Autor: da Redação

  • Maioria do STF vota por verba proporcional para negros já na eleição 2020

    Maioria do STF vota por verba proporcional para negros já na eleição 2020

    O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou hoje (2) maioria de seis votos para que os partidos promovam, já nas eleições municipais deste ano, a destinação proporcional aos candidatos negros dos recursos de financiamento de campanha e do tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio.

    O julgamento ocorre em plenário virtual, no qual os ministros têm um prazo para votar por escrito, que se encerra às 23h59 desta sexta-feira (2/10). Confirmando-se a maioria já formada, fica mantida a liminar (decisão provisória) concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski em 10 de setembro, a pedido do Psol.

    Em agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que cada partido deve dividir sua parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral) e do tempo de campanha no rádio e TV de modo proporcional entre candidatos negros e brancos. Entretanto, prevaleceu na ocasião o entendimento de que a medida somente se aplicaria a partir de 2022.

    O Psol abriu então uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) pedindo a liminar para que a divisão fosse aplicada já nas eleições municipais deste ano. Ao analisar a questão, Lewandowski concluiu não haver prejuízo aos partidos, que teriam tempo suficiente para se adequarem à medida antes do início da campanha eleitoral.

    Na decisão liminar, Lewandowski escreveu não ter havido mudança em regras eleitorais que justificasse a postergação da medida, mas somente uma determinação para que se aplique tratamento igualitário na divisão dos recursos, de acordo com os preceitos constitucionais.

    No voto proferido agora, o ministro voltou a escrever que a medida contribui para a construção de “uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social, livre de quaisquer formas de discriminação”.

    Até o momento, acompanharam o relator os ministros Luís Roberto Barroso (atual presidente do TSE), Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O único a divergir, até agora, foi o ministro Marco Aurélio Mello, para quem a divisão proporcional dos recursos é medida necessária, mas que deveria partir do Legislativo.

    Questionamentos

    Partidos políticos alegam que não sabem como aplicar a nova regra. Pressionado, o minsitro Lewandowski divulgou na última quinta-feira as regras de como deve ser aplicada – já nas eleições deste ano – a reserva de recursos para candidatos negros.

    O ministro estabeleceu que, para calcular os recursos destinados a negros, cada partido deverá primeiramente separar candidaturas masculinas e femininas, independentemente da raça – a legislação impõe uma cota de 30% para mulheres. Depois, cada legenda deverá calcular o porcentual de candidatas negras em relação ao total das candidaturas femininas do partido, bem como o percentual de candidaturas de negros em relação ao total dos candidatos.

    A divisão dos recursos deverá obedecer a proporção de homens negros no universo de candidatos, e a quantidade de mulheres negras no universo de candidaturas femininas da legenda. Cabe a cada candidato declarar sua raça à Justiça Eleitoral.

    A decisão foi tomada após o ministro receber ofício de Barroso, com questionamentos dos partidos sobre a aplicação das novas regras neste ano. Em reunião por videoconferência na quarta-feira, siglas de diferentes matizes ideológicos criticaram a aplicação da regra já nestas eleições, apontaram para os riscos de candidaturas laranjas, além de acusar o Judiciário de invadir as competências do Congresso.

    Embora sejam mais da metade dos habitantes do País, os negros permanecem sub-representados no Legislativo – são 24,4% dos deputados federais e 28,9% dos estaduais eleitos em 2018, segundo o IBGE.

    Com informações da Agência Brasil

  • Engenheira ambiental Nanci Walter é eleita presidente do Crea gaúcho

    Engenheira ambiental Nanci Walter é eleita presidente do Crea gaúcho

    A engenheira ambiental Nanci Walter será a primeira mulher a presidir o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul. Será também a primeira vez que alguém desta área da engenharia preside o Conselho gaúcho.

    Ela foi eleita nesta quinta-feira (1). As eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais tiveram urnas nas 44 inspetorias e na sede em Porto Alegre. Os mandatos começam em janeiro, para o triênio 2021-2023.

    Nanci Walter recebeu 1.177 votos, num universo de três mil eleitores e cinco candidaturas. Para presidente do Conselho Federal (Confea), o mais votado no Rio Grande do Sul, com 1.314 votos, foi o engenheiro civil Joel Krüger, atual presidente do Confea.

    Também foi eleita a conselheira federal – modalidade Agronomia, engenheira agrônoma Andréa Brondani da Rocha e o engenheiro agrônomo Luiz Claudio Ziulkoski (suplente).

    Para o diretor-geral da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA-RS foi eleito o geólogo e engenheiro de segurança do trabalho Pablo Souto Palma, e para diretor administrativo da Mútua, o engenheiro civil Gilmar Piovesan.

    O mapa geral de apuração e a ata final da eleição serão publicados no portal do CREA-RS até o dia 5 de outubro. A Comissão Eleitoral Federal terá até o dia 23 de outubro para consolidar os dados e informações, encaminhando ao Plenário do Federal a proposta de homologação dos resultados. E até o dia 30 de outubro, o Plenário do Confea deverá homologar os resultados das Eleições 2020. Os mandatos são de três anos, gestão 2021/2023 e os cargos honoríficos.

    Nanci Cristiane Josina Walter é graduada em Engenharia Ambiental pela Ulbra, de Canoas. Nanci foi vice-presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Esteio CMDU – revisão do Plano Diretor (2013-2017); presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Esteio – Comam (2012-2013/2019-2020 – atualmente desincompatibilizada da função). Inspetora-chefe da Inspetoria de Esteio CREA-RS (2013-2014). Representante da Zonal Sinos CREA-RS (2015). Coordenadora das Inspetorias CREA-RS (2016-2019). Conselheira suplente na Câmara Especializada de Engenharia Civil (2020/2022 – desincompatibilizada). Foi homenageada na Câmara de Vereadores de Esteio no Dia da Mulher; e recebeu o Prêmio Anual, concedido em julho de 2013 pelos Bombeiros de Esteio.

  • Volkswagen paga por colaborar com órgãos de repressão da ditadura

    A Volkswagen do Brasil assumiu o compromisso de destinar R$ 36,3 milhões a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante o governo militar (1964-1985) e a iniciativas de promoção de direitos humanos e difusos.

    A disponibilização dos recursos foi anunciada nesta quarta-feira (23) em uma nota pública dos Ministérios Públicos Federal (MPF), do Estado de São Paulo (MPSP) e do Trabalho (MPT). As três instituições firmaram com a Volkswagen um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), um acordo extrajudicial que estabelece obrigações à empresa para que não sejam propostas ações judiciais sobre a cumplicidade da companhia com os órgãos de repressão da ditadura.

    O acordo encerrará três inquéritos civis que tramitam desde 2015 para investigar o assunto. Ao longo das apurações, os Ministérios Públicos identificaram a colaboração da Volkswagen com o aparato repressivo do governo militar a partir de milhares de documentos reunidos, informações de testemunhas e relatórios de pesquisadores, um contratado pelo MPF e outro pela própria empresa.

    Do montante total fixado no TAC, R$ 16,8 milhões serão doados à Associação Henrich Plagge, que congrega os trabalhadores da Volkswagen. O dinheiro será repartido entre os ex-funcionários que foram alvo de perseguições por suas orientações políticas, seguindo critérios definidos por um árbitro independente e sob a supervisão do MPT.

    Outros R$ 10,5 milhões reforçarão políticas de Justiça de Transição, conjunto de medidas adotadas para o enfrentamento do passado ditatorial, como projetos que resgatam a memória sobre as violações aos direitos humanos e a resistência dos trabalhadores na época.

    Uma dessas iniciativas é o Memorial da Luta por Justiça, desenvolvido pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política (NPMP). O projeto receberá R$ 6 milhões, valor suficiente para a conclusão de sua implantação na sede da antiga auditoria militar em São Paulo. Os R$ 4,5 milhões restantes serão destinados à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para o financiamento de novas pesquisas sobre a colaboração de empresas com a ditadura e para a identificação das ossadas de presos políticos encontradas em uma vala clandestina no cemitério de Perus em 1990.

    Além disso, a Volkswagen obrigou-se a pagar R$ 9 milhões aos Fundos Federal e Estadual de Defesa e Reparação de Direitos Difusos. A empresa também publicará em jornais de grande circulação uma declaração pública a respeito do assunto. O TAC prevê ainda que um relatório sobre os fatos investigados será publicado pelos Ministérios Públicos e que a companhia apresentará sua manifestação jurídica sobre o caso. Todas as medidas devem ser cumpridas assim que os órgãos de controle do MPF e do MPSP confirmarem os arquivamentos dos inquéritos, o que deve ocorrer até o fim deste ano. Estima-se que os desembolsos financeiros definidos no acordo sejam efetuados em janeiro de 2021.

    “O ajuste de condutas estabelecido nesta data é inédito na história brasileira e tem enorme importância na promoção da justiça de transição, no Brasil e no mundo. O enfrentamento do legado de violações aos direitos humanos praticadas por regimes ditatoriais é um imperativo moral e jurídico. Não se logra virar páginas ignóbeis da história sem plena revelação da verdade, reparação das vítimas, promoção da responsabilidade dos autores de graves violações aos direitos humanos, preservação e divulgação da memória e efetivação de reformas institucionais, sob pena de debilidade democrática e riscos de recorrência”, afirmaram os representantes do MPF, do MPSP e do MPT na nota pública divulgada.

    “O Brasil, infelizmente, segue como um caso notável de resistência à promoção ampla dessa agenda e, não por acaso, ecoam manifestações de desapreço às suas instituições democráticas. No mundo, por outro lado, são ainda raros os episódios de empresas que aceitam participar de um processo dessa natureza e rever suas responsabilidades pela colaboração com regimes autoritários”, concluíram.

    Fonte: MPT/SP

  • RS é o segundo estado com mais famílias ameaçadas de despejo

    Mais de seis mil famílias brasileiras foram retiradas de suas casas durante a pandemia no novo coronavírus. É o que mostra a sistematização de dados sobre despejos e remoções no território nacional realizada pelo Instituto Pólis e as mais de 40 instituições que integram a campanha Despejo Zero, lançada em julho.

    O levantamento foi feito a partir de informações recolhidas pelas próprias instituições, entre 1º de março e 31 de agosto, por meio de denúncias, formulários online e banco de dados do Observatório das Remoções e defensorias públicas.

    “A abrangência e relevância desse levantamento só foi possível porque a Campanha conta com o trabalho colaborativo de centenas de pessoas, de diversas áreas de atuação, comprometidas com o direito à moradia”, relata Margareth Uemura, coordenadora da equipe de urbanismo do Instituto Pólis.

    Foram identificadas 6.373 famílias. Cerca de 47% dos casos ocorreram no Amazonas, com 3.000 despejos contabilizados. São Paulo também teve grande número de famílias afetadas, contabilizando 1.681 despejos, 26% do total de casos. Além desses estados, também foram constatadas remoções em Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Roraima, Paraná, Santa Catarina, Maranhão, Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, conforme mapa abaixo:

    Segundo as instituições que integram a Campanha, a principal justificativa para os despejos foram as reintegrações de posse, conflitos com proprietários e impacto devido a obras públicas. A retirada dessas famílias ocorre apesar das orientações da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Em julho, o relator especial sobre moradia da ONU, Balakrishnan Rajagopal, emitiu manifesto em que pedia aos governos brasileiros que cessassem com os despejos e remoções enquanto a pandemia do coronavírus perdurar.

    Em 4 de setembro, durante ato online organizado pelo Instituto Pólis, Plataforma Global pelo Direito à Cidade e pela Plataforma Brasileira de Direitos Humanos (Dhesca Brasil), representantes de movimentos sociais e de organizações da sociedade civil entregaram a pesquisa para Rajagopal e denunciaram o Brasil pelos despejos, remoções e violação de direitos. Ação pode ser assistida na íntegra em: https://www.facebook.com/campanhadespejozero/videos/1727797604035722/

    A campanha contabilizou 85 casos de ameaça de despejo entre março e agosto, que podem afetar 18.840 famílias. A maioria dos casos identificados está em São Paulo, em que pedidos de remoções podem afetar 4.853 famílias, cerca de 25% do total. Em seguida, os estados com mais casos são Rio Grande do Sul (3.340), Pernambuco (2.393), Piauí (2.000), Bahia (1.808), Rio de Janeiro (1.626) e Minas Gerais (1.000).

    Campanha Despejo Zero

    A Campanha Despejo Zero é uma ação de mais de 40 organizações sociais e movimentos populares que atuam em prol do direito à moradia. A iniciativa é uma reação à continuidade de retirada de famílias de seus lares durante a pandemia do coronavírus e pede a suspensão dos processos de despejos e remoções, independentemente de terem origem na iniciativa privada ou no poder público, impedindo até mesmo processos respaldados por decisão judicial ou administrativa.

    Mais informações: https://www.facebook.com/campanhadespejozero

  • E o impeachment de Marchezan voltou, nova decisão judicial reabre processo

    O processo de impeachment contra o prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Júnior parece que não tramita na Câmara municipal, mas nos corredores do Tribunal de Justiça. Dois dias depois de uma decisão que suspendia os trabalhos, mais uma decisão saiu nesta quarta-feira, 30/09, e agora… ou até nova decisão judicial, o processo pode ser retomado pelo legislativo municipal.

    A decisão monocrática foi tomada pelo desembargador Alexandre Mussoi Moreira, da 4ª Câmara Cível do TJ-RS. Na segunda-feira, tinha sido declarada nula a sessão da Câmara de Vereadores ocorrida em 05 de agosto que instituiu o processo de impeachment do prefeito. Agora, todo o trâmite volta ao normal.

    Enquanto isso, Marchezan dá sequência a sua campanha pela reeleição.

    No trâmite normal, a Câmara de vereadores teria que terminar a análise do processo até 9 de novembro, mas com tantas reviravoltas jurídicas, o prazo deve se esgotar antes do final do processo, e uma continuidade deverá ser discutida… na justiça.

    O prefeito responde por suposto uso irregular de verbas da saúde em campanhas publicitárias.

  • ELEIÇÕES 2020 – Um guia seguro para o voto em Porto Alegre

    ELEIÇÕES 2020 – Um guia seguro para o voto em Porto Alegre

    Durante a campanha eleitoral de 2020, vamos nos concentrar nas questões estruturais de Porto Alegre, que se refletem no cotidiano da população – saúde, moradia, transporte, segurança, saneamento, renda.

    Para cada um desses pontos vitais da cidadania, temos perguntas específicas que pedem respostas diretas dos candidatos e suas equipes, para que se posicionem diante dos diagnósticos existentes e apresentem seus planos. O espaço está aberto.

    Todo esse material será resumido numa edição especial IMPRESSA, que circulará dia 5 de novembro.

    Nessa edição os candidatos poderão inserir material de propaganda, nos limites da lei. Esperamos que surjam outros apoiadores – sindicatos, associações, instituições diversas -, inclusive leitores-eleitores individuais.

    Veja como:

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  • “Cidade dos candidatos” estaria entre as 50 maiores do Brasil

    “Cidade dos candidatos” estaria entre as 50 maiores do Brasil

    São quase 550 mil candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar as eleições municipais deste 2020.

    Se fosse possível reunir todos num único município, ele se colocaria entre as 50 cidades brasileiras que tem mais de 500 mil habitantes. Seria maior do que quatro capitais: Vitória, Palmas, Rio Branco e Boa Vista.

    Essa “cidade dos candidatos” teria mais de 19 mil pretendentes ao cargo de prefeito, outros 19 mil querendo ser vice-prefeito e 510 mil lutando por uma cadeira de vereador.

    O número de candidatos é maior este ano, Em 2016, não chegaram a 500 mil para os mesmos cargos.

    O aumento explica-se pela da mudança na lei eleitoral que impediu coligações para vereador,  obrigando cada partido a lançar candidatos.

    Trinta e três siglas partidárias lançaram candidatos, sendo o MDB com o maior número de postulantes  – 44.598 (8,12%).

    Os homens ainda são a grande maioria:  66,9% das candidaturas inscritas. As mulheres somam 33,1%.

    O TSE aponta ainda que são 159 os candidatos que declararam nome social, pelo qual pessoas transgêneros e travestis geralmente querem ser chamadas.

    Mais de 170 mil candidatos se situam na faixa etária de 40 a 54 anos (pouco mais de 31%).

    Quase metade dos candidatos dizem ser da cor branca 262 mil (47,81%). Os negros são apenas 57 476 (10,46%), e pardos 216 783 (39,46%).

    Pouco mais de 2 mil indígenas registraram candidaturas.

    Os candidatos que se declararam casados constituem a maioria, somando 51,3% das candidaturas. Os solteiros vêm em seguida, somando 37%; os divorciados compõem  8,44%; os viúvos somam 1,91% e os separados judicialmente, 1,12%.

    No grau de instrução 209 mil (38%) possuem segundo grau completo. Com nível superior são 133 mil (24%).

    Vinte são os que se declaram analfabetos.

    As ocupações mais frequentes são: agricultor (37 535), servidor público (35323) e empresário (32982). Sendo que “outros” é a mais citada 117 mil (21%).

    Os números podem ser conferidos neste link do TSE.

  • Eleições 2020: nas capitais, 30% dos candidatos a prefeito têm mais de R$ 1 milhão

    Eleições 2020: nas capitais, 30% dos candidatos a prefeito têm mais de R$ 1 milhão

    Em cada dez candidatos que concorrem às eleições municipais, quatro têm patrimônio zero.  São 212.029 postulantes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador (39% do total) que afirmam não ter nada.

    Em compensação, entre os 317 candidatos que disputam as prefeituras das capitais, 95 (ou 30%) têm patrimônio acima de 1 milhão de reais e apenas 30 (ou 9%) declaram não possuir bem algum.

    O levantamente foi feito pelo G1 com base nas declarações de bens dos candidatos. Em percentuais, 39% dos registrados na Justiça Eleitoral declararam não ter patrimônio.

    No total incluindo os candidatos a vereador são 12.977 candidatos que dizem ter mais de R$ 1 milhão em bens (apenas 2% do total).

    Os candidatos a vereador compõem o principal grupo entre os sem patrimônio: 41% do total. Esse percentual cai para 19% no caso de candidatos a vice-prefeito e para 11% no caso dos postulantes aos Executivos municipais.

    Já entre os milionários essa relação se inverte. Entre os candidatos a prefeito no total dos municípios, 18% declaram ter mais de R$ 1 milhão. A proporção cai para 10% entre os candidatos a vice e para apenas 2% entre os postulantes a uma cadeira nas Câmaras municipais.

    Isso se explica pelo fato de partidos tentarem lançar mais candidatos neste ano em razão do fim das coligações para vereador e por causa do maior rigor da cláusula de barreira para as eleições de 2020.

    O fato de haver muito mais milionários concorrendo às prefeituras, explica-se pela retirada do financiamento por empresas. Com isso aumentaram os candidatos com capacidade de se autofinanciar.

    Entre os partidos, o Novo é o que detém o maior percentual de milionários. São 132 candidatos de um total de 630 lançados (21%). O partido também é o que tem menos candidatos sem bens: 93 (ou 15%).

    Já com o PCO, é o contrário. O partido tem a maior proporção de postulantes sem patrimônio algum: 64 de seus 88 (ou 73%). É também o único de todos os 33 partidos que disputam a eleição que não tem nenhum candidato com mais de R$ 1 milhão em bens.

    Nas capitais, os candidatos às prefeituras declaram um patrimônio que varia de zero a R$ 25 milhões. Dos 317 candidatos concorrentes, 95 (ou 30%) são milionários e 30 (ou 9%) declaram não possuir bem algum.

  • 98 servidores da extinta SPH serão desligados pelo governo gaúcho até fevereiro de 2021

    98 servidores da extinta SPH serão desligados pelo governo gaúcho até fevereiro de 2021

    O governo do Estado do Rio Grande do Sul começa a cumprir em outubro a decisão judicial que permite o desligamento de 98 servidores estaduais que pertenciam ao quadro da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias. A maioria são tripulantes dos antigos navios da SPH.

    A SPH foi extinta em 2017, pela Lei 14.983, com prazo de 180 dias para desligamento dos servidores não estáveis do quadro de pessoal da autarquia.

    As atribuições e todo o patrimônio da SPH passaram para a Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG).

    Em outubro de 2017, no entanto, liminar concedida pela 18ª Vara do Trabalho de Porto Alegre suspendeu a demissão de servidores com mais de três anos de serviço na autarquia.

    No começo de agosto deste ano de 2020, a ação foi julgada improcedente, cassando a liminar e retomando a plena vigência da lei que obriga o Estado a efetuar o desligamento dos funcionários. O cronograma será divulgado nos próximos dias.

    Em nota, o atual governo de Eduardo Leite diz que “apesar de não ser uma decisão deste mandato, cumprirá o que prevê a legislação, e a medida vai ao encontro das ações de enxugamento da máquina pública adotadas por esta gestão”.

    Os desligamentos vão custar aos cofres do estado R$ 10,5 milhões.

    A SPH era responsável pela administração e exploração dos portos de Porto Alegre, Pelotas, Cachoeira do Sul e Estrela, assim como pela manutenção das hidrovias navegáveis integrantes da Bacia do Sudeste.

    As atividades da autarquia foram absorvidas pela SUPRG e os empregados passaram a integrar um quadro especial vinculado à Secretaria de Logística e Transportes.

    “O desligamento não trará prejuízos aos serviços prestados à população, uma vez que a Comissão Especial de Acompanhamento das Extinções está acompanhando a elaboração do plano de transição junto aos órgãos estatais aos quais estes empregados estão vinculados, buscando minimizar qualquer impacto”, diz a nota do governo.

    O prazo final para os desligamentos é de 180 dias e, no entendimento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), com a suspensão do prazo em função do processo judicial, esse período passa a contar desde o último dia 5 de agosto.

  • O que será do patrimônio das fundações extintas? JÁ promove debate nesta quinta

    O que será do patrimônio das fundações extintas? JÁ promove debate nesta quinta

    No canal do You Tube do Jornal JÁ Editora, a partir das 18h30 desta quinta-feira, haverá debate sobre o destino do patrimônio das fundações estaduais recentemente extintas ou em processo de extinção em andamento no Rio Grande do Sul.

    As fundações públicas são formas jurídicas que os governantes adotaram para escapar das regras paralisantes do orçamento público.

    Com mais liberdade para fazer contratos, captar recursos e tomar decisões gerenciais, as fundações foram concebidas para dar mais agilidade à gestão governamental.

    Tornaram-se inseparáveis e indispensáveis à administração pública moderna.

    ​No entanto, instituições consagradas devido aos serviços prestados ao governo e à população deixaram de existir por proposta do governo Sartori aprovada na Assembleia Legislativa. O então governador imaginou que a estrutura da máquina pública estatal poderia absorver suas atribuições, transferindo outras para a iniciativa privada. Foi um desastre.

    Sartori alegou que o Estado “economizaria” R$ 320 milhões por ano. Esse cálculo, já de início, se revelou equivocado – não considerou os custos para contratar os mesmos serviços junto à iniciativa privada e esqueceu que grande parte dos mais de mil funcionários dessas fundações tem estabilidade.

    O mais grave foi que não houve estudo prévio para avaliar o impacto das extinções. Os prejuízos à sociedade gaúcha são incalculáveis.

    Afinal, o que mudou até agora com a extinção das fundações estaduais?

    É o que os convidados do irão abordar no debate virtual PATRIMÔNIO AMEAÇADO, promovido nesta quinta-feira, às 18h30. Para acessar o canal do no You Tube, clique aqui.

    Participarão na live:

    Vera Maria da Costa Dias, química, mestre em Agronomia e em Ciências Analíticas e doutora em Ciências, pesquisadora da Cientec, na sua origem, hoje na Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia;

    Aline Barcellos Prates dos Santos, bióloga, pós-graduada em Entomologia, uma das curadoras da coleção científica de insetos do Museu de Ciências Naturais, vinculada antes à Fundação Zoobotânica, hoje à Secretaria do Meio Ambiente;

    Domício Grillo, radialista e delegado sindical, apresentador da TVE e da rádio FM Cultura, vinculadas antes à Fundação Piratini, hoje à Diretoria de Radiodifusão e Audiovisual da Secretaria de Comunicação do Estado;

    Antônio Escosteguy Castro, advogado, representante do Sindicato dos Radialistas na Frente Jurídica de Defesa das Fundações;

    Leonardo Beroldt, engenheiro agrônomo, mestre em Fitotecnia, doutor em Desenvolvimento Rural, e atual reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, que pode herdar parte do patrimônio de algumas das fundações.

    Pelo , participam os jornalistas Elmar Bones, que acompanhou desde o início otrabalho das fundações como repórter, editor e diretor de jornais, revistas e livros; e Cleber Dioni Tentardini, autor da série de reportagens sobre as fundações, que resultaram no livro Patrimônio Ameaçado, lançado em 2018, que mediará o debate.