A centenária Companhia Carris Porto Alegre terá um novo presidente a partir de terça-feira, 10.
Cesar Griguc, diretor administrativo-financeiro, assume no lugar de Helen Machado, que deixa o cargo no momento em que colhe os primeiros frutos de sua gestão.
Ela assumiu em janeiro de 2017, com um déficif do ano anterior de R$ 74,2 milhões. Em dezembro de 2018, já havia reduzido para 19,2 milhões. Em agosto deste ano, pela primeira vez em sete anos, a Carris deu lucro, de R$ 124 mil.
Para surpresa geral, na quinta-feira, 5, Helen Machado anunciou que estava deixando o cargo.
No dia seguinte, ao formalizar a mudança, o prefeito Nelson Marchezan, disse que o resultado na Carris “foi obtido através de um plano de gestão até 2020, que busca o equilíbrio da empresa”.
“Agradeço a Helen pelo empenho em melhorar nossa cidade e se dedicar a esta empresa que ninguém mais acreditava que poderia melhorar ”, disse o prefeito.
No início do mandato, o prefeito deu reiteradas declarações de que a Carris teria um tempo para alcançar o equilíbrio, senão seria privatizada.
“Saio com a certeza de que cumpri com o propósito maior que era buscar o equilíbrio financeiro, mudar a cultura da empresa”, disse Helen.
Seria isso o que Marchezan realmente esperava?
Uma dos marcos da gestão de Helen Machado é o posto de combustíveis da Carris. Com equipamentos de última geração, que vão permitir o controle total da operação de abastecimento, o novo posto será um dos mais modernos da América do Sul.
A construção está em fase de conclusão, com 95% da obra já executada.
A estrutura usará como bandeira a marca Carris, “símbolo de tradição e prestação de serviço à população de Porto Alegre”.
“Este é um projeto de extrema importância no processo de recuperação da Carris e também de modernização das operações. Trará a empresa para um novo patamar na gestão de sua frota”, declarou Helen Machado no início de dezembro, quando Marchezan vistoriou a obra.

O posto é uma contrapartida da licitação para abastecer a frota da Carris, em que a Ipiranga Produtos de Petróleo S/A foi vencedora.
O posto foi construído pela empresa contratada, sem custos para a Carris. Localizado em um ponto que torna mais rápido o acesso dos ônibus, vai possibilitar a reorganização do abastecimento da frota, composta por 347 veículos.
A tecnologia moderna das instalações vai também ampliar em 30% a capacidade de atender o abastecimento e permitir o controle do consumo de óleo diesel pelo sistema de automação.
O projeto inclui seis ilhas de abastecimento, novos tanques de armazenagem, três máquinas de lavagem, equipamentos de filtragem de combustível e sistema automatizado que vai conectar todo o posto.
Outro benefício oferecido pelas novas tecnologias será a reutilização de 100% da água demandada.
Como conciliar isso com o dogma de que a empresa pública não funciona?
Ao demonstrar que a Carris, a mais tradicional das empresas públicas do Rio Grande do Sul, é víavel e lucrativa, Helen Machado não estaria estaria na contramão de toda uma estratégia?
(Com informações da Assessoria de Imprensa)
“Não fomos nós que falamos em fechar o Congresso com um cabo e um soldado. Em nossos governos as instituições foram respeitadas, nenhum general deu murro na mesa, nem esbravejou contra líderes políticos. Não fomos nós que sabotamos a economia do país para forçar um impeachment. Não fomos nós que forjamos um processo judicial para tirar do páreo um candidato das eleições. E são essas pessoas que nos dizem para não polarizar o país. Como se o Brasil já não estivesse polarizado há séculos entre os poucos que tem tudo e os muitos que nada tem. Nós somos sim o oposto de Bolsonaro. Somos sim radicais na defesa das universidades, da soberania nacional, da saúde. Nós somos oposição e meia. Enquanto ele semeia o ódio, nós vamos mostrar que o amor vai fazer esse país muito melhor”, disse Lula.
“Eu sou o maior polarizador deste país. Eu quero é polarizar. Eles não sabem o que é enfrentar um senhor de 74 anos apaixonado”, advertiu.
Lula não poupou Sergio Moro e a Lava Jato.
“Como podem dizer que combateram a impunidade se Moro soltou pelo menos 130 dos 159 réus que ele mesmo havia condenado? Negociaram todo tipo de benefício com criminosos confessos, venderam até o perdão de pena que a lei não prevê, em troca de qualquer palavra contra o Lula.”
Para ele, o Brasil só não está passando por uma convulsão social extrema, como acontece em outros países da América Latina, por causa da herança dos governos do PT. “Porque não conseguiram acabar com o Bolsa Família, último recurso de milhões de deserdados”, frisou.
A ex-presidenta Dilma Roussef, os ex-ministros Fernando Haddad e José Dirceu, Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila, além de parlamentares de todo o país participaram do congresso.
(Com informações da Assessoria de Imprensa e do 247)
