Autor: da Redação

  • O ataque a Criciúma e o “Novo Cangaço”
    Pelo menos 30 homens encapusados e fortemente armados participaram do assalto que durou quase duas horas.

    O ataque a Criciúma e o “Novo Cangaço”

    A ação durou uma hora e quarenta e cinco minutos. Pelo menos 30 homens participaram da operação, na madrugada da segunda-feira.

    Foram usados dez veículos e armamento pesado: fuzis de alto calibre , uma metralhadora .50, de uso restrito das forças armadas, “capaz de perfurar blindados e derrubar pequenas aeronaves”.

    Fizeram reféns, a quem trataram bem mas exigiram que tirassem a camisa. Colocaram barreiras para conter a chegada da polícia, tanto a local quanto das cidades próximas. Jogaram um pacote de dinheiro na rua e recomendaram aos reféns que pegassem.

    Abandonaram os carros num milharal no município vizinho e fugiram, uma das hipóteses é que havia um avião esperando.

    Dez carros, quase todos blindados, foram usados no assalto e abandonados num milharal fora da cidade. Dali provavelmente a quadrilha fugiu de avião.

    Não foi calculado o valor do dinheiro espalhado na rua. Mas com quatro moradores que foram localizados o valor encontrado foi de 810 mil reais. Quanto mais foi recolhido nas ruas?  Quanto levaram os assaltantes? Não se sabe. O Banco do Brasil, a única fonte da informação precisa, diz que não vai revelar.

    Um policial militar e um vigilante ficaram feridos. Não houve mortes. Na fuga. Trinta 30 quilos de explosivos foram deixados.

    O delegado Anselmo Cruz, titular da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais de Santa Catarina, afirmou que o assalto é o maior da história do estado e que foi possivelmente praticado por criminosos de fora.

    A polícia até o fim desta terça-feira não tinha pistas.

    “Pode até haver integrantes daqui, mas sabemos que esse tipo de ação é proveniente de grupos de fora, principalmente de São Paulo. Não se tem apontamento de que seja ação de facção criminosa, mas de assaltantes até conhecidos no mercado, responsáveis pelas ações mais violentas no Brasil nos últimos anos” —  disse o delegado aos jornais.

    Os carros deixados tinham placas de São Paulo, o que remeteu imediatamente para o PCC.

    Mas a polícia foi cautelosa em atribuir a autoria a facções do tráfico de drogas. A polícia preferiu atribuir ao “Novo Cangaço”, grupos altamente organizados e fortemente armados que tomam e saqueiam cidades em ações relâmpago.

    Araraquara, Botucatu e Ourinhos são cidades paulistas que já sofreram esse tipo de ataque.

    Em tempo:  um ataque semelhante foi feito na terça-feira à noite em Cametá, cidade de 146 mil habitantes, no Pará. Segundo a polícia paraense, desta vez os bandidos explodiram o cofre errado e não levaram o dinheiro pretendido. A polícia de São Paulo informou a prisão de uma mulher, que teria ligações com o grupo. No apartamento dela foram encontradas armas e pacotes de dinheiro.

  • Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

    Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

    Os mais de 400 mil porto-alegrenses que não foram votar ou votaram branco ou nulo neste domingo decidiram pelo continuísmo representado por Sebastião Melo. Foram 404.431 votos.

    Melo, o vencedor, recebeu 370.550 votos.

    A segunda colocada, Manuela D’Ávila, recebeu 307.745 mil votos.

    Manuela disse no final do primeiro turno que seu maior desafio era tirar de casa os 358.217 eleitores que não foram votar no primeiro turno.

    Apenas 3.525 eleitores atenderam aos apelos da campanha eleitoral.

    Votação com 100% das urnas:

    Sebastião Melo: 370.550
    Manuela d’Ávila: 307.745
    Abstenções: 354.692
    Nulos: 28.801
    Brancos: 20.938
    Soma de abstenções, nulos e brancos: 404.431

     

  • Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela
    Para chegar no segundo turno, Manuela D’Ávila gastou R$ 10,14 por voto. Reprodução

    Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela

    A campanha de Manuela D’Ávila à prefeitura de Porto Alegre já arrecadou R$ 5.038.897,13, segundo a Justiça Eleitoral. Sendo R$ 358.510,13 de doações de pessoas físicas (7,11%) e R$ 48.959,00 de financiamento coletivo (0,97%).

    Os maiores doadores da campanha são o casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, que juntos doaram R$ 200.000,00.

    O artista, um dos maiores do Brasil, realizou dia 10 de novembro uma Live na internet para arrecadar fundos, tanto para Manuela D’Ávila quanto para Guilherme Boulos, que disputa a prefeitura da cidade de São Paulo. Inicialmente o show online foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE/RS). Mas, em 5 de novembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o ato.

    Nas doações, após o casal Caetano e Paula, vem a escritora Beatriz Bracher, que doou R$ 30.000,00 para a candidatura. Ela é membro da diretoria do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação, e pertence a uma tradicional família de banqueiros. O pai, Fernão Bracher, foi fundador do Banco Central e Banco BBA, hoje parte do grupo Itaú Unibanco.

    A vaquinha da candidata, que contam com contribuições espontâneas de eleitores e admiradores, arrecadou quase R$ 50 mil (48.959). É o melhor desempenho deste tipo de modalidade na eleição em Porto Alegre. Na lista ainda de doadores há outras dezenas de pessoas que fizeram doações de menor porte.

    Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

    As principais fontes de receita dos candidatos são o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois são seguidas de doações de pessoas físicas e a possibilidade do financiamento coletivo. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

    Para chegar no segundo turno, Manuela D’Ávila gastou R$ 10,14 para cada voto obtido, enquanto Sebastião Melo gastou R$ 7,24.

    Do total arrecado, a campanha de Manuela já indicou despesas no valor de R$ R$1.899.387,77 .

    O maior gasto é com instituo de pesquisa Methodus, que já recebeu R$ R$255.000,00 por pesquisas e teste eleitorais.

    Ranking doadores campanha de Manuela D’Ávila (PCdoB)
    
    - Direção Nacional (PCdoB)               R$ 2.954.000,00
    - Direção Nacioan (PT)                   R$ 1.677.428,00
    - Paula Mafra Lavigne                    R$ 100.000,00 
    - Caetano Emmanoel Viana Telles Veloso   R$ 100.000,00
    - Financiamento Coletivo                 R$ 48.959,00
    - Beatriz Sawaya Botelho Bracher         R$ 30.000,00
    
    Fonte: Divulgação de Contas TSE
  • Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo
    Sebastião Melo: eleito prefeito passou a apoiar Bolsonaro Foto Divulgação MDB

    Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo

    A candidatura de Sebastião Mello ao cargo de prefeito de Porto Alegre arrecadou exatos R$ 1.482.681,99. Valores informados à Justiça Eleitoral.

    Do total, R$ 478.800,21 são doações de pessoas físicas, o que representa 32,29% do total arrecado (R$ 1.482.681,99). Os dados estão disponíveis no site do TSE.

    Os sete maiores “mecenas” da campanha emedebista são os empresários Ricardo Antunes Sessegolo, diretor do grupo Goldsztein; José Isaac Peres, sócio do grupo Mulitplan, ambos doaram R$ 40 mil. E os sócios do grupo Abelim, empresa que atua no processamento e importação de carne, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Lee Shing Wen, Eduardo Shen Pacheco da Silva e José Roberto Fraga Goulart.

    Ricardo Sessegolo, empatado no 1º lugar no ranking de maiores doadores, é do ramo da construção civil, diretor da Goldsztein e ex-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul, o SINDUSCON-RS.

    José Isaac Peres, que também foi um dos maiores doadores da campanha de Nelson Marchezan Júnior (com R$ 70000), é fundador e acionista do Grupo Multiplan, responsável pelo Barra Shopping Sul. O grupo também controla outros 18 shoppings de alto padrão, em seis estados brasileiros.

    Já os sócios Lee Shing Wen, chinês naturalizado brasileiro, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Eduardo Shen Pacheco da Silva, descendentes do país asiático, e José Roberto Fraga Goulart, atuam na importação de produtos alimentícios, mais especificamente no segmento de proteína animal, tendo como base duas marcas: a Alibem, produtora de carne suína; e a Agra, produtora de carne bovina. Ambas estão entre as cinco maiores exportadoras de carne do sul do país.

    Outras dezenas de pessoas também aparecem na lista de doadores da campanha de Melo. Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

    A principal fonte de receita dos candidatos é o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois aparecem doações de pessoas físicas. Há ainda possibilidade de financiamentos coletivos. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

    Para chegar no segundo turno, Sebastião Melo gastou R$ 7,24 por voto. Já sua adversária, Manuela D’Ávila, gastou R$ 10,14.

    Do total arrecado, a campanha de Melo já indicou despesas no valor de R$1.451.725,73. O maior gasto é com a produtora Cubo Filmes, R$ 278.256,00.

    Ranking doadores campanha de Sebastião Melo (MDB) 
    
    - Direção Nacional (MDB)                   R$ 720.900,00
    - Direção Estadual (MDB)                   R$ 202.481,78
    - Direção Nacional (Democratas)            R$ 80.500,00
    - Ricardo Antunes Sessegolo                R$ 40.000,00
    - Jose Isaac Peres                         R$ 40.000,00
    - Michele Shen Lee                         R$ 36.000,00
    - Maximiliano Chang Lee                    R$ 36.000,00
    - Lee Shing Wen                            R$ 36.000,00
    - Jose Roberto Fraga Goulart               R$ 36.000,00
    - Eduardo Shen Pacheco da Silva            R$ 36.000,00
    
    Fonte: Divulgação de Contas TSE

     

  • Ibope mostra Sebastião com 49% dos votos e Manuela com 42%
    No primeiro turno Melo teve 31,02%, somando 200.280 votos, contra 29% de Manuela, que teve 187.262 votos. Montagem/Redes sociais

    Ibope mostra Sebastião com 49% dos votos e Manuela com 42%

    Sebastião Melo (MDB) tem 49% contra 42% das intenções de voto de Manuela D’Ávila (PCdoB) no segundo turno das eleições para a Prefeitura de Porto Alegre. Os números são da pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira, 24/11.

    Ainda, brancos e nulos são 5%, enquanto 4% não sabem/não responderam.

    Se considerados somente os votos válidos, ou seja, excluindo brancos e nulos, Sebastião Melo tem 54% e Manuela, 46%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

    Foram ouvidos 805 eleitores da capital, entre os dias 22 e 24 de novembro. A pesquisa tem identificação na Justiça Eleitoral e foi encomendada pelo grupo RBS.

    No primeiro turno mais de 33% dos eleitores de Porto Alegre não compareceram à votação. Convencer esses eleitores a irem votar pode ser decisivo na disputa.

    Foi a primeira pesquisa do Ibope para o segundo turno na Capital. Na semana passada uma pesquisa do Instituto Paraná apontava Melo com 53% e Manuela tendo 32% das intenções do voto. Comparando os números, nota-se uma diminuição da diferença entre os candidatos. A eleição ocorre domingo, 29/11.

  • Fiscal do Carrefour é presa temporariamente por participação no assassinato de Beto
    A vítima, de 40 anos, faleceu ainda no local Foto: Reprodução/Internet

    Fiscal do Carrefour é presa temporariamente por participação no assassinato de Beto

    A Polícia Civil pediu e a justiça decretou a prisão temporária de Adriana Alves Dutra, 51 anos, pelo prazo de 30 dias, prorrogável pelo mesmo período. O pedido feito pela polícia e ratificado pelo Ministério Público foi inicialmente pela prisão preventiva de Adriana, que é investigada pela participação na morte de João Alberto Silveira Freitas, na última quinta-feira, 19/11, no supermercado Carrefour da zona norte de Porto Alegre.

    Agente de fiscalização do supermercado, Adriana é vista em vídeos da morte de João Alberto andando ao redor da vítima e parece falar por meio de um rádio. Ela ainda é flagrada tentando impedir as filmagens e discute com outros clientes. A funcionária, que aparece em imagens de camisa branca, calça preta e crachá, ameaça pessoas que gravavam o fato. “Não faz isso, não faz isso senão vou te queimar na loja”, diz.

    Adriana se apresentou no Palácio da Polícia nesta terça-feira e foi avisada da prisão. Para a delegada Roberta Bertoldo, ela é a superior hierárquica dos homens que espancaram e asfixiaram a vítima, os seguranças Marcos Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, que já estão presos desde a noite do assassinato. A fiscal é investigada por homicídio doloso triplamente qualificado, assim como os seguranças.

    Adriana Alves Dutra teria acionado os dois acusados, que faziam a segurança do estabelecimento naquela noite, para conduzir a vítima para fora da loja, onde ele foi agredido e morreu. A polícia informou que a suspeita deixou a casa onde mora logo após o fato, sem informar onde estava, o que também sustentaria o pedido de prisão. A Advogada dela afirmou que Adriana saiu de casa por se sentir ameaçada.

    A Juíza Cristiane Busatto Zardo esclareceu que é preciso verificar a participação de Adriana Alves Dutra e, talvez, de outras pessoas neste caso. A magistrada disse que não afasta a necessidade, mas antes de se cogitar a prisão preventiva, é preciso investigar melhor a posição da representada nos fatos. “Entendo, assim, que a prisão temporária se mostra mais adequada, neste momento, permitindo à Autoridade Policial que colha os elementos que forem necessários e possíveis aos esclarecimentos dos fatos”. A justiça também esclareceu que a prisão não viola a lei eleitoral, já que a mulher é moradora da Região Metropolitana, em cidade que não terá segundo turno.

    A Polícia Civil também investiga a possível participação de outras pessoas no crime e pretende esclarecer o motivo do soco que João Alberto deu em um dos seguranças, o que desencadeou a reação abusiva dos seguranças, e se há registros de outros desentendimentos de Beto ocorridos no supermercado.

    ONU pede investigação independente da morte

    A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu às autoridades brasileiras que seja investigada de maneira “rápida, completa, independente, imparcial e transparente” a morte de João Alberto Silveira Freitas.

    Em comunicado, a porta-voz da alta comissária, Ravina Shamdasani, disse que a morte de João Alberto “é um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no Brasil”, onde há “persistente discriminação estrutural”. Segundo ela, Bachelet salienta que é preciso apurar se o crime foi motivado por preconceito racial.

    A morte ocorreu na noite de quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, no supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

    Conforme a porta-voz da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, o racismo, a discriminação e a violência contra afrodescendentes no Brasil “são documentados por dados oficiais, que indicam que o número de vítimas afro-brasileiras de homicídio é desproporcionalmente maior do que outros grupos”.

  • Vice na sombra: Bruno Covas e Sebastião Melo têm algo em comum
    Ricardo Gomes, ex-secretário da gestão Marchezan, faz chapa com Sebastião Melo. Foto Divulgação MDB/Galileu Oldenburg

    Vice na sombra: Bruno Covas e Sebastião Melo têm algo em comum

    No debate do Roda Viva desta segunda-feira, 23/11, na TV Cultura, foi levantada mais uma vez a questão do vice que o candidato Bruno Covas tenta manter na sombra durante sua campanha à reeleição como prefeito de São Paulo.

    O vereador Ricardo Nunes, do MDB, vice na chapa de Covas, tem registro policial de violência contra a mulher e uma investigação no Tribunal de Contas por suspeita de superfaturamento em creches alugadas à prefeitura. Estas acusações já foram publicadas pelo blogueiro Felipe Neto e motivaram um processo, mas a Justiça não mandou retirar as denúncias do ar.

    Covas, no Roda Viva, voltou a repetir que não há nada provado contra seu vice e que ele está sendo atacado porque é uma figura popular. Mas a verdade, como comentaram os entrevistadores do programa, é que Covas só fala do vice quando questionado.

    Enquanto seu adversário, Guilherme Boulos, não perde oportunidade de mencionar a sua vice, Luiza Erundina, Covas não cita o vice nem na propaganda.

    Nisso se parece ao candidato Sebastião Melo, do MDB, cujo vice Ricardo Gomes, atual DEM, também fica na sombra e mal aparece na propaganda eleitoral.

    Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Gomes foi eleito vereador na esteira das manifestações de apoio ao impeachment de Dilma Roussef e defendendo uma política liberal e a favor de privatizações. Com histórico em atuação e promoção de sociedades empresariais ligadas ao liberalismo, presidiu o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), associação que reúne empresários, forma lideranças políticas e realiza eventos como o Fórum da Liberdade.

    O vice de Melo foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Marchezan, mas brigou e rompeu com o atual prefeito ao discordar da lei que modificou o IPTU na Capital gaúcha. Ricardo Gomes é contra o projeto, que classifica como aumento abusivo de imposto. Eleito pelo PP, trocou de partido e está no DEM, e foi o indicado para vice de Melo.

    Gomes já denominou a chapa como de “centro-direita” e age como ligação ao empresariado gaúcho liberal e com forças próximas ao bolsonarismo, ainda que ele, Gomes, não se declare abertamente apoiador do presidente da República.

    A eleição no segundo turno ocorre no próximo domingo, dia 29. Em Porto Alegre disputam o voto Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB), que tem como vice em sua chapa Miguel Rosseto (PT).

     

  • Sinais de virada em São Paulo: Boulos segue subindo, Covas perde força na reta final

    Sinais de virada em São Paulo: Boulos segue subindo, Covas perde força na reta final

    A seis dias da eleição, a pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira aponta sinais de virada em São Paulo, com o candidato do PSOL, Guilherme Boulos mantendo a forte tendência de alta e o prefeito Bruno Covas (PSDB) em queda.

    De acordo com a pesquisa, Boulos ganhou cinco pontos em uma semana, chegando a 40% das intenções de voto, enquanto Covas se manteve nos mesmos 48% do levantamento realizado nos dias 17 e 18.

    A pesquisa mostra que a Boulos conseguiu o voto de pessoas que antes diziam votar branco ou nulo.

    A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Considerando os votos válidos, que exclui brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos, Boulos oscilou de 42% para 45% dos votos válidos, enquanto Covas oscilou negativamente de 58% para 55%. Este é o critério usado pela Justiça Eleitoral determinar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

    A principal diferença do segundo turno para o primeiro é o tempo de TV, que passou a ser dividido de forma igualitária entre os candidatos. No primeiro turno, ancorado em sua coligação de dez partidos, Covas teve 3 minutos e 29 segundos no horário eleitoral de TV, contra 17 segundos de Boulos.

    Boulos cresceu em intenções de voto sobretudo nos estratos mais jovens do eleitorado: ele cresceu 6 pontos entre os eleitores de 16 a 24 anos e três pontos entre os eleitores de 25 a 34 anos.

    Covas, entretanto, mantém sua vantagem em todos os recortes de renda familiar: vence tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres. Guilherme Boulos, por outro lado, tomou a dianteira entre os eleitores com ensino superior.

    O Datafolha mostra que o atual prefeito recebeu a maior fatia de votos dos principais concorrentes de ambos no primeiro turno: 45% dos eleitores de Márcio França vão votar em Covas e 72% dos eleitores de Russomanno votarão no tucano.

    A pesquisa foi realizada no dia 23 de novembro, ouviu 1.260 pessoas na cidade de São Paulo e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número SP-0985/2020. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

     

  • Pessoas negras são apenas 3% dos servidores de nível superior do RS
    A engenheira civil Josi Beatriz Viegas Cunha, servidora do Estado há vinte anos, hoje trabalha na Secretaria de Obras /Foto Ivan Pereira/Sintergs

    Pessoas negras são apenas 3% dos servidores de nível superior do RS

    Pesquisa realizada pela PUCRS com associados do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Rio Grande do Sul (Sintergs) mostra que apenas 3% dos funcionários públicos com graduação são pretos. Entre os 366 participantes, 5,7% são pardos e 0,3% indígenas. Brancos chegam a 91%. Os dados fazem parte de estudo realizado em 2020 e serviram de base para a cartilha lançada pelo Sintergs em outubro.

    A baixa representatividade de negros no serviço público, especialmente em cargos de nível superior, demonstra a dificuldade de acesso à educação de qualidade. Ângela Antunes, diretora do Sintergs, frisa que como primeiro passo para uma mudança é importante questionar a desigualdade e assumir que há privilégios em ser branco.

    “Entender a necessidade das cotas, da dívida histórica do Brasil com os afrodescendentes e indígenas e desmitificar a meritocracia, como se todos tivessem acesso às mesmas condições, é fundamental”, avalia Angela. Ela lembra que o Dia Nacional da Consciência Negra tem sua raiz em solo gaúcho, no Grupo Palmares, em Oliveira Silveira, Antonio Carlos Côrtes e outros militantes negros e negras. “Que o 20 de novembro conscientize também a branquitude”, apela.

    Educação contra racismo

    Abidemi significa “aquela que chegou antes”. O nome que rebatizou Josi Beatriz Viegas Cunha no batuque traduz o sentido que ela tem para sua comunidade. Mulher preta forte e pioneira, abriu caminhos para si pela educação. Mas revela que não cresceu sozinha – teve a força de sua ancestralidade e o apoio de pai, mãe e irmãs. As guias no pescoço e o dread nos cabelos há 21 anos são marcas de Josi. Mais do que mudar paradigmas, ela diz que carrega suas referências como forma de assumir seu estilo e sua crença na religião afrobrasileira.

    Formada em Engenharia Civil pela PUCRS como aluna destaque da turma de 1993, é servidora estadual há 20 anos. Começou sua trajetória na Secretaria de Educação e hoje trabalha na Secretaria de Obras. Desde que ingressou no serviço público, ela tem consciência de seu papel para ajudar a melhorar a vida das pessoas. “O posto de saúde vai para a comunidade preta, a escola estadual vai para a comunidade preta”, conta, motivada pelo trabalho que realiza.

    Na carreira, os desafios são grandes. “Minha posição não é de inferioridade, mas estou atrás até de quem entrou agora. Vejo que colegas brancas que fizeram faculdade já chegam em patamar superior, mesmo eu ganhando financeiramente mais, elas têm mais acesso. Tive de ser melhor do que homem branco e que mulher branca, ser a melhor das melhores, pois, além de ser mulher, sou preta”, explica.

    “Às vezes, olham pra mim e dizem que as cotas não são necessárias: se tu conseguiste, outros também conseguem. Mas um dos meus anjos, homem preto que conseguiu meu primeiro estágio, não se formou. Faltou suporte familiar e econômico. Meus pais abriram mão de conquistas para eu me formar, eu abri mão. Meu pilar era de madeira, não era de concreto. Não havia estrutura, por isso a necessidade de reparação.”

  • Câmara volta a discutir projeto para facilitar renegociação de dívidas

    Câmara dos Deputados decidiu acelerar a tramitação de um projeto que permitirá a renegociação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas.

    A proposta é chamada de Programa Extraordinário de Regularização Tributária durante a pandemia e é considerada um “Refis da Covid-19”.

    O despacho encaminhando o texto para tramitação nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça foi publicado no Diário Oficial de sexta-feira, 20.

    Há pedidos de líderes para aprovar um regime de urgência, o que poderia levar a proposta para votação direta em plenário. A proposta do deputado Ricardo Guidi (PSD-SC) estava parada desde maio na Casa.

    O despacho para a tramitação nas comissões é assinado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Maia afirmou neste domingo que uma renegociação das dívidas poderia ser incluída nas discussões da reforma tributária, mas não seria prioridade neste momento.

    O projeto na Câmara prevê renegociação dos débitos de pessoas físicas e jurídicas, inclusive para quem já está em recuperação judicial.