O Via Trastevere retoma as atividades com projeto LA PhOTO Acústico.
A estreia da iniciativa ocorre neste sábado (23), a partir das 16h, com show do venezuelano Jorge Hernandez, mas o espaço foi reinaugurado nesta quinta-feira, com o pocket show do músico e produtor Romes Pinheiro, da empresa Máquina de Fazer Maluco. Sábado é a abertura oficial com a apresentação do cantor e músico venezuelano Jorge Hernandez é a primeira atração do projeto na casa que se localiza na TTravessa da Paz, 44, bairro Farroupilha.
Acompanhado do seu Quatro – instrumento popular em seu país de origem –, o bacharel em música do mundo com especialidade em canto na Codarts School of Arts em Rotterdam (Holanda), executará temas clássicos e folclóricos latino-americanos.
O show acontece das 17h às 20h (com intervalo de 30 minutos), mas desde às 16h o local – que conta com um bistrô com mesas ao ar livre – estará servindo chopp (da Cervejas AHAM) e petiscos preparados pela chef Belle Garoni, da João e Maria: a confeitaria on-line.
A coordenadora do Via Trastevere & LA PhOTO, Regina Protskof, destaca que o projeto La PhOTO Acústico acontecerá semanalmente, com a proposta de aproximar culturas diversas através da música e da gastronomia.
Além dos shows de sábado, o espaço também receberá apresentações de teatro, mostras de artes visuais e audiovisuais, entre outros eventos.
Para atender ao público cumprindo todos os protocolos sanitários de combate à propagação da Covid-19, o ambiente irá trabalhar com limite de 37 pessoas, respeitando o distanciamento recomendado. Também será disponibilizado álcool gel, e haverá higienização constante de superfícies com spray álcool 70%.
Para acessar o local, será necessário apresentar passaporte vacinal contra o coronavírus, além de usar máscara nos espaços de circulação.
Dentro da programação da casa, a performance Como as coisas chegaram aqui, do argentino Iván Haidar, ocorre de 28 a 30 de outubro, com sessões às 18h e às 21h, durante a programação do 28º Porto Alegre Em Cena. Os ingressos são gratuitos, mas devem ser retirados antecipadamente pelo site do Festival, por conta da plateia reduzida.
A galeria e espaço cultural ainda será uma alternativa de encontro para quem está circulando na cidade para assistir aos espetáculos presenciais e às performances do Festival.
Programação de outubro:
Noite de abertura: 21/10
Pocket Show com Romes Pinheiro
SERVIÇO
Estreia/ La PhOTO Acústico: 23/10
Show com Jorge Hernández
Ingressos*: R$ 58,40*estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda entre 15 a 29 anos pagam meia entrada.
**Reservas: (51) 999.63.08.07 (whatsapp)
Programação do Em Cena: Dias 28, 29 e 30/10
Como as coisas chegaram aqui* (Iván Haidar/ Argentina)
1ª sessão: das 18h às 19h30min (entrada do público a partir das 17h)
2ª sessão: das 21h às 22h30min (entrada do público a partir das 20h)
*Capacidade reduzida a 18 pessoas por sessão
** Retirada dos ingressos gratuitos deve ser feita antecipadamente pelo site do Festival
***Em todas as datas serão obrigatórios a apresentação do passaporte vacinal(carteira de vacinação contra a Covid-19) e documento com foto na entrada do estabelecimento, além do uso de máscara na circulação do espaço.
Trinta e três obras de trinta e três artistas que passaram pela Bublitz Galeria de Arte, nos 33 anos que ela está comemorando com uma exposição especial de 25 de outubro a 25 de novembro.
Está aberta ao público na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. A mostra também poderá ser conferida virtualmente na Bublitz Galeria Virtual de Arte no linkhttps://virtual.galeriabublitz.com.br/.
Antonio Soriano -.Acervo Pessoal/ DivulgaçãoSORIANO – SERIGRAFIA – 50 X 70cmSORIANO – SERIGRAFIA 50 X 70 cm
Nesta exposição comemorativa além de nomes consagrados da arte gaúcha e nacional como Ado Malagoli, Aldemir Martins, Carlos Scliar, Carybé, Jane de Bhoni, Kenji Fukuda, Vasco Prado e Vitório Gheno, haverá uma homenagem ao artista gaúcho Antonio Soriano, falecido em 2016, com o lançamento de uma série de cinco gravuras numeradas em uma parceria entre a Bublitz Galeria de Arte, a Família Soriano e a Arteprints, de São Paulo, a mais reconhecida empresa de gravuras artísticas do País.
Nascido em Santo Ângelo, em 1944, Soriano militou também na publicidade, atividade que lhe rendeu prêmios, como na arte. Alcançou destaque nacional e participou de várias exposições em diversas parte do País. Foi aluno de Rubens Galant Costa Cabral e de Ado Malagoli. Faleceu em julho de 2016, em Porto Alegre. “Soriano traduzia como ninguém em sua obra o inconsciente coletivo gaúcho dos pampas e foi um dos artistas mais importantes da história da Bublitz. Na galeria, protagonizou sete exposições individuais e participou de seis exposições coletivas”, informa o marchand Nicholas Bublitz.
Arte na veia
Nicholas está à frente da galeria desde que ela foi criada. Filho de Vera Bublitz, que fundou o ballet com seu nome há mais de 50 anos em Cruz Alta, Nicholas sempre teve sua vida rodeada de arte. Além da influência familiar, passou por espaços da arte nos Estados Unidos e na França. Aos 25 anos, quando retornou ao Brasil, decidiu abrir sua própria galeria de arte. “No dia 18 de outubro de 1988, fundei a empresa Bureau d’Art Comércio de Obras de Arte, nome do registro da Bublitz Galeria de Arte, que permanece até hoje”, conta.
Nicholas Bublitz. Foto: Paulo Garavelo/ Divulgação
“Ao longo de trinta e três anos de história, nomes da arte gaúcha e brasileira passaram pela Bublitz e se tornaram célebres. Outros já consagrados exibiram suas obras no espaço e continuam fazendo parte do acervo da galeria. Um recorte dessa trajetória poderá ser conferido pelos visitantes nessa exposição histórica”, convida.
O marchand Nicholas Bublitz respondeu às perguntas enviadas pelo JÁ Porto Alegre por email.
Pergunta: Currículo breve, profissional:
Resposta: Formação universitária e profissional. Associate of Arts Degree da Black Hills State University, Spearfish, Dakota do Sul, USA Bachelor of Arts in International Affairs da Universidade Americana de Paris, License em Droit pela Université de Paris 1, Pantheon Sorbonne, Paris, FrançaMBA em Marketing da Fundação Getúlio Vargas. A primeira galeria de arte em que trabalhei foi a Dakota Plus Gallery in Rapid City, Dakota do Sul, USA e depois em Paris, vendi gravuras assinadas para Galerie Art Cadre da Rue Dauphine em Paris, França.
VITÓRIO GHENO – OST – 2018 – 70 X 100 – COM CAIXA 90 X 120 cm – SÉRIE FLORES.VICTOR HUGO PORTO – AST – 2014 – 50 X 100 cm
Pergunta: O que caracteriza a Galeria Bublitz?
Resposta: Uma galeria voltada para a arte contemporânea que sempre foi norteada por trabalhar com artistas profissionais, na maioria gaúchos, que têm real valor de mercado.
Pergunta: No que ela se identifica e se diferencia de outros espaços privados de arte ?
Resposta: Nossa galeria não aluga parede! Para fazer parte do nosso acervo, o artista tem que se dedicar exclusivamente à arte, ter comprometimento com o trabalho, currículo e. sobretudo, visão de longo prazo. Nada pior do que investir em um artista que para de pintar! Temos arte como investimento com obras de grandes nomes como Gheno e Inos Corradin. E arte para decoração, com opções de quadros personalizados e também tapetes orientais, por exemplo.
Pergunta: Quais os momentos marcantes ao longo desses 33 anos?
Resposta: Os momentos marcantes foram as diversas exposições individuais que fizemos com artistas importantes como Vasco Prado, Aldemir Martins, Carlos Scliar, Inos Corradin, Chen Kong Fang, Kenji Fukuda, Antonio Soriano, Vitorio Gheno e muitos outros grandes nomes da arte brasileira. O momento mais importante foi a grande festa de comemoração dos nossos 30 anos de vida com o lançamento do meu livro: Como Investir em Arte no Brasil.
MARCELO HÜBNER – AST – 2020 – 100X160 cm – MERCADO DE FLORESINOS CORRADIN – OST – 2019 – 80 X 100 – COM CAXA 100 X 120 cm – O CASAL DE NAMORADOS
Pergunta: Como vê o cenário gaúcho de arte , pós pandêmico?
Resposta: Vejo o cenário gaúcho como incipiente, pobre, com pouca valorização da arte! No Uruguai, com uma economia muito menor que a nossa, qualquer artista importante vale pelo menos 3 vezes mais. Nossos preços de obras de arte importantes são muito, mas muito baixos se compararmos com o mundo ou até com São Paulo. Mas esse aspecto também traz algo positivo. Como as obras de artistas gaúchos, mesmo os mais renomados, estão com preços baixos em geral, a possibilidade de valorização acaba sendo alta, o que torna a arte gaúcha um bom investimento.
EDUARDO VIEIRA DA CUNHA – AST – 2021 – 80 X 120 cm – BONDE IIIARMANDO GONZALEZ – AST – MADRUGANDO (233) – 2020 – 25 X 70 – 3.000,00
Pergunta: Como foi e tem sido administrar a galeria em tempos de pandemia? Como era antes? Como é agora.?
Pergunta: O que projeta para os tempos pós pandêmicos no cenário de arte? Agora as redes sociais tiveram papel importante na continuidade. Como fica o presencial? Dá para fazer um comparativo ?
Resposta: Para o futuro, vamos manter a venda de obras de arte de forma remota que veio para ficar, e acreditando que a venda presencial vai demorar para chegar nos patamares pré-pandêmicos. As redes sociais são hoje o meio mais importante para divulgação do nosso trabalho.
ALDEMIR MARTINS – ACRÍLICO SOBRE CARTÃO – 46 X 35 – COM MOLD 56 X 68 cm – GATO BRANCO
Pergunta: Algo mais?
Resposta: Fato surpreendente é que durante a pandemia as pessoas continuaram a comprar obras de arte em bom volume, possivelmente pelo boom do mercado imobiliário e pelo fato de que ficaram em casa onde sentiram falta de arte.
Confira a lista completa dos artistas:
Ado Malagoli (in memorian)
Aldemir Martins (in memorian)
Ângelo Guido (in memorian)
Antônio Soriano (in memorian)
Armando Gonzalez
Carlos Scliar (in memorian)
Carmen Medeiros
Carybé (in memorian)
Claudia Stern
Eduardo Vieira da Cunha
Ênio Lippmann (in memorian)
Erico Santos
Fernando Ikoma
Flávio Scholles
Glênio Bianchetti (in memorian)
Golb Carvalho
Inos Corradin
Jane de Bhoni
João Carlos Bento
Juarez Machado
Kenji Fukuda (in memorian)
Marcelo Hübner
Márcia Marostega
Mario Soldatelli
Michelangelo Soldatelli
Mirian Garcia
Paulo Amaral
Paulo d’Avila
Rosy Moreno
Vasco Prado
Victor Hugo Porto
Vitório Gheno
Walter Balestra
Exposição Bublitz: 33 anos, 33 artistas
Bublitz Galeria de Arte
Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
Inauguração: segunda-feira, 25 de outubro, das 12h às 18h
Período: até 25 de novembro
Entrada Franca
Organizado em vinte capítulos, o livro “Reportagem- da ditadura à pandemia” mostra os bastidores de reportagens publicadas ao longo de um amplo período.
As histórias contadas pela jornalista Márcia Turcato são uma síntese que vai do golpe militar de 64 até a crise sanitária internacional provocada pelo novo coronavírus, expondo fatos nem sempre mostrados para o público.
No meio disso tudo, surgem histórias até engraçadas e inesperadas que mostram como os repórteres precisam improvisar em benefício da informação.
Natural de Porto Alegre (RS) e radicada em Brasília, a autora expõe alguns fatos singulares da capital da República, como a queda do governador José Roberto Arruda e a riqueza do turismo de aventura do Distrito Federal.
Além de fatos marcantes da história política do Brasil, como o retorno ao país do ex-governador Brizola, e alguns capítulos sobre epidemias que desafiaram o sistema público de saúde, como a cólera, influenza e covid-19.
Mas a publicação ainda revela reportagens de aventura, como um pedal no Amapá, duas viagens para a Antártica e o desafio de transitar pela Lagoa do Peixe (RS), além do risco que é cobrir violência no campo no Bico do Papagaio, na região Norte.
A jornalista Márcia Turcato vive em Brasília desde 1988, quando chegou na cidade para trabalhar na cobertura da Constituinte e passou por várias redações e assessorias de imprensa, principalmente na área da saúde.
Natural de Porto Alegre, também trabalhou na mídia gaúcha e catarinense. Turcato conta que o livro foi escrito como uma homenagem aos jornalistas profissionais que diariamente enfrentam o desafio de informar com ética e compromisso social em um cenário de pós-verdade.
Ela diz ainda que ficou muito feliz que o lançamento da publicação coincidiu com a entrega do Prêmio Nobel da Paz para dois jornalistas estrangeiros que combatem diariamente as fakes news, essa praga que constrói mentiras e coloca em risco a democracia em todo o mundo.
Participam da live para falar sobre a missão social do jornalismo e o enfrentamento da desinformação junto com Márcia Turcato, os jornalistas Wagner Vasconcelos, doutor em Ciências da Saúde, coordenador da Assessoria de Comunicação Social da Fiocruz em Brasília; Lígia Formenti, ex-repórter do jornal O Estado de S. Paulo e assessora de Comunicação Social do CONASS- Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde; e Elmar Bones, diretor do Jornal JÁ e Editora JÁ, de Porto Alegre (RS),
Bones foi pioneiro na redação da revista Veja e trabalhou nos principais veículos da mídia brasileira, como o jornal Gazeta Mercantil e a revista Isto É.
Serviço:
“Reportagem, da ditadura à pandemia”, de Marcia Turcato,
Live de lançamento dia 04 de novembro, quinta-feira, às 20h, no perfil da Editora Telha no Facebook
Editora Telha https://editoratelha.com.br/
Livro com 112 páginas, 20 capítulos, cinco ilustrações
Um novo e inusitado espaço cultural oferece à população e turistas que visitam Porto Alegre uma conjugação de fatores positivos e benéficos neste momento de crise sanitária e de ameaças de retrocesso político: ar livre, exposição de arte 24 horas por dia, gratuidade, possibilidade de total despojamento dos frequentadores.
Trata-se da Galeria Escadaria, espaço de arte instalado – como diz o próprio nome – em das quatro escadarias do icônico Viaduto Otávio Rocha, inaugurado em 1932 e tombado pelo município em 1988, no Centro Histórico da capital gaúcha. A escadaria em questão fica do lado direito da Avenida Borges de Medeiros para quem sobe da Rua da Praia, a principal da cidade, em direção à Duque de Caxias.
O produtor cultural e fotógrafo Marcos Monteiro acredita que a Escadaria é a única galeria a céu aberto no país. Ele criou o espaço, de 40 metros de extensão, fixando uma estrutura de metal na parede de um dos edifícios contíguos à escadaria, com a concordância e pagamento de taxa ao condomínio. O espaço expositivo é vigiado por uma câmera de segurança. Nunca houve roubo, vandalismo ou qualquer outra ocorrência. “O pessoal respeita a arte, sabe que é algo belo feito para todos”. Por uma graça arquitetônica, há na construção do prédio um pequeno avanço que faz as vezes de marquise e ajuda a proteger as obras da chuva.
De Erico a Caio, passando por Lya
Este mês de outubro trouxe uma novidade ousada, a exposição de pinturas em telas por um grupo de 18 artistas visuais, entre os quais alguns dos mais reconhecidos do Estado. Eles apresentam retratos de 26 escritores marcantes da literatura gaúcha. A mostra “Autorias”, de 1º a 31, seduziu a tradicional Feira do Livro de Porto Alegre que, na 67ª edição (de 29 de outubro e 15 de novembro) incorporou-a como evento prévio de sua programação. Até então, de março passado para cá, haviam sido realizadas na Escadaria exposições mensais de fotografias, as quais foram impressas e adesivadas em placas de PVA.
Muita gente tem ido à a galeria a céu aberto para matar a saudade de escritores já falecidos, como Erico Verissimo, Mario Quintana, Caio Fernando Abreu, Moacyr Scliar, João Gilberto Noll e Josué Guimarães, e também de contemporâneos, ora reclusos, como Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Carol Bensimon e Eliane Brum – Carol vive nos Estados Unidos e Eliane na Amazônia -, entre outros. Um detalhe de extrema delicadeza: as obras são fixadas na Escadaria numa altura adequada à visualização das crianças.
A artista Graça Craidy, organizadora a participante de Autorias, justifica a homenagem aos escritores no texto de apresentação da exposição: “O que seria de um povo se, entre sua gente, não surgissem prosadores dos seus enredos, mapeadores dos seus anseios, tradutores dos seus delírios, derrotas, renascimentos, paixões? A história de um povo é, também, além dos fatos, a história da sua imaginação. Nossa homenagem é para eles, os narradores da alma rio-grandense”.
O ex-secretário da Cultura Sergius Gonzaga, que falou na abertura oficial, no dia 2, disse que a galeria recupera um espaço “maravilhoso” para a cidadania no Centro, que “é um dos mais lindos do país” entre as capitais. Professor de Literatura, ele acrescentou que a mostra homenageia escritores que falaram direta ou indiretamente de Porto Alegre.
Todos os autores vivos homenageados saudaram a iniciativa em mensagens aos artistas. Puderam comparecer e o fizeram pessoalmente: Marô Barbieri, que falou em público na abertura agradecendo pelos demais que estiveram na Escadaria: Fernanda Bastos, Cíntia Moscovich, Lélia Almeida, Leticia Wierzchowski, Martha Medeiros, Claudia Tajes e Jane Tutikian. Também prestigiaram a exposição familiares de Simões Lopes Neto, de Carol Bensimon, de Caio Fernando Abreu, de João Gilberto Noll e de Oliveira Silveira.
Por meio de mensagem à Graça Craidy, Assis Brasil disse: “Parabéns pela iniciativa que vem reunir duas áreas artísticas tão próximas e dialogantes. É uma grande honra participar, contando com seu traço persuasivo e raro”. E Cíntia Moscovich acrescentou: “Quando a arte encontra a arte, a gente só celebra”.
Programa de pai, filho e amigos
Em meio ao feriadão do dia 12, o representante comercial Henrique Schmitt, de 56 anos, tomou conhecimento da exposição lendo notícia na Internet. Não hesitou em convidar o filho Artur e dois amigos dele, Lucas e Gustavo, todos de 16 anos, para conhecerem a exposição. Pai, filho e amigos viajaram 45 km desde Novo Hamburgo para contemplar obras de arte sobre as arcadas do antigo viaduto. Leitor “voraz”, Schmitt foi atraído pela temática da mostra e pelo inusitado da galeria no viaduto, cuja construção, para ele, “também é uma obra de arte”. Em uníssono, o quarteto disse que o programa valeu a pena.
O sucesso da Escadaria, que se consolida como novo point artístico e atrai para as artes visuais um público que não costumava frequentar museus e galerias tradicionais, valeu ao produtor cultural Marcos Monteiro uma homenagem da Câmara de Vereadores por incentivo à cultura e humanização do Centro. E ele recebeu a distinção na Escadaria, no meio de artistas e apreciadores das artes visuais.
Os artistas e os escritores homenageados
Beatriz Balen Susin (Luiz Antonio de Assis Brasil e Maria Carpi)
Bernardete Conte (Simões Lopes Neto)
Emanuele de Quadros (Luisa Geisler)
Erico Santos (Lya Luft e Moacyr Scliar)
Gilmar Fraga (Carol Bensimon e Erico Verissimo)
Graça Craidy (Dyonélio Machado e Marô Barbieri)
Gustavo Burkhart (Luis Fernando Verissimo)
Gustavo Schossler (Fernanda Bastos)
Gustavot Diaz e Ise Feijó (Caio Fernando Abreu)
Helena Stainer (Cíntia Moscovich e Cyro Martins)
Liana d’Abreu (Lélia Almeida)
Liana Timm (Eliane Brum e Mario Quintana)
Mariza Carpes (Leticia Wierzchowski)
Nara Fogaça (Martha Medeiros e Josué Guimarães)
Pena Cabreira (Claudia Tajes e João Gilberto Noll)
Thiago Quadros (Sergio Faraco)
Uiratan Fernandes (Jane Tutikian e Oliveira Silveira)
Em passagem pelo Brasil, o guitarrista norte-americano Phill Fest sobe ao palco do Butiá, no próximo domingo (17), para um final de tarde de jazz e, também, de bossa nova. Além de Nico Bueno (baixo), Ronie Martinez (bateria), o show contará com a participação especial do pianista João Maldonado. No repertório, os clássicos “Autumn Leaves”, de Jacques Prévert e Joseph Kosma, “A rã”, de João Donato, e “This Samba”, “Bossa Blues #2” e “Frajola”, de Manfredo Fest.
Nascido em Minneapolis, Minnesota, Phill é um dos músicos mais requisitados do sul da Flórida. Filho de pais brasileiros, Lili e Manfredo Fest, ele traz de berço a tradição musical. O pai era pianista e apreciador do jazz, em especial da música de Bill Evans, de Oscar Peterson e de George Shearing. Ele fixou residência em Los Angeles, onde começou a pesquisar a mistura do jazz brasileiro e o samba e gravou diversos álbuns, sempre valorizando a MPB no exterior.
As apresentações ao ar livre iniciam às 17h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail.
O rock instrumental com pegadas de blues, fusion jazz e psicodelismo da Pata de Elefante é a atração de abertura do projeto Jazz no Jardim, que acontece às 19h deste sábado, 16 de outubro, no Jardim Lutzenberger, 5º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ – Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). O show tem entrada gratuita, com ingressos limitados, cumprindo todos os protocolos de saúde. O Jazz no Jardim também será exibido ao vivo no canal do YouTube e na página da CCMQ no Facebook.
A programação faz parte do Plano Anual de Atividades, que tem planejamento e gestão de Cida Cultural, patrocínio do Banrisul e Lojas Renner. O Plano Anual, realização CCMQ, Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana (AACCMQ), da Sedac, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura do Governo Federal, prossegue até dezembro, com atrações musicais e espetáculos cênicos, de teatro, dança e circo pelos espaços do complexo cultural.
A Pata de Elefante surgiu em 2002, em Porto Alegre, e se tornou referência entre as bandas instrumentais, tanto brasileiras quanto internacionais. Já são quatro álbuns, um deles (Na Cidade, 2010) masterizado por Steve Rooke, mesmo engenheiro de áudio que trabalhou com os Beatles no Abbey Road Studios, em Londres. Em 2019, a Pata de Elefante passou a fazer parte da gravadora internacional Worldhaus Music. Com essa parceria, a banda se prepara para lançar em breve o quinto álbum.
A curadoria musical do Plano Anual de Atividades da CCMQ é do Distrito Jazz. Nesta fase, além do show da Pata de Elefante no Jardim Lutzenberger, também acontece a retomada do Projeto Música na Travessa. A Travessa dos Cataventos tem atração internacional no dia 30 de outubro, às 20h, com Ianaê Régia, Diego Ferreira & Nana Sakamoto Quarteto.
A agenda completa do Plano Anual contempla nove atrações musicais e outras dez de artes cênicas. As apresentações de teatro, dança e circo têm curadoria da Lucida Desenvolvimento Cultural. Todas as atrações da terceira edição do Plano Anual CCMQ 2021 (a iniciativa começou em 2018, mas não pode ocorrer em 2020 em razão da pandemia) contam com recursos de acessibilidade, como tradução em libras ou audiodescrição.
Jazz no Jardim – Pata de Elefante
Onde: Jardim Lutzenberger – 5º andar da CCMQ – transmissão ao vivo no YouTube e Facebook da CCMQ
Quando: 16 de outubro | sábado
Horário: 19 h
Em outubro, a família estará reunida em um programa ao vivo, na Sala Libretos, dia 19, às 19h, no facebook/libretoseditora. A estreia deste programa na 67ª Feira do Livro de Porto Alegre. Neste encontro, os cinco irmãos – Antônio Carlos, Maria, Luiz Francisco, Carlos, Andréa – e os dois filhos do Zeca, Juliana e Francisco, vão lembrar do Zeca, celebrar sua vida e sua obra.
José Gerbase Filho – para os familiares Zeca, o fotógrafo. Foi um artista que previu este pequeno livro que agora está aí, na Praça. Sua visão atmosférica, natural e urbana materializou-se nas fotos reunidas em capítulos: Zeca e a cor, as montanhas, São José dos Ausentes, Santa Catarina e Porto Alegre. São 60 fotos, entre em cores e preto e branco. A obra com 80 páginas e edição da Libretos tem organização de Luiz Francisco Gerbase e apresentação de Carlos Gerbase.
Carlos, cineasta, professor e irmão de Zeca constata as escolhas temáticas de Zeca: barcos e aves. “Creio que são importantes escolhas inconscientes: barcos e aves estão sempre viajando, navegando, voando. Se a natureza de São José dos Ausentes, com seus morros milenares e árvores seculares, tem uma beleza em lenta mutação, pelo jogo diário da luz do sol e pela passagem das estações, barcos e aves movimentam-se com dinâmica rapidez, como os carros que Zeca gostava de dirigir em trilhas que exigiam tração nas quatro rodas. Nesse contraste entre uma vida ligada à natureza e uma busca paralela da velocidade e da eficiência das máquinas está, quem sabe, uma das chaves para compreender o Zeca como ser humano”, observa.
E comenta, ainda, a iniciativa da família: “Esta é uma síntese incompleta do Zeca fotógrafo. Há muito negativo pra digitalizar e muitas novas paisagens pra revelar ao público. Sessenta anos de fotografia não cabem num livro só. Fica, contudo, essa homenagem de todos que conviveram com o Zeca e seu sorriso tímido, sua barba de diversos comprimentos, seus óculos elegantes, suas câmeras onipresentes, seus carros prontos para o barro, suas árvores no horizonte, seus barcos de madeira, suas aves em pleno voo, seu jeito prestativo de construir coisas e fazer favores. Foi-se o nosso irmão. Restou a saudade e a admiração pela sua trajetória como artesão, artista e amigo.”
José Gerbase Filho (07/11/1948 – 07/05/2021) era simplesmente Zeca para quase todos que o conheciam. Foi engenheiro mecânico e professor universitário na UFRGS. As fotos deste livro são do Zeca, fotógrafo aventureiro, e não do José Gerbase Filho, engenheiro competente e criativo.
Armarinhos Teixeira no MACRS. Foto: Felipe Dalle Valle/ SecomRS/ Divulgação
A nova diretoria da AAMACRS (Associação dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do RS) assume a gestão em um momento muito especial. A posse será na sexta-feira, 15 de outubro, às 18h, durante a abertura da exposição Aquilo que Circula, Emerge, que traz pela primeira vez ao Rio Grande do Sul a obra do artista paulistano Armarinhos Teixeira.
O evento será restrito a convidados, obedecendo aos protocolos de prevenção à Covid-19.
Compõem a nova diretoria da AAMACRS a presidente Maria Fernanda de Lima Santin (economista e empresária); a diretora técnica cultural Jaqueline Beltrame (gestora e produtora cultural); o diretor financeiro Luiz Wulff Junior (contabilista e advogado); o diretor de Captação e Compliance Fabiano Machado Rosa (advogado); o diretor institucional Márcio Carvalho (arquiteto); o diretor de Marketing Manoel Petry ( publicitário); a diretora de Comunicação Mônica Kanitz (jornalista); a conselheira fiscal Adriana Giora (artista visual); o conselheiro fiscal Fabio Baraldo (advogado) e o conselheiro fiscal Mauro Dorfman (publicitário).
O projeto expositivo, apresentado pelo MACRS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e pela Galeria Clima Porto Alegre, também é a primeira exposição oficial do novo espaço do Museu, localizado no 4º Distrito, em um prédio doado pelo governo do RS. A partir da mostra de Armarinhos Teixeira, a gestão da AAMACRS terá o desafio de conduzir e acompanhar todas as etapas da construção da nova sede do Museu. Em breve, será lançado o edital para contratação da empresa que ficará responsável pela obra, com recursos de R$ 3 milhões garantidos pelo programa Avançar na Cultura do governo estadual.
A exposição Aquilo que Circula, Emerge conta com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Pró – Cultura RS, com produção da Galeria Clima, patrocínio da MA Hospitalar e apoio das Tintas Killing, Instituto Iadê, Alexandre Mendonça Vinhos e Heineken.
Para o MACRS, este será um momento de renovação de uma parceria importante e que marca, oficialmente, o novo projeto do Museu. “A partir dessa inédita exposição do artista Armarinhos Teixeira em Porto Alegre e no espaço da futura sede do Museu de Arte Contemporânea do RS, renova-se o apoio da Associação de Amigos do MACRS, por meio da sua nova diretoria e parcerias. Junto com a Galeria Clima, Tintas Killing, Instituto Iadê, MA Hospitalar e Heineken, o MAC 4D continua a expandir a sua rede de amigos e patronos para realizar grandes mostras e projetos artísticos neste novo lugar da arte contemporânea na capital. Aquilo que Circula, Emerge é a própria metáfora da era contemporânea e de um Museu que se movimenta e edifica sempre sob novas visões de mundo”, destaca André Venzon, diretor do MACRS.
Segundo a empresária Maria Fernanda de Lima Santin, presidente da nova diretoria da Associação de Amigos do MACRS, é uma honra fazer parte da história do Museu neste momento tão importante. “A expectativa é de que esta exposição tão instigante seja uma grande oportunidade de inserir o novo MACRS na cena cultural de Porto Alegre e atrair mais associados e novos investidores para este projeto que já nasce essencial para a arte contemporânea do nosso estado e do Brasil”, acrescenta.
Armarinhos Teixeira
Armarinhos Teixeira é um artista brasileiro expoente da bioart, movimento que estuda a morfologia das coisas orgânicas que estão entre a cidade, a mata e as áreas mais áridas, o que dá forma a seus trabalhos. As matérias-primas utilizadas em seus processos de fabricação são compostas por diversos produtos industriais, como poliéster, aço, borracha, algodão não beneficiado, argila e couro. “A obra de Armarinhos é marcada pela intensidade e se espalha como uma miragem contemporânea, instigando a imaginação de quem a observa”, comenta a curadora da exposição, Daniela Bousso.
Aquilo que Circula, Emerge
Visitação: de 16 de outubro a 21 de novembro
Horário: das 12h às 18h
Local: MACRS 4º Distrito (Rua Comendador Azevedo, 256) – Bairro Floresta
* A entrada é franca e as atividades seguirão todos os protocolos sanitários referentes à prevenção da Covid-19 determinados pelas autoridades públicas.
A Exposição Percorre-me do fotógrafo João Albuquerque inaugura um novo momento do Studio d, espaço de saúde e cultura no bairro Rio Branco, em Porto Alegre, que tem como propósito promover bem-estar e qualidade de vida através do intercâmbio e encontros entre práticas e saberes. Percorre-me propõe uma interlocução entre o corpo humano e o território, entendendo-o como uma unidade geográfica que se conecta consigo mesma e com o planeta.
A exposição, com curadoria de Cintia Del Pino, é composta por 12 fotos, preto e branco, tamanho 99cm x 67cm, que associa imagens da Bolívia a corpos brasileiros. Após visitar vários países latinos, João Albuquerque escolheu este país porque o faz lembrar um núcleo-coração de onde emerge toda a nossa latinidade e essência.
Além de explorar territórios corporais, mostra a relação desses corpos com a cultura latino-americana e como lidam com a limitação das fronteiras geográficas. “Entender a singularidade na pluralidade do povo latino-americano é a chave para abraçar a humanidade como o único organismo vibrante”, resume Albuquerque.
João Albuquerque é pernambucano, radicado em Porto Alegre, estudou fotografia, em Recife, e Semióticas Artísticas de Produções Contemporâneas, em Porto Alegre. Ele explica que o trabalho surgiu por uma necessidade de escape: “Prestar atenção nas cenas, nas cores e no que eles poderiam traduzir. Pessoas em seus variados contextos, paisagens e detalhes são a minha inspiração.”
Studio d
O Studio d foi pensado inicialmente para aulas de Pilates, atendimento fisioterapêutico e assessoria ergonômica. Segundo sua fundadora, Daniela Lagranha, “é de extrema relevância ampliar nossos entendimentos a respeito de saúde e, para que isto aconteça, é fundamental pensarmos na cultura como uma via colaborativa para acessar o corpo na sua integralidade, na relação consigo mesmo, com os ecossistemas e com o planeta, pois a nossa saúde depende da saúde do planeta e destas correlações”.
A exposição Percorre-me está no Studio d, com hora marcada para visitação, respeitando todos os protocolos de prevenção da Covid-19, até o dia 16 de outubro.
Mais informações e agendamento:
Instagram: @studio.d poa
Telefone: (51) 98144-2001
Endereço: Giordano Bruno 312, sala 2, Porto Alegre/RS
O Auditório Araújo Vianna reabre neste sábado (9),após 20 meses fechado por conta da pandemia da Covid-19.
Nesse tempo além de “eventos-teste”, a casa passou por as obras de reforma como reforços estruturais, revitalização e paisagismo.
Ao todo foram investidos R$ 2,5 milhões pela Opinião Produtora que administra o local.
O show de reabertura da casa cantora Maria Rita às 20h, com o espetáculo Samba da Maria, às 21h, De acordo com os protocolos sanitários, o auditório está autorizado a receber o público máximo de 2.100 pessoas.
Até o fim do ano diversos artistas estaduais e nacionais passarão pelo anfiteatro.