Representantes de cooperativas levam demandas a Lula

Na abertura do evento sobre cooperativismo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  em Porto Alegre (RS), nesta quinta-feira, 2,  representantes de diversas entidades do setor falaram das conquistas ao longo dos governos do PT e dos problemas vividos nos últimos anos.

O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Guilherme Cassel falou da importância das políticas implementadas pelo governo Lula para a agricultura familiar. Foi a primeira vez, segundo ele, que houve um plano de safra específico para o setor, com crédito, assistência técnica e seguros, e isso se traduziu rapidamente em resultados, inclusive para as cooperativas de pequenos produtores.

“Durante os 8 anos do seu governo, a renda média da sociedade brasileira cresceu 13% em termos reais. Já a renda da agricultura familiar e dos assentados de reforma agrária cresceu 33%, ou seja, quase três vezes mais. E isso não é por acaso, é consequência de políticas direcionadas, com foco, com orçamento. Nos seus dois mandatos, 5,4 milhões de pessoas no meio rural saíram da pobreza e isso não é pouca coisa”, destacou.

Nelsa Nespolo, diretora-presidente das cooperativas Univens (Costureiras Unidas Venceremos) e Justa Trama, que reúnem trabalhadoras do setor têxtil no Rio Grande do Sul, falou sobre a união das cooperadas e na inspiração que veio de uma frase dita pelo ex-presidente Lula.

“Todas nós poderíamos ter enfrentado nossos problemas de forma individual, mas decidimos encará-los de forma coletiva, é isso que nós representamos. Cada um que está aqui representa muitos. Em números, nós significamos muito, em pessoas e no que nós conseguimos fazer na economia. Você nos inspirou a nos organizar. Nós não acumulamos, nós distribuímos o resultado dos nossos ganhos. Na sede das nossas costureiras tem uma frase sua, que “a cooperação é um estágio avançado da consciência humana”, contou.

Representando a Federação das Cooperativas de Energia e Telefonia do estado, José Zordan falou sobre a importância que o Luz Para Todos teve ao levar energia para propriedades rurais (mais de 91 mil foram atendidas no RS), mas revelou que o setor agora enfrenta novos desafios, tanto na disputa com empresas maiores do setor elétrico quanto para manter a população jovem interessada no campo.

“As cooperativas de eletrificação rural sobrevivem brigando com as empresas porque a densidade dos moradores é muito menor. Temos 15 cooperativas que levam eletricidade para cerca de 400 mil propriedades rurais. Depois do Luz Para Todos, agora precisamos ampliar a oferta e transformar as redes de monofásica para trifásica, criar mais subestações para que o povo possa produzir. Além disso, precisamos levar internet de qualidade para o campo, os mais jovens precisam disso, os negócios também”, disse ele.

O diretor estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Adelar Pretto, destacou que a produção dos assentamentos vive um momento difícil, não apenas pela falta de incentivo por parte do governo, mas também porque a seca do ano passado causou imensos prejuízos.

“Ainda vivemos um período muito difícil, mas com esperança muito grande, para que o povo brasileiro volte a andar de cabeça erguida. Queremos dizer que o cooperativismo para nós é essencial. É assim que produzimos comida para alimentar a população brasileira. Nos tempos do PT, o governo comprava mais de 300 produtos do pequeno produtor, hoje o governo compra apenas grãos para fazer ração, é muito pouco. E muita gente que foi prejudicada pela seca não vai receber o auxílio de R$ 1 mil que anunciaram agora porque estavam com o CadÚnico desatualizado, já que não vinha mais nada ali”, denunciou.

Hélio Marchioro, diretor-executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho) também trouxe para o evento a realidade enfrentada pelos produtores de vinho e suco de uva do estado. No cenário atual, quem faz a produção acaba tendo de pagar caro para obter um financiamento acima do teto de R$ 15 milhões por cooperativa disponível atualmente.

“O consumidor brasileiro não sabe que nós pagamos para produzir, em outros países você ganha 100% do investimento. Nós pagamos o investimento, a produção a custo de dólar e vendemos no mercado interno a preço de real. Nesse processo, perdemos , pagamos o insumo, a carga tributária, a tributação da produção, para garrafa, para rolha. Quando vamos vender suco de uva para escolas, precisamos pagar antes o tributo e vendemos a prazo”, relatou.

Representando o Movimento Nacional da Luta Pela Moradia (MNLM), Cristiano Schumacher relatou o cenário de abandono nas periferias e ocupações, onde a fome voltou a fazer parte da realidade de milhões de brasileiros, e pediu que a moradia popular volte a ser pauta do governo, como aconteceu nas administrações do PT com o Minha Casa Minha Vida, que entregou 212 mil unidades no Rio Grande do Sul.

“A gente viu nas periferias e nas ocupações a miséria cada dia mais forte, onde a fome não é só uma palavra, é uma realidade. A gente vê no rosto das pessoas, a gente vê nas crianças, as que não comem ficam irrequietas. Queremos trazer para o debate a experiência das cooperativas habitacionais, queremos discutir o crédito e a cooperação. Precisamos pensar no desenvolvimento econômico e social dessas comunidades”, disse ele.

Maria Tugira Cardoso, da Associação de Catadores Amigos da Natureza lembrou dos tempos difíceis, em que ela e outros cerca de 200 trabalhadores viviam de catar lixo em um aterro sanitário em Uruguaiana (RS), e de como esse cenário mudou com o apoio dos governos petistas, tanto nacional como estadual.

“Conseguimos sair daquela miséria do lixão e passar para uma associação, fundar outras cooperativas. Tivemos apoio do Economia Solidária e o movimento nacional dos catadores nunca parou. Nós, catadores e catadoras, precisamos de uma política para o setor da reciclagem, fomos perdendo nossos direitos, queremos viver dignamente do trabalho que conseguimos conquistar com muita luta, muita perseverança. Queremos uma política séria e competente para não termos que voltar novamente para o lixão”, pediu.

Presidente estadual da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes-RS), Gervásio Plucinski, pediu não apenas a retomada das políticas de incentivo à agricultura familiar e cooperativas, mas uma ampliação nas medidas que regem o setor.

“Este ano vai fazer 17 anos que fundamos a Unicafes nacional em Luziânia (GO) com mais de 1000 cooperativas presentes em 23 estados. Nesses últimos anos, perdemos muito, perdemos o ministério do Desenvolvimento Agrário e a maioria das políticas acabaram ou foram enfraquecendo. O primeiro passo que precisamos pensar é buscar de volta esse conjunto de políticas, o PAA (Plano de Aquisição de Alimentos) não tem mais recursos, é importante para levar alimento para a sociedade”, relembrou Plucinski.

Para ele, é necessário ir além. “Mas também precisamos dar um segundo passo, um programa Brasil Cooperativo, transformar o Brasil no país do cooperativismo. Está provado que as cooperativas criam um país melhor, elas distribuem a renda. Grandes empresas investem na bolsa, as cooperativas investem no país”, concluiu.

(Com informações da Assessoria de Imprensa )

PT reúne mil pessoas em Porto Alegre para organizar a campanha de Edegar Pretto em todo o Estado

Cerca de mil  pessoas, segundo os organizadores, participaram do evento que o Partido dos Trabalhadores promoveu em Porto Alegre, nesta sábado 28.

“O objetivo foi alinhar as estratégias e apresentar as diretrizes da nova fase na disputa”, segundo nota do partido.

O ato reuniu militantes que que coordenarão, em todas as regiões do Rio Grande do Sul, a fase final da pré-campanha de Edegar Pretto ao governo do Estado. “O Rio Grande que o Povo Quer”  é o slogan

No evento,  lançado um jingle  e anunciada a data da convenção estadual do PT, que ocorre em 24 de julho, quando será homologada a candidatura de Edegar Pretto.

Na ocasião, também foram passadas às coordenações regionais orientações para a organização das assembleias populares e reuniões temáticas, que serão promovidas até o mês de julho.

Elas darão subsídios para a elaboração do plano de governo, que terá como eixos norteadores 13 compromissos assumidos por Edegar Pretto.

As propostas defendem questões relevantes para o desenvolvimento do estado, como saúde, educação, agricultura, moradia, emprego e o enfrentamento à pobreza.

Em seu pronunciamento, Edegar Pretto ressaltou que é inadmissível que haja tanta desigualdade social e pessoas passando fome no RS, um estado reconhecido pelo seu solo fértil e produções agrícolas abundantes.

Destacou, ainda, que é preciso retomar o legado dos governos que valorizam a participação popular, tanto em nível estadual quanto federal. Emocionou-se ao agradecer a participação de tantas pessoas de diversas partes do estado.

“Hoje o meu coração está cheio de emoção, porque estou diante de uma militância que ao longo do tempo conquistou o direito de andar de cabeça erguida, com um sorriso no rosto, porque nós somos defensores da democracia, somos antifascistas e estamos ao lado do presidente Lula para reconstruir o nosso Brasil e o nosso Rio Grande”, afirmou. O pré-candidato prestou homenagem à ex-primeira-dama do Estado, Judite Dutra, falecida na semana passada, e solidariedade ao ex-governador Olívio Dutra.

O plano de governo do pré-candidato do PT será construído a partir de 10 assembleias populares, onde Edegar Pretto vai dialogar, presencialmente, com os mais diversos setores da sociedade.

Serão ouvidas lideranças políticas, da educação, da indústria, do comércio, de serviços, da agricultura, do cooperativismo, dos movimentos populares, entre outras, para definir propostas que atendam às realidades locais e promovam o desenvolvimento regional.

No evento, também foi apresentada a Decidim Povo, uma ferramenta digital, fácil, prática e participativa, que permitirá à população gaúcha colaborar com o plano de governo.

Por meio da plataforma é possível opinar e enviar sugestões aos coordenadores da pré-campanha.

A expressão “os ventos da mudança” foi utilizada em diversos momentos, porque é este o espírito das lideranças partidárias para promover uma mobilização em todo estado, com foco na pré-campanha de Lula e de Edegar Pretto.

Lideranças políticas e representantes de diversos setores enviaram depoimentos em vídeos, que foram exibidos em um telão, entre eles o ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Rui Oppermann e o senador Paulo Paim.

Um dos grandes momentos do sábado foi a apresentação do clipe do jingle de Edegar Pretto, pela coordenadora da pré-campanha, Mari Perusso. A canção fala de amor e esperança em um novo tempo.

Foi tamb´´em lançada uma rede digital Time vencedor. Ela vai conectar a militância e fazer com que as pessoas possam ter acesso a todos os conteúdos do pré-candidato, em primeira mão, e ainda multiplicá-los para as suas redes pessoais.

No encerramento, Edegar Pretto destacou os principais momentos de sua trajetória política, e a influência de seus pais, Adão Pretto e Otília Pretto, ambos falecidos. Lembrou do seu primeiro projeto aprovado na Assembleia Legislativa, em favor da agricultura familiar, e de seu trabalho pelo fim da violência contra as mulheres, que o levou a ser coordenador do Comitê Gaúcho Eles Por Elas, da ONU Mulheres.

A sua gestão na presidência da Assembleia Legislativa, em 2017, também foi destacada por ele, por construir consensos em diversas pautas no parlamento gaúcho. Sobre os desafios do próximo período da pré-campanha, Edegar Pretto salientou que a história do RS sempre foi de mobilização, e que agora não será diferente, por isso a constituição das assembleias regionais para reforçar a participação popular. “Os bons ventos da democracia da América Latina estão soprando aqui no estado. Principalmente os ventos da esperança, para recuperarmos a autoestima do nosso povo”, declarou.

Apoios

Deputados e deputadas das bancadas estadual e federal do PT, além de lideranças históricas do partido estiveram presentes..

A ex-presidente Dilma Rousseff, falou e disse que “uma virada na política passa pela eleição de Edegar Pretto em outubro”.

Tarso Genro, ex-governador do RS, lembrou que Edegar Pretto, além de ser filho do deputado Adão Pretto, também é filho do povo, “um trabalhador e lutador coerente, que não renega os seus princípios”.

O presidente do PT RS, deputado federal Paulo Pimenta, disse que os trabalhadores enfrentam um período difícil, diante da ausência dos governos Leite e Bolsonaro, e que enxergam Edegar Pretto e Lula como “passaporte para a dignidade”.

O vice-presidente do PCdoB, Antônio Augusto Medeiros, falou que seu partido está comprometido com a eleição de Edegar Pretto e na batalha contra o bolsonarismo. Já o presidente do Partido Verde, Marcio Souza, falou da grandeza do PT, e que sua sigla tem a missão de trabalhar todos os dias pela eleição de Lula e Pretto.

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Link com imagens em vídeo do evento: https://we.tl/t-csBFrWsWXRCrédito: Claudio Júnior e Pablo Pinzan

Link do Jingle de pré-campanha: https://www.youtube.com/watch?v=0FG4fVSXwGo

Melhores produtos da agricultura familiar são reconhecidos na Expointer

Em cerimônia na noite de quinta-feira (29), foram divulgados os vencedores do 8º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar da Expointer. O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, prestigiou o evento, marcado pela emoção dos participantes. O concurso avaliou os melhores itens oito categorias e, além de reconhecer os melhores produtos, busca incentivar a qualificação dos produtos das agroindústrias familiares inclusas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf) e priorizar as boas práticas de fabricação.
As avaliações dos produtos concorrentes foram feitas às cegas, sem que a marca do produto fosse conhecida pelos jurados. Em suas notas, os avaliadores aplicaram notas conforme parâmetros e normas técnicas pré-definidas pela comissão técnica. Participaram das bancas de avaliação dezena de jurados, entre professores, pesquisadores, chefes de cozinha, estudiosos e jornalistas. Em cada segmento, os produtos de melhor pontuação foram classificados como 1º, 2º e 3º lugares.
O concurso é promovido pela Seapdr, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Emater/RS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Seus Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Aprodecana) e Embrapa Uva e Vinho.
OS VENCEDORES
8º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar
VINHO TINTO FINO SECO
1º – Casa Garcia, de Carlos Barbosa
2º – Adega Mascarelo, de Flores da Cunha
3º – Paludo, de Marques de Souza
VINHO TINTO DE MESA SECO
1º – Piccola Cantina, de Bento Gonçalves
2º – Paludo, de Marques de Souza
3º – Vinícola Bassani, de Fagundes Varela
SUCO DE UVA
1º – Orgânicos Mariani, de Garibaldi
2º – Adams, de Nova Petrópolis
3º – Coopeg, de Garibaldi
QUEIJO COLONIAL
1º – Ferrari, de Carlos Barbosa
2º – Nova Alemanha, de Ivoti
3º – Reginato, de Viadutos
SALAME
1º – Weber, de Não-Me-Toque
2º – Santa Bárbara, de Caxias do Sul
3º – Ferrari, de Carlos Barbosa
CACHAÇA PRATA
1º – 3 Fortuna, de Muçum
2º – Harmonie Schnaps, de Harmonia
3º – Belvedere, de Augusto Pestana
CACHAÇA ENVELHECIDA PREMIUM
1º – Wille, de Poço das Antas
2º – Unser Schnaps, de Presidente Lucena
3º – 3 Fortuna, de Muçum
CACHAÇA ENVELHECIDA EXTRA PREMIUM
1º – Weber Haus, de Ivoti
2º – 3 Fortuna, de Muçum
3º – Harmonie Schnaps, de Harmonia
MEL
1º – Casa do mel Schwendler, de Venâncio Aires
2º – Apis Gramado, de Gramado
3º – Apiário Padre Assis, de Santiago

Expointer: Degustação pública é novidade no Pavilhão da Agricultura Familiar

Na 42ª edição da Expointer, uma novidade está deixando o público bem faceiro como dizem os gaúchos. Trata-se de uma inovação feita no Pavilhão da Agricultura Familiar, que são os testes de aceitação pública de rapaduras e cucas, realizados terça (27) e quarta-feira (28) no local.
As pessoas que vão passando e se propõe a provar, auxiliam nesta difícil tarefa promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo; Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr), Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetraf-Sul) e Via Campesina, que são também os organizadores do Pavilhão.
Segundo a engenheira de alimentos da Emater/RS-Ascar, Bruna Bresolin Roldan, os testes foram propostos em função de que as cucas e rapaduras são produtos até então não contemplados nos concursos promovidos todos os anos, como o de salames e queijos. Os testes ocorrem das 9h às 13h ou até que 150 pessoas participem dele.
Reginato Lisboa passeava pelo Pavilhão quando resolveu participar do teste porque está pensando em colocar um negócio nesta área. “Esta é uma oportunidade de provar para saber o que tem de melhor no mercado e analisar a viabilidade de empreender”, ressaltou.
Além desta novidade, neste ano o número de participantes foi ampliado para 316 espaços de comercialização e há uma Cozinha Show no local, uma iniciativa do Mapa, com execução da Emater/RS-Ascar e o curso de Gastronomia da Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). O espaço tem por objetivo divulgar e valorizar os alimentos produzidos pelas agroindústrias familiares e à venda no pavilhão, com o uso destes em receitas.
Quem passar pela Cozinha Show poderá assistir demonstrações gratuitas e diárias até sábado (31), às 13h uma salgada e às 15h a receita doce. Bruna ressalta ainda que até a terça-feira os expositores comercializaram mais de R$ 1,7 milhão em produtos, o que representa um aumento de 16,38% se comparado ao mesmo período do ano passado.

Expointer: Pavilhão da Agricultura Familiar terá maior número de expositores neste ano

 
Os agricultores familiares terão maior participação na 42ª edição da Expointer, com 316 espaços de comercialização na 21ª Feira da Agricultura Familiar. O pavilhão com mais de sete mil metros quadrados oferecerá aos visitantes toda a diversidade de produção das agroindústrias, artesanato rural, plantas e flores, além de quatro cozinhas com refeições.
Os estandes serão divididos entre 247 agroindústrias; 65 empreendimentos de artesanato rural, plantas e flores; e quatro cozinhas do Rio Grande do Sul, mais cinco empreendimentos rurais do Rio de Janeiro, 10 de Minas Gerais e 1 do Amapá. O número de inscrições é 9,5% maior do que no ano passado, quando 285 expositores participaram da feira.
A feira é organizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetraf-Sul) e Via Campesina.
Ao todo, serão 139 municípios do Estado representados no local. “Os visitantes poderão conhecer e adquirir alimentos tradicionais e inovadores, que cumprem as exigências tributárias, sanitárias e ambientais, além de representar um modo de produção diferenciado, ligado ao localismo, à tradição e à cultura alimentar e a um modo de produção menos intensivo”, destaca a engenheira de alimentos e extensionista rural e social da Emater/RS-Ascar, Bruna Bresolin Roldan.
Neste ano, 55 empreendimentos participarão pela primeira vez da Expointer, como a família Rojhan, que fabrica embutidos em Sapiranga, na localidade de Picada Verão, e levará para a feira 16 tipos de produtos como salames, linguiças, lombo e filé de suíno defumados, salsichão e bacon. Segundo Danilo Rojhan, proprietário da agroindústria junto com a esposa Edina e os filhos Ruana e Vitor, a empresa processa de 2 mil mil a 2,5 mil quilos de suínos, que a família vende, principalmente, na feira municipal de Sapiranga. Neste ano, a produção foi suficiente para a realização do sonho antigo de participar da Expointer.
Cozinha Show
Em 2018, além de completar 20 anos com sucesso reconhecido de público e vendas, o Pavilhão da Agricultura Familiar dobrou de tamanho, passando de 3,5 mil metros quadrados para 7,6 mil metros quadrados. O novo espaço possibilitou a ampliação da praça de alimentação para 410 lugares e a criação de um depósito interno, que facilita a reposição dos produtos das agroindústrias.
Outra novidade desta edição será a Cozinha Show, iniciativa da Emater/RS-Ascar com apoio do curso de Gastronomia da Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). O espaço tem por objetivo divulgar e valorizar os alimentos produzidos pelas agroindústrias familiares e comercializados no pavilhão, que serão usados em receitas elaboradas por chefs de cozinha.
De acordo com a extensionista Bruna Bresolin Roldan, haverá demonstrações gratuitas e diárias aos visitantes, do segundo (25/8) ao penúltimo dia (31/8) de feira. “Serão demonstradas duas receitas por dia, sendo uma salgada e uma doce, às 13h e às 15h”, anunciou. Todas as receitas estarão disponíveis no APP da Emater/RS-Ascar na Expointer.