Autor: Elmar Bones

  • Veja as fotos do almoço fechado dos empresários gaúchos com Bolsonaro

    Veja as fotos do almoço fechado dos empresários gaúchos com Bolsonaro

    Bolsonaro e Jorge Gerdau | Foto: Isac Nóbrega/PR

    Cerca de 60 empresários participaram do almoço com o presidente Jair Bolsonaro em sua visita ao Rio Grande do Sul, no último sábado, 10.

    Bolsonaro foi convidado pelo presidente da Associação da Classe Média (Aclame), Cláudio Goldstein “para falar sobre a retomada da economia no pós-pandemia e as reformas em discussão no Congresso Nacional”, segundo o noticiário.

    | Foto: Isac Nóbrega/PR

    Não foi permitida a presença da imprensa e, estranhamente, nada foi divulgado depois do evento. As matérias nos jornais foram genéricas, sem declaração de ninguém.

    Não foram divulgados os nomes dos empresários, nem dos mais notórios,  como Jorge Gerdau, que saudou o presidente, Pedro Bartelle, da Vulcabras/Azaléia, Claudio Goldstein, presidente da Aclame, César Saut, da Icatu Seguros, Hugo Zattera, da Agrale, Fernando Estima, da Taurus.

    | Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

    Segundo relatos discretos, o presidente “foi recebido com aplausos pela plateia” e, durante seu discurso, “colheu palmas ao menos em quatro ocasiões”.

    Antes do pronunciamento, foi servido um churrasco.

    Bolsonaro chegou Casa NTX, onde ocorreu o evento, quase duas da tarde, mais de uma hora após o horário marcado.

    O presidente foi direto para o “cercadinho” onde era aguardado por uma centena de apoiadores. Sem máscara,  posou para fotos, recebeu presentes e pegou duas crianças no colo.

    Segundo os organizadores, políticos não foram convidados para o almoço, mas Bolsonaro chegou acompanhado de ministros e parlamentares, como Onix Lorenzoni e Bibo Nunes.

    O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, obteve rápida audiência com o presidente. `Pediu isenção dos impostos federais sobre o transporte público e a doação ao município do prédio do Gasômetro, que pertence a estatal Eletrobrás,  ao município.

    Os repórteres na saída perguntaram a Melo se  ele iria multar o presidente por não ter usado máscara.  O prefeito disse que jamais multou alguém por dispensar o acessório, e que seu governo é de diálogo.

    O presidente permaneceu no evento por 90 minutos. Os jornalistas não tiveram acesso à Casa NTX,  permanecendo em um cercadinho do lado de fora. Pouco antes das 16h, o presidente embarcou de volta para Brasília.

    Confira a galeria de fotos completa.

  • Pode loja no Embarcadero? Resposta do empreendedor já chegou ao Tribunal de Contas

    Pode loja no Embarcadero? Resposta do empreendedor já chegou ao Tribunal de Contas

    Já está com o relator do processo no Tribunal de Contas do Estado a resposta da Embarcadero Empreendimento aos questionamentos feitos pelo procurador Geraldo Da Camino.

    O procurador pediu uma investigação para esclarecer se o contrato provisório assinado entre o empreendedor e o governo do Estado, prevê a instalação de lojas  de varejo, que extrapolariam o projeto original de um pólo de lazer e gastronomia.

    A instalação de uma loja da rede Pompéia, no espaço cedido ao Embarcadero, deu motivo ao questionamento do procurador.

    Ao que tudo indica, uma emenda foi acrescentada ao contrato de concessão da área, ampliando as atividades permitidas.

    O ministro Iradir Pietroski é o relator.  Vai analisar a resposta, dar seu parecer e submeter ao plenário do TCE.

     

  • “Um homem diferenciado, brilhante, erudito”

    “Um homem diferenciado, brilhante, erudito”

    Depoimento de Balala Campos, especial para o JÁ

    José Paulo Bisol foi meu parceiro de trabalho por quatro anos no programa TV Mulher, da RBS TV 1981 a 1984 .

    Homem de imensa cultura, navegava pela literatura, filosofia e poesia com desenvoltura, tendo uma memória fabulosa e brindando a nós, incluindo a produção do programa, com sua erudição. Portador de uma enorme  bagagem jurídica, à  época, tinha recém se aposentado como desembargador.

    Para ele, tudo era sério, fundamentado e profundo. Idealista, jamais deixou de perseguir sua luta pela defesa dos Direitos Humanos e da Democracia.

    Seguiu depois para uma carreira política, se elegendo deputado estadual, praticamente sem campanha e, posteriormente, senador, além de ter sido candidato à vice-presidência da República de Lula, em 1989, e exercido o cargo de Secretário de Segurança do Rio Grande do Sul.

    Um homem diferenciado, brilhante, erudito e que deu grande contribuição para a sociedade.

  • Cezar Schirmer: “Muro da Mauá está com os dias contados”

    Cezar Schirmer: “Muro da Mauá está com os dias contados”

    O secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos de Porto Alegre, Cezar Schirmer, definiu a proposta de derrubar o “Muro da Mauá” como uma das “medidas fundamentais” para o projeto de revitalização do cais,  cujo objetivo é “devolver o Guaíba à cidade”.

    Schirmer falou na manhã desta quarta-feira no quatro workshop organizado pelo consórcio que prepara o projeto de revitalização, voltado para os profissionais da imprensa: ” Me atrevo a dizer: o muro da Mauá está com seus dias contados”, disse o secretário, depois de explicar que “não é possível pensar numa solução para o cais, sem pensar na sua integração com o centro histórico de Porto Alegre”.

    O muro, de três metros de altura e 2.600 metros de extensão, construído nos anos 1970, como proteção contra enchentes, separa o centro da área do cais. Sua derrubada já foi aventada diversas vezes mas sempre enfrentou a resistência do meio técnico das áreas de engenharia e hidrologia.

    A ideia que está em exame não é eliminar o muro, mas transferi-lo para trás dos armazéns do porto, junto à borda do cais, com um terço da altura atual e uma estrutura removível que poderia ser acoplada para ampliar a proteção em caso de emergência.

  • Cais Mauá: definem-se os contornos do projeto que está sendo “modelado”

    Cais Mauá: definem-se os contornos do projeto que está sendo “modelado”

    A ideia de derrubar o Muro da Mauá, substituindo-o por uma custosa estrutura flexível à beira dágua, é um indicio do porte do empreendimento que está sendo concebido para o Cais Mauá.

    Os contornos ainda estão indefinidos, mas as informações disponíveis permitem concluir que o trabalho de “modelagem” do consórcio Revitaliza  converge para um projeto do porte do anterior,  aprovado no governo Yeda Crusius.

    Na época, 2010, falava-se em investimentos de 700 milhões e um conjunto de negócios que gerariam R$ 1 bilhão por ano.

    Não por acaso, a empresa líder do consórcio  contratado para fazer a modelagem do projeto é a Patrinvest, uma gigante do ramo imobiliário.

    Não por acaso,  a primeira das dez work shops programadas para colher  sugestões e identificar demandas foi feita com representantes do setor imobiliário.

    No primeiro encontro, no capítulo das “vocações imobiliárias do cais”,  uma das contribuições  foi a inédita sugestão  de prédios residenciais, condomínios verticais, cuja viabilidade dependeria de alteração no Plano Diretor, para permitir mais de 30 andares, onde o limite atual é menos da metade disso.

     

  • Derrubar o muro, a ideia que ganha força na revitalização do Cais Mauá

    Derrubar o muro, a ideia que ganha força na revitalização do Cais Mauá

    O arquiteto Renato dal Pian, que integra o consórcio Revitaliza, surpreendeu, nesta terça-feira, 22, os participantes do terceiro dos dez workshops  programados para subsidiar o projeto de revitalização do Cais Mauá.

    Ele defendeu a ideia de derrubar a maior parte do “Muro da Mauá”, a cinta de concreto que separa o centro histórico do porto, onde nasceu Porto Alegre.

    “Tanto do ponto de vista da segurança, em relação a enchentes, quanto dos custos que implicaria esta solução, ela é viável”, disse Dal Pian.

    Para manter os atuais níveis de segurança, seria necessário construir um outro muro de um metro à beira d’água  e criar uma estrutura removível que,  em caso de emergência, elevaria para os 3 metros a proteção contra enchentes. “A ideia ainda está sendo construída, mas já temos elementos muito fortes para justificá-la”, disse ele ao JÁ.

    A ideia, segundo o arquiteto,  já foi apresentada ao Instituto de Pesquisas Hidráulicas, da Universidade Federal,  e recebeu apoio, conforme testemunhou um representante do IPH presente ao workshop.

    O “Muro da Mauá”, com três metros de altura e 2.600 metros de extensão,  faz parte de um grande sistema de proteção contra as cheias do Guaíba, para onde confluem quatro grandes  rios – Jacuí, Sinos, Caí e Gravataí. Em 1941, na maior enchente já registrada, as águas subiram mais de quatro metros e arrasaram o centro da cidade.
    Esse trauma justificou o projeto de 68 quilômetros de diques, na extensão de quase toda a orla. O  muro, entre o cais e o centro histórico, foi a última etapa, concluída em 1974.
    A tragédia de 1941 não se repetiu e a necessidade do muro, que separa a cidade do seu porto e suas águas, foi questionada muitas vezes. Mas, até agora nenhum técnico ou governante se atreveu a endossar a ideia de sua derrubada.
    Em abril deste ano, quando o assunto veio à tona, o Sindicato dos Engenheiros (SengeRS) promoveu um debate em que o presidente Cezar Ferreira concluiu: “É bem clara a necessidade de tecnicamente manter o sistema de proteção contra cheias do Guaíba”.
    Uma carta com as conclusões do evento foi enviada ao prefeito Sebastião Melo (MDB) e ao governador Eduardo Leite (PSDB).
    A hipótese com que trabalham os que modelam o projeto de revitalização do cais não elimina o muro: transfere parte dele para a borda do cais, na beira d’água, com uma altura menor (um metro)  e uma estrutura suplementar, feita de partes móveis, que em caso de emergência elevam a barreira para os três metros.
    É uma solução cara, principalmente pela parte removível que exige equipe de manutenção constante, mas que, segundo Dal Pian, pelos orçamentos preliminares já estimados, é suportável, ainda mais se levar em conta que  representa também uma proteção  aos empreendimentos a serem feitos no local.

     

  • “Jabutis” da privatização da Eletrobras podem custar mais de R$ 40 bilhões ao contribuinte

    “Jabutis” da privatização da Eletrobras podem custar mais de R$ 40 bilhões ao contribuinte

    A colunista de economia da Rede Globo,  Miriam Leitão escreveu hoje que o “Consumidor vai pagar uma Eletrobras para o governo privatizar a Eletrobras”

    A colunista diz que “uma fonte” lhe explicou quanto quanto vai custar ao consumidor a privatizações da Eletrobras.

    Seriam 67 bilhões, sendo dois terços (R$ 41 bilhões) por conta dos “jabutis” que os interesses políticos e econômicos  penduraram na Medida Provisória.

    “Seria como se o consumidor tivesse que pagar uma Eletrobras para o governo vender a Eletrobras”.

    Tudo indica que a fonte dos números de Miriam Leitão seja o Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás o IBP. Em nota pública, no dia 04 de junho, o IBP avaliou como “grave retrocesso” a MP para privatizar a Eletrobras.

    “Os dispositivos inseridos no texto da MP que determinam a contratação compulsória de 6.000 MW de térmicas a gás natural em locais predeterminados representam um grave retrocesso em relação às reformas em curso para os setores elétrico e de gás natural”, aponta a nota.

    O instituto também critica a obrigatoriedade de contratação de termelétrica a gás nas regiões do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, sem critério ou acesso ao gás natural.

    “A obrigação de contratação de geração termelétrica a gás em estados do Nordeste, sem acesso ao gás natural, e em estados do Norte e Centro-Oeste, sem nenhum critério técnico, terá como consequência o aumento do custo da energia elétrica, com impactos para o orçamento das famílias e para competitividade da indústria brasileira, já fortemente impactados pelos efeitos da pandemia”.

    Em resumo, o IBP acredita que as medidas inseridas na MP da Eletrobras são contrárias aos objetivos de uma política energética nacional transparente e sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental”.

    Aprovada em maio na Câmara Federal, onde lhe foram inseridos os “jabutis’ a MP que autoriza a capitalização da Eletrobras será votada no Senado.

    Hoje, a União possui 42,57% do capital da Eletrobras, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômicos e Social (BNDES), outros 16,14%. Com 58,71%, o Estado é o maior acionista da empresa. Caso a MP seja aprovada, a privatização ocorrerá pela venda de ações na Bolsa de Valores, assim, nem a União e nem os bancos públicos poderão adquiri-la, mas ainda será possível uma sociedade econômica mista para manter a Eletronuclear e a Itaipu Binacional.

     

  • Corte de energia segue proibido para quem ganha até meio salário mínimo

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai prorrogar por mais três meses a proibição de corte de energia por inadimplência para os consumidores de baixa renda.

    A informação foi repassada pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para tratar da crise hídrica no país.

    Em março, a Aneel havia decidido suspender o corte de energia por inadimplência para esta faixa de consumidores até 30 de junho. Com a prorrogação aprovada nesta terça-feira, 15 a proibição vai valer até o fim de setembro.

    A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas tem como objetivo garantir a continuidade do fornecimento para os que, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), não têm condições de pagar a sua conta.

    A iniciativa, segundo a Aneel, deve beneficiar aproximadamente 12 milhões de famílias, que estão inscritas no Cadastro Único, com renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa.

    Também terão direito ao benefício famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento, com renda de até três salários mínimos, assim como famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

    “Essas ações vêm permitindo resguardar o consumidor de energia elétrica mais carente, sem que haja o comprometimento econômico e financeiro das concessionárias dos serviços de distribuição”, disse Pepitone.

  • Medidas para estimular o turismo incluem licença no Iphan em 30 minutos

    Medidas para estimular o turismo incluem licença no Iphan em 30 minutos

    Dez ações “para atrair investimentos” e “desburocratizar processos que dependem de licenças ambientais” foram anunciados pelo Ministério do Turismo e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nesta quinta-feira.

    Uma das medidas para estimular os investimentos foi a digitalização e simplificação dos processos de licenciamento em relação a patrimônio histórico. De 45 dias em média, o prazo do licenciamento será reduzido para 30 minutos, segundo anunciou o ministro do Turismo, Gilson Machado.

    As iniciativas foram anunciadas em ato no Palácio do Planalto,  com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

    A principal novidade é o Portal de Investimentos em turismo, para aproximar investidores, empreendedores e o poder público no fomento a novos projetos”.

    Segundo o ministro,  o portal já tem um portfólio “de 50 projetos cadastrados em 19 estados, com projeção de investimentos de R$ 21 bilhões e 116 mil empregos diretos e indiretos”.

    A lista inclui “concessões de parques nacionais e oportunidades de investimentos privados no setor hoteleiro e em outros empreendimentos turísticos”.

    Também foi lançado, durante a cerimônia, o Sistema de Avaliação de Impacto ao Patrimônio (SAIP) do Iphan, que adota a digitalização do processo de licenciamento ambiental na parte que depende da liberação do instituto, por envolver impactos no patrimônio histórico e artístico do país.

    “Até então, praticamente todo o processo era feito de forma manual, mas agora os projetos de infraestrutura mais simples, que representam 70% das mais de 4 mil solicitações ao Iphan por ano, e que levavam semanas ou até meses para serem analisados, passam a ter o resultado em minutos”.

    “Para se ter uma licença do Iphan, antigamente, durava, no mínimo, 45 dias. Hoje a gente conseguiu otimizar isso em 30 minutos, numa licença digital”, afirmou o ministro.

    De acordo com a pasta, o sistema utiliza o georreferenciamento como base e faz o cruzamento de informações da base de dados do Iphan com os dados inseridos virtualmente pelo proponente, automatizando etapas e possibilitando esse ganho nos prazos de liberação.

    “O próprio sistema indicará a necessidade de realização de estudo de impacto ao patrimônio cultural no local da obra ou se a atividade está dispensada dessa exigência. A expectativa é que a análise de um técnico do instituto só ocorra nos casos mais complexos, quando for identificada a existência de bens tombados na área de influência direta do empreendimento ou se o responsável pelo empreendimento discordar do posicionamento do Iphan emitido automaticamente”.

     

  • Reforma Administrativa avança: comissão especial será instalada nesta quarta

    Reforma Administrativa avança: comissão especial será instalada nesta quarta

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta 3ª feira (8.jun.2021) a instalação da  comissão especial que analisará a reforma administrativa. Os nomes serão definidos nesta quarta.

    O projeto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara no fim de maio. A comissão especial é o último passo da tramitação antes do plenário. A ampla e decidida resistência do funcionalismo, que denuncia a precarização do serviço público com o argumento de combater privilégios, indica uma longa batalha parlamentar.

    (Com informações do Poder 360)