Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • A FEIRA QUE SAIU DA ENCHENTE

    A FEIRA QUE SAIU DA ENCHENTE

    A primeira conclusão salta aos olhos:  a Feira do Livro de Porto Alegre encolheu. Nesta 70a. edição conta com apenas 64 barracas de livrarias e editoras, menos do que no ano passado, menos da metade do que já teve nos seus melhores momentos.

    Outra conclusão vai-se impondo à medida que se entra no espaço da  feira nas alamedas da praça.

    Neste domingo, por exemplo, por volta das duas da tarde, sob um calor de 32 graus, o centro histórico de Porto Alegre estava vazio. Até mesmo o bar Tuim, tradicional ponto da boêmia portoalegrense, na rua da Ladeira, estava fechado.

    Pois a feira já estava lotada, com uma pequena multidão percorrendo os corredores e se aglomerando diante dos balcões das livrarias e das caixas de saldos.

    Às duas da tarde, seis autores já atendiam seus leitores na fila de autógrafos.

    Na praça de autógrafos, seis autores já estavam sentados diante de enormes filhas assinando dedicatória nos livros em lançamento.

    Só na tarde de domingo, até o encerramento às 20 horas, seriam mais de 40 sessões de autógrafos.

    No total, nos 20 dias da feira, serão mais de 700 autores lançando livros dos mais variados títulos dos mais diversificados assuntos –   desde a legislação sobre a presença de cães e gatos nos condomínios, até uma antologia da poesia medieval japonesa.

    Além de menor, a feira ficou mais pobre. Mesmo tendo apoio dos maiores anunciantes do Estado e das leis de incentivo à cultura, o orçamento, ainda que bastante reduzido só fechou à última hora, quando os promotores já desesperavam.

    Outra constatação evidente neste novo cenário é uma aproximação das raízes da feira, agora toda montada em torno do livro, com menos representações institucionais e eventos de marqueting.

    Também é perceptível ao primeiro olhar a garra e animação de editores e livreiros para se refazer das perdas que sofreram com a grande enchente.

    Editoras que perderam quase tudo, estão lá na esperança da retomada.  É o caso da Libretos, por exemplo, que reduziu seu stand a menos da metade por que perdeu todo o se estoque, mas está com 14 lançamentos na Feira. (segue)

    Praça de autógrafos já com filas de leitores às duas da tarde de domingo.
    Muitas pessoas em busca de informação, uma das deficiência da organização.

    Sob calor de 32 graus, a área infanto juvenil já estava lotada

  • Feira do Livro de Porto Alegre: Patrono pede “mais bibliotecas e livrarias”

    Feira do Livro de Porto Alegre: Patrono pede “mais bibliotecas e livrarias”

    Está aberta, até o dia 20 de novembro,  a 70ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega.

    A solenidade de abertura, nesta sexta-feira, 1, teve a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do prefeito Sebastião Melo e da secretária  estadual da Cultura, Beatriz Araújo, que representou o governador Eduardo Leite.

    O presidente da Câmara Riograndense do Livro, Maximiliano Ledur, falou das dificuldades este ano em que o Estado foi atingido por um desastre climático. E agradeceu ao grupo Zaffari pela quota de patrocínio que à última hora permitiu fechar o orçamento e viabilizar o evento.

    Depois das falas e discursos da autoridades, houve a transmissão do cargo de Patrono, a figura mais importante da Feira a cada ano.

    O escritor e cineasta Tabajara Ruas, patrono da feira passada, falou da obra de seu sucessor, Sérgio Faraco. Obra rigorosa e original, que tem entre suas fontes o universo pampeano do Alegrete, terra natal de Faraco.

    O patrono destacou a importância do livro e da palavra escrita e enumerou os crimes cometidos, desde os romanos, contra o conhecimento depositado nos livros.

    Concluiu dizendo que “precisamos de mais bibliotecas, livrarias e feiras como esta”.

    No encerramento, uma homenagem ao Patrono: o “Canto Alegretense” interpretado pelos irmãos Fagundes.  O público cantou o refrão (“ouve o canto gauchesco e brasileiro, desta terra que amei desde guri”) acompanhando com palmas.

    Números da 70a. Feira

    Organizada pela Câmara Riograndense do Livro, a feira conta com 72 expositores, estandes dos patrocinadores e a Praça de Autógrafos. Mais de 700 autores estarão autografando seus lançamentos este ano.

    A programação oficial, bem como a de expositores e parceiros, pode ser acessada no site www.feiradolivro-poa.com.br.

  • Artista visual Vitor Hugo Porto e sua trajetória na mostra “Linha do tempo”, na Galeria Delphus

    Artista visual Vitor Hugo Porto e sua trajetória na mostra “Linha do tempo”, na Galeria Delphus

     

    O artista visual Vitor Hugo Porto apresenta na Delphus Galeria de Arte e Molduras, a partir de segunda-feira (04/11), a exposição “Linha do tempo”. Um dos principais nomes das artes de Caxias do Sul e do estado, ele fez 70 anos dia 19 de outubro na plenitude de sua capacidade criativa em uma carreira que já dura meio século.

    “Minha inspiração nesta mostra é a percepção do tempo passando. Percebo, ao encontrar amigos que não via há tempo, como houve uma mudança; com certeza, eles também percebem o mesmo. Inconscientemente passei a pintar esses personagens nos meus quadros, na técnica mista, grafite, carvão, pastel e caneta Bic”, conta Vitor Hugo, que é homenageado pela galeria no “Mês do Artista Delphus”.

    Obra do artista -Divulgação

    As figuras focalizadas pelo artista não são mais as jovens e exclusivamente mulheres. Aparece a figura masculina ao lado da feminina, ambas mostrando as linhas marcadas pelo tempo. “São personagens mais maduros, que encontro no dia a dia”, relata Vitor Hugo, que, com bom humor, cede à máxima segundo a qual “o tempo passa para todos”.

    Vitor Hugo Porto na Galeria Delphus, em Porto Alegre-Divulgação

    “Às vezes percebo um olhar melancólico, às vezes, aquele olhar da eterna procura que, mesmo com a idade, até avançada, continuamos a procurar ou sentir emoções, sensações”, constata o artista, ligado às artes desde criança.

    Vitor Hugo frequentou como ouvinte a Escola de Belas Artes de Caxias do Sul; participou de vários concursos de vitrinas, obtendo o 1º lugar várias vezes; estudou formas, cores e técnicas sobre vários materiais, como pastel seco, acrílica, óleo, carvão e técnicas mistas; cursou a Escola Internacional Gráfica de Veneza, onde fez curso de Gravura e permaneceu por seis meses na Itália, pintando e fazendo esculturas; depois, desenvolveu o costume de passar cerca de quatro meses ao ano no país europeu, pintando e expondo.

    A Delphus também comemora 50 anos de atividade neste 2024. Liderada pela galerista Salete Salvador, possui acervo de obras de mais de 300 artistas de diversos lugares do Brasil, nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. A galeria trabalha com acervo de obras originais superior a 2 mil itens, entre pinturas, esculturas, fotografias e gravuras seriadas.

    SERVIÇO

    Exposição “Linha do tempo”, de Vitor Hugo Porto

    Período: de 4/11 (segunda-feira) a 30 de novembro

    Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45; sábado, das 9h às 13h Endereço:

    Av. Cristóvão Colombo 1501, Floresta

    Entrada grátis

    -FOTOS divulgação artista/galeria

  • NÓS – Performance teatral, com mais de 80 artistas, chega ao Theatro São Pedro

    NÓS – Performance teatral, com mais de 80 artistas, chega ao Theatro São Pedro

    Experiência única e rica em emoções, o espetáculo NÓS – Performance teatral, da Nós – Cia. de Teatro, chega ao palco do Theatro São Pedro (TSP) nos dias 1, 2 e 3 de novembro, com sessões às 20h (sexta e sábado) e às 18h (domingo). Dirigida por Everson Silva, a montagem que mistura teatro, dança, poesia e show musical levará à cena um volumoso elenco, formado por mais de 80 artistas de diversas áreas. Os ingressos custam entre R$ 30,00 (galeria) e R$ 80,00 (plateia e cadeira extra) e podem ser adquiridos pelo site do TSP ou na bilheteria do espaço cultural, uma hora antes de cada apresentação.

    Com o tema “existir entre nós”, a obra utiliza o corpo coletivo como elemento central – que serve tanto de cenário como de impulsionador das cenas que se misturam –, criando um caleidoscópio de memórias, desejos e sentimentos, vivenciados e revisitados pelos performers que surgem de forma fragmentada. A encenação acontece a partir de um grande grupo de pessoas, que adentram o palco, calçam sapatos (que parecem abandonados, dispostos ao chão) e, assim, vestem seus personagens e ampliam suas experiências em acontecimentos vibrantes.

    Em uma atmosfera poética que constrói uma relação de reconhecimento do espelho social através desta performance, a música se transpõe das vozes e sons dos corpos dos artistas. O figurino vermelho que compõe a cenografia faz uma alusão ao sangue que bombeia as veias humanas, com a intenção de significar a vida pulsando através da arte.

     

    Concebida no início de 2023, a montagem surgiu como um chamado à convivência, à empatia, e ao retorno do compartilhar, após o longo período de isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19, que mudou hábitos de vida de muitas pessoas. Também celebra os 20 anos de carreira de Everson Silva (diretor da companhia teatral), que idealizou a experimentação composta por um total de 100 pessoas.

    Outro objetivo traçado desde o início do projeto era estrear a performance no palco mais antigo e prestigiado de Porto Alegre. “Fomos fazendo as temporadas e juntando recursos financeiros, sempre no intuito de conseguir chegar ao Theatro São Pedro, até que, este ano, abriu o Edital de Ocupação desse importante espaço cultural”, revela a produtora e uma das atrizes do espetáculo, Kacau Soares. Segundo ela, a realização deste “sonho” compartilhado entre o diretor e o elenco chegou como um presente de aniversário para Silva, em maio de 2024 (época em que a montagem foi inscrita no edital).

    Desde sua estreia, em abril do ano passado, no Teatro do Sesc Canoas (quando contava com um elenco formado por 22 artistas), o espetáculo tomou uma proporção bem próxima do desejo de Silva. De lá para cá, com o objetivo de ampliar o corpo cênico desta obra, a Nós – Cia. de Teatro realizou uma série de oficinas/ensaios, incluindo seus participantes no elenco da montagem. Até o momento, a Nós – Performance teatral cumpriu cinco temporadas, sendo que – além da estreia em Canoas – quatro ocorreram em espaços culturais da Capital, a exemplo da mais recente, em janeiro deste ano, realizada no Teatro Renascença, dentro da programação do 25º Festival Porto Verão Alegre. Na ocasião, Silva dirigiu 60 pessoas em cena. Nos meses seguintes, esse número aumentou, a partir de novas oficinas/ensaios. “É uma realização para a Nós Cia. de Teatro, encontrar tantos artistas em cena – uma experiência inesquecível e uma grande celebração da arte que existe em nossos corpos”, afirma o diretor.

    A performance que chega ao palco do Theatro São Pedro ainda conta com as participações especiais de outros quatro artistas convidados locais (a bailarina Ana Medeiros, o ator Jairo Klein, a atriz e percussionista Nina Fola, e a atriz e produtora Silvia Duarte), com o intuito de apresentar trabalhos relevantes e prestigiar personalidades da cena cultural.  Uma oportunidade imperdível para vivenciar as artes cênicas em suas diversas formas.

    NÓS – Performance teatral

    Local: Theatro São Pedro – palco principal (Praça Mal. Deodoro, s/n)

    Datas: dias 1 e 2 de novembro (sexta e sábado), às 20h; dia 3 de novembro (domingo), às 18h

    Gênero: dança, teatro, música, poesia.

    Classificação: 16 anos

    Ingressos* pelo site theatrosaopedro.eleventickets.com

    • Plateia: R$ 80,00
    • Camarote central: R$ 60,00
    • Camarote lateral: R$ 40,00
    • Galeria: R$ 30,00

    *meia-entrada: estudantes, pessoas acima de 60 anos, pessoas de baixa renda, PCDs e acompanhantes, membros Associação Amigos do Theatro São Pedro, assinantes ZH e acompanhantes, doadores de sangue, pessoas trans, artistas, professores e profissionais da rede pública municipal e estadual.

    Ficha técnica:

    Direção/criação: Everson Silva

    Produção: Kacau Soares

    Texto e dramaturgia: Nós Cia. de Teatro, citações de Fernanda Bastos, Caio Fernando Abreu, Ana Martins Marques, Paul Éluard, Miguel Poveda, Lilian Rocha e Augusto Branco.

    Operação de som: Pedro dos Santos

    Operação de luz: Veridiana Mendes

    Coordenação de comunicação: Mariana Ruduit

    Mídias e redes sociais: Amanda Hamermüller, Carol Pinheiro e Gabriela Tarouco

    Assessoria de imprensa: Adriana Lampert (contato:51- 98412.8832), Gabriella Scott (contato: 51-8136.1260) e Giulliano Pacheco (contato: 51- 8442.3997)

    Realização:

    Nós – Cia. de Teatro, Iacen, Theatro São Pedro RS

    Apoio Cultural:

    Clube do Assinante ZH, TVE e FM Cultura, RBS TV
    Outros apoiadores:

    Jerônimo Café, Restaurante Casa Lee, Café Mal Assombrado POA, Bar do Alexandre, Tiny Café e Armazém Café 47

    Sobre a Nós – Cia. de Teatro: reúne artistas que pesquisam teatro e realizam obras com o objetivo de aprofundar o estudo sobre a linguagem cênica e gerar novas experiências para o grupo e para o público. Capitaneada pelo ator e diretor Everson Silva, a companhia produziu – ao longo de 16 anos – 11 espetáculos, que são a expressão das inquietações dos artistas envolvidos.

     

     

  • Exposição “Grande Sertão: Veredas”, da artista Graça Craidy, integra programação da Feira do Livro

    Exposição “Grande Sertão: Veredas”, da artista Graça Craidy, integra programação da Feira do Livro

    A exposição “Grande Sertão”, da artista visual gaúcha Graça Craidy, retrata, em 52 obras, os principais personagens, a flora e a fauna do romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (1908/1967). A mostra será aberta sexta-feira (1º/11), às 18h30, no Clube do Comércio, como parte da programação da 70ª Feira do Livro de Porto Alegre.

    Retrato do escritor Guimarães Rosa por Graça Craidy – Cópia w/ DIVULGAÇÃO

    Em óleo, acrílica e aquarela, Graça faz sua releitura pictórica de personagens como Riobaldo, Diadorim, Joca Ramiro, Hermógenes, Zé Bebelo, Otacília, Nhorinhá; da flora e da fauna do Cerrado, além do próprio Guimarães Rosa, que se embrenhou no sertão para captar a linguagem dos nativos e anotar tudo que via e ouvia da jagunçada a fim de conceber este que é considerado o maior romance brasileiro do século 20.

    Jagunço Hermógenes /Divulgação

    Graça não só leu o romance como fez o curso Travessia, sobre o livro, relendo-o e debatendo-o por três meses com a professora da USP Cecilia Marques, especialista no tema; assistiu ao monólogo Riobaldo, com o ator carioca Gilson de Barros; além de pesquisar em ensaios e monografias relativas à obra do mineiro de Cordisburgo, publicada em 1956.

    Riobaldo e Diadorim – /Divulgação

    Apaixonada por artes visuais e literatura, a artista pretende, com seu trabalho, estimular a leitura de Grande Sertão: Veredas.  “Espero que os visitantes da exposição se encantem com a história em quadros do meu Grande Sertão particular, expressionista, apaixonado, de cores turvas, ternas e terrosas. Em cada personagem, cena, gesto, o meu gentil convite para despertar nas pessoas o desejo de ler o grande romance”, diz ela.

    Prostituta Nhorinhá-/Divulgação

    Esta é a quarta vez que Graça une sua arte à literatura. A primeira foi na coleção “Clarices”, de 33 retratos de Clarice Lispector, que já esteve no Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba (ainda em cartaz na capital paranaense); a segunda e a terceira foram as mostras coletivas Autorias I e Autorias II, que a artista organizou, inclusive em plena pandemia, com 43 artistas gaúchos retratando 51 escritores do Rio Grande do Sul. E, agora, essa individual sobre Guimarães Rosa, que se tornou imortal da Academia Brasileira de Letras.

    Sô Candelário, personagem do livro e da mostra / Divulgação

    Durante a Feira do Livro, que vai até o dia 20 de novembro, a exposição estará aberta à visitação das 10h às 20h, inclusive sábado e domingo. Depois de terminada a feira, a mostra seguirá em cartaz, até 20 de dezembro, de segunda a sábado, das 10h às 17h.

    A ema é o maior animal do Cerrado -/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Grande Sertão”, de Graça Craidy

    Abertura: 1º/11, das 18h30 às 20h

    Visitação: de 2/11 a 20/11, todos os dias, inclusive sábado e domingo, das 10h às 20h; de 21/11 a 20/12, de segunda a sábado, das 10h às 17h

    Local: Clube do Comércio, Rua dos Andradas, 1085 (segundo andar, antigo Salão de Bridge), Centro Histórico

    Entrada franca

    Bananeira, aquarela -/ Divulgação
  • CCMQ traz discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulada Contaminações.

    CCMQ traz discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulada Contaminações.

    Durante o mês de novembro, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dá continuidade à programação do Cultura no Antropoceno. O projeto convida os participantes à reflexão sobre as práticas culturais no momento em que o ser humano e seus feitos são entendidos como força geológica capaz de provocar alterações no planeta.

    Ao longo do mês, ocorrerão quatro momentos de discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulados Contaminações. Os três primeiros acontecem nos dias 6, 13 e 21 de novembro no Auditório Luis Cosme (4° andar da CCMQ), às 19h. Já o último será realizado no dia 30 de novembro na sala Cecy Franck (4° andar) às 14h. Eles têm o objetivo de instigar o público a perceber a confusão de fronteiras entre humano e animal, organismos e máquinas e o físico e o não físico, bem como observar se o ser humano está realmente separado de seus objetos de desejo, do lixo que produz, da linguagem e dos espaços que habita.

    O primeiro desses encontros, intitulado Contaminações 1: nos seres,  ocorreu na última quarta-feira (30/10) e recebeu a artista Carolina Marostica e os idealizadores do projeto Dilúvio Vivo, Tuane Eggers e Beto Mohr. Os próximos eventos discutem as contaminações no espaço, na cartografia, na escrita e nos corpos. Para os debates, estarão presentes pesquisadores e artistas de diversas áreas, como o geógrafo Rodrigo Fontana, a arquiteta e urbanista Patrícia Cruz, a escritora Julia Dantas e a artista Cristyelen Ambrósio. Confira a programação completa aqui.

    Dilúvio Vivo -por Beto Mohr]/ Divulgação

    Após a última Contaminação (30/11), às 16h, o pensador do corpo Danilo Patzdorf ministrará a oficina Como descansar o indescansável, uma proposta prático-teórica de yoga.

    No dia 21 de novembro acontece a segunda mesa-redonda da programação, às 19h no Auditório Luis Cosme. Intitulado Uma proliferação de mundos, a atividade recebe as escritoras Ana Rusche, Micheliny Verunschk e Taiasmin Ohnmacht para uma reflexão sobre como um mundo em emergência climática ganha espessura quando se entrelaça à ação narrativa, articulando passado e futuro de diferentes perspectivas e pontos de vista.

    Além disso, sessões do Curta o Jardim acontecem nos dias 7 e 14/11 às 19h30, com produções oferecidas pelo projeto Tela Indígena. A primeira apresenta os curtas de animação Ga vī: a voz do barro, Mãtãnãg, a Encantada, Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali e A Festa dos Encantados. A segunda apresenta as dramaturgias KARAIW A’E WÀ, URU ‘ KU e A Indômita Revolta dos Morangos Assassinos.

    Obra de Carolina Maróstica/ Divulgação

    Toda a programação é gratuita e aberta ao público, sem inscrições prévias.

    O plano anual da Casa de Cultura Mario Quintana é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e com o patrocínio direto do Banrisul; Patrocínio Master Nubank; Patrocínio Prata CEEE Equatorial; Patrocínio Statkraft; apoio Panvel, Banco Topázio, DLL, Navegação Aliança, Tintas Renner e iSend; e realização da Secretaria de Estado da Cultura e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Terra-Afefé-por Rose Afefé/Divulgação

    SERVIÇO:

    Cultura no Antropoceno
    Quando: outubro, novembro e dezembro
    Onde: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre)
    Programação completa disponível em:
    https://drive.google.com/file/d/1Ya2vSElGoX7JtVwPgcqkH6Nz_Z6lEmEc/view?usp=sharing

  • Espetáculo musical para crianças, baseado em Ziraldo, com Tum Toin Foin

    Espetáculo musical para crianças, baseado em Ziraldo, com Tum Toin Foin

    Baseado no livro FLICTS, de Ziraldo, banda de câmara Tum Toin Foin faz única apresentação no domingo, às 17h. Programação cultural no 373 conta, ainda, com a reverência à MPB com Bárbara Bit e lançamento de single de Rafa Costa

    No domingo (27), a banda de câmara Tum Toin Foin apresenta o espetáculo infantil FLICTS. No repertório, a trilha sonora feita por Arthur de Faria e Roberto Oliveira para a adaptação do livro homônimo de Ziraldo para uma montagem de teatro de bonecos do Grupo Camaleão, que ficou longos anos em cartaz.

    Em 1998, Arthur pegou as bases gravadas com o Arthur de Faria & Seu Conjunto, chamou uma legião de cantoras e cantores de Porto Alegre para regravar as vozes, e o resultado foi o disco infantil Flicts. Este ano, o pianista adaptou os arranjos para serem tocados e cantados pela Tum Toin Foin, com direção de Áurea Baptista.

    O show no Espaço 373 contará com Thomás Werner (guitarra e voz), Miriã Farias (violino e voz), Adolfo Almeida Jr. (fagote), Sabryna Faria e Julio Rizzo (trombones e vozes), Bruno Vargas (baixo e voz), Guenther Andreas (bateria) e Giovanni Berti (percussão e voz), além de Arthur de Faria como narrador e ao piano.

    Bárbara Bit e grupo- Foto Gui Beck/ Divulgação

    Bárbara Bit e quinteto

    Nesta quinta (24), a cantora e pianista Bárbara Bit sobe ao palco do Espaço 373 em formato quinteto. Acompanhada de Gabi Görski (guitarra), Filipe Narcizo (baixo), Cleômenes Junior (sax) e Gustavo Laydner (bateria), Bárbara homenageará suas influências na música brasileira, como Elis Regina, Moacir Santos, Djavan e Tânia Maria.

    Rafa Costa e Água Pura

    No sábado (26), Rafa Costa lança no 373 o single Água Pura. Gravada no Estúdio Pedra Redonda, com produção musical de Guilherme Ceron, a canção contou com a participação de um timaço: Paola Kirst, Neuro Junior (violão de sete cordas), Pedro Borghetti (percussão e vocais), Venâncio (flauta) e Eduardo Cardeal Bandoneon e Guilherme Ceron (baixo).

    o cantor Rafa Costa – Foto Fabio Zambom/ Divulgação

    O repertório contará, ainda, com músicas do seu EP Trigueiro. O trabalho traz muito da influência rítmica regional e das músicas contemporânea e urbana. As canções autorais convidam a refletir sobre o nosso papel no lugar onde vivemos, de onde viemos e quais são nossas referências para compor a música, a cidade e a vida. Um som instigante e criativo que ultrapassa qualquer rotulação, propondo novas experiências sonoras.

    Para este show, Rafa estará acompanhado de Guilherme Ceron, Pedro Borghetti, Lorenzo Flache, Rubens Baggio, além das participações de Paola Kirst, Venancio da Luz e Eduardo Cardeal.

    SERVIÇO

    24 de outubro | Quinta-feira | 21h
    Bárbara Bit Quinteto
    Ingressos: R$20 a R$70
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/barbara-bit-quinteto/2653694

    26 de outubro | Sábado | 21h
    Rafa Costa
    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/rafa-costa-trigueiro/2652816

    27 de outubro | Domingo | 17h
    Tum Toin Foin apresenta FLICTS
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/tum-toin-foin-apresenta-flicts-especial-mes-das-criancas/2652861

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15

  • Mostra de grupo de arte formado por mulheres reúne mais de 50 Livros de Artista

    Mostra de grupo de arte formado por mulheres reúne mais de 50 Livros de Artista

    Grupo Gralha Azul abre exposição com trabalhos de sua autoria e dos coletivos NAVI, Derivações e Projeto Circular Feevale, além de criações de artistas individuais

    O grupo Gralha Azul, de Porto Alegre, acostumado a participar de Bienais de Livro de Artista e exposições no país e exterior, abre mostra no sábado (19/10), às 11h, na Galeria 506. Criado há 15 anos e composto exclusivamente por mulheres, o grupo se dedica à confecção de Livro de Artista e ao estudo e reflexão dessa categoria de arte.

    A exposição “Gralha Azul e Convidados – Uma Experiência Coletiva” conta com a participação dos grupos NAVI – Núcleo de Artes Visuais, de Caxias do Sul, Derivações, da Capital, e Projeto Circular Feevale, de Novo Hamburgo, além de outros artistas convidados, como Luise Weis, de São Paulo. A visitação aos trabalhos na Galeria 506 irá até 30 de novembro.

    Integrantes do Gralha Azul e convidadas na inauguração do novo ateliê do grupo – Divulgação

    O Gralha Azul mantém reuniões semanais sob a coordenação da artista visual Mara Caruso, graduada pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professora aposentada de Livro de Artista do Atelier Livre de Porto Alegre. As técnicas de elaboração dos livros variam de manuais, com desenhos, pinturas e carimbos, a digitais, quando as imagens criadas são manipuladas através de softwares de edição de imagens e posteriormente impressas.

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    Edições de tiragens pequenas de Livros de Artista são feitas sobre diversos papeis, a laser ou de processos fotográficos de impressão mineral, enquanto que edições maiores são impressas em gráficas. Muitos dos livros do Gralha Azul, que se originou da Oficina do Livro de Artista do Atelier Livre da Prefeitura, são produzidos coletivamente, não excluindo a produção de livros individuais.

    O grupo é convidado, ou selecionado em convocatórias, para exposições em países da Europa e América do Norte. Participam dele atualmente, além de Mara, as artistas Ermínia Marasca Soccol, Jane Sperandio Balconi, Jussara Leite Kronbauer, Leci Bohn, Luiza Gutierrez, Maria do Carmo Toniolo Kuhn, Sirlei Caetano, Tania Luzzatto e Therezinha Fogliato Lima.

    Pelo NAVI, fundado em 1988, a mostra exibe livros de Ana Maria Vergamini, Lourdes Barazetti Slomp e Suzana Maria Maino. O Derivações é integrado por Estelita Branco, Leci Bohn, Mara Caruso e Sandra Fraga.

    .Grupo Gralha Azul -Divulgação

    O Projeto Circular Feevale participa com o Livro de Artista “Imigração/migração: nossas reflexões e questões afetivas”, serigrafia sobre papel e capa em MDF, 35 X 25 X 1,5 cm, 2024.

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    O grupo é composto por Alexandra Eckert (coordenadora), Ana Clara Dieter, Ariadny Amaral,  Camila Gonçalves Fontoura, Camila Marques, Carin Toscani, Chandra Machado, Emilly Cobs, Faun Antunes, Fernanda Nielsen, Gabriela Soares Hermes (Mabel),| Juliana Justino, Kayo Viana Saldanha da Silva, Kia Santos, Marcio de Souza Pinto, Marinêz Roduite, Matheus Lovatto (Loloviz), Maurício Hilgert, Paula Goulart da Silva, Paulo Belloni, Pietra Cooper e Sofia Silva

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    Independentemente de quem o produz, o Livro de Artista é concebido sob o signo da liberdade criativa, a partir de uma ideia artística, e até pode, em sua aparência e conteúdo, nada lembrar o livro convencional conhecido por todos. Por exemplo, o Livro de Artista pode ser uma escultura, de papel ou de outros materiais, e por aí afora vão as inúmeras possibilidades.

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Gralha Azul e Convidados – Uma Experiência Coletiva”

    Abertura: 19/10 (sábado), às 11h

    Visitação: até 30/11

    Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h.

    Visitas agendadas pelo fone 51 9 8209 3526

    Endereço: Avenida Nova York, 506. Bairro Auxiliadora. Porto Alegre

    Entrada gratuita

  • As “Imagens do Desassossego” na pintura de Sandra Gonçalves

    As “Imagens do Desassossego” na pintura de Sandra Gonçalves

     

    Temas como o feminicídio, a violência e o silenciamento histórico das mulheres estão presentes na exposição que inaugura nesta terça-feira, 15 de outubro, às 19h, no Espaço de Artes da UFSCPA.

     As mulheres, resilientes e sobreviventes, buscam forças na vida marcada pelo vermelho na exposição “Imagens do Desassossego” da artista, professora titular e pesquisadora de fotografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sandra Gonçalves, com curadoria de Letícia Lau. São 12 imagens na mostra que inaugura no dia 15 de outubro, às 19h, no Espaço de Artes da UFSCPA (localizado na Rua Sarmento Leite, 245, prédio 1, térreo). A exposição fica no local até o dia 9 de novembro e pode ser visitada de segunda à sexta, das 9h às 20h, e, aos sábados, das 9h às 12h. Entrada franca.

    “Os trabalhos desta exposição refletem as minhas sensações e percepções em resposta à pandemia de Covid-19 e suas consequências sociais. Afetada pelo caos e pelo medo gerado pelo vírus invisível e mortal, exploro, no pós-Covid, um mundo que se desintegra e expõe suas feridas como nunca. As imagens focam nas mulheres e em sua posição no momento, em que filtros diversos obscurecem a visão do presente. A sociedade torna-se mais binária e excludente, especialmente para aqueles que não se encaixam nos padrões estabelecidos. Esse cenário intensificou-se no contexto pandêmico e pós-pandêmico, afetando gravemente as mulheres. No Brasil, o aumento de feminicídios e agressões reflete uma sociedade machista e destrutiva que desrespeita as diferenças e não aceita a recusa, especialmente das mulheres”, conta Sandra Gonçalves.

    Série Vermelho 03_2022.75×100 cm/ Divulgação

    Para a artista, as mulheres, resilientes e sobreviventes, buscam forças na vida marcada pelo vermelho – seja o sangue menstrual, o sangue de dores físicas ou psicológicas, seja o sangue causado pela violência. “As imagens retratam um passado e um presente que oprime mulheres de todas as etnias, cis ou trans. Os corpos doloridos e abusados frequentemente mostram-se nus, desafiando as instituições machistas históricas. Queimadas e açoitadas ao longo dos séculos, essas mulheres expõem seus corpos como um campo de batalha. Embora pareçam presas aos modelos impostos pelos opressores, buscam liberdade. O vermelho também simboliza a ira de Lilith contra seus algozes, refletindo uma afirmação irônica e corajosa frente à submissão histórica”, contextualiza.

    A curadora Letícia Lau observa que Sandra Gonçalves, através de sua lente e de apropriações de imagens captadas da internet, transforma as fotografias em um manifesto político e social. “Ao citar temas como o feminicídio, a violência e o silenciamento histórico das mulheres — cis e trans — as obras de Sandra Gonçalves se posicionam como um grito contra as opressões de uma sociedade misógina. Seus trabalhos desnudam não só os corpos, mas também as feridas e as mazelas de uma parte do mundo que se mostra incapaz de acolher as diferenças”, conclui.

    Cópia de_Sandra Gonçalves, Tudo dança, transmutação 21, Série Tudo dança Transmutação – la vie en rouge_fotografia digital impressa em papel, 100x66cm

    “La vie en rouge”

    Durante a inauguração da exposição, a artista também vai autografar seu livro La vie en rouge. A obra apresenta um ensaio com imagens que combinam fotografias, ilustrações, camadas, texturas, insetos, corpos nus, corpos altivos, olhares profundos e penetrantes. O fotolivro La vie en rouge trata de mulheres e do seu estar no mundo, em que filtros de todas as ordens impedem uma visão clara do agora. Os corpos doloridos e abusados neste conjunto, muitas vezes mostram-se nus e lascivos numa afronta às instituições machistas, formadas ao longo da história escrita pelos homens. Questões relacionadas à vida em seus múltiplos aspectos sociais, culturais, econômicos e à sobrevivência do planeta e de suas diferentes espécies são as que inspiram Sandra Gonçalves e impulsionam seu processo criativo também na obra, que poderá ser adquirida por R$ 83 na abertura da exposição.

    A exposição Imagens do Desassossego e o fotolivro La vie en rouge estão sendo destacados em uma série de prêmios e editais nacionais. A obra foi selecionada pela Coleção Photothings, que concretiza o desejo de fazer com que fotógrafos e fotógrafas de todas as regiões do Brasil tenham a oportunidade de mostrar seu trabalho. Assim, Sandra foi selecionada para a publicação do fotolivro, representando a região Sul. O livro também foi selecionado pelo 2º Festival de Fotografia Mulheres Luz e será apresentado na mostra que ocorre de 16 a 20 de outubro, no Unibes Cultural, em São Paulo. Em março de 2025, um recorte maior desse material formado pela exposição e pelo fotolivro serão apresentados em uma exposição na Câmara de Deputados em Brasília.

    A artista Sandra Gonçalves/ Divulgação

    Sobre a artista:

    Sandra Gonçalves é natural da cidade do Rio de Janeiro. Ela vive a fotografia: pesquisa, promove atividades de extensão e leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 2005, quando se mudou para Porto Alegre. Artista visual desde o ano 2000. Possui graduação em Comunicação Visual da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestrado e Doutorado em Comunicação e Cultura também pela UFRJ. Participa do Grupo de Extensão Lúmen (UFRGS), onde se desenvolve pesquisa prático/teórica sobre os processos Históricos de Impressão Fotográfica. Desde 2000, produz e expõe suas obras relacionadas à fotografia híbrida que envolve técnicas analógicas e digitais, expandindo a referência fotográfica. Suas propostas acercam assuntos relacionados ao tempo, ao corpo e ao nosso contemporâneo.

    Exposição “Imagens do Desassossego”
    Artista: Sandra Gonçalves
    Local: 
    Espaço de Artes da UFSCPA (localizado na Rua Sarmento Leite, 245, prédio 1, térreo)
    Período: 15 de outubro a 9 de novembro
    Entrada Franca

    copia arte impressa_Sandra Gonçalves/ Divulgação
  • Velha capital, Viamão faz contraponto a Porto Alegre nas celebrações aos Farrapos

    Velha capital, Viamão faz contraponto a Porto Alegre nas celebrações aos Farrapos

    A Feira Literária de Viamão deste ano, que aconteceu de 20 a 29 de setembro, teve como tema a Revolução Farroupilha.

    Ao contrário do que faz Porto Alegre, com o Acampamento Farroupilha, que se tornou um shopping gauchesco, Viamão faz da Semana Farroupilha um período de reflexões e manifestações culturais.

    Concertos, shows de música popular, apresentações teatrais e lançamentos de livros que resgatam a história e os personagens, cujas dimensões ultrapassam os limites do município.

    Elmar Bones fala sobre Rossetti a uma plateia atenta | PM/JÁ

    “Tenho a impressão que Viamão está se preparando para cercar Porto Alegre, como fez durante a Revolução Farroupilha”, disse o jornalista Elmar Bones, no lançamento de seu livro O Editor sem Rosto – A utopia de Luigi  Rossetti, o italiano que criou o jornal dos Farrapos, em edição especial para a feira.

    “Só que agora não é com homens armados e canhoneios, mas com as armas da cultura, da história e dos recursos naturais”, completou.

    Poetas e músicos locais ao final de um dos saraus | PM/JÁ

    A Flivi chegou à 18a edição renovada e ampliada. Muitas atividades para o público infanto-juvenil, para incentivar a formação de novos leitores, saraus de poesia e música,  palestras de autores e a entrega do troféu Luigi Rossetti, esculpidos um a um

    Lucas Strey, autor do troféu Luigi Rossetti

    pelo artista plástico Lucas Strey. As peças, em aço patinado, remetem às flores que ladeiam o logotipo do jornal O Povo,  o jornal da República Rio-Grandense editado por Rossetti.

    Vera Chaves Barcellos e Tânia Carvalho

    Os agraciados com o troféu foram os jornalistas Fernando Gabeira (que não pode comparecer) e Tânia Carvalho, a artista plástica Vera Chaves Barcellos, que mantém uma fundação cultural com seu nome em Viamão, e a Coovir, a

    Os representantes da Coovir com o patrono, Alcy Cheuiche

    cooperativa de catadores de resíduos recicláveis, pelo impacto ambiental positivo do seu trabalho na cidade.

    O patrono da feira, escritor Alcy Cheuiche, lançou o livro Viamão – Trincheira Farroupilha. Lúcia Brito lançou A Visão e as Previsões de José Lutzenberger, livro com um apanhado de textos premonitórios do ambientalista. Tamoyo – O time de Viamão, de Bira Mros e Juarez Godoy, foi o lançamento literário que resgata a história do clube local, que completou 80 anos em setembro.

    A música teve presença marcante durante toda a Flivi. A OSPA fez um concerto na abertura. A Camerata Presto apresentou As Quatro Estações, de Vivaldi. Uma grande banda formada por alunos das escolas municipais, nas quais funcionam 47 bandas com dois mil estudantes no total, tocou em frente à igreja. Além de diversos shows e saraus.