Um dia depois de trocar de turma, Fachin é sorteado relator

PC DE LESTER
Dois dias depois da morte do ministro Teori Javascki, o mentor do noticiario político da Rede Globo, Merval Pereira, cravou em sua coluna: “Fachin será o novo relator”.
Naquele momento não estava sequer definido o critério, se a escolha entre os ministros da segunda turma ou se entre todos os integrantes do colegiado do STF.
Foi uma aposta surpreendente num comentarista sempre cauteloso. Ainda mais que Fachin, nomeado para o Supremo por Dilma Rousseff e considerado “petista” não é das preferências de Merval ou da Globo.
Para quem sabe que a principal fonte de Merval Pereira no STF é Gilmar Mendes, seu amigo de longa data, soou ainda mais intrigante a notícia tão categórica.
Na semana passada, ficou definido que a eleição seria entre os cinco ministros da segunda turma, da qual era o ex-ministro Zavascki.  Fachin estaria fora pois estava na primeira turma.
Mas eis que, sem mais, providencia-se a transferência de Edson Fachin para a segunda turma e, no dia seguinte, em sorteio eletrônico é escolhido novo relator da Lava-Jato, um pepino que segundo Gilmar Mendes “ninguém queria pegar”.
O premonitório Merval disse, logo após o anúncio, que “ninguém vai acreditar que não houve manipulação”. Ele garante que não ouve. Foi uma questão de cálculo.
 
 
 
 

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