Autor: da Redação

  • Centrais sindicais fazem campanha por  auxílio emergencial de R$ 600
    fotos: RBA

    Centrais sindicais fazem campanha por auxílio emergencial de R$ 600

    As centrais sindicais voltaram às ruas nesta terça-feira (3), para um ato em São Paulo, diante da sede do Banco Central, na Avenida Paulista.

    Na pauta das centrais está a manutenção do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e a desoneração da folha de pagamento para que empresas possam reagir aos efeitos da pandemia e manter empregos. A manifestação teve início às 11h.

    A questão do auxílio emergencial de R$ 600 é tema de campanha das centrais desde setembro, quando o governo editou a Medida Provisória (MP) 1.000.

    O benefício foi prorrogado até dezembro, mas o Planalto cortou o valor pela metade, para R$ 300. A oposição na Câmara e as centrais querem que a MP entre na pauta, que está obstruída há um mês.

    Nesta semana, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que poderia incluir o tema na ordem do dia.

    Já a manutenção da desoneração da folha para 17 setores da economia foi vetada por Jair Bolsonaro. A princípio, termina em dezembro. Mas o Congresso está se mobilizando para derrubar o veto.

    O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marcou para a próxima quarta (4) uma sessão conjunta para analisar vetos presidenciais e projetos de lei.

    As centrais, no entanto, defendem a desoneração apenas por período determinado. E desde que, nesse intervalo, as empresas garantam a manutenção dos postos de trabalho.

    (Com RBA)

     

  • ELEIÇÃO NO EUA: uma disputa conturbada no meio de uma crise sem precedentes

    ELEIÇÃO NO EUA: uma disputa conturbada no meio de uma crise sem precedentes

    Ao fim da primeira guerra mundial ( 1914/1918) deu-se a revolução comunista na Rússia, depois expandida para União Soviética.

    Ao fim da Segunda Guerra mundial (1939/1945) os Estados Unidos emergiram como economia central do sistema capitalista.

    Mas a Segunda Guerra também ajudou Mao Tse Tung desviando as atenções de sua tomada de poder na China que consumou em 1949.

    A China Comunista, hoje, disputa a hegemonia mundial com os ultra capitalistas Estados Unidos, que vive sua pior crise.

    A disputa entre Trump e Biden se dá sobre um terreno movediço. Uma situação sem precedentes na história do país, com desemprego e miséria pelas ruas e o recrudescimento dos históricos conflitos raciais, no meio de uma pandemia fora de controle.

    Por tudo isso, é incerto o desfecho da eleição presidencial nesta terça-feira (3). No mínimo, haverá uma prolongada batalha jurídica pelo seu resultado: um eleitorado altamente polarizado, um número recorde de votos pelo correio e alguns ministros da Suprema Corte que parecem prontos para intervir se a disputa for acirrada e contestada.

    O único elemento que falta, que levaria os dois lados ao tribunal, seria um resultado apertado em um Estado-pêndulo, onde a preferência da maioria do eleitorado oscila entre um partido e outro.

    “Se o resultado final depender da Pensilvânia ou da Flórida, eu acho que teremos a batalha jurídica das nossas vidas”, disse Jessica Levinson, professora de lei eleitoral da Loyola Law School, de Los Angeles.

    Disputas eleitorais não são incomuns, mas elas geralmente acontecem em eleições locais ou estaduais, segundo especialistas em lei eleitoral.

    Este ano, nos meses anteriores ao pleito de 3 de novembro entre o presidente Donald Trump e o democrata Joe Biden, a pandemia do novo coronavírus alimentou centenas de desafios legais, envolvendo de assinaturas de testemunhas a carimbos postais e uso de caixas postais para depositar as cédulas.

    Duas decisões judiciais recentes sobre o prazo para a contagem dos votos pelo correio aumentaram a probabilidade de uma batalha legal pós-eleição se o resultado na Pensilvânia ou em Minnesota, outro estado crucial, for apertado, dizem especialistas em lei eleitoral.

    A 8ª Corte de Apelação dos EUA decidiu, em 29 de outubro, que o plano de Minnesota para estender o prazo para a contagem das cédulas enviadas pelo correio era uma manobra inconstitucional do secretário de Estado local, o democrata Steve Simon.

    Autoridades de Minnesota foram instruídas a “segregar” cédulas recebidas depois de 3 de novembro.

    Simon afirmou que as autoridades não apelariam à Suprema Corte, mas mais litígios nos tribunais inferiores determinarão se essas cédulas serão contadas.

    Enquanto isso, em 28 de outubro, a Suprema Corte manteve uma decisão do tribunal superior da Pensilvânia, que permitiu que as autoridades contassem cédulas enviadas pelo correio postadas no dia da eleição e recebidas até três dias depois.

    Os juízes disseram que não havia tempo suficiente para revisar a decisão. Como em Minnesota, autoridades da Pensilvânia segregarão essas cédulas, preparando uma potencial batalha legal se a eleição for acirrada.

    Qualquer batalha legal disputada diante da Suprema Corte terá maioria conservadora de 6 x 3 após a confirmação de Amy Coney Barrett, em 26 de outubro. Três dos ministros foram indicados por Trump.

    O presidente disse, em setembro, que queria sua indicada confirmada porque a eleição acabaria na Suprema Corte. “Acho que é muito importante que tenhamos nove ministros”.

     

  • Ágata do Norte: 4.400 homens em operação na fronteira do Brasil com a Guiana
    O Comando Conjunto Ágata Norte, formado pelo Comando Militar do Norte, 4º Distrito Naval e Ala 9, informa a apreensão de ouro, armamento e munição ilegais em Oiapoque (AP), limite do Amapá com a Guiana Francesa.

    Ágata do Norte: 4.400 homens em operação na fronteira do Brasil com a Guiana

    Eram  36 militares da Companhia Especial de Fronteira de Clevelândia do Norte, em Oiapoque, no Pará, recebendo instruções para a missão de patrulhamento, visualizando detalhes em uma maquete.

    Eram quatro equipes que sairiam para patrulhar o Rio Oiapoque, com uma equipe num helicóptero, dando apoio aéreo.

    Ações da brigada de fronteira,Marinha,Oiapoque
    Brigada de fronteira recebe instruções da missão de patrulhamento Fábio Massali/Agência Brasil

     

    Com o grito “Selva: Aqui começa o Brasil” após o fim das instruções, eles partiram para a missão, pouco antes do meio dia.

    As equipes se dirigiram para os barcos, atracados no rio , armados com fuzis automáticos leves, os militares subiram nas embarcações – equipadas para combate intenso – e zarparam.

    Começava assim a patrulha na divisa entre o Brasil e a Guiana Francesa.

    Esta operação específica fez parte da Operação Ágata Norte, que no dia anterior teve um exercício militar com carros sobre lagarta anfíbio (CLAnf) e caças na praia do Amor, na Ilha do Outeiro, nas proximidades de Belém.

    Resultados parciais (de 22 de outubro à 30 de outubro) da operação mostram que, no período, 1.943 embarcações foram abordadas. Destas, 126 foram notificadas, 72 foram apreendidas e duas apresadas.

    A Operação Ágata Norte está sendo realizada nos estados do Pará e do Amapá nos meses de outubro e novembro pelas Forças Armadas, em conjunto com a Polícia Federal, Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entre outros órgãos federais e estaduais.

    A operação tem como finalidade executar ações preventivas e repressivas contra crimes transfronteiriços e ambientais, além de atuação de assistência hospitalar.

    O efetivo da operação é de cerca de 4.400 militares, 72 embarcações, 100 veículos terrestres e 14 aéreos, entre helicópteros e aviões. Soma-se a esse contingente a participação dos integrantes das 16 agências que participam da operação.

    Eles desenvolvem ações em uma área interestadual equivalente à 16,3% do território nacional, e a 14,2% da extensão marítima brasileira. São 1.160 quilômetros de litoral e 1.323 km de fronteira terrestre.

    O comandante da Força Terrestre Operante da Operação Ágata Norte,  é  o general de brigada Adilson Giovani Quint.

    Região de fronteira

    Na região da fronteira com o Brasil, as Forças Armadas combatem principalmente crimes transfronteiriços e ambientais, como tráfico de armas e munições, tráfico de animais silvestres e garimpos ilegais.

    Segundo o comando do batalhão local, o problema de desmatamento ilegal não é muito grande na região sob a responsabilidade do batalhão, que abrange 150 quilômetros a partir da fronteira com a Guiana Francesa.

    O Ministério da Defesa, de Brasília, consegue acompanhar online como está sendo o deslocamento de cada tropa e qualquer evento que venha a surgir durante as operações.

    Ações da brigada de fronteira,Marinha,Oiapoque
    Ações da brigada de fronteira, Marinha, Oiapoque. Fábio Massali/Agência Brasil

     

    Somente a 22ª Brigada, durante a Operação Ágata Norte, causou perdas de cerca de R$ 400 mil para as organizações criminosas que atuam no local, segundo dados da corporação.

    “[Esse é um] prejuízo no primeiro e segundo dia de operação, depois praticamente cessam. Eles trocam informação entre eles e cessam o movimento. Até agora depois disso aí, nós temos tido resultados tangíveis pequenos”, disse o general Quint.

    O general citou o exemplo de Casuem, onde fica o mais antigo garimpo legalizado do Brasil, mas que também abriga diversos garimpos ilegais.

    “A Agência nacional de Mineração estava ali conosco e confirmou isso, e a informação que estava nessa localidade e arredores era que os garimpeiros, o pessoal que estava explorando, espalharam que as Forças Armadas estavam na área e que era para segurar esse movimento.”

    Quint admite que os garimpeiros ilegais devem voltar futuramente, mas ele diz que a brigada realiza essas operações constantemente. “A ação é permanente, mas neste momento há um reforço [com a Operação Ágata Norte].”

    Garimpo ilegal

    O general Quint afirmou, ainda, que enxerga na mineração ilegal o maior problema da região, tanto agora quanto no futuro. Segundo o militar, há possibilidade de amplificação na atividade, o que traz, em consequência, maiores danos ambientais e ampliação do desmatamento.

    Para o general, as Forças Armadas podem contribuir de forma decisiva para a redução desses danos ambientais e no combate ao garimpo ilegal. “Nós buscamos a redução, mas também buscamos a prevenção e a conscientização sobre os danos ambientais que são causados quando você abre um garimpo ilegal ou uma serraria sem autorização”, disse.

    O comandante ressaltou que há cerca de dez anos o Ministério da Defesa, preocupado com essa situação, realiza este tipo de operação conjunta ao longo de toda a fronteira. “O Ministério da Defesa naturalmente tem um papel importantíssimo, tem nos apoiado com material e com recursos financeiros. Outro aspecto bastante importante é a nossa coordenação e cooperação com os demais órgãos de segurança pública federais, como PF, PRF, Receita, Ibama, ICMBio e naturalmente as estruturas estaduais”, argumentou.

    O general também destacou que há um trabalho conjunto entre Brasil e Guiana Francesa no combate aos crimes transfronteiriços e ambientais. “Nós temos aplicado a estratégia da cooperação com as forças armadas guianesas, que fazem parte da França. A nossa relação com eles é muito boa. Nós realizamos ao longo dessa operação [Operação Ágata] cerca de quatro dias de operações coordenadas: eles em território da Guiana e nós aqui, do nosso lado.”

    O comandante explicou que as Forças Armadas possuem oficiais de ligação para coordenar e estreitar essa trabalho conjunto com a Guiana Francesa. “O Exército e a Marinha possuem um oficial lá em Caiena que é responsável por fazer essas coordenações com o Comando Militar do Norte.”

    (da Agência Brasil)

  • Ansiedade é o principal efeito colateral da covid, revela pesquisa
    Depressão, suicidio

    Ansiedade é o principal efeito colateral da covid, revela pesquisa

    Pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)  revela que 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa na pandemia do novo coronavírus.

    A pesquisa, que ouviu entre maio e julho 1.996 pessoas maiores de 18 anos de idade, foi divulgada nas redes sociais.

    “A principal conclusão da pesquisa foi que, nesse período de pandemia, as pessoas desenvolveram ou aumentaram – quem já tinha – sintomas de estresse, ansiedade ou depressão. Isso foi bem marcante, até porque, quando se comparam os nossos dados com os de outros países, como Itália e China, 80% da população da nossa amostra chegaram a reportar sintomas moderados a graves de ansiedade e 68%, depressão”, disse à Agência Brasil a professora da UFRGS Adriane Ribeiro Rosa, coordenadora da pesquisa.

    Em média, nos outros países, o índice é de 30%. Para Adriane, isso tem a ver com questões socioeconômicas e culturais, como renda e escolaridade, que tendem a ser mais baixas no Brasil. “É um fator que agrava sintomas relacionados à saúde mental. A gente sabe que, se os níveis de escolaridade e de renda são bons, funcionam como proteção. Mas, se são ruins, fazem o efeito contrário”, disse a professora.

    Farmacêutica de formação e com mestrado e doutorado na área de psiquiatria, Adriane explicou que os transtornos psiquiátricos têm na base o estresse. “E o que se está vivendo nesses meses é uma situação de estresse. Aí, é óbvio, vai haver um grupo que consegue lidar com essa situação, chamado resiliente, e um grupo mais suscetível, que acaba adoecendo, ou apresentando essa sintomatologia”.

    Outros transtornos

    A pesquisa mostrou também que 65% dos entrevistados têm sentimento de raiva; 63% sintomas somáticos, que podem ser sensação de dor, mal-estar gástrico, qualquer coisa orgânica resultante de um quadro de ansiedade; e 50% tiveram alteração do sono.

    Adriane destacou que a equipe multidisciplinar de pesquisadores do Laboratório de Psiquiatria Molecular da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre identificou as características do grupo que apresenta mais sintomatologia. “São as mulheres, os mais jovens, os de menor renda e menor escolaridade, e os que já tinham alguma história prévia de doença psiquiátrica”, revelou a professora.

    Este foi o primeiro estudo brasileiro com o propósito de rastrear a prevalência de sintomas psiquiátricos na população brasileira em função da pandemia publicado em revista internacional, o Journal of Psychiatric Research (Covid-19 and Mental Health in Brazil: Psychiatric Symptoms in the General Population”).

    Segundo Adriane, os dados servem para chamar a atenção para o fato de que a covid-19 não ataca só o pulmão e a respiração, tendo também sequelas emocionais. “Disso, a gente já sabe de estudar pandemias passadas. Tais sintomas podem inclusive persistir. Não é algo que vai acabar quando acabar a pandemia. Uma pessoa que tenha um quadro de ansiedade ou depressão pode continuar com esse quadro por um longo período.”

    A coordenadora da pesquisa da UFRGS) ressaltou a necessidade de alertar os órgãos governamentais e os responsáveis pela saúde privada para que essas pessoas sejam atendidas. Para Adriane, o impacto da pandemia na saúde mental deve ser considerado crise de saúde pública. Ela não descartou a possibilidade de nova pesquisa mais à frente, quando a situação estiver mais tranquila e já existir a vacina contra a covid-19, para que se possa fazer um comparativo do quadro durante e após a pandemia.

    (Com a Agência Brasil)

  • Aos 85 anos Luiza Erundina vai à periferia pedir votos para Boulos em São Paulo

    Aos 85 anos Luiza Erundina vai à periferia pedir votos para Boulos em São Paulo

    “Estou sentindo cheiro de  1889”, disse  há poucos dias  a deputada federal e ex-prefeita Luiza Erundina, candidata a vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura de São Paulo.

    Em 1989, como candidata do PT, ela derrotou de forma surpreendente  Paulo Maluf e José Serra na disputa pela prefeitura de São Paulo.

    Neste sábado (31), Erundina fez sucesso nas ruas da zona Leste e nas redes sociais ao buscar votos para a chapa.

    Com 85 anos e parte do grupo de risco da Covid-19, Erundina ganhou um carro adaptado para participar da carreata da campanha com segurança.

    De máscara, a parlamentar do PSOL ficou dentro de uma estrutura de acrílico montada em uma caminhonete.

    O carro ganhou o nome de “Erundinamóvel”, em referência ao “papamóvel”, pela semelhança, mas também ganhou o apelido de “Cata-Voto”, como mostrou Boulos.

    Pesquisa Ibope da capital paulista divulgada nesta sexta-feira (30) mostra o candidato do PSOL com 13% das intenções de voto, três pontos a mais em comparação à última pesquisa e em terceiro lugar na corrida eleitoral.

  • Com 10 dias para o prazo final, Justiça determina que Marchezan seja ouvido em processo de impeachment
    Marchezan concorre a reeleição e ao mesmo tempo se defende na Câmara de vereadores. Foto Anselmo Cunha/PMPA

    Com 10 dias para o prazo final, Justiça determina que Marchezan seja ouvido em processo de impeachment

    Uma decisão da justiça na noite de sexta-feira, 30/10, determinou que o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), seja ouvido pela Câmara de Vereadores no processo de impeachment que tramita na casa legislativa.

    Originalmente, o depoimento chegou a ser marcado para o dia 23, mas o prefeito não compareceu a sessão, dizendo que naquele momento ainda faltavam serem ouvidas testemunhas e os autores do impeachment.

    Uma outra decisão judicial, na semana passada, revogou a determinação para que a comissão processante ouça os autores do pedido de impeachment do prefeito. E com isso, os vereadores já tinham encerrado a fase de instrução do processo e os depoimentos das testemunhas. Das 10 arroladas pela defesa, três não foram ouvidas, o ex-prefeito e candidato à prefeitura José Fortunati (PTB), o deputado federal Maurício Dziedricki (PTB) e o ex-diretor do antigo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) Tarso Boelter. Adversários políticos do prefeito, alegaram que não deveriam comparecer.

    O vereador Hamilton Sossmeier, que comanda o processo, já avisou que o legislativo irá recorrer da decisão de ouvir o prefeito. Se falhar na Justiça, a câmara terá até o dia 9 de novembro para ouvir Marchezan e encerrar o processo. É o que diz o regulamento da casa. Caso contrário, o processo será arquivado.

    O prefeito, que concorre a reeleição, é investigado por supostos uso indevido de verba da saúde em publicidade. Marchezan concorre a reeleição e segue sua campanha.

    O uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de gastos com publicidade é a base para as denúncias. Dados no Portal Transparência do Executivo mostram ter o prefeito autorizado a aplicação de R$ 2.414.465,14 deste fundo em despesas de divulgação publicitária. A prefeitura alega que os gastos estão dentro da lei e que os recursos do fundo foram apresentados e aprovados na Câmara municipal.

  • IBOPE: Marchezan e Melo crescem sem afetar trajetória de Manuela
    No Centro de Porto Alegre, uma campanha sem o entusiasmo de eleições anteriores / Foto JÁ

    IBOPE: Marchezan e Melo crescem sem afetar trajetória de Manuela

    O Ibope ouviu 805 eleitores em Porto Alegre numa pesquisa encomendada pela RBS, sobre a eleição municipal. Os dados foram colhidos entre 27 e 29 de outubro e o resultado divulgado nesta sexta-feira, a 15 dias do pleito.

    É a segunda pesquisa Ibope sobre a campanha deste ano e o resultado não traz surpresas.

    O prefeito Marchezan cresceu 5%, o que era previsível com o início da campanha no rádio e na TV, onde ele tem maior tempo. Ficou empatado com 14% com Sebastião Melo no segundo lugar, enquanto José Fortunati caiu para 13%, um a menos que a pesquisa anterior.

    Manuela d’Ávila, que lidera desde o início manteve sua trajetória de crescimento. Surgiu com 21% na primeira pesquisa feita pelo Datafolha, apareceu com 24% na primeira do Ibope e, agora, vai a 27%.  Crescimento lento mas que se mantém.

    As duas candidaturas com maior rejeição são de Marchezan, que se mantém estável (de 37% para 36%), e de Manuela, que subiu significativamente (de 28% para 36%). Uns mais, outros menos, todos os outros candidatos tiveram rejeição maior que na pesquisa anterior.

    O resultado indica que, por enquanto, a disputa acirrada entre os três candidatos – Nelson Marchezan, Sebastião Melo e José Fortunati  pela vaga no segundo turno não está afetando o desempenho da candidata da coligação PCdoB/PT.

    Os candidatos logo abaixo dos quatro mais votados, quase todos caíram, com exceção de Fernanda Melchionna, do PSOL, que se manteve com 3%.

    Confira os números:

    Manuela D’Ávila (PCdoB): 27%
    Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 14%
    Sebastião Melo (MDB): 14%
    José Fortunati (PTB): 13%
    Juliana Brizola (PDT): 4%
    João Derly (Republicanos): 3%
    Fernanda Melchionna (PSOL): 3%
    Gustavo Paim (PP): 2%
    Valter Nagelstein (PSD): 2%
    Julio Flores (PSTU): 1%
    Rodrigo Maroni (PROS): 1%
    Branco/ Nulo: 8%
    Não sabe/ Não respondeu: 8%

    Luiz Delvair Martins Barros (PCO) e Montserrat Martins (PV) não pontuaram na pesquisa.

    Evolução
    Manuela foi de 24% para 27%
    Nelson Marchezan Júnior foi de 9% para 14%
    Sebastião Melo foi de 11% para 14%
    Fortunati foi de 14% para 13%
    Juliana Brizola foi de 5% para 4%
    João Derly foi de 4% para 3%
    Fernanda Melchionna se manteve com 3%
    Valter foi de 3% para 2%
    Gustavo Paim foi de 1% para 2%
    Julio Flores se manteve com 1%
    Rodrigo Maroni foi de 0 para 1%
    Branco/Nulo foi de 13% para 8%
    Não sabe/Não respondeu foi de 11% para 8%

    Luiz Delvair e Montserrat Martins tiveram menos que 1% na primeira pesquisa realizada em 5 de outubro, e agora, na segunda pesquisa, não foram citados.

    Rejeição
    Dentre estes candidatos a prefeito de Porto Alegre, em qual não votaria de jeito nenhum? Mais algum?

    Nelson Marchezan (PSDB) foi de 37% para 36%
    Manuela D’Ávila (PCdoB) foi de 28% para 36%
    Rodrigo Maroni (PROS) foi de 6% para 18%
    Valter Nagelstein (PSD) foi de 5% para 18%
    Júlio Flores (PSTU) foi de 8% para 17%
    Gustavo Paim (PP) foi de 6% para 17%
    José Fortunati (PTB) foi de 15% para 16%
    João Derly (Republicanos) foi de 7% para 15%
    Fernanda Melchionna (PSOL) foi de 4% para 15%
    Luiz Delvair (PCO) foi de 3% para 14%
    Sebastião Melo (MDB) foi de 7% para 13%
    Juliana Brizola (PDT) foi de 5% para 13%
    Montserrat Martins (PV) foi de 2% para 11%
    Poderia votar em todos foi de 3% para 2%
    Não sabe/não respondeu foi de 14% para 8%

    Segundo turno – veja simulações

    Fortunati (PTB) x Manuela (PCdoB)
    Fortunati: 40%
    Manuela: 41%
    Branco/nulo: 16%
    Não sabe/não opinou: 3%

    Fortunati (PTB) x Marchezan (PSDB)
    Fortunati: 46%
    Marchezan: 30%
    Branco/nulo: 20%
    Não sabe/não opinou: 4%

    Fortunati (PTB) x Melo (MDB)
    Fortunati: 42%
    Melo: 34%
    Branco/nulo: 20%
    Não sabe/não opinou: 5%

    Manuela (PCdoB) x Marchezan (PSDB)
    Manuela: 45%
    Marchezan: 37%
    Branco/nulo: 16%
    Não sabe/não opinou: 3%

    Manuela (PCdoB) x Melo (MDB)
    Manuela: 43%
    Melo: 40%
    Branco/nulo: 14%
    Não sabe/não opinou: 3%

    Marchezan (PSDB) x Melo (MDB)
    Marchezan: 32%
    Melo: 45%
    Branco/nulo: 18%
    Não sabe/ não opinou: 4%

     

  • Campanha para tributar os super-ricos: “Caminho mais rápido para sair da crise”
    Ilustração da cartilha e calculadora online da campanha Tributar os Super-Ricos, na página do Instituto de Justiça Fiscal

    Campanha para tributar os super-ricos: “Caminho mais rápido para sair da crise”

    A campanha “Tributar os Super-Ricos” lançada nesta quinta-feira traz  propostas  que podem resultar em R$ 300 bilhões de arrecadação, tributando apenas as altas rendas e grandes patrimônios dos 0,3% mais ricos do Brasil.

    Seria, segundo a proposta, a maneira mais rápida e mais indolor para sair da crise econômica que se agrava com a pandemia.

    As entidades que promovem a campanha também defendem que os trabalhadores com renda mensal de até R$ 15 mil paguem menos Imposto de Renda. Hoje, quem ganha mais de 1.908 reais por mês paga imposto de renda, mas desde 1996 o Brasil é o único país do mundo em que lucros e dividendos são isentos.

    As propostas incluem redução de impostos para os mais pobres e pequenas empresas e alteram a repartição de recursos com os Estados e Municípios. Buscam uma estratégia para sair da crise econômica e correção de problemas históricos de justiça fiscal no Brasil.

    A campanha foi lançada numa live no canal You Tube do Instituto Justiça Fiscal, com a participação do governador do Maranhão, Flávio Dino, de parlamentares e de representantes da CUT, MST, CONTRAF, CNTE, CNTSS, UNE, MTST, Confetam. Acompanham a iniciativa dezenas de entidades sindicais, a Associação de Juízes para a Democracia, entre outras, com a expectativa de novas adesões.

    “Não estamos propondo que percam suas fortunas, mas apenas contribuir um pouco mais”, explicou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), declarou que a proposta “representa menos desigualdade e autenticamente mais paz.”

    “O momento exige medidas emergenciais. Tributar os super-ricos é a forma mais rápida e justa para enfrentarmos e passar por essa crise”, afirma o vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF), Dão Real Pereira dos Santos.

    “Mais de 50 organizações integram a campanha e outras dezenas estão se somando ao movimento para garantir a aprovação e adotar medidas de curto e médio prazo para fortalecer o Estado, enfrentar a pandemia, garantir renda para os mais pobres e retomar a atividade econômica”, informa o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Mario Raia.

    A campanha terá uma intensa divulgação dos projetos de lei junto aos movimentos sociais, sindicatos, estudantes, agricultores, pequenos empresários e classe política com debates, entrevistas e reuniões com parlamentares, governadores e prefeitos para incluir o tema na pauta do Congresso. As entidades promotoras desta força nacional já estão realizando ações para assegurar a adoção das propostas e popularização das medidas.

    Uma cartilha ilustrada e uma calculadora online demonstram os impactos positivos na vida da maioria dos trabalhadores após a implementação das medidas. A campanha pode ser compartilhada nas redes sociais.

    Propostas

    – Correção das distorções do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) – revogação da isenção dos lucros e dividendos distribuídos, fim da dedução de juros sobre o capital próprio, elevação do limite de isenção para baixas rendas, e criação de nova tabela de alíquotas progressivas.

    – Instituição do Imposto Sobre Grandes Fortunas (IGF) sobre as riquezas das pessoas físicas que ultrapassarem R$ 10 milhões.

    – Elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos setores financeiro e extrativo mineral.

    – Criação da Contribuição sobre Altas Rendas das Pessoas Físicas (CSAR), incidindo sobre rendas anuais acima de R$ 720 mil.

    – Mudança nas regras do Imposto sobre Heranças e Doações (ITCMD), com ampliação da alíquota máxima de 8% para 30%.

    – Novas regras de repartição de receitas da União com Estados e Municípios. A previsão é de acréscimos de aproximadamente R$ 83 bilhões para os Estados e R$ 54 bilhões para os Municípios.

    – Regras para disciplinar a concessão de benefícios fiscais e para combater a sonegação.

    Uma cartilha ilustrada e uma calculadora online demonstram os impactos positivos na vida da maioria dos trabalhadores após a implementação das medidas. A campanha pode ser compartilhada nas redes sociais.

    Links da calculadora e das redes da campanha:

    www.ijf.org.br/calculadora-irpf

    Instagram: tributaros.super.ricos

    Facebook: tributar.os.super.ricos

    Twitter: OsTributar

     

     

  • Sintergs denuncia remoções no Hospital São Pedro à Secretaria da Saúde
    Sindicato dos servidores de nível superior do RS teme que o ambulatório do Hospital São Pedro seja fechado / Foto Ivan de Andrade/Palácio Piratini

    Sintergs denuncia remoções no Hospital São Pedro à Secretaria da Saúde

    Após denúncias de remoções e de assédio moral no Hospital Psiquiátrico São Pedro, o Sindicato dos Servidores de Nível Superior do RS (Sintergs) enviou nesta quinta-feira (29/10) um ofício à secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, relatando os fatos e pedindo providências.

    De acordo com as informações obtidas pelo sindicato, o assédio moral e as transferências de trabalhadores começaram durante a pandemia de Covid-19, após repercussão de um surto no hospital.

    Na tentativa de promover uma intervenção coletiva, a diretoria do Sintergs está tomando outras providências. Nesta quinta-feira (29/10), foram enviados ofícios relatando a situação aos conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Saúde. O Sintergs também está em contato com o Sindicato Médico (Simers) e com o Conselho Regional de Psicologia do RS. Além dos relatos de assédio serem graves e prejudicarem a saúde mental dos servidores, o Sintergs também está preocupado com o esvaziamento do Hospital São Pedro, que pode levar ao fechamento do ambulatório.

    No início de outubro, o Sintergs e o Sindsepe-RS também enviaram ofício à diretora do Hospital São Pedro solicitando posição sobre o retorno das atividades pedagógicas na creche localizada junto à unidade.

  • Tarifa alta e crise no transporte desafiam candidaturas em Porto Alegre
    Capital com a mais alta tarifa de transporte público (R$ 4,70), Porto Alegre ainda enfrentar a queda do número de passageiros. Foto Maria Ana Krack/PMPA

    Tarifa alta e crise no transporte desafiam candidaturas em Porto Alegre

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    Porto Alegre tem a mais alta tarifa de transporte público entre capitais (R$ 4,70), a cidade enfrenta o desafio de reorganizar o transporte público e atrair os usuários perdidos.

    Todos os cinco candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto para a prefeitura da cidade apresentam ideias e propostas para driblar a crise, melhorar a qualidade e reduzir o preço dos serviços.

    Os programas de José Fortunati (PTB), Juliana Brizola (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB), Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Sebastião Melo (MDB) abordam, de forma mais ou menos extensa, esse problema, agravado especialmente após a chegada da pandemia. As informações disponíveis nos programas registrados no TSE foram a base para a avaliação das propostas para a capital gaúcha.

    De forma geral, as propostas de Manuela D’Ávila (PCdoB) e Nelson Marchezan Jr.(PSDB) apresentam visões mais avançadas da mobilidade urbana não motorizada, com planos para estimular o uso da bicicleta e da caminhada, embora nenhum dos dois programas apresente metas objetivas – numéricas – de ciclovias, calçadas, ou para a expansão e melhoria do transporte público.

    O programa de Manuela D’Ávila (PCdoB) defende a criação de um Fundo Municipal de Mobilidade, que seria alimentado por multas e taxas de estacionamento nas ruas da cidade.

    A candidata também defende a retomada de controle da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) pela Prefeitura e a construção de um novo modelo para gestão do transporte público na cidade. Cita a criação de um “cartão-mobilidade” e a busca de recursos para implantação de VLTs e BRTs.

    O texto pede a revisão do Plano de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, com a realização de uma pesquisa origem-destino e a retomada do Plano Diretor de Arborização Urbana, ação que pode beneficiar a circulação a pé na cidade. Aliás, o programa cita explicitamente a valorização da mobilidade a pé, com uma proposta para a renovação das calçadas na capital gaúcha, mas sem estabelecer metas ou locais para essa ação.

    Ainda na área de mobilidade ativa, a candidatura promete executar o Plano Cicloviário da cidade e sugere parceria com a iniciativa privada para acolher ciclistas nas lojas, shoppings e edifícios de escritórios.

    O programa do prefeito atual, Nelson Marchezan Júnior, cita também ciclistas e pedestres, dentro do conceito de construir uma “cidade para pessoas”, mas sem definir metas claras.

    Curiosamente, o programa de Marchezan não discute formas para mudar a gestão do transporte público, embora sua gestão à frente da Prefeitura de Porto Alegre tenha elaborado um projeto para rever todo o sistema de ônibus da cidade, ainda em análise pela Câmara Municipal.

    O texto do programa defende a priorização do transporte público, com a ampliação das faixas exclusivas para dar maior fluidez aos ônibus, além da aplicação de mais tecnologia no sistema de transporte, com a colocação de avisos digitais em novos abrigos de ônibus, que aliás já estão em contratação pela prefeitura. Defende, ainda, a integração do transporte de Porto Alegre com o sistema de transporte metropolitano.

    A candidatura de José Fortunati sugere o estabelecimento de um “pacto para socorrer o transporte público”, além da reativação de projetos de BRTs e a busca de financiamentos para novos modos de transportes, como linhas de VLTs.

    Sebastião Mello fala em “enfrentar a crise no transporte público com uma nova gestão do setor: mudanças nas linhas, horários alternados, subsídio, privatização, saneamento financeiro, fusões e aquisições de empresas”.

    E Juliana Brizola passa ao largo da crise no transporte, mas é a única candidata a propor “obras viárias, dentro de um amplo plano de obras públicas”. Cita, também, a possibilidade de estudar a implantação de sistema de trens urbanos. Outro ponto importante no programa é a criação de redes de transporte inteligente, com o uso intensivo de tecnologia nos sistemas de transporte público.

    Todos os programas apontam o transporte hidroviário – no Guaíba – como uma opção a ser estudada pela gestão municipal, mas não oferecem detalhes sobre como desenvolver essa modalidade de transporte.
    Outro aspecto comum a todas as propostas envolve a dinamização de algumas áreas da região central de Porto Alegre, como o Quarto Distrito, permitindo a criação de habitação e empregos nessas áreas, o que pode contribuir para melhorar a mobilidade em toda a cidade.

    Por fim, a constatação de que nenhum dos programas trata explicitamente de políticas para a redução de acidentes e mortes no trânsito. Há apenas algumas citações de medidas de estímulo à mobilidade a pé e de melhorias na sinalização que apontariam para esse ponto frágil nas gestões de mobilidade em todo o país.

    Do site Mobilize