Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • “Trago Sorte Mentira & Morte” está de volta no Teatro Renascença

    “Trago Sorte Mentira & Morte” está de volta no Teatro Renascença

    Espetáculo estará em quatro apresentações, de 18 a 21 de agosto. Durante a temporada, o grupo vai receber doações de alimentos para a Casa Mirabal e oferecer ingressos sociais.

    Um dos mais concorridos espetáculos do ano está de volta e com opções de ingressos sociais e ação solidária. O Grupo Cerco traz ao Teatro Renascença sua mais recente montagem: a opereta-rock “Trago Sorte Mentira & Morte”. Desde sua estreia, a peça foi apresentada em duas temporadas, uma no Bar Agulha e outra no Theatro São Pedro, ambas com sessões lotadas e fila de espera. Encerrando as apresentações do ano em Porto Alegre e para atender às solicitações do público, o espetáculo volta ao palco, desta vez no Teatro Renascença, em quatro apresentações, nos dias 18, 19, 20 e 21 de agosto, quinta a sábado às 20 horas e domingo às 18 horas.

    Os ingressos estão sendo vendidos no Sympla pelo link https://www.sympla.com.br/evento/trago-sorte-mentira-morte/1662469 com opções de R$ 30,00 a R$ 60,00, sendo disponível um lote solidário, para pessoas que não se enquadram na categoria de meia-entrada, no valor de R$ 35,00 mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. As doações serão destinadas à Casa de Referência da Mulher – Mulheres Mirabal.

    A temporada também tem como objetivo contribuir para a formação de plateia e para isso disponibilizará um lote de convites sociais para estudantes de baixa renda e instituições de acolhimento. A distribuição ocorrerá mediante reserva e agendamento de grupo pelo telefone (51) 98209.1414, com a produção do espetáculo.

    Sinopse

    Em um bar decadente, personagens boêmios vivem imersos em bebidas, jogos e sedução. Nesse ambiente degradado lutam por sua sobrevivência e pelo seu prazer. Trago Sorte Mentira & Morte é uma opereta rock repleta de malandragem e feitiçaria onde a ganância mortal encontra a morte e o sobrenatural.
    Valentin, um trambiqueiro malandro, e Tom, um trapaceiro de jogos de azar, têm seu caminho cruzado por Marquito, um político argentino, e Lívia, uma sedutora femme fatale. Interessados pelas habilidades de Valentin, Marquito e Lívia o inserem no mundo da política ambicionando o enriquecimento. O encontro entre as personagens desencadeia uma disputa por dinheiro, poder e pelo questionável amor de Lívia.

    Trago Sorte Mentira & Morte é o quinto espetáculo de repertório do Grupo Cerco, coletivo teatral com quatorze anos de trajetória e diversos projetos e prêmios em sua bagagem. Com texto e canções originais de Celso Zanini, integrante do grupo, a peça escrita em rimas e repleta de comicidade conta com a direção musical de Simone Rasslan e direção cênica de Inês Marocco e Kalisy Cabeda.

    Duração: 120 minutos

    Classificação: 14 anos

    | SERVIÇO |

    Trago Sorte Mentira & Morte ~ Teatro Renascença

    Datas: 18, 19, 20 e 21 de agosto

    Horário: quinta a sábado às 20 horas e domingo às 18 horas

    Local: Teatro Renascença – Av. Erico Veríssimo, 307 – Menino Deus – Porto Alegre/RS – Estacionamento no local
    Duração: 120 minutos
    Classificação: 14 anos

    | INGRESSOS NO SITE DA SYMPLA |

    Lote solidário mediante a doação de 1kg de alimento não perecível: R$ 35,00

    Inteira: R$ 60,00

    Meia-entrada: R$ 30,00

    DESCONTOS OBRIGATÓRIOS:

    50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
    50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:
    – até 15 anos mediante RG;

    – acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

    50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

    50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário;

    50% para classe artística mediante apresentação de DRT.

    Reservas e agendamentos para cota de convites sociais: (51) 98209.1414
    Mais informações para o público: (51) 3289.8066 / (51) 3289.8067 com a equipe do Teatro Renascença

    **  Não será permitida a entrada após o início do espetáculo, não havendo troca nem devolução do ingresso.

    FICHA TÉCNICA

    Criação coletiva: Grupo Cerco

    Direção Cênica: Inês Marocco e Kalisy Cabeda

    Direção Musical e Preparação Musical: Simone Rasslan

    Dramaturgia: Celso Zanini

    Elenco: Anildo Böes, Bruno Fernandes, Camila Falcão, Elisa Heidrich, Manoela Wunderlich, Martina Fröhlich, Philipe Philippsen

    Banda: Frigo Mansan, Gabriela Lery, R. Fernandez

    Composição Original das Canções: Celso Zanini e Sanatório Rock Blues

    Arranjos: Frigo Mansan, Gabriela Lery, R. Fernandez e Simone Rasslan

    Cena Sonora Original: Grupo Cerco e Banda

    Desenho de Luz: Ricardo Vivian

    Operação de Luz: Roger Santos

    Desenho de Som: Rodrigo Rheinheimer

    Cenografia: Rodrigo Shalako

    Concepção de Figurinos: Valquíria Cardoso

    Confecção de Figurinos e Adereços: Valquíria Cardoso, Alex Limberger e Mari Falcão

    Maquiagem: Anildo Böes, Camila Falcão, Manoela Wunderlich e Martina Fröhlich

    Preparação Corporal: Anildo Böes e Manoela Wunderlich

    Preparação Vocal: Philipe Philippsen e Simone Rasslan

    Programação Visual: Marina Kerber

    Gestão de Redes Sociais: Elisa Heidrich

    Fotos para Divulgação: Adriana Marchiori

    Assessoria de Imprensa: Tatiana Csordas

    Produção e gestão: Daniela Lopes / Cardápio Cultural

    Apoio: Copystar, Grupo Press e Pastel com Borda

    Realização: Grupo Cerco

    SOBRE O GRUPO CERCO

    Coletivo de artistas de Porto Alegre, atualmente formado por 15 profissionais, o Grupo Cerco tem no teatro contemporâneo a sua principal linguagem. Apontado pela crítica como um dos destaques do teatro gaúcho desde o ano de sua estreia, sua investigação cênica resultou em um repertório de cinco espetáculos: “O Sobrado” (2008), “Incidente em Antares” (2012), “Puli-Pulá” (2015), “Arena Selvagem” (2018) e “Trago Sorte Mentira & Morte” (2022), todos premiados, com reconhecimento de público e crítica, além da participação em projetos e eventos regionais, nacionais e internacionais.

     

  • Recital gratuito na Casa da OSPA dá destaque a Piazzolla, Bernstein e outros nomes do século XX

    Recital gratuito na Casa da OSPA dá destaque a Piazzolla, Bernstein e outros nomes do século XX

    O próximo recital da Série Música de Câmara da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), une duas apresentações em uma programação única, homenageando compositores com estilos notavelmente distintos, apesar de contemporâneos. No domingo, dia 21 de agosto, às 18h, a Sala de Recitais da Casa da OSPA recebe a dupla Diego Grendene (clarinete) e Olinda Allessandrini (piano), que interpretam sonatas de Leonard Bernstein e Carlos Guastavino. Já o violonista Thiago Colombo se junta ao flautista Leonardo Winter para apresentar uma obra autoral, um tango de Astor Piazzolla e uma faixa de Diego Maximo Pujol, fortemente inspirada no folclore argentino.

    Olinda Allessandrini. Foto: Flávio Wild/ Divulgação

    Solista com a OSPA pela última vez em 2021, no espetáculo “Saint-Saëns, Soro e Martinů”, Olinda Allessandrini retorna à OSPA para tocar ao lado de seu amigo de longa data, Diego Grendene. O duo já realizou diversas apresentações em formações camerísticas e como solistas de orquestras, além de ter desenvolvido um projeto de gravação de peças para clarinete e piano no Youtube. Entre as obras publicadas no canal está a “Sonata para Clarinete e Piano”, de Carlos Guastavino (1912 – 2000), que abre o recital. Sobre o compositor argentino, Olinda comenta: “Apesar de ter nascido no Século XX, Guastavino não se aliava às novas frentes de composição, preferindo o estilo do romantismo tardio”.

    Lançada em 1942 pelo então jovem Leonard Bernstein (1918 – 1990), a “Sonata para Clarinete e Piano” é uma das obras mais interpretadas para essa combinação de instrumentos. “A sonata tem dois movimentos interligados. O primeiro tem caráter lírico e sonhador. O segundo tem ritmo sincopado, e cativa pelo caráter latino, atraindo o ouvinte pela exótica aparição dos compassos de cinco tempos”, ressalta o clarinetista Diego Grendene.

    Solista com a OSPA em 2021, no espetáculo “Piazzolla 100”, Thiago Colombo (violão) reencontra o público da orquestra neste recital, interpretando obras para flauta e violão ao lado de Leonardo Winter (flauta), integrante da sinfônica há mais de 30 anos. O repertório inclui Astor Piazzolla (1921 – 1992), com “História do Tango, para Flauta e Violão”, e Diego Maximo Pujol (1957 -), com “Suíte Buenos Aires, para Flauta e Violão”. A homenagem a esses dois compositores argentinos se dá um dia após o “Festival OSPA pelo Mundo – Argentina”, complementando um final de semana repleto de encontros culturais com o país vizinho. O duo ainda apresenta “Canção e Dança, para Flauta e Violão”, obra autoral do violonista Thiago Colombo.

    Sobre o duo Leonardo Winter e Thiago Colombo

    Leonardo Winter é músico da OSPA desde 1990, conciliando a atividade com intensa atuação como solista, camerista e professor. Atualmente, leciona flauta transversal no Departamento de Música e do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS (Mestrado e Doutorado). Apresenta-se ao lado do violonista Thiago Colombo, bacharel e mestre em música pela UFRGS e doutor pela Universidade Federal da Bahia. Thiago tem trabalhado como concertista, professor e palestrante em vários festivais de música no Brasil e internacionalmente. Atualmente, é músico e professor do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas.

    Diego Grendene de Souza. Foto : Fernanda Chemale/ Divulgação

    Sobre o duo Diego Grendene e Olinda Allessandrini

    Diego Grendene é clarinetista da OSPA e diretor do Conservatório Pablo Komlós – Escola de Música da OSPA. Graduado em música pela UFRGS e mestre pela UFRJ, tem atuado como solista com a OSPA e outras orquestras, participado de gravações de CDs e trilhas sonoras de filmes. Neste recital, junta-se a Olinda Allessandrini, uma das mais destacadas pianistas do Rio Grande do Sul. Desde os 18 anos, Olinda apresenta-se frequentemente como solista junto à OSPA em repertórios que vão do barroco ao contemporâneo. A musicista já gravou um DVD, 11 CDs solo e 13 CDs como pianista convidada, e sua dedicação à produção musical no Brasil e nas Américas a proporcionou vários prêmios de destaque na área cultural.

    Série Música de Câmara 2022

    A série “Música de Câmara” foi criada em 2016 para consolidar a presença de grupos de câmara na programação da OSPA. As apresentações privilegiam repertórios diversos compostos para formações pequenas e também música contemporânea. Com entrada franca, os recitais ocorrem aos domingos, às 18h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA. Esta é a nona edição na Temporada 2022.

    ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)

     Recital da Série Música de Câmara

    Quando: domingo, 21 de agosto de 2022, às 18h.

    Onde: Sala de Recitais da Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    ENTRADA FRANCA

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida.

    Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

     

    PROGRAMA

    Duo Leonardo Winter e Thiago Colombo

    Pujol, Maximo Diego | Suíte Buenos Aires, para Flauta e Violão
    I. Pompeya
    II. Palermo

    Piazzolla, Astor | História do Tango, para Flauta e Violão

    II. Café 1930

    III. Night Club 1960

    Colombo, Thiago | Canção e Dança, para Flauta e Violão

    Duo Diego Grendene e Olinda Allessandrini

    Bernstein, Leonard | Sonata para Clarinete e Piano
    I. Grazioso
    II. Andantino – Vivace e leggiero

    Guastavino, Carlos | Sonata para Clarinete e Piano

    I. Allegro deciso
    II. Andante

    III. Rondo – Allegro spirituoso

    Apresentação:

    Duo Leonardo Winter (flauta) e Thiago Colombo (violão)

    Duo Diego Grendene (clarinete) e Olinda Allessandrini (piano)

     

    Direção Artística: Evandro Matté

     

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Alibem e Banrisul.

    Patrocinadores da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau.

    Apoio da Temporada Artística: Dufrio e Sulgás.

    Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo. PRONAC: 192458.

     

  • Os primórdios da arquitetura de Porto Alegre nos desenhos, em bico de pena, de Günter Weimar

    Os primórdios da arquitetura de Porto Alegre nos desenhos, em bico de pena, de Günter Weimar

     

    A exposição “Memória Desenhada” apresenta os desenhos em bico de pena de Günter Weimer – desenhos que inspiraram uma investigação de cunho
    histórico-artístico do olhar do arquiteto e designer sobre identidade e memória cultural de Porto Alegre(1772-1840).

    Alfândega/ Divulgação
    Ponte de Pedra/ Divulgação
    Cidade Baixa/ Divulgação
    Império do Espírito Santo/ Divulgação

    Segundo a curadoria da exposição “Desenhar é, para ele, uma forma de pensar, pesquisar e reconstruir imagens que retratam os primórdios da arquitetura de nossa cidade. Este recorte histórico apresentado através de desenhos nos transporta a um passado apagado fisicamente. Mesmo assim, a memória desenhada nos faz entender a geografia, o traçado, a implantação da cidade, orientando nosso olhar para as configurações atuais de uma urbanidade em constante transformação.”

    Muro da Cidade/ Divulgação
    Praça da Alfândega/ Divulgação
    Santa Casa/ Divulgação
    Matriz e Palácio/ Divulgação
    Cidade Baixa/ Divulgação

    SERVIÇO

    desenhos: Günter Weimer
    curadoria: Ester Meyer e Maturino da Luz
    abertura: 03 de setembro
    período: 04 de setembro à 25 de outubro de 2022
    local: Salas do Tesouro – Memorial do Rio Grande do Sul

    Cidade Baixa/ Divulgação
    Praia do Riacho/ Divulgação

     

    Cidade Baixa/ Divulgação
  • Intervenções teatrais de rua antecipam estreia da peça “E a Tia na Lareira”

    Intervenções teatrais de rua antecipam estreia da peça “E a Tia na Lareira”

     

    Personagens teatrais invadem espaços de Porto Alegre e lançam o desafio: #cadêatia. As primeiras intervenções serão realizadas nos dias 13 e 14 de agosto no Parque Germânia e na Redenção.

    A arte começa na cidade. Em homenagem aos 250 anos de Porto Alegre, o espetáculo “E a Tia na Lareira” percorre espaços da capital gaúcha antes mesmo de sua estreia. Vindos direto do interior, da fictícia Cipreste Dourado, a tia Felícia e seu marido Norberto desembarcam na rodoviária de Porto Alegre até que a tia se perde. O desafio #cadêatia vai passar por pontos turísticos da cidade, com esquetes cheias de humor, começando pelo Parque Germânia, no sábado, 13 de agosto, e na Redenção, no domingo, 14 de agosto.

    A ação que aproxima o teatro do público vai marcar presença também nas ruas do Bairro Moinhos de Vento, no Mercado Público, na feira orgânica da Redenção e no Parque Marinha do Brasil. Quem encontrar a tia Felícia será convidado a postar nas redes sociais e marcar a #cadêatia. Mais informações no perfil @eatianalareira no Instagram.

    Mercado Público, no centro da capital, é local de intervenção teatral. Foto: Divulgação

    A peça “E a Tia na Lareira” tem dramaturgia de Henrique Cambraia e direção cênica de Jardel Rocha. O espetáculo estreia em curta temporada no Teatro Unisinos, de 8 a 11 de setembro. A história também será contada em livro, com lançamento até o final de 2022.

    SINOPSE

    Na casa de número oito da fictícia cidade de Cipreste Dourado e mergulhado em reflexões involuntárias, o artista plástico Estevam Monteiro percebe não ter cumprido aquilo que se prometera na infância: jamais crescer e, caso crescesse, ter o cuidado de andar sempre de mãos dadas com a criança que foi.

    Na mentalidade teatral do anti-herói, a última pincelada – melancólica e lírica – é assassinar Heitor Leopoldo, seu amigo de infância e antiga paixão. Numa sequência de tirar o fôlego, Heitor é envenenado e escondido atrás do sofá da sala de estar de uma antiga mansão onde a decadência coteja apodrecer móveis e almas.

    É a chegada inesperada de uma senhora, a hilária e incorrigível tia Felícia Guilhermina, que demove Estevam de seu intuito inicial, vendo-se às voltas com um corpo escondido na sala, uma tia faminta que vem lanchar e uma campainha que não para de tocar e anunciar mais visitantes.

    Na peça, humor sarcástico, ritmo frenético e texto brilhante evocam questões sociais como casamento, moralidade, hipocrisia, crítica artística e o verdadeiro significado da vida, que prometem voltar um espelho maravilhoso e devastador para a plateia, em uma junção monstro-reflexo de fazer rir e causar espanto.

    “E a tia na ladeira” terá intervenções em locais da capital gaúcha. Foto: Divulgação

    E A TIA NA LAREIRA – FICHA TÉCNICA:

    Duração: 120 minutos

    Classificação etária: 12 anos

    Dramaturgia: Henrique Cambraia

    Direção cênica: Jardel Rocha

    Elenco: Ana Spohr, Diego Braun Molinardo Reis, Eduardo Schenini, Fiama Devitte, Henrique Cambraia, Jennifer Franco, João Maestri, João Thedy, Karla Quintana, Letícia Krenzinger, Leila Pereira, Manuela Thedy, Mariana Thedy, Oritz de Campos, Queli Cambraia, Rodrigo Borges de Assis,

    Bailarino convidado: Roberto Volkmann

    Coreografia: Marco Sanches

    Preparação corporal: Rosane Novôa Barbosa

    Trilha sonora original: Pedro de Los Santos

    Técnico de som: Rodrigo Rheinheimer

    Iluminação: Éverton Wilbert Vieira

    Cenografia: Rodrigo Shalako

    Figurinos: Valquíria Cardoso e Henrique Cambraia

    Maquiagem e caracterização: Gonzalo Lamego, Gustavo Dienstmann e Marina Krebs

    Projeto Gráfico: Lara Krenzinger

    Planejamento de Marketing e Comunicação: Simone Carvalho da Rosa

    Social Media: Karine Viana

    Fotos Divulgação: Karine Viana

    Imagens de Ambiente: Marcelo Valente / A arte de render

    Vídeos Divulgação: Fernando Muniz e Marcus Godoy / MOOV.art

    Site: Ju Baratojo

    Assessoria de imprensa: Tatiana Csordas

    Produção executiva: Letícia Krenzinger

    Direção de produção: Daniela Lopes / Cardápio Cultural

    Período de realização: 08 a 11 de setembro (quinta a sábado) às 20h e 11 de setembro (domingo) às 19h.Local: Teatro Unisinos – Avenida Dr. Nilo Peçanha, 1600, bairro Boa Vista

  • Oliveira Silveira é o escritor homenageado do Festival Internacional Literário de Gramado

    Oliveira Silveira é o escritor homenageado do Festival Internacional Literário de Gramado

     

    O poeta, intelectual e professor, Oliveira Silveira foi anunciado como o grande homenageado do FiliGram 2022. Na manhã de terça-feira (3), aconteceu o lançamento do FiliGram – Festival Internacional Literário de Gramado na Livraria Taverna, em Porto Alegre. Ocupando o segundo andar da Livraria, o lançamento lotou o espaço, que ostenta várias prateleiras cheias de livros, o que harmonizou com o propósito do Festival de preencher a cidade de Gramado de literatura durante os dias 2 a 11 de setembro de 2022.

    Nascido em um distrito de Rosário do Sul, Oliveira foi um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra junto ao grupo Palmares nos anos 1970. Sua obra, principalmente os artigos e poemas, influenciou gerações de escritores e pensadores do Brasil.

    Naiara Silveira, filha do poeta, esteve no lançamento e falou sobre a importância da homenagem: “É uma emoção ver nosso pai ser homenageado nesse grande evento que será um sucesso, e dar visibilidade à obra de meu pai”. Já o escritor e pesquisador da obra de Oliveira, Ronald Augusto, lembrou que a literatura de autoria negra já existe desde o século XVIII, embora tenha sido valorizada por grandes editoras apenas nos últimos anos. “Não podemos deixar que as grandes editoras varram dos mapas selos e editoras pequenas de literatura negra. É graças a elas que agora tudo está acontecendo”, avaliou.

    Secretário de Cultura de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato. Foto: Jeff Rodrigues- Divulgação

    Segundo o secretário de Cultura de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato,  “o FiliGram foi pensado com muito carinho, para ser o mais diverso e abrangente possível e discutir as questões sociais do nosso tempo”. A estimativa é que o Festival, que também vai englobar a 25ª Feira do Livro de Gramado, atraia um público de 80 mil pessoas no espaço de 3500 m² que está sendo preparado no Lago Joaquina Rita Bier.

    Estão previstas mais de 100 atividades gratuitas, divididas em 5 eixos temáticos: Polaroid Brasil (Diversidade, sustentabilidade, futuros possíveis), Mercatto (Mercado editorial), Orgânico (Autores e leitores: engajamento digital), Campi (Academia, teoria, alegria e Digiteen (Lúdico, imagens e linguagens teens).
    Fernando Gomes, co-organizador do FiliGram ao lado de João Mendes e Enio Martins, conta que “a curadoria coletiva traz diversidade e ajuda a pensar o evento sob muitas óticas”. O corpo curatorial é formado pela Universidade Aberta do Brasil, Coletivo Sankofa, Literatura RS, Studio Patinhas, pelo escritor Eduardo Krause, pela jornalista Patrícia Viale e coordenadores do FiliGram.
    O FiliGram é uma realização da prefeitura municipal de Gramado e conta com produção da Miraceti Projetos Educacionais e Culturais e patrocínio das empresas D´Gregio, Jolimont e Mãos do Mundo, por meio do financiamento do Sistema Pró-Cultura RS. A iniciativa possui parceria com o Festival Literário Internacional FÓLIO, realizado pela cidade portuguesa coirmã de Gramado, Óbidos, pequena vila medieval reconhecida pela UNESCO como uma das 20 cidades da literatura mundial.
    Oliveira Silveira. Foto: Tânia Meinerz- Divulgação

    Sobre Oliveira Silveira

    Em seu cartão de visita, Oliveira Silveira se definia como pesquisador da cultura afro-brasileira e escritor de literatura negra. Falecido no dia 1 de janeiro de 2009, o poeta, professor e intelectual, com grande trabalho dentro do movimento negro (foi um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra), deixou um legado vivo e que segue sendo objeto de pesquisas e influenciando novas gerações. Nascido no distrito de Touro Passo, na Serra do Caverá, em Rosário do Sul, Oliveira fez uma poesia que refletiu sobre o seu tempo e que se mostra, cada vez mais, universal.

    No início da década de 1970, Oliveira Silveira, Antônio Carlos Côrtes, Ilmo da Silva, Vilmar Nunes, Jorge Antônio dos Santos (Jorge Xangô) e Luiz Paulo Assis Santos, recorrentemente, encontravam-se em frente à tradicional Casa Masson da Rua da Praia, no Centro de Porto Alegre. Reuniões posteriores incluíram membros e culminaram com a consolidação do Grupo Palmares, focado nos estudos de artes, literatura e teatro.

  • Espaço Cultural do Olivas de Gramado recebe exposição da artista visual Graça Craidy

    Espaço Cultural do Olivas de Gramado recebe exposição da artista visual Graça Craidy

     

    Novo local de exposição de arte na Serra gaúcha, o Espaço Cultural do Olivas de Gramado escolheu a artista visual Graça Craidy para ser a primeira pintora de fora da região a mostrar seu trabalho na galeria inaugurada em maio passado. A vernissage da exposição “É da minha natureza” será nesta quinta-feira (4/8), às 18h, para convidados e interessados, gratuitamente. O Olivas de Gramado, aberto no final de 2018, é atualmente uma das principais atrações turísticas da cidade.

    A mostra é composta de 22 obras sobre temas que, conforme Graça, levam sua arte para perto da natureza e a natureza para perto da sua arte. O Olivas fica em cima de um canyon rodeado de Mata Atlântica, na localidade de Linha Nova, onde o parque abriga uma plantação de 12 mil pés de oliveiras.

    Vista do Olivas de Gramado, que fica em cima de um canyon na Linha Nova, em Gramado. Foto Carlos Souza – divulgação

    Durante a temporada em cartaz – até 4 de setembro –, a exposição passa a ser uma atração a mais oferecida aos visitantes que acessam o parque mediante pagamento de ingresso. Eles poderão contemplar diversas obras criadas por Graça, como Frida Kahlo cercada de strelitzias, aquarelas de flores – de rosas a ora-pro-nobis -, a menina Lulu e seus brinquedos, animais, como gato, galo, ganso e outros pássaros, além de telas de 2,20m de altura da série “Beijos de Cinema”, inspiradas nos filmes “E o vento levou” e “Assim caminha a humanidade”.

    O diretor artístico do Olivas, Daniel Bertolucci, lembra que um dos propósitos do Olivas de Gramado é também incentivar a cultura. “Apreciar diferentes tipos de manifestações artísticas com um visual como o que temos no Olivas deixa a experiência ainda mais transcendental”, destaca ele.

    Trabalhos de Graça Craidy na exposição no Olivas de Gramado. Foto Carlos Souza – divulgação

    Nascida em Ijuí, em 1951, e radicada em Porto Alegre, Graça, uma artista em evidência no cenário das artes plásticas do Estado, declara-se apaixonada por retratos, flores e pássaros. Em sua trajetória como artista visual já desenhou milhares de rostos, centenas de flores e dezenas de pássaros. Para a exposição no Espaço Cultural Olivas a artista montou uma coleção de obras criadas para tocar o coração de quem as fruir. “Se tocou você, é o que me basta. A arte não serve para mais nada que nos devolver – divinos – a um estado alerta de reencantamento com o mundo”.

    A artista já foi publicitária em São Paulo e Porto Alegre, e professora de Processo Criativo na ESPM-Sul. É graduada e mestre em Comunicação e transferiu-se definitivamente para as artes visuais em 2011, quando ingressou no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Artivista, dedica-se fortemente à causa do fim da violência contra a mulher, sua série “Até que a morte nos separe” já foi exposta uma dúzia de vezes, para favorecer o debate e a consciência sobre o tema.

    A visitação à mostra “É da minha natureza”, na galeria do Espaço Cultural, no segundo andar da Trattoria do Olivas de Gramado, pode ser feita em todos os dias de funcionamento do parque.

    SERVIÇO

    Exposição “É da minha natureza”, de Graça Craidy

    Onde: Espaço Cultural do Olivas de Gramado – Rua Vereador José Alexandre Benetti. Linha Nova. Gramado

    Quando: de 4 de agosto a 4 de setembro de 2022

    Funcionamento: Segunda, terça, quinta e sexta, das 10h30 às 18h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h. Quarta-feira fechado.

    Ingresso: a partir de R$ 99,00 (adulto). Desconto 50% para crianças de 12 a 16 anos, idosos e estudantes, até 11 anos isento.

    Sitewww.olivasdegramado.com.br

    Fone/Whatts: (54) 99610.7626

    Instagram: @olivasdegramado

  • Convite para o imaginário, de Marcelo Zeni, na exposição “Quimeras quem dera”,

    Convite para o imaginário, de Marcelo Zeni, na exposição “Quimeras quem dera”,

    Na Galeria Bublitz, o artista apresenta a exposição “Quimeras quem dera”, com 35 obras inéditas, com vernissage no dia 30 de julho, a partir das 11h.

    A arte do gaúcho Marcelo Zeni passeia pelo mitológico, pela fantasia e pelo lúdico e será exposta pela primeira vez na Bublitz Galeria de Arte. A mostra “Quimeras quem Dera” tem vernissage com a presença do artista no sábado, 30 de julho, das 11h às 13h, e estará em exibição até 30 de agosto, na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. A exposição tem a curadoria do artista Marcelo Hübner. Também será possível conferi-la na Bublitz Galeria Virtual de Arte, que poderá ser visitada no link: https://virtual.galeriabublitz.com.br/.

    Marcelo Zeni – Glauco Arnt- Divulgação

     Recentemente, Zeni participou de uma exposição coletiva da Bublitz Galeria de Arte, na histórica Casa Presser, em Novo Hamburgo. Foi lá que o marchand Nicholas Bublitz conheceu mais de perto a obra do artista e se impressionou. “Marcelo Zeni se destaca pela qualidade técnica e pela expressividade de suas produções”, analisa. “Com o sucesso de público e crítica, decidimos levar a produção inédita de Zeni para a galeria em Porto Alegre”.

     

     

    O artista

    Natural de Muçum, no interior do Estado, atualmente Marcelo Zeni se dedica à arte em seu ateliê localizado no bairro de Lomba Grande, em Novo Hamburgo. Formado em Belas Artes pela Feevale com especialização em design gráfico pela Unisinos, dedicou-se à atividade de designer de 1987 a 2007. Nos últimos 20 anos, foi também professor nos cursos de graduação de Design e Design de Moda.

    Como artista, Zeni participou do grupo Arte 15 de São Leopoldo. Há quase 40 anos atuando nas artes visuais, já realizou diversas exposições individuais e coletivas dentro e fora do Estado e até do país, incluindo o 2º Salão Internacional de Pintura de Los Angeles, neste ano.

    A exposição

    Em “Quimeras quem dera”, Marcelo Zeni apresenta 35 obras produzidas neste ano inspiradas em um universo imaginário e simbólico, com a técnica de pintura a óleo sobre tela. Nas produções, ele expressa sua identidade como artista figurativo ao evidenciar a figura humana muito bem delineada. Nessa exposição, suas telas são povoadas por personagens da mitologia, que fascinam nossos sonhos até a atualidade.

    A mostra traz a série Medusas de Papel. Nela, Zeni apresenta este mito desconstruído de sua forma clássica. Como observa, geralmente na história da arte, a medusa é representada com uma expressão de horror com relação à própria imagem. “O mito da Medusa”, assim como diversos personagens da mitologia grega, tem diferentes versões e uma delas é a do poeta romano Ovídio. Em sua versão, ele a apresenta como sendo a mais bela das sacerdotisas que, punida por Atena, é transformada em monstro após se entregar a Poseidon. Nesta variante Medusa não nasce monstro, mas diversas situações a tornam assim”, explica. “Prefiro acreditar nas pessoas e olhá-las com mais empatia, refletindo sobre o feminino e seu papel na sociedade”, revela.

    Na exposição, ele também explora o tema das Quimeras, a ideia de “seres híbridos”, misturando pessoas, animais e plantas. Já o elemento gráfico que sugere as farpas de uma folha de papel destacado, presente em elementos da obra, remete aos desenhos realizados em cadernos espirais desde a infância. Sua abordagem do tema é fantástica, já que a palavra Quimera também se aplica à utopia, sonhos e devaneios sobre diversidade, a relação do sujeito com o grupo, a configuração do todo através da relação entre as partes. “Será fantasia imaginar uma humanidade mais inclusiva e harmoniosa? Somos todos únicos e diferentes, perfeitos em nossas imperfeições e somos parte da natureza, não os donos dela”, observa.

    A fantasia de Marcelo Zeni é um convite para o imaginário e para o belo que chama a atenção pela estética de suas produções e para o resgate de temas que permeiam as origens da humanidade e ainda se fazem presentes: a força da mulher e a mitologia.

    “É preciso substituir um pensamento que isola e separa por um pensamento que distingue e une”, resume Marcelo Zeni, citando Edgar Morin.

    Exposição “Quimeras quem dera” – Marcelo Zeni
    Vernissage: 30 de julho, das 11h às 13h

    Período: 30 de julho a 30 de agosto
    Horário: de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, 10h às 13h

    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

    Bublitz Galeria Virtual de Arte: https://virtual.galeriabublitz.com.br/

  • No aniversário de Mario Quintana, mostra reúne fotografias, livros e manuscrito de poema inédito do autor

    No aniversário de Mario Quintana, mostra reúne fotografias, livros e manuscrito de poema inédito do autor

     

    A Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), convida o público para comemorar o aniversário de nascimento do poeta Mario Quintana (1916 -1994), visitando a mostra que reúne fragmentos da vida e obra do autor e tradutor, na
    Sala de Leitura da BPE, de 28 de julho a 18 de agosto.

    A exposição “Mario Quintana: 116 anos de poesia” apresentará o manuscrito de poema inédito do autor, doado esse ano pela Associação dos Amigos da BPE, assim como cópias de outros originais, fotografias, informações e documentos, além das edições dos seus principais livros.
    “Mario Quintana era frequentador assíduo da Biblioteca Pública do Estado, considerada por ele um refúgio de estudo e lazer”, comenta a diretora da BPE, Morgana Marcon.
    “Recentemente, em nossas pesquisas, descobrimos que ele frequentava a Biblioteca desde adolescente. Uma passagem do livro Da preguiça como método de trabalho cita que, quando o poeta tinha 17 anos, seu pai, incomodado, veio à Biblioteca Pública consultar o fichário para informar-se sobre quais livros o filho lia, e saber de onde o menino tirava aquelas ideias. Por
    esta e outras razões, é mais que um prazer celebrar a vida e a obra desse saudoso poeta”, completa Morgana.
    Como lembrança, os visitantes poderão escolher em um baú e levar para casa alguns poemas de Mario Quintana. A Biblioteca Pública do Estado funciona de segunda a sexta, das 10h às 18h, sempre com entrada gratuita. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo telefone (51)
    3244-5045.

    Sobre o poeta
    Mario de Miranda Quintana foi um foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em
    Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906 e faleceu, em Porto Alegre, em 5 de
    maio de 1994.
    Considerado o “poeta das coisas simples”, seu estilo foi marcado pela ironia, pela
    profundidade, além da perfeição técnica. Além da poesia, atuou como jornalista quase toda a
    sua vida. Trabalhou na Editora Globo, onde traduziu mais de 130 obras da literatura universal,
    entre elas Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e
    Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.
    Entre 1953 a 1977, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de
    cultura, que saía aos sábados. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de várias poesias, A Rua
    dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com 60 poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos de idade, sendo por esta razão o
    poeta saudado na Academia Brasileira de Letras, por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que
    recita o poema Quintanares, de sua autoria para o colega. No mesmo ano, ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores, de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio, do governo do estado do Rio
    Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras,
    pelo conjunto da obra. Por residir de 1968 a 1980 no Hotel Majestic, no Centro Histórico de Porto Alegre, acabou por ser homenageado com seu nome, quando o prédio transformou-se em centro cultural na atual Casa de Cultura Mario Quintana. Além da leitura, Quintana amava
    cigarros, quindins e passear pelas ruas de Porto Alegre, pequenos prazeres que ficaram eternizados em lindos poemas.

    SERVIÇO
    Mostra Mario Quintana: 116 anos de poesia
    Onde: Sala de Leitura da Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Centro Histórico
    de Porto Alegre/RS)
    Quando: De 28/07 a 18/08/22
    Curadoria: Cláudia Antunes
    Entrada Franca
    Informações pelo telefone 51 32245045

  • Casa de Caio Abreu não é caso isolado: Porto Alegre vive apagão no Patrimônio Histórico e Cultural

    Casa de Caio Abreu não é caso isolado: Porto Alegre vive apagão no Patrimônio Histórico e Cultural

    Anotações para uma reportagem

    Não tenho condições de apurar e completar as informações que reuni para uma reportagem sobre o que se afigura como um verdadeiro “apagão” que atinge Porto Alegre nos seus 250 anos, num setor vital da cidade – o da memória e do patrimônio cultural.

    Diz meu código de ética que um jornalista não pode deixar de divulgar informações de interesse  público a que tenha acesso e, como considero gravissimos os indícios que tenho, coloco-os disposição, na crença de que há bons repórteres na praça, que poderão completar ou mesmo desmentir este meu relato inicial.

    A demolição da casa onde viveu Caio Fernando Abreu é apenas um exemplo do descaso.

    Desde 2011, havia um movimento para preservaçao do imóvel, que é “personagem” em vários textos do autor. Mas o Secretário de Cultura, Gunter Axt, declarou aos jornais que não tinha informações sobre o assunto.

    Outras fontes:

    1) Nelson Boeira, filósofo, ex-reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), professor adjunto de Ética e Filosofia Política na UFRGS e autor de diversos artigos sobre filosofia política e história. Foi “saído” do Departamento de Memória e Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura, por divergências com a orientação sobre licenciamentos envolvendo terrenos que têm imóveis inventariados.

    Boeira, um professor de 78 anos, ligado ao MDB desde as Diretas JÁ,  evita comentar, mas admite que não concordava com algumas licenças  que envolviam prédios tombados nos bairros Moinhos de Ventos, Petrópolis e Menino Deus.

    Depois de sua saída, várias obras foram autorizadas.

    No bairro Petrópolis, onde a questão da preservação dos prédios representativos de um ideal de “cidade jardim” se arrasta há mais de dez anos. O inventário de imóveis passíveis de tombamento foi reduzido de mais de 600 para algo em torno de 100.

    2)  José Francisco Alves, historiador da arte, autor de A Escultura Pública de Porto Alegre, 412 páginas com quase 2 mil imagens, fruto de mais de 25 anos de pesquisa. Desde os chafarizes franceses instalados em 1865 até peças que passaram a integrar logradouros públicos em 2022.

    Alves não contou com nenhum apoio oficial para seu trabalho monumental.

    Quando lançou o livro, mandou um exemplar para o prefeito, não recebeu sequer uma mensagem de agradecimento.

    Lauro Alves / Agencia RBS

     — Temos obras de arte de valor em todas as linguagens. Isso que é importante. Temos estatuária, bustos, monumentos históricos, obeliscos, fontes ornamentais, arte moderna e arte contemporânea, além de cemitérios. Temos de tudo em grande quantidade para uma cidade do nosso tamanho”, diz o pesquisador.  

    Mas esse patrimonio todo está num estado lamentável de abandono. No Departamento de Patrimônio e Memória há um único funcionário para cuidar dos monumentos e esculturas públicas, mais de 700.

    O vandalismo que mutila ou rouba estátuas é um problema, mas o poder público pelo descaso faz parte dele.

    A própria sede da Diretoria de Patrimônio e Memória, a Casa Godoy, na avenida Idependência, é um retrato da situação.

    O prédio tombado está “caindo aos pedaços”. No pátio, esculturas mutiladas retiradas de espaços públicos estão amontoadas.

    O prédio da Roco, de 1912, tombado desde 1997

    Há casos mais graves, como o da confeitaria Rocco, na esquina da Riachuelo com a Dr Flores, um monumento arquitetônico do século passado, que está ruindo.

    A Usina do Gasômetro, fechada há seis anos, é outro caso exemplar. O Centro Municipal de Cultura é outro…  (Continua)

     

     

     

  • Casa de Cultura Mario Quintana recebe a Exposição “La Marche”, de Paulo Henrique Lange 

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), recebe a partir desta sexta-feira, 22, a exposição “La Marche”, do artista visual Paulo Henrique Lange.

    Abertura às 18h, na Sala Radamés Gnatalli, no 4º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico).

    Graduado em Artes Visuais pela UFRGS, em 2018, Paulo H. Lange pesquisa linguagens do desenho, pintura, vídeo e fotografia analógica.

    La Marche é uma série de desenhos iniciada em 2018, realizada em nanquim preto e laranja sobre diversas folhas envelhecidas de cadernos de partituras.

    O artista descreve que o processo de criação foi disparado como que por brincadeira.

    “Fiquei fascinado por um cavalinho de brinquedo, que se desmontava em duas partes, separando em uma delas a cabeça e membros anteriores e, na outra, as patas traseiras e a cauda. Girei meia volta numa das peças e a seguir encaixei-a novamente com as metades invertidas. Quando esta figura do cavalinho invertido ganhou meu interesse como tema de desenho, decidi desenhá-lo sobre um material ‘contaminado’: folhas de cadernos de partituras. Elas guardavam sons latentes e um senso de ritmo progressivo, que imaginei que evocariam também o trotar ritmado do animal”, explica Paulo Henrique.

    Ao imaginar usos hipotéticos do cavalinho invertido, o símbolo pareceu simples o bastante para se tornar uma logomarca ou um brasão, algo que a concepção artística pudesse aderir a cenas de atividades coletivas ou íntimas. “A insígnia de um time de atletas ou de um partido político, uma estampa em um uniforme de banda marcial, uma tatuagem no corpo de alguém, etc. Estas associações provinham do acervo de referências visuais que se acumula no ateliê: recortes de ilustrações de livros, enciclopédias e fotos encontradas em briques. São imagens que me fascinam, nas quais reconheço o potencial de disparadoras de processos de criação e por isso as coleciono”, detalha.

    As inserções do cavalinho de La Marche em diferentes contextos dificulta conclusões sobre o real significado do símbolo e se torna um jogo de lançar pistas para tornar o mistério mais insolúvel a cada novo desenho. “Mais especificamente, interessa-me apresentar um trabalho que propõe um questionamento empático por parte do observador: que tipo de relação aquelas figuras desenhadas desenvolvem como signo? Em torno de quais ideias se unem estes grupos?”, instiga Paulo Henrique Lange.

    O artista expõe em Porto Alegre desde 2018. Em 2019, La Marche esteve em exposição individual em Blumenau, Santa Catarina. Em 2021, foi premiado no 7º Salão de Artes de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e participou da residência artística Tórus, em Garibaldi, no Rio Grande do Sul.