O labirinto em que se encontra a segurança pública do país tem uma saída que poderá ser bloqueada pelos líderes corporativistas.
Quando abordei, ontem, a falência do sistema de segurança pública do país, denunciada, na semana que passou, em Brasília, pelo próprio titular da Senasp (Secretaria Nacional da Segurança), órgão do Ministério da Justiça, o professor gaúcho Ricardo Brisolla Balestreri, que há 20 anos trabalha em pesquisas e ações de campo sobre o tema, não esperava qualquer tipo de reação ou tentativa de resposta de nenhuma autoridade de nosso estado sobre tal escândalo. De um lado, não há tempo para esboçar qualquer depoimento quando o RS está enfretando uma paralisação dos agentes da Polícia Civil e do sistema penitenciário por melhores salários, que será encerrada amanhã. De outra banda, este silêncio não significa insensibilidade hanseaniana e, sim, a dolorosa angústia de não ter e de não saber o que dizer. O sistema está falido e deve ser, pelos recursos existentes, remendado. E os lançamentos de remendos, invariavelmente acompanhados de discurseiras palacianas e, mais recentemente, com banda de música, estão levando ao estresse uma sociedade que dorme ao som de balas perdidas. Sigam-me.
Labirinto
Terá o professor Balestreri um projeto que possa conter esse flagelo, além de sua consciência do processo decadente da segurança pública do país e dos porosos recursos de sua secretaria para enfrentar os incêndios de primeira grandeza que assustam os nossos principais centros urbanos?
Balestreri tem um projeto que será inviável se partir da iniciativa de cada estado, ou seja, de baixo para cima. No entanto, poderá ser implantado de cima para baixo – do governo federal para os estados – com inevitáveis enfrentamentos com lideranças de corporativismos arcaicos, mas poderosos. O professor acredita que há apenas uma saída deste labirinto e, se não for encontrada agora, a segurança pública sofrerá um atraso de, pelo menos 30 anos. O tema é vasto e estará nesta coluna durante os próximos dias.
Força
O presidente da Asdep (Associação dos Delegados de Polícia do RS), delegado Wilson Müller, em nome de sua categoria, reafirmou para este humilde marquês o apoio à paralisação em desenvolvimento pelos agentes da Polícia Civil e do sistema penitenciário, mas entende que o diálogo com o Piratini nunca deixou de acontecer e que não será interrompido. Dentro desse imbróglio, a indignação de Müller é contra o aquartelamento em Porto Alegre de um enorme contingente de policiais militares do interior numa “indisfarçável e inútil”, sic, tentativa de intimidar a manifestação pacífica da Polícia Civil. O presidente da Asdep também manifestou sua certeza de que a quase totalidade dos PMs, silenciosa e solidariamente, repudia esta forma de demonstração de força.
Brigadianos
A Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar, segundo seu presidente, Leonel Lucas, está apoiando a greve dos servidores da Polícia Civil. Segundo Lucas, “essa é uma atitude que reafirma a união das categorias da segurança pública em busca de salário digno.”
Vales
Um homem de 37 anos foi detido, ontem, no aeroporto Salgado Filho com 40 mil vales-transporte falsificados. O criminoso foi capturado durante ação do Deic. Ele viajava em avião da TAM procedente de São Paulo.
Carro-forte
Uma quadrilha assaltou um carro-forte da empresa Brinks, ontem, no km 348 da BR-116, em Tapes. Os criminosos utilizaram quatro automóveis e interceptaram o carro-forte com tiros de fuzil e explosivos. Após retirar três funcionários do veiculo, levaram dois malotes de dinheiro que seriam transportados a Camaquã. Ninguém ficou ferido.
Execução
Um homem morreu baleado e três ficaram feridos num casebre em Guaíba. Segundo testemunhas, três desconhecidos chegaram atirando e fugiram num carro. O morto foi identificado como Giovani Henrique da Silva Romeira, 37 anos. Os feridos foram levados a um hospital de Guaíba.
PMs temporários
A Brigada Militar registra baixa procura pelas vagas de PMs temporários. Apenas 261 candidatos se inscreveram, até o dia de ontem, para as 306 vagas. O prazo de inscrição termina na quinta-feira, mas será prorrogado.
Wander.cs@terra.com.br
Autor: Elmar Bones
Delegado denuncia tentativa de intimidação dos policiais em greve
A falência da segurança pública do país
Os órgãos policiais estão cercados pelo clamor da sociedade, pelas suas próprias contradições internas, pela indolência dos governos e pelo poder do banditismo rico e organizado.
Distante da minha torre, em Brasília, mas nunca longe das questões mais graves vividas e discutidas pela sociedade, ouvi um pronunciamento que poderia ser considerado como repetitivo e atirado no Guaíba como palavras perecíveis e não poluidoras, tivesse ele somente a assinatura deste humilde marquês e não a do titular da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), professor Ricardo Brisolla Balestreri. “O sistema de segurança pública do país está falido”, disse Balestreri no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, quinta-feira última, 30 de outubro, no 2º Coname (Congresso Nacional de Oficiais Militares Estaduais) diante de, pelos menos, 800 oficiais das polícias militares do país, além de personalidades convidadas.
Não se tratava de uma platéia passiva, pois ali estavam lideranças de entidades que representavam 800 mil policiais militares brasileiros entre ativos e inativos. Um dia antes, no mesmo local, abrindo o evento, esteve o ministro da Justiça, Tarso Genro, cujo discurso não teve o mesmo descortínio, pois a sociedade, em termos de segurança, não aceita mais teses que fujam da realidade crua vivida por todos os cidadãos e que, ao invés disso, escorregam para a retórica puramente oficialista prenhe de roteiros corretos dirigidos a um destino perfeito, porém com estacas postas em areias movediças. Sigam-me.
Paralelos
O professor Balestreri não contestou o ministro Tarso, até porque a Senasp é órgão do Ministério da Justiça. No entanto, são discursos paralelos. Tarso fala do Planalto para as massas – no caso específico da segurança – e, nesse plano, traçado de cima para baixo, o contraditório é praticamente inviável. Balestreri fala das massas para o Planalto, aceita debater o contraditório e faz questão de dizer que não tem e nunca teve nenhum compromisso político partidário. Isso vai dar certo?
Diálogo
Os agentes Polícia Civil e os agentes penitenciários, a partir de hoje e até quinta-feira entram num processo de paralisação cumprindo apenas o serviços absolutamente essênciais em suas áreas. O movimento tem o apoio dos profissionais do IGP (Instituto-Geral de Perícias) e da Asdep (Associação dos Delegados de Polícia do RS). O delegado Wilson Müller, presidente da Asdep, em contato com o titular da pasta da Segurança, Edson de Oliveira Goularte, não descartou a possibilidade da sua categoria também aderir à paralisação. Segundo as lideranças dos policiais, a impossibilidade de diálogo com o Piratini, repetidas vezes tentado, terminou sendo o estopim para a tomada de medidas extremas.
Enfrentamento
A presença em Porto Alegre de mil PMs, convocados de unidades do interior pelo comandante geral da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, está sendo interpretada pelo presidente da Ugeirm-Sindicato, Isaac Ortiz, e pelo delegado Wilson Müller como uma tentativa de intimidação e, até mesmo, de criar um clima de enfrentamento semelhante ao ocorrido em São Paulo entre policiais militares e civis. Este enfrentamento, no entanto, é considerado fora de cogitação, pois os PMs, segundo Isaac e Müller, estão conscientes de que são iguais as reivindicações de todos os profissionais da segurança.
Falência
Quando o próprio secretário nacional da Segurança Pública entende que o “sistema de segurança do país está falido”, o quadro que se estabelece hoje no RS está absolutamente dentro da realidade. Nele nada há de artificial, a partir, inclusive, da falta de visão do governo para buscar o simplismo do caminho das pedras, que é o diálogo. Quem está se apresentando como voluntário para mediar o episódio é o ouvidor-geral da Segurança Pública do RS, Adão Paiani. É certo que o ouvidor ouve. Ouvirá o Piratini?
Wander.cs@terra.com.brNavegar é possível
Embora tenha o próprio nome ligado à abundância de águas que tem, o Rio Grande do Sul invariavelmente evoca uma imagem terrestre, que se confunde com a vida no campo, no manejo do gado, a tropa, a carreta, o Pampa onde nasceu o mito do campeador. É comum ouvir-se, sem ressalvas, dizer que o Rio Grande do Sul foi conquistado “a pata de cavalo”.
É tão comum que soa estranho dizer que foram as águas que determinaram, desde o início, o rumo e o ritmo da conquista e da ocupação do território.
Foi a costa inacessível que retardou por dois séculos a ocupação portuguesa. Em 662 quilômetros de costa, só há três “entradas”: o rio Mampituba e o Tramandaí, onde só podem entrar pequenas embarcações, e o sangradouro que liga a Lagoa dos Patos ao Atlântico, no local onde hoje está o porto de Rio Grande. Só quando foi vencida a barra em Rio Grande, a povoação se propagou, seguindo o curso d’água e se fixando junto aos portos naturais. O caminho das águas foi fundamental em todos os ciclos econômicos, desde o início da formação do Estado.
Nas últimas décadas, as vias navegáveis foram substituídas pelo asfalto. Os caminhões e ônibus passaram a ser preferidos na movimentação de cargas e pessoas. Embarcações como os trens quase sumiram da paisagem. Foi um ciclo.
No presente, a rede fluvial e lacustre volta a ganhar atenção, por conta de grandes projetos em andamento, envolvendo bilhões de dólares. São milhões de toneladas, desde a matéria-prima para as indústrias até o produto final para exportação, que precisam ser transportadas.
A decisão do governo federal de apostar no porto de Rio Grande como uma porta para a Ásia completa o quadro. Há portanto um renascer da navegação no Estado. Neste livro queremos demonstrar que isso é tão possível quanto necessário.
Texto de introdução do livro Navegando Pelo Rio GrandeA política e sonho da bandidagem
As eleições agitam o imaginário dos líderes do crime organizado que postulam por cadeiras em nossos órgãos legislativos.
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral), como já havia feito no primeiro turno da eleição, disponibilizará uma urna eletrônica para que 55 detentos do Presídio Central, com domicílio eleitoral em Porto Alegre, possam votar no próximo domingo (26/10). O cadastramento dos presos foi feito pela Brigada Militar junto com o Ministério Público. Segundo a promotora de Justiça, Cynthia Jappur, podem votar presidiários que não possuem contra si condenação criminal transitada em julgado. Explicou Cynthia que provisórios são os autuados em flagrante, presos preventivos que irão a júri popular ou condenados por sentença recorrível. Na outra penitenciária de regime fechado, em Porto Alegre, a Feminina Madre Pelletier, não houve número suficiente de presas provisórias com domicílio eleitoral na Capital – o mínimo exigido é de 50.
Há um movimento no país, muito forte no Rio Grande do Sul, que envolve, inclusive jovens magistrados, que pretende levar o direito de votar e ser votado a todos os apenados, inclusive aos integrantes do PCC. Considerando a possibilidade de mobilização de parentes, cúmplices, mais o lastro financeiro e o poder de coação do crime organizado, não seria apenas um sonho da bandidagem colocar seus representantes em todos os parlamentos do país.
Gourmet
A direção do Presídio Central e o Conselho Nacional do Sesi, realizaram, ontem, no auditório daquela casa de detenção, a entrega de certificados aos 58 apenados que participaram do curso do Projeto Cozinha Brasil. Esta é a terceira unidade prisional a receber o caminhão do Sesi – as outras foram as penitenciárias de Montenegro e Madre Pelletier – numa iniciativa em parceria com a Susepe. Segundo a coordenadora do projeto, Erminda Torres, o programa prevê uma economia de 30% no preparo dos alimentos, com o aproveitamento de todas as partes, inclusive o que normalmente é dispensado como caule, talos, cascas e folhas. Erminda ressalta que o curso ensina também a fazer uso correto de óleo e sal, ajudando na redução da taxa de colesterol e hipertensão. Atualmente, há cerca de 30 apenados que usam medicamentos para controle de hipertensão.
Ocorreu, ontem, a formatura da 2ª Edição do Curso de Patamo, na Associação dos Inativos da Brigada Militar, em Pelotas. O curso, que tem a carga horária de 50h/aula, formou 19 policiais militares, dentre eles, a primeira soldado feminino, Celeste Soares Moraes Duarte, que está há 15 anos na Brigada Militar. As atividades foram realizadas no Centro de Formação Ninho de Águia, na chácara Boca do Arroio. O curso têm o objetivo de preparar o PM para atuação em abordagens e no atendimento de ocorrências em locais de alto risco.
Alto risco
O curso, que tem a carga horária de 50h/aula, formou 19 policiais militares, dentre eles, a primeira soldado feminino, Celeste Soares Moraes Duarte, que está há 15 anos na Brigada Militar. As atividades foram realizadas no Centro de Formação Ninho de Águia, na chácara Boca do Arroio. O curso têm o objetivo de preparar o PM para atuação em abordagens e no atendimento de ocorrências em locais de alto risco. Segunda-feira, começará a 3ª edição do curso.
Cabeças
Um vereador de Cacequi foi preso sob suspeição de abigeato. Na propriedade rural de Amaury Fragoso, do PP, a polícia encontrou 18 cabeças de gado de origem não definida. Fragoso também é suspeito de receptação e formação de quadrilha e teve sua prisão preventiva decretada.
Ficção
A simples propagação pelo governo da criação da tal Secretaria de Transparência, Prevenção e Combate à Corrupção na Administração Pública, fez com que este humilde marquês, solitariamente, afirmasse que não iria funcionar. Segunda-feira, às 11h, no Palácio Piratini, Carlos Otaviano Brenner de Moraes será empossado como o segundo titular deste órgão, agora reduzido a gabinete, sucedendo Mercedes Rodrigues que, sabiamente, pediu o seu chapéu e foi para casa. Não obstante o currículo de Carlos Otaviano, membro ímpar do todo poderoso Ministério Público, o gabinete, que nada mais é do que uma ficção política, não irá funcionarO odor deletério
Um cadáver sempre poderá ser substituído por outro mais interessante.
A globalidade midiática, notadamente, hoje, no campo da criminalidade, tem muito a ver com a venda de detergente, de equipamentos eletrônicos de última geração, de manter no pico de audiências novelas ou séries de televisão. A vantagem do crime é que ele é real e envolve o cheiro de pessoas vivas e mortas. O passado, as fotos, os sonhos. As hipocrisias do cotidiano. Na ficção, os produtores têm a mão de obra de explorar a atuação dos atores em entrevistas repetitivas e ridículas e que, por serem repetitivas, para a massa, passam a ser recebidas como coisas factuais. Quanto ao crime, realmente existente, ao seu enredo são misturadas as técnicas da ficção e, assim, o que aconteceu no Rio ou em São Paulo, onde são contratados os cérebros criadores desse processo, passa a ser motivo de insônia entre os mateadores de Bossoroca, no RS, e, igualmente, entre os dourados acadêmicos da Universidade de Sobral, no Ceará. E a bola de neve rola e cresce. Na mesma medida que ilustrados intelectuais de Não-me-toque atacam diretamente o discurso de Obama, no interior do Piauí, articulistas derrubam toda a cúpula das policias estaduais de São Paulo. Esse é o jogo que envolve o cadáver de Eloá, cujo odor deletério será explorado até o último momento do julgamento de seu matador, se outro fato mais interessante não acontecer.
Penitenciárias
O governo do Estado liberou, ontem, R$ 3 milhões e 159 mil para obras no sistema penitenciário. O superintendente da Susepe, Paulo Zietlow, lembrou que, hoje, inicia-se a ocupação da nova penitenciária de Caxias do Sul.
Especialização
A Brigada Militar, realizou, ontem, a chamada Operação Especializada, em 166 municípios gaúchos. Foram mobilizados 475 PMs e 160 viaturas. na ação. Houve uma prisão e apreensão de uma arma.
Frota
Quatro homens atacaram agência do Sicredi em Capão do Cipó, no centro do estado. Eles destruíram duas portas de vidro de madrugada, depois de arrombar o cofre sugiram em uma caminhonete. Testemunhas avisaram a Brigada Militar mas como a viatura de Capão do Cipó está na oficina mecânica foi preciso esperar pela chegada de policiais do município vizinho de Santiago. Ninguém foi preso. E a chamada renovação da frota está em pleno andamento, mas sem muita pressa. Aliás, o governo tem confundido reposição com renovação.
Tráfico
Três homens de 20, 21 e 25 anos de idade, foram presos por agentes do Denarc na vila Iolanda, em Guaíba. Houve a apreensão de 50 pedras de crack e uma touca-ninja, além de uma espingarda uma operação coordenada pelo delegado Daniel Ordahi. Uma operação isolada, como esta, invariavelmente, resulta em sucesso bem maior do que as desgastantes blitze da Brigada Militar em todo o Estado. Nesse campo, algo precisa ser redimensionado pelos profissionais da inteligência da pasta da Segurança.
Blitz
Dois homens foram presos, ontem, com um Monza roubado e cinco armas em Arroio dos Ratos. O carro foi abordado em uma blitz da Brigada Militar.
Beleza
Lei dos Desmanches foi considerada pelos deputados estaduais gaúchos como a legislação de maior relevância social aprovada pela Assembléia Legislativa na atual legislatura. Ainda não deu para notar a eficiência da aplicação desta lei, mas que ela é bonitinha não há nenhuma dúvida.Pronunciamento da Vereadora Margarete Moraes na Câmara Municipal, no dia 15 de outubro de 2008
Pronunciamento da Vereadora Margarete Moraes na Câmara Municipal, no dia 15 de outubro de 2008, acerca do projeto de Descentralização da Cultura e a favor de um projeto democrático de revitalização da orla do Guaíba, sem privatização do espaço público.
O SR. PRESIDENTE (Sebastião Melo): A Ver.ª Margarete Moraes está com a palavra para uma Comunicação de Líder, pela oposição.
A SRA. MARGARETE MORAES: Sr. Presidente, Ver. Sebastião Melo; eu quero contestar algumas declarações do Prefeito Fogaça ditas ontem na TV Pampa em relação a atividades da Secretaria Municipal da Cultura no tempo da Administração Popular. Ele dizia que hoje eles têm 93 oficinas no Projeto de Descentralização da Cultura, e nós temos dados fornecidos pelo próprio Governo que dizem que existem 70 oficinas. Nós deixamos 93 oficinas.
Em relação ao Auditório Araújo Vianna, quando eu fui Secretária em 2001, nós pedimos um laudo sobre a lona na SMOV, e a SMOV apresentou o seu laudo. E nós, em conjunto com a SMOV, realizamos uma obra de reforço na lona com garantia de dez anos. Portanto não procedem as declarações do Secretário Sérgius e do Prefeito Fogaça de que o Auditório Araújo Vianna estava inviabilizado.
Em relação ao Porto Alegre em Cena – tenho vários catálogos -, nós o fazíamos nos bairros Restinga, Humaitá, no Morro da Cruz, na Zona Norte e em todas as regiões da Cidade.
Dito isso eu queria dizer que agiu com muito bom senso a Mesa desta Casa e as Lideranças, ontem, quando definiram, por unanimidade, adiar para depois das eleições a votação do Projeto Pontal do Estaleiro. Na verdade, a Mesa e as Lideranças apenas cumpriram um acordo que haviam feito anteriormente que não deveríamos votar antes das eleições, por que causaria uma tensão desnecessária e exagerada neste momento. Nós queremos reiterar nesta oportunidade a nossa posição: somos a favor da orla do Guaíba, de toda a orla, e acreditamos que aquele local – Pontal do Estaleiro – precisa ser de fato revitalizado, mas não com este Projeto. Somos a favor do Patrimônio Cultural e Ambiental da cidade de Porto Alegre. Concordamos com o gravame registrado no Plano Diretor da Cidade que diz que aquele local deve ser tratado como uma Área Especial, Ver. Alceu Brasinha, que tem que ter uma altura discreta, qualquer empreendimento que seja, no máximo, de três ou quatro andares, mas sobretudo que respeite a vocação, a identidade daquela área, considerando sem nenhuma dúvida a beleza do entorno, e que este local possa ser um local de encontro, de lazer voltado à gastronomia. Por exemplo, o que torna agradável a Rua Padre Chagas? A gastronomia e as suas lojas.
Aquele local pode ser um local de cultura para todos, sem nenhum entrave, sem nenhuma burocracia; de lazer; de esportes, para que seja de fato o ponto de lazer onde as pessoas se encontram, como fazem naturalmente no Parque Farroupilha; ligado ao Turismo, sobretudo de acesso a esse bem que a Cidade tem que é o lago Guaíba. As pessoas não querem se afastar do lago, ao contrário, o Poder Público deve oferecer ações para que as pessoas tenham acesso, tenham proximidade ao lago. Isso é um conceito. Trata-se de um conceito de uma cidade para todos e para todas sem nenhuma discriminação, onde as pessoas possam se reconhecer, se referenciar, assim como fazem naturalmente, dependendo dos governos, em outros pontos de Porto Alegre. Nós já falamos, nas nossas razões, por que somos contra o Projeto Pontal do Estaleiro, mas queria dizer que agora existem razões legais que devem ser regularizadas, e para o Projeto tramitar de novo nesta Casa eu quero levar a Bancada do Partido dos Trabalhadores, a nossa Bancada, para discutirmos, porque acho que temos que considerar agora que esse Projeto só voltará a tramitar nesta Casa se for de iniciativa do Executivo, e, quando for iniciativa do Executivo, venha para uma comissão especial, Ver. Todeschini, ligada ao Plano Diretor, e daí é que deveriam sair todos os pareceres.
Nós queremos cumprimentar a Mesa e a Liderança por terem compreendido, por terem tido sensibilidade neste momento político que estamos vivendo, evitando um clima de tensão nesta Casa e mandando esse Projeto para depois das eleições. Agora há razões jurídicas também, então deveremos rediscuti-lo para ver em que condições esta Casa, de novo, poderá analisar o Projeto Pontal do Estaleiro.Movimentos dos policiais não assustam o Piratini
Diálogos das lideranças com o governo não param, mas avançam para as laterais.
Os policiais só descobriram a sua condição de trabalhadores após os chamados anos de chumbo. Até então, eles se achavam um apêndice, privilegiado, da sociedade devido ao contato direto com o poder do qual recebiam óbulos pela fidelidade canina que prestavam. No universo dos homens da segurança, no entanto, havia as lideranças realmente privilegiadas que, com roteiros maquiavélicos, mantinham seus subalternos distantes das decisões e passivos no cumprimento de cada uma. Ocorre que, segundo escreveu um dia o saudoso delegado Licurgo Cardoso, “ninguém vive impunemente as delícias dos extremos.” Os governos, que, ao longo de décadas, tanto usufruiram e alimentaram a alienação desses profissionais, hoje, deles recebem pressão sem encontrar saída. Ninguém aceita mais óbulos e, embora existam nichos de privilegiados, eles são em número gradativamente menor, além de desacreditados.
Na moldura que traço, a Brigada Militar não pode fazer greve, mas a operação padrão é uma saída. A Polícia Civil tem as duas opções. E as duas corporações, pela primeira vez na história, abandonaram a filosofia dos burricos, amarrados entre si, que partiam para lados opostos sem alcançar os montes de feno. Em novembro, as lideranças dessas instituições estarão discutindo tais procedimentos semiparalisantes. Contatos foram feitos com os secretários Aod Cunha e Mateus Bandeira, do Planejamento e da Fazenda, respectivamente, sem maior sucesso. Como nos velhos tempos da alienação, o governo parece disposto a pagar pra ver.
Diretora
A delegada Sonia Dal´Igna é a nova diretora do Departamento de Ensino e Treinamento da Secretaria da Segurança Pública. Sonia, delegada de 2ª classe, é pós-graduada em Direito Processual Civil pela Ufrgs e, na área de Psicologia, pela Universidade de São Paulo, ambas em nível de Especialização; entre 1999 e 2005, foi titular das delegacias para o Adolescente Infrator e de Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência; de janeiro de 2006 a outubro de 2008 dirigiu à Divisão de Ensino da Academia da Polícia Civil.
Salva-vidas
O processo seletivo de contratação de Salva-Vidas Civis Temporários foi aberto ontem e se encerra no dia 16 de novembro de 2008. A finalidade é contratar para a Brigada Militar 600 candidatos, para todo o RS, sob o regime jurídico estatutário, submetidos ao Regime Geral da Previdência Social, para os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. Maiores informações estão no site da Brigada www.brigadamilitar.rs.gov.br. Quase nunca ou com muita raridade essas vagas tem sido preenchidas nos últimos verões.
Bandidos
Em Canoas, dois homens foram presos no bairro Harmonia portanto duas pistolas e cinco carregadores calibre 40. Houve a apreensão de um Ford Fiesta. Segundo o delegado Moacir Firmino, da 3ª DP do município, a dupla apresenta antecedentes criminais por homicídio e assaltos.
Presídio de Caxias
A Penitenciária Regional de Caxias do Sul, inaugurada em setembro, começará a ser ocupada, amanhã, com 76 presos oriundos da outra penitenciária da cidade, a Industrial. A nova unidade prisional tem capacidade para 432 vagas, e a forma de transferência dos presos foi definida, segundo-feira, em Caxias, em reunião entre o titular da Susep, Paulo Roberto Zietlow, a juíza da Vara de Execuções Criminais, Magali Rabello Justin, e integrantes do Ministério Público. Ficou decidido o remanejamento de 30 presos condenados, 30 provisórios e 16 em isolamento. Os primeiros transferidos foram selecionados por terem um perfil mais tranqüilo ou serem voluntários para exercerem atividades na cozinha, lavanderia e na manutenção do presídio.
Tiros (1)
A Suepe adquiriu armas calibre .40 (ninguém sabe quantas), cujo uso exige treinamento especial. O cursos para o uso do artefato não têm data de início marcada, pois ainda não há munição.
Tiros (2)
A Brigada Militar promoverá no próximo dia 4 de novembro o evento Instrução e Competição de Tiro para a Mídia Gaúcha, com duas opções de horários: das 9h às 11h ou das 14h às 17h. O evento é alusivo ao aniversário da corporação. A premiação acontecerá após as 17h, no local da competição, no Centro de Material Bélico da Brigada, na avenida Aparício Borges, 2001. Informações e inscrições na Assessoria de Comunicação Social da instituição pelos telefones 3288-2930 e 3288-2932. Rogério Mendeslky que, ainda menino, acertava com facilidade passarinhos que invadiam as terras de Viamão, é um dos favoritos.Há coronéis sobrando na Brigada Militar
As promoções têm data obrigatória, mas para que elas aconteçam é necessária a abertura de vagas.
O colégio de coronéis da Brigada Militar que, desde a vacância de um ca-deira no Tribunal Militar do Estado, se mantém nervoso, tem mais um mo-tivo relevante para provocar cruzamentos de currículos, visitas inesperadas e até mesmo o risco de ligações telefônicas. E, tudo isso, com a participa-ção dos tenentes-coronéis. Ocorre que no próximo dia 18 de novembro, de-verá, por lei, ser publicada a lista de promoções de oficiais da coporação. Com isso, é provável que, até esta data, venha a ser conhecido o nome do novo juiz do Tribunal Militar do Estado, o que determinará um efeito do-minó no comando-geral da corporação e na própria Casa Militar do Pirati-ni. Sigam-me.
Truque
No quadro das promoções, a governadora Yeda Crusius deverá apelar para seus dotes de alquimista. Tudo porque o colégio de coronéis está transbodante. Há 26, quando deveriam ser 25. O truque mais viável será o de ceder o número necessário e político desses profissionais para funções não militares em outras secretarias, o que geraria as chamadas vagas virtu-ais que possibilitariam acomodar a carga da carreta. Realizada a experiên-cia alquímica, Yeda poderá corrigir uma gafe de seus assessores, que deixa-ram passar a nomeação do tenente-coronel Joel Prates para a titularidade da Casa Militar, cargo, por lei, destinado a coronel. Isto significa que, em ha-vendo sobra de coronéis, há, pelo menos, um cargo de coronel vago.
Tabu
Na aula inaugural do curso Técnico de Segurança Pública para 500 sol-dados habilitados, proferida pela governadora Yeda Crusius, na manhã de ontem, no auditório da Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre, ten-do como tema “um governo de resultados” foi evitado o vocábulo “salário”. Aliás, sobre salário será a reunião hoje, de todas as entidades representati-vas da Brigada Militar e Polícia Civil, quando será feita uma avaliação dos trabalhos até agora realizados. Não esta afastado o encaminhamento de uma proposta de paralisação.
Clima
O triplo assassinato ocorrido ontem, em Vista Gaúcha, noroeste do Esta-do, é um desses casos que fogem da responsabilidade preventiva da polícia. Em sua oficina, Eliseu Denchug, 49 anos, foi executado a tiros e, com ele, seu filho Marcelo, de 21 anos, e Hermogênio Bandeira, de 53, que era cli-ente da casa. Dois homens em uma Parati verde, com placas de São Lepol-do, chegaram no local atirando. O veículo foi encontrado queimado próxi-mo a Tenente Portela. Mas se escapa da responsabilidade da polícia evitar este tipo de delito, ele não deixa de sinalizar o clima de violência que, da Capital e da Região Metropolitana se espraiou por todos os recantos do Rio Grande.
Fazendeiro
Um produtor rural foi feito refém durante assaltos, entre a noite de do-mingo e a madrugada de ontem, em Manoel Viana, Fronteira Oeste do Es-tado. Cinco bandidos entraram na propriedade de Rafael Pascoal da Silva Müller, 68 anos, que foi levado até a uma outra fazenda, também assaltada. A BM foi acionada e houve troca de tiros, mas ninguém foi preso.
Trapalhadas
Furtos de equipamentos da Assembléia Legislativa – um problema anti-go – resultaram agora em providencias para reforçar os dispositivos de se-gurança da casa. Em verdade, os órgãos públicos têm uma certa dificuldade em zelar pelo seu patrimônio. A própria pasta da Segurança, há alguns a-nos, faz algumas trapalhadas na montagem da vigilância no casarão que ocupa na rua Voluntários da Pátria.
Traficantes
Em Gravataí, PMs estouraram, na madrugada de ontem, um ponto de trá-fico na rua Labras, no bairro Vera Cruz, e prenderam quatro pessoas. Fo-ram encontradas 88 pedras de crack e cachimbos para o consumo da droga. Em Canoas, também por PMs, foram presos dois homens identificados co-mo Wagner Braga dos Santos, 29 anos, e Juliano Masumi da Silva, 28 a-nos, com drogas e munição.
Adolescentes
Dois adolescentes foram executados na noite de domingo, em São Leo-poldo, elevando para dezoito o número de homicídios registrados no fim de semana no Rio grande do Sul. Anderson Dias da Silva, de 17 anos mor-reu com dois tiros, e Maurício da Silva Dias, de 20 anos levou 6 tiros e esta internado em estado grave no hospital Centenário O atentado ocorreu no bairro Aroldo Mantega. Na Vila Vicentina, outro adolescente, Everton da Silva Farias, de 17 anos, foi executado com 15 tiros.
Bote
Sete carros roubados foram localizados em desmanche de veículos des-coberto, na madrugada de ontem, na Zona Norte da capital. Segundo poli-ciais do setor de inteligência do 20º BPM, apenas um Corsa não havia sido desmanchado. A Brigada Militar acompanhou um veículo com monitora-mento por satélite que foi levado até o ferro velho da avenida Sertório. Duas lojas de auto peças serviam de fachada para o desmanche que foi fe-chado pela terceira vez nos últimos dois anos. Não obstante não consiga dar conta das tarefas do policiamento ostensivo, a Brigada continua trabalhan-do, e muito, na área da investigação. Mas nem tudo dá certo, pois nesta o-peração da Sertório o bote foi dado na hora errada. Ninguém foi preso.Do velho truque da brabeza
A liberdade de imprensa nunca deixará de ser um incômodo para o poder público.
Há alguns meses, o presidente de uma câmara municipal da Grande Porto Alegre, envolvido em diferentes tipos de falcatruas, inclusive nepotismo, que, dias depois do desabafo foi defenestrado, disse-me, muito brabo, que essa tal de liberdade de imprensa deveria ser suspensa no todo ou, pelo me-nos, rigorosamente, reduzida. Nenhuma surpresa nisso, pois é notável como nos três poderes e órgãos afins, no Rio Grande e no país afora, a resposta dada a constatações de ilícitos pela imprensa ou através de cidadãos do po-vo não são respondidas, no mais das vezes, com a altivez de quem exerce um cargo público. Há contestações que transitam no limiar do infantilismo, o que se torna uma agressão à inteligência da sociedade. Outras, de forma solitária ou com a solidariedade unânime dos membros da corporação, são apresentadas com brabeza ameaçadora (o que não é mesma coisa que in-dignação), com adjetivos pátrios, regionalistas, pinçados na tradição de nossa gente e bijuterias outras. No entanto, esta brabeza, invariavelmente, é vazia e vale para um monólogo, jamais para um debate. Dentro desta mol-dura, se desenvolve há alguns meses, mas o problema existe há décadas, a polêmica do nepotismo. Sem medo de obrar em equivoco, digo que, isola-do em minha torre, aprendi que brabeza não é sinônimo de sabedoria e, se o fosse, todos os leões seriam sábios.
Repeteco
Sexta-feira, das 12h às 18h, a Secretaria da Segurança Pública, por meio da Brigada Militar, realizou a chamada e repetitiva Operação Esforço Con-centrado, simultaneamente, em 451 municípios gaúchos. Foram mobiliza-dos 1.515 servidores em 555 viaturas. Foram presos 16 pacientes, sendo um foragido da Justiça, e apreendidas três armas.
Líder
Agentes do Denarc prenderam em flagrante por tráfico de entorpecentes, sexta-feira, um homem com 48 anos de idade. Ele é um dos dois principais líderes do tráfico de drogas na Região Metropolitana de Porto Alegre. Se-gundo o delegado Márcio Zachello, na residência do indiciado, na rua Pan-diá Calógeras, bairro Niterói, Canoas, foram apreendidos sete quilos de maconha, dispostos em tabletes, e uma faca.
De Bem
Policiais da 13ª DP prenderam um homem que se apresentava com o nome falso de Paulo Roberto de Bem. Disse o delegado Walter Waigner, que o vigarista operava como picareta de automóveis e atuava em Bagé, Vacaria e Porto Alegre.
Família
Um casal traficante de drogas foi preso pela DP de São Sebastião do Caí, no bairro Conceição, localidade de Coxilha Verde. em diligência orientada pela delegada Cleusa Spinato. Houve a apreensão de130 pedras de crack, 40g de cocaína, 62g de maconha e duas balanças de precisão.
Cães
Amanhã, às 14h, na Escola Técnica de Montenegro, terá início a 2ª Edi-ção do curso de guias de cães farejadores de explosivos. A aula inaugural será realizada pelo chefe de gabinete do comandante-geral da Brigada Mili-tar, tenente-coronel Mário Augusto Jardim Maciel. O curso contará com 23 alunos, sendo 22 masculinos e um feminino.
Apenados
Está na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) projeto de lei do senador Sergio Zambiasi (PTB-RS) que permite ao apenado partici-pante do PIS (Fundo de Participação do Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), que tiver cumprido pena de reclusão, sacar o saldo de sua conta individual, des-de que este seja efetuado nos primeiros 180 dias posteriores ao fim da pena.
Crime e castigo
Um assaltante morreu e um policial civil ficou ferido em tiroteio durante tentativa de assalto ao CFC (Centro de Formação de Condutores) no bairro Igar, em Canoas. Três homens armados praticaram o ataque. O agente Heitor Gonçalves foi atingido por um tiro de raspão na cabeça. Os criminosos fugiram em um Astra e abandonaram o comparsa, agonizante, em Esteio.A Brigada de um só comandante
Todo o poder de Mendes emana do Piratini e toda a ação da tropa emana de Mendes.
A governadora Yeda Crusius, em datas festivas, orgulhosamente e, com plena razão, verbaliza a sua condição de comandante-em-chefe da Brigada Militar. Não se trata de um título honorífico e, sim, de um preceito da cons-tituição do Estado. Não sendo dotada Yeda dos eflúvios da ubiqüidade, monitora, do Piratini, o comandante-geral da corporação. Este sim, presente nos atos festivos e nas mais diferentes ações de rua da Brigada Militar, sempre com uniforme operacional e pronto para combater os fora da lei, inclusive os que ele chama da “baderneiros”. Mendes transformou-se ou foi transformado num ícone, não só da Brigada, como da própria imagem da Segurança Pública do RS. Na Polícia Civil, por ora, não há ou não apare-ceu, quem tenha perfil semelhante. Digo mais: Mendes, hoje, é o único comandante da Brigada, pois a sua presença eclipsa todos os demais coro-néis da corporação. Se a ação é grande e Mendes não aparece, a Brigada está incompleta. E todo o poder de Mendes sobre a tropa emana do Piratini e toda a ação da tropa emana de Mendes. Sigam-me.
Exemplo paulistano
Nos últimos movimentos sociais ocorridos em Porto Alegre, especialmente nos de quinta-feira última, ficou claro que é a sensibilidade do único comandante da Brigada é que determina se a massa está disciplinada ou se passou dos limites estabelecidos no vade-mécum brigadiano. Se houver indisciplina, pau neles. Não se pode negar nisso a égide do Piratini, tanto é que, ontem, bem cedo, Mendes e o subchefe da Polícia Civil, delegado Francisco José Tubelo, voaram para São Paulo como observadores do con-flito, ocorrido naquela capital, da Polícia Militar com a Polícia Civil. Afi-nal, a Polícia Civil gaúcha está maturando uma paralisação e a Brigada pre-cisa estar preparada.
Juiz
Caso as decisões de Mendes, diante dos movimentos sociais, ocorridos quinta-feira, na Capital, tenham correspondido às orientações da governa-dora Yeda Crusius, ele permanece como o principal candidato à cadeira vazia de juiz existente no Tribunal Militar do Estado. O coronel continua como o pára-raio do Piratini.
Quadrilha
A “Gangue do Sandão”, facção que era composta de seis bandidos e ater-rorizava A Vila Respeito, no bairro Sarandi, sofreu mais uma baixa. A 12ª DP, que já havia capturado três dos quadrilheiros, ontem, prendeu um jovem membro do grupo, 24 anos, acusado de latrocínio, tráfico de drogas e homicídio. As operações estão sendo coordenadas pelo delegado André Ciardullo Mocciaro.
Motoqueiros
Dois bandidos, numa moto, um com 24 anos e o outro com 22, foram capturados pelo 15º BPM, na madrugada de ontem. O criminosos tentaram fugir depois de atingirem a viatura da Brigada com dois tiros. Com a dupla foi apreendido um revólver 38.
Cela
A Susepe realizou nesta semana a reforma estrutural que deu origem a uma nova cela disciplinar e de triagem no interior do Presídio Estadual de Camaquã. De acordo com o diretor do presídio, Ângelo Larger Carneiro, o objetivo é garantir o cumprimento de sanções disciplinares preventivas aos apenados, que por ventura cometerem falta disciplinar de natureza grave.
Homicídios
Até 2004, a média de assassinatos, em Canoas, não passava de 50. De 2005 a 2007, cerca de 100 pessoas foram mortas anualmente. No estado, 1.348 pessoas foram assassinadas desde o início do ano, média de quase 5 por dia.
Bandidos
Em Viamão, a Polícia Civil, em ação na Vila Universal, prendeu Nery Martins da Silva e Carlos Alberto Marques. Eles seriam responsáveis por três homicídios, além de comandar o tráfico na região.
Chefão
No Vale dos Sinos, sete agentes da Polícia Civil supreendeu o empresário Carlos Alberto Boll, 49 anos, acusado de movimentar, mensalmente, 1,5 tonelada de maconha. Segundo o titular da 3ª DP Regional Metropolitana, João Bancolini, a investigação foi desenvolvida desde abril do ano passado. Boll, para limpar o dinheiro, mantinha uma revenda ônibus e caminhões. Este foi um dos maiores magnatas da droga preso no últimos anos no Estado.
