Eleições 2020: o caminho do continuísmo já estava pavimentado

A vitória de Sebastião Melo na eleição de Porto Alegre vai passar para os anais da política como mais um exemplo de que debates não ganham eleição.

Melo perdeu em todos os debates com Manuela Dávila.

No último, na sexta-feira que antecedeu o pleito, foi constrangedora a fragilidade da sua retórica populista. Mas foi o vencedor nas urnas.

Na verdade, os debates são irrelevantes.

Primeiro porque  são burocráticos e pouco esclarecedores. Trabalham sobre uma base muito rasa de informações.  “Uma formiguinha atravessaria com a água pela canela”, diria Nelson Rodrigues.

Aquele sistema de sortear as questões tirando um papelzinho é coisa de gincana de colégio. “Saúde! O sr. tem dois minutos e trinta segundo para expor suas propostas para area da saúde em Porto Alegre”.

Depois tem a replica um minuto,  a tréplica 30 segundos…No total quatro minuto  para a saúde pública de uma cidade de um milhão e meio de habitantes.

Ai tira-se outro papelzinho: “Transporte”.

O  caso do transporte coletivo em Porto Alegre é patético..  O presidente da Agergs, a agência reguladora dos serviços públicos concedidos, engenheiro Luiz Afonso Senna, define como “primitivos” os contratos de concessão do transporte coletivo a empresas privadas em Porto Alegre.

Melo diz que vai “repactuar” os contratos assinados em 2015, quando era o vice-prefeito.  Passou a campanha inteira falando na tal “repactuação” sem explicar. A preocupação dos perguntadores era se os candidatos iam ou não privatizar a Carris.

Na verdade, não só os debates não influem. A própria campanha alterou pouco o resultado que já estava anunciado no primeiro turno.

O que ganha eleição é um sistema de comunicação dominante, oligopólico, que distila diuturnamente uma ideologia,  desqualificando, quando não criminalizando, um caminho, enaltecendo outro.

Nesse ambiente, quando um candidato como Melo chega com seu discurso os corações e mentes já estão preparados.

 

Melo é o prefeito, Manuela não conseguiu tirar os eleitores de casa

Os mais de 400 mil porto-alegrenses que não foram votar ou votaram branco ou nulo neste domingo, decidiram pelo continuísmo representado por Sebastião Melo. Somaram 404.431 votos.

Melo, o vencedor, recebeu 370.550 votos.

A segunda colocada, Manuela D’Ávila, recebeu 307.745 mil votos.

Manuela disse no final do primeiro turno que seu maior desafio  era tirar de casa os 358.217 eleitores não foram votar no primeiro turno.

Apenas  3.525 eleitores  atenderam aos apelos da campanha eleitoral.

Votação com 100% das urnas
Sebastião Melo: 370.550
Manuela d’Ávila: 307.745
Abstenções: 354.692
Nulos: 28.801
Brancos: 20.938
Soma de abstenções, nulos e brancos: 404.431

 

Eleições 2020: Caetano e Paula Lavigne doaram 200 mil para a campanha de Manuela

A campanha de Manuela D’Ávila à prefeitura de Porto Alegre já arrecadou R$ 5.038.897,13, segundo a Justiça Eleitoral. Sendo que R$ R$358.510,13 de doações de pessoas físicas (7,11%) e R$ 48.959,00 de financiamento coletivo (0,97%).

Os maiores doadores da campanha são o casal Caetano Veloso e Paula Lavigne, que juntos doaram R$ 200.000,00.

O artista, um dos maiores do Brasil, realizou dia 10 de novembro uma Live na internet para arrecadar fundos, tanto para Manuela D’Ávila quanto para Guilherme Boulos, que disputa a prefeitura da cidade de São Paulo. Inicialmente o show online foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE/RS). Mas, em 5 de novembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou o ato.

Nas doações, após o casal Caetano e Paula, vem a escritora Beatriz Bracher, que doou R$ 30.000,00 para a candidatura. Ela é membro da diretoria do Instituto Acaia, entidade sem fins lucrativos dedicada à educação, e pertence a uma tradicional família de banqueiros. O pai, Fernão Bracher, foi fundador do Banco Central e Banco BBA, hoje parte do grupo Itaú Unibanco.

A vaquinha da candidata, que contam com contribuições espontâneas de eleitores e admiradores, arrecadou quase R$ 50 mil (48.959). É o melhor desempenho deste tipo de modalidade na eleição em Porto Alegre. Na lista ainda de doadores há outras dezenas de pessoas que fizeram doações de menor porte.

Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

As principais fontes de receita dos candidatos são o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois são seguidas de doações de pessoas físicas e a possibilidade do financiamento coletivo. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

Para chegar no segundo turno, Manuela D’Ávila gastou R$ 10,14 para cada voto obtido, enquanto Sebastião Melo gastou R$ 7,24.

Do total arrecado, a campanha de Manuela já indicou despesas no valor de R$ R$1.899.387,77 .

O maior gasto é com instituo de pesquisa Methodus, que já recebeu R$ R$255.000,00 por pesquisas e teste eleitorais.

Ranking doadores campanha de Manuela D’Ávila (PCdoB)

- Direção Nacional (PCdoB)               R$ 2.954.000,00
- Direção Nacioan (PT)                   R$ 1.677.428,00
- Paula Mafra Lavigne                    R$ 100.000,00 
- Caetano Emmanoel Viana Telles Veloso   R$ 100.000,00
- Financiamento Coletivo                 R$ 48.959,00
- Beatriz Sawaya Botelho Bracher         R$ 30.000,00

Fonte: Divulgação de Contas TSE

Eleições 2020: grandes empresários são os financiadores da candidatura Melo

A candidatura de Sebastião Mello à prefeitura de Porto Alegre arrecadou exatos R$ 1.482.681,99 (hum milhão quatrocentos e oitebta e dois…), informados a Justiça Eleitoral.

Do total, R$ 478.800,21 são doações de pessoas físicas, o que representa 32,29% do total arrecado (R$ 1.482.681,99). Os dados estão disponíveis pelo TSE.

Os sete maiores “mecenas” da campanha emedebista são os empresários Ricardo Antunes Sessegolo, diretor do grupo Goldsztein, José Isaac Peres, sócio do grupo Mulitplan, ambos doaram R$ 40 mil. E os sócios do grupo Abelim, empresa que atua no processamento e importação de carne, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Lee Shing Wen, Eduardo Shen Pacheco da Silva e José Roberto Fraga Goulart.

Ricardo Sessegolo, empatado 1º lugar no ranking de maiores doadores, é do ramo da construção civil, diretor da Goldsztein e ex-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul, o SINDUSCON-RS.

José Isaac Peres, que também foi um dos maiores doadores da campanha de Nelson Marchezan Júnior (com R$ 70000), é fundador e acionista do Grupo Multiplan, responsável pelo Barra Shopping Sul. O grupo também controla outros 18 shoppings de alto padrão, em seis estados brasileiros.

Já os sócios da Lee Shing Wen, chinês naturalizado brasileiro, Michele Shen Lee, Maximiliano Chang Lee, Eduardo Shen Pacheco da Silva, descendentes do país asiático, e José Roberto Fraga Goulart, atuam na importação de produtos alimentícios, mais especificamente no segmento de proteína animal, tendo como base duas marcas: a Alibem, produtora de carne suína e a Agra, produtora de carne bovina. Ambas estão entre as cinco maiores exportadoras de carne do sul do país.

Outras dezenas de pessoas também aparecem na lista de doadores da campanha de Melo. Os valores arrecadados ainda não são os definitivos, já que despesas e receitas podem ser inseridas a qualquer momento pelo partido e candidato no sistema da Justiça Eleitoral. Oficialmente, a campanha tem até 15 de dezembro para apresentar as despesas finais.

Mas principais fontes de receita dos candidatos são o fundo especial e partidário (dinheiro público). Depois aparecem doações de pessoas físicas. Há ainda possibilidade de financiamentos coletivos. A Justiça Eleitoral definiu em R$ 6,6 milhões o teto de gastos para cada um dos concorrentes à prefeitura de Porto Alegre.

Para chegar no segundo turno, Sebastião Melo gastou R$ 7,24 por voto. Já sua adversária, Manuela D’Ávila, gastou R$ 10,14.

Do total arrecado, a campanha de Melo já indicou despesas no valor de R$1.451.725,73. O maior gasto é com a produtora Cubo Filmes, R$ 278 256,00.

Ranking doadores campanha de Sebastião Melo (MDB) 

- Direção Nacional (MDB)                   R$ 720.900,00
- Direção Estadual (MDB)                   R$ 202.481,78
- Direção Nacional (Democratas)            R$ 80.500,00
- Ricardo Antunes Sessegolo                R$ 40.000,00
- Jose Isaac Peres                         R$ 40.000,00
- Michele Shen Lee                         R$ 36.000,00
- Maximiliano Chang Lee                    R$ 36.000,00
- Lee Shing Wen                            R$ 36.000,00
- Jose Roberto Fraga Goulart               R$ 36.000,00
- Eduardo Shen Pacheco da Silva            R$ 36.000,00

Fonte: Divulgação de Contas TSE

 

Ibope mostra Sebastião com 49% dos votos e Manuela com 42%

Sebastião Melo (MDB) tem 49% contra 42% das intenções de voto de Manuela D’Ávila (PCdoB) no segundo turno das eleições para a Prefeitura de Porto Alegre. Os números são da pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira, 24/11.

Ainda, brancos e nulos são 5%, enquanto 4% não sabem/não responderam.

Se considerados somente os votos válidos, ou seja, excluindo brancos e nulos, Sebastião Melo tem 54% e Manuela, 46%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Foram ouvidos 805 eleitores da capital, entre os dias 22 e 24 de novembro. A pesquisa tem identificação na Justiça Eleitoral e foi encomendada pelo grupo RBS.

No primeiro turno mais de 33% dos eleitores de Porto Alegre não compareceram à votação. Convencer esses eleitores a irem votar pode ser decisivo na disputa.

Foi a primeira pesquisa do Ibope para o segundo turno na Capital. Na semana passada uma pesquisa do Instituto Paraná apontava Melo com 53% e Manuela tendo 32% das intenções do voto. Comparando os números, nota-se uma diminuição da diferença entre os candidatos. A eleição ocorre domingo, 29/11.

Começa a propaganda eleitoral com tempo igual para cada candidato

Começa nesta sexta-feira (20) e vai até o próximo dia 27 o horário para propaganda  eleitoral do segundo turno das eleições municipais nas emissoras de rádio e TV.

Embora seja qualificado como “horáriol gratuito”, esse espaço cedido pelas emissoras de rádio e televisão não sai de graça.

O contribuinte paga através do Imposto de Renda,  pois as empresas de comunicação são ressarcidas  do tempo que destinam à propaganda eleitoral.

Em 2016 foram mais de R$ 600 milhões que as emissoras deixaram de recolher por conta do tempo que cederam ao Tribunal Superior Eleitoral.

Neste segundo turno, haverá transmissão para os 57 municípios com mais de 200 mil eleitores onde não houve definição do prefeito no último domingo (15).

Desta vez, os dois blocos fixos para a propaganda eleitoral, de 10 minutos cada, serão divididos igualmente entre os candidatos ao cargo de prefeito.

No rádio, a propaganda será das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10. Na TV, o horário eleitoral será das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

Emissoras de rádio e de TV e os canais por assinatura também terão que reservar 25 minutos, de segunda a domingo, para serem usados em inserções de 30 e 60 segundos, considerando os seguintes blocos de audiência: entre as 5h e as 11h; entre as 11h e as 18h; e entre as 18h e as 24h.

Por causa da pandemia de covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotou inúmeras normas relativas à campanha eleitoral.

Uma delas foi a de reduzir o tempo da propaganda gratuita em rádio e TV. O segundo turno das eleições municipais 2020 será no dia 29 de novembro.

Desafio de Manuela e Melo é conquistar os 400 mil que não votaram no primeiro turno

O resultado lógico da eleição municipal em Porto Alegre, no segundo turno, seria uma derrota da candidata Manuela Dávila, do PSOL, frente a Sebastião Melo, do PMDB.

Começa pelo desempenho dos candidatos até aqui.

Manuela que liderou com folga desde o início da campanha, chegou a ter 40% das intenções de voto na reta final do primeiro turno.

O resultado das urnas, que lhe deram 29% dos votos válidos, indica perda de dinamismo numa trajetória que era, até então, ascendente a ponto de alimentar ilusões de liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

Seu adversário, ao contrário. Ao longo da campanha patinou em torno dos 10% nas intenções de voto, numa disputa acirrada pelo segundo lugar com José Fortunati, do PTB,  e com o prefeito Nelson Marchezan, do PSDB.

A saída de Fortunati, numa decisão intrigante, para aderir à candidatura Melo, teve o efeito esperado, com a maciça transferência de votos que o levaram aos 31% e à vitória no primeiro turno, ao qual chegou em trajetória ascendente.

Costuma-se dizer que o segundo turno é uma outra eleição, pois o rearranjo de forças pode alterar significativamente o quadro da disputa.

Nesse caso, Sebastião Melo, já favorecido pelos votos do PTB de Fortunati, tende a ampliar o arco de alianças, ganhando o apoio da oito dos 12 partidos que disputaram o primeiro turno. Inclusive parte dos eleitores de Marchezan, que vai ficar neutro, tendem, pela força do anti-petismo, a votar em Melo.

Já Manuela, candidata de um partido pequeno, o PCdo B, tem como base de sua candidatura a força eleitoral do PT, partido do seu vice, Miguel Rossetto. Terá no segundo turno o apoio do PSOL, que no primeiro turno concorreu com Fernanda Melchiona.

A votação de Fernanda Melchiona, cerca de 28 mil votos, comparada ao desempenho dos vereadores do PSOL (os campeões de votos nesta eleição), mostra que parte dos psolistas já praticou o voto útil e votou em Manuela, no primeiro turno.

Em todo caso, são mais de 4%dos votos  que tendem a ir em massa para Manuela, que contará também com a militância dos puxadores de voto do PSOL –  como Karen Santos, Pedro Ruas e Roberto Robaina.

Manuela terá também uma parte dos votos do PDT (6,5% do total), pois os trabalhistas mais à esquerda tendem a não votar em Melo, cujo espectro de alianças inclui até os bolsonaristas da extrema direita.

Essa é a lógica que indica o favoritismo de Melo na eleição do dia 29, em Porto Alegre. No entanto, as disputas eleitorais em segundo turno nem sempre respeitam a lógica.

Uma das razões pelas quais se diz que o segundo turno é uma outra eleição é a chance de um debate mais direto e mais claro entre os dois oponentes, que terão também tempos iguais na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Há que considerar também a influência de fatores externos, como é o caso da eleição em São Paulo, onde Guilherme Boulos, do PSOL, caminha para ser o maior fenômeno eleitoral do país neste segundo turno.

Em todo caso, o desafio principal de ambos será mobilizar os mais de 40% dos eleitores que não foram votar (33%) ou votaram  em branco ou nulo. Esse contingente, que soma mais de 430 mil eleitores, se tivesse votado num único candidato teria ganho a eleição no primeiro turno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Melo e Manuela vão ao 2º turno em Porto Alegre

Com 100% dos votos apurados, está decidida a disputa do segundo turno na Capital gaúcha. Sebastião Melo (MDB) e Manuela D’Ávila (PCdoB) vão disputar a prefeitura de Porto Alegre no próximo dia 29.

Melo teve 31,02%, somando 200.280 votos, contra 29% de Manuela, que teve 187.262 votos. A diferença entre os candidatos ficou em pouco mais de 13 mil votos.

O atual prefeito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que tentava a reeleição amargou o terceiro lugar, com 21,07% (136.063 votos).

O total de votos válidos foram de 645.755, 89,13%. E ainda brancos somaram 5,06% (36.678) e nulos 5,81% (42.076).

Oficialmente, a campanha já começa nesta segunda-feira. A partir das 17h já são permitidas manifestações. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão terá início no dia 20 de novembro e vai até 27 de novembro.

Sebastião Melo, que nas pesquisas aparecia disputando a segunda colocação com Marchezan e José Fortunati, se beneficiou do abandono da candidatura do ex-prefeito Fortunati e avançou pra vencer o primeiro turno. Em entrevista ainda na noite de domingo o candidato disse que agora: “Vamos ver quem tem experiência para erguer essa cidade em momento de crise. E temos clareza que o serviço público pode ser prestado pelo público ou não, desde que ele seja serviço público”.

Melo, que já tem a maior coligação, deve buscar apoio do campo centro e direita, tentando ficar com os votos de Marchezan, e ainda Gustavo Paim e Valter Nagelstein.

Manuela D’Ávila terá o desafio de aumentar seu eleitorado, tentando pegar votos dos eleitores de Marchezan, e formar aliança com o PDT de Juliana Brizola e o PSOL de Fernanda Melchionna.

“Vamos dialogar com o percentual de votantes das outras candidaturas. Mas vamos querer falar também com as pessoas que não saíram para votar. Existem duas grandes batalhas agora: aquela pelos votos dos candidatos que não estavam conosco no primeiro turno e aquela para encantar as pessoas que não votaram. Precisamos entender por que a maior escolha dos porto-alegrenses foi não votar neste domingo”, falou Manuela, em coletiva pela internet.

Resultado oficial

 Sebastião Melo (MDB)     200.280 votos     31,01%

 Manuela D'Ávila (PCdoB)  187.262           29,00%

Nelson Marchezan Júnior (PSDB)  136.063           21,07%

Juliana Brizola (PDT)            41.407            6,41%

Fernanda Melchionna (PSOL)       27.994            4,34%

Valter Nagelstein (PSD)          20.033            3,10%

João Derly (Republicanos)        19.004            2,94%

Gustavo Paim (PP)                 7.989            1,24%

Rodrigo Maroni (PROS)             3.314            0,51%

Montserrat Martins (PV)           1.415            0,22%

Julio Flores (PSTU)                 852            0,13%

Luiz Delvair (PCO) * sob judice     142            0,01%


Votos Brancos       36.678    (5,06%)         
Votos Nulos         36.491    (5,04%)
Votos Válidos       645.755
Abstenção           358.217   (33,08%)

Fonte TSE

Rafael Greca também vence no primeiro turno e será prefeito de Curitiba pela terceira

As 19h45, com 95,12% das urnas apuradas, estava assegurada a vitória de Rafael Greca, do DEM, reeleito em Curitiba.  Greca já tinha 59,77% dos votos válidos.

Economista, engenheiro, escritor, Rafael Valdomiro Greca de Macedo tem 64 anos, vai ocupar a cadeira de prefeito de Curitiba pela terceira vez
— a primeira foi entre 1993 e 1996, voltando ao cargo em 2016.

Eleitor pode tirar dúvidas sobre eleição e treinar voto pela internet

Domingo é dia de ir às urnas em 26 estados. Em anos anteriores, os eleitores podiam treinar para o pleito em urnas eletrônicas de teste, que eram instaladas em locais de grande circulação. Desta vez, por causa da pandemia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preparou um simulador online de votação, para que os eleitores possam treinar antes do dia.

Para acessar, basta clicar neste link, selecionar a opção “1º turno” e testar.

Há ainda um guia completo da Justiça Eleitoral de como proceder no dia da eleição.

O horário de votação foi ampliado por conta da pandemia da Covid-19. Os eleitores poderão comparecer às urnas de 7h às 17h. O horário entre 7h e 10h é preferencial, para pessoas acima de 60 anos.

O voto é obrigatório, mesmo na pandemia, para brasileiros entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos e jovens entre 16 e 18 anos. Caso esteja com algum sintoma de sindrome respiratória, como tosse ou febre, a Justiça eleitoral orienta a não sair de casa para votar.

No dia da eleição, leve um documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.

O título de eleitor não é obrigatório, mas nele constam informações sobre a zona e a seção eleitoral.

Saia de casa com a máscara e, se possível, leva uma caneta.

Ordem de votação

No pleito municipal, o eleitor deverá votar duas vezes: primeiro, digitando cinco números para eleger um vereador e, depois, dois números para eleger uma chapa composta por candidatos a prefeito e vice-prefeito.

O eleitor pode levar de casa o número já anotado em um papel (a cola) para a sessão eleitoral. Não adianta levar escrito no celular ou tirar uma foto do número, porque é proibido levar qualquer equipamento eletrônico para a cabine de votação.

No domingo, diante da urna, o primeiro voto será para vereador. Neste caso, são cinco dígitos: os dois primeiros indicam o partido pelo qual o candidato concorre e os outros três foram sorteados durante a convenção partidária da sigla, em agosto.

Assim que o número for digitado, aparecerá na tela o nome, a foto, o número e o partido do candidato. Nesse momento, o eleitor deve se atentar para conferir se todos os dados estão corretos antes de apertar a tecla “confirma”.

O segundo voto é para prefeito. A urna vai pedir o número da chapa a ser eleita para prefeito e vice-prefeito. São dois dígitos, que indicam o partido pelo qual o candidato a prefeito está concorrendo. Semelhante à tela anterior, a urna vai mostrar o nome, o número, a foto e o partido do postulante. A diferença é que aqui, como são duas pessoas que compõem a chapa, também deverá aparecer a foto e o nome do candidato a vice-prefeito.

Se tudo estiver correto, é só apertar confirma. Outra mudança é que neste ano não é obrigatório levar o comprovante de votação para casa. Os eleitores podem ter acesso pelo aplicativo de celular e-Título ou pedir a certidão de quitação eleitoral posteriormente.

Voto nulo ou branco

Para as duas opções, voto nulo ou branco, não há diferença, na prática. Nas duas situações os votos serão invalidados e, portanto, não vão entrar na conta de forma alguma.

O voto em branco não vai para o candidato mais votado e nem para nenhum outro.

O voto nulo, não importa a quantidade, não anula a eleição.

Para votar em branco é só apertar a tecla “branco” na urna e, em seguida, confirma. Se prefere anular o voto, o eleitor pode digitar um número que não existe e confirmar.

Voto de legenda

Existe, ainda, uma terceira opção para aqueles eleitores que não definiram em qual candidato a vereador querem votar, mas apoiam algum partido. É o chamado voto de legenda. Neste caso, quando a urna pedir o número do candidato a vereador, em vez de apertar os cinco dígitos, o eleitor pode digitar apenas os dois primeiros, que identificam o partido. Ou seja, o eleitor abre mão do voto nominal (para uma pessoa), para votar no partido.

Isso é possível porque para eleger vereadores são considerados dois dados: o quociente eleitoral e o quociente partidário. Na prática, o partido que tiver mais votos tem direito a mais cadeiras na Câmara municipal.

Funciona assim: o quociente eleitoral é calculado pela divisão do número de votos válidos pelo número de cadeiras disponíveis no Legislativo. Já o quociente partidário é o número de votos válidos recebidos pelo partido (nominais e de legenda) dividido pelo quociente eleitoral. O resultado dessa conta é o número de cadeiras que aquele partido poderá ocupar.

É por isso que nem sempre os candidatos a vereador eleitos são, de fato, os mais votados. Para ter direito a ocupar uma vaga no Legislativo, a legenda, e não apenas o candidato, precisa ter uma boa votação. O número de cadeiras conquistadas pelo partido é, depois, distribuído entre os candidatos com mais votos dentro da sigla.