cleber dioni tentardini
Professores e pesquisadores dos Institutos de Biociências e de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) divulgaram um Parecer Técnico endereçado ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, Marco Peixoto, e aos demais conselheiros do TCE, em defesa da Fundação Zoobotânica.
O TCE está julgando uma representação do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo Da Camino, que questiona a Lei sobre as extinções e solicita que os processos sejam suspensos.
O processo envolve as fundações Zoobotânica (FZB), e ainda de Ciência e Tecnologia (Cientec), de Economia e Estatística (FEE), Piratini, de Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) e de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).
O julgamento da ação iniciou em 6 de setembro e o primeiro voto, do relator, o conselheiro Cezar Miola, foi favorável ao pleito do procurador Da Camino. Mas a sessão foi suspensa devido aos pedidos de vistas do processo feito pelos conselheiros Pedro Henrique Figueiredo e Estilac Xavier. Não há um prazo para a retomada do julgamento.
No documento, entregue nesta segunda, 16/10, ao TCE, os pesquisadores do Instituto de Biociências manifestam completo desacordo com a extinção da Fundação Zoobotânica, incluindo a redistribuição de suas funções e demissão de todos seus técnicos. Baseiam-se na avaliação técnica e objetiva dos irreparáveis prejuízos que a consumação desse ato trará para a ciência, educação, documentação, gestão e conservação da biodiversidade gaúcha.
“As irreparáveis perdas que a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul imputará à sociedade, especialmente diante do insignificante impacto financeiro resultante, demandam um imediato apelo à racionalidade. Não se conhece iniciativa semelhante em nenhum país do mundo desenvolvido, mesmo naqueles em que se tenha implementado políticas de austeridade em reação à atual crise econômica mundial. Entendemos ser absolutamente necessário reconsiderar tal decisão que julgamos precipitada e inadequada, fruto de amplo desconhecimento das atribuições legais, da relevância, complexidade e dimensão do patrimônio e dos serviços prestados pela Fundação Zoobotânica”, diz parte do documento.
Assinam a Carta Aberta a diretora, Clarice Bernhardt Fialho, e o vice-diretor Luiz Roberto Malabarba, e outros 48 professores do Instituto de Biociências da UFRGS.
Leia a íntegra do documento:
CARTA ABERTA AO PRESIDENTE E CONSELHEIROS DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E À COMUNIDADE GAÚCHA
Parecer técnico sobre a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
Excelentíssimos Senhores,
Nós, professores e pesquisadores dos Institutos de Biociências e de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, vemos com extrema preocupação o desenrolar do processo proposto de extinção de fundações estaduais gaúchas e em especial da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZBRS).
Esse processo vem acompanhado de uma evidente falta de informações por parte do público geral e da imprensa, agravado pela divulgação de informações equivocadas acerca das funções e importância dessa instituição para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul.
Tendo em vista que a recente aprovação do PL 246/2016 pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul permite a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, incluídos a redistribuição de suas funções e demissão de todos seus técnicos, manifestamos nosso completo desacordo com essa decisão, baseados na avaliação técnica e objetiva dos irreparáveis prejuízos que a consumação desse ato trará para a ciência, educação, documentação, gestão e conservação da biodiversidade gaúcha.
Na condição de parceira de longa data da FZBRS em atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, ou seja, em todo seu espectro de atuação institucional, nossa Universidade acumulou profundo conhecimento acerca da importância e alcance das competências da Fundação para nosso Estado. Tendo em vista as declarações de membros do Executivo gaúcho sobre a destinação de parte das funções da FZBRS para as Universidades ou para a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), somos obrigados a manifestar nossa avaliação sobre a viabilidade e as reais consequências da extinção da FZBRS, especialmente no que concerne à perda de seu corpo técnico especializado e à conservação de seu inestimável patrimônio científico.
A FZBRS desempenha inúmeras funções de extrema relevância para a gestão pública do Estado do Rio Grande do Sul que, em seu conjunto, dão respaldo técnico altamente especializado e qualificado para a tomada de decisões dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no âmbito das questões ambientais que impactam diretamente os interesses de nosso Estado.
A proteção da qualidade ambiental do Rio Grande do Sul, incluindo a conservação de sua fauna e flora, que é do interesse de toda a sociedade e está prevista em nossa constituição, depende de conhecimento técnico e bases de dados altamente especializados.
O poder público não pode prescindir dessa capacidade técnica em seus quadros, pois assume o risco de tomar decisões que venham a lesar o patrimônio ambiental do Estado, uma vez que não possui tais habilitações em nenhum outro setor.
O papel da FZBRS nesse sentido é inestimável e insubstituível, não havendo hoje nenhum setor da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) ou outro órgão do Estado com capacidade de assimilar essas funções. O próprio corpo técnico da SEMA expressou essa realidade em carta pública. O prejuízo técnico que resultaria da efetivação da extinção da FZBRS seria incalculável.
Complementarmente, a possibilidade de assimilação dessa função de assessoramento do Estado por outros órgãos, instituições ou mesmo entidades não-públicas, não é realista, sendo inviável no curto ou médio prazos. Mais grave ainda seria a perda da autonomia e qualidade técnicas, da isenção, da idoneidade e do compromisso público dos serviços prestados pela FZBRS, caso estes fossem delegados a entidades ou consultorias privadas. Essas questões relacionadas à insubstituibilidade de suas funções essenciais, são, ao nosso ver, um impeditivo intransponível para a extinção da FZBRS, uma vez que o governo não tem como transferir ou assumir tais funções.
Dentre as atribuições altamente próprias da FZBRS, merece destaque a coordenação e atuação técnica ativa de seus especialistas na elaboração das listas de espécies da fauna e flora ameaçadas no Estado do Rio Grande do Sul. Ainda que o processo de avaliação conte com expressivo apoio técnico da comunidade acadêmica, a FZBRS tem sido a instituição coordenadora desse processo. Essa coordenação somente é possível graças à alta qualificação de seu corpo técnico, formado por vários especialistas em biodiversidade, que detém bases de dados atualizadas e dinâmicas, e conhecimento para orientar todo o processo. A SEMA não possui qualificação técnica para assimilar tais funções, dependendo para tanto do corpo de especialistas da FZBRS.
Contudo, uma das mais relevantes e insubstituíveis funções desempenhadas pela FZBRS é a manutenção de seus grandes acervos com amostras da biodiversidade, atual e fóssil, em suas várias coleções científicas. Paradoxalmente, essa é uma de suas funções mais importantes e, ao mesmo tempo, a menos conhecida.
A sociedade em geral desconhece a importância das coleções científicas, uma vez que apenas tem acesso direto a uma pequena parcela dos acervos que são eventualmente expostos em museus: isso promove uma incorreta, ainda que generalizada, impressão de que a importância dos museus se limita apenas a sua exposição. Na verdade, a parcela mais importante dos acervos é aquela guardada por curadores especializados e que serve de testemunho de nossa biodiversidade. Esse acervo, ao contrário daquele exibido em exposições, é elemento essencial ao avanço das ciências da biodiversidade, sendo regularmente utilizado por pesquisadores do Brasil e exterior que visitam a FZBRS, ou eventualmente recebem os exemplares por empréstimo via intercâmbio científico.
Esses acervos contêm testemunhos insubstituíveis de incontáveis estudos e publicações produzidos ao longo de décadas, pois seus autores depositaram sua confiança na solidez de uma instituição pública histórica, como é o Museu de Ciências Naturais da FZBRS.
É virtualmente impossível quantificar com precisão, dada sua magnitude, o prejuízo que a descontinuidade dessa curadoria traria para as ciências da biodiversidade, não apenas em nosso Estado, mas em escala global. Neste sentido, a extinção da FZBRS fere de morte a ética científica e a confiança depositada por pesquisadores, coletores, colaboradores, patrocinadores e instituições de fomento que contribuíram para a formação desse acervo público.
Não cremos ser aceitável o Estado extinguir ou mesmo alienar essa responsabilidade assumida ao longo de tantas décadas. Seria o mesmo que dizer que o Estado do Rio Grande do Sul é inepto para a Ciência e que o patrimônio científico acumulado pelo árduo trabalho de muitas gerações pudesse ser simplesmente descartado.
A FZBRS é indispensável ao Estado do Rio Grande do Sul para cumprir seu dever de zelar por este patrimônio, do qual é fiel depositário perante a União e toda a sociedade. É fundamental destacar que nosso Código Estadual do Meio Ambiente determina que “Compete ao Poder Público em relação à fauna silvestre do Estado: (…) manter coleções científicas museológicas e “in vivo” de animais representativos da fauna silvestre regional, assim como proporcionar condições de pesquisa e divulgação dos resultados da mesma sobre este acervo”.
A sociedade pode desconhecer parte da relevância dos acervos científicos da FZBRS, mas o Estado legalmente não pode.
O conjunto das coleções científicas do Museu de Ciências Naturais (MCN) o qualifica como um dos maiores e mais importantes do Brasil e da América Latina. O Museu conta com mais de 600.000 lotes/espécimes, distribuídos em 58 coleções, contendo exemplares coletados desde o final do século XIX. As coleções científicas e de exposição do MCN estão armazenadas em 15 salas climatizadas e tecnicamente equipadas, que em conjunto ocupam uma área de 1.300 m². De grande e insubstituível importância para a Ciência mundial, merecem destaque os 2.883 espécimes-tipo, utilizados em descrições originais de espécies novas de vários grupos da fauna e flora. Esses exemplares são patrimônio da humanidade e sua manutenção é fundamental para a estabilidade da nomenclatura e contínuo processo de descrição de nossa biodiversidade.
As coleções científicas do Museu de Ciências Naturais da FZBRS constituem o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aquáticos do RS, além de ser, em seu conjunto, a mais representativa do Bioma Pampa. Desde 2002, por meio da Deliberação nº 5 do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN) do Ministério do Meio Ambiente, o MCN foi credenciado como instituição Fiel Depositária de Componentes do Patrimônio Genético.
No RS, o MCN é o único órgão Estadual detentor deste credenciamento. Para o credenciamento, é exigida uma série de requisitos (infraestrutura, equipamentos, corpo técnico qualificado, entre outros), habilitando a instituição a receber e conservar amostras do patrimônio genético brasileiro. Apenas instituições públicas nacionais de pesquisa e desenvolvimento podem ser fiéis depositárias de amostra de componente do patrimônio genético brasileiro.
Algumas coleções do MCN destacam-se no cenário nacional no que se refere à representatividade de espécies e número de exemplares. A coleção de aranhas, por exemplo, é a segunda maior do Brasil em número de lotes, atrás apenas da coleção do Instituto Butantã. A coleção de moluscos representa a terceira maior do Brasil em número de lotes, e a coleção de répteis situa-se entre as dez maiores do país. Apesar do Rio Grande do Sul ocupar uma fração reduzida do território nacional, as coleções do MCN são numericamente expressivas.
Além de seu valor científico, essas coleções apresentam um indiscutível valor histórico, não apenas por documentarem o trabalho de inúmeros pesquisadores ao longo de gerações, mas por incorporar importantes acervos de outras instituições. Ao longo de sua existência, o MCN (antes Museu Rio-Grandense de Ciências Naturais) incorporou em seu acervo importantes coleções de exemplares da fauna do Rio Grande do Sul, da América do Sul e até de outros continentes. Alguns exemplos são: as coleções biológicas do Museu Júlio de Castilhos, tombadas pelo IPHAN; a coleção do Instituto Borges de Medeiros de insetos de importância agrícola; a coleção Eliseo Duarte de conchas de todos os continentes e oceanos; e a coleção Mabilde de borboletas da Grande Porto Alegre, que representa um testemunho único da fauna existente na região há mais de um século.
Em 1989, o herbário do MCN recebeu, para incorporação em seu acervo, em torno de 50.000 exemplares de plantas vasculares do extinto Herbário da Secretaria da Agricultura do RS. A coleção de peixes recebeu material coletado durante as expedições oceanográficas da embarcação Pescal II no Sul do Brasil entre 1959 e 1964.
Não menos importante que as coleções museológicas são as coleções “in vivo” mantidas pela FZBRS, como é o caso dos bancos de sementes e de plantas do Jardim Botânico e o serpentário do Museu de Ciências Naturais. O serpentário, por exemplo, cumpre papel insubstituível em nosso Estado, recebendo serpentes de todo o território gaúcho para identificação e destinação. Estas serpentes são mantidas em um biotério e têm viabilizado estudos importantíssimos para a melhoria na qualidade do soro antiofídico brasileiro. Não há outra instituição no Estado que mantenha acervos “in vivo” com a abrangência e magnitude das existentes na FZBRS.
As coleções da FZBRS são fontes permanentes de consulta por pesquisadores e estudantes de pós-graduação, do país e do exterior, para fins de pesquisa científica. Como exemplo, o Herbário do MCN recebeu, apenas em 2016, 105 consultas presenciais ao seu acervo e quase 3 milhões de consultas via acesso eletrônico à Rede Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil (SpeciesLink, http://www.splink.org.br/), plataforma que disponibiliza os dados das coleções botânicas brasileiras.
Ainda a título de exemplo, somente em 2016, a coleção de Coleópteros (insetos) manteve intercâmbio de espécimes via empréstimo com as seguintes instituições de pesquisa: University of Nebraska, Museo de La Plata, Universidade Federal do Mato Grosso, Universidade de Viçosa, Smithsonian Institution, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal de Viçosa. A coleção de Répteis, por sua vez, recebeu consultas de pesquisadores e alunos de 10 instituições do Brasil (Universidade de São Paulo, Museu Nacional do RJ, UFRGS, UFMG, UFSM, Universidade Estadual de Londrina, UNIJUI, PUCRS, UNISINOS, Museu Paraense Emílio Goeldi) e uma do exterior (CORBIDI – Peru).
A coleção de fósseis do MCN, construída ao longo de décadas de trabalho dos curadores e técnicos do Museu, é basicamente formada por fósseis coletados em rochas do Rio Grande do Sul e rivaliza (senão supera), em termos de número de espécimes e infraestrutura, com as maiores coleções do Estado, hospedadas na UFRGS e na PUC/RS. Muitos dos espécimes ali tombados constituem-se em tipos de espécies extintas, os quais são objeto de interesse de vários pesquisadores ao redor do Globo e que tem na FZBRS a referência de localização e curadoria destes materiais. A partir desta coleção, dezenas de Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado, sob a orientação dos curadores da coleção, já foram produzidas, as quais resultaram na publicação de inúmeros trabalhos científicos, revelando o papel da FZBRS na formação de recursos humanos qualificados nesta área.
Cabe ressaltar que a ligação da FZBRS com o patrimônio fossilífero do Estado não decorre apenas de um interesse pessoal dos curadores e técnicos do MCN, mas sim atende a uma diretriz do próprio Estado, cujo Poder Legislativo reconheceu a importância cultural e científica deste patrimônio e legislou sobre o tema. A Lei Estadual Nº 11.738, DE 13 DE JANEIRO DE 2002 (atualizada até a Lei nº 11.837, de 04 de novembro de 2002), declara integrantes do patrimônio cultural do Estado os sítios paleontológicos localizados em municípios do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo esta Lei, a FZB é designada como o principal órgão do Estado responsável pelo seu cumprimento e fiscalização nos seguintes artigos:
Art. 3º – Fica a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul responsável pela administração dos sítios paleontológicos de que trata esta Lei (Incluído pela Lei nº 11.837/02).
Art. 4º – A supervisão científica dos sítios paleontológicos localizados nos municípios referidos no artigo 1º que não forem de propriedade do Estado fica a cargo da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (Incluído pela Lei nº 11.837/02).
Parágrafo único – Toda obra de qualquer natureza, inclusive remoção de rochas nos sítios paleontológicos de que trata este artigo, deverá ser submetida ao prévio licenciamento da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler – FEPAM -, bem como à consulta da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. (Incluído pela Lei nº 11.837/02).
Todas estas tarefas, que requerem um conhecimento altamente especializado, são realizadas pelo corpo técnico do MCN, que constitui o único grupo de profissionais no Estado habilitado atualmente para desempenhá-las. Qualquer solução de continuidade neste processo pode vir a trazer prejuízos irreparáveis ao patrimônio fossilífero (portanto, científico e cultural) do Estado, com a perda e/ou destruição de espécimes únicos e, portanto, insubstituíveis.
As coleções da FZBRS são indispensáveis para inúmeras pesquisas realizadas em nossa e em outras Universidades, em vários Programas de Pós-Graduação, motivo pelo qual temos clara e balizada convicção dos impactos que sua extinção trará à ciência no Rio Grande do Sul e mesmo do Brasil.
Conhecendo mais detalhadamente a abrangência e a dimensão histórica e científica dos acervos da FZBRS, fica óbvia a qualificação e alta capacidade técnica do seu corpo de funcionários, admitidos por mérito em concursos públicos.
Esta que é uma das maiores e mais importantes coleções brasileiras, possui em seus quadros cerca de 24 Analistas Biólogos Curadores, 10 Técnicos de Apoio, 25 Bolsistas de Iniciação Científica e quatro jardineiros. Este é um quadro altamente enxuto para dar conta de toda a tarefa de curadoria e pesquisa realizada na Instituição.
Não há em nenhum outro setor do governo estadual, quadros minimamente capazes de substituir as funções do corpo técnico da FZBRS. Mais preocupante que isso, não há no Rio Grande do Sul, em nenhuma outra instituição pública ou privada de ensino e pesquisa, quadros de curadores com a quantidade, abrangência técnica e a exclusividade de dedicação necessárias para manter todos os acervos do Museu de Ciências Naturais e Jardim Botânico, que não seja o existente na própria FZBRS. Por conta dessa realidade, consideramos completamente descabida a proposta de demissão do corpo técnico, uma vez que não será possível para o Estado assumir de outra maneira a curadoria desse acervo.
Os curadores detêm não só o conhecimento técnico do processo de manutenção, mas também o indissociável conhecimento da história de construção e utilização das coleções. Além disso, os curadores são, eles próprios, um elo fundamental da rede de conexões do acervo com seus usuários e as pesquisas em desenvolvimento.
Por todo o exposto, consideramos inaceitável qualquer medida no sentido de extinguir, desmembrar ou alienar o enorme e inestimável acervo da FZBRS, bem como de demitir seu quadro de técnicos, especialmente dos curadores e técnicos de apoio, pois estes são a única garantia de perpetuação dos acervos.
É imprescindível, especialmente para o poder judiciário, identificar todas as responsabilidades legais e éticas, assumidas pelo poder público como fiel depositário das coleções da FZBRS, para garantir que não seja proposta destinação alternativa ilegal, antiética e/ou inadequada para os acervos.
As irreparáveis perdas que a extinção da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul imputará à sociedade, especialmente diante do insignificante impacto financeiro resultante, demandam um imediato apelo à racionalidade.
Não se conhece iniciativa semelhante em nenhum país do mundo desenvolvido, mesmo naqueles em que se tenha implementado políticas de austeridade em reação à atual crise econômica mundial.
Entendemos ser absolutamente necessário reconsiderar tal decisão que julgamos precipitada e inadequada, fruto de amplo desconhecimento das atribuições legais, da relevância, complexidade e dimensão do patrimônio e dos serviços prestados pela Fundação Zoobotânica.
Esperamos que nossa avaliação técnica contribua para dimensionar a extensão das irreparáveis consequências advindas da extinção da FZBRS. Caso concretizada, a extinção da Fundação Zoobotânica, representará o maior retrocesso científico, ambiental e cultural da história do Rio Grande do Sul.
Sentimo-nos, portanto, obrigados, como especialistas e cidadãos, a emitir nossa avaliação técnica.
Dra. Clarice Bernhardt Fialho, Diretora do Instituto de Biociências da UFRGS
Dr. Luiz Roberto Malabarba, Vice-diretor do Instituto de Biociências da UFRGS
Instituto de Biociências da UFRGS
Departamento de Ecologia
Prof. Dr. Andreas Kindel
Profa. Dra. Luciane Oliveira Crossetti
Prof. Dr. Demetrio Luis Guadagnin
Profa. Dra. Sandra Hartz
Profa. Dra. Teresinha Guerra
Prof. Dr. Homero Dewes
Profa. Dra. Mara da Silveira Benfato
Departamento de Botânica
Prof. Dr. João Ito Bergonci
Prof. Dr. Paulo Brack
Prof. Dr. João Fernando Prado
Prof. Dr. Jorge Mariath
Prof. Dr. Rinaldo Pires dos Santos
Prof. Dr. Geraldo L.G. Soares
Profa. Dra. Maria Cecilia de Chiara Moço
Profa. Dra. Alexandra Antunes Mastroberti
Prof. Dr. João André Jarenkow
Prof. Dr. Gerhard Overbeck
Prof. Dr. Rodrigo B. Singer
Departamento de Genética
Profa. Dra. Lavinia Schüler Faccini
Prof. Dr. Aldo Mellender de Araújo
Prof. Dr. Francisco M. Salzano
Profa. Dra. Vera Lúcia S. Valente Gaiesky
Prof. Dr. Roberto Giugliani
Prof.Dr. Renato Zamora Flores
Profa. Dra. Eliane Kaltchuk dos Santos
Prof. Dra. Andreia Carina Turchetto Zolet
Prof. Dr. Nelson Jurandi Rosa Fagundes
Departamento de Zoologia
Prof. Dr. Luiz Roberto Malabarba
Profa. Dra. Clarice Fialho
Prof. Dr. Márcio Borges Martins
Profa. Dra. Laura Verrastro Viñas
Profa. Dra. Paula Beatriz Araújo
Profa. Dra. Helena Piccoli Romanowski
Profa. Dra. Jocélia Grazia
Prof. Dr. Luiz Alexandre Campos
Profa. Dra. Maria João Ramos Pereira
Profa. Dra. Carla Penna Ozorio
Prof Dr. Ignacio Benites Moreno
Instituto de Geociências da UFRGS
Departamento de Geografia
Prof. Dr. Jafferson Cardia Simões
Prof. Dr. Roberto Verdum
Departamento de Geologia
Profa. Dra. Silvana Bressan Riffel
Profa. Dra. Ruth Hinrichs
Prof. Dr. Wolfgang Kalkreuth
Departamento de Mineralogia e Petrologia
Prof. Dr. Pedro Luiz Juchem
Departamento de Paleontologia e Estratigrafia
Prof. Dr. Cesar Leandro Schultz
Prof. Dr. Rualdo Menegat
Profa. Dra. Marina Bento Soares
Autor: da Redação
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Papel da Zoobotânica é insubstituível, diz parecer técnico do Instituto de Biociências da UFRGS
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IPE tentou repassar cota de investimento no Cais Mauá
O Instituto de Previdência do Estado aplicou R$ 17,7 milhões numa cota de investimento do FIP Cais Mauá, o fundo criado para financiar o projeto de reforma do cais de Porto Alegre, orçado em R$ 600 milhões.
Com o atraso do projeto, há uma preocupação com esse investimento.
Houve tentativa de vender a quota aos outros acionistas, mas não surgiu interessado.
O regulamento do FIP impede o resgate antes do quarto ano. A aplicação foi feita em maio de 2014 e reforçada em 2015.
Outros fundos de servidores, de municípios distantes como Oeiras, no Pará, Santana, no Amapá, ou Ipojuca, em Pernambuco, também estão preocupados com o atraso do projeto e querendo resgatar valores aplicados no projeto de revitalização do Cais Mauá.
As informações constam de reportagem do jornal Metro, desta quarta, 11/10.
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Livro Nosso Pampa Desconhecido, da Zoobotânica, é finalista do Prêmio Jabuti
A Câmara Brasileira do Livro divulgou resultados da primeira fase da mais importante premiação literária do País, na terça-feira, 03/10.
Nosso Pampa Desconhecido, livro organizado por pesquisadores do Museu de Ciências Naturais, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, e lançado no ano passado, ficou entre os dez finalistas na categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática, do Prêmio Jabuti 2017 (Confira a lista completa abaixo).
A obra, com 208 páginas, foi organizada pelos biólogos Glayson Bencke e Luiza Chomenko e está muito bem ilustrada, com fotos do jornalista e fotógrafo Adriano Becker. Pode ser lido aqui.
Aborda as paisagens, a biodiversidade, a cultura e as atividades produtivas do Pampa. Mostra sua gente e seu cotidiano.

Noivinhas-do-rabo-preto em Lavras do Sul, espécie endêmica do pampa e globalmente ameaçada/Adriano Becker
A obra ainda destaca a pecuária a pasto nativo como vocação natural da região e grande trunfo para alcançar o seu desenvolvimento sustentável. Revela um Pampa que por vezes já deixa saudades ou apenas lembranças de épocas passadas, das quais nos dá testemunho o seu patrimônio arquitetônico.
Retrata um Pampa que, tendo-se formado ao longo de milhões de anos, agora é transformado a cada dia. Todo esse trabalho tem um objetivo: despertar um novo olhar sobre o Pampa gaúcho.

O gaúcho e a atividade pecuária na vastidão do Pampa/Adriano Becker
Na 59ª edição do prêmio, foram 2.346 inscritos, então, foram selecionados os finalistas em 29 categorias. Duas delas são inéditas, neste ano de 2017, o Jabuti também irá premiar nas categorias de histórias em quadrinhos e livro brasileiro publicado no exterior.
A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.
RS Biodiversidade
O livro integra o projeto Conservação da Biodiversidade como Fator de Contribuição ao Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (RS Biodiversidade), financiado pelo Global Environment Facility – GEF por meio do Banco Mundial – BIRD, com doação de US$ 5 milhões e contrapartida do Estado de US$ 6,1 milhões.
O projeto executou um conjunto de ações com objetivo de promover a conservação e a recuperação da biodiversidade mediante o gerenciamento integrado dos ecossistemas e a criação de oportunidades para o uso sustentável dos recursos naturais, com vistas ao desenvolvimento regional, promovendo a incorporação do tema nas instituições e comunidades envolvidas.
A coordenação geral esteve sob responsabilidade da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e coordenadores técnicos dos órgãos coexecutores, FZB – Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, FEPAM – Fundação Estadual de Proteção Ambiental “Henrique Luiz Roessler”, EMATER – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Governo do Rio Grande do Sul e TNC – The Nature Conservancy do Brasil.
Os autores organizadores
Luiza Chomenko é Mestre em Ecologia e Doutora em Biogeografia. Pesquisadora da Seção de Conservação e Manejo do Museu de Ciências Naturais, da FZB, até 2016. Agora, trabalha no Departamento de Unidades de Conservação, da Sema. Integra a Mesa Diretiva da Alianza del Pastizal.
Glayson Ariel Bencke é Mestre em Zoologia. Pesquisador do Setor de Ornitologia do Museu de Ciências Naturais, da FZB. Coordenou a elaboração e revisão da lista das espécies da fauna ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul. É colaborador da Alianza del Pastizal.
Confira, abaixo, a lista com os indicados:
ADAPTAÇÃO
Título: A Casa à Beira do Abismo – Autor(a): Autor: William Hope Hodgson / Tradução e Adaptação: Heloisa Prieto e Victor Scatolin – Editora: Papirus 7 Mares
Título: A Ilha do Tesouro – Autor(a): Rodrigo Machado – Editora: FTD Educação
Título: As Aventuras de Sargento Verde – Autor(a): Helena Gomes – Editora: Editora Biruta
Título: Branca de Neve – Autor(a): Gil Veloso – Editora: Editora Pulo do Gato
Título: Cordéis de Arrepiar Europa – Autor(a): Marco Haurélio – Editora: Editora IMEPH
Título: Duas Lendas Indígenas de Amor – Autor(a): Fernando Paixão – Editora: Editora IMEPH
Título: O Príncipe Desencantado – O Dia em que Chapeuzinho Vermelho desencalhou – Autor(a): Mônica Martins – Editora: Scortecci Editora
Título: Romeu e Julieta – Autor(a): Walcyr Carrasco – Editora: Editora Moderna
Título: Samba de uma noite de Verão – Autor(a): Renato Forin Jr. – Editora: KAN Editora
Título: Viagens de Gulliver – Autor(a): Ronaldo Simões Coelho – Editora: FTD Educação
CIÊNCIAS DA NATUREZA, MEIO AMBIENTE E MATEMÁTICA
Título: A espiral da morte – Autor(a): Claudio Angelo – Editora: Companhia das Letras
Título: A simples beleza do inesperado – Autor(a): Marcelo Gleiser – Editora: Record
Título: Abelhas sem ferrão do Brasil – Autor(a): Marilda Cortopassi Laurino e Paulo Nogueira-Neto – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
Título: Abrolhos – Terra e Mar – Autor(a): Rafael Duarte e Jaime Portas Vilaseca – Editora: Bambalaio
Título: Energia e Sustentabilidade – Autor(a): Arlindo Philippi Jr, Lineu Belico dos Reis – Editora: Editora Manole
Título: Nosso Pampa Desconhecido – Autor(a): Luiza Chomenko e Glayson Ariel Bencke – Editora: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
Título: O Universo Escuro – Autor(a): Larissa Carlos de Oliveira Santos – Editora: Editora Kiron
Título: Os cientistas da minha formação – Autor(a): Mario Novello – Editora: Editora Livraria da Física
Título: Plantas e civilização: fascinantes histórias da etnobotânica – Autor(a): Luiz Mors Cabral – Editora: Edições de Janeiro
Título: Um Pouco da Física do Cotidiano: Se o ar quente sobe, por que é frio nas montanhas e quente no litoral? – Autor(a): Otaviano Helene – Editora: Editora Livraria da Física
ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, NEGÓCIOS, TURISMO, HOTELARIA E LAZER
Título: A crise de crescimento do Brasil – Autor(a): Fundação Getúlio Vargas – FGV/IBRE – Regis Bonelli e Fernando Veloso (Orgs.) – Editora: Elsevier Editora
Título: A crise fiscal e monetária Brasileira – Autor(a): Edmar Bacha – Editora: Civilização Brasileira
Título: Anatomia de um desastre – Autor(a): Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira – Editora: Companhia das Letras
Título: Brasil Saúde Amanhã: População, Economia e Gestão – Autor(a): Paulo Gadelha, José Carvalho de Noronha, Sulamis Dain, Telma Ruth Pereira (organizadores) – Editora: Editora Fiocruz
Título: Como matar a Borboleta-azul: Uma Crônica da era Dilma – Autor(a): Monica Baumgarten de Bolle – Editora: Intrínseca
Título: Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial – Autor(a): Pedro Jaime – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
Título: Finanças Públicas – Autor(a): Felipe Salto e Mansueto Almeida – Editora: Editora Record
Título: Monitoramento e Avaliação de Programas Sociais: Uma Introdução aos Conceitos e Técnicas – Autor(a): Paulo de Martino Jannuzzi – Editora: Alínea
Título: O Tempo de Keynes e os Tempos do Capitalismo – Autor(a): Luiz Gonzaga Belluzzo – Editora: Editora Contracorrente
Título: Por que fazemos o que fazemos? – Autor(a): Mario Sergio Cortella – Editora: Planeta
ILUSTRAÇÃO
Título: A Saga do Iconoclasta Zé Ferino – Ilustrador(a): Horácio Gama – Editora: SESI-SP Editora
Título: De A a Z, Eróticas – Ilustrador(a): Caio Borges – Editora: Laranja Original
Título: Knispel: Retrospectiva 1950-2015 – Ilustrador(a): Gershon Knispel – Editora: Editora Maayanot
Título: Macunaíma – Ilustrador(a): Mariana Zanetti – Editora: FTD Educação
Título: Mãe – Ilustrador(a): Anna Cunha – Editora: Miguilim
Título: Orgia dos Loucos – Ilustrador(a): Mariana Fujisawa – Editora: Editora Kapulana
Título: Outras Meninas – Ilustrador(a): Manu Cunhas – Editora: Independente
Título: Plantas e Civilização: Fascinantes Histórias da Etnobotânica – Ilustrador(a): Carol Engel – Editora: Edições de Janeiro
Título: Pó de Lua nas Noites em Claro – Ilustrador(a): Clarice Freire – Editora: Intrínseca
Título: Rio Sketchbook – Ilustrador(a): Eduardo Bajzek – Editora: Marte Cultura e Educação
JUVENIL
Título: A Menina dos Sonhos de Renda – Autor(a): Marília Lovatel – Editora: Editora Moderna
Título: Cecília que Amava Fernando – Autor(a): Caio Riter – Editora: Editora da Cidade
Título: Dentro de Mim Ninguém Entra – Autor(a): José Castello – Editora: Berlendis & Vertechia
Título: Heróis e suas jornadas – 10 Contos Mitológicos – Autor(a): Rosana Rios – Editora: Editora Melhoramentos
Título: Lua de Vinil – Autor(a): Oscar Pilagallo – Editora: Companhia das Letras
Título: O Caderno da Avó Clara – Autor(a): Susana Ventura – Editora: SESI-SP Editora
Título: O Mágico do Barro Preto – Autor(a): Tiago de Melo Andrade – Editora: Editora Melhoramentos
Título: Quando Tudo Muda – Autor(a): Regina Drummond e Shirley Souza – Editora: Panda Books
Título: Um Grito de Liberdade – A saga de Zumbi dos Palmares – Autor(a): Álvaro Cardoso Gomes e Rafael Lopes de Sousa – Editora: Editora Moderna
Título: Vozes Ancestrais – Autor(a): Daniel Munduruku – Editora: FTD Educação
LIVRO BRASILEIRO PUBLICADO NO EXTERIOR
Título: A Cup Of Rage – Autor(a): Raduan Nassar – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: Penguin Random House Uk
Título: Ancient Tilage – Autor(a): Raduan Nassar – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: Penguin Random House Uk
Título: Atención al Nacimiento Humanizado – Basado en Evidencias Científicas – Autor(a): Hugo Sabatino – Editora: Oliver Print S.a. – Editora Internacional: Oliver Print
Título: Brasil – Una Biografia – Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling – Editora: Penguin Random House Grupo Editorial – Editora Internacional: Penguin Random House Grupo Editorial
Título: Broda Zalana Krwia – Autor(a): Daniel Galera – Editora: Rebis – Editora Internacional: Rebis
Título: El Vuelo de Madrugada – Autor(a): Sérgio Sant’anna – Editora: Hueders – Editora Internacional: Hueders
Título: Enigmas of Spring – Autor(a): João Almino – Editora: Dalkey Archive Press – Editora Internacional: Dalkey Archive Press
Título: Mijn Duitse Broer – Autor(a): Chico Buarque – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: De Bezige Bij
Título: Vég – Autor(a): Fernanda Torres – Editora: Libri Kiadó – Editora Internacional: Libri Kiadó
Título: Xangô Z Baker Street – Autor(a): Jô Soares – Editora: Rebis – Editora Internacional: Rebis
PSICOLOGIA, PSICANÁLISE E COMPORTAMENTO
Título: A Clínica Psicanalítica em Face da Dimensão Sociopolítica do Sofrimento – Autor(a): Miriam Debieux Rosa – Editora: Editora Escuta
Título: A Paciente, a Analista e o Dr. Green: Uma Aventura Psicanalítica – Autor(a): Silvia Lobo e Cristina M. Bassi – Editora: Zagodoni
Título: Amar a Si Mesmo e Amar o Outro. Narcisismo e Sexualidade na Psicanálise Contemporânea – Autor(a): Joel Birman et al. – Editora: Zagodoni
Título: Combate à Vontade de Potência – Autor(a): Marcelo Checchia – Editora: Annablume
Título: De que Cor Será Sentir? : Método Psicanalítico na Psicose – Autor(a): Marina de Oliveira Costa – Editora: Manole Editora
Título: Desafios Atuais das Práticas em Hospitais e nas Instituições de Saúde – Autor(a): Michele Kamers, Heloísa Helena Marcon e Maria Lívia Tourinho Moretto (orgs.) – Editora: Editora Escuta
Título: Ditadura Civil-militar no Brasil. O que a Psicanálise tem a Dizer – Autor(a): Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes e Flávio Carvalho Ferraz (orgs.) – Editora: Editora Escuta / Sedes Sapientiae
Título: Fragmentos – sobre o que se escreve de uma psicanálise – Autor(a): Luciana K. P. Salum – Editora: Iluminuras
Título: O Adolescente e a Internet: Laços e Embaraços no Mundo Virtual – Autor(a): Cláudia Prioste – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / FAPESP
Título: O Terceiro Tempo do Trauma – Autor(a): Eugênio Canesin Dal Molin – Editora: Editora Perspectiva
ROMANCE
Título: A Tradutora – Autor(a): Cristovão Tezza – Editora: Record
Título: Como se Estivéssemos em Palimpsesto de Putas – Autor(a): Elvira Vigna – Editora: Companhia das Letras
Título: Descobri que Estava Morto – Autor(a): J. P. Cuenca – Editora: Tusquets
Título: Machado – Autor(a): Silviano Santiago – Editora: Companhia das Letras
Título: O Marechal de Costas – Autor(a): José Luiz Passos – Editora: Companhia das Letras
Título: O Tribunal da Quinta-feira – Autor(a): Michel Laub – Editora: Companhia das Letras
Título: Outros Cantos – Autor(a): Maria Valéria Rezende – Editora: Companhia das Letras
Título: Simpatia Pelo Demônio – Autor(a): Bernardo Carvalho – Editora: Companhia das Letras
Título: Soy Loco Por Ti America – Autor(a): Javier Arancibia Contreras – Editora: Companhia das Letras
Título: Tristorosa – Autor(a): Eugen Weiss – Editora: @linkeditora
ADAPTAÇÃO
Título: A Casa à Beira do Abismo – Autor(a): Autor: William Hope Hodgson / Tradução e Adaptação: Heloisa Prieto e Victor Scatolin – Editora: Papirus 7 Mares
Título: A Ilha do Tesouro – Autor(a): Rodrigo Machado – Editora: FTD Educação
Título: As Aventuras de Sargento Verde – Autor(a): Helena Gomes – Editora: Editora Biruta
Título: Branca de Neve – Autor(a): Gil Veloso – Editora: Editora Pulo do Gato
Título: Cordéis de Arrepiar Europa – Autor(a): Marco Haurélio – Editora: Editora IMEPH
Título: Duas Lendas Indígenas de Amor – Autor(a): Fernando Paixão – Editora: Editora IMEPH
Título: O Príncipe Desencantado – O Dia em que Chapeuzinho Vermelho desencalhou – Autor(a): Mônica Martins – Editora: Scortecci Editora
Título: Romeu e Julieta – Autor(a): Walcyr Carrasco – Editora: Editora Moderna
Título: Samba de uma noite de Verão – Autor(a): Renato Forin Jr. – Editora: KAN Editora
Título: Viagens de Gulliver – Autor(a): Ronaldo Simões Coelho – Editora: FTD Educação
ARQUITETURA, URBANISMO, ARTES E FOTOGRAFIA
Título: A Modernidade Impressa: Artistas Ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre – Autor(a): Paula Ramos – Editora: Editora da UFRGS
Título: Carlos Leão – Arquitetura – Autor(a): Jorge Czajkowski e Roberto Conduru – Editora: Bazar do Tempo / Dois Um
Título: Desenho da Utopia – Autor(a): Ruy Teixeira e Jayme Vargas – Editora: Editora Olhares
Título: Guia da Arquitetura do Rio de Janeiro / Rio de Janeiro Architectural Guide – Autor(a): Maria Helena Salomon, Gustavo Rocha-Peixoto, Marcos Moraes de Sá, Farès El-Dahdah, Mozart Vitor Serra, Claudia Carvalho, Claudia Brack, Carlos Eduardo Comas – Editora: Bazar do Tempo
Título: Jayme C. Fonseca Rodrigues: Arquiteto – Autor(a): Hugo Segawa – Editora: BEI Editora
Título: João Kon, Arquiteto – Autor(a): Abilio Guerra, Luis Espallargas Gimenez, Fernando Serapião, Nelson Kon – Editora: Romano Guerra Editora
Título: Lentes da Memória: A descoberta da fotografia de Alberto de Sampaio (1888-1930) – Autor(a): Adriana Martins Pereira – Editora: Bazar do Tempo
Título: Marcel Gautherot, Fotografias – Autor(a): Samuel Titan Jr e Sergio Burgi – Editora: IMS
Título: Millôr: obra gráfica – Autor(a): Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires – Editora: IMS
Título: Pasolini, do neorrealismo ao cinema poesia – Autor(a): Davi Kinski – Editora: Laranja Original
BIOGRAFIA
Título: Caio Prado Júnior: Uma biografia política – Autor(a): Luiz Bernardo Pericás – Editora: Boitempo
Título: Diário de Francisco Brennand: O nome do livro e o nome do outro – Autor(a): Francisco Brennand – Editora: Inquietude Brennand Fortes Produções Culturais
Título: Diários da Presidência 1997 – 1998 (volume 2) – Autor(a): Fernando Henrique Cardoso – Editora: Companhia das Letras
Título: Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral – Autor(a): Joaquim Ferreira dos Santos – Editora: Intrínseca
Título: Frei Betto: biografia – Autor(a): Américo Freire e Evanize Sydow – Editora: Civilização Brasileira
Título: Jango e eu: Memórias de um exílio sem volta – Autor(a): João Vicente Goulart – Editora: Civilização Brasileira
Título: Rita Lee, uma autobiografia – Autor(a): Rita Lee – Editora: Globo Livros
Título: Roberto Civita: O dono da banca – Autor(a): Carlos Maranhão – Editora: Companhia das Letras
Título: Xica da Silva: a Cinderela Negra – Autor(a): Ana Miranda – Editora: Record
Título: Yara Amaral: A operária do teatro – Autor(a): Eduardo Rieche – Editora: Tinta Negra Bazar Editorial
CIÊNCIAS HUMANAS
Título: A desordem mundial – Autor(a): Luiz Alberto Moniz Bandeira – Editora: Civilização Brasileira
Título: A Grande Estratégia do Brasil – Discursos, Artigos e Entrevistas da Gestão no Ministério da Defesa (2011-2014) – Autor(a): Celso Amorim – Editora: Unesp
Título: A Nervura do Real II – Autor(a): Marilena Chaui – Editora: Companhia das Letras
Título: A palavra no espelho – os reflexos da imagem no barroco mineiro – Autor(a): Cristina Ávila – Editora: ICAM – Instituto Cultural Amilcar Martins
Título: A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado – Autor(a): Jessé Souza – Editora: Leya
Título: A tentação fascista no Brasil: Imaginário de dirigentes e militares – Autor(a): Hélgio Trindade – Editora: Editora da UFRGS
Título: Ciclos anuais no Rio Tiquié – pesquisas colaborativas e manejo ambiental no noroeste Amazônico – Autor(a): Aloisio Cabalzar – Editora: Instituto Socioambiental
Título: Novas faces da vida nas ruas – Autor(a): Taniele Rui, Mariana Martinez e Gabriel Feltran (orgs.) – Editora: EDUFSCAR
Título: Peter Hansen Hajstrup – Viagem ao Brasil (1644-1654) – Autor(a): Benjamin Nicolaas Teensma, Bruno Romero Ferreira Miranda e Lucia Furquim Werneck Sodré (organizadores) – Editora: Cepe Editora
Título: Rei do Congo – Autor(a): José Ramos Tinhorão – Editora: Editora 34
Título: Trópicos Utópicos – Autor(a): Eduardo Giannetti – Editora: Companhia das Letras
DIREITO
Título: A “tradução” de Lombroso na Obra de Nina Rodrigues: O racismo como base estruturante da Criminologia Brasileira – Autor(a): Luciano Góes – Editora: Revan
Título: A Performance no Direito Tributário – Autor(a): Luciano Gomes Filippo – Editora: Almedina
Título: As Marcas do Cárcere – Autor(a): Leandro Ayres França – Editora: IEA Editora
Título: Comentários ao Código de Processo Civil – Coleção Completa 17 Volumes – Autor(a): Diretor: Luiz Guilherme Marinoni, Coords.: Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero – Editora: Revista dos Tribunais
Título: Controle judicial de uma administração pública complexa: A experiência estrangeira na Adaptação da Intensidade do Controle – Autor(a): Eduardo Jordão – Editora: Malheiros
Título: História Oral do Supremo – Autor(a): Fernando de Castro Fontainha, Marco Aurélio Vannucchi Leme de Mattos, Carlos Victor Nascimento dos Santos – Editora: FGV Direito Rio
Título: Jurimetria: Como a estatística pode reinventar o Direito – Autor(a): Marcelo Guedes Nunes – Editora: Thomson Reuters
Título: O Direito Penal da Guerra às Drogas – Autor(a): Luis Carlos Valois – Editora: Editora Dplácido
Título: Os Direitos da Mulher e da Cidadã por Olímpia de Gouges – Autor(a): Dalmo de Abreu Dallari – Editora: Saraiva
Título: Teoria da Argumentação Juridica – Autor(a): Fábio Shecaira e Noel Struchiner – Editora: Contraponto Editora
EDUCAÇÃO E PEDAGOGIA
Título: A Instrução Pública nas Vozes dos Portadores de Futuros (Brasil – Séculos XIX e XX) – Autor(a): Carlos Monarcha – Editora: EDUFU
Título: A Maior Zoeira na Escola: Experiências Juvenis na Periferia de São Paulo – Autor(a): Alexandre Barbosa Pereira – Editora: Editora UNIFESP
Título: Alfabetização: A questão dos métodos – Autor(a): Magda Soares – Editora: Editora Contexto
Título: Currículos Integrados no Ensino Médio e na Educação Profissional: Desafios, Experiências e Propostas – Autor(a): Francisco de Moraes e José Antonio Küller – Editora: Editora Senac São Paulo
Título: Diversidade na Educação. Implicações Curriculares – Autor(a): Alípio Casali e Suely Dulce de Castilho – Editora: EDUC – Editora da PUC-SP
Título: Educação Física e Esporte no Século XXI – Autor(a): Wagner Wey Moreira e Vilma L. Nista-piccolo (orgs.) – Editora: Papirus Editora
Título: Educação Inclusiva: Para todos ou para cada um? Alguns paradoxos (in)convenientes – Autor(a): Kelly Cristina Brandão da Silva – Editora: Editora Escuta
Título: Educação Média Profissional no Brasil: Situação e Caminhos – Autor(a): Simon Schwartzman – Editora: Fundação Santillana
Título: História da Alfabetização no Brasil – Autor(a): Maria Luiza Marcílio – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
Título: Histórias de Pedagogia, Ciência e Religião: Discursos e Correntes de Cá e do Além-mar – Autor(a): Maria Juraci Maia Cavalcante – Editora: Edições UFC
ENGENHARIAS, TECNOLOGIAS E INFORMÁTICA
Título: Acústica de Salas – Projeto e Modelagem – Autor(a): Eric Brandão – Editora: Editora Blucher
Título: Banda Larga no Brasil: Passado, presente e futuro – Autor(a): Peter Knight, Flávio Feferman e Nathalia Foditsch – Editora: Figurati
Título: Fundamentos Básicos da Qualidade Aplicados ao Setor Industrial e de Serviços – Autor(a): José Eduardo Ferreira de Oliveira – Editora: Empresa Corisco Editora Gráfica Comércio e Indústria de Equipamentos
Título: História da Computação – Autor(a): Raul Sidnei Wazlawick – Editora: Elsevier Editora
Título: Introdução à Computação — Hardware, Software e Dados – Autor(a): André C. P. L. F. de Carvalho e Ana Carolina Lorena – Editora: LTC
Título: Introdução à Engenharia de Produção — Conceitos e Casos Práticos – Autor(a): Orlando Roque da Silva e Délvio Venanzi – Editora: LTC
Título: Introdução à Mineração de Dados: Com aplicações em R – Autor(a): Leandro Augusto da Silva, Sarajane Marques Peres e Clodis Boscarioli – Editora: Elsevier Editora
Título: Lições em Mecânica das Estruturas: Dinâmica – Autor(a): Carlos Eduardo Nigro Mazzilli , João Cyro André, Miguel Luiz Bucalem e Sérgio Cifú – Editora: Editora Blucher
Título: Nanotecnologia Experimental – Autor(a): Henrique Eisi Toma, Delmárcio Gomes da Silva e Ulisses Condomitti – Editora: Editora Blucher
Título: Química Orgânica Experimental: Uma abordagem de Química Verde – Autor(a): Arlene G. Corrêa, Kleber T. de Oliveira, Márcio W. Paixão e Timothy J. Brocksom – Editora: Elsevier Editora
INFANTIL
Título: A Fantasia da Família Distante – Autor(a): Stella Maris Rezende – Editora: Globinho
Título: A Outra História de Chapeuzinho Vermelho – Autor(a): Jean-Claude Alphen – Editora: Editora Salamandra
Título: Abrapracabrasil! – Autor(a): Fernando Vilela – Editora: Brinque-Book
Título: Adélia – Autor(a): Jean-Claude Alphen – Editora: Editora Pulo do Gato
Título: Birigüi – Autor(a): Mauricio Meirelles – Editora: Miguilim
Título: A Boca da Noite – Autor(a): Cristino Wapichana – Editora: Zit Editora (Meneghetti’s Gráfica e Editora)
Título: Drufs – Autor(a): Eva Furnari – Editora: Editora Moderna
Título: João, Joãozinho, Joãozito – Autor(a): Claudio Fragata – Editora: Record
Título: Se Eu Fosse… Um bicho, uma planta ou até um objeto, minha vida seria muito diferente. – Autor(a): Luisa Massarani – Editora: Publifolha Editora: Selo Publifolhinha
Título: Um Dia, Um Rio – Autor(a): Leo Cunha e André Neves – Editora: Editora Pulo do Gato
POESIA
Título: A Palavra Algo – Autor(a): Luci Collin – Editora: Iluminuras
Título: Carcaça – Autor(a): Josoaldo Lima Rêgo – Editora: 7 Letras
Título: Dobres Sobre a Luz – Autor(a): Thiago Ponce de Moraes – Editora: Lumme Editor
Título: Identidade – Autor(a): Daniel Francoy – Editora: Urutau
Título: Livro das Postagens – Autor(a): Carlito Azevedo – Editora: 7letras
Título: Madrigaes Tragicomicos – Autor(a): Glauco Mattoso – Editora: Lumme Editor
Título: O Mar e o Búzio – Autor(a): Bruno Palma – Editora: Com-arte
Título: Quase Todas as Noites – Autor(a): Simone Brantes – Editora: 7letras
Título: Rol – Autor(a): Armando Freitas Filho – Editora: Companhia das Letras
Título: Tempo de Voltar – Autor(a): Mariana Ianelli – Editora: Edições Ardotempo
TRADUÇÃO
Título: Briggflatts – Tradutor(a): Felipe Fortuna – Editora: Topbooks
Título: Conversações com Goethe nos Últimos Anos de Sua Vida: 1823-1832 – Tradutor(a): Mário Luiz Frungillo – Editora: Unesp
Título: Fedro – Tradutor(a): José Cavalcante de Souza – Editora: Editora 34
Título: Lessing: obras, crítica e criação – Tradutor(a): J. Guinsburg e Ingrid D. Koudela – Editora: Editora Perspectiva
Título: O Reino – Tradutor(a): André Telles – Editora: Companhia das Letras
Título: Ouça a Canção do Vento / Pinball, 1973 – Tradutor(a): Rita Kohl – Editora: Companhia das Letras
Título: Pequeno Mundo Antigo – Tradutor(a): Ivone Benedetti – Editora: Carambaia
Título: Políbio: História Pragmática – Tradutor(a): Breno Battistin Sebastiani – Editora: Editora Perspectiva
Título: Romeu e Julieta – Tradutor(a): José Francisco Botelho – Editora: Companhia das Letras
Título: Uma outra Juventude: e Dayan – Tradutor(a): Fernando Klabin – Editora: Editora 34
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Temporal leva pânico durante concerto da OSPA no Jardim Botânico
Cleber Dioni Tentardini
O temporal começou a se armar por volta das cinco e meia da tarde, mas o céu ainda estava claro. Cheguei por volta desse horário para assistir ao Concerto de Primavera da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, neste domingo, 01/10, evento tradicional de boas-vindas à nova estação, organizado pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) e OSPA.
Na entrada, comentei com amigos que a chuva estava vindo. Me informaram que já havia mais de três mil pessoas.
Ao chegar no multipalco, vi uma multidão acomodada pelo gramado do Jardim Botânico.

Cerca de 3 mil pessoas foram assistir a OSPA
Às seis da tarde, começou a apresentação dos músicos, conduzida pelo maestro Evandro Matté. Raios começaram a ser vistos durante a apresentação da soprano Raquel Fortes, e logo vieram as trovoadas. Algumas pessoas com crianças no colo começaram a levantar para ir embora. A maioria do público permaneceu.

Apresentação da soprano Raquel Fortes

Apresentação dos músicos, conduzida pelo maestro Evandro Matté
Sentados nas cadeiras nas primeiras filas estavam a secretária estadual do Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, o presidente da Fundação Zoobotânica, Luiz Branco, os diretores do JB e do Museu de Ciências Naturais.

Titulares da SEMA e FZB assistiram o começo do concerto
Aos primeiros pingos o público levantou e começou a sair caminhando, mas, uma rajada de vento muito forte cruzou o gramado, levantando cadeiras e atingiu o palco, balançando com toda a estrutura. Lonas e caixas de som foram arremessadas para as laterais. A cobertura do palco entortou, ameaçando desabar.

Sem luz a visibilidade era garantida pelos faróis dos carros
Começou a correria. Para piorar, foi-se a luz. Pânico e gritaria. Vento e chuva fortes. Pessoas perdidas dos parentes. Crianças chorando. Havia muitas senhoras e crianças no local. As famílias levaram cadeiras de praia, muita gente estava praticamente acampada ali, dividindo lanches, sucos, vinhos, chimarrão. Algumas coisas foram deixadas pelo caminho.
Ao ver a estrutura prestes a desabar, os músicos correram para uma tenda armada para o apoio, ao lado do gramado, o mesmo que dezenas de pessoas fizeram, inclusive eu. Mas o abrigo foi por pouco tempo, porque a estrutura também começou a balançar e a lona abriu-se de vez. A cobertura do palco veio abaixo.

Parte de um telhado voou a caiu sobre um carro
Na rua interna, a multidão a pé disputava espaço com as centenas de carros. Tinha que desviar dos galhos quebrados pela ventania. Quem caminhou, conseguiu alcançar mais rápido a saída na avenida Salvador França, totalmente alagada.
Não havia orientação, apoio técnico ou qualquer funcionário do SAMU ou dos Bombeiros Civis para orientar as pessoas. Esses apoios são de praxe em eventos como esses. Não sei se obrigatórios, talvez sejam.

Público indo embora e desviando dos galhos

Depois de seis anos sem apresentar concertos no Jardim Botânico de Porto Alegre, a Ospa, uma das grandes orquestras do Brasil, não conseguiu mostrar seu programa repleto de trechos de óperas, danças e obras relacionadas a esta época do ano.
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Juiz deve decidir em outubro sobre Fundação Zoobotânica
cleber dioni tentardini
O juiz Eugênio Couto Terra, da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, encerrou a fase de inspeção nas coleções da Fundação Zoobotânica (FZB) do Rio Grande do Sul e abriu prazo de 20 dias úteis para as partes envolvidas – o Governo do Estado e o Ministério Público Estadual – manifestarem-se e juntar aos autos do processo fotos dos locais inspecionados.
“Após, em princípio, haverá decisão”, garantiu nesta segunda-feira. O magistrado está julgando uma Ação Civil Pública, do MP-RS, em defesa da FZB. Terra já realizou duas inspeções. Na primeira, no dia 25 de agosto, visitou o Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre (NOPA), o serpentário, que está fechado, e uma área restrita do Jardim Botânico que faz limite com a vila Juliano Moreira, cuja entrada é pela avenida Cristiano Fischer. Ali, pode constatar a falta de segurança da área porque partes do muro que separa o JB das casas caiu e não foi reconstruído.
A segunda visita ocorreu no dia 21 de setembro. Desta vez, começou a visita pelo Bromeliário e o Cactáreo do JB, e depois foi ao herbário e à coleção de insetos do Museu de Ciências Naturais.
As inspeções judiciais foram acompanhadas pelas promotoras de Justiça Annelise Steigleder e Ana Maria Marquesan, da Defesa do Meio Ambiente, pelos funcionários curadores das coleções, pelo presidente da FZB e diretores do JB e MCN.
Ação Civil Pública corre desde fevereiro
A liminar solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre impede que o governo do Estado demita o quadro técnico-científico e se desfaça de qualquer bem, móvel, imóvel e de animais que constituem o patrimônio material e imaterial do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas à FZB. O Parque Zoológico não está contemplado nesta ação.
O pedido de liminar proíbe ainda a rescisão de acordos ou contratos que impliquem as atividades de educação ambiental, preservação dos acervos ou pesquisa científica, e impede o desmembramento ou fracionamento da matrícula do imóvel do Jardim Botânico. No caso de descumprimento, multa de R$ 50 mil.
A ação requer que o Estado apresente em juízo um plano para a extinção da FZB que garanta a continuidade e a mesma qualificação de todos os serviços e atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, e providenciar imediatamente o conserto do muro que faz a divisa com a Vila Juliano Moreira com o Jardim Botânico. Por fim, determina ao IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul) a inscrição do Jardim Botânico no Livro Tombo, por já ter sido declarado patrimônio cultural do Estado, em 2003. -

Com escassez de soro, Estado conta com Zoobotânica para reduzir acidentes com cobras
Cleber Dioni Tentardini
A chegada da primavera neste final de setembro e o aumento da temperatura deixa as cobras mais ativas em busca de alimento e acasalamento. Naturalmente, aumenta o risco de acidentes com a população.
Diante do quadro limitado de soro antiofídico na rede hospitalar, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Secretaria de Saúde, quer desencadear uma campanha de prevenção aos acidentes e elaborar um diagnóstico que inclui a identificação das serpentes mais comuns nas regiões em que é alto o número de pessoas picadas.
Para produzir o diagnóstico vai contar com a ajuda dos especialistas da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
O Estado está entre os dez estados brasileiros com maior número de acidentes com cobras. Em 2016, foram registradas 841 ocorrências, sendo que um paciente morreu.
O soro antiofídico é a única medicação capaz de neutralizar o veneno das serpentes, mas teve a produção reduzida pelos laboratórios. Essa escassez atinge vários países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A bióloga sanitarista Cynthia da Silveira é responsável no CEVS pelo controle e distribuição de soros antivenenos aos hospitais no Estado. Ela diz que depois de uma década coordenando o abastecimento dos soros, em 2013 viu os estoques reduzidos drasticamente, na medida em que os acidentes continuaram ocorrendo como antes.
Sua equipe, então, soou o alerta de que era preciso remanejar a distribuição dos medicamentos recebidos do Ministério da Saúde. “Priorizamos os hospitais referências nas 19 coordenadorias regionais do Estado. Em tese, são esses hospitais que recebem as ampolas com soros, mas há municípios em que há mais ocorrências, então são deixados estoques mínimos de soro também”, afirma.

A bióloga Cynthia da Silveira controla a distribuição de soros aos hospitais / Cleber Dioni / JÁ
Mas a bióloga sabe que essa readequação não é suficiente porque ao suprir um município com mais soros, vai deixar outros sem. E isso acontece com frequência.
O Centro de Informações Toxicológicas (CIT), do Estado, antes ligado à Fundação Estadual de Pesquisa em Saúde (FEEPS), agora um departamento do CEVS, deve participar das ações, embora existam alguns contratempos como a alta demanda pelos seus serviços de teleatendimento 24 horas e o quadro reduzido de funcionários do CIT.
Num primeiro momento, Cynthia convidou os biólogos Roberto Baptista de Oliveira e Acácia Winter, da FZB, para uma reunião. Tão logo o projeto for formatado pelos três, será apresentado ao secretário da Saúde para que marque uma reunião com o presidente da Zoobotânica.
Roberto é especialista em serpentes e Acácia tratadora de animais silvestres. Ambos trabalham no Núcleo de Ofiologia de Porto Alegre (NOPA), vinculado ao Museu de Ciências Naturais da FZB.
Canguçu e região têm mais ocorrências
Cynthia fez um mapa do Estado onde registrou a média do número de ampolas com soro antibotrópico usada no período de 2010 a 2016. Por aí, apontou onde ocorre o maior número de acidentes. E constatou que foram utilizadas 720 ampolas com soro antibotrópico por ano em municípios que estão na 2ª, 3ª e 4ª coordenadorias regionais.

Média de ampolas usadas nas 19 coordenadorias regionais indica locais com mais ocorrências / Reporodução

Municípios com mais ocorrências
Figuram municípios como Canguçu, Dom Feliciano, São Lourenço do Sul, Piratini, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul e Camaquã.
Pode-se presumir que ocorrem entre 60 e 180 acidentes. A classificação é leve, moderado e grave e determina o número de ampolas a ser usado.
Para um acidente com jararaca ou cruzeira considerado leve são usadas quatro ampolas. Lesão moderada exige oito ampolas, e grave, 12 ou mais ampolas de soro antibotrópico. Pelo protocolo o limite são 12, mas pode chegar a 20 ampolas, se não estancar a hemorragia que leva à morte.
Noroeste e Norte do Estado também registram alto índice de ocorrências. Naquelas cidades, foram usadas, em média, 500 ampolas com soros por ano, de 2010 a 2016.
Cada veneno de animal tem uma reação e, por isso, cada um tem seu soro específico. O soro antibotrópico é usado contra o veneno das jararacas e cruzeiras. Junto com as cascavéis, as três espécies são responsáveis por 90% dos acidentes no Rio Grande do Sul.

Cruzeira, do plantel do NOPA\Foto Mariano Pairet
Se o paciente busca atendimento e o médico não consegue identificar o animal que o picou, recorre ao 0800 do CIT, que vai passar orientações para o atendimento médico adequado.
O CIT orienta os exames necessários, o tipo e a quantidade de soro que o paciente precisa receber. Porque varia conforme a quantidade de veneno que o animal injetou e uma série de informações do paciente e da lesão.

Soro antibotrópico

Soro antiveneno da coral verdadeira, cuja lesão é considerada grave
“A gente precisa entender o que acontece naquelas localidades onde há um número tão grande de acidentes, se é o tipo de atividade agrícola, tipo de vegetação, microclima, e também quais as espécies de Bótropes predominam naquela região”, explica a bióloga. “Em São Lourenço, por exemplo, não há uma vegetação uniforme, o tipo de relevo, então precisamos saber exatamente onde está o problema para realizar ações de prevenção junto às comunidades”, completa.
A maioria das vítimas está na faixa etária produtiva, dos 19 aos 50 e poucos anos. Os acidentes normalmente acontecem no final do dia. Cynthia desconfia que é justamente nesse horário quando os agricultores estão voltando para casa, cansados e desatentos por onde passam. O animal prefere o entardecer pra sair em busca de alimento e ataca porque se sente ameaçado.

Cruzeiras, do plantel do NOPA\Foto Mariano Pairet
Nos municípios da Campanha, onde também há muitos animais peçonhentos, há poucos acidentes porque geralmente as pessoas andam protegidas com botas de couro e, em certos locais, usam até caneleiras que vão até o joelho.
“Quero que a Zoobotânica me aponte quais as espécies que estão lá em Canguçu e arredores. Porque eu vou poder analisar também se o veneno de uma determinada espécie é mais potente que o das outras”, afirma.
HPS atende entre 4 e 5 pacientes por mês
Na área rural de Porto Alegre ocorrem mais acidentes com a jararaca pintada, que é uma das menores do gênero, mas muito agressiva.
Na capital, os atendimentos são concentrados no Hospital de Pronto Socorro, que dispõe hoje de 56 ampolas com soro antibotrópico. É suficiente para atender quatro pacientes com lesões consideradas graves.
O hospital atende, por mês, durante as estações mais quentes, primavera e verão, entre 4 e 5 vítimas. É preocupante se considerar que a Capital não possui atividade agrícola expressiva. No primeiro semestre do ano passado, foram atendidos 34 pacientes picados por serpentes.

Inchaço

Ação do veneno no braço
O HPS atende também os pacientes da Região Metropolitana, com exceção dos municípios de Novo Hamburgo e Montenegro, que também recebem os soros.
Agricultores estão mais vulneráveis, diz especialista
Para o biólogo Roberto Baptista de Oliveira, é preciso fazer uma avaliação no local para dizer o que pode estar acontecendo naquela região. Pode ser o número muito grande de espécimes ou a diminuição dos predadores, entre os quais existem mamíferos como os gambás, aves, lagartos e cobras que se alimentam de outras.
“Na minha percepção à distância, acredito que o número elevado de acidentes pode estar associado a características das atividades humanas, ao uso do solo, o trabalho manual nas pequenas lavouras. A gente sabe que tem muita jararaca pintada ali, então provavelmente essa espécie esteja causando um grande número de acidentes. É uma espécie própria de afloramento rochoso, área de campo”, avalia o biólogo.

Roberto e as crianças encantadas com as serpentes em evento no Jardim Botânico / Cleber Dioni / JÁ
Em torno de 90% dos acidentes são causados por jararaca, jararaca-pintada e cruzeira. A jararacuçu, no RS, é restrita à região do Parque Estadual do Turvo, e são raros os acidentes.
As corais verdadeiras são muito abundantes em todo o Estado, mas os acidentes são raros, devido principalmente ao comportamento pouco agressivo da espécie; o padrão de coloração chamativo também pode ser um fator que colabora com o baixo número de acidentes, pois torna fácil sua visualização.

Coral verdadeira, no NOPA
“Agora é o momento ideal para realizarmos estudos nesses locais. Estão mais ativas para alimentação, termorregulação e reprodução. Os acasalamentos ocorrem principalmente neste período (final do inverno e primavera), e os nascimentos ocorrem principalmente entre o verão e início do outono”, ressalta Oliveira.
No Estado ocorrem aproximadamente 80 espécies de serpentes. Dessas, quatro foram incluídas em alguma categoria de espécies da fauna ameaçadas de extinção no RS (Decreto Estadual No 51797 de 2014),: Apostolepis quirogai, na categoria “Em Perigo”, e Atractus thalesdelemai (cobra da terra), Bothrops jararacussu (Jararacuçu) e Hydrodynastes gigas (Boipevaçu), na categoria “Vulnerável”. Outras 12 espécies foram consideradas como “Dados Insuficientes” para avaliação.
Dez espécies são consideradas peçonhentas de importância médica: seis do gênero Bothrops (grupo das jararacas), uma do gênero Crotalus (cascavel) e três do gênero Micrurus (corais-verdadeiras).

Cascavel, do plantel do NOPA/ Foto Raul Carvalho/Ministério Público RS
NOPA orienta equipes de saúde e segurança
A bióloga Acácia Winter ressalta a importância de capacitar o maior número possível de agentes de saúde para que possam repassar as informações às comunidades. Os servidores do NOPA regularmente oferecem treinamento de contenção, manejo e identificação de serpentes aos soldados da Brigada Militar e do Exército, bem como aos agentes de saúde e ambientais.
Acácia lembra que o Núcleo ainda acolhe serpentes capturadas e que não podem ser soltas na natureza novamente e conforme a demanda, fornece peçonha para pesquisas científicas nas faculdades.

Acácia com alunos de Biologia da Ufrgs / Mariano Pairet / Divulgação
Hoje, o NOPA é o único serpentário do Estado que realiza extração de peçonha. Mantém cerca de 350 cobras de 16 espécies, sendo oito peçonhentas. Há espécies que ocorrem somente no Rio Grande do Sul como a Jararaca-pintada (Bothrops pubescens). São encontradas ali, também, a cruzeira, a coral verdadeira, a cascavel, a jiboia, entre outras.

Servidora do NOPA extraindo veneno/Foto Mariano Pairet/Divulgação
O contrato com o Instituto Vital Brazil, (IVB), um dos quatro laboratórios responsáveis pela produção nacional de soro antiofídico, está suspenso desde janeiro deste ano. Assim como permanece fechada a área de visitação pública do serpentário.
Ainda em janeiro deste ano, falou–se na possibilidade de transferência do serpentário para IVB, que fica no Rio de Janeiro. Na época, o diretor científico do Vital Brazil, Rafael Cisne, disse que o Instituto tinha interesse em receber as serpentes do NOPA, mas dependia de recursos do Estado para efetuar a remoção dos animais. Mas, o impacto financeiro que essa transferência acarretaria aos cofres públicos deficitários do Rio inviabilizou o envio dos animais.
Em 2016, 841 pessoas foram picadas no Estado
O Rio Grande do Sul está entre os dez estados brasileiros com maior número de acidentes com cobras. Figuram como campeões os estados do Pará, Minas Gerais e Bahia.

Primeiros sintomas
Em 2016, foram notificados ao Ministério da Saúde 841 casos de acidentes com serpentes no Rio Grande do Sul, sendo que um paciente morreu. No Brasil, foram 26.244 casos e 116 óbitos. Em 2015, foram registrados 886 acidentes e um óbito em solo gaúcho, e 27.120 casos e 106 óbitos no país.
Acidentes com serpentes (Brasil)
Ano 2014 – 26.185
2015 – 27.120
2016 – 26.244
Acidentes com serpentes (RS)
Ano 2014 – 805
2015 – 886
2016 – 841
Os óbitos (BR)
Ano 2014 – 101
2015 – 106
2016 – 116
Os óbitos (RS)
Ano 2014 – 5
2015 – 1
2016 – 1
“Se não tiver soro, o mundo vem abaixo”
Impressiona a rede de saúde e logística montada para prestar atendimento às vítimas de picadas de cobras. A dor intensa e os efeitos visíveis provocados pelo veneno desse animal acabam mobilizando todos na sua volta.
A estratégia é de guerrilha. Cynthia tem planilhas atualizadas diariamente. Um banco de dados na internet tem que estar com as informações em dia. Hoje, ela sabe exatamente o estoque de ampolas que possui o Hospital de Santo Ângelo ou a Santa Casa de Misericórdia, de Santana do Livramento. Com a condição de que os estoques dessas instituições tenham sido atualizados.
A bióloga carrega um telefone celular só para atender as chamadas dos hospitais e não tem hora, às vezes ligam à meia-noite para saber onde há soro mais próximo de um determinado município.

Bióloga trabalha há 18 anos no CEVS / Cleber Dioni / JÁ
A rede está montada para atender de forma ágil. As primeiras três horas após a picada são imprescindíveis para neutralizar o veneno. Cynthia tem que saber onde estão as ampolas para mandar buscar o mais rápido possível. Se o paciente tem condições, o SAMU o leva até o hospital que possui a medicação, mas se está com quadro hemorrágico grave e não pode ser transferido, a prioridade, então, é que algum motorista leve o soro até onde ele está.
“Se um paciente chegar ao hospital e não tiver soro, o mundo vem abaixo. Porque ele pode morrer. Como as pessoas têm muito medo de cobras, quando acontece um acidente, isso gera uma comoção impressionante. Nos 18 anos em que trabalho nesse programa, nunca recebi um não para atender alguma ocorrência, seja a hora que for”, explica.
A bióloga narra situações que acontecem seguidamente: “Verão de 2017, oito horas da noite de um domingo, me ligam de Bagé. Estavam sem soro. Eu peguei minha planilha e vi que havia tantas ampolas lá. O problema é que eles não haviam registrado o uso e estavam sem a medicação. Liguei para o lugar mais próximo, em Pelotas, e disse que alguém teria que levar as ampolas para Bagé. Não daria para enviar por ônibus, era caso de emergência. Um motorista tem que ser liberado para ir buscar soro. Mas o funcionário era novo e ficou em dúvida porque implicaria no pagamento de horas extras. O motorista se prontificou na hora, buscou o carro e levou as ampolas”.
“Em Santo Ângelo, tivemos uma situação peculiar tempos atrás, onde foram atendidos num só dia seis pacientes picados”.
“Um jovem agricultor de 32 anos foi picado, em questão de meia hora já estava recebendo todo o atendimento adequado, mas foi ao óbito porque tinha uma gastrite e não conseguiram reverter o quadro hemorrágico”.
CIT é referência em emergências há 41 anos
O Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT/RS) completou 41 anos em agosto como a principal referência no Estado para auxiliar profissionais de saúde em caso de intoxicações dos pacientes e orientar a população sobre os primeiros socorros e na prevenção de acidentes.

Unidade de telemedicina atende 24 horas, nos sete dias da semana / Cleber Dioni / JÁ
O CIT funciona através de um sistema informatizado de atendimento, feito por 21 pessoas que se revezam nos plantões. Trabalham ali universitários de semestres avançados, como estagiários, e profissionais das áreas da medicina, veterinária, biologia e farmácia. É o que chamam de uma unidade de telemedicina, que atende em regime de plantão 24 horas, nos sete dias da semana, através do seu 0800.721.3000.
Até 2016, o Centro era vinculado à Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), extinta pelo governo estadual. Hoje, é ligado ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Secretaria da Saúde. Está com quadro de funcionários bem reduzido, 21 funcionários, embora cresça a cada ano a demanda por seus serviços.
O secretário adjunto da SES e diretor do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (DAHA), Francisco Zancan Paz, ressalta que o CIT mantém em estoque permanentemente amostras de soros necessários para o tratamento de intoxicações por todo tipo de picada de animais peçonhentos encontrados no Estado.
“Temos condições de, em uma hora, disponibilizar o soro indicado para qualquer parte do Estado, desde que cumpridos os protocolos pois face a pequena capacidade de produção de soros no país, tem sido necessário manter-se um rigoroso controle de estoque, para evitar situação de desabastecimento. Mas as utilizações de soro nos hospitais polos são rapidamente repostas”, afirma.
Paz destaca ainda a importância de o CIT realizar campanhas de prevenção, nas regiões com mais ocorrências do Estado, principalmente com a chegada dos meses mais quentes.
A bióloga Kátia Moura, servidora há 17 anos no Centro, afirma que os casos mais comuns envolvem intoxicações por medicamentos, animais e plantas.

Kátia com a aranha marrom, venenosa / Cleber Dioni / JÁ
Por se tratar sempre de atendimento de emergência médica, através de ligação gratuita, o Centro acaba recebendo demandas de todo o país.
“Seguidamente recebemos ligações de outras regiões do Brasil e até de países da América Latina como Uruguai e Argentina porque os profissionais da saúde buscam atendimento em um 0800 e, se não conseguem, já tentam outro até receberem as orientações que precisam”, explica Kátia.
Entre as principais vítimas de intoxicações estão crianças com idade abaixo de cinco anos. Os acidentes nesta faixa etária ocorrem normalmente dentro de casa e com produtos químicos de uso frequente como medicamentos, limpadores, desinfetantes, solventes, detergentes, produtos de higiene e cosméticos.

Bióloga mostra um exemplar do plantel de animais peçonhentos do CIT / Cleber Dioni / JÁ
O CIT mantém ainda um pequeno plantel de animais peçonhentos, entre aranhas, escorpiões e serpentes, mas não extrai mais veneno, que era doado às universidades. Além de passar orientações, realiza análises laboratoriais e de diagnósticos para tratamento das exposições tóxicas.
Além do telefone 0800, a página na internet do CIT (http://www.cit.rs.gov.br/) contém muitas informações úteis.
Para evitar acidentes com animais peçonhentos

Material usado para prevenção de acidentes
Medidas Preventivas:
Usar botas de borracha (até o joelho), ou botinas com perneiras ao andar no campo ou mata;
Usar luvas de raspa de couro e/ou abrigo com mangas longas nas atividades de jardinagem. Manter jardins e quintais limpos. Limpar terrenos baldios próximos das residências. Evitar folhagens densas junto a paredes e muros de casas. Usar graveto, enxada ou gancho ao mexer em lenha, buracos, folhas secas, troncos ocos;
Rebocar paredes para que não apresentem rachaduras ou frestas;
Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha. Colocar telas nos ralos das pias ou tanques;
Consertar rodapés soltos;
Colocar telas nas janelas;
Evitar o contato com lagartas urticantes. Observar a presença de folhas roídas, fezes ou pupas no solo.
Primeiros socorros:
Lave o local da picada com água e sabão;
Mantenha a vítima sentada ou deitada para não favorecer a circulação do veneno. Se a picada for na perna ou no braço, mantenha-os em posição mais elevada;
Leve a vítima ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber atendimento;
Se possível, fazer registro fotográfico da cobra causadora do acidente, para que seja feito o tratamento adequado;
Ligue para o CIT/RS – 0800 721 3000.
O que não fazer?
Não fazer torniquete ou garrote, não colocar substâncias no local da picada (café, fumo, folhas, urina etc), não cortar ou queimar o local da picada, não sugar o veneno, não ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias. Atenção: só o soro cura a picada de cobra.
O soro não é vendido. Ele só pode ser aplicado em hospitais. Em caso de acidente na região de Porto Alegre, deve-se procurar o Hospital de Pronto Socorro (HPS), pelo telefone 192 ou, em qualquer parte do Estado, o Centro de Informação Toxicológica (CIT), pelo telefone 0800-721 3000.
Não matar as cobras
Além de serem animais silvestres protegidos por lei, as cobras são predadores e presas, responsáveis pelo controle populacional de outros animais (ratos, por exemplo). O veneno é usado para fabricar medicamentos, entre eles o tratamento para picada de serpentes e remédio para pressão alta. No Rio Grande do Sul, estão ameaçadas de extinção a jararacussu, a cotiara e a surucucu do Pantanal.
Ministério da Saúde tem estoque limitado de soros antiofídicos
Há quatro laboratórios conveniados com o Ministério da Saúde, que produzem os nove tipos de antivenenos, incluindo os cinco tipos de soro antiofídico: o Instituto Butantan (SP), Instituto Vital Brazil (RJ), a Fundação Ezequiel Dias (MG) e o Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (PR).

Produção de soros no Instituto Butantan / Divulgação
O Ministério requisita anualmente um número determinado de ampolas com soros, que será distribuído para todo o Brasil. O contrato em vigor neste ano de 2017 prevê a entrega de 495.500 ampolas de antivenenos. Destas, 360.500 ampolas correspondem aos soros para os acidentes com serpentes. Esse estoque dá para atender cerca de 30 mil acidentes, considerando a utilização de, no máximo, 12 ampolas para cada paciente, procedimento padrão em ocorrências com certa gravidade.
As solicitações são realizadas mensalmente pelos estados, exceto em situações especiais quando poderão ser solicitadas remessas extras.
Para o Rio Grande do Sul, em 2016 foram enviadas 8.600 ampolas de antivenenos, sendo 6.300 de antiofídicos. Em 2017, até o momento, já foram enviadas 5.630 ampolas, sendo 4.395 ampolas de antivenenos de cobras.
Problema no abastecimento começou em 2013
O problema no abastecimento começou em 2013. O Ministério da Saúde avisou que iria ter uma escassez de soro com o argumento de que a Anvisa havia determinado uma reorganização nos laboratórios produtores para atender a um manual de boas práticas, conforme ficou acertado em reunião da OPAS – Organização Pan-americana de Saúde.

Soro antiofídico anticrotálico
“Antes, todos os hospitais no Estado, independente de registrar ou não acidentes com cobras, tinham no mínimo 12 ampolas de soro em seu estoque. Mas tivemos que centralizar em função da falta de soro, diz Cynthia, do CEVS gaúcho.
OMS alerta para escassez global de antídotos
Cada vez menos empresas produzem soro antiofídico. A Organização Mundial da Saúde divulgou um comunicado no final de agosto alertando para a escassez global de antídotos contra venenos de cobras devido a diminuição de empresas produtoras de soro antiofídico e o consequente aumento do número de mortes por envenenamento.
Mais de 100 mil pessoas morrem anualmente no mundo em consequência de picada de cobra, sendo que o problema é particularmente grande na África. Até 30 mil pessoas morrem por ano no continente após serem picadas por serpentes. Na Índia, o número de vítimas mortais sobe para 50 mil.
Testes em laboratório
Além dos cavalos utilizados para a produção de soros, está sendo testadas substâncias com ajuda de vacas e ovelhas, cujos genes dos sistemas imunológicos animais foram trocados por genes humanos. O método já está sendo testado nos EUA, com resultados promissores. “Mas o novo método ainda não é uma alternativa para produção das grandes quantidades de soro antiofídico necessárias”, pondera Nübling. -

Juiz faz segunda inspeção nas coleções da Fundação Zoobotânica
cleber dioni tentardini
O juiz Eugênio Couto Terra, que está julgando o pedido de liminar do Ministério Público Estadual em defesa da Fundação Zoobotânica (FZB) do Rio Grande do Sul, realizou junto com sua equipe da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, nesta quinta-feira, 21/09, uma segunda inspeção na Zoobotânica. Desta vez nas coleções do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, ambos vinculados a FZB. Em 25 de agosto já tinha ocorrido uma primeira visita.
A promotora de Justiça Ana Maria Marquesan, da Defesa do Meio Ambiente, uma das autoras da ação civil pública, acompanhou a inspeção.
O juiz reuniu os biólogos curadores das coleções e começou a visita pelo Bromeliário do JB. Ali se encontram algumas espécies ameaçadas de extinção. Depois, visitou o Cactáreo, com aproximadamente 50 espécies do RS, muitas delas também ameaçadas.

Visita junto as bromélias

No cactário
No Museu, visitou a coleção de insetos e o herbário da FZB, que possui 130 mil plantas depositadas, sendo 230 tipos (plantas que serviram de referência para a descrição da espécie).

No acervo da paleontologia
O magistrado quis saber dos funcionários que trabalham em cada seção a quantidade de servidores considerados estáveis segundo o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e se a Secretaria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA) teria pessoal capacitado para assumir a responsabilidade sobre as coleções visitadas. Os curadores reiteraram que a SEMA não tem servidores habilitados para tal.

Na coleção de insetos
Após as visitas, o juiz Eugênio fez uma reunião com os funcionários, o presidente da FZB e os diretores do JB e MCN.
Ação Civil Pública corre desde fevereiro
A liminar solicitada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre impede que o governo do Estado demita o quadro técnico-científico e se desfaça de qualquer bem, móvel, imóvel e de animais que constituem o patrimônio material e imaterial do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, duas das três instituições vinculadas a FZB. O Parque Zoológico não está contemplado nesta ação.
O pedido de liminar proíbe ainda a rescisão de acordos ou contratos que impliquem as atividades de educação ambiental, preservação dos acervos ou pesquisa científica, e impede o desmembramento ou fracionamento da matrícula do imóvel do Jardim Botânico. No caso de descumprimento, multa de R$ 50 mil.
A ação requer que o Estado apresente em juízo um plano para a extinção da FZB que garanta a continuidade e a mesma qualificação de todos os serviços e atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais, e providenciar imediatamente o conserto do muro que faz a divisa com a Vila Juliano Moreira com o Jardim Botânico. Por fim, determina ao IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul) a inscrição do Jardim Botânico no Livro Tombo, por já ter sido declarado patrimônio cultural do Estado, em 2003.
O juiz não adiantou uma data para a decisão final sobre o assunto. -

Jornada de Iniciação Científica da FZB e Fepam tem 105 trabalhos qualificados
cleber dioni tentardini
A décima terceira edição da Jornada de Iniciação Científica-Meio Ambiente (XIII JIC), promovida pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB-RS) em parceria com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam), qualificou 105 trabalhos de 27 instituições de ensino e pesquisa.
As atividades realizadas no Jardim Botânico de Porto Alegre encerraram na sexta-feira, 15 de setembro.

Willian Piovesani apresenta a Composição florística de trepadeiras no Jardim Botânico
O engenheiro agrônomo Alexandre Krob, do Instituto Curicaca, abriu o evento com a palestra “A Pesquisa Científica e a Gestão da Biodiversidade”.

Apresentação de minipósteres / Foto Divulgação
Estudantes e seus orientadores e coorientadores apresentaram em 22 sessões trabalhos inscritos nas categorias de Botânica, Ecologia, Ecotoxicologia, Educação Ambiental, Engenharia Ambiental, Microbiologia Ambiental, Genética Ambiental/Toxicológica, Geoquímica, Gestão Ambiental, Paleontologia, Química Ambiental e Zoologia.

Gabriela Oliveira (à dir) fala sobre seu trabalho “Proposição de medidas mitigadoras para atropelamentos de quelônios no Campus do Vale da Ufrgs
Segundo o biólogo Patrick Colombo, da FZB/RS, um dos coordenadores da Jornada, os trabalhos foram avaliados através na análise do seu resumo, mini-pôster e de sua apresentação oral.

Kassiane Gonçalves mostra as Correlações ecológicas do uso de liquens para construção de ninhos por aves no RS
“Alem da quantidade de trabalhos, o que nos alegrou muito foi o excelente nível deles. Ao longo dos anos da Jornada os estudos dos alunos e alunas vem mostrando uma ótima qualidade. Este ano, as bancas tiveram uma enorme dificuldade em escolher um destaque, em função disso. É gratificante pensar que as Fundações (FZB e FEPAM) estão capacitando cada vez melhor seus/suas bolsitas de iniciação cientifica, entregando para sociedade futuros profissionais cada vez mais qualificados”, ressaltou Colombo.

Alunos e orientadores nas apresentações orais da JIC
Além dos pesquisadores, orientadores, estudantes de pós-graduação, de iniciação científica, técnicos e demais funcionários da FZB-RS e FEPAM, também participaram da Jornada membros do Comitê Externo do CNPq, professores Larissa Rosa de Oliveira (Unisinos), Paula Beatriz de Araújo (Ufrgs/Biociências), Silvia Miotto (Ufrgs/Biociências) e Victor Pereira (Ufrgs/Geociências).

Maiquel Rodrigo Müller fez o Levantamento florístico preliminar das dunas da Praia Grande, Torres, RS

Mateus Zimmer com o miniposter do seu trabalho sobre padrões de atividade de graxains em parques nacionais dos Campos de Cima da Serra
Os trabalhos envolveram também as instituições de ensino e pesquisa Ceclimar/Ufrgs, Embrapa Pecuária Sul, Feevale, Fepam, FZB, ICMBio, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, PUC/RS, SEMA/RS, Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Porto Alegre, Teia Projetos Ambientais, UCS, Uergs, Universidade Federal de Goiás, UFPel, UFSM, UFV, Viçosa, MG, Ulbra, Unesp, Uniasselvi, Unilassale, Unipampa, Uniritter, Unisc, Univates, Urcamp e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões.

Marina Zimmer Correa mostra a Fenologia de samambaias em borda natural, artificial e interior de Floresta com Araucária – uma análise parcial

Júlia da Silva junto ao trabalho sobre a ocorrência de Contracaecum sp. na cavidade celomática de Butorides striata no RS

Jéssica Neto D’Avila apresenta “Melhoramento genético frente à conservação de Chinchilla lanigera”

Cauanne Machado apresentou a Influência da passagem pelo trato digestório de mamíferos no sucesso germinativo de sementes de espécies vegetais nativas do RS

Thamara Almeida apresentoua “Variação intraespecífica na morfologia e tamanho do úmero de Ctenomys minutus em diferentes habitats: uma abordagem de morfometria geométrica” -

Aniversário de 59 anos do Jardim Botânico de Porto Alegre atrai grande público
cleber dioni tentardini
“Jardim Botânico, o que dizer de ti? Hoje voltando aqui resgatei todos os momentos da minha infância e adolescência. Meus pais, eu e meu irmão chegamos aqui no bairro no final do ano de 1951, fomos morar na rua Surupá (nome indígena que significa ave sem rabo), até eu completar 23 anos, ainda chamado de Vila Russa, mais tarde, Vila São Luiz, até ganhar o nome de Jardim Botânico (…) És um palco de vida pra mim, onde sempre colhi os registro da natureza (…). Espero que esse culto à natureza seja sempre respeitado”.
O breve depoimento da artista plástica Elizabeth Nicolaidis, que volta a Porto Alegre depois de residir um tempo em Maceió, emocionou os biólogos que estavam participando das atividades de aniversário de 59 anos do Jardim Botânico de Porto Alegre, nesse domingo escaldante, onde a temperatura bateu nos 34 graus.

Eng florestal Clarice Glufke nas atividades com arranjo de folhas e flores/ Priscila Porto Alegre
As atividades do projeto JardinAção começaram às 10h. Todas buscaram interação com a comunidade. Às onze e meia, os alimentos doados tiveram que ser realocados para uma mesa maior, na entrada do JB. O grande movimento pela manhã, que normalmente é fraco, já indicava o que seria logo adiante. Às duas da tarde, não tinha mais vaga no estacionamento.
Exposições, cantorias, oficinas, palestras, práticas de yoga e meditação, pinturas, massagens, visitas guiadas às coleções de plantas e trilha pelo arboreto.

Comunidade participou de cantorias/Foto Cleber Dioni
O Museu de Ciências Naturais, também ligado à Fundação Zoobotânica do RS, participou com as atrações do projeto Ciência na Praça. Um microscópio à disposição do público fez toda a diferença, para adultos e crianças. E o interesse pelas cobras, então?

Biólogo Roberto Oliveira tirando dúvidas sobre as serpentes do MCN,FZB/Cleber Dioni
No meio da tarde, os pais corriam para as sombras, enquanto os filhos queriam mais uma foto com o jacaré empalhado. Teve gente que montou “acampamento” no gramado e preferiu apenas desfrutar das áreas de lazer.

Público se dividiu entre descanso e atividades/Foto Cleber Dioni

Foto Fernando Vargas
Como não foi cobrado ingresso, tem-se um cálculo aproximado do público, cerca de duas mil pessoas. Os alimentos foram doados para a Associação Comunitária Vó Chica.
Confira mais fotos


Atividades interativas/Foto Fernando Vargas


Exposições/Foto Cleber Dioni

Sessões com massagistas /Foto Cleber Dioni


Foto Cleber Dioni

Foto Cleber Dioni -

Pesquisadores da FZB são coautores de livro didático sobre Ecossistemas do RS
Cleber Dioni Tentardini
Fundação Zoobotânica do RS assinam capítulos do livro recém lançado pela Editora da FURG, “Ecos Terrestres do Sul: Articulando os Ecossistemas ao Ensino de Ciências”. A publicação faz parte da iniciativa de uma rede brasileira que visa melhorar o ensino de ciências por meio de cursos e da elaboração de materiais paradidáticos voltados ao Ensino Básico, estimulando o interesse pela ciência.
A obra, coordenada pelas especialistas em Educação, Lavínia Schwantes e Paula Costa Ribeiro, busca auxiliar na fundamentação teórica dos professores numa linguagem menos técnica e com exemplos locais, sendo organizada em três eixos: a problematização do ensino de ciências nas escolas, os ecossistemas terrestres do RS e, por fim, sugestões de atividades e propostas pedagógicas.
Os capítulos que compõe a obra são de autoria de pesquisadores e estudantes da FURG, de professores do Ensino Fundamental do município de Rio Grande. Pela FZB, participaram os biólogos Marco Azevedo e Jan Karel Mahler Jr., que assinam um capítulo sobre as unidades de conservação como forma de preservação dos ecossistemas; Martin Molz, que aborda as formações florestais do estado; e Luiza Chomenko (atualmente na SEMA), que trata sobre os ecossistemas de campos do RS.
Os exemplares do livro deverão ser distribuídos a professores de ciências da rede pública.
