto.sympla.com.br/event/73287/d/138384

     REALIZAÇÃO: Satolep Music e Ramil e Uma Produções

    PRODUÇÃO LOCAL: Cida Cultural

  • Tabu: os Nus e as Noivas de Sioma, em exposição dupla em Canela

    Tabu: os Nus e as Noivas de Sioma, em exposição dupla em Canela

     

    Higino Barros

    Pedro Luis Flores Filho tinha 15 anos quando descobriu uma caixa com fotografias, zelosamente guardadas, no fundo de um guarda roupa, por seu pai, o fotógrafo Pedro Flores que fora sócio, amigo (e considerado do mesmo nível) de Sioma Breitman, nome lendário na história da fotografia gaúcha. A caixa continha cerca de 30 negativos e cópias de nus femininos, feitos nos anos 1940 e 1950, por Sioma. Um tabu para a época.

    Essas fotos sempre fizeram parte do imaginário de Pedro Flores como adolescente e adulto e eram conhecidas somente pelos estudiosos da obra de Sioma. Agora elas chegam para o conhecimento e encantamento dos admiradores da trajetória do fotógrafo imigrante europeu que retratou como poucos a terra que ele escolheu para viver e onde fez história.

    “Quando o Sioma morreu, o Irineu Breitman, filho dele, procurou meu pai e deu a ele uma caixa com um monte de negativos. Eram fotos de nus femininos.

    Ele disse para o meu pai: Pedro, eu não sei o que fazer com isso. Acho que a pessoa mais indicada para guardar com isso é tu. “, conta Pedro Luis Flores como tais fotos foram chegar ao acervo de sua família.

    As fotos dos nus, junto com outras icônicas, das Noivas de Sioma, estão pela primeira vez sendo mostradas em conjunto pelo Canela Instituto de Fotografia e Arte Visuais e tem a curadoria de Fernando Bueno e Andréa Pires, a dupla responsável pela a majestosa exposição sobre obra de Sioma Breitman, no Farol Santander Cultural, no início do ano. Elas ficaram foram da exposição do Farol Santander.

    Quem já viu as fotos dos nus sempre as considerou como uma celebração ao corpo feminino, captada em cenários clássicos e com a perfeição de luz e sombra que caracterizam as fotos de Sioma Breitman, combinação que as tornam obra de arte.

    Abaixo, Fernando Bueno, curador das mostras e do Canela Instituto de Fotografia e Artes Visuais, escreve sobre as exposições:

    “O Canela Instituto de Fotografia e Artes Visuais nestes mais de vinte anos de existência nunca tolerou nenhum tipo de restrição de qualquer natureza, de credo, cor ou gênero. Sempre estivemos ao lado da cultura, da arte e principalmente da liberdade de expressão.

    Quando há 100 anos atrás Sioma Breitman, um judeu ucraniano escapou da sanha intolerante do Bolcheviques e aportou na América, procurou durante toda sua vida se expressar através de sua arte, a fotografia, com criatividade e liberdade.

    Não fez nenhuma restrição de classe social, raça, cor ou religião.

    Fotografou Getúlio Vargas, mas também retratou Luis Carlos Prestes, fez fotos de grande empresários tais como A.J. Renner, mas ao mesmo tempo eternizou os personagens de rua.

    Compartilhou seu conhecimento e talento com seus companheiros de profissão, fundou Associações, criou escolas, levou a fotografia do Rio Grande do Sul mundo afora, foi um libertário.

    Graças a isto seu trabalho hoje está em várias coleções importantes, duas delas estão expostas na nossa galeria.

    As icônicas Noivas de Sioma, que fazem parte da coleção do Museu Joaquim Felizardo, fazendo parte do acervo da fototeca que leva seu nome.

    A outra é inédita, pela primeira vez em uma galeria, a Coleção Pedro Flores de Fotografia. Vai estrear em grande estilo.

    Os Nus de Sioma, mesmo sendo multipremiados em salões de fotografias do mundo inteiro, ensaios produzidos no final dos anos 40 e início dos 50, são uma obra incrível que reverencia as mulheres e nunca foram expostos em conjunto.

    E se isso hoje é possível é graças a coleção Pedro Flores, sócio e amigo particular de Sioma, que faleceu em 2005 e tal qual seu parceiro tem uma obra espetacular que parte também está na Fototeca Sioma Breitman. Os Flores são fotógrafos quase um século, seus irmão eram fotógrafos, seu filho é fotógrafo e seus netos também.

    Graças aos respeito à fotografia e aos cuidados de Pedro Luis Flores, este acervo sobreviveu e hoje quase 100 anos depois podem ser expostos pela primeira vez.

    As Noivas e os Nus de Sioma quebram e rompem com todos os Tabus. São pura arte.

    Viva a Fotografia !

    Viva a Liberdade de Expressão! “

    SERVIÇO

    O Canela Instituto de Fotografia e Artes Visuais apresenta a exposição

    TABU – FOTOGRAFIAS DE SIOMA BREITMAN

    – Coleção de Pedro Flores e do Museu José Joaquin Felizardo

    – Curadoria de Andrea Pires e Fernando Bueno

    – Consultoria de André Severo

    Uma oportunidade de conhecer duas coleções incríveis de Sioma Breitman:

    – Os Nus, ensaios produzidos no final dos anos 40 e início dos 50, obras que reverenciam as mulheres e que nunca foram expostas em conjunto.

    – Noivas – uma coleção sensacional de fotografias que retratam o apurado e poético trabalho profissional deste grande mestre.

    De 03 de junho a 31 de julho de 2022 – na Galeria do Instituto na Casa Francesa

    Av. José José Luiz Corrêa Pinto, 299 – Canela

    Apoio: Velha Laje e Casa Francesa

    Saiba mais em: www.canelainstituto.com.br