Otimismo recorde entre empresários no embalo de Bolsonaro

Desde 2010, quando começou a ser pesquisado, o Indice de Confiança do Empresariado Industrial , não registrava um fim de ano de tanto otimismo entre empresariado gaúcho neste 2018.
O índice de dezembro alcançou os 69 pontos, mantendo a marca de novembro, quando embalado pela eleição de Jair Bolsonaro,  deu um salto de 10,6 pontos.
 “A elevada confiança indica para a aceleração da atividade do setor no primeiro semestre de 2019”, prevê o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.
 O ICEI-RS varia de zero a 100 pontos, sendo que, acima de 50, revela confiança, condições melhores e expectativas otimistas.
Também em relação aos próximos seis meses, os empresários industriais do Estado permanecem otimistas. O Índice de Expectativas (IE) passou de 70,2 em novembro para 69,8 pontos em dezembro, mas continua bem acima da marca divisória de 50 pontos e da média histórica (56).
Os empresários gaúchos finalizam o ano otimistas com o futuro da economia brasileira (o índice foi 69,3 pontos em dezembro, ante 69,8 em novembro) e das suas empresas (70,4 pontos nos dois meses).
Para o ICEI-RS de dezembro, a FIERGS consultou 215 empresas, sendo 56 pequenas, 74 médias e 85 grandes, no período de 1º a 12 de dezembro.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Pedro Longes e Cruz & Jobim celebram a musicalidade latino-americana, no Amadeus Lounge

O músico Pedro Longes e o duo Cruz & Jobim celebram a amizade, a poesia e a musicalidade latino-americana em show neste sábado, dia 22 de dezembro. A partir das 22h, os músicos, que integram a nova geração de compositores gaúchos, encerram a sua temporada de apresentações 2018 interpretando canções do disco “Longes canta Spinetta” e  “Desencontro” – lançados neste ano. A exibição acontece no Amadeus Lounge (Rua Octávio Corrêa, 39 –  2º andar) e os ingressos custam R$20, à venda no local, no dia do evento.

O show começa com músicas do disco “Longes Canta Spinetta” de Pedro Longes. No trabalho, ele segue sua conexão musical celebrando um dos maiores nomes da música argentina e latino-americana: Luis Alberto Spinetta. Produzido e gravado em Santiago do Chile, o álbum mostra uma outra faceta de Pedro como artista, ao rearranjar e interpretar em português oito canções de Spinetta de forma poética, lúdica e intimista.

O duo é a segunda atração da noite. Foto: Créditos Bruno Duluoz /Divulgação

Na sequência, o duo Cruz & Jobim apresenta composições do disco “Desencontro”. O trabalho traz dez canções assinadas pela dupla, formada por Jean Cruz e Marcos Jobim, e passeia pelos gêneros do samba-canção, da bossa nova e do world music, flertando com a tradição e a vanguarda. O duo será acompanhado pelos músicos Texo Cabral (flauta/harmônica/assovio), Marcelo Pimentel (percussão/sonoplastia) e Felipe Magrinelli (guitarra, lap steel e dobro). “Desencontro” , que teve as vozes, o violão e a percussão gravadas ao vivo em estúdio, foi produzido em parceria com o Estúdio Soma, sob a concepção estética de Ana Rebelo e a produção musical de Felipe Magrinelli.

SERVIÇO

Show de Pedro Longes e Cruz & Jobim

Sábado, 22 de dezembro

Horário: 22h

Amadeus Lounge (Rua Octávio Corrêa, 39 –  2º andar)

Ingressos: R$20, à venda no local, no dia do evento.

Johnny O'Donnell mostra seu "groove" ao lado dos The Exterminadores, no Café Fon Fon

Johnny O’Donnell and The Exterminadores tocam pela primeira vez em sua recém-adotada casa em Porto Alegre, o Café Fon Fon, neste sábado, dia 22 , às 21h30min. Natural de Nova Orleans, o cantor, compositor e guitarrista norte-americano promete fazer uma jornada através da história e da geografia, o que inclui os pântanos da Louisiana, os ritmos crioulos do Caribe, osdark jazz lounges, o antigo romance de Hollywood e muita fantasia. Todos esses ingredientes são o que entram nos pratos das composições originais. As músicas que serão apresentadas pertencem aos mais de 12 álbuns que O’Donnell lançou ao longo dos anos. Inclui, ainda, alguns títulos de compositores similares ao camaleão (do Brasil e dos Estados Unidos).

Escrevendo, compondo, organizando e produzindo música em Los Angeles nos últimos dez anos e excursionando pela Europa antes disso, como parte do grupo glam-rock do Holy Ghost Revival (Sony Records), as colaborações de O’Donnell exemplificam sua trajetória global. Arranjos com Van Dyke Parks (Beach Boys), produzindo discos com Gordon Rafael (The Strokes) e compondo música para múltiplas indústrias através de gêneros (pop, electro, jazz, soul e funk), O’Donnell lançou uma série de álbuns criticamente elogiados nos últimos 15 anos.

Liderados pela diretora musical, pianista e empresária Bethy Krieger, aliada aos ritmos de Edu Mereilles (baixo) e Bruno Neves (bateria / percussão), Johnny O’Donnell and The Exterminadores pretendem “trazer o glamour, os ritmos acrobáticos, o mistério sombrio da Louisiana e as sensibilites dos cantores e compositores dos anos 70, como Harry Nilsson, Leon Russel e David Bowie, ao ambiente íntimo do Café Fon Fon”.

SERVIÇO:

Johnny O’Donnell and The Exterminadores (Bethy Krieger, Edu Mereilles e Bruno Neves)  

Sábado, dia 22,  às 21h30min, com dois blocos de 40 min., cada.

Café Fon Fon (Rua Vieira de Castro, n° 22, Farroupilha), Porto Alegre

Couvert artístico ao preço de R$ 30,00 antecipados e R$ 40,00 na hora.

Reservas pelo fone (51) 998807689. Para comprar, sem sair de casa: baixe o aplicativo e faça sua aquisição em um dos links abaixo:

Inventor procura financiamento

José Valdeci, eletromecânico de Três Corações (MG) e afiliado à Associação Nacional de Inventores (ANI), desenvolveu uma “caixa de elevação de esgoto”.
“É uma caixa com volume de 120 litros que armazena o esgoto do imóvel. Uma boia irá detectar quando for atingido o limite máximo da caixa, imediatamente será fechada a válvula de retenção, que irá bloquear a rede interna. Um motoredutor irá acionar um fuso e elevar a caixa até atingir a altura da rede de esgoto da rua. Todo o esgoto terá decantado na parte inferior da caixa e será transferido para a rede pública. Quando a boia atingir o nível mínimo, o motoredutor irá acionar o sistema e descer a caixa. Isso acontecerá várias vezes, conforme a necessidade do imóvel”, explica Valdeci.
O consumidor poderá acompanhar o funcionamento do sistema por meio de um sistema luminoso ou sonoro, segundo o inventor.
A solução atual, construir um poço e usar uma bomba submersa para descartar o esgoto, segundo Valdeci tem custo elevado e maior risco de contaminação do meio-ambiente. Outra vantagem da “caixa de elevação de esgoto” é que o consumidor poderá acompanhar o funcionamento do sistema por meio de um sistema luminoso ou sonoro.
O inventor já registrou a patente da “caixa de elevação de esgoto” junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e atualmente procura investidores para comercialização do produto, seja por meio da venda da patente ou do seu licenciamento.
Sobre a ANI – Associação Nacional dos Inventores foi criada para que as invenções brasileiras possam servir à sociedade e estimular os inventores a continuar dedicando-se à inovação. Todos os projetos acompanhados pela ANI possuem proteção legal, além de estudo de seu funcionamento. A associação também busca empresas, investidores e parceiros que queiram viabilizar os projetos e disponibilizá-los em larga escala no mercado.
Sitewww.inventores.com.br / Telefone: 11 3670-3411 / 9 4738-4249

ARI premia os melhores do jornalismo em 2018

A Associação Riograndense de Imprensa anunciou nesta quarta-feira 19, os destaques jornalísticos de 2018 no Rio Grande do Sul. Em sua 60a. edição, o Prêmio ARI é o mais antigo do Brasil.
“O melhor do Jornalismo sempre passou por aqui. Apesar de perseguido, processado, censurado, fakeado, o Jornalismo é uma profissão que exige garra. Aos premiados em edições anteriores, obrigado por servirem de referência”,disse o presidente Luiz Adolfo Lino de Souza ao saudar os premiados.
A novidade no concurso deste ano foi a entrega do Prêmio Antônio Gonzalez de Contribuição à Imprensa, a qual destacou: o chargista Edgar Vasques, o projeto Filtro Fact-Checking, o Caderno de Sábado do Correio do Povo, a Associação de Diários do Interior (ADI) e o jornalista e presidente do Conselho Deliberativo da ARI, João Batista de Melo Filho, pelos seus 60 anos de profissão. Outro momento marcante da solenidade foi uma homenagem feita a Antônio Goulart pelos 20 anos de coordenação da premiação.
Confira os vencedores:
Prêmio Universitário
Categoria Áudio
Menção honrosa:
– Arthur da Silveira Loser,com o trabalho “Pauta LGBT no Futebol”- da PUCRS
– Lúcia Rosa da Silva, pelo trabalho “Refugiados: obstáculos no caminho da sobrevivência”- da Uniritter
– Larissa Pessi, com a reportagem “Mudança na raiz da violência doméstica” -Uniritter
– 2º Lugar: Luisa Meimes com a reportagem “30 Anos: O Preconceito Que Mata”da Uniritter
– 1º Lugar: Luana Silva da Cruz,com a reportagem “Por Volta Do Meio-Dia – Conceição Evaristo” da Ufrgs
 
Categoria Vídeo
Menção honrosa
– Bruno Prochnow Abcihéquer- com a reportagem “A importância de abordar o suicídio na imprensa”- Famecos
– Jennyfer Siqueira, “Do outro lado do balcão” Uniritter
– Júlia Canella Dias Flor, com a reportagem “30 anos da Constituição – Ufrgs
2º Lugar: Andreza Silveira Ferraz, pela reportagem “Os sonhos da Prostituição” – Uniritter.
1º Lugar: Camila Andrade Pires com a reportagem “Copa Dos Refugiados” –  PucRS
 
Categoria Multimidia Web Universitário
Menção Honrosa:
– Caroline de Mendonça Musskopf pelo trabalho”capital do HIV”  – da Ulbra
– Liz Ribeiro Diaz,com a reportagem “A Rotina Escolar depois da diabetes tipo 1” –  da Ufrgs
– Renê da Silva Almeida,com a reportagem  “Várzea: a essência do futebol – Ufrgs
2º Lugar: Samara Giuliane Onofre, com “Entre a escrita e a luta: a resistência negra na literatura brasileira” Ufrgs
1º lugar: Nícolas Chidem da Costa com “A última gota” – Famecos
 
Categoria Fotojornalismo Universitário
Menção honrosa:
– Nícolas Chidem da Costa com “A sede dessa Gente” da PUCRS
– Larissa Pessi, com a foto “Velhos Amigos” da?Uniritter
2º lugar: Rodrigo Dos Santos Oliveira com  a fotografia “A Casa Que Não Vem”, PUCRS
1º lugar: Larissa Pessi com a fotografia “Barreira a Vila Dique”, da Unritter
Categoria Reportagem Impressa Universitário
– Andressa Oliveira Schutz “Vida e arte – reproduções cotidianas” Uniritter
– Évilin  Thaoane De Matos Campos , com “Como as mulheres ricas abortam” Uniritter
– Paulo Egídio Bernardi, com “Pioneirismo Estrelado”da Unisinos
2º lugar: Larissa Pessi, com a reportagem “A Longa Espera Para Ser o Plano ‘A'”,da Uniritter
1º lugar: Liz Ribeiro Diaz,com o trabalho “Toda Forma de Poder”da Ufrgs
Grande Prêmio Acadêmico Jornalismo Universitário:
1º lugar: Camila Andrade Pires com a reportagem “Copa Dos Refugiados” –  PUCRS
Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo 2018
Categoria crônica
Menção Honrosa
– Paulo Ricardo Cunha Mendes, com a crônica “Tio do Milho” do Correio do Povo
– Paulo Germano Moreira Boa Nova, com a crônica “O Brasileiro Corrupto” da Zero Hora
– Fabio Prikladnicki,com a crônica “o Livro da Rita” da Zero Hora
2º lugar: Rodrigo Guimarães Lopes “Há Algo Errado no Mundo” da Zero Hora
1º Lugar: Rosane de Oliveira com a crônica “Gracias a la vida que me ha dado tanto” da Zero Hora
Charge Profissional
Menção honrosa
– Elias Ramires Monteiro ?com a charge “Triplex” e com a charge “Dia Internacional da Mulher” do Jornal Primeira Classe
– Gilmar de Oliveira Fraga, com”Habeas Corpus” da Zero Hora
2º lugar: Gilmar Luiz Tatsch, “Lula na Prisão”, Jornal VS
1º lugar: Santiago, “Linha da perda de tempo” Jornal Extra Classe
Fotojornalismo
Menção Honrosa
– Mateus Bruxel, com a fotografia “Os Mascarados do Estreito” da Zero hora
– Luiz Fernando da Silva Gomes, com a foto “O dia da prisão de Lula”  Zero Hora
– Carlos Macedo, com a foto “Horizonte esfumaçado: dois lados de uma eleição” Zero Hora
2º lugar: Mauro Schafer,  “Tumulto na Câmara dos Vereadores”, Correio do Povo
1º Lugar: Ricardo Giusti, “Reforma Não”, Correio do Povo
Categoria Arte
Menção honrosa:
– Melina Gallo de Araujo, “Vida feminina em ciclos”, Caderno Vida de Zero Hora
– Jonathas de Almeida Costa, “O Julgamento”, Caderno Mais Domingo, do Correio do Povo
– Carlos Eduardo Andrade Garcia, Novo projeto gráfico do ZH Campo e Lavoura
2º lugar: Jonathas de Almeida Costa “Os Quadros De 2017 – Retrospectiva” Caderno Mais Domingo, Correio do Povo
1º lugar: Paola Carvalho Gandolfo, “Theatro São Pedro 160 Anos”,  Gaúcha ZH.com
 
Categoria Multimídia Web
Menção honrosa:
– Eduardo Matos, “Água: vamos evitar que ela acabe?”, Gaúcha ZH.com
– Jefferson Bottega, “Missão Tóquio” Gaúcha ZH.com
– Rodrigo Guimarães Lopes, “A Nova Casa Do Brasil Na Antártica” Gaúcha ZH.com
2º lugar: Gabrielle Santos de Paula com o trabalho “Gente à Margem” – do ANU laboratório de Jornalismo Social
1º lugar: Aline Custódio, “Restinga: 50 Anos”, Gaúcha ZH.com
Categoria Vídeo
Menção honrosa:
– Léo Nunez, “TVE Repórter, Quilombos urbanos”
– Simone Feltes, “TVE Repórter, Prédios Ocupados”
– Lisele Félix Veloso, “TVE Repórter, Mães Adolescentes”
2º lugar: Filipe Peixoto, “Caminhos da Safra”, da BandRS
1º lugar: Marcelo Chemale, Fazenda Arado Velho século 21 – a transformação da paisagem de Porto Alegre” – SBT RS
Categoria Audio
Menção honrosa:
– Giane Guerra, “Seguro de Carro Preços variam mais de 150% em POA – Saiba quem paga mais”, Radio Gaúcha
– Cid Martins, “Região Sul lidera casos de coação eleitoral do Pais”, Radio Gaúcha
– Eduardo Matos – “Do Abrigo à Universidade” – Radio Gaúcha
2º lugar: Georgia Santos, “Sobre Nós”, da Rádio Voz
1º lugar: Leno Falk: “Água no Brasil um direito não reconhecido”  Agência Radioweb
Categoria Reportagem Impressa
Menção honrosa:
– Rodrigo Lopes, “Munição para quem?”, Zero Hora
– Raphaela Orlandi Suzin, “Parir da melhor forma”, Correio do Povo
– Juliano Amengual Tatsch, “Poça De Sangue No Chão: O Retrato De Uma Nação Violenta”, Jornal do Comércio
2º lugar: Aline Custodio “O Grupo da escola me Salvou” Zero Hora
1º lugar: Humberto Trezzi “O Poder das Facções”, da Zero Hora

Área Azul digital começa a operar no Menino Deus

A Prefeitura de Porto Alegre, através da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), informa que a partir desta quinta-feira, 20, o novo sistema de estacionamento rotativo da cidade será implantado no bairro Menino Deus.  A região, que teve o serviço suspenso no final de novembro pela empresa Zona Azul Brasil para a substituição dos equipamentos, oferece à população 312 vagas e 13 novos terminais de mobilidade (parquímetros), que recebem pagamentos por cartão de crédito, débito, aplicativo, as tradicionais moedas, além da possibilidade de compra em pontos de venda.

De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, com a entrega da nova área, já são mais de 1600 vagas e 87 parquímetros disponíveis com o novo sistema, totalizando cerca de 38% do parque. “O Menino Deus era uma das regiões com maior número de pedidos de renovação da área azul, por parte dos moradores, comerciantes e prestadores de serviços locais. Representa, portanto, uma entrega bastante relevante para a população”, diz Soletti.

A troca será gradativa e, depois do Menino Deus, vai se estender pela região da Tristeza, Azenha, Floresta, Bom Fim e Moinhos de Vento. A previsão é ter todos os equipamentos substituídos até o fim de março de 2019. Enquanto os trabalhos são executados em uma região, o serviço é suspenso, mas segue nas áreas já atualizadas e em outras em que ainda não substituíram o sistema.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Funcionamento – O sistema de estacionamento rotativo funciona em dias úteis, das 8h às 19h, e aos sábados, das 8h às 13h.

Como usar o equipamento – Pagamentos com moedas, cartão de débito, crédito e NFC (tecnologia de aproximação, ver disponibilidade em seu banco).

– Pressione o botão azul tempo para iniciar a operação

– Pressione o botão verde confirma

– Digite a placa do veículo e pressione confirma

– Insira moedas, se preferir, e confirme. Ou pressione o botão azul para cartão de crédito, débito, NFC (pagamento por dispositivo de aproximação) e confirme

– Escolha o tempo e confirme

– Insira o cartão pré-pago, digite sua senha e tecle entra

Aplicativo – Baixe o aplicativo Digipare no Google Play,  Apple Store ou Windows Store, faça o seu cadastro e gerencie os seus créditos pelo celular.

SMS – Utilize os créditos eletrônicos adquiridos com a plataforma gratuita de SMS. Envie uma mensagem para 27317 com digipare + 51 (código da cidade) + placa do veículo + tempo que desejar em minutos.

Telefone por ligação gratuita – Para utilizar os créditos eletrônicos já adquiridos. Ligue do fixo ou celular para 0800 941 3444 e digite o código para Porto Alegre (51).

Internet – Compre créditos eletrônicos de estacionamento no site digipare.com.br

Sede da empresa – Na sede da empresa, localizada na rua Uruguai, 240, 11º andar, é possível comprar créditos e tirar dúvidas. Também é disponibilizado o e-mail [email protected] e o telefone (51) 3224 7020 para atendimento aos usuários.

Cartão pré-pago – Utilize o estacionamento rotativo com créditos pré-adquiridos no seu cartão. Usuários de cartões do sistema antigo terão o crédito transferido para o novo cartão pela empresa Zona Azul Brasil. Apesar de poucos cartões estarem ativos e em uso, ninguém perderá seus créditos. Quem possuir o cartão ativo, com créditos do antigo sistema, deve se dirigir até o Atendimento ao Cidadão (Erico Verissimo, 100) para transferir os créditos para o sistema atual.

Tarifas:

– 30 minutos, R$ 1,05 (período mínimo)

– 1h, R$ 2,10

– 1h30, R$ 3,15

– 2h, R$ 4,20 (tempo máximo)

Soja chega aos seis milhões de hectares no Rio Grande do Sul

Está praticamente encerrada a semeadura da soja no Rio Grande do Sul, chegando a 97% do total da área estimada para esta safra, que é de 5.890.619 hectares. A informação é da Emater.
Na região tradicional da soja, o Planalto, as lavouras já foram totalmente implantadas, mas no Sul do Estado, onde estão as áreas de expansão, o plantio está paralisado em razão da falta de umidade no solo, com 85% da área estimada inicialmente.
Nesta região há um incremento de área de 7,29% em relação à safra passada. e a cultura apresenta boa germinação, emergência e estande de plantas.
No Norte do Estado, as áreas replantadas com soja apresentam germinação desuniforme devido à baixa umidade do solo.
A falta de umidade é a grande preocupação dos produtores, aliada à alta insolação e ao vento seco, que dificultam a germinação dessas lavouras recém-plantadas e a finalização do plantio de soja desta safra.
A expansão da soja, inclusive em áreas menos propícias, é estimulada pelo mercado internacional e se dá às custas de lavouras tradicionais, como o milho cuja área plantada deve alcançar pouco mais de 700 mil hectares, com possível queda na produtividade por conta da seca.
O trigo, cuja safra já foi concluída, alcançou menos de 700 mil hectares, com redução de 3% na área plantada embora com aumento na produção, por conta do aumento do rendimento que chegou a 2,1 toneladas por hectare.

"Universidade é a última trincheira contra a estupidez", diz jornalista

Em palestra na abertura do seminário da Andifes sobre os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos e 30 anos da Constituição Federal, na terça-feira em Brasilia, o jornalista Luiz Cláudio Cunha conclamou os 63 reitores de Universidades Federais presentes a que “resistam à imbecilidade e à ignorância” que, segundo ele, estão caracterizando a Era Bolsonaro.
Profissionais de várias áreas de conhecimento participaram do debate a respeito da reafirmação da democracia e do direito constitucional à autonomia universitária e à liberdade de expressão.
Em seu longo e contundente pronunciamento, Luiz Cláudio Cunha fez um detalhado relato dos ataques que a instituição universitária foi alvo no período ditatorial, que o presidente eleito abertamente elogia.
O discurso de Cunha, na íntegra:
“Hoje, nesse ato dedicado aos Direitos Humanos e à Constituição, estamos próximos a três datas importantes e relacionadas. Há uma semana, 10 de dezembro, celebramos os 70 anos do documento público mais traduzido do mundo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com seus 30 perenes artigos transcritos em 514 diferentes idiomas do planeta. Cinco dias atrás, 13 de dezembro, lembramos os 50 anos do maior golpe contra os direitos humanos no Brasil: a edição do AI-5, o ato institucional mais implacável da ditadura de 21 anos que, a partir do golpe de 1º de abril de 1964, agrediu duramente a milhares de brasileiros – presos, torturados, mortos, desaparecidos, exilados ou cassados pelo regime dos generais.
E dentro de exatas duas semanas, na primeira terça-feira de 2019, dia inicial do novo ano, teremos os militares de volta ao poder, 34 anos após a queda da ditadura em 1985.
Em 64, os generais tomaram o poder pela força das armas e dos tanques. Agora, em 2019, os generais voltam ao poder pela sacralidade do voto popular. Três décadas passadas do fim da ditadura, temos a volta dos militares e do militarismo, com a proliferação de generais, coronéis e outras patentes na campanha eleitoral, resgatados com votações consagradoras nas assembleias, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, ressuscitados pelo voto com poder e protagonismo nos principais gabinetes dos palácios, dos ministérios e do poder em geral.
Os militares retomam o comando do País porque nós, o povo, elegemos o capitão Jair Bolsonaro e, com ele, seus camaradas. Este é o paradoxo, esta é a tragédia da democracia brasileira. Após 21 anos de regime militar, o militarismo emergente da eleição de 2018 é o avesso de um país que ainda tentava se civilizar, na expressão mais ampla da palavra.
A civilização do processo político é a radicalização do poder civil. A generalização do poder, pela exagerada presença e ingerência dos generais, é a degradação da política. Nenhuma grande democracia no mundo dá tantos poderes a tantos generais.
Nem os cinco generais-presidentes da ditadura de 64 deram espaço tão desmedido aos militares como o capitão-presidente da democracia de 2018. O primeiro deles, Castello Branco, tinha só 5 oficiais-generais no ministério. O segundo, Costa e Silva, o terceiro, Garrastazú Médici, e o quarto, Ernesto Geisel, tiveram, cada um, 7 militares em suas equipes de governo. O último da ditadura, João Figueiredo, abrigou 6 militares.
O governo do capitão Jair Bolsonaro terá  9 militares em postos chaves do ministério:
Um general no Gabinete de Segurança Institucional(Augusto Heleno), outro na Defesa (Fernando Azevedo e Silva), mais um na Secretaria de Governo (Carlos Alberto dos Santos Cruz). Terá um almirante nas Minas e Energia (Bento Costa Lima), outro general na Comunicação (Floriano Peixoto Vieira Neto), outro mais na Secretaria de Assuntos Estratégicos (Maynard Marques de Santa Rosa), um tenente-coronel na Ciência e Tecnologia (Marcos Pontes), um capitão na Infraestrutura (Tarcísio Gomes de Freitas) e um capitão na Transparência, Fiscalização e CGU (Wagner Rosário).
A overdose de militarismo revive a Guerra Fria e sua paranoia anticomunista. Os fantasmas ressurgem quando se constata que o capitão exalta e elogia o tempo infeliz dos generais. “Eu sou a favor da ditadura, de um regime de exceção”, confessou Bolsonaro na Câmara dos Deputados, em 1993, quando iniciava o terceiro de seus sete baldios mandatos de deputado, sempre na massa obscura do baixo clero. 
Os números crus da ditadura louvada com desfaçatez pelo capitão mostram a gravidade do que pensa e diz o futuro presidente sobre o regime de exceção. Alguns dados que deveriam vexar o insensível capitão Bolsonaro: 500 mil cidadãos investigados pelos órgãos de segurança; 200 mil detidos por suspeita de subversão; 50 mil presos só entre abril e agosto de 1964; 10 mil torturados; 10 mil exilados; 4.862 mandatos cassados, de presidentes a vereadores; 1.312 militares reformadas; 1.148 funcionários públicos exonerados; 1.202 sindicatos sob intervenção; 49 juízes expurgados; três ministros do Supremo afastados; o Congresso Nacional fechado 3 vezes; censura prévia à imprensa, rádio, TV e às artes; 434 mortos pela repressão, 144 deles desaparecidos até hoje.
A ditadura aclamada por Bolsonaro atacou com violência também o que mais assusta os tiranos: a Universidade, o santuário do conhecimento, o baluarte do livre-pensamento, a sede da consciência crítica. Cerca de 300 professores foram punidos e afastados apenas entre  1964 e 1971, conforme apuração do respeitado historiador mineiro Rodrigo Patto Sá Motta.
Os expurgos também atingiram os reitores. Com base no AI-5, a ditadura aposentou os reitores da USP e da UFMG e os diretores de outras cinco faculdades — no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Os militares perceberam que a truculência do AI-5 não bastava para cessar a resistência ao golpe nas universidades. Dois meses depois, fevereiro de 1969, editaram o Decreto-Lei 477, para atacar diretamente as organizações estudantis. Mais de 1 mil estudantes foram expurgados, e proibidos por três anos de se matricular em outra faculdade.
Só em 1969 o surto punitivo afastou 140 professores, entre eles paradigmas como os físicos Mário Schemberg e José Leite Lopes, o sociólogo Florestan Fernandes, o parasitologista Luiz Hildebrando Pereira, a historiadora Maria Yedda Linhares, entre outros. A ditadura afiou suas garras em 1970 e enxertou nas principais universidades do país 40 Assessorias de Segurança e Informação (as execráveis ASI), braço longo e dedo duro do onipresente SNI, o Serviço Nacional de Informações.
Alguns reitores anteciparam o serviço sujo antes de Brasília, criando seu próprio sistema de informação ainda em 1968. A Universidade de São Paulo, por exemplo, que não integrava a rede federal e não estava obrigada a isso, criou ela mesma a sua ASI. A USP levou 40 anos para corrigir um grave erro de conduta que manchava sua biografia. Em abril de 2014, o Instituto de Química da universidade inaugurou uma estátua e revogou a demissão por abandono de cargo a que tinha submetido a professora Ana Rosa Kucinski. Durante quatro décadas, apesar dos testemunhos e evidências, a USP ignorou que Kucinski e seu marido, Wilson Silva, físico lá formado, tinham sido sequestrados pelos militares por ligações com a guerrilha da ALN. O casal, até hoje, está entre os desaparecidos pela repressão.
O historiador Sá Motta encontrou um documento constrangedor de uma conversa do reitor da UFRJ com o cônsul americano, logo após o golpe de 64. Indagado sobre estudantes presos num arrastão do PCB, o reitor se esquivou, dizendo: “Tenho um acordo com o DOPS para que os agentes evitem prender estudantes dentro do campus. Nada tenho contra prisões feitas a partir do portão de saída…”, disse o magnífico, lavando as mãos.
Esse conluio entre regime militar e universidade foi mais intenso e ignóbil aqui mesmo, na capital brasileira, quando os generais aclamados pelo capitão-presidente profanaram a sagrada autonomia da Universidade de Brasília, a academia que estava no coração da nova ordem sem coração, o regime que combatia a força das ideias pela ideia da força armada, desalmada, desatinada. Um regime que expurgou da UnB seus dois primeiros reitores, nomes primeiros da educação e do compromisso ético com a escola e com a liberdade do pensamento:
Darcy Ribeiro, criador e fundador da UnB, e Anísio Teixeira, lançador do movimento da ‘Escola Nova’, uma escola que enfatizava o desenvolvimento do intelecto e a capacidade de julgamento — tudo aquilo que sofre censura do ordinário projeto da ‘escola sem partido’ sonhado pelo capitão e sua turma. A nova ordem que trazia a desordem institucional afastou ambos — Darcy e Anísio — da UnB, de Brasília, das escolas, dos jovens, do país.
Juntos, Darcy e Anísio, as duas referências maiores da UnB, permaneceram apenas 25 meses à frente da universidade. O mais longevo reitor em Brasília resistiu no cargo 106 meses, quase nove anos. Resistiu porque era um militar, um interventor, um duro preposto da nova ordem que desprezava a velha ordem democrática, um capitão como Bolsonaro: o novo reitor, José Carlos Azevedo, era um capitão-de-mar-e-guerra da Marinha, o que não deixa de ser simbólico da visão estreita que a ditadura tinha da universidade.
Azevedo desembarcou na UnB em maio de 76, uma semana após o ‘Dia Nacional de Lutas contra Prisões Arbitrárias’. O capitão começou punindo os estudantes, os estudantes reagiram com uma greve de quatro meses e Azevedo chamou a PM. Era a quarta invasão armada do campus, desde o golpe de 64. Mais de mil estudantes foram expulsos, bem como professores de esquerda. Azevedo era homem de confiança do CENIMAR, o serviço secreto da Marinha que sequestrou Honestino Guimarães, um estudante de Geologia de 18 anos.
Presidente da UNE na clandestinidade, ele foi preso pela Marinha no Rio, torturado pelo Exército em Brasília e levado pela Aeronáutica ao Araguaia, onde foi executado e enterrado na selva pelas tropas que combatiam a guerrilha. Honestino, como Kucinski, é um dos desaparecidos da ditadura. O capitão-reitor ainda convocaria mais duas vezes a PM para sustentar sua gestão linha-dura, que só acabaria em março de 85, três dias antes que o último general da ditadura, seu amigo João Figueiredo, deixasse o Planalto pela porta dos fundos para não passar a faixa ao sucessor civil.
Os grandes homens, como dizia a Oração Fúnebre do ateniense Péricles, estão guardados em nossos corações e mentes, mas também esculpidos na pedra dos monumentos, dos museus, das escolas. Aqui na UnB temos a Fundação Darcy Ribeiro, o Pavilhão Anísio Teixeira, a revista Darcy e o Memorial Darcy Ribeiro, que ele mesmo – fiel ao seu estilo sedutor – batizou como ‘Beijódromo’. O DCE da UnB tem o nome de Honestino, que ainda batiza o Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. A ponte que cruza o lago Paranoá teve, por dois anos, o nome de Honestino, mas uma decisão da Justiça, em 2017, devolveu ao lugar o batismo original Ponte Costa e Silva, o general que firmou o AI-5 que liberou a repressão mais sangrenta que fez desaparecer Honestino e tantos outros. O capitão Azevedo morreu em fevereiro de 2010 — e não tem um só espaço com seu nome na UnB que ele ultrajou e oprimiu. Azevedo foi descartado no lixão do esquecimento.
Lamento o revisionismo histórico do capitão Bolsonaro e daqueles que, de forma apressada, carimbam como terroristas todos os que chegaram ao limite da própria vida para confrontar o arbítrio. É uma leviandade que fere os fatos, a memória e principalmente a universidade, a nossa universidade. Foi na parcela mais consciente, mais insubmissa, mais generosa da juventude que se buscou a força do bem para o bom combate, o justo combate ao mal da força e da prepotência.
Esse bando de irmãos estava aqui, na universidade. Para eles, Shakespeare escreveu, em Henrique V : “… E nenhuma festa de São Crispim acontecerá/ Desde este dia até o fim do mundo/ Sem que nela estejamos lembrados;/ Nós poucos, nós poucos e felizes, nós bando de irmãos;/ Pois quem hoje derramar seu sangue comigo,/ Será meu irmão; seja ele o mais vil que for/ Este dia enobrecerá sua condição.”
“We few, we happy few, we band of brothers…”
Foi da universidade, desse bando de irmãos, que se elevou o protesto mais veemente, a rebeldia mais indignada, o gesto mais altivo contra o mal, a prepotência, a força. Repudiando o que fizeram aqui, ao atropelar a sagrada autonomia da universidade, denunciando o que fizeram ali, ao afrontar o sagrado império da lei, ao violar a Constituição, o Parlamento, os tribunais, as liberdades, ferindo os direitos humanos, machucando o corpo humano.
Muitos jovens deste país poderiam ter calado, ter sufocado, ter consentido com o que se fazia e desfazia. Mas, reagiram, buscaram as ruas, as escolas, os parlamentos. Quando esses espaços foram cercados, ocupados e desfigurados pela força, foram obrigados à resistência e ao confronto extremo. No limite do insuportável, abandonaram famílias, carreiras, amigos, afetos e a luz do dia para um combate desproporcional, arrojado, irrestrito, utópico contra a violência que atingia a todos. Não fizeram aquilo porque eram mandados, comandados, teleguiados. Fizeram tudo aquilo porque queriam, porque sentiam, porque deviam, pelo justo imperativo da sobrevivência, pelo forte motivo da urgência, pelo simples dever de consciência. Arriscaram suas vidas, acabaram suas vidas lutando e combatendo por nossas vidas.
Que se diga ao capitão Bolsonaro! Esses jovens foram resistentes, como a Resistência francesa que lutou contra o invasor e o opressor nazista. Foram inconfidentes, como os heróis da conjuração mineira que anteciparam o grito por liberdade. Foram combatentes, como os jovens do exército brancaleone de George Washington que desafiaram o Império britânico para estabelecer os fundamentos do regime democrático. Foram insurgentes como os negros que combatiam o apartheid na África do Sul.
Lutaram pela liberdade contra a opressão de exércitos, regimes e sistemas que só sobrevivem à custa da liberdade dos outros. Fizeram levantes sancionados pelo direito imemorial e universal à luta contra a tirania.
Que se explique ao capitão Bolsonaro! Guerrilha não se confunde com terrorismo, definido sim pelo deliberado objetivo de infundir terror entre a população civil, sob o risco assumido de vítimas inocentes – como no caso do terror consumado do 11 de Setembro nas Torres Gêmeas de Nova York, como no caso do terror frustrado da bomba do DOI-CODI no Riocentro do Rio de Janeiro. É por isso que ninguém, nem mesmo um cínico, se atreve a escrever “terroristas de Sierra Maestra” ou “terroristas do Araguaia”. Eram guerrilheiros, não terroristas.
Que se esclareça ao capitão Bolsonaro! Terrorista era o Estado, que usou da força e abusou da violência para alcançar e machucar dissidentes presos, indefesos, algemados, pendurados, desprotegidos diante de um aparato impiedoso que agia à margem da lei, na clandestinidade, nos porões, torturando e matando sob o remorso de um codinome, encoberto na camuflagem de um capuz.
Que se lembre ao capitão Bolsonaro! Terroristas eram os assassinos de Honestino Guimarães, Vladimir Herzog, David Capistrano da Costa, Manoel Raimundo Soares, Stuart Angel Jones, Manoel Fiel Filho, Paulo Wright, Zuzu Angel e tantos outros. Ulysses Guimarães ensinou, na promulgação da Constituição de 1988: “A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”, reforçou Ulysses.
Aos guerrilheiros que combateram a ditadura, minha emoção. Aos cínicos, como o capitão Bolsonaro, meu lamento.
Ao cinismo se soma, também, a visão obtusa que o capitão-presidente tem de áreas cruciais para a qualidade de vida dos brasileiros. Para o Ministério da Educação, o capitão teve um bom lampejo inicial: a indicação de um respeitado ex-reitor de Pernambuco, Mozart Neves Ramos, que presidiu esta ANDIFES em 2002. O nome não emplacou porque recebeu um absurdo, inexplicado veto da bancada evangélica, que tem influência bíblica sobre o novo governo.
Emparedado pela religião, o capitão-presidente não chegou ao exagero de convocar um general, mas trouxe alguém que os molda. O colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, brasileiro naturalizado há 20 anos, é professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), passagem obrigatória para majores e tenentes-coronéis que ambicionam ser generais, o topo da carreira. O homem da Educação de Bolsonaro é, como seu capitão comandante, um nostálgico da ditadura. Vélez escreveu no seu blog: “1964 é uma data para lembrar e comemorar… ela nos livrou do comunismo”.
Vélez criticou a Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações aos direitos humanos pela ditadura e responsabilizou os cinco generais-presidentes pelos 434 casos de mortes e desaparecimentos praticados por 377 agentes públicos do regime militar. Para o mal-educado Vélez, a CNV foi “mais uma encenação para a ‘omissão da verdade’… a iniciativa mais absurda que os petralhas tentaram impor”. Assombrado ainda pelos demônios da Guerra Fria do século passado, Vélez diz que “os regulamentos do MEC fizeram os brasileiros reféns de um sistema de ensino afinado com a tentativa de impor à sociedade uma doutrinação de índole cientificista e enquistado na ideologia marxista…” E por aí vai o emérito professor dos futuros generais!…
O novo chanceler, Ernesto Araújo, vem também do baixo clero do Itamaraty. Como seu chefe, idolatra Donald Trump, para ele, ”o único que pode salvar o Ocidente”. Missão frívola dada pelo capitão ao chanceler, segundo ele: “Libertar o Itamaraty do marxismo cultural”.
Tudo, no iminente governo do capitão, é coisa de comunista! Araújo diz ter uma cruzada sacrossanta: “Ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista, um sistema anti-humano e anticristão pilotado pelo marxismo cultural. A fé em Cristo significa lutar contra o globalismo… abrir-se para a presença de Deus na política e na história”. Traduzindo isso aí, como diz Bolsonaro: o Brasil acima do globalismo, Deus e Trump acima de todos…
O saudosista Vélez e o messiânico Araújo são duas invenções — que o capitão engoliu — de uma figura ainda mais bizarra, um brasileiro enquistado há uma década numa pequena cidade da Virgínia, nos Estados Unidos. Olavo de Carvalho é um exótico ex-astrólogo que se tornou, via internet, um guru do clã Bolsonaro e da direita radical brasileira.
Autoproclamado filósofo, embora sem título universitário, Olavo foi muçulmano e marxista na juventude e agora, na maturidade dos 70 anos, converteu-se em cristão fundamentalista e em conservador extremado. É recomendável tirar as crianças da sala, antes de ouvir suas arengas aberrantes no YouTube, onde ele troca as vírgulas por palavrões cabeludos. Na sua alucinada arrogância, o ex-professor de astrologia e alquimia investe contra alguns dos cérebros mais brilhantes da humanidade. Para Olavo, Charles Darwin é o pai do nazismo, Isaac Newton é burro, Galileu Galilei é charlatão e Albert Einstein é uma fraude.  
Da cabeça amalucada de Olavo, que faz a cabeça do capitão-presidente, são excretadas algumas das frases mais grotescas do anedotário nacional. Alguns exemplos: “O general Geisel era comunista”, “cigarro não dá câncer”, “querem trocar a religião católica por uma religião biônica mundial”, “a Pepsi-Cola usa células de fetos abortados como adoçante”, “o nazismo e o FMI são de esquerda”, “a astrologia é a única ciência com discurso racional do começo ao fim”, “não há a menor prova do sistema heliocêntrico de Copérnico”.
Mais um pouco, e o atrevido Olavo ainda vai convencer o crédulo Bolsonaro de que a terra é, de fato, plana!… Olavo é autor de um best-seller que já vendeu 320 mil exemplares, intitulado O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota. Pelo conteúdo desmiolado de seu desarranjado processo mental, Olavo certamente não leu o mínimo que deveria para não ser um idiota…
Certa vez, numa mesa do mítico bar Veloso, em Ipanema, o humorista Millôr Fernandes definiu para o compositor Tom Jobim: “O mundo tem muitos idiotas, Tom, mas felizmente estão todos nas outras mesas…”. O admirável mundo novo da internet, para nossa infelicidade, trouxe gente como Olavo de Carvalho para as mesas de todos nós! E, para azar do Brasil, inoculou Olavo na cabeça de Bolsonaro.
Como expressão da minguada importância que dedica ao Meio Ambiente e aos Direitos Humanos, o capitão deixou por último a definição das duas pastas. Para o Meio Ambiente, Bolsonaro chamou o advogado Ricardo Salles, fundador do Movimento Endireita Brasil, que no ano passado tentou vender 34 florestas e estações experimentais de madeira em São Paulo, apesar de ser o secretário de Meio Ambiente do Governo Alckmin.
Alinhado com o seu capitão — que desistiu de fazer no Brasil em 2019 a Conferência do Clima, a COP 25, e ameaça abandonar o Acordo de Paris endossado por 195 países —, Salles apareceu batendo continência para outra maluquice do futuro governo: “A discussão sobre aquecimento global é secundária. É uma discussão inócua, agora…”, trovejou o ministro. Ele apenas ecoa outra predatória ideia do astrólogo Olavo, que desclassifica toda a agenda ambiental do planeta como um reles, pueril ‘alarmismo climático’.
Só no ano passado, segundo a ONG alemã GermanWatch, 11.500 pessoas morreram por conta de ciclones, deslizamentos, inundações e furacões, entre outros desastres. Eles provocaram danos econômicos que chegam a 375 bilhões de dólares. O Brasil perde 1,4 milhão de hectares de vegetação natural por ano, mais que a metade da área de Alagoas. Só em abril, o desmatamento da Amazônia foi 84% maior do que no mesmo período do ano passado. A grande floresta perdeu 20% da vegetação nos últimos 50 anos.
O dióxido de carbono, apesar da ignorância acumulada de Bolsonaro e Olavo, é o gás da poluição que provoca o efeito-estufa, desequilibra a natureza e eleva a temperatura do planeta, derrete os polos e dizima espécies de mamíferos, aves, peixes e répteis. De 1970 para cá, essa população diminuiu em 60%.
Esse irresponsável ‘alarmismo’ levou um choque brutal de realidade na sexta-feira, 14, aqui mesmo no Brasil. Em Antonina, cidade do litoral refrescante do Paraná, um dos Estados mais frios do país, a sensação térmica na manhã de sexta-feira chegou a 57ºC! Se isso não é consequência do aquecimento global, capitão Bolsonaro, só pode ser coisa da ‘ideologia globalista ou do sistema anticristão do marxismo cultural!…
Ontem, segunda-feira, na própria cidade onde mora o capitão, o Rio de Janeiro fervia com uma sensação térmica de 45ºC. Só pode ser perfídia de comunista! E o verão nem começou…
Finalmente, para fechar o espetáculo, Bolsonaro escolheu a ministra dos Direitos Humanos.  A pastora Damares Alves logo viralizou na internet com um vídeo de 2016 onde ela aparece, quase possuída, diante dos fieis de sua igreja batista em Belo Horizonte, lembrando o dia em que, com 10 anos — prestes a cometer suicídio —, teria ficado cara a cara com Jesus num pé de goiabeira. Ela narrava o seu drama pessoal, de uma criança traumatizada aos 6 anos pelo abuso sexual que sofreu de um pastor evangélico. É uma catarse de forte conteúdo emocional, que comoveu muitos e assustou outros tantos.
É sempre tocante um depoimento transtornado pela memória de uma criança violentada, um ato bestial que todos condenamos. Mas, a purgação pública de Damares, que se expôs na igreja como pastora, sem imaginar que seria ministra dois anos depois, tem um grave problema. À mulher de César… Ou melhor, à mulher ministra de Bolsonaro não basta ser sensata. É preciso parecer sensata.
É bom lembrar que a expiação dramática de Damares, no limite de um surto nervoso, não é o depoimento de uma criança de 10 anos, mas a narrativa de uma mulher então na maturidade de seus 52 anos. O desempenho carregado de angústia e agonia da pastora, beirando o desequilíbrio emocional, não passa uma boa impressão sobre a sensatez que se espera de uma ministra mentalmente equilibrada que precisa tratar com bom senso dos temas complexos de sua pasta — Mulher, Família e Direitos Humanos. 
A questão mais grave que envolve Damares não é o constrangedor relato sobre Jesus no pé de goiaba. Ela ainda defende valores conservadores e religiosos contra o abortamento num país onde 1 milhão de abortos induzidos, proibidos por lei, são praticados anualmente. O aborto inseguro e clandestino causou a morte de 203 mulheres em 2016, um óbito a cada dois dias, duas mil mortes nos últimos 10 anos, segundo o Ministério da Saúde. Damares promete continuar na luta para manter essa criminosa ilegalidade.
Um temor ainda maior é a visão religiosa extremada que a ministra tem sobre a relação criança e escola, ferindo frontalmente o princípio civilizado da separação entre Estado e Igreja, consagrado na Constituição que expressa a soberania do Estado Laico. Na mesma igreja onde contou sobre Jesus e a goiabeira, Damares expressou uma perversão que o repórter Bernardo Mello Franco, de O Globo, revelou ao país: sua funda descrença na escola e sua fé radical na igreja. Disse Damares: “Chegou a nossa hora. É o momento da igreja de Jesus ocupar a nação. É o momento de a igreja governar. As instituições piraram. Só uma não pirou: é a igreja de Jesus… A escola não é mais lugar seguro para nossos filhos. O único lugar em que seu filho está protegido é o templo, a igreja!…”
Dessa vez, não era um surto, nem um depoimento alucinado. Era apenas a firme convicção da pastora que virou ministra. E isso é muito mais grave do que o desvario na goiabeira… O capitão Bolsonaro deveria, num sermão particular com Damares, explicar a ela que este não é o momento da igreja governar. Nem agora, nem nunca, já que vivemos numa democracia, não num Estado teocrático. O Brasil não precisa ser ‘ocupado’ por nenhuma igreja. As instituições não piraram e ninguém precisa subir em pé de goiaba para descobrir o lugar certo para nossos filhos. A escola, que dispensa qualquer desatino místico, será sempre o lugar certo, seguro e sensato para as crianças brasileiras.
Essa é a inacreditável barafunda de pensamentos obtusos, definições esdrúxulas, bobagens explícitas, boçalidade galopante e rombuda burrice que parecem intumescer alguns cérebros do iminente Governo Bolsonaro.
São evidências assustadoras que resumem uma overdose acumulada de militarismo redivivo, uma visão retrógrada da realidade, uma clara intolerância intelectual, um medieval fundamentalismo religioso e uma absurda repulsa a marcos civilizatórios consagrados nos países mais avançados do mundo. O Brasil de Bolsonaro — de seus avatares autoritários e astrólogos influentes, de seus diplomatas e professores impregnados de ideologia que fingem combater, de seus fanáticos pirados pela fé e pela salvação divina —, o Brasil do capitão ameaça uma marcha batida pelos coturnos da insensatez,  na contramão do progresso, do conhecimento e da história.
Os direitos humanos — que hoje celebramos aqui — estarão sempre ameaçados quando a estupidez interdita a inteligência. A universidade é nossa última trincheira de resistência.
Reitoras e Reitores, por favor, resistam à imbecilidade e à ignorância!
*Luiz Cláudio Cunha, jornalista, foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e é autor de Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios (ed. L&PM, 2008). e-mail: [email protected]
 
 

Rasga Coração, o filme,  fiel a peça de Vianinha

Francisco Ribeiro 
           O conflito de gerações, tema central da peça Rasga coração – escrita por Oduvaldo Viana Filho (1936-1974), o Vianinha, nos anos de chumbo da ditadura militar –, ganha atualização na adaptação fílmica de Jorge Furtado sem, contudo, perder o vigor do texto original. Vianinha escreveu Rasga coração nos dois últimos anos de sua curta vida, abreviada por um câncer pulmonar. Morreu sem vê-la encenada.
A peça compreende um período histórico de 40 anos. Dos anos 1930 ao começo da década de 1970. Da era Vargas ao pós-1968. Um abismo de tempo, mas onde ainda era fácil uma geração entender a precedente. Assim, Custódio Manhães, ou melhor, Manguari Pistolão, um comunista old school no estilo do velho partidão tem problemas de relacionamento com o filho, Luca, um adolescente neo-hippie, adepto da macrobiótica e para quem o único engajamento possível é a defesa do meio ambiente.
A peça, devido à censura, só foi liberada em 1979, já em plena “Abertura” e volta dos exilados. Teve a sua primeira montagem em 1979, com atuações, entre outros, de Raul Cortez e Vera Holtz. Foi um arraso. Ficou um tempão em cartaz, apresentações por vários palcos através do país, marcando, como Furtado, todos que a viram, graças, principalmente, a exuberante performance de Cortez no papel de Manguari Pistolão. Inesquecível.
O filme
           
Há vários tipos de adaptação, da mais fidedigna, quase uma ilustração da concepção original – romance, conto, peça – a outras (tipo baseado em, ou inspirado em) que de tão livres só tem de comum com a fonte o título, às vezes nem isso. Furtado, além de respeitar as intenções de Vianinha manteve, algo comum na adaptação de textos teatrais, boa parte dos diálogos da peça. Também utiliza a mesma estratégia do autor para viajar do presente ao passado através das comparações que Manguari (Marco Ricca) faz entre ele e Luca (Chay Suede) em situações análogas. Seja através dos conflitos com o pai (Nélson Diniz), ou do contraponto efetuado pelo amigo morto, Lorde Bundinha (George Sauma), um ser anárquico, pândego, devasso, artista, meio dândi, meio lúmpen.
Respeitado o essencial, Furtado contextualizou as ações para entre a virada dos anos 60-70 do século passado (flashback) à segunda década deste. O mundo é outro, a cidade ficou violentíssima e a cena, vista da janela, do corpo e do sangue na calçada de Copacabana passa longe de ser uma simples metáfora do Rio de Janeiro atual. Mas o mundo continua cheio de boas causas para lutar: sociais, caso de Manguari; ambientais, no de Luca, que passou de macrobiótico a vegano na versão cinematográfica.
Há outras mudanças. Não escapou da atualização de Furtado um certo  olhar sobre a polêmica questão de gênero. Nisto, Luca tem como cúmplice Mil (Luisa Arraes), a namorada, que se veste como homem, enquanto ele, ao longo da história, vai adquirindo cada vez mais trejeitos femininos, pinta as unhas e termina vestido num saiote oriental. Esta “transgressão” indumentária substitui o cabelo comprido de Luca no texto de Vianinha como origem do futuro confronto.
A conduta “desviante” segue a repressão institucional, pois, segundo a visão reacionária, conservadora do diretor da escola, a “licenciosidade” dos alunos – roupas, drogas, sexo – conduzirão, se continuar, o estabelecimento aquilo que a geração de Manguari chamava de frege, bagunça. O protesto estudantil eclode e o velho Manguari, mesmo sem imaginar que o filho se torne um bolchevique, vê com simpatia o movimento e adere como braço auxiliar, embora discorde das táticas.
Soa sempre engraçado a maneira como as novas gerações olham as velhas. No filme, Manguari escreve um plano de ações que lido por Mil na assembléia estudantil é caçoado por parecer um roteiro turístico. Não importa, vale a postura combativa, a capacidade imorredoura da sociedade, ou uma parte dela, de num determinado momento mandar a classe dirigente a merda, se organizar, sair para as ruas.
Furtado, numa entrevista, disse ter percebido que Rasga coração ganhara atualidade durante as Jornadas de Junho, em 2013, quando jovens de todo o país saíram às ruas, inicialmente, em protesto contra o aumento de 20 centavos da passagem de ônibus. O movimento ganhou amplitude e serviu de batismo político para muita gente. Mostrou que a capacidade de contestar não estava anestesiada.
Mas em Rasga coração o quesito alienação versus conscientização é mais complicado. Luca, de uma postura reivindicatória e radical, muda para outra, alternativa. Ela é incompreensível para Manguari que, humildemente, quer apenas entender o filho. Este, entretanto, já não considera o pai como um revolucionário, mas sim um acomodado, gado, como os demais, pegando o ônibus para ir ao trabalho.
Ponto de vista de Luca: fora à revolta dos Cabanos e da guerra de Canudos (onde morreu todo mundo) a história do Brasil é um eterno “arriar de calças”.
A posição de Manguari: (…) “eu sempre estive ao lado dos que têm sede de justiça, menino. Eu sou um revolucionário, entendeu? (…) Você é o covardezinho que quer fazer do medo de viver um espetáculo de coragem”.
O conflito se estabelece e já que o diálogo foi abolido, Luca, mesmo contra a sua vontade, é posto para fora do ninho. Adeus adolescência. Sem rancor. Será? Conflitos de geração e do tempo. O novo às vezes parece velho, e o antigo pode continuar a ser revolucionário. Não se trata de ter ou não razão e os dois pontos de vista são plausíveis desde que não termine num diálogo de surdos. Rasga coração.
Marco Ricca veste bem a pele de um funcionário público que não jogou a toalha, onde ainda vive o Manguari que conservou seus ideais, ou parte deles, os sonhos de quem já quis mudar o mundo. Utopias que aos olhos de Luca podem parecer doentes como o ar, a água, a comida, as cidades. Resistir. E Manguari, mesmo pra lá de escaldado, não se tornou um conformista, mesmo que não transe mais com a mulher, Lena (Drica Morais) ou que se masturbe, sexo voyeur, olhando a vizinha na janela do prédio da frente.
Entre Luca e Manguari, o amor incondicional da mãe, mulher, Lena, cujo horizonte vai pouco além da lista, sempre sujeita a cortes, do supermercado, ou o desejo, sempre postergado, da reforma do apartamento. Ela retrata bem aquilo que o escritor João Antônio (1937-1996), outro ex-morador da princesinha do mar, denominou de classe mérdea (sic).  “O sol já não bate no parapeito da janela (…) não queima o cotovelo”, comentam, cena final, Lena e Manguari. Não foi só isso que mudou. A luta continua.
Vianinha
 
De volta ao texto de Vianinha, percebe-se que no discurso de Luca, Vianinha antecipa, em parte, o pensamento de Fernando Gabeira, ex-guerrilheiro, que em sua volta ao Brasil, 1979, fará da política do corpo, da ecologia, da alimentação natural, algumas de suas bandeiras. Isto culminará, na década seguinte, com a criação do Partido Verde. Assim, Luca pode ser considerado um “verde” avant la lettre.
Isto é uma prova das antenas superligadas de Vianinha que como ator e autor viveu, profissionalmente, algumas das mazelas expostas em Rasga Coração. Como ator, o processo de conscientização do jornalista Marcelo em O desafio (1965, de Paulo César Sarraceni). Ou  o de Flávio, um desempregado, também em conflito com o pai, de Um homem sem importância (1971, de Alberto Salva).
Por fim, como um dos criadores da primeira versão de A grande família (Rede Globo, 1972-1975), onde o personagem Tuco (Armando Queiroz), também um neo-hippie, lembra Luca, mas num período onde a discussão política, por causa da censura, era proibida.  O comportamento de Tuco era uma das poucas transgressões “permitidas” numa época em que boa parte da sociedade brasileira – anestesiada pelo consumo, graças “milagre econômico” – esquecia as prisões, a tortura, os “desaparecimentos”.
Mas não faltavam focos de resistência, e a arte – música, cinema, teatro, literatura – apesar da censura era um deles. Como dramaturgo Vianninha expôs em Rasga coração o conflito, as contradições que conhecia muito bem por tê-las vivido, como muita gente, em casa. Manteve-se politicamente engajado até o fim num tempo onde isso era risco de vida. Tempo também onde a música era boa, cheia de poesia como a existente nas letras das belas canções do filme – Tom Zé, Capinan, Macalé, etc – que trazem um pouco da atmosfera da época em que Vianinha escreveu a peça. Uma justa homenagem.
 
 
 

Porto de Pelotas chega a 1 milhão de toneladas em 2018

A movimentação de cargas no Porto de Pelotas, de janeiro a novembro, registrou aumento de 11% em relação ao mesmo período no ano passado.
Foram 816 mil toneladas em 2017, saltando para 907 mil toneladas em 2018.
O volume ainda supera a movimentação total do ano anterior, que foi de 899 mil toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pela Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG).
O porto de Pelotas foi recuperado em parceria com a Celulose Riograndense, para o transporte de toras de madeira para a fábrica em Guaiba.
“A parceria com a Celulose Riograndense é uma escola para que outras empresas possam ver o grande potencial logístico gaúcho”, explicou o diretor superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco.
A perspectiva é que a movimentação total de 2018 se aproxime de um milhão de toneladas, colocando a instalação pelotense no mesmo patamar do Porto de Porto de Alegre.