Autor: da Redação

  • Manuela mantém dez pontos na frente e ganha no segundo turno também

    Manuela mantém dez pontos na frente e ganha no segundo turno também

    Há 23 dias da eleição municipal, a candidata Manuela Dávila (PCdoB/PT) está na frente em todas as simulações para a prefeitura de Porto Alegre, segundo  pesquisa do instituto Methodus para o Correio do Povo.

    No cenário “estimulado”, quando a lista de candidatos é apresentada ao eleitor, Manuela está dez pontos a frente do segundo colocado, com 24,9% da preferência dos eleitores. Confira os resultados:

    Pesquisa estimulada
    Manuela D’Ávila (PCdoB): 24,9%
    José Fortunati (PTB): 14,2%
    Sebastião Melo (MDB): 10,5%
    Nelson Marchezan Jr (PSDB): 9,5%
    Juliana Brizola (PDT): 4,8%
    Fernanda Melchionna (PSol): 2,1%
    João Derly (Republicanos): 1,8%
    Gustavo Paim (PP): 1,4%
    Valter Nagelstein (PSD): 1,1%
    Júlio Flores (PSTU): 0,4%
    Rodrigo Maroni (Pros): 0,4%
    Montserrat Martins (PV): 0,1%
    Luiz Delvair (PCO): 0,0%
    Não sabe: 13,2%
    Branco/Nulo: 15,8%

    Os resultados levaram em consideração o candidato Luiz Delvair (PCO), que teve o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).

    Simulações de segundo turno

    A pesquisa também fez simulações de três cenários de uma possível disputa de segundo turno na eleição. Em todos, Manuela está na frente dos demais candidatos apresentados.

    Manuela x Fortunati
    Manuela D’Ávila (PCdoB): 39,9%
    José Fortunati (PTB): 31,4%
    Branco/Nulo: 22,3%
    Não sabe: 6,4%

    Manuela x Melo
    Manuela D’Ávila (PCdoB): 41,7%
    Sebastião Melo (MDB): 30,4%
    Branco/Nulo: 20,1%
    Não sabe: 7,8%

    Manuela x Marchezan
    Manuela D’Ávila (PCdoB): 41,9%
    Nelson Marchezan Jr (PSDB): 23,8%
    Branco/Nulo: 27,3%
    Não sabe: 7,0%

    Pesquisa espontânea
    Também foi avaliada a intenção de votos espontânea, quando o eleitor diz em quem vai votar sem ter os nomes dos candidatos apresentados.
    Manuela D’Ávila (PCdoB): 15,1%
    José Fortunati (PTB): 8,7%
    Sebastião Melo (MDB): 8,5%
    Nelson Marchezan Jr (PSDB): 5,0%
    Juliana Brizola (PDT): 2,1%
    Fernanda Melchionna (PSol): 1,4%
    João Derly (Republicanos): 0,6%

    Valter Nagelstein (PSD): 0,5%
    Júlio Flores (PSTU): 0,2%
    Não sabe: 46,2%
    Branco/Nulo: 11,6%

    Rejeição
    A pesquisa do instituto Methodus apurou em quem os entrevistados não votariam de jeito nenhum. A resposta, neste cenário, é múltipla.

    Nelson Marchezan Jr (PSDB): 38,5%
    Manuela D’Ávila (PCdoB): 28,8%
    José Fortunati (PTB): 13,3%
    Sebastião Melo (MDB): 12,2%
    Júlio Flores (PSTU): 10,1%
    Gustavo Paim (PP): 9,9%
    Juliana Brizola (PDT): 9,2%
    Fernanda Melchionna (PSOL) 8,5%
    Valter Nagelstein (PSD): 8,5%
    Rodrigo Maroni (Pros): 8,1%
    Montserrat Martins (PV): 7,9%
    Luiz Delvair (PCO): 7,8%
    João Derly (REPUBLICANOS): 7,4%
    Não rejeitou nenhum: 22,3%
    Não sabe: 5,3%

    A pesquisa foi contratada e realizada pelo Instituto Methodus entre 15 e 18 de outubro, com 800 entrevistados. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e intervalo de confiança é de 95% – ou seja, se a pesquisa fosse realizada 100 vezes, os resultados seriam repetidos em 95 ocasiões. Registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é RS – 05480/2020.

  • Impeachment – Marchezan não vai depor na Câmara

    Impeachment – Marchezan não vai depor na Câmara

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior avisou pelas suas redes sociais e mandou uma nota à Câmara de Vereadores dizendo que não vai prestar o depoimento que estava marcado para esta sexta-feira, 23/10, no legislativo de Porto Alegre.

    O prefeito, que concorre a reeleição, é investigado por supostos uso indevido de verba da saúde em publicidade.

    Marchezan tinha sido notificado por meio do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), sua resposta veio pelo twitter menos de uma hora antes da abertura da sessão, marcada para as 9h desta sexta-feira.

    O prefeito alega que foi feito “mais um atropelo do devido processo legal, da normalidade e do bom senso”, e, que “no momento legal adequado, faço questão de prestar meu depoimento perante a Comissão e esclarecer à população de Porto Alegre todo o esquema montado para promover o impeachment”, finaliza.

    Na câmara, o vereador presidente da comissão, Hamilton Sossmeier, chegou a dar início à sessão convocando o prefeito. Mas encerrou a reunião minutos depois.

    Nesta semana já haviam sido encerrados os depoimentos das testemunhas. Das 10 arroladas pela defesa, três não foram ouvidas, o ex-prefeito e candidato à prefeitura José Fortunati (PTB), o deputado federal Maurício Dziedricki (PTB) e o ex-diretor do antigo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) Tarso Boelter. Adversários políticos do prefeito, alegaram que não deveriam comparecer.

    A justiça determinou ainda que a comissão processante ouça os autores do pedido de impeachment do prefeito. Os vereadores vão marcar data pra ouvi-los e devem ainda decidir se remarcam a oitiva do prefeito.

    O impedimento do prefeito precisa ser votado até 9 de novembro no plenário da Câmara. Caso contrário, será arquivado. Marchezan concorre a reeleição e segue sua campanha.

    O uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde para pagamento de gastos com publicidade é a base para as denúncias. Dados no Portal Transparência do Executivo mostram ter o prefeito autorizado a aplicação de R$ 2.414.465,14 deste fundo em despesas de divulgação publicitária. A prefeitura alega que os gastos estão dentro da lei e que os recursos do fundo foram apresentados e aprovados na Câmara municipal.

    Leia a nota na íntegra

    “Em mais uma excrescência em um processo com fins eleitorais e não por justiça, os vereadores cometem mais um atropelo do devido processo legal, da normalidade e do bom senso, ao decidirem autoritariamente que o denunciado deve falar antes dos denunciantes e na hora em que a Comissão, travestida de acusação, assim decide.

    Foi reconhecido pela comissão processante que o denunciado seria ouvido por último. Agora há determinação por sentença para ouvir os denunciantes/acusadores. Portanto, se mantivessem o que já reconheceram, devem os denunciantes serem ouvidos antes e somente ao final o denunciado.

    Além do mais, a Comissão, em conluio com o candidato Fortunati, o Deputado Dziedrick e o ex-Diretor do DEP e da Câmara de Vereadores Tarso Boelter, cerceiam meu direito de ouvir pelo menos 10 testemunhas.

    Eram 29 para os 3 fatos narrados no pedido de impeachment, depois ficaram 20 para dois fatos. Reduziram novamente para 10, direito previsto explicitamente na lei. Agora, por serem as testemunhas indicadas por nós envolvidas juntos com os vereadores nos atos que levaram ao pedido de impeachment, me retiram até esse direito.

    Sendo assim, na expectativa de um mínimo de razoabilidade da comissão, não prestarei meu depoimento nesta sexta-feira, aguardando que se esgotem as oitivas prévias a que tenho direito.

    Reitero que, no momento legal adequado, faço questão de prestar meu depoimento perante a Comissão e esclarecer à população de Porto Alegre todo o esquema montado para promover o impeachment e os interesses obscuros envolvidos.”

  • Câmara marca depoimento de Marchezan para esta sexta-feira, prefeito irá?

    A comissão de vereadores que analisa o impeachment do prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Júnior marcou para esta sexta-feira, 23/10, o depoimento em que o chefe do executivo deve falar.

    Mas a defesa de Marchezan não confirma se ele irá comparecer à sessão, marcada para 9h desta sexta-feira. O prefeito poderá ser ouvido por videoconferência.

    Nesta semana foram encerradas os depoimentos das testemunhas. Das 10 arroladas pela defesa, três não foram ouvidas, o ex-prefeito e candidato à prefeitura José Fortunati (PTB), o deputado federal Maurício Dziedricki (PTB) e o ex-diretor do antigo Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) Tarso Boelter. Adversários políticos do prefeito, alegaram que não deveriam comparecer.

    A justiça determinou ainda, nesta semana, que a comissão processante ouça os autores do pedido de impeachment do prefeito.

    O prefeito responde por suposto uso irregular de verbas da saúde em campanhas publicitárias.

    O impedimento do prefeito precisa ser votado até 9 de novembro no plenário da Câmara. Caso contrário, será arquivado. Marchezan concorre a reeleição e segue sua campanha.

  • Candidato do PCO em Porto Alegre tem candidatura indeferida, vice pode assumir chapa

    O candidato a prefeito de Porto Alegre Luiz Delvair, do PCO, teve o seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral, em 1ª instância.

    Segundo a juíza Gladis de Fátima Piccini, da 158ª Zona Eleitoral, não foi apresentado pelo candidato as contas de campanha relativas às eleições de 2016, quando concorreu a vereador. Além disso, o documento apresentado como comprovante de escolaridade está ilegível.

    Luiz Delvair disse que a direção nacional do partido, em São Paulo, estuda entrar com recurso para garantir sua presença no pleito. A decisão tem prazo para recurso até sábado (24). Até lá, não está alterada a situação de Delvair como candidato no pleito de 2020.

    Caso a inelegibilidade seja confirmada, a vice, Delaine Kalikosky, pode assumir a chapa. Ela já teve sua candidatura deferida.

    Todas as demais 12 candidaturas em Porto Alegre já estão registradas e deferidas.

  • Saneamento e meio ambiente: Jornal JÁ Debate nesta quinta-feira, 18h30

    Saneamento e meio ambiente: Jornal JÁ Debate nesta quinta-feira, 18h30

    Jornal JÁ Debate – Sempre às quintas, às 18h30

    ELEIÇÕES 2020

    Em vez de perguntar aos candidatos o que eles prometem fazer pela cidade, vamos perguntar à cidade o que ela espera dos que se elegerem.

    Como perguntar para a cidade é impossível, convidamos pessoas que se destacam em setores essenciais e que têm uma visão abrangente da questão urbana para nos ajudarem nesse exercício de esclarecimento.

    Nesta quinta-feira, dia 22/10, a pauta da live do JÁ aborda saneamento e ambiente.

    Convidados:

    Arnaldo Dutra
    – Engenheiro do Departamento municipal de Limpeza Urbana (DMLU);

    – Membro do Observatório Nacional do Direito a Água e ao Saneamento – ONDAS);

    – Ex-presidente da Corsan;

     

    Paulo Robison Samuel

    – Engenheiro do Departamento Municipal de Águas e Esgoto (DMAE); com 27 anos de experiência no órgão, atualmente na Coordenação de Obras;

    – Membro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e da Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental.

    Mediação: Elmar Bones, editor do JÁ.

    Participação do jornalista Tiago Baltz.

    Clique aqui para ativar a notificação da transmissão no YouTube.

  • TSE determina divulgação de extratos bancários dos partidos em tempo real

    O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu determinar que os extratos das contas bancárias dos partidos políticos sejam divulgados junto com a prestação de contas das legendas, que é mensal, e fique disponível na internet no site da Justiça Eleitoral.

    O Plenário do TSE acolheu pedido dos movimentos Transparência Partidária e Transferência Brasil para que os extratos das contas bancárias dos partidos fossem disponibilizados para consulta assim que as respectivas prestações de contas fossem apresentadas à Justiça Eleitoral, a exemplo do que já ocorre com as prestações de contas eleitorais.

    A decisão foi tomada em sessão na noite de terça-feira, 20/10, por unanimidade. Os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Mauro Campbell, Sergio Banhos e Tarcísio Vieira de Carvalho neto acompanharam o voto do relator, Luis Felipe Salomão.

    Os extratos bancários com a movimentação financeira dos partidos já são informados mensalmente à Justiça Eleitoral pelas instituições financeiras. Agora, com a decisão desta terça-feira, os documentos passarão a ser disponibilizados na página de consulta pública das prestações de contas das legendas, disponível no site do TSE.

    Em seu voto, o relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, argumentou que os processos de prestação de contas dos partidos são públicos e os extratos bancários são considerados documentos que fazem parte dessa prestação de contas. Segundo o ministro, a medida favorece o poder de fiscalização da sociedade. “Há de se destacar a relevância de se propiciar à sociedade civil a fiscalização integral das movimentações financeiras dos partidos políticos”, afirmou Salomão.

  • Bolsonaro diz que governo federal não comprará vacina chinesa

    Bolsonaro diz que governo federal não comprará vacina chinesa

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, (21/10), que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com ele, antes de ser disponibilizada para a população, a vacina deverá ser “comprovada cientificamente” pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    “O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”, escreveu Bolsonaro em publicação nas redes sociais.

    Ontem (20), após reunião virtual com governadores, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que previa 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

    Segundo o ministério, o processo de aquisição ocorreria somente após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Anvisa. Para auxiliar na produção da vacina, a pasta já havia anunciado o investimento de R$ 80 milhões para ampliação da estrutura do Butantan.

    A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos e, segundo Instituto Butantan, ela é uma vacina segura, ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ao todo, os testes serão realizados em 13 mil voluntários e a expectativa é que sejam finalizados até dezembro.

    Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, comprove que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.

    Não há intenção de compra de vacina chinesa, diz Ministério

    O Ministério da Saúde atualizou as informações sobre a vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. O secretário executivo da pasta, Elcio Franco, realizou pronunciamento, transmitido pela TV Brasil, para prestar esclarecimentos sobre a carta de intenções para aquisição da vacina do Butantan-Sinovac/Covid-19.

    “Qualquer vacina, quando estiver disponível, certificada pela Anvisa, e adquirida pelo Ministério da Saúde, poderá ser oferecida aos brasileiros por meio do Programa Nacional de Imunizações, e no que depender desta pasta, não será obrigatória”, informou o secretário executivo.

    Segundo o secretário, não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo no sentido de aquisição de vacina contra a covid-19. “Tratou-se de um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, sem caráter vinculante, por se tratar de um grande parceiro do Ministério da Saúde na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações [PNI].

    Franco esclareceu que é “mais uma inciativa para tentar proporcionar vacina segura e eficaz para a nossa população, neste caso como uma vacina brasileira” e se estiver disponível antes da vacina da AztraZeneca/Oxford ou da Covax. “Não há intenção de compra de vacinas chinesas”, ressaltou.

    Com informações da Agência Brasil

  • China: 600 mil estações já conectam 150 milhões de usuários do 5G

    China: 600 mil estações já conectam 150 milhões de usuários do 5G

    A China está intensificando a construção de sua rede 5G e já construiu mais de 600 mil estações-base 5G, segundo a agência estatal Xinhua Press.

    O número de dispositivos conectados na rede ultrapassou 150 milhões, segundo os dados do ministério da Industria e Informática.

    “Nos próximos três anos, a China estará na fase de introdução do desenvolvimento do 5G, e por isso é necessário fazer movimentos proativos na construção”, disse Wen Ku, funcionário do ministério.

    A epidemia da COVID-19 e o desenvolvimento do 5 G, são fatores que se combinaram para acelerar a oferta  dos  aplicativos digitais no país, com novos produtos digitais, serviços e soluções.

    “Como o número de usuários continua a aumentar, os serviços inovadores relacionados ao 5G crescerão substancialmente”, disse Liu Duo, chefe da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações.

  • STF confirma não ser obrigatório Título de Eleitor para votar

    STF confirma não ser obrigatório Título de Eleitor para votar

    Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou o entendimento de que apenas a não apresentação de documento oficial de identificação com foto pode impedir o eleitor de votar. De acordo com a decisão, para o exercício do direito ao voto, não se exige o porte do título eleitoral no dia da votação.

    A ação foi ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra a obrigatoriedade de o eleitor portar dois documentos para votar, prevista no artigo 91-A da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997). O dispositivo determina que, no momento da votação, além da exibição do respectivo título, o eleitor deverá apresentar documento de identificação com fotografia.

    Em setembro de 2010, o Plenário deferiu medida cautelar para interpretar o artigo 91-a da Lei das Eleições no sentido de reconhecer que somente trará obstáculo ao exercício do direito de voto a ausência de documento oficial de identidade com fotografia. Agora, dez anos depois, a posição foi ratificada.

    Para a relatora, ministra Rosa Weber, com base no princípio da proporcionalidade, o documento oficial com foto é suficiente para identificação do eleitor e para garantir a autenticidade do voto. A seu ver, a exigência de apresentação do título de eleitor, além de não ser o método mais eficiente para essa finalidade, por não conter foto, restringe de forma excessiva o direito de voto.

    Eleitor fantasma

    A análise histórica das fraudes eleitorais no sistema brasileiro, segundo a ministra, demonstra que era muito comum a fraude ainda na fase do alistamento, o que permitia, na fase posterior, a votação pelo denominado “eleitor fantasma” ou, ainda, por um eleitor no lugar do outro, exatamente porque o título não possuía foto.

    Por outro lado, as experiências das últimas eleições demonstraram maior confiabilidade na identificação com base em documentos oficiais de identidade com fotografia, segundo trecho da decisão na medida cautelar da ação destacado pela relatora. Para Rosa Weber, o título tem sua utilidade, no momento da votação, para a identificação da seção eleitoral e sua identificação pela mesa receptora, mas sua ausência “não importa nenhuma interferência no exercício pleno dos direitos políticos do eleitorado”.

    Para a ministra, o mecanismo criado pela Lei das Eleições para frear as investidas fraudulentas criou obstáculo desnecessário ao exercício do voto pelo eleitor, direito fundamental estruturante da democracia. Ela assinalou que, com a imposição da limitação, alguns eleitores, regularmente alistados, poderiam ser impedidos de participar do processo eleitoral, com eventuais reflexos na soberania popular.

  • ELEIÇÕES 2020: a novidade dos mandatos coletivos ganha força na disputa municipal

    ELEIÇÕES 2020: a novidade dos mandatos coletivos ganha força na disputa municipal

    Numa tentativa de inovação e busca de mais diversidade ao atual sistema político, ganha força nesta eleição a ideia de grupos que tentam se eleger para exercerem mandatos coletivos.

    Normalmente são formados por ativistas de causas sociais que se reúnem em torno de uma candidatura única para ter mais chances nas urnas.

    No pleito municipal em Porto Alegre deste ano teremos, pela primeira vez, ao menos sete candidaturas ditas “coletivas”.

    O modelo, em que a cadeira de vereador será assumida por um grupo em vez de um indivíduo, não é previsto em lei  e, para efeitos legais, o mandato é do escolhido para representar o grupo na urna.

    As novas regras para a eleição de vereadores levaram alguns dirigentes partidários a abraçar a iniciativa, já os partidos não podem mais se coligar na disputa por cargos proporcionais, como o de vereador.

    Em resolução da Executiva Nacional, o PT decidiu apoiar a prática. “Disputaremos a eleição para vereadores e vereadoras sem a possibilidade de coligações proporcionais. Isso demandará maior esforço e criatividade, o que inclui debater os mandatos coletivos, rodízios com suplentes e outras formas alternativas”, diz parte do texto.

    Em Porto Alegre, o partido conta com uma candidatura coletiva, organizada por cinco mulheres negras.

    Na urna irá aparecer o nome e a rosto da socióloga Reginete Bispo, assessora do senador Paulo Paim, mas a promessa é de um mandado em que todas serão ouvidas.

    O movimento é batizado de “Vamos Juntas” e faz parte de uma iniciativa nacional que incentiva mulheres na política. Em Pernambuco, em 2018, foi eleito um grupo para a assembleia estadual. “É normal que ocorram opiniões diferentes. O objetivo vai ser conversar tranquilamente até criar uma convergência. Essa experiência vem da militância diária”, afirma Reginete.

    Na cidade, as candidaturas estão ligadas a partidos de esquerda, além do PT, o PSOL e o PCdoB lançam mão desse tipo de novidade.

    No PSOL, duas iniciativas reúnem mulheres.

    Uma delas é batizada de “Nós Mandato Coletivo” – na urna terá o rosto de Laís Camisolão. “O desejo é dar voz as pessoas que fazem política na rua, mulheres que vivem e discutem a realidade dos mais vulneráveis. E entendemos que as chances seriam maiores se estivéssemos juntas”, conta Tamyres Filgueira, uma das integrantes do coletivo.

    Outra iniciativa tem como candidata Jaqueline de Castro, a “Jaque da Tinga”. Ele faz parte do coletivo Mulheres de Luta, que conta ainda com Clarice Silva, Rosane Pereira, Zoé Braz e Kathielly Pereira.

    Também pelo PSOL, concorre um grupo denominado Cristãos contra o Fascismo, que pretende representar evangélicos progressistas, contra uma visão de que políticos religiosos têm que ser de caráter conservador.

    Outras três candidaturas estão no PCdoB, com grupos de jovens ligados à militância estudantil, a luta LGBTI e um de mulheres negras da periferia.

    Sem leis e garantias, o mandato coletivo se baseia na confiança mútua. Para que todos possam ter o mesmo papel na atuação legislativa, a ideia, na maioria dos casos, é que os integrantes sejam contratados como assessores parlamentares. A soma dos salários seria dividida em partes iguais.

    Projeto em Brasília está parado

    Na legislação não há a figura do mandato coletivo. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o mandato é “personalíssimo e intransferível”. Assim, ainda que as decisões sejam tomadas coletivamente, elas só poderão ser efetivadas pelo titular oficial do mandato.

    Sem o regramento legal, cada coletivo estipula suas próprias regras e nada garante que o mandatário siga a estrutura coletiva prometida.

    Há um projeto em tramitação no Congresso Nacional. Apresentada em 2017 pela deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), a PEC 379 (proposta de emenda à Constituição) aguarda parecer do relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara, e não há nenhum prazo para que ande.

    A cientista política da FGV-Brasília Graziella Testa, diz que a prática, apesar da novidade, pode trazer alguns riscos.

    “Acho que o primeiro ponto é a questão de quem vai ser cabeça de chapa (candidato oficial), e o segundo ponto é o risco de isso ser uma maneira de burlar a quantidade de verba eleitoral que obrigatoriamente iria para mulheres. Se essas mulheres têm outros homens dentro de sua chapa, temos que pensar se o espírito da norma está sendo cumprido”, afirma em entrevista ao site 247.

    Primeira vitória ocorreu em Goiás

    No Brasil já há experiências eleitas, como a Bancada Ativista, que conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e as Juntas, que ocupa cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

    Com cinco mulheres, o grupo se elegeu pelo PSOL. “Se cada uma saísse sozinha, a gente não teria força. Então decidimos pela candidatura coletiva”, conta Joselita Cavalcanti, vendedora ambulante e militante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) no Recife, no site nacional do Movimento Juntas.

    Em 2016, no município de Alto Paraíso de Goiás foi eleito um grupo de 5 pessoas para uma vaga de vereador. Foi a primeira experiência reconhecida no Brasil de um mandato coletivo. O grupo de foi eleito pelo PTN, atual Podemos.

    Na atual eleição, há pelo menos um caso de candidatura coletiva ao Executivo. Em Natal, Rio Grande do Norte, a chapa do PSOL para prefeito conta com quatro pessoas.

    Em agosto, o jornal O Estado de S. Paulo procurou os partidos com representação no Congresso Nacional e questionou sobre o método.

    Dos treze que retornaram, o Novo foi o único que se colocou contra o formato. “O Novo não terá (candidaturas coletivas) e não acredita neste modelo”, afirmou a assessoria do partido.

    Em Porto Alegre há sete coletivos que buscam vaga na Câmara 
     
    - Cuca Congo (PCdoB) Número 65165: Grupo de mulheres negras, com Luciane Pereira da Silva “Luciane Congo”, e mais Carolina Chagas, Estela Benevenuto e Carmem Jecy.
    
    - Giovani e Movimento Coletivo (PCdoB) Número 65656: grupo oriundo do movimento estudantil, conta com Giovani Culau Oliveira, Gerusa Pena, Tássia Amorim, Fabíola Loguercio, Gabriela Silveira, Vivian Ayres, Airton Silva, Paolla Borges e Alessandro Varela.
    
    - Roberto Bancada Ativista (PCdoB) Número 65652: com membros de luta LGBTI de Porto Alegre, tem como representante o apresentador da parada, Roberto Seitenfus, é composto Ester Diamonds, MC Lary, Biel Quadradinho e Maria Regina Pouzer.
    
    - Jaque da Tinga (PSOL) Número 50550: Com Jaqueline de Castro, e ainda Clarice Silva, Rosane Pereira, Zoé Braz e Kathielly Pereira, representantes do coletivo Mulheres de Luta.
    
    - Mandato Coletivo Tiago Santos (PSOL) Número 50001: Encabeçado por Tiago Fermino dos Santos, com Cesar Souza, Bianca Ramires, e Marcos Kaingang.
    
    - Nós Mandato Coletivo Laís (PSOL) Número 50200: Laís Camisolão terá o nome na urna do coletivo de sete mulheres: Tamyres Filgueira “Tamy”, Berna Menezes, Neiva Lazzarotto, Simone Flores, Adriana Cunha e Victória Miranda.
    
    - Reginete Bispo (PT) Número 13477: Reginete Souza Bispo, que representa a candidatura coletiva de mulheres negras "Vamos Juntas com Reginete Bispo", composto ainda por Josiane França, Thayna Brasil, Iya Nara de Oxalá e Karina Ellias.