Lucro do Banrisul reforça posição de Leite nas negociações em Brasilia

Foto: Rodger Timm / Palácio Piratini

A privatização do Banrisul é um dos pontos nevrálgicos das negociações que o governo do Rio Grande do Sul faz com o governo federal para aderir ao Programa de Recuperação Fiscal.
O governo gaúcho garante que a venda do Banrisul está fora de cogitação.
Mas, o secretário Nacional do Tesouro, Monsueto de Almeida, disse na rádio Gaúcha há poucos dias que “ainda tem que fazer as contas para ver se os cortes que o governador Eduardo Leite está fazendo justificam retirar o banco da lista das privatizações que o Estado terá que fazer”.
O secretário lembrou que o Rio Grande do Sul, como os demais Estados, para entrar no programa tem que se comprometer com regras que estão fixadas em lei. Uma delas é a privatização nas áreas de energia, saneamento e financeira.
Uma fonte que acompanha de perto as negociações disse o JÁ que no plano político já há um entendimento para deixar o Banrisul de fora. Mas uma justificativa “técnica” tem que ser encontrada.
Ela pode estar no balanço que o “banco dos gaúchos” divulgou esta semana, com lucro recorde de mais de R$ 1,3 bilhão, com crescimento de 28% num ano. Fica mais difícil justificar perante à opinião pública a venda de uma empresa eficiente e lucrativa.
No mesmo dia, terça-feira, em que o balanço foi divulgado, o governador foi recebido pelo ministro Paulo Guedes, em Brasilia.
No que foi divulgado da reunião, da qual participaram os secretários Marco Aurelio (Fazenda), Leany Lemos  (Planejamento) e o procurador-geral Eduardo Cunha da Costa, a questão Banrisul não é mencionada..
Segundo a assessoria, Leite apresentou ao ministro os resultados que obteve com a aprovação dos oito projetos de seu pacote de reforma, destacando entre as medidas de ajuste “a redução da faixa de isenção dos aposentados – de R$ 5,8 mil e, agora, caiu para R$ 1 mil – e o fim da incorporação de gratificações e de vantagens temporais às aposentadorias do funcionalismo público”.
O ministro teria se limitado a elogiar “as soluções que o Rio Grande do Sul está encaminhando” e a discussão se focou nas mudanças que o programa de ajuste fiscal deve sofrer – ampliação do prazo de suspensão da dívida e abrandamento das exigências – e que precisam passar pelo legislativo.
“O ministro demonstrou que confia nas nossas providências e no que estamos fazendo. É um trabalho conjunto, e há interesse da STN, dos Estados e da própria Câmara para que isso se resolva”, declarou o governador após o encontro.
A expectativa do governador é de a questão possa ser votada até abril, a fim de que o pedido de adesão ao RRF possa ser feito ainda no primeiro semestre deste ano.
 

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