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Por Sergio Lagranha
O ano começou com professores na rua em Porto Alegre. Um “pedágio solidário” promovido pelo Cpers Sindicato ocupou a Esquina Democrática na tarde desta quinta-feira.
“A entidade arrecadou alimentos e valores em dinheiro para serem encaminhados aos professores em pior situação financeira”, segundo o Correio do Povo.
“Vamos encaminhar para os colegas que estão com o ponto cortado, sem 13º e passando por uma situação extremamente triste de falta, quase, de subsistência. Nós temos professores já com ordem de despejo, corte de luz, em situação extremamente difícil. Fizemos esta ação para ajudar aqueles mais vulneráveis”, explicou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
No início da tarde uma comitiva do sindicato foi à sede do governo, tentar uma audiência com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian. Um assessor do governador atendeu a presidente do Cpers e os demais dirigentes na porta do Palácio Piratini.
Ela expôs a proposta de antecipar para segunda feira, 6, a reunião sobre o encerramento do ano letivo, marcada pela Secretaria de Educação para o dia 10.
“Queremos atender imediatamente aos alunos, para encerrar o ano. Mas para reiniciar as aulas precisamos ter garantia de que não teremos corte no ponto”, afirmou Helenir.
O governo não se manifestou sobre a possibilidade de antecipar o encontro.
Em nota, a Secretaria da Educação deixou claro o impasse, ao afirmar que “só haverá negociação em relação ao corte do ponto dos grevistas após a recuperação total do ano letivo”.
Ou seja: os grevistas só voltam às aulas com a garantia de que os dias parados, já descontados no salário de dezembro, serão abonados. E o governo diz que só negocia sobre corte nos salários quando as aulas forem retomadas.
Segundo a secretaria, 115 escolas (de um total de 2,5 mil) continuam totalmente paralisadas em função da greve dos professores.
A Seduc está orientando os alunos que precisarem de documentação para comprovar encerramento do ano letivo, para ingresso em universidades e cursos técnicos: devem procurar as escolas ou a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) da região em que residem.
A Secretaria contabiliza oficialmente 25 dias de paralisação, entre 14 de novembro e 19 de dezembro.
NOTA DO CPERS


A persistência em penalizar educadores(as) coloca em risco a conclusão do ano letivo e a formação de milhares de estudantes. A retomada das aulas depende apenas do governo, mediante acordo de greve assinado entre as partes.
Pedágio Solidário

Antes, dezenas de professores(as) e funcionários(as) protestaram contra o corte de ponto dos servidores(as) em greve e o pacote de Eduardo Leite. Na Esquina Democrática, coração da capital, educadores(as) distribuíram panfletos e arrecadaram alimentos e dinheiro para auxiliar grevistas que tiveram seus salários cortados.

A historiadora e servidora da Cultura, Estela Machado, prestou sua solidariedade. “A gente também está na luta por melhores condições e por serviços públicos de qualidade. No final do mês retomaremos nossa greve também, estamos juntos no movimento”, disse.

Este é o segundo pedágio solidário promovido em Porto Alegre, que arrecadou em torno de R$ 1 mil, valor que representa o dobro da ação anterior, realizada no dia 30. Com o dinheiro, são comprados alimentos não perecíveis para montar cestas básicas e auxiliar educadores(as) que estão passando por necessidades.

Após o movimento no Piratini, o Comando de Greve se reuniu para debater as estratégias de ação até a próxima semana. O Conselho Geral do CPERS será convocado para o dia 6, próxima segunda-feira, a fim de discutir o acordo de greve e a mobilização para a possível votação do pacote no final do mês.

Caso o Piratini mantenha a reunião para o dia 10, o comando também deliberou pela realização de ato estadual da categoria para pressionar pelo acordo.

As propostas aprovadas na Assembleia do dia 20
Trabalhar que é bom, nada !!! … os piores professores das piores escolas com os mais baixos índices de ensino do mundo , tem coragem de querer receber sem trabalhar e, pasmem……”pedem aumento de salário!!!”
Vai trabalhar vagabundo, vai trabalhar criatura, Deus permite à todo mundo, uma loucura.