Autor: da Redação

  • Covid pega deputado Osmar Terra, aliado de Bolsonaro na crítica do isolamento social

    Covid pega deputado Osmar Terra, aliado de Bolsonaro na crítica do isolamento social

    O deputado federal Osmar Terra deu entrada no domingo (22) no Hospital São Lucas, de Porto Alegre.

    Em postagem nas redes sociais, o parlamentar, que está com Covid-19, afirmou que fará exames de avaliação e fisioterapia no tratamento da doença.

    Segundo ele, o tratamento visa “acelerar a volta ao trabalho o mais breve possível”. Segundo o hospital, ele seguirá em observação durante os próximos dias.

    “Já iniciei tratamento precoce com hidroxicloroquina e ivermectina. Comecei o isolamento em casa e cumprirei minha agenda de forma remota nos próximos dias seguindo as instruções médicas”, informa post do político.

    Estudos no Brasil e no exterior já negaram a eficácia da hidroxicloroquina no combate à doença. E a Anvisa diz que “não existem estudos conclusivos” para o uso dos antiparasitários, como a ivermectina.

    Ex-ministro dos governos Bolsonaro e Temer, Terra também foi secretário de Saúde do Rio Grande do Sul.

    Durante debate, em maio, o deputado criticou o isolamento social. O Twitter chegou a marcar uma postagem dele com um aviso de sanção, pois contrariava medidas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

    Osmar foi um dos críticos mais ativos contra as medidas de isolamento social apoiadas desde o início da pandemia, opondo-se ao então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Após a demissão deste, os rumores apontavam para que Osmar Terra assumisse o cargo, dada sua relação com o presidente Jair Bolsonaro.

    Em março Osmar chegou a dizer que os casos de covid seriam menores que os de H1N1 no Brasil em 2019 – o que geraria cerca de 3.500 casos de infecção e 800 mortes. Hoje, já são mais de 6 milhões de casos e 167 mil mortos pela pandemia.

     

  • Porto Alegre 2020: um crime nas manchetes do mundo inteiro
    Mesmo depois de ser imobilizado, os seguranças continuaram agredindo João Freitas

    Porto Alegre 2020: um crime nas manchetes do mundo inteiro

    A morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, espancado por seguranças de um supermercado Carrefour em Porto Alegre ganhou manchetes nos jornais mais influentes do mundo – dos Estados Unidos, da  Europa e da Ásia.

    Destaque tanto para o fato em si quando para os protestos que se seguiram, sobretudo em São Paulo, onde uma loja do Carrefour foi depredada.

    O Washington Post, da capital americana, publicou: “Morte de João Freitas, agredido por seguranças do Carrefour, enfurece o Brasil”.

    Outra reportagem relata os protestos em todo o Brasil: “Morte na véspera do Dia da Consciência Negra no Brasil desencadeia fúria.”

    A agência de notícias Bloomberg deu ênfase aos protestos: “Brasileiros protestam após homem negro ser morto em loja do Carrefour”.

    Na França, o jornal Le Monde também deu destaque ao nome da empresa, de origem francesa: “Indignação no Brasil após um negro ser morto por dois agentes de segurança em um Carrefour”.

    A rede de TV BBC e o “Guardian”, do Reino Unido, além do “El País”, na Espanha, destacaram a morte  e os protestos, bem como a agência Deutsche Welle, da Alemanha.

    Inevitável em todos os veículos a comparação com o caso George Floyd, também negro e também morto por dois policiais brancos em Minnieapolis, nos Estados Unidos., em maio deste ano.
    A notícia também ganhou espaço em veículos da Ásia, como a rede de TV árabe Al Jazeera, baseada no Qatar, e o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.
  • Espancamento de homem negro no Carrefour durou mais de cinco minutos
    A vítima, de 40 anos, faleceu ainda no local Foto: Reprodução/Internet

    Espancamento de homem negro no Carrefour durou mais de cinco minutos

    Diversos vídeos que circulam em redes sociais demonstram a brutalidade das agressões sofridas por João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, que acabou morrendo devido ao espancamento na noite desta quinta-feira, no hipermercado Carrefour da Zona Norte de Porto Alegre.

    De acordo com análises iniciais da Polícia Civil, o espancamento da vítima por dois homens, um segurança da loja e um brigadiano, durou pouco mais de cinco minutos. As câmeras de segurança do estabelecimento e vídeos de pessoas que testemunharam o fato já estão sendo analisados por peritos e servirão de provas contra os suspeitos.

    A 2ª Delegacia de Homicídios da Polícia Civil investiga o assassinato e deve indiciar mais pessoas pelo crime, além dos agressores que foram detidos em flagrante. O segurança Magno Braz Borges e o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva foram presos na noite do crime e nesta sexta-feira tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Borges foi levado ao Presídio Central e o PM Silva está detido em um quartel da corporação.

    A conduta de uma funcionária do supermercado, que aparece ao lado dos agressores e não fez menção de ajudar a vítima e intimidou pessoas que filmavam a cena também será investigada. Ela já foi identificada e ouvida. Outro funcionário do Carrefour também pode responder por omissão. “As imagens são muito chocantes. Os seguranças reagiram de maneira totalmente equivocada, desproporcional e em excesso”, disse a delegada Nadine Anflor, Chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. “A apuração será rigorosa, rápida e dentro da lei”, completou.

    Nos vídeos é possível ouvir a vítima pedir ajuda enquanto leva socos, pontapés e é pisoteado e tem o corpo pressionado contra o chão. A agressão foi vista pela esposa de João Alberto, Milena Borges Alves. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi ao local e tentou reanimar o homem, mas ele não resistiu e morreu. Laudo preliminar do Instituto Geral de Perícias aponta asfixia como causa da morte.

    Amigos, familiares e também integrantes do movimento negro organizam um protesto em frente ao supermercado, na avenida Plínio Brasil Milano, Bairro Passo da Areia, na tarde desta sexta-feira, às 18h.

    Histórico do Carrefour não é bom

    Não foi a primeira vez que o Grupo Carrefour protagoniza uma história de agressão. Em dezembro de 2018, um segurança do mercado na cidade de Osasco (SP) envenenou um cachorro e, depois, o espancou até a morte. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) estipulou que o Carrefour deveria pagar R$ 1 milhão em razão dos maus-tratos cometidos pelo funcionário.

    Em agosto passado, uma loja do Carrefour em Recife, Pernambuco, usou guarda-sóis para esconder o corpo de Moisés Santos, um funcionário que morreu ao passar mal em um dos corredores, mantendo as portas abertas.

    Em outubro de 2018, funcionários da empresa, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, agrediram Luís Carlos Gomes, porque ele abriu uma lata de cerveja dentro da loja. Surpreendido pelos funcionários do supermercado, o cliente reiterou que pagaria pelo item. Mesmo assim, ele foi perseguido pelo gerente da unidade e por um segurança e depois encurralado em um banheiro, onde recebeu um mata-leão. Gomes, que é deficiente físico, teve múltiplas fraturas e, como sequela de uma cirurgia, ficou com uma perna mais curta que a outra.

    No caso em Porto Alegre, a loja está fechada em respeito a vítima e a repercussão do caso. A empresa emitiu uma nota ainda na madrugada de sexta-feira. “O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário”, diz parte do comunicado.

  • João Freitas, negro de 40 anos, mais uma vítima do racismo estrutural
    Mesmo depois de ser imobilizado, os seguranças continuaram agredindo João Freitas

    João Freitas, negro de 40 anos, mais uma vítima do racismo estrutural

    O assassinato de um homem negro espancado até a morte por seguranças brancos no estacionamento do hipermercado Carrefour faz voltar-se para Porto Alegre o foco dos movimentos antirracistas do mundo inteiro.

    João Alberto Freitas, de 40 anos, ao desentender-se com uma funcionária do mercado provocou uma explosão do racismo estrutural por parte de dois seguranças que foram chamados para retirá-lo do local.

    As circunstâncias do crime ainda não estão esclarecidas, mas os primeiros relatos indicam que após o suposto desentendimento com uma funcionária do local, Freitas foi levado para o estacionamento do supermercado. Ele teria se irritado com a atitude agressiva dos guardas e dado um soco num deles.

    Os vigilantes revidaram e, mesmo depois de terem dominado o homem, seguiram espancando-o com socos e ponta pés. Mesmo com pessoas gritando: “Estão matando o cara”… eles não pararam.

    Os dois guardas envolvidos foram presos em flagrante. Conforme a Brigada Militar, um deles é policial militar temporário. Vídeos mostram Freitas sendo agredido com vários socos na cabeça, mesmo após ter sido imobilizado.

    A 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ªDPHPP) da Polícia Civil investiga o assassinato. A morte ocorreu dentro do hipermercado Carrefour, localizado na avenida Plínio Brasil Milano, em Porto Alegre.

    A titular da 2ª DPHPP, delegada Roberta Bertoldo, explicou nesta sexta-feira que a motivação para a vítima ser agredida e morta ainda está sendo investigada.

    “O que nós temos sobre esse caso é que aconteceu algum tipo de incidente que não está ainda completamente esclarecido”, disse, referindo-se ao que originou o espancamento. Ela já adiantou a linha da apuração do crime. “É homicídio triplamente qualificado”, adiantou.

    Conforme Roberta, as primeiras informações recebidas relatam que o cliente foi conduzido pelos seguranças até o lado externo do estabelecimento. “Ao passar pela porta giratória e acessar o estacionamento, a vítima desferiu um soco nos seguranças e a partir de então esses dois começaram a agredir severamente a vítima até que  infelizmente entrasse em óbito”, relatou, acrescentando que ocorreu  excesso na condução da situação dos seguranças. “Incompreensível para qualquer pessoa”, frisou.

    Todos os envolvidos, inclusive funcionários e testemunhas, devem prestar depoimentos e apresentarem as respectivas versões.

    “Precisamos ouvir testemunhas que tenham presenciado o ocorrido”, observou. “Quem não impediu a agressão responde também, ao meu ver… A moça de camisa branca é a fiscal com a qual a vítima teria se desentendido, mas não está confirmado isso ainda. Ela não impediu as agressões e ainda ameaçou pessoas para que não filmassem”, completou a delegada Roberta.

    As imagens das câmeras do estabelecimento e de celulares que gravaram o espancamento, vistas nas redes sociais, serão analisadas. “Imagens com maior amplitude de horário serão coletadas”, garantiu.

    Laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) estão sendo aguardados para esclarecer a causa da morte. A titular da 2ª DPHPP lembrou que a vítima estava pressionada no chão com duas pessoas em cima.

    A esposa da vítima estava fazendo compras junto. Em depoimento na delegacia, ela contou que o casal estava no caixa e o marido “teria feito algum gesto” para uma fiscal, mas a delegada Roberta Bertoldo considerou que não justificaria a agressão. A titular da 2ª DPHPP ressaltou que, por enquanto, não existem indicativos de que a vítima tenha agredido alguém dentro do hipermercado.

     

  • Começa a propaganda eleitoral com tempo igual para cada candidato
    Manuela Dávila e Sebastião Melo

    Começa a propaganda eleitoral com tempo igual para cada candidato

    Começa nesta sexta-feira (20) e vai até o próximo dia 27 o horário para propaganda  eleitoral do segundo turno das eleições municipais nas emissoras de rádio e TV.

    Embora seja qualificado como “horáriol gratuito”, esse espaço cedido pelas emissoras de rádio e televisão não sai de graça.

    O contribuinte paga através do Imposto de Renda,  pois as empresas de comunicação são ressarcidas  do tempo que destinam à propaganda eleitoral.

    Em 2016 foram mais de R$ 600 milhões que as emissoras deixaram de recolher por conta do tempo que cederam ao Tribunal Superior Eleitoral.

    Neste segundo turno, haverá transmissão para os 57 municípios com mais de 200 mil eleitores onde não houve definição do prefeito no último domingo (15).

    Desta vez, os dois blocos fixos para a propaganda eleitoral, de 10 minutos cada, serão divididos igualmente entre os candidatos ao cargo de prefeito.

    No rádio, a propaganda será das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10. Na TV, o horário eleitoral será das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

    Emissoras de rádio e de TV e os canais por assinatura também terão que reservar 25 minutos, de segunda a domingo, para serem usados em inserções de 30 e 60 segundos, considerando os seguintes blocos de audiência: entre as 5h e as 11h; entre as 11h e as 18h; e entre as 18h e as 24h.

    Por causa da pandemia de covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou inúmeras normas relativas à campanha eleitoral.

    Uma delas foi a de reduzir o tempo da propaganda gratuita em rádio e TV. O segundo turno das eleições municipais 2020 será no dia 29 de novembro.

  • Lei Kandir: Senado aprova lei que consagra o calote aos Estados
    Congresso Nacional/ABr

    Lei Kandir: Senado aprova lei que consagra o calote aos Estados

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 133/2020, que trata da reposição de perdas de arrecadação dos Estados em virtude da Lei Kandir, de 1996.

    Trata-se de um assunto antigo, que tem colocado estados e União em lados opostos, em uma briga que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).  A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

    O projeto prevê o pagamento de R$ 62 bilhões da União para os Estados, a título de compensação pelas perdas de arrecadação na época da Lei Kandir, de 1996.

    Na verdade, com essa lei fica consagrado, 35 anos depois, um calote da União, pois os valores devidos aos Estados a título de ressarcimento chegaria aos R$ 500 bilhões. Só o Rio Grande do Sul, grande exportador de produtos agrícolas, teria para receber mais de R$ 60 bilhões.

    A lei prevê o ressarcimento de R$ 58 bilhões em 15 anos, até 2037. Os outros R$ 4 bilhões ficam condicionados à realização do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, na Bacia de Santos (SP).

    Entre 2020 e 2030 serão R$ 4 bilhões ao ano. A partir de 2031, haverá uma redução de R$ 500 milhões ao ano até zerar a entrega a partir de 2038.

    Os Estados ficarão com 75% dos recursos, e os municípios, com os 25% restantes.

    Outros R$ 3,6 bilhões, que totalizariam R$ 65,5 bilhões, serão repassados caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo seja aprovada.

    O tema chegou a ser discutido no plenário do Senado em agosto, mas não houve acordo. Vários líderes foram contrários a um artigo que extingue o Fundo Social, cuja principal fonte de recursos é a parcela do óleo excedente devida à União nos contratos de partilha de produção do petróleo nas áreas do pré-sal.

    O Fundo Social seria, originalmente, o financiador dessa reparação, já que parte desse fundo fica armazenada para amenizar o déficit fiscal da União e outra parte é usada para financiar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

    Como muitos senadores se mostraram contrários à extinção do Fundo Social, o relator da matéria, Antonio Anastasia (PSD-MG), decidiu excluir o artigo que previa essa extinção, mantendo o Fundo Social. Assim, foi possível aprovar o texto.

    Histórico
    Em 1996, os Estados exportadores abriram mão do ICMS sobre os produtos agrícolas destinados à exportação, para tornar os produtos nacionais mais competitivos no exterior.

    A lei leva o nome do então ministro do Planejamento, Antônio Kandir. Os Estados deveriam ter sido ressarcidos como contrapartida, mas isso não ocorreu.

    Em 2003, a Constituição sofreu uma emenda que previa a aprovação de uma lei complementar com critérios para que a União compensasse a perda de arrecadação dos Estados. Dez anos depois, em 2013, a lei complementar ainda não havia sido aprovada.

    Foram anos de impasse entre a União e os Estados. Esse impasse foi desfeito após um acordo mediado pelo STF, que determinou o pagamento de R$ 58 bilhões até 2037. A determinação do Supremo consta no PLP 133/2020.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • PSOL elegeu quatro vereadores em Porto Alegre, inclusive os dois mais votados
    Vereadora Karen Santos, a mais votada em Porto Alegre.

    PSOL elegeu quatro vereadores em Porto Alegre, inclusive os dois mais votados

    Karen Santos, com 15.702 votos, e Pedro Ruas, com 14.478 votos – são os campeões de votos para a eleição de vereadroes em Porto Alegre.

    Ambos são do PSOL, o partido que, proporcionalmente, mais cresceu na capital gaúcha e que forneceu o fenômeno eleitoral deste pleito: o candidato Guilherme Boulos, que vai disputar a prefeitura de São Paulo no segundo turno com Bruno Covas.

    Na Câmara de Porto Alegre o PSOL terá quatro representantes, mesmo número que o PSDB e o PT. Os três têm agora as maiores bancadas do legislativo portoalegrense.

    A candidata a prefeita pelo PSOL  em Porto Alegre, Fernanda Melchiona, teve 27.994 votos, 4,34% dos votos válidos.

    Nesta eleição municipal, Porto Alegre teve número recorde de candidatos ao Legislativo, com 852 postulantes — mais alto número registrado em 20 anos.

    Professora da rede estadual e militante contra o racismo, Karen Santos concorreu à Câmara Municipal pela segunda vez. Em 2016 ficou como suplente e assumiu em 2019, após a eleição de Fernanda Melchionna para deputada federal.

    Karen era a única vereadora negra nesta legislatura que está se encerrando. Na próxima, que começa em janeiro, os negros vão ocupar cinco cadeiras na Câmara Municipal e, no total, dos 36 vereadores, onze são mulheres.

    O segundo mais votado, o advogado Pedro Ruas, já foi o vereador mais votado em Porto Alegre, em 2012, quando fez 14.610 votos. Começou no PDT, onde militou por muitos anos. Foi secretário de Obras e Saneamento do governo Olívio Dutra (PT). Em 2015 elegeu-se deputado estadual, mas não conseguiu a reeleição em 2018.

    O terceiro eleito pelo PSOL é Matheus Gomes, com  9.869 votos. Aos 29 anos, é historiador, negro e ativista do movimento social há mais de uma década. Em 2018 deixou o PSTU e candidatou-se a deputado estadual pelo PSOL, mas não foi eleito. Defende as mobilizações populares e o movimento negro.

    O quarto eleito pelo PSOL é Roberto Robaina, com 5.105 votos. Formado em História, com mestrado e doutorado em Filosofia, é fundador do PSOL. Deixou o PT em 2003, quando parlamentares da sigla foram expulsos pelo comando nacional. Foi eleito para o primeiro mandato em 2016, quando conquistou cadeira de vereador em Porto Alegre.

    Veja a lista dos demais eleitos para a Câmara de Porto Alegre:

    Felipe Camozzato (Novo) –  14.279 votos.
    Administrador formado pela UFRGS, foi integrante da Banda Loka Liberal, grupo que se destacou na campanha contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Está no segundo mandato.

    Comandante Nadia (DEM) –  11.172 votos
    Reeleita para o segundo mandato. É tenente-coronel da reserva da Brigada Militar. Implementou e coordenou a Patrulha Maria da Penha no RS. Era filiada ao MDB e integrou o secretariado de Marchezan, antes de filiar-se ao DEM.

    José Freitas (Republicanos) –  5.929 votos
    Reelege-se para o terceiro mandato, aos 53 anos. Foi secretário de segurança municipal no governo de José Fortunati. É presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Porto Alegre.

    Alvoni Medina (Republicanos) –  5.720 votos
    Ligado à Igreja Universal, foi eleito vereador pela primeira vez em 2016, com 7.712 votos. É relator da comissão que analisa o impeachment de Nelson Marchezan (PSDB).

    Leonel Radde (PT) –  5.611 votos
    Policial civil e integrante do movimento antifascista. Concorreu a deputado estadual em 2018, mas não se elegeu. Este será seu primeiro mandato.

    Mauro Zacher (PDT) –  5.520
    Economista, se elegeu pela primeira vez em 2004, aos 28 anos.  Foi reeleito em 2008 e 2012. Em 2013, assumio a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov). Reeleito em 2016, chega agora ao seu quarto mandato.

    Laura Sito (PT) –  5.390 votos
    Servidora pública de 29 anos, concorreu a deputada estadual em 2014, ficou na suplência. Ficou também suplente de vereadora em 2016. Jornalista, defende os direitos da mulher, dos negros e da população LGBT. É a segunda vice-presidente do PT de Porto Alegre.

    Bruna Rodrigues (PCdoB) –  5.366 votos
    Aos 33 anos, já concorreu para deputada federal em 2018, sem êxito. Feminista e militante antirracista. É seu primeiro mandato como vereadora.

    Psicóloga Tanise Sabino (PTB) –  5.205 votos
    Psicóloga e natural de Porto Alegre, vai para o seu primeiro mandato na Câmara Municipal.Foi secretária adjunta na Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento.

    Jonas Reis (PT) – 5.133 votos
    Professor municipal e doutor em educação, é estreante nas eleições. Tem 32 anos, foi diretor-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa).

    Kaká D’ávila (PSDB) –  5.101 votos
    Foi suplente de vereador na eleição de 2016. Desde então, trocou o PP, seu antigo partido, pelo PSDB. Com 38 anos, se notabilizou por promover uma ação chamada “delivery de currículos”, onde ele ajuda pessoas que querem achar um emprego.

    Mauro Pinheiro (PL)-  4.947 votos
    Vai para o quarto mandato como vereador na Capital. Tentou duas vezes se eleger como deputado estadual, mas ficou como suplente. Já foi filiado ao PT, época em que presidiu a Câmara Municipal (2015).

    Fernanda Barth (PRTB) –  4.909 votos
    Aos 48 anos, é mestre em Ciência Política, palestrante e jornalista. Foi suplente de vereadora na eleição de 2016 e de deputada estadual em 2018. Entre essas eleições, migrou do PP para o Novo e, por último, para o PRTB.

    Alexandre Bobadra (PSL) –  4.703 votos
    Tentou a Câmara Federal em 2018, ficou como suplente. Conta com o apoio de um dos filhos do presidente Bolsonaro (Eduardo). Vai para seu primeiro mandato na Câmara de Vereadores.

    Moisés Barboza Maluco do Bem (PSDB) –  4.703 votos
    Suplente de vereador em 2016, assumiu o mandato com a ida de Ramiro Rosário para o secretariado de Marchezan. É o criador da ação social Malucos do Bem, dedicada a ações solidárias e de mobilização em comunidades.

    Aldacir Oliboni (PT) –  4.612 votos
    Foi diretor do Sindisaúde e presidente da Associação dos Servidores do Hospital São Lucas da PUCRS. Foi deputado estadual e está no quarto mandato como vereador. É líder da bancada do PT na Câmara.

    Ramiro Rosário (PSDB) –  4.471 votos
    Foi eleito vereador em 2016 e comandou a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de 2017 a 2020. É um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) no Rio Grande do Sul.

    Mônica Leal (PP) –  4.140 votos
    Vereadora, foi presidente da Câmara Municipal e secretária da Cultura do governo Yeda Crusius. Formada em Jornalismo e pós-graduação em Ciência Política. Em 2006, foi candidata do PP ao Senado e ficou em terceiro lugar.

    Cláudia Araújo (PSD)- 4.071 votos
    Formada em Gestão Pública, é reconhecida por mais de uma década de trabalho voluntário. Tem como principais bandeiras educação, acessibilidade, saúde pública e inclusão. Em 2016, acabou ficando como suplente, mas assumiu como titular.

    Marcio Bins Ely (PDT) – 4.002 votos
    Advogado e corretor de imóveis, já foi secretário municipal de Esportes, Recreação e Lazer e do Planejamento. É presidente do Creci-RS. Tentou ser deputado estadual em 2018, mas acabou como suplente.

    Jesse Sangalli (Cidadania) – 3.814
    Elegeu-se vereador em Viamão pela primeira vez em 2016. É líder comunitário e agente de segurança no Tribunal Regional do Trabalho. Promete doar metade do salário para a saúde e projetos sociais, além de fiscalizar semanalmente hospitais e postos de saúde.

    Daiana Santos (PC do B) – 3.715 votos
    Militante de movimentos sociais de mulheres, negros, saúde e comunidade LGBT. Idealizadora e coordenadora do Fundo das Mulheres POA, que atende chefes de família em situação de vulnerabilidade.

    Ferronato (PSB) – 3.684 votos
    Elegeu-se para o sexto mandato. Contador, professor e auditor fiscal aposentado, foi líder da bancada do PSB nos três primeiros anos da última legislatura e líder do governo até abril de 2015. Presidiu o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) de 2001 a 2004.

    Mariana Pimentel (Novo) – 3.637 votos

    De 33 anos, é administradora e mestre em Finanças pela UFRGS. Tem a educação e o empreendedorismo como principais bandeiras. Eleita vereadora pela primeira vez.

    Cassiá Carpes (PP) – 3.492 votos
    Foi jogador e treinador de futebol, tendo comandado o Grêmio no título do campeonato Gaúcho de 1993. Na política, foi deputado estadual e vereador, cargo para o qual está reeleito.

    Cezar Schirmer (MDB) – 3.484 votos
    Foi secretário de Estado em diferentes governos de seu partido – a última passagem foi pela Segurança (José Ivo Sartori). Também foi deputado estadual e federal, além de vereador e prefeito de Santa Maria por duas vezes. Eleito para o primeiro mandato de vereador em Porto Alegre.

    Giovane Byl (PTB) – 3.440 votos
    Aos 31 anos, é vereador suplente em Porto Alegre. Em 2016, concorreu pelo Solidariedade e, em 2018, se candidatou a deputado estadual pelo mesmo partido. Em sua campanha, descreve-se como líder comunitário há uma década e cristão. É também rapper e skatista.

    Gilson Padeiro (PSDB) – 3.404 votos
    Padeiro de 54 anos, vai para o primeiro mandato na Câmara. Nas últimas três eleições municipais (2008, 2012 e 2016), acabou ficando como suplente, quando ainda era filiado ao PPS.

    Hamilton Sossmeier (PTB) – 3.299 votos
    Formou-se em Gestão Financeira e tem 58 anos. Ficou como suplente de vereador em 2016, mas assumiu a cadeira. Envolveu-se na política pela Juventude Democrática Social (JDS). A área social é uma de suas bandeiras. É presidente da comissão que analisa o impeachment de Marchezan.

    Idenir Cecchim (MDB) – 3.110 votos
    Administrador de empresas, foi secretário de Estado e do município. Está eleito quarto mandato como vereador em Porto Alegre. Atualmente, é presidente da Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul e líder da Bancada do MDB. Em 2010, ficou como suplente de deputado estadual.

    Lourdes Sprenger (MDB) – 2.522 votos
    Militante da causa animal, foi eleita vereadora de Porto Alegre pela primeira vez em 2012. Agora, vai para o terceiro mandato.

    Claudio Janta (Solidariedade) – 2.394 votos
    Aos 50, chega ao terceiro mandato de vereador. Comerciário, em 2004 assumiu a secretaria-geral do sindicato da categoria na Capital. Em 2008, esteve na presidência da Força Sindical no Estado, onde também atua como dirigente nacional. Candidatou-se a deputado federal, sem êxito em 2018.

  • Derrota dos candidatos apoiados por Bolsonaro acende o alerta para 2022

    Derrota dos candidatos apoiados por Bolsonaro acende o alerta para 2022

    O fiasco de Celso Russomano, quarto colocado na eleição em São Paulo, é demonstração mais clara do desgaste que o presidente Jair Bolsonaro sofreu nestes dois anos de governo.

    Candidato do Republicanos, Russomano liderava no início da campanha, quando teve o apoio explícito de Bolsonaro, empenhado em derrotar o candidato Bruno Covas, do PSDB,  aliado do governador João Dória.

    Na reta final, Russomano começou a despencar, repetindo a trajetória das eleições de 2012 e 2016, quando saiu na frente e derreteu pelo caminho.

    Para se desvincular do desgaste do presidente – principalmente por causa de suas manifestações negacionistas em relação à pandemia – Russomano parou de mencionar o apoio de Bolsonaro e até suprimiu as fotos em que ambos apareciam juntos.

    Não adiantou, acabou com pouco mais de 10% dos votos, superado largamente por Guilherme Boulos, do PSOL, que chegou a 22% e vai para o segundo turno, consagrado com o desempenho mais surpreendente desta eleição.

    Em Belo Horizonte, outra eleição que Bolsonaro tentou influenciar, o prefeito Alexandre Kalil, do PSD, se reelegeu no primeiro turno com 63% dos votos válidos, enquanto o bolsonarista Bruno Engler (PRTB) não passou dos 10%.

    O mesmo aconteceu no Ceará, onde Oscar Rodrigues (MDB), que recebeu apoio de Bolsonaro em Sobral, um dos maiores colégios eleitorais do Estado, foi derrotado por Ivo Gomes (PDT), irmão do presidenciável Ciro Gomes. Ivo Gomes se reelegeu no primeiro turno com 59% dos votos.

    Nas seis capitais em que Bolsonaro deu apoio explícito a candidatos, quatro deles cairam no primeiro turno e os dois que ainda permanecem na disputa – Capitão Wagner (PROS), em Fortaleza, e Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, estão em desvantagem.

    No Rio, base eleitoral de Bolsonaro, o prefeito Marcelo Crivela fez 21% dos votos, enquanto o favorito Eduard Paes, do DEM, superou os 37%. Os dois vão disputar o segundo turno, mas as chances de Crivela, que tem a maior rejeição, são reduzidas.

    No total, entre capitais e cidades do interior Bolsonaro chancelou explícitamente 13 candidatos a prefeito. Apenas dois – Mão Santa (DEM), prefeito reeleito em Parnaíba (PI), e Gustavo Nunes (PSL), que ganhou em Ipatinga, se sairam bem.

    Bolsonaro tratou de minimizar as derrotas. Em publicação nas redes sociais após os resultados, ele disse que sua ajuda aos candidatos “resumiu-se a 4 lives num total de 3 horas”, e alegou que “partidos de esquerda sofreram uma histórica derrota”.

    Para cientistas políticos os resultados indicam um acelerado desgaste na imagem de Bolsonaro, que dificilmente poderá ser recuperado até a eleição de 2022, quando o presidente pretende tentar a reeleição.

     

  • Melo e Manuela vão ao 2º turno em Porto Alegre
    No primeiro turno Melo teve 31,02%, somando 200.280 votos, contra 29% de Manuela, que teve 187.262 votos. Montagem/Redes sociais

    Melo e Manuela vão ao 2º turno em Porto Alegre

    Com 100% dos votos apurados está decidida a disputa do segundo turno na Capital gaúcha. Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB) vão disputar a prefeitura de Porto Alegre no próximo dia 29.

    Melo teve 31,02%, somando 200.280 votos, contra 29% de Manuela, que teve 187.262 votos. A diferença entre os candidatos ficou em pouco mais de 13 mil votos.

    O atual prefeito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que tentava a reeleição, amargou o terceiro lugar com 21,07% (136.063 votos).

    O total de votos válidos foram de 645.755, 89,13%. E ainda brancos somaram 5,06% (36.678) e nulos 5,81% (42.076).

    Oficialmente, a campanha já começa nesta segunda-feira. A partir das 17h já são permitidas manifestações. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão terá início no dia 20 de novembro e vai até 27 de novembro.

    Sebastião Melo, que nas pesquisas aparecia disputando a segunda colocação com Marchezan e José Fortunati, se beneficiou do abandono da candidatura do ex-prefeito Fortunati e avançou pra vencer o primeiro turno. Em entrevista ainda na noite de domingo o candidato disse: “Vamos ver quem tem experiência para erguer essa cidade em momento de crise. E temos clareza que o serviço público pode ser prestado pelo público ou não, desde que ele seja serviço público”.

    Melo, que já tem a maior coligação, deve buscar apoio do campo centro e direita, tentando ficar com os votos de Marchezan, e ainda Gustavo Paim e Valter Nagelstein.

    Manuela D’Ávila terá o desafio de aumentar seu eleitorado, tentando pegar votos dos eleitores de Marchezan e formar aliança com o PDT de Juliana Brizola e o PSOL de Fernanda Melchionna.

    “Vamos dialogar com o percentual de votantes das outras candidaturas. Mas vamos querer falar também com as pessoas que não saíram para votar. Existem duas grandes batalhas agora: aquela pelos votos dos candidatos que não estavam conosco no primeiro turno e aquela para encantar as pessoas que não votaram. Precisamos entender por que a maior escolha dos porto-alegrenses foi não votar neste domingo”, falou Manuela, em coletiva pela internet.

    Resultado oficial
    
     Sebastião Melo (MDB)     200.280 votos     31,01%
    
     Manuela D'Ávila (PCdoB)  187.262           29,00%
    
    Nelson Marchezan Júnior (PSDB)  136.063           21,07%
    
    Juliana Brizola (PDT)            41.407            6,41%
    
    Fernanda Melchionna (PSOL)       27.994            4,34%
    
    Valter Nagelstein (PSD)          20.033            3,10%
    
    João Derly (Republicanos)        19.004            2,94%
    
    Gustavo Paim (PP)                 7.989            1,24%
    
    Rodrigo Maroni (PROS)             3.314            0,51%
    
    Montserrat Martins (PV)           1.415            0,22%
    
    Julio Flores (PSTU)                 852            0,13%
    
    Luiz Delvair (PCO) * sob judice     142            0,01%
    
    
    Votos Brancos       36.678    (5,06%)         
    Votos Nulos         36.491    (5,04%)
    Votos Válidos       645.755
    Abstenção           358.217   (33,08%)
    
    Fonte TSE
  • Ministro Barroso diz que atraso na apuração não tem relação com as urnas eletrônicas
    Ministro Barroso: “Nenhum problema com as urnas eletrônicas”.

    Ministro Barroso diz que atraso na apuração não tem relação com as urnas eletrônicas

    O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atribuiu a um “problema técnico” o atraso na totalização dos votos nas eleições municipais deste domingo.

    Até às 22h, pouco mais de 62% já haviam sido totalizados.

    Segundo o ministro, uma falha nos processadores de um computador provocou lentidão na totalização dos votos e, consequentemente, na divulgação dos resultados.

    Barroso disse que “um dos núcleos de processadores do supercomputador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo”, disse o ministro durante entrevista coletiva no TSE.

    O ministro explicou que a urna eletrônica imprime o boletim ao final do dia, que atesta que a votação ocorreu.

    “A ideia de que a demora possa trazer algum tipo de consequência para o resultado não faz nenhum sentido. Porque o resultado já saiu quando a urna imprimiu o boletim”, afirmou.

    Segundo Barroso, o problema, de hardware, se originou exclusivamente no TSE, sem responsabilidade dos tribunais regionais eleitorais.

    “Os dados chegaram para a totalização totalmente íntegros e apenas o processo de somar essas 400 mil seções que ficou extremamente lento em razão de um dos processadores ter sofrido um problema técnico”.

    Na eleição deste ano, pela primeira vez, a totalização dos votos passou a ser centralizada no TSE, uma decisão que, segundo Barroso, já estava tomada antes de ele assumir a presidência do tribunal.

    De acordo com o ministro, os tribunais regionais eleitorais não tiveram responsabilidade pelo problema.

    Segundo ele, os tribunais enviaram os dados brutos para que o TSE fizesse a totalização. Mas o ministro afirmou que a falha foi motivada por um problema de hardware e não pelo critério de se fazer a totalização no TSE.

    Barroso afirmou que a falha “nada tem a ver com confiabilidade” e não gerou nenhuma consequência grave.

    “Não há nenhum risco de o resultado não expressar o que efetivamente foi votado. Um acidente de percurso sem nenhuma vítima”, declarou.

    Barroso disse que não há como se fraudar o resultado porque os resultados em cada urna são impressos em um boletim, ao final da votação, e afixados na seção eleitoral e distribuídos aos partidos.

    “Não há mais como fraudar. Esses resultados foram impressos, foram comunicados ao TRE, o TRE encaminhou ao TSE. O TSE teve um problema de lentidão na totalização desse resultado. Qualquer candidato a qualquer tempo pode conferir o resultado das urnas com o resultado que vier a ser divulgado pelo TSE”, complementou.

    Vazamento

    O ministro afirmou que a Polícia Federal apurou a existência de um vazamento de dados ocorrido no dia 23 de outubro de informações administrativas sobre ministros aposentados e antigos funcionários do TSE.

    “Provavelmente se refere a fatos bastante pretéritos, porque as informações vazadas são de 2001 e 2010, e informações irrelevantes”, afirmou.

    “Um vazamento sem nenhuma relevância e consequência para o processo eleitoral. Esse ataque aparentemente teve sua origem em Portugal. E sempre lembrando: as urnas não estão em rede. Não são vulneráveis a um tipo de ataque que possa interferir no processo eleitoral”, acrescentou.

    Urnas eletrônicas
     
    De acordo com o presidente do TSE, 3.509 urnas eletrônicas apresentaram defeito neste domingo (0,78% do total). Segundo ele, todas foram substituídas a tempo, e em nenhum município brasileiro foi preciso realizar a votação manual.

    Mais cedo o ministro admitiu que houve uma tentativa de invasão do sistema do Tribunal e por segurança um dos servidores foi desativado.