Manifestantes derrubaram as cercas de segurança e invadiram a Assembleia Nacional no centro de Quito, capital do Equador, nesta terça-feira.
A atividade parlamentar havia sido suspensa na segunda-feira, depois das brigas que aconteceram nos arredores.
A ocupação durou poucas horas, os manifestantes foram expulsos pela polícia que usou bombas de gás lacrimogêneo, mas a agitação é incontrolável na capital
Na véspera, o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou a transferência da sede do governo Quito para a cidade de Guayaquil – a 420 quilômetros da capital.
Na tarde de segunda, Lenín Moreno era aguardado para uma entrevista coletiva no Palácio de Carondelet, sede da presidência, quando o grupo de jornalistas foi orientado a abandonar o prédio.
Pouco depois, a televisão transmitiu uma declaração do Presidente rodeado pela cúpula militar a partir de Guayaquil, no sul do país, em que era anunciada a transferência da sede governamental.
“Me mudei para Guayaquil e mudei a sede do governo para esta cidade amada de acordo com os poderes constitucionais que me competem”, disse Moreno em cadeia de rádio e TV.
Moreno – que decretou o Estado de Exceção como medida de força para conseguir pôr em prática um pacote de medidas econômicas acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) – diz que as mobilizações pelo país desde quinta-feira (3) “não são manifestações de descontentamento”, mas “atentados” à ordem democrática.
“Saques, vandalismo e violência mostram que há uma tentativa de quebrar a ordem democrática”, afirmou.
O pacote anunciado em 2 de outubro a pretexto de reaquecer a economia eliminou subsídios ao combustível (causando aumentos de mais de 120%) e reduziu os benefícios salariais a funcionários públicos contratados temporariamente.
“A eliminação dos subsídios aos combustíveis é histórica e retira bilhões de dólares das mãos dos contrabandistas. A decisão garante uma economia sólida”, afirmou o presidente.
Comunidades indígenas realizam protestos com enfrentamento pelo interior do país e milhares chegaram a Quito para engrossar os protestos..
Na chegada dos primeiros grupos de comunidades indígenas, a polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os ativistas que se aproximavam da sede do governo. Vídeos postados em redes sociais mostram as ações das forças policiais e, em alguns casos, as tentativas dos manifestantes de enfrentar a repressão.
Nos últimos dias, protestos gigantesco têm ocupado estradas, lojas e fábricas. Há imagens de confrontos com a polícia distribuídas em redes sociais.
Em Quito, o presidente da Câmara decretou estado de emergência. Em Guayaquil foram bloqueadas pontes e acessos rodoviários.
Em seu pronunciamento, Moreno reafirmou que não irá recuar do corte ao subsídio aos combustíveis. “É essencial para que a nossa economia seja saudável”, justificou.
Moreno foi eleito em 2017, com apoio do ex-presidente Rafael Correa, do qual era vice, com a promessa de dar continuidade à Revolução Cidadã – como era chamado o processo de transformações de cunho progressista.
Logo depois da eleição, porém, adotou um discurso de ruptura e de adesão a políticas neoliberais. Aproximou-se dos Estados Unidos e passou a perseguir ex-integrantes do governo anterior, inclusive o ex-presidente Correa, que vive uma espécie de exílio na Bélgica.
Lenín Moreno atribui a Correa articulações para desestabilizar seu governo.
(Com RBA, Globo, El Pais, El Heraldo)
Autor: da Redação
Equador: na capital sem governo, comunidades indígenas invadem Assembleia
MInha Casa em Gravataí: prefeitura diz que Estado não cumpriu sua parte
A assessoria de imprensa do Palácio Piratini divulgou em manchete a entrega das primeiras 848 casas do conjunto residencia Breno Garcia, em Gravatai, na semana passada..
Trata-se do maior projeto do programa Minha Casa Minha Vida no sul do país, que está sendo entregue com cinco anos de atraso.
Diz a nota do Piratini:
“Com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e do secretário de Obras e Habitação, José Stédile, foram entregues as chaves para 848 famílias de um total de 1.012 unidades previstas na segunda fase do residencial Breno Garcia, em Gravataí. O governo do Estado, por meio da Secretaria de Obras e Habitação (SOP), investiu R$ 5 milhões no empreendimento, que também conta com aporte dos governos federal e municipal”. Foi omitido o prefeito de Gravataí, Marco Alba.

Segundo a assessoria, o secretário José Stédile destacou “a união entre Municipio, Estado e governo federal”.
Já a assessoria de imprensa da Prefeitura, na nota que divulgou, não só omitiu a presença do secretário Stédile, como acusou o governo do Estado de “não ter cumprido sua parte no empreendimento”.
Diz a nota da prefeitura:
“Com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, o governo federal, a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal (CEF) entregam às 14h30 desta sexta-feira, 4, a segunda fase do Residencial Breno Garcia, na Estrada Arthur José Soares, o maior Minha Casa Minha Vida do sul do país, com um total de 2.025 unidades habitacionais”.
Em outro trecho:
” Além do prefeito Marco Alba, a solenidade contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Luiz Mahl, e do diretor da EmCasa Construtora, Carlos Tannus”.
Na nota do Palácio Piratini diz que o secretário Stédile ressaltou a importância da união entre Estado, Município, como fundamental para a conclusão do projeto. A nota da prefeitura não registra sequer a presença do secretário.
O conjunto vai abrigar familias que eram residentes em áreas de preservação permanente, alagadiças ou de leito viário situadas nos bairros Ambrozina, Caça e Pesca, Vila Imperial, Itatiaia, Jardim das Palmeiras, Padre Réus, Parque da Lagoa, Travessa Savana, Cegonheiros, Heineken, Xará, Vila Rica, Parque dos Anjos (ponte), além daquelas que estavam com aluguel social municipal ou estadual.
As casas têm 40,73 metros quadrados, divididos em dois dormitórios, banheiro, cozinha sala de estar e área de serviço externa.
“Governo do Estado foi o único a não cumprir com a sua parte”
“No que deveria ter sido uma parceria dos três entes no projeto de construção do Residencial Breno Garcia, envolvendo governo federal, governo estadual e Município, o Estado foi o único que não cumpriu com a sua parte. Deixou de construir ainda uma escola de ensino fundamental e médio, além de não ter feito o acesso asfáltico da ERS-030 até a entrada do loteamento nem a rótula de acesso na rodovia”, diz a nota da prefeitura de Gravatai..
(Com informações das Assessorias de Imprensa)Africa que fala português será mais populosa que o Brasil até o final do século
Com cerca de 210 milhões de habitantes e a maior população entre os países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Brasil é hoje, de longe, a nação com o maior número de falantes do idioma.
Mais de oito em cada 10 pessoas que falam português no mundo atualmente são brasileiros.
“No entanto, a partir de 2050, essa realidade começará a mudar e o crescimento demográfico de Angola e Moçambique, somado a uma redução da população no Brasil, puxará o pêndulo da língua portuguesa para o continente africano”.
A afirmação é do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, para quem, até o final deste século, a maioria dos falantes do português estará na África.
“Quando olho para os números e para os mapas, o que eu vejo é isso: há, neste momento, no mundo, mais de 250 milhões de falantes do português como língua materna ou segunda língua – quatro quintos dos quais são brasileiros. E, quando olho para o futuro, ao longo deste século, o que vai acontecer? O número de falantes vai chegar a 500 milhões e a maioria vai passar a ser de africanos”, afirma Santos Silva.
Ele chama a atenção para a grande plasticidade da língua, que “começou por ser europeia, a língua de Camões. Depois, passou a ser brasileira. A língua portuguesa hoje é, sobretudo, uma língua brasileira. É a língua do Chico Buarque ou da Clarice Lispector. E, ao longo deste século, vai passar a ser uma língua africana. Uma língua de angolanos, moçambicanos, a língua de Mia Couto, a língua do Luandino Vieira ou do Pepetela. É uma língua extremamente dinâmica.”
Em crescimento
Em entrevista recente na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro português dos Negócios Estrangeiros disse que está otimista com a expansão do idioma lusitano. “A Unesco diz que é uma das três línguas do mundo que mais vai crescer e que mais está a crescer. Isso nos dá uma enorme responsabilidade,” afirmou.
Merece especial destaque na preservação e difusão da língua a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), integrada por Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Seis dos nove membros da CPLP são países africanos.
Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, “a partir dos três pilares da CPLP – a concertação político-diplomática, a cooperação em todos os domínios e a promoção e difusão da língua portuguesa –, surgem iniciativas concretas de cooperação e apoio em casos de crise e estreita coordenação dos nove países nos foros multilaterais”.
Instituto Guimarães Rosa
Dentro do espírito de difusão da língua, Araújo anunciou recentemente o lançamento de um instituto brasileiro para ensino do idioma, nos moldes do Instituto Camões, de Portugal. Trata-se do Instituto Guimarães Rosa, que homenageia o grande escritor e diplomata brasileiro.
“Estamos criando um novo instituto para promoção da cultura brasileira no exterior, que permitirá uma presença mais estruturada do Brasil na área da cooperação cultural e onde um destaque muito especial caberá à nossa cooperação com a África”, frisou Araújo, durante discurso em Brasília, em maio, por ocasião da celebração do Dia da África.
A iniciativa brasileira é celebrada pelo chanceler português Santos Silva, para quem o novo instituto “vai dar mais, digamos assim, artilharia, no sentido bom do termo, à promoção internacional da língua portuguesa”.
Além disso, o ministro português deu três exemplos recentes da expansão da língua portuguesa no mundo. “Primeiro, o sucesso que foi, este ano, o início de aulas de português na Escola de Línguas das Nações Unidas com patrocínio luso-brasileiro. Segundo, o fato de, neste mês de outubro, ser anunciada a primeira escola bilíngue em português e inglês em Londres. Terceiro, um protocolo que firmamos com a Universidade de Sevilha, na Espanha, para ensino da língua portuguesa e que já conta com 130 inscrições.”
Diásporas Lusófonas
Falado no Brasil, em Portugal, no Timor-Leste e em seis países africanos, o português tem ainda milhões de falantes em países como Estados Unidos, França e África do Sul, que concentram grandes diásporas lusófonas.
Segundo o Instituto Camões e o Instituto Português no Oriente, o interesse pelo aprendizado do idioma na China, principalmente na Região Administrativa Especial de Macau, tem aumentado.
O interesse do país asiático pela língua portuguesa está ligado ainda às relações comerciais da China com o Fórum Macau, uma plataforma de cooperação econômica com os países de língua portuguesa, que foi fundada em 2003.
Origens e expansão do idioma
O português foi desenvolvido a partir do latim e está intimamente relacionado ao espanhol moderno. O nome vem de Portugal que, por sua vez, vem do Porto, a segunda maior cidade do país.
A difusão internacional da língua lusa se deu a partir do século XV, com a expansão marítima do império português, que já se estendeu da América do Sul ao Sudeste Asiático, passando pela África e pela Índia. Atualmente, o português é língua oficial em nove países, assim como no território chinês de Macau.
Embora os rankings internacionais difiram, o português está hoje entre as 10 línguas mais faladas do mundo, variando entre a 6ª e a 9ª posição, a depender do enfoque adotado.
(Da Agência Brasil Com informações da ONU News)Bolsonaro responde onde está Queiroz: "Tá com sua mãe"
Enquanto cumprimentava apoiadores no portão do Palácio da Alvorada na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro rebateu com irritação a pergunta de um homem que estava no local sobre Fabrício Queiroz , ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro, que está sumido..
— Tá com a sua mãe — disse o presidente, que usava um capacete e se preparava para voltar a pilotar uma moto dentro das dependências do palácio.
Vacinação contra o sarampo começa na segunda feira
Segunda-feira (7), começa a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo.
Na primeira fase, que vai até o dia 25 de outubro, o público-alvo serão as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 29 dias.
A segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, terá foco na população com idade entre 20 e 29 anos.
Em entrevista coletiva, o ministro titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a prioridade para este grupo justifica-se porque, como provavelmente não receberam a segunda dose da vacina, seus filhos acabam apresentando um sistema imunológico mais vulnerável à doença.
Além dos dois períodos, a campanha também destaca o dia 19 de outubro como o Dia D, para mobilização nacional.
Pesquisa relaciona efeitos do cigarro eletrônico a susbstâncias tóxicas
Os danos nos pulmões de pessoas que apresentam uma doença respiratória relacionada a cigarros eletrônicos, são semelhantes àqueles provocados pela inalação de substâncias químicas tóxicas.
A conclusão está numa pesquisa publicada esta semana no periódico New England Journal of Medicine.
Os pesquisadores analisaram a biópsia de tecidos pulmonares de 17 pacientes, que teriam sofrido lesões nos pulmões devido ao uso de cigarros eletrônicos.
Todos os pacientes apresentavam danos em tecidos pulmonares similares aos causados pela inalação de substâncias tóxicas.
Os estudiosos acrescentaram que não conseguiram determinar uma causa específica por enquanto.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, até terça-feira, tinham sido registrados 1.080 casos de lesões pulmonares associadas a cigarros eletrônicos, e 18 mortes.
Alguns estados americanos já proíbem a venda de cigarros eletrônicos com substâncias aromáticas. Em setembro, na Índia, foi probida a venda, importação e produção de cigarros eletrônicos.
(Com Agência Brasil)Chineses construirão terceira termelétrica no RS, em Pedras Altas
CLEBER DIONI TENTARDINI
O município de Pedras Altas terá sua primeira usina térmica a carvão. É a UTE Ouro Negro, com duas unidades de 300 MW de potência cada.
A chinesa Sepco1 ficou responsável pela construção da usina termelétrica, com investimento de cerca de 970 milhões de dólares e geração de 4 mil empregos durante as obras.
É a terceira termelétrica a carvão construída no Estado com tecnologia chinesa.
O contrato de instalação da usina foi assinado no final de setembro pelo diretor-presidente da Ouro Negro S.A, Sílvio Marques Neto e pelo presidente da Sepco1 Construções do Brasil, Chen Weindong.
Contrato para engenharia, compras e construção foi firmado em Porto Alegre. Foto: Divulgação
A previsão é começar em março de 2020, segundo o presidente da Ouro Negro, porque a empresa está negociando a venda da energia no Mercado Livre, com empresas do setor de mineração e beneficiamento de minérios.
A empresa está habilitada também para participar do leilão de energia nova A-6, do governo federal, previsto para outubro.
O certame é destinado à contratação de energia por quantidade, para empreendimentos de fontes hídrica, eólica e fotovoltaica, e por disponibilidade para termelétricas a biomassa, a carvão mineral nacional e a gás natural. O início de suprimento é para janeiro de 2025.
Em 2015, quando estavam em negociações com o governo do Estado, os executivos da Ouro Negro assinaram dois termos de compromisso para o fornecimento de carvão mineral, firmado com a Companhia Riograndense de Mineração, e de calcário e cal, com a Companhia Brasileira do Cobre.
A Usina Ouro Negro é a terceira termelétrica a carvão construída por grupos chineses no Rio Grande do Sul. A Power China Eletric Power Corporation Ltd., que é a controladora da Sepco1 Construções do Brasil, é sócia e investidora da Ouro Negro Energia S.A. A Sepco1 atuou na construção da UTE Pampa Sul, em Candiota.
A primeira UTE com tecnolologia chinesa é Candiota III, da CGTEE, que entrou em operação em 2010, e a segunda, Pampa Sul, começou em junho deste ano. Ambas ainda estão sob supervisão de técnicos e engenheiros chineses.Confira as marcas de azeite de oliva retiradas do mercado por fraude
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu, nesta quarta-feira, a comercialização de 33 marcas de azeites de oliva.
Análises feitas desde 2018, comprovaram que os produtos estavam adulterados com a mistura de óleo de soja e outros óleos de origem desconhecida em sua composição.
São estas as marcas retiradas do mercado por fraude:
Aldeia da Serra
Barcelona
Casa Medeiros
Casalberto
Conde de Torres
Dom Gamiero
Donana (premium)
Flor de Espanha
Galo de Barcelos
Imperador
La Valenciana
Lisboa
Malaguenza
Olivaz
Oliveiras do Conde
Olivenza
One Paschoeto
Porto Real
Porto Valencia
Pramesa
Quinta da Boa Vista
Rioliva
San Domingos
Serra das Oliveiras
Serra de Montejuno
Temperatta
Torezani (premuim)
Tradição
Tradição Brasileira
Três Pastores
Vale do Madero
Vale Fértil.
As fiscalizações que detectaram as 33 marcas irregulares são resultantes da “Operação Isis”, iniciada em 2016. Os lotes adulterados se referem a coletas realizadas em 2017 e 2018. O nome da operação é uma referência à deusa do antigo Egito que detinha o conhecimento sobre a produção das oliveiras.
“O processo é lento, pois envolve exames laboratoriais, notificação dos fraudadores, perícias, períodos para apresentação de defesa (podem apresentar dois recursos) e julgamentos desses recursos em duas instâncias administrativas”, diz o trecho da nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.
Modernização
Em 2020, a fiscalização vai se tornar ainda mais rigorosa, pois o Mapa estuda a utilização de aparelhos portáteis, que fazem análise preliminar bastante precisa, no momento da fiscalização, sem a necessidade de aguardar os resultados laboratoriais que em geral demoram mais de 30 dias entre a coleta e o recebimento do laudo.
“O uso desses equipamentos deverá tornar a fiscalização mais ágil e eficiente, cumprindo com o principal objetivo da nossa atividade, que é assegurar a oferta de produtos seguros e conformes à sociedade”, diz Caruso.
(Com informações da Assessoria de Imprensa).
Festimel espera 60 mil visitantes em Balneário Pinhal
Um programa para o próximo fim de semana é a Festimel, que começa na sexta-feira (4/10) e vai até o outro domingo (13) em Balneário Pinhal, no litoral norte do Rio Grande do Sul, que tem como atração turística o Túnel Verde, formado por alguns quilômetros de eucaliptos que há décadas se debruçam sobre a RS-040, a rodovia que liga Porto Alegre a Tramandaí.
Na prefeitura de Balneário Pinhal, todos concordam com a prefeita Márcia Tedesco de Oliveira, que espera receber 60 mil visitantes, cinco vezes mais do que a população municipal.
Na primeira Festimel, realizada em 1997, apenas dois anos depois da emancipação do município antes pertencente a Cidreira, a cidade teve 50 mil visitantes pagantes, quando a população total de Balneário Pinhal não passava de 3 mil habitantes, distribuídos entre duas praias (Pinhal e Magistério) e o bairro Túnel Verde.
Este ano a festa será realizada na Praça Cidadão, com área de 6 mil metros quadrados, sendo 3 775 metros cobertos, onde estarão 77 expositores, entre eles 17 apícolas, 12 da agricultura familiar, 12 de artesanato, 13 comerciais e 14 de alimentação.
Referência para quem transita pelo litoral norte, o Túnel Verde é um fenômeno criado por moradores da antiga Fazenda Pinhal, adquirida no final dos anos 1960 pelo grupo Renner Hermann, que implantou ali a Flosul, um dos maiores projetos de reflorestamento do Estado, com mais de 6 mil hectares de eucaliptos. Vem daí a tradição pinhalense de produzir mel, produto que se tornou um mote promocional do município.
Em 1976 a Flosul tinha tanto eucalipto plantado com incentivos fiscais que o diretor Raul Enech criou um departamento de apicultura para explorar a matéria-prima floral dos seus hortos florestais e de áreas de preservação natural.
No início era apenas um apiário próprio, cuidado pela família Valim, oriunda do interior de Osório. Nos anos seguintes foram admitidos apicultores-parceiros que já nos primeiros anos da década de 1980 mantinham dentro das áreas da empresa centenas de colmeias produzindo até 23 mil quilos de mel por ano. Quem mais se desenvolveu na apicultura dentro dos eucaliptos da Flosul foi a família Haupenthal, nome que virou marca conhecida de produtos apícolas até hoje produzidos nos eucaliptais de Capivari do Sul, Tramandaí e Palmares do Sul.
Embalado em potes de um e cinco quilos numa casa-de-mel construída pela própria Flosul, o mel de Pinhal era vendido na beira das estradas e colocado em consignação em bares e mercearias.
Segundo lembranças de Claudio Obino, engenheiro agrônomo que começou na empresa em 1983 como estagiário e se aposentou como diretor nos anos 2010, as sobras de mel dos anos de boas safras, guardadas em bombonas de 280 quilos, eram entregues a preço de liquidação para uma centenária fábrica de doces de Cachoeirinha.
Após um período de baixa atividade, a apicultura foi retomada na Flosul a partir de 2017/18 graças à iniciativa do recém-contratado engenheiro José Marcio Bizon, que trabalhara anteriormente na área florestal da Celulose Riograndense, onde os apicultores eram bem vindos. Entre os novos parceiros instalados dentro dos 6 400 hectares da empresa florestal-madeireira, destaca-se Edmilson Barrufi Camargo, membro de uma família da vizinha Osório tradicionalmente engajada na apicultura.
A volta da Festimel ao calendário turístico do litoral reflete o entusiamo da população pinhalense com a atividade apícola. Num Estado em que existem 90 associações em 597 municípios, Pinhal possui duas. A mais ativa é a de Túnel Verde, que elegeu como presidente, este ano, o veterano José Cunha, ex-presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e vice-presidente da Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS), entidade que preparou para os últimos dias da Festimel o seu 23º seminário estadual, evento técnico durante o qual serão debatidas as perspectivas da apicultura no Estado e no Brasil no momento em que insetos polinizadores, especialmente as abelhas, estão sendo exterminados pelo uso abusivo de agrotóxicos em lavouras e pomares. (G.H.)
Indústria vai exigir qualificação de 800 mil trabalhadores no RS
O Rio Grande do Sul terá de qualificar mais de 800 mil trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação e aperfeiçoamento entre 2019 e 2023.Os dados são do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para subsidiar a oferta de cursos da instituição.Essas ocupações têm em sua formação conhecimentos de base industrial e por isso são oferecidas pelo Senai, mas os profissionais podem atuar em qualquer setor da economia.A demanda prevista pelo estudo inclui, em sua maioria, o aperfeiçoamento (formação continuada) de trabalhadores que já estão empregados.
Em parcela menor (26%) estão aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho (formação inicial).
Nesse grupo estão pessoas que vão ocupar tanto novas vagas quanto postos já existentes e que se tornam disponíveis devido a aposentadoria, entre outras razões.
Além de subsidiar a oferta de cursos do Senai, o Mapa do Trabalho pode apoiar jovens na escolha da profissão e trabalhadores que desejam se recolocar no mercado.
“O estudo aponta uma tendência no mercado de trabalho. O profissional que se preparar para o futuro da indústria terá mais chance de ter empregabilidade”, lembra o diretor regional do Senai-RS, Carlos Trein.
As áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica no Rio Grande do Sul são transversais; metalmecânica; informática; eletroeletrônica; e energia e telecomunicações.
Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica, em automação industrial, em mecatrônica, entre outros.
Cursos técnicos têm carga horária entre 800h e 1.200h (1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. Ao término, o estudante recebe um diploma.
Áreas com maior demanda por formação – Técnicos
Áreas Demanda 2019-2023
Transversais (automação, mecatrônica, eletrotécnica, etc) 39,7 mil
Metalmecânica 16 mil
Informática 15,9 mil
Eletroeletrônica 11 mil
Energia e telecomunicações 10,5 mil
Já os cursos de qualificação são indicados a jovens ou profissionais, com escolaridade variável de acordo com o exercício da ocupação, e buscam desenvolver novas competências e capacidades.
Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão. As áreas que mais vão exigir a capacitação de trabalhadores com esse tipo de formação, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023 serão:
Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (+200h)
Áreas Demanda 2019-2023
Metalmecânica 69,5 mil
Alimentos 25,1 mil
Química, borracha, petroquímica, gas 13,1 mil
Energia e telecomunicações 12,3 mil
Confecção e vestuário 11,9 mil
Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (-200h)
Áreas Demanda 2019-2023
Transversais (automação, eletroeletrônica, eletromecânica) 89,5 mil
Couro e calçados 83,4 mil
Logística e transporte 71,3 mil
Construção 66,6 mil
Alimentos 39,5 mil
Em relação ao nível superior, as áreas de informática, gestão e construção serão as que mais vão precisar qualificar profissionais no período de 2019 a 2023, de acordo com o Mapa do Trabalho:
Áreas com maior demanda por formação – Superior
Áreas Demanda 2019-2023
Informática 19,3 mil
Gestão 17,1 mil
Construção 5,4 mil
Metalmecânica 2,8 mil
Logística e transporte 1,6 mil
Metodologia – O Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores; projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional industrial (formação inicial e continuada).
As projeções e estimativas são desagregadas no campo geográfico, setorial e ocupacional, e servem como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do Senai.
“O Senai já vem se preparando para essas tendências e mudanças. O aluno capacitado pelo Senai está em sintonia com o futuro da indústria e do mercado de trabalho, apoiando o desenvolvimento das empresas no caminho das novas tecnologias habilitadoras para a indústria 4.0”, destaca Trein.
A instituição possui o Modelo Senai de Prospecção, que permite prever quais serão as tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho em um horizonte de cinco a dez anos. A metodologia já foi transferida a instituições de mais de 20 países na América do Sul e no Caribe.
O método foi apontado ainda pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como exemplo de experiência bem sucedida na identificação da formação profissional alinhada às necessidades futuras das empresas.


