Marcelo Delacroix e quinteto apresentam músicas do novo trabalho, no Espaço 373

 

No próximo sábado (10), o Espaço 373 recebe o músico e compositor Marcelo Delacroix, em formato quinteto: Beto Chedid (violões, bandolim, cavaquinho, harmônica e voz), Giovanni Berti (percussão e voz), Mateus Mapa (flauta, baixo, percussão e voz) e Zelito (violões, violino, baixo e voz). No repertório estarão canções inéditas, já apontando para o próximo disco, como Precisamos Conversar (parceria com Mário Falcão), Benfazeja (com Arthur de Faria e Nelson Coelho de Castro, que também participam do show), Fonte da Nostalgia (com Carlo Pianta), Luna Diurna (com Raul Ellwanger).

De seus discos anteriores, não faltarão as já conhecidas Chove sobre a Cidade (com Ronald Augusto), Inverno (com Arthur de Faria), História de Nós Dois (com Leandro Maia) e Cantiga de Eira, do folclorista Barbosa Lessa, canção que esteve esquecida por décadas, e foi revitalizada por Delacroix e seu disco Depois do Raio.

Marcelo Delacroix – Foto: Vitória Proença/ Divulgação

Ao longo de sua trajetória, Delacroix lançou cinco discos: Grupo Quebra Cabeça (instrumental, 1994), Marcelo Delacroix (2000) e Depois do Raio (2006), ambos vencedores do Prêmio Açorianos de Melhor Disco MPB; Canciones Cruzadas (2013), em parceria com o uruguaio Dany López, e Tresavento (2020), seu mais recente trabalho. O músico compôs diversas trilhas para produções de teatro, dança, televisão e cinema, que também lhe valeram alguns prêmios.

Marcelo Delacroix, Giovanni Berti, Mateus Mapa, Zelito e Beto Chedid – crédito Isidoro B. Guggiana/ Divulgação

SERVIÇO

Show Quinteto Marcelo Delacroix

Quando: 10 de setembro | Sábado | 21h

Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)

Ingressos: R$ 35 a R$ 100

Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/marcelo-delacroix/1706128

Ingresso Amigo: R$ 35
Ingresso Mui Amigo: R$ 45
Ingresso 373: R$ 55
Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)

Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

Ateliê dos Arteiros ministra oficina “Cria Criatura” para crianças e adolescentes

 

Nos dias 8 e 15 de setembro, o Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho promove a oficina Oficina Cria Criaturas, a partir do desenho, da pintura e da colagem. Experimentações com aquarela e materiais incomuns para novas texturas e criação de diferentes expressões faciais. Um tempo para criar, ampliar o imaginário e fazer novas descobertas.

Os encontros, pensados para crianças e adolescentes entre 11 e 14 anos, ocorrem em duas quintas-feiras, das 14h30 às 16h30. O investimento é de R$ 180, com material incluso.

O Ateliê dos Arteiros integra o projeto Gira-Arte, criado em 2021, que oferece mais de 20 modalidades de formação artística para crianças e jovens.

PROGRAMAÇÃO

Oficina 1: Aquarela – técnicas para criar texturas – desafios de desenho – criação de monstros, seres e criaturas.

Oficina 2: Colagem – técnicas para criar expressões faciais – criação de animais e seres imaginários com diferentes caras e caretas – escrita de diálogos e minicontos.

Sobre as ministrantes

Anelore Schumann é idealizadora e coordenadora do projeto Ateliê dos Arteiros, desde 2010, e coordenadora do projeto Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho. Realizou cursos de desenho e pintura no Ateliê Livre da Prefeitura, de 1986 a 1990, e pintura poética em 2007 e 2008, no Grupo Cero em Porto Alegre. Integrante da Escola de Poesia desde 2003, publicou poemas na revista Ovo da Ema (zero, 1, 2 e 4) e escreveu Vestígios de Kairós, seu primeiro livro de poesia, publicado em 2017. A partir de 2010, coordenou oficinas de arte para crianças e adolescentes no Ateliê Oca e em outros espaços culturais. Realizou mais de 15 exposições, entre as quais: Mostras de pinturas e desenhos das Oficinas de Arte do Ateliê dos Arteiros (2011/2018), Mario Quintana 110 anos (2016) e Mostra de Pinturas do Ateliê dos Arteiros – Gatos e Paisagens no Centro Cultural 25 de Julho (2019). Também foi idealizadora do projeto de Arte e Leitura A História Sem Fim, baseado no livro homônimo do escritor Michael Ende, e curadora da Exposição Virtual Ateliê dos Arteiros (2020).

Ana Tedesco é ministrante das Oficinas de Arte para Crianças e Adolescentes, no Ateliê Oca, desde janeiro de 2014, e do Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho, desde janeiro de 2020. Ministrou oficinas de arte para crianças no Clube de Cultura, no Memorial da Justiça do Trabalho e na Casa de Cultura Mario Quintana. Colaborou na produção e montagem de mais de dez exposições entre os anos de 2011 e 2020, entre elas a Mostra de Pinturas do Ateliê dos Arteiros, no Centro Cultural 25 de Julho (2019) e a Exposição Virtual do Ateliê dos Arteiros (2020).

SERVIÇO
Oficina Cria Criaturas | Desenho, pintura e colagem
Quando: 8 e 15 de setembro | Quintas-feiras | 14h30 às 16h30
Onde: Centro Cultural 25 de Julho (Rua Germano Petersen Jr., 250 – bairro Auxiliadora)
Oficineiras: Anelore Shumann e Ana Tedesco
Público-alvo: crianças e adolescentes com idades entre 11 e 14 anos

Investimento: R$ 180 (material incluso)

OSPA realiza concerto especial em homenagem ao Bicentenário da Independência

Na semana em que a Independência do Brasil completa 200 anos, as comemorações ganham o reforço da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). A apresentação está programada para sexta-feira, 9 de setembro, às 20h, na Casa da OSPA. O maestro do Coro Sinfônico da OSPA Manfredo Schmiedt rege um repertório de grandes clássicos da música brasileira, que terá ainda participação da Banda de Música do 3º Batalhão de Polícia do Exército. O ingresso deve ser trocado por 1kg de alimento e já pode ser retirado na Bilheteria da Casa da OSPA ou no site sympla.com.br. O espetáculo também poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube.

A apresentação encerrará a programação especial do Comando Militar do Sul em celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil, que teve início no fim de agosto. A Banda de Música do 3º BPE abre o concerto com um repertório popular, sob regência do 1° Tenente Marlucio Loreto de Moraes, que inclui “Suíte Nordestina”, do pernambucano Mestre Duda, “Copacabana”, de Braguinha e Alberto Ribeiro, e “Na Baixa do Sapateiro”, um samba composto por Ary Barroso e gravado por Carmen Miranda.

Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes . Foto: Sgt PiresCMS/ Divulgação

Em seguida, a OSPA assume o palco para executar a abertura da ópera “Il Guarany”, de Carlos Gomes, que ganhou fama como a trilha do programa “A Voz do Brasil”. A orquestra também interpreta a “Rapsódia Nazaretheana para Piano e Orquestra”, obra em que Alfred Hülsberg orquestrou diferentes peças de Ernesto Nazareth, dentre elas “Brejeiro”, “Odeon” e “Apanhei-te, Cavaquinho”. Nessa peça, a pianista Olinda Allessandrini será a solista.

Também serão interpretadas peças de teor patriótico, como o próprio “Hino da Independência”, composto por Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga, cantado pelo Coro Sinfônico da OSPA, e ‘‘Abertura 1812’’, célebre música escrita por Piotr Ilitch Tchaikovsky para celebrar a vitória das tropas russas sobre a invasão napoleônica no ano citado no título. A obra é, até hoje, reconhecida pela instrumentação, que incorpora à orquestra uma banda militar e disparos de canhão que interrompem uma representação da Marselhesa, o hino francês.

Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes. Foto: Sgt PiresCMS /Divulgação

Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército

A Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército (3º BPE) tem como principal função dar marcialidade às formaturas e desfiles militares, dentro e fora dos quartéis, bem como apresentações, retretas e concertos ao público civil, com repertório que vai do clássico ao popular. Possui também, no seu repertório, dobrados, marchas e canções militares. Integrada aos valores culturais, a Banda ocupa lugar de destaque no Comando Militar do Sul, constituindo-se em valioso elemento de integração entre a sociedade gaúcha e o Exército Brasileiro. Já participou de diversos eventos nacionais e internacionais, como o IV e o V Encontros de Bandas Militares em Montevidéu, no Uruguai, e em Buenos Aires, na Argentina. Atualmente, é regida pelo 1º Tenente Músico Marlucio Loreto de Moraes e possui 57 integrantes.

Coro Sinfônico da OSPA

O Coro Sinfônico da OSPA é formado por cantores voluntários que se dedicam a interpretar grandes obras do repertório coral-sinfônico. Além de participações marcantes na programação da OSPA, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo realiza concertos à capela em diferentes cidades do estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. Em seu repertório estão obras de Aguiar, Bach, Beethoven, Bizet, Borodin, Brahms, Gounod, Händel, Haydn, Mahler, Mendelssohn-Bartholdy, Mignone, Mozart, Mussorgsky, Orff, Prokofiev, Puccini, Rachmaninoff, Rimsky-Korsakov, Santoro, Stravinsky, Tchaikovsky, Verdi, Villa-Lobos, Vivaldi, entre outros. A equipe artística do coro é formada pelo maestro Manfredo Schmiedt, a professora de canto Elisa Machado e o pianista Eduardo Knob.

Maestro Manfredo Schmiedt. Foto: LuciaMoreira /Divulgação

Manfredo Schmiedt (regente)

Com vasta experiência coral e orquestral por todo o mundo, Manfredo Schmiedt é o maestro do Coro Sinfônico da OSPA desde 1992. Possui mestrado em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduação na mesma área pela UFRGS. Seu currículo acadêmico inclui duas importantes condecorações: Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Apresentou-se, como convidado, em destacadas orquestras do mundo, como a Filarmônica de Mendoza (Argentina), a Orquestra Sinfônica da University of British Columbia (Canadá), a Filarmônica de Belgrado (Sérvia), a Sinfônica do Noroeste da Flórida (EUA) e a Petrobras Sinfônica (Brasil). Entre 2002 e 2020, foi regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Pianista Olinda Allessandrini. Foto: Flávio Wild/ Divulgação

Olinda Allessandrini (solista – piano)

Olinda Allessandrini é uma das mais conceituadas pianistas brasileiras, com um vasto repertório de obras para piano solo, além de música de câmara e concertos com orquestras, do barroco ao contemporâneo. Sua discografia abrange 11 CDs solo e 17 CDs como pianista convidada. Lançou também o DVD “pamPiano”, com direção de Caio Amon. Sua constante atividade de pesquisa e divulgação da música brasileira e latino-americana foi valorizada em várias edições do Prêmio Açorianos e com a distinção Líderes e Vencedores, da Assembleia Legislativa do Estado, como destaque na área cultural.

ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)

Concerto do Bicentenário da Independência
Concerto: Sexta-feira, 9 de setembro, às 20h.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

Ingresso: 1kg de alimento.

 Bilheteria on-line: via Sympla em bit.ly/ospa2022_ingresso.
Bilheteria na Casa da OSPA: sexta-feira (9/9), das 12h às 20h.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Programa:

 

CONCERTO DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA

 

Mestre Duda | Suíte Nordestina

 

Braguinha e Alberto Ribeiro | Copacabana

 

Ary Barroso | Na Baixa do Sapateiro

 

Apresentação: Banda de Música do 3º BPE

 Regência: 1° Ten Marlucio Loreto de Moraes

 

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Antônio Carlos Gomes | Abertura Il Guarany

 

Alfred Hülsberg | Rapsódia Nazaretheana para piano e orquestra

Solista: Olinda Allessandrini (piano)

 

Apresentação: OSPA

Regência: Manfredo Schmiedt

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Piotr Ilitch Tchaikovsky | Abertura 1812

 

Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga | Hino da Independência

Participação: Coro Sinfônico da OSPA

 

Apresentação: OSPA e Banda de Música do 3º BPE

Regência: Manfredo Schmiedt

 

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Fotografias com alma e graça, na exposição “Ir-Real 2 ”, de Marcos Monteiro

 

O fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro abre dia seis, terça-feira, na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha, onde é curador, sua nova exposição “Ir-Real 2”, que fica no local de três de setembro a 31 de outubro. A mesma mostra será levada para a Galeria de Arte Restinga, na Praça Alvorada, no bairro do mesmo nome, de dois de novembro a 10 de dezembro.

São 34 fotos, coloridas e PB. Curador da exposição, o fotógrafo e professor de Fotografia, Rogério Soares, apresenta o novo trabalho de Marcos Monteiro, no texto abaixo:

“Como era de se esperar, “Ir-Real”, em sua 2ª edição, re-surge ainda com mais força. Força essa, promovida por um olhar sempre atento, mas principalmente terno e humanista do qual Marcos Monteiro se utiliza para revelar seres anônimos, ora transmutados em autênticos personagens de sua amada cidade.

Partindo sempre de promissoras inferências sobre os lugares e pessoas a que escolhe fotografar, o autor através de brilhantes “insights” parece brincar com o que os olhos em uma 1ª mirada não conseguem ver. Assim mais uma vez, como puro passe de mágica, o fotógrafo a partir de uma técnica notadamente apurada, não somente retira do “real” o palpável e corriqueiro, como também habilmente o corrompe, tornando-o ainda mais rico, belo e instigante.

Neste sentido, o diverso conjunto de fotografias revigora um “espírito lúdico”, capaz de promover em cenas paralelas, pertinentes correspondências plásticas e semânticas. Então somos surpreendidos por imagens que se entregam a ilusão, criando assim efeitos miméticos onde contra-pontos, rastros, reflexos, sombras, sobre-posições entre outros aprontam o que deve ser “dito” .

Dotadas de alma e graça, essas fotos ouso dizer, sem esforço algum, se aproximam do olhar de fotógrafos como “Robert Dosneau” e “Frederick Sommer” por exemplo. Monteiro, como sabemos, é um sujeito que gosta de gente, e suas fotos igualmente gostam de gente. Tanto é verdade, que para produzi-las, ele seleciona não somente a melhor hora do dia ou da noite, buscando a luzideal, como pontos ou lugares conhecidos do grande público, mas de onde, e como ninguém consegue compor insólitos e únicos instantâneos.

Dessa forma, a vida diurna e noturna aparece ora repleta de amigos, desconhecidos, transeuntes e objetos que parecem ganhar “vida” ao mediarem, como sustenta Roland Barthes, a relação dos Homens com o mundo.

Concluindo, Ir-Real também se institui como autêntico “ato de linguagem” ao sustentar um discurso que além de pretender, ainda oferece uma arte verdadeiramente democrática, já que a rua que abriga a produção de tais fotos é a mesma que orgulhosamente as re-apresenta.

Então e por isso mesmo ,,, muito obrigado Marcos Monteiro.”

SERVIÇO
Exposição “Ir Real 2”, com 34 fotos.
De 03.09 a 31.10: Galeria Escadaria
– Viaduto Otávio Rocha- Centro Histórico
De 02.11 a  10.12 2022: na Galeria Arte  Restinga –
Praça Esplanada- Restinga

A poesia e a arte visual de Liana Timm, no Festival Internaciomal Literário de Gramado

Artista lança antologia de 35 anos de poesia e exposição “Recortes de uma Trajetória”. Vernissage será no sábado, 3 de setembro, no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen

Gramado é o templo da cultura. E a arte de Liana Timm vai estar presente no Festival Internacional Literário de Gramado (Filigram), no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen. No espaço, Liana foi convidada a apresentar duas de suas expressões artísticas. Na literatura, com o lançamento do livro “A Dimensão da Palavra”, antologia que celebra seus 35 anos de poesias. E, nas artes visuais, com a exposição “Recortes de uma Trajetória”, com obras que revelam diferentes momentos da artista. O vernissage será no dia 3 de setembro, às 11 horas, e a exposição fica em cartaz até o dia 29, com entrada franca.

Liana Timm: Artista mostra duas vertentes de seu talento. Foto; Divulgação

Artista multimídia, arquiteta, poeta, designer e intérprete, são algumas das faces de Liana Timm. Nascida em Serafina Correia, Liana mantém um atelier em Porto Alegre, que se destaca pela intensa produção artística, onde mescla manualidade e tecnologia, conceito e materialidade, história e contemporaneidade. As intensas vivências de Liana foram traduzidas em quase 80 exposições individuais (e outras 130 coletivas). Em sua trajetória, também contabiliza 66 livros, sendo 18 individuais de poesia – reunidos no livro de “Dimensão da Palavra- 35 anos de poesia”. A obra, publicada pela editora Território das Artes, tem 494 páginas do percurso poético da artista até o momento.

Livro “A dimensão da palavra”. Foto: Divulgação

Recortes de uma Trajetória

Para completar a participação na Filigram, a artista foi convidada para apresentar a exposição oficial do evento. Em “Recortes de um Trajetória” estão 60 obras de quatro séries: Resgates, Outro(s) de Mim, O Traço Sensível e Passados Presente.

A série “Resgates” gira em torno das marcas deixadas pela colonização do Brasil: boa parte dos povos originários extintos, povos negros escravizados e imigrantes europeus explorando as riquezas da terra e trazendo junto suas ricas culturas e visão de mundo. Um olhar que vai do particular ao coletivo através de vivências e conhecimentos adquiridos, e se transforma em fazer criativo. Um percurso que aponta seu início e não a sua chegada. Referências que desconstroem o instituído para que o remanso corra ao largo da sedimentação. Uma reflexão gangorra ou uma fita de Moebius, subindo para baixo ou saindo para dentro com ondas que fascinam e decepcionam.

Obra da série “O traço sensível”. Foto: Divulgação

Na série “Passados Presentes”, Liana traz à tona um outro viés. São quatro obras de 80 cm x 80 cm, em que a artista apresenta a desconstrução do conhecido, ausentando as referências imediatas. Manchas e massas de cores tomam a primazia para constituir a expressão subjetiva das obras, que abertas, entregam ao fruidor as suas diversas significações.

Em “O Traço Sensível”, Liana destaca três obras em técnica mista (medindo 80 cm x 120 cm), unindo a manualidade do desenho, a pintura acrílica e a tecnologia. Explora, dessa maneira, as nuances que cada técnica lhe oferece com produções de extremo efeito estético e significações abrangentes. A série une história e contemporaneidade, um tema que a artista vem explorando de diversas maneiras em sua trajetória de 53 anos de arte.

Iniciada em 2009, a série “Outro(s) de Mim” completa a exposição com 52 obras em arte digital (30 cm x 30 cm). A séria, que está em permanente evolução, é composta por retratos de grandes personalidades da cultura universal e gira em torno das identidades múltiplas que nos habitam. Na mostra, estão obras que apresentam figura como Freud, Anne Frank e Andy Warhol. “Nossa diversidade, poço sem fundo de uma intimidade suspensa, nos escapa e indaga quem somos ou quantos somos. Mas a importância da resposta se apaga na busca. Uma riqueza de interesses toma lugar e emerge outra interrogação: quem mais podemos libertar em nós?”, provoca Liana. A série lembra Mario de Andrade, também representado na exposição, que dizia ser apenas trezentos e cinquenta. O mais ele desprezava.

Liana Timm. Foto: Luis Ventura/ Divulgação

Liana Timm no  Filigram

Lançamento do livro “A Dimensão da Palavra” – Antologia de 35 anos de poesia
Exposição “Recortes de uma Trajetória”
Vernissage: 3 de setembro, às 11 horas

Período: 3 a 29 de setembro
Local: Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen
Endereço: R. Leopoldo Rosenfeld, 818 – Parque Gramado

Celebração da natureza e exuberância de cores, na mostra “Tripadeiras” de Téti Waldraff

 

No mês em que comemora um ano de atividade ininterrupta como um espaço independente destinado a criar e expor arte contemporânea, em Porto Alegre, o V744Atelier, idealizado pela artista visual Vilma Sonaglio, brinda o público com a mais recente produção de uma das mais profícuas artistas plásticas gaúchas, a pintora e desenhista Téti Waldraff. Tripadeiras, nome da exposição celebrativa, será inaugurada no próximo dia 03 de setembro, sábado, das 16h às 19h (confira detalhes no “Serviço”), com entrada franca. O conjunto expositivo celebra a natureza e destaca-se pela intensidade das cores, pela exuberância das formas e pelo movimento.

 

 

A exposição Tripadeiras apresenta desenhos a partir de anotações visuais/fotográficas e verbais feitas nos jardins da casa de Téti Waldraff, nos dois últimos anos 2021/2022. Segundo a artista, a proposta é convidar o espectador a olhar e então ver fragmentos capturados e reinventados envolvendo a magia e a exuberância de folhas, flores, cipós e trepadeiras floridas, ou não, com suas cores nas diferentes estações do ano. – São configurações no plano bidimensional, ou seja, desenho no papel e desenho no espaço tridimensional com linhas feitas de diversos tecidos, como lycra, cetim e malhas, tendo como base estrutural o fio de eletricidade, explica. Tripadeiras, uma palavra inventada por Waldraff, contém e apresenta a mistura de tripas e trepadeiras, floridas ou não.

 

Instaladas no espaço do corredor e na sala principal do V744atelier, Tripadeiras oferece um passeio de observação e apreciação. A importância desta exposição no contexto do espaço é criar um diálogo e apontar novas maneiras de ver e conviver com arte contemporânea, que é o principal foco do espaço gerido por Vilma Sonaglio. A mostra amplia as possibilidades de novas experiências, propondo uma conversa sobre desenho expandido. – Acredito que tudo que o olho captura é uma forma de desenhar. E esta captura se transforma em criação, em sonho, ou seja, um novo olhar, avalia Waldraff.

 

A exposição contará com uma reflexão teórica apresentada na forma de texto crítico pela professora, historiadora e crítica de arte, Paula Ramos, que mediará um debate com a artista a se realizar em outubro, em data a ser informada pela imprensa. Ramos acompanha o trabalho de Téti Waldraff há muitos anos e realizou, em 2014, a curadoria da exposição individual da artista, “Jardim em Flor”, no MAC-RS. Nas palavras dela: “Com suas linhas abundantes, cítricas e vigorosas, bi ou tridimensionais, as tripadeiras são expressões de desenho e revelam uma artista absolutamente madura e plena, que não tem receio de colorir, de se contorcer e de se derramar pelo espaço”.

A exposição

Tripadeiras apresenta quatro trabalhos relacionados entre si. O primeiro – “Alto Risco/21 Desenhos para 2021” – se constitui de 21 desenhos verticais, cada um nas dimensões de 65cmx48cm, sobre papel preto, feitos com canetas posca. Alto Risco…está relacionado a riscar/arriscar/risco/linha e também ao fato de que foram desencadeados no começo de 2021, época em  que a pandemia do Covid-19 apresentou sinais de novas ondas, ao contrário do desejado por todos. “Alto Risco…é coragem, é alegria para seguir e repartir com os olhos de ver de quem se interessar”, explica a autora.

O segundo – “O Que Tem Dentro do Papel, O Que Sai do Papel? É Rasgar/Riscar/Arrancar Prá Ver!” – são cinco desenhos verticais nas dimensões de 96cmx48cm, sobre papel preto, feitos com canetas posca e apresentam experiências de arrancar a “pele do papel” que contém no seu interior a cor rosa. Fazem diálogo com os 21 desenhos Alto Risco… e foram realizados em 2022.

O terceiro – “Brotos Floridos” – é uma intervenção/instalação pensada para o corredor branco da entrada do V744atelier. É feito com diversos tecidos, fio de eletricidade e vasos cerâmicos se ramificando na parede do corredor, realizado em 2022.

O quarto trabalho – “Vivas Tripadeiras Vivas!” – será apresentado na sala em diálogo com os desenhos feitos sobre papel. É constituído de dois vasos cerâmicos grandes e tripadeiras feitas com tecidos e fio de eletricidade.

– O convite é para olhar de perto, olhar de longe, fragmentos e recortes do que meu olhar configurou num primeiro momento em passeios/rondas de procura, olhar plantas, flores, folhas, troncos, galhos, cipós, trepadeiras que cultivo nos nossos jardins de casa em Porto Alegre e em Faria Lemos, conta a artista. Brilhos feitos pela luz do sol, pela chuva, pelo vento e neblina. Cores e formas em transformação nas diferentes estações do ano. Ela revela que o “caderno de anotações” para esta exposição foi a captura de imagens com seu celular.

A inspiração

Téti Waldraff  faz entender que não é para ser paisagem, não é para ser natureza morta. – É desejo, é sonho, é alegria pelo êxtase das plantas que meus olhos viram e que configurei por meio da linguagem da arte. É um zoom dentro das folhas, flores, cipós, trepadeiras e o mato do entorno.

Tripadeiras é invenção dela: mistura de tripas com trepadeiras floridas ou não, que seu olhar e fazer busca ofertar a quem se interessar em olhar e ver um pouco da magia, da exuberância que está quieta no jardim, no mato, esperando ser contemplada e reinventada.

Esta intervenção/exposição está sintonizada com um trabalho que a artista realizou em 2019 no Centro Cultural da Ufrgs, no Projeto Grafite de Giz, no qual também partiu de registros fotográficos feitos nos jardins do entorno do Centro Cultural. – Fiz um “Jardim de Giz” num painel/quadro preto de 6mX3m, com fundo preto, remetendo aos antigos quadros negros de colégios”, detalha. Por isso, nos desenhos que apresenta na atual exposição ela faz uso do papel preto. – Fixo minha cabeça nos jardins de casa e da casa da serra. No atelier, onde faço meus desenhos é o meu refúgio. É onde desembocam fios e linhas que reinventam as formas e cores das flores, folhas, cipós que vi. É meu olhar sobre o mundo. Brilho, opacidade, forma, cor e linha brotando no plano bidimensional e tridimensional, reflete.

Sobre Téti Waldraff

Téti Waldraff (Sinimbu RS1959) é artista plástica e professora, formada em Educação Artística/Artes Plásticas no Instituto de Artes da Ufrgs (1984) e bacharel em Artes Plásticas/Desenho pelo Instituto de Artes da Ufrgs (1986). Desde os anos 80 desenvolve atividades profissionais em arte-educação, ministrando oficinas e palestras, paralelo ao desenvolvimento de sua produção plástica em seu próprio atelier. Realizou diversas exposições individuais e participa de coletivas desde os anos 80. Suas obras estão em acervos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC-RS), Pinacoteca Barão de Santo Ângelo-Instituto de Artes da Ufrgs, Fundação Vera Chaves Barcelos-Viamão-RS, Coleção Diógenes Paixão-Rio de Janeiro- RJ. Integra a Coleção Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro-RJ, e a Coleção Renato Rosa, Porto Alegre-RS. Atualmente, vive e trabalha em Porto Alegre- RS, onde tem atelier próprio, e também em Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

 

Sobre o V744atelier

Idealizado pela artista visual Vilma Sonaglio, o V744atelier é um local para criar e expor arte contemporânea. Abriga exposições de artistas convidados, mas também aceita propostas de criadores que estejam desenvolvendo sua pesquisa e produção em todas as linguagens na arte contemporânea. Inaugurado em 18 de setembro de 2021, com a exposição “ViCeVeRSa…pode não ser o que é”, de Sonaglio, o Atelier já sediou a exposição “Paisagem sem Volta”, de André Venzon e Igor Sperotto (19/12/21 a 25/02/22), “Beabá”, de Maria Paula Recena e Marcos Sari (12/03/22 a 28/04/22) e . “C+asa”, de Marcelo Silveira (14/05 a 22/07/22). “Tripadeiras”, de Téti Waldraff, é a quinta mostra do espaço expositivo e marca a comemoração de um ano de atuação do espaço expositivo.

 canais de comunicação do V744 Atelier:

https://www.instagram.com/v744atelier/

https://www.facebook.com/vilma.sonaglio

https://www.instagram.com/vilmasonaglio/

Acesse e curta a rede social de Téti Waldraff:

Na programação do Festival Internacional Literário de Gramado, mais de 150 atividades gratuitas

A serra gaúcha receberá, a partir da próxima semana, a primeira edição do Festival Internacional Literário de Gramado. Com o tema “O livro está na mesa: o papel da literatura em momentos de transformação”, o FiliGram será realizado de 02 a 11 de setembro no Lago Joaquina Rita Bier.

Durante 10 dias estão previstas mais de 150 atividades gratuitas envolvendo mesas de debates, painéis, saraus, sessões de autógrafos, slams, teatro de rua, teatro de bonecos, teatro infantil, cinema e shows, contação de histórias, exposição, performances, oficinas, meditação, além de intervenções surpresa. Algumas ações do Festival, denominadas FiliGram Nights, acontecerão em espaços gastronômicos da cidade, como pubs e restaurantes.

A programação do FiliGram possui uma curadoria coletiva* dividida em cinco eixos temáticos que abordam temas centrais da literatura contemporânea:

Afonso_Cruz. Arquivo pessoal/ Divulgação

Polaroid Brasil – sobre diversidade, sustentabilidade e futuros possíveis;

Mercatto – vai debater o mercado editorial e seus meios de produção e circulação;

Orgânico – será pautado pelo engajamento digital de autores e leitores;

Campi – envolverá a academia, teoria, alegria, com apresentações musicais e teatrais;

Digiteen – vai explorar o universo lúdico, de imagens e linguagens dos adolescentes, com HQs, games e educação.

Clara Corleone. Foto: Carol Disegna/ Diagramação
Taiasmin Ohnmacht. Arquivo pessoal/Divulgação
O secretário de Cultura de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato ressalta que “o objetivo é conectar a nossa comunidade com o universo da literatura, é hastear lá no alto a bandeira do livro e do desenvolvimento intelectual e social que a literatura pode trazer. O contato com o livro faz a diferença na vida das pessoas”. A estimativa é que o Festival, que também vai englobar a 25ª Feira do livro de Gramado, atraia um público de 80 mil pessoas no espaço de 3500 m² que receberá o FiliGram.
O músico Zeca Baleiro Foto: Diego Ruahn/ Divulgação
O escritor Ronaldo Augusto. Foto: João Urban/ Divulgação

Dentre os  mais de 100 participantes, estarão presentes escritores, slammers, ilustradores, tradutores, artistas de teatro, música e dança, professores, editores e críticos. Estão confirmados nomes importantes como Jeferson Tenório, Paulo Scott, Natália Borges Polesso, Clara Corleone, Aline Bei, Zeca Baleiro, Kiusam de Oliveira, Pedro Pacífico, Yuri Al’Hanati, além da sul-africana Futhi Ntshinguila, a mexicana Lola Ancira, o britânico Michael Bhaskar, os portugueses Afonso Cruz e Celia Sousa.  O vocalista do Teatro Mágico, Fernando Anitelli fará uma apresentação poético-musical.

A escritora Futhi-Ntshingila. Divulgação/ Dublinense
Danichi Hausen Mizoguchi. Arquivo pessoal/ Divulgação

O FiliGram tem parceria com o Festival Literário Internacional FÓLIO, criado pela cidade portuguesa coirmã de Gramado, Óbidos, pequena vila medieval reconhecida pela UNESCO como uma das 20 cidades da literatura mundial. Neste ano, os festivais literários de ambas as cidades vão promover uma programação conjunta com foco em acessibilidade cultural, área que trata dos direitos das pessoas com deficiência no acesso à arte. O FiliGram vai receber uma comitiva integrada pela vereadora da Câmara Municipal de Óbidos Margarida Reis e pela Drª Célia Sousa, referência internacional na área de literatura acessível.

Homenageado

O poeta, intelectual e professor Oliveira Silveira é o grande homenageado desta edição do FiliGram. Nascido em um distrito de Rosário do Sul, Oliveira foi um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra junto ao grupo Palmares nos anos 1970. Em seu cartão de visita, Oliveira Silveira se definia como pesquisador da cultura afro-brasileira e escritor de literatura negra. Sua obra, principalmente os artigos e poemas, influenciou gerações de escritores e pensadores do Brasil. Serão dedicados debates, painel e exposição à obra de Oliveira Silveira.

Oficinas

Yuri Al’Hanati. Foto:: Rafael de Andrade/Divulgação
O músico Richard Serraria. Foto Náthaly Weber / Divulgação

As pré-inscrições para oficinas e workshops de escrita, poesia, marketing editorial e arte-reciclagem estão abertas e podem ser efetuadas vias formulários disponíveis no http://filigram.com.br/pre-inscricao-de-oficinas/

Vanessa Passos. Arquivo pessoal/Divulgação
A programação já está disponível no site http://filigram.com.br
 
O FiliGram é uma realização da Prefeitura Municipal de Gramado e conta com a produção da Miraceti Projetos Educacionais e Culturais e patrocínio das empresas Sulgás, D´Gregio, Jolimont e Mãos do Mundo, por meio do financiamento do Sistema Pró-Cultura RS e da Lei Federal de Incentivo à Cultura / Ministério do Turismo. 
Eduardo_krause, um dos curadores do evento. Foto: Agustin Ostos/Divulgação
*O corpo curatorial é formado pela Universidade Aberta do Brasil, Coletivo Sankofa, Literatura RS, Studio Patinhas, pelo escritor Eduardo Krause, pela jornalista Patrícia Viale e coordenadores do FiliGram

A guitarra de Ricardo Silveira se encontra com o baixo de Gastão Villeroy, no Espaço 373

 Conhecido por trabalhos ao lado de nomes, como João Bosco, Milton Nascimento, Ivan Lins, Elis Regina, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Diana Ross e Path Metheny, Ricardo se apresenta nos dias 2 e 3 de setembro, às 21h, com o baixista Gastão Villeroy

 O guitarrista carioca Ricardo Silveira convida o baixista gaúcho, radicado há 35 anos no Rio de Janeiro, Gastão Villeroy, para duas apresentações no Espaço 373, nos dias 2 e 3 de setembro. Além da amizade, eles colecionam uma longa e sólida carreira no Brasil e no exterior.

Enquanto Ricardo fará um apanhado de músicas da sua carreira, como “Bom de tocar”, “Beira do mar”, “Long distance”, Gastão apresentará músicas do seu disco “Amazônia” e de seu recente álbum lançado nos EUA “That bossa note”. Acompanham a dupla Michel Dorfman (piano) e Marquinhos Fê (bateria).

Ricardo Silveira tem 19 álbuns solos gravados com participações de algumas das grandes estrelas do jazz mundial. Nos EUA, tocou com nomes, como Sergio Mendes, Dori Caymmi, Oscar Castro Neves, Diana Ross, Pat Metheny, Herbie Mann, Don Grusin, Dave Grusin, Toots Tiellemans, David Sanborn, Earnie Watts e Abe Laboriel.  No Brasil, acompanhou Elis Regina, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e João Bosco.

Gastão Villeroy – Foto Ana Migliari/ Divulgação

Gastão Villeroy foi baixista de Milton Nascimento por muitos anos e agora, em carreira solo, já conta com dois discos gravados com participações de renomados artistas, como o próprio Milton, Lenine, Seu Jorge e Maria Gadú. Também se apresentou e gravou com músicos, entre eles Tim Maia, Caetano Veloso, Lenine, Billy Cobhan, David Lieberman, Omar Hakim e Dione Warwick.

SERVIÇO
Ricardo Silveira convida Gastão Villeroy
Quando: 2 e 3 de setembro | Sexta e Sábado | 21h
Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)

Ingressos: R$ 70 a R$ 110

Ingressos antecipados para sexta: https://www.sympla.com.br/evento/ricardo-silveira-gastao-villeroy/1681728

Ingressos antecipados para sábado:
https://www.sympla.com.br/evento/ricardo-silveira-gastao-villeroy/1681739

Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

Di Cavalcanti e Burle Marx, entre outros grandes nomes, em três mostras na Galeria Duque

  • Grandes nomes da arte como Di Cavalcanti, Danúbio Gonçalves, Iberê Camargo, Tarsila do Amaral, Anitta Malfatti e Tomie Ohtake integram exposição que inaugura no dia 27 de agosto. A galeria também recebe obras das pioneiras Amelia Pastro Maristany e Amelia Maristany Meyer e da artista contemporânea gaúcha Rosa Lops Susin. São três exposições simultâneas na Galeria Duque

Um encontro marcado com a arte através dos séculos. No sábado, 27 de agosto, das 14h às 16h, a Galeria Duque (localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre) inaugura três exposições. Em “Cor e Poesia”, que ocupa os dois primeiros andares do espaço, são apresentadas obras do acervo de grandes nomes da arte do Brasil e do mundo com curadoria de Daisy Viola. No terceiro andar, a mostra “As Duas Amélias” destaca o trabalho das artistas pioneiras Amélia Pastro Maristany e Amélia Maristany Meyer, com curadoria do casal de também artistas Sílvia e Rogério Livi.  A artista Rosa Lops Susin ocupa o quarto andar da Galeria Duque com a “Trilogia da Imagem”, em obras que tratam das questões femininas em pinturas repletas de cores, texturas e riqueza de detalhes. A exposição fica em cartaz até o dia 15 de outubro, com entrada franca.

Carybé/ Divulgação

“Cor e Poesia” representa a oportunidade de conferir obras de artistas célebres como Aldemir Martins, Aloísio Carvão, Anita Malfatti, Antonio Poteiro, Beatriz Milhazes, Bonadei, Burle Marx, Carybé, Claudio Tozzi, Cicero Dias, Danúbio Gonçalves, Di Cavalcanti, Eduardo Vieira da Cunha, Eli Heil,Glênio Bianchetti, Guignard, Iberê Camargo, Manoel Santiago, Milton da Costa, Orlando Teruz, Rapoport, Sanson Flexor, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake.

Brinco de Princesa – Amelia Pastro Maristany/ Divulgação

“Essa exposição reúne trabalhos de artistas de tempos, lugares, e linguagens distintas. A função de realizar uma curadoria me permite traçar fios condutores de trabalhos e pessoas que me chamam a atenção por características que as unem. São recortes que se fazem na vida, no tempo, no olhar”, conta a curadora Daisy Viola. “Ao analisar o acervo para essa exposição, o que me ‘puxou o olho’ foi a delicadeza de cada fazer, em linguagens diferentes, nas cores das pinturas e na incidência da luz sobre o papel e em outras superfícies diversas”, complementa.

Porto Alegre vista da ilha do Uniâo – Amelia Maristany Mayer

Uma reverência às mulheres

Também imperdível, a exposição “As Duas Amelias, artistas pioneiras”, comemora 100 anos do casamento da porto-alegrense Amelia Pastro com o pintor espanhol Luis Maristany de Trias e revela duas artistas pioneiras com nome Amelia e Maristany. A mãe, Amelia Pastro, tinha nas flores a sua marca registrada, que encantou até Angelo Guido: “Não sei de outro artista nosso que tenha penetrado com mais sutileza o segredo de pintar flores e que tenha conseguido a sensação de naturalidade, de vibração cromática e de vida que há nos quadros dessa brilhante pintora”, disse por ocasião da exposição da artista no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, em 1938. A filha Amélia Maristany Mayer, que também era bailarina, unia duas de suas paixões na arte, com paisagens, retratos e temas coreográficos. Juntas, expuseram em São Leopoldo (1947), Rio Grande (1948) e Caxias do Sul (1953) e agora, em 2022 estão unidas novamente nessa mostra histórica na Galeria Duque.

Obra de Rosa Lops Susin/ Divulgação

Na “Trilogia da Imagem”, a artista gaúcha Rosa Lops Susin expõe suas pluralidades em três módulos, que mesclam realismo e imagens contemporâneas, interligadas com o objetivo de instigar o observador. Em “Criação Realista”, a inspiração parte da fotografia, que é reproduzida em acrílica sobre tela, aquarelas e técnicas mistas. O empoderamento feminino, a força, a liberdade e a pluralidade da mulher em cores vibrantes e olhares marcantes apresentados em mistura de texturas e detalhes são retratados no módulo “Realista Espontânea”. Por fim, em “Figura Imaginária ou Contemporânea”, a artista mostra as relações que se estabelecem entre as cores, o equilíbrio e os traços em imagens figurativas.

Obra de Rosa Lops Susin/ Divulgação

SERVIÇO

“Cor e Poesia” e “As Duas Amelias: Artistas Pioneiras” e “Trilogia da Imagem”

Local: Galeria e Espaço Cultural Duque

Endereço: Duque de Caxias, 649 – Centro Histórico – Porto Alegre

Vernissage: sábado, 27 de agosto, das 14h às 16h

Período da exposição: de 27 de agosto a 15 de outubro

Horário de funcionamento: segunda à sexta-feira, das 10h às 18h | sábados, das 10h às 17h. Entrada Franca

Obras de 40 artistas visuais gaúchas no Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba

Caráter feminista está presente em muitos dos trabalhos selecionados pela curadora Ana Zavadil

Obra de Rosane Morais/ Divulgação

A exposição Fora das Sombras – Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea, montada pela curadora Ana Zavadil no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, apresenta obras de 40 artistas visuais gaúchas. A abertura aconteceu nesta quinta-feira (18/08), às 13h, na Sala 11, onde a mostra permanecerá até 27 de novembro.

O MON, como também é conhecido, foi projetado pelo célebre arquiteto brasileiro que lhe dá nome e é considerado o maior museu da América Latina. Em funcionamento desde 2002, tem cerca de 35 mil metros quadrados de área construída, metade da qual destinada a espaço expositivo.

Obra de Silvia Brum/Divulgação

Fora das Sombras é composta de 140 trabalhos de autoria de algumas das artistas mais prestigiadas no Rio Grande do Sul na atualidade. “É um conjunto de obras com qualidade excepcional que legitima a produção de artistas mulheres e apresenta uma nova forma de o visitante extrair uma experiência única do aparato museológico, das obras e da relação entre elas”, avalia a curadora.

Obra de Ana Norogrando./ Divulgação

Na opinião de Zavadil, “a arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, atravessar de uma vez por todas o denso muro que separa ignorância e valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade indiscutível da obra de mulheres e o seu lugar na sociedade como um todo, em que ela deve andar pari e passu com o homem e não mais à sua sombra”.

Obra de Rosane Morais/ Divulgação

Ex-curadora chefe do Margs (Museu de Arte do RS) e do MAC (Museu de Arte Contemporânea), ela ressalta que as obras da mostra se constituem em fonte de resistência e poder dentro do cenário vigente da produção de artistas mulheres, muitas com caráter feminista.

Ana Zavadil explora a temática em foco há oito anos. Em 2014, realizou no Margs a exposição “Útero, Museu e Domesticidade – Gerações do Feminino na Arte”; e, em 2018, no MAC, montou a mostra “Placentária”.  “Atenta à luta das artistas, pretendo continuar realizando exposições que evidenciem os seus trabalhos e possam lhes dar o reconhecimento e a visibilidade como artistas para que suas obras se situem não à margem, mas no centro e sejam incluídas na História da Arte do Rio Grande do Sul e do Brasil”, afirma ela, que foi também curadora-assistente da 10ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul (2015).

Obra de Lucy Copstein/ Divulgação

ARTISTAS PARTICIPANTES

Alexandra Eckert, Ana Flores, Ana Norogrando, Ananda Kuhn, Andréa Bracher, Beatriz Dagnese, Bina Monteiro, Clara Figueira, Clara Koppe, Claudia Sperb, Dani Remião, Esther Bianco, Fernanda Martins Costa, Graça Craidy, Helena D’Ávila, Heloísa Biasuz, Juliana Veloso, Jussara Moreira, Kelly Wendt, Kika Costa, Laura Ribeiro, Lisi Wendel, Lucy Copstein, Magna Sperb, Mara Galvani, Marina Ramos, Maristela Winck, Milene Gensas, Myra Gonçalves, Natalia Bianchi, Rosane Morais, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Silvia Brum, Simone Barros, Simone Bernardi, Susan Mendes, Susie Prunes, Umbelina Barreto, Vera Reichert.

Obra de Ana Flores/ Divulgação

SERVIÇO

Exposição coletiva Fora das Sombras – Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea: 40 artistas participantes – Sala 11

Curadoria: Ana Zavadil

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

Centro Cívico. Curitiba

F: 55 41 3350.4400

Terça a domingo

10h às 17h30 (permanência até 18h)

Ingressos:

R$ 30,00

R$ 15,00 (meia-entrada)

www.museuoscarniemeyer.org.br

-Crédito das imagens das obras: Divulgação das respectivas artistas