POR SOLDADO ADRIÉLY ESCOUTO/PM5 às 10h52
“A Brigada Militar informa: sobre o esquema especial de segurança para o julgamento do ex-presidente Lula nesta quarta-feira (27/11), no Tribunal Regional Federal da 4° Região, a situação em seu entorno está tranquila.
Na ausência de manifestações, foi possível liberar os bloqueios de trânsito, preventivos, para minimizar o impacto no fluxo de veículos na área central, em favor da população que circula nas vias de Porto Alegre. A situação atualizada do trânsito é a seguinte:
Vias liberadas:
– Trecho da Avenida Mauá com a Rua General Bento Martins no sentido centro/bairro.
– Avenida Edvaldo Pereira Paiva no viaduto Abdias do Nascimento.
Único bloqueio de trânsito que segue:
– Avenida Augusto de Carvalho entre Loureiro da Silva e Edvaldo Pereira Paiva”.
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Pouco antes desse comunicado, em entrevista à rádio Gaúcha, o sub-comandante da Brigada explicava que o aparato repressivo, com bloqueios de avenidas, dezenas de veículos, pelotões do Choque, cavalarianos, e apoio de helicópteros, fora decidido a partir de informações do serviço de inteligência.
Segundo essas informações grupos organizados tentariam ações violentas. Com base nelas um aparato de guerra foi montado e, no final, os abnegados e pacíficos lulistas que se deslocaram até o TRF4 não perfaziam três dezenas.
Terá sido a inteligência da Brigada Militar vítima de fake-news?
“Não fomos nós que falamos em fechar o Congresso com um cabo e um soldado. Em nossos governos as instituições foram respeitadas, nenhum general deu murro na mesa, nem esbravejou contra líderes políticos. Não fomos nós que sabotamos a economia do país para forçar um impeachment. Não fomos nós que forjamos um processo judicial para tirar do páreo um candidato das eleições. E são essas pessoas que nos dizem para não polarizar o país. Como se o Brasil já não estivesse polarizado há séculos entre os poucos que tem tudo e os muitos que nada tem. Nós somos sim o oposto de Bolsonaro. Somos sim radicais na defesa das universidades, da soberania nacional, da saúde. Nós somos oposição e meia. Enquanto ele semeia o ódio, nós vamos mostrar que o amor vai fazer esse país muito melhor”, disse Lula.
“Eu sou o maior polarizador deste país. Eu quero é polarizar. Eles não sabem o que é enfrentar um senhor de 74 anos apaixonado”, advertiu.
Lula não poupou Sergio Moro e a Lava Jato.
“Como podem dizer que combateram a impunidade se Moro soltou pelo menos 130 dos 159 réus que ele mesmo havia condenado? Negociaram todo tipo de benefício com criminosos confessos, venderam até o perdão de pena que a lei não prevê, em troca de qualquer palavra contra o Lula.”
Para ele, o Brasil só não está passando por uma convulsão social extrema, como acontece em outros países da América Latina, por causa da herança dos governos do PT. “Porque não conseguiram acabar com o Bolsa Família, último recurso de milhões de deserdados”, frisou.
A ex-presidenta Dilma Roussef, os ex-ministros Fernando Haddad e José Dirceu, Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila, além de parlamentares de todo o país participaram do congresso.
(Com informações da Assessoria de Imprensa e do 247)
