Categoria: Geral

  • Restaurante Popular de Porto Alegre reabre nesta quinta-feira com almoço a R$ 1,00

    Fechado desde junho de 2013, o Restaurante Popular de Porto Alegre, que serve refeições a R$ 1,00, será reaberto na quinta-feira (24). O anúncio foi feito pela Prefeitura na manhã de hoje (22).
    O antigo endereço, na frente da rodoviária, havia fechado as portas em junho de 2013. Desde agosto, o serviço era oferecido de forma provisória no albergue da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), mas a capacidade estava limitada a 350 pessoas por dia.
    A sede definitiva, localizada na rua Santo Antônio 64, no bairro Floresta, atenderá até 600 pessoas por dia.
    A responsável pelas refeições continuará sendo a empresa Mix Refeições Corporativas.
    O novo espaço irá abrigar o Centro de Referência de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, que vai proporcionar avaliação nutricional.
    O local, gerenciado pela Coordenadoria de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cosans), da Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH),  também irá oferecer oficinas que visam a capacitação profissional dos usuários do restaurante.
    O custo total do projeto custará em torno de R$ 1,7 milhões, por ano, sendo R$ 900 mil para o Estado e o restante ao município, com contrato inicial por cinco anos.

  • Passagem mais cara leva duas mil pessoas a protesto na Capital

    FELIPE UHR
    O aumento relâmpago da tarifa do transporte coletivo de Porto Alegre – que subiu de R$ 3,25 para R$ 3,75 para ônibus e chegou a R$ 5,60 nas lotações nesta segunda-feira (22) – provocou uma reação imediata e de impacto dos movimentos sociais.
    Provocado pelo reajuste, o Bloco de Lutas conseguiu levar duas mil pessoas para o protesto no final da tarde, número quatro vezes superior ao que foi às ruas na última quinta-feira.
    Assim como em outras ocasiões, os manifestantes se reuniram na frente da Prefeitura Municipal, de onde partiram em marcha pelo Centro Histórico, bloqueando ruas e causando atraso em diversas linhas de ônibus entre as 18h30 até as 21h.
    Os jovens eram ligados a movimentos estudantis, sociais e partidos políticos. Era possível identificar também alguns anarquistas em meio a multidão que ao longo da caminhada picharam muros e paredes.
    Durante o trajeto músicas como “Somos, somos do povo, e esse aumento, iremos derrubar!”  ou “Fortunati, ladrão, mais um aumento não!” e “Mãos ao alto, esse aumento é um assalto” foram escutadas diversas vezes.
    Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 17h. As 18h30 saíram em caminhada, rumando para o Terminal Parobé e depois seguindo pela Av. Júlio de Castilhos, Viaduto da Conceição, Osvaldo Aranha, Av. Salgado Filho e por fim, Borges de Medeiros, até chegar no Largo Zumbi dos Palmares, onde a marcha se dispersou por volta das 21 horas.
    PSOL ingressa com ação para barrar aumento

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    Sigla espera repetir feito de 2013, quando reverteu reajuste | Samir Oliveira/Divulgação

    Enquanto o Bloco de Lutas se concentrava diante do Paço Municipal, outra frente de ação tentava barrar através da Justiça o reajuste nas tarifas dos ônibus e das lotações.
    É que tentando repetir o feito de 2013, quando conseguiu reverter o aumento da passagem implementado pela Prefeitura, o PSOL ingressou com uma ação cautelar pedindo a suspensão dos novos valores.
    Dois vereadores da sigla – Fernanda Melchiona e Alex Fraga -, além do deputado estadual Pedro Ruas e da pré-candidata à prefeitura Luciana Genro, protocolaram o pedido no Fórum.
    O partido entende que o aumento é abusivo por estar bastante acima da inflação e também ilegal, uma vez que a própria licitação do transporte coletivo está sendo questionada judicialmente pela sigla.
    Veja mais fotos do protesto

  • Tabajara Ruas e o prazer do cinema: ainda há vagas

    Oficina para quem ama o cinema ou lida com a narrativa em suas diversas formas. Desenvolvida em quatro encontros de três horas cada, num total de 12 horas, a oficina busca orientar os primeiros passos da aventura para quem aspira tornar-se roteirista, cineasta, videomaker, ou apenas para quem sente prazer em degustar um bom filme ou apreciar uma boa história.
    Tabajara Ruas fala sobre o cinema clássico americano, seu sistema de grandes estúdios, e ainda revela sua experiência pessoal, como um realizador gaúcho. As aulas buscam apresentar as formas de ler um filme em sua linguagem simbólica. Fornece pistas e chaves sobre os segredos da produção, do roteiro e das demais seções de um filme: montagem, música, figurino, maquiagem, etc.
    Exibição e comentários dos filmes:
    Crepúsculo dos deuses, 1951, de Billy Wilder
    Assim estava escrito, 1952, de Vincent Minelli
    A condessa descalça, 1953, de Joseph Mankiewicz
    Os senhores da guerra, 2015, de Tabajara Ruas
    Informações deste Evento
    Docente(s): Tabajara Ruas
    Quando: Dias 22, 23 e 29 de fevereiro e 01 de março de 2016, segundas e terças-feiras, 18h às 21h
    Vagas disponíveis: 20
    Duração: 12h (3h por aula)
    Valor(es):
    R$765,00 (Público geral)
    R$645,00 (Professores e estudantes)

  • Mortes na Bom Jesus: pelo facebook criminosos ameaçam atacar novamente

    Na tarde quente desta segunda-feira, os moradores da Vila Bom Jesus ainda estavam chocados com o assassinato do comerciante Carlos Jesus de Almeida Ávila, no final de semana.

    E viam, pelos celulares que a violência vai continuar: “Hoje vai ter festa na Bonja”, dizia a legenda de uma foto postada no facebook, exibindo 20 armas – metralhadoras, fuzis, revolveres e pistolas.

    O post era de uma facção de traficantes da Vila Jardim, que sábado à noite atacou a região provocando pânico e medo nos moradores, anunciando uma possível nova investida.

    Na Bom Jesus, na verdade um conglomerado de vilas irregulares, na Zona Leste de Porto Alegre, fica o QG  da facção criminosa Bala na Cara, que tenta dominar o tráfico de drogas na capital e está sendo atacada por grupos rivais.

    A morte de Carlos Ávila, de 69 anos, chocou porque ele era uma liderança comunitária com 40 anos no mesmo lugar, onde criou dois filhos. Era um homem pacífico, conhecido e respeitado por todos no bairro.

    Ele foi morto num tiroteio entre traficantes, no fim da tarde de sábado,  quando descarregava as compras feitas no Ceasa para abastecer seu mercado.

    O crime aconteceu no fim de semana mais violento dos últimos tempos, com 22 assassinatos na região metropolitana de Porto Alegre.

    A disputa era entre os traficantes da Vila Jardim – do point da Saturnino de Brito, e os Bala na Cara – do reduto da Vila Pinto, o mais pesado dentro da pesada Bom Jesus.

    Os da Vila Jardim desafiaram a outrora poderosa facção no território deles.

    Um grupo, em carros e motos, exibindo as armas pesadas, deu o aviso aos frequentadores de um bar: “Quem for Bala pode sair, senão inocentes vão morrer”, dando início ao tiroteio.

    O ataque que aconteceu na rua Ernestina Amaro Torelly vitimou Carlos e outro homem, identificado como José Carlos Santos da Silva, pintor, 48 anos, além de deixar oito pessoas feridas.

    Silva foi atingido por pelo menos 12 disparos, aparentemente também por engano.

    Apesar da presença constante de uma das maiores facções criminosas do Estado, o cotidiano da Bom Jesus já foi relativamente tranquilo.

    Moradores relatam que, antes do ataque, transitavam tranquilamente pelas ruas e becos da vila. Os mais antigos conhecem cada beco, sabem por onde não devem passar e cada carinha que não devem encarar.

    Por volta de uma da tarde, conversamos com um grupo de três jovens, que se dirigia à avenida Protásio Alves.

    São ex-estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental Antão de Farias e contam que o colégio, com ensino muito fraco, acaba servindo como fonte de mão de obra para o tráfico.

    É comum reconhecerem ex-colegas e amigos de infância entre os “vapores” e soldados da boca.

    O grupo comenta o comportamento dos integrantes da facção: gostam de andar bem vestidos e em bons carros. Mercedes, BMWs e até um Porsche são vistos rodando pela comunidade. Um Nike ou Adidas no pé é lei.

    As cantadas e comentários machistas são frequentes com as mulheres que passam pela rua, reclama uma delas. Os membros dos Bala se sentem empoderados.

    No comércio, todos têm medo de falar. Em um bar perto do mercado Ávila, estava acontecendo uma festa de aniversário na hora do tiroteio.

    “Estávamos aqui dentro, ouvimos os tiros e corremos lá para atrás” afirmou o irmão do dono do bar que preferiu não se identificar.

    No local, dono e clientes também não falam muito e não querem saber de fotos. Até mesmo móveis que identifiquem o lugar são motivo de desconfiança e medo. “Podem nos matar a qualquer momento” desabafa o dono.

    Testemunhas do tiroteio preferem ficar no anonimato. Foto: Jornal Já
    Testemunhas do tiroteio preferem ficar no anonimato. Foto: Jornal Já

    Do outro lado da rua, as atendentes de outro comércio afirmam que não viram nada, mesmo com as portas abertas no momento dos tiros.

    Uma delas é moradora da Vila Pinto e diz que o cotidiano era tranquilo antes de sábado. Logo, um homem surge de um dos corredores, se aproxima do caixa e elas decidem não falar mais.

    Em outro mercado, já na Vila Mato Sampaio o clima também é de insegurança. A dona do mercado passou a fechar mais cedo, às 21h. Costumava ir até às onze da noite. “O pior não é fechar esse horário e sim ter que esperar o filho chegar à meia-noite da faculdade”, confessou angustiada, a comerciante.

    Em um restaurante próximo ao local do assassinato do conhecido comerciante, o clima também não é o mesmo.

    A comida boa e o tratamento diferenciado não escondem o medo que circula na região. “Antes íamos até meia noite, desde dezembro estamos fechando às 18h” declarou o proprietário.

    Nas ruas, o calor da calçada divide espaço com o lixo escrachado, há sacos, móveis usados largados e eletrodomésticos quebrados.

    Também não há polícia. Em uma hora e meia rodando pela região, nossa reportagem não viu sequer um policial nas proximidades. Talvez isso seja a razão que leva as pessoas a dizerem que não são dali.

    Um jovem de camiseta azul e motocicleta preta passou por nossa equipe pelo menos três em poucos minutos.

    É normal ver os mesmos veículos circulando pelas ruas e becos. “São os bala”, afirma um dos clientes do restaurante, referindo-se à “segurança” e vigia feita pelos Bala na Cara.

    Uma personagem que caminha despreocupada pelo point mais perigoso da Vila Pinto é a pesquisadora Mariangela Terra Telles.

    Ela ia entrevistar os moradores de porta em porta no domingo, mas sentiu o baixo astral depois da morte do comerciante Carlos: “Ah, não deu para trabalhar naquele dia, tava muito ruim o clima”.

    Mariangela é pesquisadora e trabalha de porta em porta na Bom Jesus
    Mariangela é pesquisadora e trabalha de porta em porta na Bom Jesus

    Reportagem de Felipe Uhr, Matheus Chaparini e Renan Antunes de Oliveira

  • Fortunati foi desmentido sobre ar condicionado nos novos ônibus

    Em entrevista no estúdio da Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda feira, o prefeito José Fortunati repetiu a informação de que os 296 novos ônibus que entraram em circulação em Porto Alegre tem ar condicionado.
    Enquanto o prefeito falava, usuários e até motoristas começaram a mandar mensagens para a emissora dizendo que estavam em veículos novos, sem ar condicionado.
    Fortunati insistiu, dizendo que chegar a 25% da frota com ar condicionado é uma exigência do novo edital de licitação e um compromisso das empresas de manter todos os ônibus novos com o equipamento.
    O prefeito falou por mais de 40 minutos, quando ele deixou o estúdio, o presidente da EPTC,  Vanderlei Capellari, entrou por telefone para corrigir e dizer que o prefeito “foi induzido ao erro” por uma falha de comunicação.
    Na verdade, informou Capellari, apenas 210 dos novos ônibus tem ar condicionado. Os restantes 86 não tem o equipamento.
    Capellari explicou que “provavelmente são ônibus comprados antes da licitação”.
    A questão do ar condicionado ocupou 90% do tempo da entrevista do prefeito, ficando em segundo plano o aumento da tarifa acima da inflação.

  • Antecipado protesto contra aumento do transporte coletivo em Porto Alegre

    O Bloco de Lutas decidiu antecipar para esta segunda feira (22) o protesto marcado para o dia 26 contra o aumento da passagem do transporte coletivo em Porto Alegre.
    O aumento de 15,4%, acima da inflação e do aumento dos rodoviários, foi anunciado no fim da tarde da sexta-feira (19) passada.
    A concentração será na frente da prefeitura às 17 horas.
    Na manhã desta segunda feira, havia quase 3 mil confirmados e mais 2,4 mil interessados no evento criado pelo grupo no facebook.
    ativistas calculam passagem a R$ 1,94

    grafico tarifa passagem
    Gráficos foram publicados na rede social | Reprodução

    O movimento contrário ao aumento da passagem criou uma comunidade no facebook chamada “Meu ônibus lotado”, que recebe reclamações a respeito do transporte público em Porto Alegre.
    Lá também publicaram um gráfico onde comparam a inflação com o aumento da passagem nos últimos 20 anos. E outro, que mostra a evolução de 1994 para cá, com o preço da passagem e quanto seria se fosse reajustado pela inflação.
    Segundo esses cálculos, a passagem seria R$ 1,94 hoje.
    PSOL ingressa na justiça para barrar reajuste
    O PSOL anunciou na manhã dessa segunda-feira (22) que vai recorrer à Justiça contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre. Os vereadores Fernanda Melchionna e Prof. Alex Fraga, se encontram com o deputado estadual Pedro Ruas e a pré-candidata à prefeitura Luciana Genro no Fórum Central, às 17h para protocolar a ação.
    Em 2013, uma iniciativa semelhante movida pelo PSOL, barrou o aumento da tarifa no município.
    “Além de ser um aumento abusivo, bem maior que a inflação, foi a primeira vez em 30 anos que nenhuma instituição de controle social teve acesso à planilha de cálculo da tarifa. Para completar, as ações que questionam a licitação não foram julgadas”, justificou Melchionna.

  • Folha se afasta da Globo ao defender regulação econômica da mídia

    Dois fatos desta semana indicam um sutil movimento no bloco das corporações de mídia, que até pouco parecia monolítico:
    1) A charge de Laerte na Folha de São Paulo, na terça, 16, sobre o “Triplex dos Marinho”
    2)   As declarações do editor-executivo da mesma Folha, Sérgio Dávila, nesta quinta-feira, 18.
    Abrindo um evento comemorativo dos 95 anos do jornal, Dávila surpreendeu ao dizer que a Folha “defende a regulação econômica das atividades da comunicação no Brasil para evitar monopólio”.
    “O que o jornal não apoia é qualquer tentativa de controle sobre o conteúdo”, afirmou o editor, que entretanto, acrescentou que a publicação é favorável a uma autorregulamentação “para casos omissos”.
    É a primeira vez que a FSP toma uma posição explícita neste sentido.
    Com a charge de Laerte, a Folha furou o bloqueio de silêncio em torno da mansão da família Marinho em Paraty, que é alvo de um processo por crime ambiental desde 2008 e nunca mereceu uma linha nos grandes veículos de comunicação. .
    A declarar-se pela “regulação econômica da mídia”, a Folha descola mais um pouco do bloco, principalmente da Globo que é o alvo principal da regulação econômica defendida pelo governo para combater os monopólios e oligopólios midiáticos.
    São sinais importantes, que começam a minar uma espécie de “pensamento único” que se formou na imprensa nos últimos anos.

  • Tarifa de ônibus em Porto Alegre sobe acima da inflação e vai para R$ 3,75

    Sete reais e cinquenta centavos. Este é o preço de ir e vir, utilizando o transporte público em Porto Alegre. A partir da próxima segunda-feira, 22, a passagem de ônibus na capital passa a custar R$ 3,75. O valor representa um aumento de 15,38%, bem acima da inflação. O IPCA acumulado em 2015 foi de 10,67%. Já o dissídio dos rodoviários, fator apontado como responsável por metade do custo da passagem, foi de 11,81%.
    A passagem das lotações subiu de R$ 4,85 para R$ 5,60.
    O prefeito José Fortunati anunciou na manhã desta sexta-feira, que o reajuste passaria a valer em menos de 72h. À tarde, a prefeitura divulgou o peso do aumento.
    A rapidez causou surpresa na população, acostumada a uma longa negociação e a um anúncio com mais antecedência. O curto espaço de tempo entre o anúncio e a aplicação do novo preço diminui a chance de mobilização popular contra o aumento.
    Em 2013, após uma sequência de manifestações que reuniram milhares de pessoas pelas ruas da cidade e se espalharam pelo país, a Justiça suspendeu o aumento da passagem, à época, de R$2,85 para R$3,05. A liminar foi concedida após ação cautelar movida pela bancada do Psol.
    Na última terça-feira, 16, cerca de 500 pessoas realizaram uma manifestação contra o aumento. O valor ainda não havia sido divulgado.
    A prefeitura anunciou também o início da operação do novo sistema de transporte coletivo da capital, com 296 novo veículos que substituirão ônibus antigos. Nos próximos três anos, a frota deve ganhar mais 72 veículos.

  • Ativistas pelo Cais Mauá convocam bloco de carnaval para o sábado

    Abrindo a agenda dos já tradicionais “atos-festivos” em defesa de um projeto alternativo para a revitalização do Cais Mauá, ativistas de coletivos da cidade organizam para o próximo sábado (20), a saída do bloco carnavalesco “Cais, Cais, Cais!”.
    A brincadeira como nome do bloco, que invoca um breque bastante comum em sambas brasileiros, nasceu no último protesto de 2015, em frente à prefeitura de Porto Alegre. Depois de jogarem cédulas falsas no paço municipal – uma referência à especulação imobiliária que eles condenam com a construção de shopping e torres comerciais, além de estacionamento, no espaço público – os manifestantes, com o apoio de uma pequena bateria improvisaram o ritmo.
    O início da folia está marcado para as 17h, na Praça Brigadeiro Sampaio, que já foi palco de outras atividades do grupo porque sofrerá intervenções com a obra, como o corte de árvores para a construção de uma passarela de pedestres que ligará o nível da rua ao shopping center, ao lado da Usina do Gasômetro.
    Pesou ainda para a escolha do local o fato de a praça também ser conhecida como “do tambor”, uma referência a um monumento que marca seu vínculo com a história dos negros em Porto Alegre, já que era ali o famoso largo da forca, onde muitos escravos foram enforcados por ordem dos patrões.
    A bateria do Areal da Baronesa será a responsável pela animação da festa. Fantasias criativas que façam referência aos armazéns tombados do cais do porto ou ironizem o setor da construção civil (como os “espigões” de milho usados por estudantes durante a votação na Câmara de Vereadores da lei que permitiu a construção do Pontal do Estaleiro) são esperadas.

  • Aedes em Porto Alegre: 35% das larvas são encontradas em recipientes caseiros

    Porto Alegre tem 20 bairros classificados como de “alto risco” para infecção pelo Aedes Egypti, de acordo com o último levantamento da Secretaria da Saúde.
    Nessa lista estão Independência, Moinhos de Vento, Mont Serrat, Bela Vista, Auxiliadora, Bom Fim e Santa Cecília (veja a lista competa abaixo).
    Mais grave, segundo a bióloga Maria Mercedes Bendati, é que os principais criadouros são os pequenos recipientes domésticos, como baldes, potes e frascos, onde foram encontradas 35% das larvas detectadas.
    Os pratinhos, embaixo dos vasos de plantas corresponderam a 18,5% das larvas encontradas.
    O levantamento foi concluído em 3 de fevereiro e divulgado esta semana.
    Foram visitados 7.569 imóveis onde foram encontrados 200 criadouros dos mosquitos em 175 imóveis.
    Os resultados finais apontaram que o IIP (Índice de Infestação Predial) médio da cidade é de 2,3% o que representa médio risco, segundo o Ministério da Fazenda. 20 bairros da cidade estão com o índice acima de 3,9% o que é considerado de alto risco.

    BAIXO RISCO

    Bairros

    Gerência Distrital

    IIP %

    Arquipélago

    NHNI

    0

    Centro, São Geraldo, Floresta, Praia de Belas

    Centro/NHNI

    0,2

    Chapéu do Sol, Ponta Grossa, Belém Novo, Lageado, Lami

    RES

    0,3

    MÉDIO RISCO

    Bairros

    Gerência Distrital

    IIP %

    Vila Nova, Cristal

    GCC

    1,3

    Santa Maria Goretti, Boa Vista, Higienópolis, São João

    NHNI

    1,4

    Jardim Itú-Sabará, Protásio Alves

    LENO

    1,4

    Cascata, Belém Velho

    SCS/GCC

    1,4

    Lomba do Pinheiro, Agronomia

    PLP

    1,5

    Sarandi

    NEB

    1,9

    Navegantes, Anchieta, Humaitá, Farrapos, Marcílio Dias

    NHNI

    2

    São José, Vila João Pessoa

    PLP

    2,2

    Aberta dos Morros

    SCS

    2,4

    Restinga

    RES

    2,4

    São Sebastião, Jardim Lindóia, Cristo Redentor, Jardim Floresta, Jardim São Pedro

    NHNI

    3,9

    ALTO RISCO

    Bairros

    Gerência Distrital

    IIP %

    Independência, Moinhos de Vento, Mont’ Serrat, Bela Vista, Auxiliadora, Bom Fim, Santa Cecília

    Centro

    4,2

    Rubem Berta

    NEB

    4,4

    Rio Branco, Jardim Botânico, Petrópolis

    Centro

    5,3

    Hípica, Espírito Santo, Guarujá, Serraria

    SCS

    5,9

    Camaquã, Vila Assunção, Tristeza, Vila Conceição, Pedra Redonda

    SCS

    7,2